Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Recessão europeia reduz consumo de energia e custo para conter emissões //// Tn sustentavel-IPS

Data: 31/05/2010 08:33
Por: Redação TN / David Cronin, IPS

A depressão econômica que afeta a União Europeia (UE) reduziu o consumo de energia e, portanto, o custo que implicaria elevar a meta de redução das emissões de gases-estufa, segundo novas análises. A UE se comprometeu oficialmente, em 2007, a reduzir em 20%, até 2020, e tomando por base os indicadores de 1990, a quantidade de dióxido de carbono e de outros elementos contaminantes que é liberada na atmosfera, que provocam o aquecimento global, com a consequente mudança climática.

Contudo, um documento divulgado, no dia 26, pela Comissão Europeia – órgão executivo da UE – diz que elevar essa meta para 30% no mesmo período não implicaria uma carga excessiva para as economias europeias. A queda no consumo de energia causada pela recessão e a alta dos preços dos combustíveis modificou o custo previsto para cumprir a meta de 20%, de 70 bilhões de euros para 48 bilhões de euros ao ano até 2020. Se a meta de redução das emissões subir para 30%, o custo seria de 81 bilhões de euros anuais, 11 bilhões de euros mais do que o previsto originalmente para a redução de 20%.

Embora os cientistas do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC) preveja que a meta de 20% não bastará para impedir um aumento catastrófico da temperatura terrestre, a UE se nega a aceitar uma meta maior de redução das emissões.

Um dos principais motivos para isso é que os representantes da indústria, que faz uso intensivo da energia – cimento, alumínio, aço e produtos químicos –, alertam que abandonariam a UE e se instalariam em outros países com normas ambientais mais flexíveis ( no terceiro mundo, por exemplo!!!). Mas as advertências não correspondem aos fatos. Em 2008, o Climate Strategies, instituto de pesquisa climática com sede na Grã-Bretanha, disse que é mais provável que fatores como taxa de câmbio, acesso às matérias-primas, educação da mão-de-obra e infraestrutura do transporte influenciem na localização de uma empresa em um país do que a política climática.


A IPS perguntou a Connie Hedegaard, comissária europeia de Ação pelo Clima, se considera isso um exagero das empresas. “Entendo que o presidente de uma indústria tem algo em mente neste instante: de onde vem o dinheiro? Creio que a Europa também deve considerar o risco da perda de empregos se formos muito ambiciosos. Por outro lado, também há um preço se ficarmos quietos”, respondeu. Hedegaard, uma política dinamarquesa que presidiu várias negociações internacionais sobre Mudança Climática em Copenhague, no ano passado, lamentou que a Europa esteja atrasada no incentivo a tecnologias projetadas para reduzir a dependência de carvão, petróleo e gás.

Embora mais de 60% da nova capacidade geradora de eletricidade na EU, no ano passado, tivesse origem em fontes renováveis, Hedegaard afirma que “a liderança europeia está em dúvida”, sobretudo diante da Ásia. Empresas da China e da Índia estão entre as dez principais produtoras de turbinas eólicas. E a maioria dos paineis voltaicos utilizados para aproveitar a energia solar é fabricada na China e em Taiwan.

Christian Kjaer, da Associação Europeia de Energia Eólica, disse que as fontes renováveis apresentam enormes possibilidades de trabalho. Mais de 190 mil pessoas já estão empregadas na área de geração de energia eólica na Europa, informou a entidade. A falta de vontade demonstrada pelos governantes do mundo no ano passado, em Copenhague para negociar um acordo sólido sobre a mudança climática, não deve impedir que a UE redobre seus esforços para reduzir as emissões, disse Kjaer. “A Europa é líder mundial em energia eólica, mas enfrenta uma competição séria diante de China, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e Índia”, acrescentou.

