Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)

O futuro da agricultura e da água /// Expresso de Lisboa

Miguel Monjardino (www.expresso.pt)

0:00 Sexta-feira, 4 de Junho de 2010

Lembrei-me disto ao ver o índice de matérias-primas agrícolas do "Economist" e as previsões do crescimento económico da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicadas esta semana. O índice do "Economist" mostra um aumento dos preços agrícolas de uma base de 100 em 2000 para 199 em 2010.

A OCDE prevê que a economia dos EUA cresça 3,2% este ano. A zona euro crescerá uns tímidos 1,2%. Se olharmos para a China, Índia e Brasil, os números serão muito diferentes - Pequim crescerá 11%, Nova Deli, 8,3% e Brasília 6,5%.

Os dados da OCDE indicam que mais de 50% do produto mundial são actualmente gerados fora do mundo euroatlântico. A manter-se a tendência da última década, a Europa, EUA e Canadá verão o seu produto duplicar nos próximos 40 anos. No resto do mundo, quintuplicam. Como Jack Goldstone chama a atenção na "Foreign Affairs" de Janeiro/Fevereiro, em 2050 o mundo euroatlântico produzirá apenas cerca de 30% da riqueza mundial. É preciso recuar até 1820 para encontramos um número semelhante.

O que mostram mais os números do "Economist" e da OCDE? O que me chamou a atenção foram as implicações para a agricultura e para o consumo de água nas próximas décadas.

O aumento dos preços das matérias-primas agrícolas deve muito ao crescimento económico na Ásia, América Latina e África. Tal como aconteceu na Europa, EUA, Canadá e Japão, as populações dos países com maiores taxas de crescimento económico querem comer mais e melhor. O crescimento da classe média mundial e a urbanização exigem uma agricultura muito mais produtiva do que aquela que temos.

Nos últimos anos, não pensámos muito neste assunto. Os aumentos da produtividade agrícola transformaram-se numa espécie de direito adquirido das sociedades mais prósperas do mundo. Malthus e as suas preocupações sobre a tensão entre os níveis de produção agrícola e o aumento da população tornaram-se uma curiosidade para alguns economistas e historiadores. Mas, como estamos a descobrir muito rapidamente, os direitos adquiridos podem ser uma coisa efémera. Poderá acontecer o mesmo na agricultura?

Os números sugerem que os investimentos na investigação agrícola a nível internacional têm baixado nas últimas décadas e que os níveis de produtividade não estão a acompanhar o aumento da procura; mostram também que a agricultura exige cada vez mais água. O aumento da população mundial dos actuais 7 para 9 milhares de milhões de pessoas em 2050 complica ainda mais as coisas.

Como John Grimond argumenta no "Economist" da semana passada, o problema da água é a sua distribuição geográfica. O Brasil, o Canadá, a Colômbia, o Congo, a Indonésia e a Rússia têm imensa água. No lado oposto estão a China e a Índia, países com mais de um terço da população mundial mas com pouca água nos seus territórios. A evolução do clima sugere que haverá mais secas na Europa do Sul, no Médio Oriente, na Patagónia, no norte de África e no sudoeste dos EUA. Outras zonas terão mais água e mais cheias.

A agricultura e a água são hoje em dia quase sinónimo de guerra para muitos académicos, decisores políticos e responsáveis de instituições. O que estas pessoas vêem quando olham para as próximas décadas é uma tempestade perfeita causada pela fome e por falta de água crónica. Confesso que tenho muitas dúvidas. Do que não tenho dúvidas é da necessidade de gerir com muito mais cuidado tudo o que esteja relacionado com a agricultura e a água.

"9 mil milhões de pessoas. A evolução da demografia e da economia internacional mostram que temos de olhar com muito mais atenção para as questões da agricultura e da água. A alternativa é reencontrarmos Thomas Malthus".

Poluir o meio-ambiente destrói valor?


Desde o inicio da crise no golfo do México o valor da ação da BP despencou 24%. Perdeu 62 bilhões de dólares até o momento. E o acidente não apresenta uma solução imediata.
BP já gastou 1 bilhão de dólares e  vazamento de óleo continua. Seus numeros dizem ter folego para absorver até 20 bilhões de prejuízo e ainda distribuir 10 bilhões de dividendos. Numeros que ainda tiram o sono dos acionistas, pois ainda sem final previsto o desastre poderá trazer ações indenizatórias de individuos e empresas afetadas, cujos valores são inestimados.

Abaixo segue o artigo original publicado no The Economist;


Hole below the water


Failure to stem the flow of oil into the Gulf of Mexico spells trouble for BP

Jun 3rd 2010
From The Economist print edition

THE relief well with which BP is planning to put a definitive end to the oil spill polluting ever more of the Gulf of Mexico is drilling down into the sea floor at a rate of about 60 metres (200 feet) a day. The company’s share price is dropping considerably faster. On June 1st it plummeted by 13%. It had already declined by 24% over the six weeks since the loss of the exploration rig Deepwater Horizon and the start of the spill. All told the company has lost £42 billion ($62 billion) in value since the crisis started.

The latest drop was prompted by the news on May 29th that BP’s attempt to plug the leak with a “top kill” had failed. The company now plans to cut through the pipe from which oil is leaking and cap it with a fitting that will funnel oil to ships on the surface; it may also use equipment installed for the top kill to drain off oil. These steps may slow the flow of oil into the sea, perhaps substantially, but they will not stop it altogether, and carry a slight risk of increasing it. The funnel would also have to be removed if a hurricane were to strike.

A complete stop will have to wait for one of the two relief wells to get down to 5,500 metres, intersect with the leaking well and plug it. August is spoken of as the earliest date for this sort of success, hurricanes permitting. If numerous attempts have to be made, as they sometimes are, it is conceivable that the leak could continue for the rest of the year.

Barack Obama, under increasing criticism for his handling of the disaster, has promised to “bring those responsible to justice”. On June 1st his attorney-general, Eric Holder, visited Louisiana and announced that he was exploring both civil and criminal charges against BP and the other firms involved in the drilling. Criminal action could leave BP facing massive fines on top of the costs of the effort to stop the leak, the clean-up operations and claims for damages by companies and individuals that have been affected. So far BP has spent some $1 billion; that said, it made $6.1 billion in the first quarter of 2010. It is profitable enough to absorb $20 billion in spill-related losses while paying a $10 billion dividend, as it did last year. That would reassure anxious investors, but worry rating agencies (on June 3rd Fitch trimmed BP's ratings) and outrage politicians who want the dividend scrapped.

Robert Reich, a former secretary of labour, has suggested that BP’s American operations should be put under temporary receivership to allow the government to take control of plugging the leak. This seems unlikely. But the idea that the company as a whole might be taken over has become significantly more likely as its share price has plummeted. BP’s market capitalisation is now less than that of its rival, Royal Dutch Shell (see chart), which has discussed a merger before and may now be contemplating one again. The scale of the stock’s fall makes it possible that the foreseeable losses, huge as they are, have not only been priced in, but even overpriced.

