Grupo Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China) quer que nações ricas assumam maior responsabilidade pelo aquecimento global
Carta da Terra
"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Eduardo Giannetti defende que PIB e sistema de preços levem em conta critérios verdes, como poluição e desmatamento///O Globo
Entrevista: Eduardo Giannetti defende que se contabilize um PIB verde
Economista de formação e professor do Instituto de Estudos e Pesquisas (Inesp), o mineiro Eduardo Giannetti, 52 anos, está convencido de que o modo convencional como os países medem sua economia está totalmente anacrônico. Não só a forma com que “contabilizamos a economia”, mas o sistema de preços vigentes também deixa a desejar no tocante aos impactos ambientais. Defensor de um PIB verde e observador atento da Conferência do Clima (COP-15), Giannetti, autor de livros premiados, resume, em bom português, por que as decisões importantes foram adiadas para a COP-16: “É que o ideal para cada país é que todos façam esforço, menos ele”. Entrevista de Liana Melo, no O Globo.
O GLOBO: O senhor virou um crítico feroz do PIB. Por quê?
EDUARDO GIANNETTI: Tanto o sistema de preço como a forma com que contabilizamos os fatos em economia deixam a desejar no tocante ao impacto ambiental. Se uma comunidade tem acesso a água potável com a mesma facilidade com que consome o ar que respira, isso não entra nas contas nacionais. A água ainda é considerada um bem livre, como o ar que respiramos.
O GLOBO: Como assim?
GIANNETTI: Vamos supor que uma comunidade, ao se desenvolver, polui todas as fontes de água potável e passa, por isso, a ser obrigada a engarrafar água e distribuí-la. O PIB desSe país vai aumentar, no lugar de diminuir. Tudo porque algo que não era transacionado pelo mercado e que não passava pelo sistema de preços passou a ser contabilizado. Por essa lógica econômica, quando todos nós tivermos que carregar nosso tubinho de oxigênio para respirar, a sociedade, pelo registro puramente monetário, vai ter ficado mais rica. Este método de medição ficou anacrônico.
O GLOBO: O senhor poderia dar um exemplo desse anacronismo do PIB, no caso brasileiro?
GIANNETTI: Se derrubamos nossa floresta para vender madeira no mercado internacional, o PIB brasileiro vai dar um salto fantástico. Só que, ao optarmos por esse caminho, estamos empobrecendo as gerações futuras de uma forma irreparável, porque alguma coisa que era um patrimônio e tinha um valor permanente foi usada no presente para gerar um riqueza passageira. É mais ou menos como vender a prata da família para janta fora.
O GLOBO: O senhor também considera o sistema de preços caduco?
GIANNETTI: Claro, ele padece de alguns defeitos gravíssimos. O sistema de preços não registra o impacto ambiental das ações humanas. Basta compararmos o custo de geração de energia em uma usina eólica com uma termoelétrica: US$ 0,17 contra US$ 0,03 o quilowatt/hora. Nesse custo monetário não está embutido o valor real da poluição provocada por uma termoelétrica, daí porque a comparação é inadequada.
O GLOBO: Então a tonelada de gás carbônico gerada deveria ser precificada?
GIANNETTI: É preciso mudar o sistema de preços, porque ele só capta o custo monetário das atividades econômicas. O impacto ambiental não é contabilizado. O sistema de preços capta apenas uma parcela do custo, que é a monetária.
O GLOBO: No lugar de precificar o custo do CO2, embutir um imposto no preço final do produto não seria uma alternativa?
GIANNETTI: Estou convencido de que só teremos uma mudança estrutural nas decisões de investimento e nas de consumo à medida que o impacto ambiental for incorporado aos produtos, na forma de preço e não de imposto voluntário. As pessoas se declaram preocupadas com o aquecimento global, mas quando se fala em pagar voluntariamente, ninguém quer pagar a conta. Quando compramos uma passagem aérea, pagamos um valor monetário pelos fatores de produção embutidos: equipamento, serviço, combustível. Mas não pagamos o custo não monetário das emissões de CO2 equivalente geradas pela viagem.
O GLOBO: Um dos motivos de a COP-15 não ter avançado é porque ninguém quer pagar a conta?
GIANNETTI: Exatamente isso. O ideal para cada país é que todos façam esforço, menos ele. O grande complicador é a ação coletiva internacional, que se resume a como distribuir os custos da redução de CO2 equivalente entre os países.
O GLOBO: O Protocolo de Kioto expira em 2012, e o resultado não é dos mais alvissareiros. Por quê?