A organização Amigos da Terra exortou a UE que fixe uma meta de redução de 40% de suas emissões até 2020, para impedir que a temperatura da Terra aumente dois graus acima dos níveis pré-industriais. O grupo reclama que essa meta seja legalmente vinculante e que os países que não cumprirem suas obrigações sofram sanções.


"A meta de redução de 40% não só é possível, como necessária", sustentou David Heller, especialista em Clima da Amigos da Terra. “Os governos da UE devem enfrentar os interesses criados e cobrar inequivocamente um aumento das metas”, acrescentou o ativista. A alta de dois graus na temperatura terrestre deixaria na rua 250 milhões de pessoas no Sul em desenvolvimento, levaria mais 30 milhões para a indigência e privaria três bilhões de pessoas do acesso adequado à água, afirmam especialistas. “Se continuarmos dependendo dos combustíveis fósseis, reduziremos a capacidade de desenvolvimento das nações pobres”, afirmou Rob van Drimmelen, da Aprodev, uma organização com sede em Bruxelas vinculada às igrejas protestantes. “A adoção de medidas para desvincular a economia europeia do consumo de carbono não é apenas algo inteligente, mas uma obrigação moral”, afirmou.

As Oportunidades de Negócio no Mercado de Carbono no Brasil

por Laercio Bruno Filho


Hoje existem basicamente dois tipos de Mercado de Carbono: o Mercado Regulado e o Mercado Voluntário de Carbono.


O Mercado Regulado se traduz pela existência da obrigatoriedade do atingimento às metas de redução dos GEE, pelos países do Anexo I, no caso do Protocolo de Quioto ou, do recém estruturado RGGI  no nordeste dos EUA.
O cumprimento das metas de redução pode se dar inclusive através da aquisição dos créditos de carbono gerados nos países em desenvolvimento.
O MDL, mecanismo de desenvolvimento limpo é um dos instrumentos desta operação e viabiliza a comercialização dos créditos de carbono junto aos principais mercados, o europeu e o japonês.

No Mercado Voluntário, os compradores adquirem os créditos de carbono de acordo com sua conveniência e necessidade, seja ela responsabilidade socioambiental, posicionamento competitivo ou investimento financeiro, já prevendo as oportunidades de um futuro “mercado regulador”. Não há regime de metas de redução neste mercado.
Os mecanismos de mercado são mais ágeis permitindo a negociação de créditos de carbono entre empresas e entre empresas e cidadãos.
Um destes mecanismos é o OTC- over the count, um esquema de mercado de balcão que viabiliza a  comercialização dos créditos .


O mercado de carbono no Brasil
O país ocupa a terceira posição mundial como desenvolvedor de projetos de MDL, atrás da China e Índia.
O item Carbono ocupa o 17* lugar na balança de exportações brasileiras correspondendo a uma receita anual de US$ 476,5 milhões. E tende a aumentar.

Este mercado torna-se a cada ano, em seu contexto geral, mais atrativo para os investidores nacionais e estrangeiros por diversos motivos. Um deles é a capacidade do país em gerar projetos desta natureza.
Apesar de a matriz energética ser majoritariamente renovável,portanto de baixa emissão de GEE, existem alguns  projetos que são emblemáticos em nível mundial  devido ao volume de créditos gerados e complexidade.

O surgimento da modalidade conhecida por REDD – redução das emissões por desmatamento e degradação da terra, descortinou uma grande oportunidade de desenvolvimento de novos negócios com foco na preservação da biodiversidade com possibilidades de uma robusta geração de créditos de carbono.

Neste cenário são passiveis de desenvolvimento as seguintes modalidade de projetos:

I- Projetos de carbono no âmbito do VCM;

II- Projetos de REDD,também no âmbito do VCM ;e

III- Projetos de MDL no âmbito do Protocolo de Quioto.
(A Bolsa de Chicago não será contemplada nesta abordagem).