Reputational loss, and the possibility of losing further access to the gulf, where BP is a large player, are harder to calculate while the spill and its attendant inquiries continue. When the waters finally clear, though, there could be some interesting sharks swimming in them.

Reciclagem no Brasil /// ABRE - Associação Brasileira de Embalagem

Reciclagem no Brasil


O perfil qualitativo dos resíduos sólidos urbanos no Brasil, de uma maneira geral, é denominado de " Lixo pobre", por conter uma baixa parcela de materiais reaproveitáveis.

A Constituição Federal estabelece que o Poder Público Municipal é o órgão responsável pela coleta de lixo, além da limpeza das ruas e praças da cidade. Formas inadequadas de acondicionamento de lixo podem gerar grandes prejuízos ao meio ambiente. Os lixões, por exemplo, são formas inadequadas de acondicionamento, pois são responsáveis pela proliferação de doenças, solo contaminado e mau cheiro.

O Brasil, mesmo quando comparado a alguns países desenvolvidos, apresenta elevados índices de reciclagem. O país desenvolveu métodos próprios para incrementar essa atividade e o maior engajamento da população pode contribuir ainda mais, para o aumento do índice de embalagens reaproveitadas.

Análise da Reciclagem no Brasil por material:

Vidro
47% das embalagens de vidro são recicladas no Brasil somando 470 mil ton/ano. Desse total, 40% são oriundos da indústria de envaze, 40% do mercado difuso, 10% do "canal frio" (bares, restaurantes, etc) e 10% do refugo da indústria. Na Alemanha, o índice de reciclagem gira em torno de 87%, correspondendo a 2,6 milhões de toneladas, na Suíça (95%), e a média de reciclagem na Europa é de 62%.

Em 2003, 45% do total de vidro que circula no mercado nacional foram reciclados, somando mais de 580 mil toneladas. Este índice praticamente dobrou em uma década, visto que em 1993 o índice de reciclagem era de 25% do total produzido deste material.

Em 2007, 47% do total de vidro que circula no mercado nacional foram reciclados, enquanto que os Estados Unidos reciclaram 40%.

Com um quilo de vidro se faz outro quilo de vidro, com perda zero e sem poluição para o meio ambiente. Além da vantagem do reaproveitamento de 100% do caco, a reciclagem permite poupar matérias primas naturais, como areia, barrilha, calcário, etc. Esse material reciclado pode ser aplicado em segmentos como pavimentação de estradas, fibra de vidro, bijuterias e muitos outros.

Limitações: A reciclagem desse material não é maior devido ao seu peso, o que encarece o custo do transporte da sucata. Além disso, o material não pode estar misturado com pedaços de cristais, espelhos, lâmpadas ou até mesmo vidro plano usado para automóveis, pois a química do material é diferente o que impede a reciclagem.

Limitações: A reciclagem desse material não é maior devido ao seu peso, o que encarece o custo do transporte da sucata. Além disso, o material não pode estar misturado com pedaços de cristais, espelhos, lâmpadas ou até mesmo vidro plano usado para automóveis, pois a química do material é diferente o que impede a reciclagem.

Papel e Papelão

43,7% de todo o papel que circulou no país em 2008 retornou à produção de papel, existindo ainda uma grande quantidade de aparas de papel que são utilizadas em outros produtos como a fabricação de telhas e cujo volume não é computado nas estatísticas. Se do total de papel que circulou no país, retiramos os que não são passíveis de reciclagem, temos uma taxa de recuperação de 50,8%.

As caixas feitas em papel ondulado são facilmente recicláveis, consumidas principalmente pelas indústrias de embalagens, responsáveis pela utilização de 64,5% das aparas recicladas no Brasil. Em 2008, 79,6% do volume total de papel ondulado consumido no Brasil foi reciclado. No mercado americano, as caixas onduladas têm 21% de sua composição proveniente de papel reciclado.

Em 2008 as porcentagens no Brasil foram de:

79,6% - papelão ondulado

43,7% - papel de escritório

Limitações: A contaminação com cera, óleo, plástico e outros materiais prejudicam a reciclagem destes. Porém, como as caixas de papelão ondulado não cabem em cestas de lixo, são coletadas separadamente diminuindo o risco de contaminação do material.

Embalagens Compostas (Longa Vida)

26,6% foi a taxa de reciclagem de Embalagens Longa Vida no Brasil em 2008 totalizando cerca de 52 mil toneladas. Na Europa, em 2007 a reciclagem deste material ficou em 30%. Cada tonelada de embalagem cartonada reciclada gera, aproximadamente, 680 quilos de papel kraft. No Brasil, é previsto um aumento constante da reciclagem dessas embalagens devido à expansão das iniciativas de coleta seletiva com organização de municípios, cooperativas e comunidade e ao desenvolvimento de novos processos tecnológicos. A taxa de reciclagem mundial é de 16% de Embalagens Longa Vida pós-consumo. Em 2003 a taxa de reciclagem das embalagens longa vida no Brasil foi de 20% totalizando cerca de 30 mil toneladas. A partir da reciclagem dessas embalagens é possível obter fibras para confecção de caixas de papelão e plástico/alumínio que podem ser utilizados para fabricação de peças plásticas como vassouras, canetas e até placas e telhas.

Limitações: Uma vez as embalagens longa vida separadas na coleta seletiva e encaminhadas para as indústrias recicladoras adequadas, não há limitações para a sua reciclagem e reaproveitamento de todas as suas camadas. Entretanto, alguns cuidados podem auxiliar na melhor separação e armazenamento na coleta seletiva. É importante que as embalagens estejam livres de resíduos orgânicos como restos de comidas, pois isso evita odores desagradáveis ao material armazenado. Outra forma de contribuir, é manter as embalagens compactas (sem ar), pois diminui o volume de material que deve ser encaminhado para coleta seletiva.

Metal
Aço
46,5% das latas de aço consumidas no Brasil em 2008 foram recicladas. Este índice vem aumentando graças à ampliação de programas de coleta seletiva municipais e programas de reciclagem pós-consumo para estimular a coleta destas embalagens. Esta iniciativa permitiu à embalagem de bebida carbonatada atingir o índice de 88% de reciclagem, número auditado por empresa independente.

Em 2007, 49% da produção nacional foi reciclada.

Se considerarmos os índices de reciclagem de carros velhos, eletrodomésticos, resíduos de construção civil, ou seja, todos os segmentos do aço e somarmos aos índices das embalagens deste material, o Brasil recicla cerca de 72% de todo o aço produzido anualmente.

Limitações: As latas devem estar livres das impurezas contidas no lixo, principalmente terra e outros materiais metálicos. O estanho em concentração elevada pode dificultar a reciclagem fazendo-se necessária a retirada deste por processos metalúrgicos que encarecem o processo.

Alumínio

Em 2008, o Brasil reciclou aproximadamente 91,5% da produção nacional de latas.