GIANNETTI – O Protocolo de Kioto revelou-se um acordo com uma série de problemas. Alguns dos países signatários, como a Espanha, não fizeram nada. Os espanhóis aumentaram suas emissões de CO2 equivalente após a assinatura do acordo, enquanto os Estados Unidos, que nem sequer são signatários, avançaram mais que a Espanha. Ficou claro que precisamos ter mecanismos para garantir o cumprimento do acordo e evitar que alguns países exportem suas indústrias sujas para os países em desenvolvimento.
O GLOBO: Dono da maior floresta tropical do mundo, o senhor considera que o Brasil tem uma posição relevante nas negociações internacionais sobre clima?
GIANNETTI – Os três grandes atores são a China, os Estados Unidos e a União Europeia. Os três juntos representam mais de 60% das emissões globais. O Brasil responde por 4,5%. A grande peculiaridade do Brasil é sua matriz energética, que é limpa, mas, em compensação, estamos destruindo nossa floresta. Já está comprovado que investir na prevenção do desmatamento é mais barato do que mitigar os impactos provovacos pelo desmatamento.
O GLOBO: Somos o maior exportador de carne do mundo, e a pecuária é apontada como um das grandes responsáveis por parte significativa do desmatamento. É possível fechar essa conta?
GIANNETTI – A emissão de gases-estufa do rebanho mundial supera a da frota automobilística. A Organização para a Agricultura e a Alimentação, órgão das Nações Unidas, a FAO, já previu que o consumo mundial de carne vai dobrar de 229 milhões de toneladas, em 2001, para 465 milhões em 2050. E o de leite vai subir de 580 milhão de toneladas para 1 bilhão nos próximos 40 anos. O meio ambiente não vai aceitar esse desaforo. A única forma de fechar essa conta é fazer como a Nova Zelândia, que está investindo em novas tecnologias. A situação do país é muito parecida com a do Brasil, porque também tem um rebanho grande e exporta para a União Europeia.
O GLOBO: O senhor acha que o governo está atento às questões ambientais?
GIANNETTI: Tendo a crer que a gravidade ambiental ainda não foi incorporada no processo decisório. As decisões são compartimentadas. Fica o Ministério do Meio Ambiente restringindo de um lado e a área econômica tentando atropelar. No lugar de ter uma postura integrada, há setores do governo remando para lados opostos.
O GLOBO: O senhor se considera uma pessoa pessimista?
GIANNETTI: O que me preocupa no Brasil é a combinação da nossa história com a nossa geografia. Geograficamente, fomos premiados com um patrimônio ambiental único. Só que nossa história é pautada pelo imediatismo. Faz parte da nossa formação histórico-cultural essa incapacidade de agir no presente tendo em vista o futuro e o longo prazo. Um dia de sol no planeta, pelo que ele tem de luz e calor, vale mais do que todas as reservas de petróleo no mundo. Esse dia de sol nos é dado gratuitamente e a economia não computa esse bem. Os sinais econômicos são cegos para essa realidade.
EcoDebate, 19/01/2010
Economista de formação e professor do Instituto de Estudos e Pesquisas (Inesp), o mineiro Eduardo Giannetti, 52 anos, está convencido de que o modo convencional como os países medem sua economia está totalmente anacrônico. Não só a forma com que “contabilizamos a economia”, mas o sistema de preços vigentes também deixa a desejar no tocante aos impactos ambientais. Defensor de um PIB verde e observador atento da Conferência do Clima (COP-15), Giannetti, autor de livros premiados, resume, em bom português, por que as decisões importantes foram adiadas para a COP-16: “É que o ideal para cada país é que todos façam esforço, menos ele”. Entrevista de Liana Melo, no O Globo.
O GLOBO: O senhor virou um crítico feroz do PIB. Por quê?
EDUARDO GIANNETTI: Tanto o sistema de preço como a forma com que contabilizamos os fatos em economia deixam a desejar no tocante ao impacto ambiental. Se uma comunidade tem acesso a água potável com a mesma facilidade com que consome o ar que respira, isso não entra nas contas nacionais. A água ainda é considerada um bem livre, como o ar que respiramos.
O GLOBO: Como assim?
GIANNETTI: Vamos supor que uma comunidade, ao se desenvolver, polui todas as fontes de água potável e passa, por isso, a ser obrigada a engarrafar água e distribuí-la. O PIB desSe país vai aumentar, no lugar de diminuir. Tudo porque algo que não era transacionado pelo mercado e que não passava pelo sistema de preços passou a ser contabilizado. Por essa lógica econômica, quando todos nós tivermos que carregar nosso tubinho de oxigênio para respirar, a sociedade, pelo registro puramente monetário, vai ter ficado mais rica. Este método de medição ficou anacrônico.