I- Projetos do VCM: por se tratarem de processos menos burocráticos, oferecem algumas vantagens concretas: são mais rápidos,em até 6/8 meses um projeto pode ser registrado e comercializado e custam menos, quando comparados a um projeto de MDL.
Tecnicamente seguem as diretrizes metodológicas da UNFCCC para o Protocolo de Quioto.

Para agregar credibilidade hoje são encontrados nada menos que 17 diferentes padrões para certificação de projetos no VCM.

O VCS- Voluntary Carbon Standard é o mais utilizado. Gera um ativo financeiro conhecido por VCU- Verified Certification Units. Outro padrão bastante conhecido é o Gold Standard que gera o VER, Verified Emission Reduced. Ambos significam toneladas de carbono reduzidas e reconhecidos como "créditos de carbono".

Mercado
A demanda pelos créditos tende a aumentar principalmente porque os EUA já vem discutindo há algum sobre a aprovação da legislação federal que controlará as emissões de carbono.
Caso isto aconteça, e tudo parece indicar que sim, adotarão uma política nacional de controle e redução dos GEE que levará o mercado voluntário a crescer exponencialmente.

No Brasil o valor do crédito tem girado ao redor de 4-5 U$ por unidade. Em países europeus varia entre 6 e 15 dólares por unidade. Alguns estudos apontam para raríssimas exceções que poderiam chegar até 40 U$ por unidade.
Em nível global este mercado tem apresentado forte crescimento. Em 2007 negociou cerca de U$ 263 milhões, em 2008 saltou para U$ 396 milhões em 2009 , ao redor dos U$ 700 milhões e em 2010 a tendência de expansão se mantém.

Sinais complementares vem reforçar a tendência de crescimento deste mercado: (i) aumento da conscientização por segmentos da sociedade ocidental a qual passa a desejar produtos com “pegada ambiental mais leve” e portanto levando as empresas à ações de redução e compensação de emissões e ; (ii) metas de redução assumidas pelo Brasil no final do ano passado e recentes manifestações do governo sinalizando que brevemente haverá uma lei estabelecendo metas de redução de emissões para alguns segmentos da economia.
Cenário que está levando algumas empresas a repensarem seus posicionamentos quanto ao carbono.

Não há uma estimativa clara sobre o tamanho deste mercado no Brasil, mas é perceptível o potencial de expansão e a existência de oportunidades para desenvolvimento de novos projetos.


II- Projetos de REDD e Florestais.
O conceito básico do REDD é manter a floresta em pé evitando o desmatamento e a queimada e ao mesmo tempo remunerar o proprietário da floresta por esta atividade.

No entanto, cada vez mais os aspectos sociais, complementarmente aos ambientais, tem ocupado maior espaço nos projetos de REDD. Conhecidos por "REDD plus", estes projetos incorporam em suas ações as boas práticas socioambientais e tem despertado interesse por parte dos investidores.


Dinamica do REDD
A floresta intacta mantém o carbono estocado em sua estrutura física; raízes, caule, copa. Este carbono estocado é passível de ser contabilizado e valorado, estabelecendo-se assim as unidades negociáveis de créditos de carbono.
Em linhas gerais, desta forma REDD ajuda a evitar a emissão dos GEE. O desmatamento, em todo o mundo, hoje é responsável por 17,4% do total das emissões de GEE ,maior que o setor de transporte.
REDD foi amplamente discutido na CoP 15 , em Copenhagen, e talvez tenha sido a questão que melhor resultado obteve em termos pragmáticos.
Alguns países concordaram em aportar recursos financeiros.A Noruega prevê o aporte de 1 bilhão de dólares e os EUA também 1 bilhão de dólares, mas escalonados ao longo de 3 anos.

REDD representa adicionalmente oportunidades de desenvolvimento de novos negócios periféricos quando se considera todo o entorno dos projetos: cadeia de logística de produtos e serviços, instituições e comunidades.