O material é recolhido e armazenado por uma rede de aproximadamente 130 mil sucateiros, responsáveis por 50% do suprimento de sucata de alumínio à indústria. Outra parte é recolhida por supermercados, escolas, empresas e entidades filantrópicas. O mercado brasileiro de sucata de latas de alumínio, entre 2000 e 2007, teve um crescimento significativo, devido ao aumento da participação de condomínios e clubes nos programas de coleta seletiva. Os números brasileiros superam países industrializados como Japão e EUA. Em 2008, os Estados Unidos recuperaram 54,2% de suas latinhas. O alumínio é reciclável sem perder as suas características, por isso latas e outros tipos de sucata (perfis, panelas, peças fundidas, etc), podem ser reutilizadas como outros produtos semi-manufaturados de alumínio, com características técnicas necessárias para atender às diversas aplicações.

A reciclagem do alumínio em 2008 alcançou os seguintes índices:

Brasil – 91,5%

Argentina – 90,8%

Japão – 87,3%

Estados Unidos – 54,2%

Limitações: A contaminação com matéria orgânica, a mistura com outros materiais, areia ou até mesmo excesso de umidade interferem na reciclagem do alumínio, dificultando sua recuperação para usos mais nobres.


Plásticos

21,24% dos plásticos rígidos e filme são reciclados em média no Brasil em 2008, o que equivale a cerca de 556 mil toneladas por ano. Não há dados específicos para o plástico filme. A taxa de reciclagem de plástico na Europa é de 18,3%, sendo que em alguns países a prática é impositiva e regulada por legislações complexas e custosas para a população local, diferentemente do Brasil, onde a reciclagem acontece de forma espontânea. É possível economizar até 50% de energia com plástico reciclado.

Limitações: A contaminação do material com a matéria orgânica, areia ou óleo e a mistura de polímeros que não são quimicamente compatíveis prejudicam o processo de reciclagem. Sendo assim, os vários tipos de polímeros precisam ser identificados e separados, através dos símbolos padronizados que identificam cada material.


PET – Poli (Tereftalato de Etileno)

O índice de reciclagem brasileiro do PET é de 54,8 %, o maior do mundo entre os países onde não há coleta seletiva. Em 2008, o volume reciclado foi de 253 mil toneladas de embalagens de PET . A capacidade instalada é de 462 mil toneladas. Entre os estados brasileiros, São Paulo detém a maior participação na reciclagem, seguido de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O PET reciclado é utilizado principalmente para a produção de fibras de poliéster (40%), extrusão de chapas ( 16% ) e filmes para termoformagem (15%). Vários outros setores, entretanto, utilizam as embalagens de PET recicladas como matéria-prima: resinas para tintas, vernizes, adesivos e resina poliéster , tubos e vários outros.

No Brasil, 54,3% das embalagens pós-consumo foram efetivamente recicladas em 2008, totalizando 253 mil toneladas , num crescimento de 8,7% sobre o ano anterior . As garrafas são recuperadas principalmente através de catadores, além de fábricas e da coleta seletiva operada por municípios. Os programas oficiais de coleta seletiva, que existem em mais de 200 cidades do País, recuperam por volta de 1000 toneladas por ano. Além de garrafas descartáveis, existem no mercado nacional 70 milhões de garrafas de refrigerantes retornáveis, produzidas com este material. No Brasil a taxa de reciclagem de resinas de PET apresenta crescimento anual acima de 20% desde 1997, com picos de 35% (entre 2002/2003).

Em 2008 o Japão reciclou 69,2%, Europa 46%, Argentina 34%, Estados Unidos 27% e México 12,6%.

Cinquenta e oito indústrias processam o PET pós-consumo, produzindo bens como embalagens para não-alimentícios, fibra de poliéster para indústria têxtil, mantas para obras de geotecnia, vassouras e escovas, cordas, produtos de uso doméstico, tubos para esgotamento predial, telhas, filmes, chapas, etc.

Limitações: O consumidor ainda não está totalmente informado sobre a possibilidade de reciclagem e o conseqüente valor econômico da garrafa PET pós-consumo. Com isso, as embalagens acabam descartadas no lixo comum. Por outro lado, a falta de sistemas eficientes de coleta seletiva impedem a recuperação das garrafas, que acabam perdidas em aterros sanitários e lixões.

Principais líderes internacionais da cadeia de valor da soja se reúnem no Brasil em junho /// Portal Fator Brasil

Encontro discutirá produção, processamento e consumo de soja responsável durante a V Conferência Internacional da Soja Responsável, em São Paulo.

O uso de fontes sustentáveis de produção como um meio de cumprir legislações locais e regulamentações do mercado, sem deixar de atender às necessidades de consumidores exigentes, são preocupações cada vez maiores dos produtores de soja. Para discutir as oportunidades relacionadas ao assunto, a Round Table on Responsible Soy Association (RTRS), iniciativa internacional de multi-stakeholders que incentiva o uso e produção responsável da soja, realizará nos dias 9 e 10 de junho a V Conferência Internacional da Soja Responsável, no Club Transatlântico, em São Paulo-SP.

O evento terá a presença de aproximadamente 250 stakeholders e dos mais relevantes porta-vozes da cadeia de valor da soja, ambientalistas, especialistas em sustentabilidade e principais representantes do comércio. A Conferência iniciará com os discursos de Gustavo Grobocopatel, do Grupo Los Grobo (Argentina) e Chen Ying, Vice-Diretor do Departamento de Cereais e Óleos, Câmara de Comércio de importações e exportação de alimentos, produtos autóctones e derivados de animais da China (CFNA). Ambos são os principais representantes do setor em seus respectivos países.

Após os discursos, a primeira sessão do evento irá analisar os desafios para obter Soja Responsável nos setores da indústria e da sociedade civil. Para tanto, os convidados da primeira sessão serão Jason Clay, da WWF, que irá tratar das questões vinculadas à RTRS, como rastreabilidade, valores de integração (bundling) e estratégias de mercados globais; Jan Kees Vis, UNILEVER (Holanda), falará sobre gestão da sustentabilidade em cadeias globais de valor; e Ron Van Erck, da DG Transport Transport & Energy, que abordará a situação atual das energias renováveis.

Partindo da perspectiva econômica para a ambiental, Michele Morton, da Shell Internacional, irá moderar o painel sobre as metodologias disponíveis para cálculos de Gases de Efeito Estufa e sua consonância com a Diretiva de Energias Renováveis. Participarão do debate Jorge Hilbert, da INTA (Argentina); Martina Gaebler, GTZ (Alemanha); Victoria Junquera, RSB (Suíça) e Walden David, Winrock (EUA).

Paralelamente, grandes e pequenos produtores do Brasil, Argentina e Índia discutirão os resultados dos testes de campo do documento de Princípios e Critérios e os próximos passos a seguir, moderados por John Strak, Diretor de Atividades de Extensão da RTRS para a Europa. No mesmo dia, serão realizados outros dois painéis sobre forças conjuntas de diferentes setores interessados para a transformação do mercado, e as oportunidades para o setor de biocombustíveis em relação à soja na América Latina e Europa.