O GLOBO: O senhor poderia dar um exemplo desse anacronismo do PIB, no caso brasileiro?
GIANNETTI: Se derrubamos nossa floresta para vender madeira no mercado internacional, o PIB brasileiro vai dar um salto fantástico. Só que, ao optarmos por esse caminho, estamos empobrecendo as gerações futuras de uma forma irreparável, porque alguma coisa que era um patrimônio e tinha um valor permanente foi usada no presente para gerar um riqueza passageira. É mais ou menos como vender a prata da família para janta fora.
O GLOBO: O senhor também considera o sistema de preços caduco?
GIANNETTI: Claro, ele padece de alguns defeitos gravíssimos. O sistema de preços não registra o impacto ambiental das ações humanas. Basta compararmos o custo de geração de energia em uma usina eólica com uma termoelétrica: US$ 0,17 contra US$ 0,03 o quilowatt/hora. Nesse custo monetário não está embutido o valor real da poluição provocada por uma termoelétrica, daí porque a comparação é inadequada.
O GLOBO: Então a tonelada de gás carbônico gerada deveria ser precificada?
GIANNETTI: É preciso mudar o sistema de preços, porque ele só capta o custo monetário das atividades econômicas. O impacto ambiental não é contabilizado. O sistema de preços capta apenas uma parcela do custo, que é a monetária.
O GLOBO: No lugar de precificar o custo do CO2, embutir um imposto no preço final do produto não seria uma alternativa?
GIANNETTI: Estou convencido de que só teremos uma mudança estrutural nas decisões de investimento e nas de consumo à medida que o impacto ambiental for incorporado aos produtos, na forma de preço e não de imposto voluntário. As pessoas se declaram preocupadas com o aquecimento global, mas quando se fala em pagar voluntariamente, ninguém quer pagar a conta. Quando compramos uma passagem aérea, pagamos um valor monetário pelos fatores de produção embutidos: equipamento, serviço, combustível. Mas não pagamos o custo não monetário das emissões de CO2 equivalente geradas pela viagem.
O GLOBO: Um dos motivos de a COP-15 não ter avançado é porque ninguém quer pagar a conta?
GIANNETTI: Exatamente isso. O ideal para cada país é que todos façam esforço, menos ele. O grande complicador é a ação coletiva internacional, que se resume a como distribuir os custos da redução de CO2 equivalente entre os países.
O GLOBO: O Protocolo de Kioto expira em 2012, e o resultado não é dos mais alvissareiros. Por quê?
GIANNETTI – O Protocolo de Kioto revelou-se um acordo com uma série de problemas. Alguns dos países signatários, como a Espanha, não fizeram nada. Os espanhóis aumentaram suas emissões de CO2 equivalente após a assinatura do acordo, enquanto os Estados Unidos, que nem sequer são signatários, avançaram mais que a Espanha. Ficou claro que precisamos ter mecanismos para garantir o cumprimento do acordo e evitar que alguns países exportem suas indústrias sujas para os países em desenvolvimento.
O GLOBO: Dono da maior floresta tropical do mundo, o senhor considera que o Brasil tem uma posição relevante nas negociações internacionais sobre clima?
GIANNETTI – Os três grandes atores são a China, os Estados Unidos e a União Europeia. Os três juntos representam mais de 60% das emissões globais. O Brasil responde por 4,5%. A grande peculiaridade do Brasil é sua matriz energética, que é limpa, mas, em compensação, estamos destruindo nossa floresta. Já está comprovado que investir na prevenção do desmatamento é mais barato do que mitigar os impactos provovacos pelo desmatamento.
O GLOBO: Somos o maior exportador de carne do mundo, e a pecuária é apontada como um das grandes responsáveis por parte significativa do desmatamento. É possível fechar essa conta?
GIANNETTI – A emissão de gases-estufa do rebanho mundial supera a da frota automobilística. A Organização para a Agricultura e a Alimentação, órgão das Nações Unidas, a FAO, já previu que o consumo mundial de carne vai dobrar de 229 milhões de toneladas, em 2001, para 465 milhões em 2050. E o de leite vai subir de 580 milhão de toneladas para 1 bilhão nos próximos 40 anos. O meio ambiente não vai aceitar esse desaforo. A única forma de fechar essa conta é fazer como a Nova Zelândia, que está investindo em novas tecnologias. A situação do país é muito parecida com a do Brasil, porque também tem um rebanho grande e exporta para a União Europeia.