O Estado do Mato Grosso está investindo fortemente no arcabouço jurídico-legal e simultaneamente produzindo incentivos para o estabelecimento de projetos de REDD.
No Brasil já são 17 projetos em fases distintas de desenvolvimento.Destes projetos, quinze estão na região amazônica e dois no Vale do Ribeira, na região sudeste. Por estados, a divisão é seis no Mato Grosso, cinco no Pará, quatro no estado do Amazonas e dois no Paraná.

A reserva do Juma, no estado do Amazonas é o projeto pioneiro e emblemático.
Juntos, a rede de hotéis Marriot, Coca-cola e FAS – Fundação Amazonas Sustentável desenvolvem a iniciativa responsável por manter a floresta em pé, ocupando-se inclusive dos aspectos socioambientais da área (590 mil ha) e seus habitantes.

Sobre REDD ainda há muito que se discutir, sobretudo as políticas nacionais e sub-nacionais para gestão e controle.
O interesse por esta modalidade é crescente. Há um grande numero de proprietários de terras procurando saber como desenvolver projetos ao mesmo tempo em que investidores procuram por modelos factíveis: rentáveis e seguros.


III- Projetos de MDL: No ano de 2012 expira o Protocolo de Quioto nos moldes em que se encontra hoje. Por conseqüência o MDL, enquanto mecanismo de mercado, também se vê pressionado e requerido à uma reavaliação quase que estrutural de suas premissas.

O assunto foi amplamente debatido durante a CoP 15, em Copenhagen e não houve definição,situação que trouxe insegurança.

Mercado
Contudo, o mercado global de carbono opera hoje acima dos 130 bilhões de dólares/ano e sinaliza que triplicará seu tamanho até o ano de 2014. As novas atividades de projetos como o CCS – Captura e Estocagem de Carbono no subsolo, e algumas nações adotando perfil de economias de baixa emissão deverão contribuir para este crescimento.
No mercado global do MDL, o CER primário e o CER secundário representam juntos 22 bilhões de dólares/ano.

Num esforço de trazer segurança e visão de continuidade alguns projetos de MDL foram comercializados com entrega para o pós-2012 em operações fomentadas pelo Banco Mundial e fundos investidores.

Perda de Atratividade
Hoje os projetos de MDL perdem atratividade e espaço. Veja as causas:

(i) Futuro Incerto: a indefinição sobre o que acontecerá após o ano de 2012, em relação á um acordo climático global que substitua ou complemente o Protocolo de Quioto, tornou-se um fator preponderante para o futuro do MDL.

(ii) Janela de Tempo: com a aproximação do ano de 2012, tudo se torna mais complexo no  projeto de MDL.O tempo necessário para validar, registrar e emitir os RCEs de um projeto na ONU costuma levar de 18 a 24 meses, podendo até ser superior.

(iii) Custo x Risco: o custo de transação do projeto de MDL pode chegar aos 150/200 mil dólares o que representa um obstáculo para empresas de pequeno e médio porte.
Estruturar o projeto com recursos próprios e ao mesmo tempo correr os riscos inerentes, tem gerado desistencia.

(iv) Complexidade do processo: as etapas de desenvolvimento e aprovação do projeto de MDL são complexas e passam por avaliações extremamente criteriosas e lentas. Existem casos onde os projetos tem de retornar á etapa inicial do processo para revisão integral.
Além disso, questões relativas à interpretação de critérios, como Adicionalidade, por exemplo, tem colocado à margem inúmeros potenciais projetos.

MDL Programático.
Recentemente o Banco Mundial lançou uma carta-convite para que esta modalidade fosse avaliada com o intuito de que se entendesse quais as razões que “emperram” esta modalidade no Brasil. Neste momento existe um projeto em andamento no estado de Minas Gerais com 40 usinas de cana, um banco alemão e uma consultoria de mercado.