Abrindo as atividades do segundo dia do encontro, Leonel Mello, da Ecosegurança (Brasil), Franco Moreira, da WWF (Brasil); Yvonne Hofman, IDH (Holanda) e Gerhard Dieterle, do Banco Mundial (EUA), discursarão sobre iniciativas para promover a conservação das florestas, como a criação de um pagamento por serviços ambientais.

A última sessão será acerca do futuro das associações e mesas-redondas. Nesta, Otto Hospes, da Universidade de Wageningen (Holanda) falará sobre mesas redondas como novas formas de governabilidade sustentável, seguido de Christine Dragisic, Conservation International (EUA), que abordará a área de culturas sustentáveis e Nathan Ruby, da World Soy Foundation (EUA), discutindo as tendências nos programas de Responsabilidade Social Corporativa na indústria da soja. O encerramento será feito com um discurso final de Jerry Vergeer, da Nutreco (Holanda).

Um dos principais objetivos da Conferência será ainda aprovar a versão final do documento de Princípios e Critérios de produção de Soja Responsável, que passará por uma revisão da Assembléia Geral de Membros da RTRS, no último dia do encontro. Depois de aprovado, o modelo será lançado no mercado para produtores interessados em obter a certificação da RTRS.

.[V Conferência Internacional de Soja Responsável, no dia 9 de junho (quarta-feira), das 8h30 às 19h, e 10/06, das 8h30 às 13h , no Club Transatlântico, Rua José Guerra, 130 - Chácara Santo Antônio, São Paulo – SP / Brasil.http://annualconference.responsiblesoy.org

Ford investe na produção limpa e avança na sustentabilidade /// Portal Fator Brasil

Montadora comemora a Semana do Meio Ambiente com avanços na direção de uma produção mais limpa e eficiente.
A Ford foi a primeira montadora a ter todas as suas fábricas no mundo certificadas pela norma de gestão ambiental ISO 14001 e continua a ser um exemplo de sustentabilidade. É também uma das fundadoras e a única empresa do segmento automobilístico no Brasil a fazer parte do GHG Protocol (Greenhouse Gas Protocol), grupo criado a partir do Protocolo de Kyoto para medir a quantidade de gás carbônico emitido pelas indústrias e traçar metas para a sua redução.

Os resultados práticos dessa política estão presentes em indicadores que mostram os avanços da marca na direção de uma produção mais limpa e eficiente. A Ford conseguiu reduzir em 1% a emissão relativa de CO2 – quantidade emitida por cada veículo produzido – em 2009 e já compensa 37% do total de emissões desse gás. Nos últimos quatro anos, obteve também reduções importantes no consumo de energia elétrica (10%), água (22,5%) e gás natural por veículo produzido (43%), além de diminuir em 34% a geração de resíduos em todo o processo.

A produção de veículos com maior conteúdo reciclável também é uma preocupação da Ford. Hoje, 100% dos carpetes dos veículos produzidos no Brasil utilizam PET reciclado na sua produção. Em média, cada veículo utiliza de 5 kg a 7 kg desse material, aplicado também em porta-pacotes, forração de teto, caixa de roda e manta acústica. Para produzir 3 kg de PET reciclado são necessárias, em média, 60 garrafas PET.

“O desenvolvimento sustentável é um dos pilares da visão de negócios da Ford. Ele está presente na criação de veículos mais eficientes e limpos, no aprimoramento da gestão ambiental em toda a cadeia produtiva e nas ações sociais e educativas promovidas pela empresa na comunidade”, diz Edmir Mesz, engenheiro ambiental da Ford Brasil.

Uma das iniciativas recentes nessa área foi a instalação de um regenerador de gases da pintura na fábrica de São Bernardo do Campo, SP. O equipamento, com cerca de 200 toneladas, elimina até 99% das partículas em suspensão geradas no processo de secagem nas estufas e libera na atmosfera somente vapor d'água e menos de 1% de CO2. A fábrica adotou ainda uma nova geração de robôs de pintura (tecnologia Ecobell 2M), que reduz o consumo de tinta e a emissão de compostos orgânicos voláteis em 15%.

Plantio de árvores - A fábrica da Ford em Camaçari, na Bahia, atingiu a marca de 120 mil mudas plantadas na área de florestamento em torno do complexo. As mudas – de espécies nativas como embaúba, ipê roxo, jacarandá, pau-brasil, jatobá, e palmeira-cica – são produzidas no viveiro do Centro de Educação Ambiental da unidade, que também desenvolve programas para a comunidade.

Projetos similares foram desenvolvidos no Campo de Provas de Tatuí (SP), com o plantio de 1.076 mudas nativas em uma área de reflorestamento, e na fábrica de Taubaté, SP, onde foram plantadas outras 200 mudas.

A Troller, incorporada ao grupo Ford em 2007, também promoveu uma iniciativa pioneira, com a adesão da Copa Troller à campanha Carbono Neutro. Todas as emissões dos veículos participantes da competição no ano passado foram neutralizadas com o plantio de 284 árvores nativas da Mata Atlântica na região de Guarapuava, PR. O gerenciamento foi feito pela empresa MaxAmbiental, desenvolvedora da campanha no Brasil.

Envolvimento da comunidade - O Terminal Portuário Miguel de Oliveira, privativo da Ford, localizado na Baía de Aratu, na Bahia, completou seu sistema de gestão ambiental e contratou uma cooperativa de Camaçari para a coleta do material reciclável gerado no local. Escolas das comunidades de Caboto e Madeira, vizinhas ao terminal, foram incorporadas ao programa de reciclagem e educação ambiental, complementado por palestras sobre alimentação, agroecologia e artesanato. O Porto da Ford mantém um programa de monitoramento da biota aquática, com coleta de amostras para acompanhar a qualidade da água e o comportamento da fauna local.


A Ford também promove, há 15 anos, o Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental, um dos reconhecimentos de maior prestígio dessa área no Brasil. Com cinco categorias, ele já premiou 60 personalidades e instituições pela criação de iniciativas bem-sucedidas de preservação do meio ambiente no país e reuniu um inventário de 1,7 mil projetos inscritos.

Campanha interna - Para reforçar a conscientização dos empregados quanto ao papel que cada um tem na conservação dos recursos ambientais, a Ford também está comemorando o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) com uma série de atividades nas fábricas. O programa inclui oficinas de brinquedos, cestaria, tapeçaria e papel reciclado e exposição de móveis feitos com pneus, vassouras de garrafa pet e materiais reciclados, além de materiais de limpeza produzidos a partir de óleo de cozinha usado, em parceria com cooperativas, ONGs e empresas públicas.