O GLOBO: O senhor acha que o governo está atento às questões ambientais?
GIANNETTI: Tendo a crer que a gravidade ambiental ainda não foi incorporada no processo decisório. As decisões são compartimentadas. Fica o Ministério do Meio Ambiente restringindo de um lado e a área econômica tentando atropelar. No lugar de ter uma postura integrada, há setores do governo remando para lados opostos.
O GLOBO: O senhor se considera uma pessoa pessimista?
GIANNETTI: O que me preocupa no Brasil é a combinação da nossa história com a nossa geografia. Geograficamente, fomos premiados com um patrimônio ambiental único. Só que nossa história é pautada pelo imediatismo. Faz parte da nossa formação histórico-cultural essa incapacidade de agir no presente tendo em vista o futuro e o longo prazo. Um dia de sol no planeta, pelo que ele tem de luz e calor, vale mais do que todas as reservas de petróleo no mundo. Esse dia de sol nos é dado gratuitamente e a economia não computa esse bem. Os sinais econômicos são cegos para essa realidade.
EcoDebate, 19/01/2010
Vazamento de "texto final" divide países em Copenhague
Sob o título Acordo de Copenhague sob a Convenção-Quadro sobre Mudança Climática da ONU, o texto prevê, entre outros, metas de corte de emissões dos países ricos de 80% até 2050. Mas também estipula metas obrigatórias para os países em desenvolvimento.
Isso contraria frontalmente os princípios da convenção das Nações Unidas sobre o clima, que sempre dividiram as responsabilidades - obrigatórias - dos países ricos, e voluntárias dos em desenvolvimento.
Revoltados, representantes da Aliança Pan-Africana por Justiça Climática (PACJA, na sigla em inglês) chegaram a provocar um tumulto no Bella Centre, sede da conferência, em protesto contra o texto, que contraria diversos interesses dos países mais pobres.
"Grave violação"
O chefe da delegação do Sudão, Lumumba Stanislas Dia Ping, atual presidente do G-77, grupo de 130 países em desenvolvimento, classificou a proposta de "grave violação" e "ameaça ao sucesso" do encontro de Copenhague.
O rascunho do polêmico texto, segundo o embaixador extraordinário para mudanças climáticas do Itamaraty, Sérgio Serra, foi apresentado na reunião preparatória uma semana, na capital dinamarquesa. Ao fim do encontro, do qual participaram apenas representantes dos países mais influentes nas negociações, o documento teria sido recolhido pelos dinamarqueses, segundo Serra.
A situação ficou tão tensa que o próprio secretário-executivo da reunião da ONU, Yvo de Boer, divulgou um comunicado lembrando que o documento era informal. "Os únicos textos formais no processo da ONU são aqueles tabulados pelos presidentes dessa conferência, em nome dos participantes", disse Boer.
Para o coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adário, o documento mostra que os países ricos "não querem agir". "Não é só o conteúdo, é todo um processo equivocado", afirmou Adário, referindo-se ao fato de o texto não ter sido discutido.
The Guardian
Mas, depois que uma cópia chegou ao jornal britânico The Guardian, que publicou o texto na íntegra, além de detalhes com negociadores dos outros países que estariam por trás da proposta, Estados Unidos e Grã-Bretanha, os ânimos se acirraram. Para muitos, a existência de um documento, ainda que informal, antes das negociações de Copenhague é prova de que os países menores estão sendo alienados do processo.
Para o diplomata, a proposta de um documento final por parte dos presidentes da conferência é uma prerrogativa normal, para o caso de não se chegar a um consenso ao fim do encontro. No rascunho de uma declaração a ser assinada ao fim do encontro, fica patente a intenção de separar Brasil, China e Índia dos países mais pobres, classificados de "mais vulneráveis", de forma a evitar que tenham acesso a um fundo de de US$ 10 bilhões anuais.
Várias das propostas incluídas no documento indicam um afastamento dos princípios que norteiam o Protocolo de Kyoto, cujo primeiro período de validade vai até 2012. Para o Brasil, o que mais incomoda é o "desequilíbrio" do documento.
"Exige-se mais do que se oferece", afirmou Serra, lembrando que as ofertas de financiamento não são suficientes para as ambições brasileiras. Em reação ao documento dinamarquês, a China e outros países propuseram uma contrapartida, que segundo Serra, também precisa ser trabalhada.
"A minha aposta não é em um nem no outro, mas um terceiro documento que emane das negociações, e que seja equilibrado, ambicioso e equitativo", concluiu o diplomata.