(v) os chamados “low hanging fruits ” já foram quase todos realizados; captação de metano em aterros sanitários e em projetos de suinocultura; co-geração de energia com bagaço de cana; substituição de matriz energética, redução do oxido nitroso em processos industriais.As grandes empresas praticamente já desenvolveram seus projetos de MDL ou aguardam momentos de melhor definição para fazê-lo.

Existe a possibilidade de exito da modalidade CCS (carbon capture and storage), mas ainda há muito para se aguardar. Esta atividade de projeto deve tomar corpo por volta de 2011.

Os projetos florestais continuam a representar um cenário pouco atrativo apesar do grande potencial nacional.A menos que as regras de Quioto mudem, este potencial será aproveitado pelo mercado voluntário.

Neste contexto o MDL encontra-se cada vez mais limitado enquanto oportunidade de redução de GEE e de geração de receitas.

WWF lança programa de redução de gases de efeito estufa no Brasil /// O Globo

Publicada em 09/04/2010 às 14h01m
Marcelle Ribeiro
SÃO PAULO - Para engrossar o time de 21 empresas que devem deixar de lançar, juntas, até o fim do ano, 14 milhões de toneladas de gases de efeito estufa para a atmosfera, a WWF-Brasil lançou oficialmente nesta sexta-feira no Brasil o programa Defensores do Clima. A quantia equivale às emissões da Bolívia e também de São Paulo.

A organização não-governamental quer que as empresas brasileiras se comprometam a assumir metas de redução de emissões de carbono em seus processos produtivos. O programa já existe em outros países do mundo desde 1999, e conta com participantes como Coca-Cola, IBM e Sony.

No Brasil, a companhia de cosméticos Natura foi a primeira (e por enquanto única) a aderir, e se comprometeu a reduzir em 10% o lançamento de gases causadores do efeito estufa em seu processo produtivo até 2012, com base em 2008. Para isso, pretende substituir o combustível fóssil (principais responsáveis pelo aquecimento global) em seus fornos por biomassa e etanol. Além disso, fará com que toda sua frota de veículos seja movida a etanol.

Mas a própria WWF sabe que atrair empresas interessadas em participar pode não ser fácil. Isso porque as metas a serem atingidas não são relativas, que utilizam um parâmetro variável como a receita da companhia, mas sim absolutas, que estabelecem reduções a partir de um parâmetro fixo como um ano. Na prática, metas absolutas de redução de gases significa que as empresas terão que aceitar restrições ao seu crescimento, mas ao mesmo tempo vão contribuir mais para o meio ambiente.

- A nossa meta é difícil, mas é plenamente possível. Você tem o dilema de crescer, mas reduzindo as emissões - disse o diretor de Sustentabilidade da Natura, Marcos Vaz.

O superintendente de Conservação da WWF-Brasil, Carlos Alberto Mattos Scaramuzza, disse que a ong quer atrair principalmente grandes emissoras brasileiras de gases, mas qualquer tipo de empresa pode aderir.

- Tem setores que têm muita emissão no Brasil, como de cimento, floresta plantada, papel, construção e agrobusiness - explica.

Scaramuzza acredita que o mais provável é que empresas que já têm um histórico de atividades de preservação do meio ambiente participem do programa.

Pelo projeto, a empresa estabelece a sua meta e tem que cumpri-la em até sete anos. Segundo Scaramuzza, há vários motivos para as companhias brasileiras aderirem.

- As motivações são diversas. Passam pela pressão do consumidor, pois as empresas que têm muita exposição, que exportam muito, vão ser cada vez mais cobradas por isso. Quem tomar a liderança vai ter a vantagem competitiva de consolidar a sua marca, a imagem da sustentabilidade e oferecer um produto atendendo a demanda do cliente.

O superintendente de Conservação da WWF-Brasil explicou que as empresas podem escolher entre várias maneiras de diminuir a emissão de gases, e citou a Nokia, que fez isso ao conseguir maior eficiência nos seus carregadores de celulares e a Tetrapak, que aumentou o número de teleconferências feitas por seus executivos, evitando viagens.

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