Empresa gera receitas de forma sustentável e contribui para aumentar conscientização ambiental /// Portal Fator Brasil

Grande Rio Reciclagem Ambiental recolhe 72 mil toneladas de resíduos animais e realiza programa educativo em 300 escolas cariocas
A Grande Rio Reciclagem Ambiental, presente há quase quatro décadas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, coleta e industrializa uma média anual de 72 mil toneladas de resíduos gerados pela produção de proteínas animais, oriundos de açougues e abatedouros (ossos, carnes, sangue, sebo, etc.). Também processa por ano 3 mil toneladas de óleo de fritura usado e 1,5 mil toneladas de garrafa Pet. Além da atuação ecológica, a Grande Rio tem um importante papel econômico, pois, a partir dos resíduos coletados, fabrica e comercializa matérias-primas para a indústria de limpeza, higiene, beleza e para a produção de rações e energia.

Para aumentar o volume de resíduo vegetal recolhido, a empresa intensificou os trabalhos de conscientização nas escolas. No programa, as crianças trocam óleo de fritura usado por produtos de limpeza. O transporte desse resíduo ocorre por meio de garrafas Pet, que também são recicladas e reaproveitadas. Depois de descontaminadas, são doadas para trabalhos sociais em comunidades carentes. Para atingir a meta de expansão no país, a empresa busca parcerias como a da empresa GR Higiene e Limpeza, que adquire as matérias-primas processadas para produzir sabão em barra e sabão pastoso das marcas BioBrilho, Bica e Barra.

Segundo a consultora ambiental da empresa, Alessandra Caline, a educação deve ser sempre a base para as ações ambientais e sustentáveis, pois garantem a perpetuação dos projetos de forma sólida. “Por isso a atuação da Grande Rio é tão forte nas escolas, em condomínios residenciais, restaurantes, cozinhas industriais, açougues, órgãos públicos e empresas privadas. Temos, inclusive, o apoio das secretarias de Educação e Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro”, afirma.

A organização busca mostrar a importância da mobilização coletiva para atingir resultados positivos na luta a favor do meio ambiente. Por meio de metodologias pedagógicas próprias, contribui para a formação de consciência coletiva, oferecendo subsídios para levar ao cidadão informações para tomar decisões ou fazer escolhas responsáveis na destinação adequado dos resíduos. Dessa forma já participou de eventos como a Mostra do Meio Ambiente de Duque de Caxias e Ação Global. Promove, ainda, um intercâmbio de experiências no campo do conhecimento ambiental.

Compromisso do setor - Segundo o Sindicato Nacional dos Coletores e Beneficiadores de Sub Produtos de Origem Animal (Sincobesp), o setor recolhe e processa anualmente 8,8 milhões de toneladas de subprodutos animais e gera receitas de R$3,5 bilhões. De acordo com estimativas da Embrapa, o segmento produz mais de um milhão de tonelada de sebo e dois milhões de farinha de carne e osso. Esses novos componentes são comercializados para as indústrias de rações animais, farmacêutica, de cosméticos, de glicerina, entre outras, gerando receitas de R$3,5 bilhões por ano.

O setor de graxarias, que representa a atividade da Grande Rio Reciclagem Ambiental, tem como missão zelar pela manutenção dos padrões de saúde pública. É o setor que confere sustentabilidade ambiental à cadeia de carnes (açougues e abatedouros). “Para se ter uma ideia, as porções efetivas de carne sem osso e aparas giram em torno de 44% da massa corporal do boi, fato que demonstra a importância da gestão dos resíduos oriundos do abate e descarte do animal”, destaca Alessandra Caline.

Por essa razão, o setor tem ganhando cada vez mais visibilidade, sendo valorizado junto aos governos e a sociedade. Apesar de gerar recursos financeiros, a empresa tem a responsabilidade de coletar e reciclar os resíduos, mesmo quando a atividade não é viável economicamente. “Nosso principal compromisso é com o meio ambiente e a educação ambiental, por isso, mantivemos o trabalho mesmo com o mercado em baixa. Se os resíduos que coletamos fossem descartados na natureza, se tornariam reservatórios de doenças e abrigos para a proliferação de diversas pragas urbanas, além de contaminar os aquíferos e liberar gases tóxicos, metano e dióxido de carbono”, ressalta.

Ciclo de Estudos em EAD – Repensando os Clássicos da Economia - Edição 2010 /// Unisinos

Apresentação
Inscrições no final desta página.

O Ciclo de Estudos em Educação a Distância (EAD) – Repensando os Clássicos da Economia, edição 2010, através de um debate transdisciplinar, visa a propiciar à comunidade acadêmica e ao público brasileiro em geral uma visão das principais ideias e implicações das obras de autores clássicos e contemporâneos da economia. O Ciclo busca discutir as possibilidades e os limites de uma economia social e eticamente regulada. Neste sentido, no Ciclo estudam-se obras de autores que têm contribuições originais ao pensamento econômico contemporâneo, tais como Adam Smith, Thomas Malthus, David Ricardo, Karl Marx, Max Weber, Thorstein Veblen, John Keynes, Joseph Schumpeter e Michael Aglietta, permitindo ao participante conhecer e refletir sobre a viabilidade de suas aplicações na solução de problemas de nossa época.

O Ciclo, conduzido em EAD, é uma forma de ampliar as possibilidades de abrangência de público e de aprofundar as reflexões, a fim de prospectar novas alternativas para a economia numa era globalizada. Desta forma, a importância deste Ciclo vai além de tornar possível uma revisita a autores nem sempre suficientemente abordados nos cursos de graduação. No ciclo fomenta-se o debate das idéias, a fim de perceber a sua possível contribuição para a solução de problemas de nosso tempo ou, no mínimo, procurar alertar para que não se repitam os mesmos erros.

O Ciclo contém oito módulos, com datas de início e término para cada autor estudado. Cada módulo corresponde a seis horas de estudos e atividades, as quais incluem leitura de textos e participação nos debates dos fóruns virtuais, desenvolvidas ao longo de três semanas.

Haverá quatro módulos no primeiro semestre e quatro no segundo semestre de 2010. O(a) participante pode optar por realizar sua matrícula em todo o evento (com um desconto especial!) ou apenas no(s) módulo(s) que quiser.

Realização

Data de início: 05/04/2010

Data de término: 13/11/2010

Dias do evento:

Módulo 1 – 05/04 a 24/04/10 matrículas até 08/04

Módulo 2 – 26/04 a 15/05/10 matrículas até 30/04

Módulo 3 – 17/05 a 05/06/10 matrículas até 18/05

Módulo 4 – 07/06 a 26/06/10 matrículas até 09/06

Módulo 5 – 23/08 a 11/09/10 matrículas até 25/08

Módulo 6 – 13/09 a 02/10/10 matrículas até 15/09

Módulo 7 – 04/10 a 23/10/10 matrículas até 06/10

Módulo 8 – 25/10 a 13/11/10 matrículas até 27/10



Horário: Livre

Carga horária: 48 horas (8 tópicos de 6 horas cada )

Local: Plataforma Moodle – Modalidade de Ensino a Distância - EAD (www.moodle.unisinos.br)

Veja o Passo-a-passo para acessar a plataforma Moodle.

Acesse o Moodle: http://www.moodle.unisinos.br

Clique em acesso. Em nome do usuário e senha você deve colocar o mesmo usado no Portal MINHA UNISINOS;

Complete o formulário de cadastro pessoal no ambiente Moodle que irá ser apresentado;

No final clique em Atualizar Perfil.

Objetivo

Objetivo geral
Formar uma visão global dos enfoques que os diferentes autores propiciam, permitindo prospectar novas interpretações e ações rumo a uma economia social e eticamente regulada.

Objetivos específicos
- Compreender as principais ideias dos autores abordados;

- Empreender uma discussão sistemática sobre temas relacionados com os autores clássicos e contemporâneos da economia;

- Desenvolver uma visão global da economia clássica e suas implicações no cotidiano;

- Debater sobre as possibilidades e os limites de uma economia social e eticamente regulada.

Público-alvo
Comunidade acadêmica da Unisinos e público em geral.

Recessão europeia reduz consumo de energia e custo para conter emissões //// Tn sustentavel-IPS

Data: 31/05/2010 08:33
Por: Redação TN / David Cronin, IPS

A depressão econômica que afeta a União Europeia (UE) reduziu o consumo de energia e, portanto, o custo que implicaria elevar a meta de redução das emissões de gases-estufa, segundo novas análises. A UE se comprometeu oficialmente, em 2007, a reduzir em 20%, até 2020, e tomando por base os indicadores de 1990, a quantidade de dióxido de carbono e de outros elementos contaminantes que é liberada na atmosfera, que provocam o aquecimento global, com a consequente mudança climática.

Contudo, um documento divulgado, no dia 26, pela Comissão Europeia – órgão executivo da UE – diz que elevar essa meta para 30% no mesmo período não implicaria uma carga excessiva para as economias europeias. A queda no consumo de energia causada pela recessão e a alta dos preços dos combustíveis modificou o custo previsto para cumprir a meta de 20%, de 70 bilhões de euros para 48 bilhões de euros ao ano até 2020. Se a meta de redução das emissões subir para 30%, o custo seria de 81 bilhões de euros anuais, 11 bilhões de euros mais do que o previsto originalmente para a redução de 20%.

Embora os cientistas do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC) preveja que a meta de 20% não bastará para impedir um aumento catastrófico da temperatura terrestre, a UE se nega a aceitar uma meta maior de redução das emissões.

Um dos principais motivos para isso é que os representantes da indústria, que faz uso intensivo da energia – cimento, alumínio, aço e produtos químicos –, alertam que abandonariam a UE e se instalariam em outros países com normas ambientais mais flexíveis ( no terceiro mundo, por exemplo!!!). Mas as advertências não correspondem aos fatos. Em 2008, o Climate Strategies, instituto de pesquisa climática com sede na Grã-Bretanha, disse que é mais provável que fatores como taxa de câmbio, acesso às matérias-primas, educação da mão-de-obra e infraestrutura do transporte influenciem na localização de uma empresa em um país do que a política climática.


A IPS perguntou a Connie Hedegaard, comissária europeia de Ação pelo Clima, se considera isso um exagero das empresas. “Entendo que o presidente de uma indústria tem algo em mente neste instante: de onde vem o dinheiro? Creio que a Europa também deve considerar o risco da perda de empregos se formos muito ambiciosos. Por outro lado, também há um preço se ficarmos quietos”, respondeu. Hedegaard, uma política dinamarquesa que presidiu várias negociações internacionais sobre Mudança Climática em Copenhague, no ano passado, lamentou que a Europa esteja atrasada no incentivo a tecnologias projetadas para reduzir a dependência de carvão, petróleo e gás.

Embora mais de 60% da nova capacidade geradora de eletricidade na EU, no ano passado, tivesse origem em fontes renováveis, Hedegaard afirma que “a liderança europeia está em dúvida”, sobretudo diante da Ásia. Empresas da China e da Índia estão entre as dez principais produtoras de turbinas eólicas. E a maioria dos paineis voltaicos utilizados para aproveitar a energia solar é fabricada na China e em Taiwan.

Christian Kjaer, da Associação Europeia de Energia Eólica, disse que as fontes renováveis apresentam enormes possibilidades de trabalho. Mais de 190 mil pessoas já estão empregadas na área de geração de energia eólica na Europa, informou a entidade. A falta de vontade demonstrada pelos governantes do mundo no ano passado, em Copenhague para negociar um acordo sólido sobre a mudança climática, não deve impedir que a UE redobre seus esforços para reduzir as emissões, disse Kjaer. “A Europa é líder mundial em energia eólica, mas enfrenta uma competição séria diante de China, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e Índia”, acrescentou.

A organização Amigos da Terra exortou a UE que fixe uma meta de redução de 40% de suas emissões até 2020, para impedir que a temperatura da Terra aumente dois graus acima dos níveis pré-industriais. O grupo reclama que essa meta seja legalmente vinculante e que os países que não cumprirem suas obrigações sofram sanções.


"A meta de redução de 40% não só é possível, como necessária", sustentou David Heller, especialista em Clima da Amigos da Terra. “Os governos da UE devem enfrentar os interesses criados e cobrar inequivocamente um aumento das metas”, acrescentou o ativista. A alta de dois graus na temperatura terrestre deixaria na rua 250 milhões de pessoas no Sul em desenvolvimento, levaria mais 30 milhões para a indigência e privaria três bilhões de pessoas do acesso adequado à água, afirmam especialistas. “Se continuarmos dependendo dos combustíveis fósseis, reduziremos a capacidade de desenvolvimento das nações pobres”, afirmou Rob van Drimmelen, da Aprodev, uma organização com sede em Bruxelas vinculada às igrejas protestantes. “A adoção de medidas para desvincular a economia europeia do consumo de carbono não é apenas algo inteligente, mas uma obrigação moral”, afirmou.

Start the Chinese or the domestic carbon market by 2014 /// FrFRy-China

Tagged with: 2014 Carbon Chinese coercive Domestic half market Measures start Taken

China will likely start no later than 2014 domestic carbon emissions trading market, and for Chinese companies to set up a "semi-mandatory" (half-mandatory) 的 targets to limit their greenhouse gas emissions. National Energy Research Institute, deputy director of CDM project management Feng Sheng waves on May 27 interview with the media in Cologne, Germany, made the statements.

Feng Sheng Bo said the government is drafting rules to develop the carbon market; carbon market will be under the supervision of the government by the "related units" (associations, which means carbon exchange) to run. "The government does not directly control the market. But if the unit developed a misguided policy, the Government will make a guide."

Feng said that the Government may every dollar of profits for Chinese companies to limit carbon emissions. "I do not think that those goals will be high, but if they are too loose, we can make changes."

Feng Sheng Bo said, in order to help these companies achieve targets, companies can reduce emissions, industrial or urban self-reduction of carbon intensity, the purchase of carbon offset credits (to balance the carbon emissions). He added that initially, only the Chinese companies will be allowed to trade in the carbon market.

But Von did not specify the companies involved in the carbon market, voluntary or mandatory emissions reduction.

International environmental organization Greenpeace (China), Climate and Energy Project Manager, both Yang on May 30 on the newspaper, said more may be caused by a large central enterprises (such as the five major power groups) to participate in the carbon market, for small-scale pilot.

Both Yang said the Chinese Government's efforts by Greenpeace to try the carbon trading market welcomed. First carbon trading within a certain range, can help China in the future to assume a greater responsibility to prepare mitigation.

National Development and Reform Commission earlier this year during two sessions that are working on guidance for a low carbon economy, and consider a number of specific industries and regions small-scale carbon trading pilot. Sources revealed that the power, oil and chemical industries and other industries more likely selected.

Huang Jiefu, vice president of the Chicago Climate Exchange on May 30 newspaper was also introduced from the international carbon market development experience, both the European Union or the United States, carbon emissions are from large electric power industry to find a breakthrough.

EU 90 in the last century trying to launch from the electric power sector carbon trading, first select the appropriate power plant started several simulated trading, and gradually improve the trading rules. To January 2005, the EU carbon emissions trading system in EU-ETS began formal trading.

Northeastern United States in 10 states in the state government level, but also the power industry's carbon emissions trading as a breakthrough in the establishment of a regional carbon trading market RGGI. Voluntarily join the participating enterprises, including the largest U.S. power plant American Electric Power (AEP). Transactions carried out so far, the auction more than 580 million U.S. dollars of total revenue. Latest emissions auction will be conducted this year on June 9.

At this point, the electric power industry is in turmoil, a new round of emission reduction. Following the completion of the "Eleventh Five-Year" shutting down 50 million kilowatts of small thermal power missions, the National Energy Board requirements "determined to ensure the third quarter of this year completed before shutting down 10 million kilowatts of small thermal power of the target."

Huang Jiefu told this newspaper that, unlike the United States and Europe, China De electricity companies start carbon-trading past, coal, electricity, natural gas and oil, the market actually trading Huan Meiyouchuxian. Therefore, the transaction itself, but also a large number of capacity-building.

"Transactions of the ultimate aim is to enable enterprises (including power companies) to 45% of the lowest cost (carbon intensity) indicators." Huang Jiefu said.

Interview the market responded positively to this news. Shanghai Environment and Energy Exchange, Hui Bin, head of research said to the newspaper, whether to start the domestic carbon market will depend on the national policy considerations; and exchanges, and trading system from a technology a complete ready to do a good job.

Carbon Consultancy Company Beijing Yi Cheng Lin Wei, general manager of CIGNA, said the news of the domestic launch carbon trading is not unexpected, is "imperative" to do.

The Development and Reform Commission by the energy system and energy market analysis director Jiang says to the newspaper said, to establish (sufficient) domestic carbon market is not easy, provided that "should (Emission) total control", now "wants to become a domestic (carbon credits) seller, but not (appropriate) the buyer. "

Says Jiang said, adding that energy is currently studying how to carry out industry-wide emission reduction (including the power industry), to promote industry emissions (carbon credits generated) to enter the international carbon market.

Feng Sheng Bo said that day: "From the government point of view, the absolute emission reduction at this stage of China, is unrealistic." November 26 last year, China formally announced the action to control greenhouse gas emissions targets, decided in 2020 carbon dioxide emissions per unit of GDP than in 2005 40% -45% decline.

Both Yang also think that the domestic carbon trading pilot launch more of a big order to clarify the carbon emissions statistics, enhance the internal, the greenhouse gas measurement, statistical analysis and verification of capacity-building; while the carbon market "semi-mandatory" nature is likely to means that no punitive measures, which will result in reduction of its short-term nor will it form a real push.

Sequestro de CO2 abalado /// Agencia FAPESP

1/6/2010
Agência FAPESP – Níveis atmosféricos elevados de dióxido de carbono podem estar alterando os modos com que as plantas sequestram carbono orgânico no solo, segundo indica uma nova pesquisa.

O estudo, feito por cientistas europeus, será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academies of Sciences (PNAS).

George Kowalchuk, do Instituto Holandês de Ecologia, e colegas cultivaram duas espécies de plantas (Carex arenaria e Festuca rubra) em duas condições de concentração de dióxido de carbono (CO2) diferentes: normais e duas vezes maior do que os níveis atmosféricos atuais.

Os pesquisadores utilizaram CO2 sintetizado em um processo que marca os isótopos de carbono 13 no gás. Os isótopos marcados permitiram traçar o carbono que foi fixado pelas plantas no experimento durante a fotossíntese e que foi transferido às raízes das plantas para comunidades de microrganismos que vivem no solo.

Ao examinar os microrganismos, os autores do estudo conseguiram determinar que níveis elevados de CO2 atmosférico podem tanto aumentar o fluxo de carbono por meio de fungos simbióticos nas raízes das plantas como favorecer o crescimento de bactérias específicas associadas com esses fungos.

No artigo publicado na PNAS, os pesquisadores propõem um modelo conceitual para a forma como as plantas podem remover CO2 da atmosfera e transferir o carbono ao solo por meio de fungos.

De acordo com os autores, os resultados da pesquisa podem fornecer um modelo geral para prever interações futuras entre os níveis em elevação de CO2 atmosférico e os ecossistemas terrestres.

O artigo Shifting carbon flow from roots into associated microbial communities in response to elevated atmospheric CO2 (doi/10.1073), de George Kowalchuk e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da PNAS em http://www.pnas.org/.

Campanha vai alertar para consumo de 'carne legal' Estadão.com.br

01 de junho de 2010 0h 00

O Ministério Público Federal (MPF) no Pará lança hoje a campanha Carne Legal, pelo consumo consciente de produtos de origem bovina. O objetivo é alertar para as ilegalidades observadas na cadeia da pecuária - como o desmate de floresta para colocar pecuária no local - e para a necessidade de os consumidores cobrarem informações a respeito da origem da carne que compram nos supermercados.

A campanha será veiculada em todo o Brasil. Haverá peças gráficas, três filmes de 30 segundos para veiculação na televisão e três spots para rádio.

O material vai mostrar a ligação entre carne, fazendas ilegais, desmatamento, trabalho escravo e lavagem de dinheiro. As peças também estão disponíveis na internet (www.carnelegal.mpf.gov.br). Há um ano, denúncias da ONG Greenpeace relacionaram a pecuária com a derrubada da floresta. Foi quando o MPF no Pará moveu ações civis contra pecuaristas e frigoríficos. Depois, o MPF firmou um acordo com o setor. Em abril, empresas que usam couro, como Adidas e Nike, afirmaram que poderão cancelar compras se não houver comprovação da origem do produto.


Começa reunião do clima em Bonn
Bonn, na Alemanha, recebe até dia 11 de junho a reunião preparatória para a Conferência do Clima (COP-16) que será realizada em dezembro em Cancún, no México. Ativistas da ONG Oxfam protestaram contra a falta de um acordo em Copenhague e pediram mais ação desta vez.


SUSTENTABILIDADE
Hotel cria calculadora para compensar CO2
O hotel Hilton São Paulo Morumbi, na Marginal do Pinheiros, criou uma ferramenta para compensar parte das emissões de gases-estufa decorrentes de eventos realizados no local. Com o uso de um programa, o responsável pelo evento pode adquirir créditos de carbono de uma hidrelétrica localizada em Santa Catarina. Baseada em padrões internacionais, a ferramenta avalia a média de emissão de carbono para cada variável envolvida no evento: transporte, alimentação, número de pessoas, entre outros. A rede de hotéis estipulou metas ambientais para 2014, que incluem a redução de 20% no consumo de energia e na emissão de gases de efeito estufa.


AQUECIMENTO
Cientista quer agência de clima
Suzana Kahn, presidente do Painel Brasileiro de Mudança Climática (PBMC), defende que o País tenha uma agência para cuidar das questões climáticas. "Tem de ser uma política de governo, e não do ministro que grita mais alto", afirma.

/ AFRA BALAZINA e ANDREA VIALLI

ONU retoma negociações sobre o clima, mas sem vislumbrar acordo /// Deutsche Welle - Ecodebate

Aquecimento global mais uma vez em discussãoNegociações para o período pós-Kyoto recomeçam em Bonn, mas as expectativas de um acordo amplo são pequenas após o fracasso da Conferência de Copenhague. Reunião é preparatória para o encontro de Cancún, em dezembro.

Começou nesta segunda-feira (31/05) e vai até o dia 11 de junho uma nova rodada de negociações das Nações Unidas sobre o combate às mudanças climáticas, na cidade de Bonn, na Alemanha. O evento, que conta com a presença de 185 países, é preparatório para o encontro de dezembro, em Cancún, no México. Mas a expectativa por um acordo amplo não é alta, depois do fracasso do encontro de Copenhague, seis meses atrás.

O principal objetivo das negociações conduzidas pela Convenção do Clima das Nações Unidas (UNFCCC) é chegar a um novo texto, para substituir o Protocolo de Kyoto, que vale só até 2012.

O holandês Yvo de Boer, chefe da UNFCCC, admitiu que é improvável que qualquer acordo seja assinado até o fim de 2011. De Boer encaminhou sua renúncia depois do fracasso da Conferência do Clima de Copenhague, que terminou em frustração geral, apenas com promessas vagas de corte nas emissões de gás carbônico.

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Yvo de Boer diz não acreditar num acordo ainda este anoNa Dinamarca, líderes de 194 países deveriam ter acertado um acordo com força de lei para o período pós-2012. No entanto, tudo que eles conseguiram foi um compromisso de redução dos gases que causam o efeito estufa e uma promessa de ajuda aos países em desenvolvimento no combate às mudanças climáticas.

Negociação dura
No primeiro dia, o encontro de Bonn já deu um exemplo de quão difícil será agradar a todos os envolvidos. Venezuela, Cuba e Bolívia disseram que não poderiam iniciar negociações com base no novo texto por ele dar muita ênfase ao documento de Copenhague, por eles rejeitado.

Já os Estados Unidos alegaram que o novo texto não teria sido feito para servir de base para as negociações. A África do Sul reclamou que ele exige demais dos países em desenvolvimento.

Numa entrevista coletiva em Bonn, De Boer não se mostrou nada otimista em relação às possibilidades de se chegar a um consenso até o fim do ano.

"É extremamente improvável que tenhamos um acordo com força de lei em Cancún", disse a principal autoridade da ONU para mudanças climáticas. "Eu acho que principalmente os países em desenvolvimento vão querer ver o que um acordo exigiria deles antes de fazê-lo ter força de lei."

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Christiana Figueres será a nova chefe da UNFCCCNo mês passado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou a costa-riquenha Christiana Figueres para substituir De Boer a partir de 1º de julho de 2010. Analistas avaliam que ela enfatizará o desenvolvimento de tecnologias verdes em detrimento de metas obrigatórias de cortes na emissão de gases.

O encontro de Bonn tem como objetivo destravar os impasses existentes. O chamado Acordo de Copenhague estabelece uma meta voluntária de limitar o aquecimento em 2 graus Celsius. Ele foi acertado por cerca de vinte líderes mundiais, nas horas finais do encontro.

Para mostrar que o acordo tem credibilidade – e trazer de volta a confiança no projeto como um todo – os países em desenvolvimento estão agora cobrando dos industrializados que cumpram suas promessas de apoio financeiro.

Crise econômica é um empecilho
No Acordo de Copenhague, a União Europeia, os Estados Unidos, o Japão e outros países ricos ofereceram cerca de 30 bilhões de euros de ajuda para o período de 2010 a 2012, valor que subiria para 100 bilhões de dólares anuais até 2020.

Com a crise financeira na zona do euro, a União Europeia está revendo sua meta inicial de cortar unilateralmente em 30% sua emissão de gás carbônico até 2020 – em relação ao índice de 1990. A meta seria uma forma de estimular atitudes semelhantes nos países em desenvolvimento.

Connie Hedegaard, comissária da UE para mudanças climáticas, disse na semana passada que "claramente não há condições" de se atingir esta meta. Anteriormente, a UE tinha proposto mudar sua meta de 20% para 30% se outros países a acompanhassem como parte do novo acordo climático. Um estudo apresentado pela comissária estima que isso custaria 81 bilhões de euros.

"É claro que agora não é uma hora fácil para se discutir dinheiro que sai dos cofres públicos", disse Hedegaard.

França e Alemanha – as duas maiores economias da UE – pediram a outros membros da União Europeia que tratem este assunto com muito cuidado.

Tudo tem sua hora
Grupos ambientalistas, como o WWF, vêm tentando movimentar as conversações emperradas.

"Copenhague fracassou em produzir o acordo de que o mundo precisa, mas alcançou importantes progressos em alguns aspectos", disse Regine Guenther, responsável por política climática do WWF. As negociações de Bonn deveriam focar estes pontos, disse Guenther, e concluí-los na próxima conferência do clima no México.

De acordo com o WWF, os delegados em Bonn poderiam resolver questões como finanças, desmatamento e transferência de tecnologia até Cancún e deixar para acertar um tratado global em 2011 na África do Sul.

"O progresso nestas áreas mostraria que a comunidade internacional continua trabalhando com seriedade em prol do novo acordo. O primeiro compromisso do Protocolo de Kyoto vence em 2012. Na África do Sul, no máximo, tem de ser definida a sequência do acordo", acrescentou Guenther.

TM/rtr/afp/dpa

Revisão: Alexandre Schossler

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