No global climate change treaty likely for up to a year, negotiators admit//////The Guardian-UK
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Unknown
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11/06/2009 02:58:00 AM
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copenhagen
cJohn Vidal in Barcelona, Allegra Stratton in London and Suzanne Goldenberg in Washington guardian.co.uk, Thursday 5 November 2009 20.52 GMT
A global treaty to fight climate change will be postponed by at least six months and possibly a year or more, senior negotiators and politicians conceded today.In a day of gloomy statements, the world's key industrialised nations said they had abandoned hope of a legally binding treaty at the Copenhagen summit next month and had begun to plan only for a meeting of world leaders.
The stark statements follow weeks of pessimism and represent a significant downgrading of the summit's goal.
In London, Ed Miliband, the UK climate change secretary, became the first British politician to acknowledge publicly that Copenhagen would produce no legal climate change treaty.
Speaking in the House of Commons, he said: "The UN negotiations are moving too slowly and not going well." He went on to describe a "history of mistrust" between developed and developing nations with negotiators "stuck in entrenched positions", an impasse that prompted African nations to stage a walkout at the negotiations this week.
In Barcelona, where last-ditch negotiations are taking place, it became clear today the best hope for Copenhagen is a "politically binding" agreement, which rich countries hope will have all the key elements of the final deal, including specific targets and timetables for greenhouse gas emissions cuts and money for poor countries to cope with climate change.
A British government official said: "It would be substantive. It would set timelines, and provide the figures by which rich countries would reduce emissions, as well as the money that would be made available to developing countries to adapt to climate change."
But, she said, a legally binding agreement "could take six months, up to a year, but we would want it to be [signed] as soon as possible."
Sources said a meeting in Mexico in December 2010 would be more likely to see the legal treaty sealed.
The news of the delay was met with resignation by developing countries and NGOs. "Politically binding agreements are worth very little," said Lumumba Di-Aping, chair of the G77 group of developing countries. "Tell me of any politician who delivers a politically binding agreement."
The delay was said to be caused by a combination of time running out in the increasingly rancorous UN negotiations and the inability of the US – the world's biggest cumulative emitter – to commit to specific targets and timetables by passing a domestic law.
The Obama administration made clear on Wednesday it thought a legal treaty was impossible in Copenhagen. Today it further inflamed opposition to its Senate bill when Barbara Boxer, chairman of the environment committee, defied a Republican boycott to vote through a sweeping plan to reduce greenhouse gas emissions 20% over 2005 levels by 2020.
The UN secretary general, Ban Ki Moon, said on Tuesday a delay of a year would be too long, while developing countries were dismayed tonight that they had not been formally told of the delay. "We cannot afford delaying tactics in any way. It's a matter of life and death," said Makase Nyaphisi, the Lesothan ambassador speaking on behalf of the UN's least developed group of 49 countries.
Speaking in Barcelona, Artur Runge-Metzger, the European commission's chief negotiator, said: "It is a Catch-22 situation. People are waiting for each other so it is difficult to blame anyone. [But] the US position is significant. Clearly the US has been slowing things down."
Both Miliband and the prime minister, Gordon Brown, are to attend Copenhagen, with Brown calling it the last chance to prevent "catastrophic" climate change.
Brown, President Lula of Brazil, President Sarkozy of France and other heads of state have already said they will go.
It is now more likely that President Obama will go because he will not be forced to sign a legally binding agreement which the US Senate could reject.
Miliband's comments were the first public reappraisal of the British position since officials began to shift the line following downbeat comments last week from the Copenhagen host, Danish prime minister Lars Lokke Rasmussen.
Government sources said it had become increasingly obvious amid slow negotiations that a legally binding treaty in December was unlikely.
But one insisted that political commitments would move to legal ones, pointing out that the Kyoto protocol followed the same course from political to legal agreement. "I don't think we are downbeat about this," said one.
They also said pledges made at Copenhagen would be as difficult to escape as if they were legally binding, because nations would have made their commitments at the very public forum of a UN meeting.
A global treaty to fight climate change will be postponed by at least six months and possibly a year or more, senior negotiators and politicians conceded today.In a day of gloomy statements, the world's key industrialised nations said they had abandoned hope of a legally binding treaty at the Copenhagen summit next month and had begun to plan only for a meeting of world leaders.
The stark statements follow weeks of pessimism and represent a significant downgrading of the summit's goal.
In London, Ed Miliband, the UK climate change secretary, became the first British politician to acknowledge publicly that Copenhagen would produce no legal climate change treaty.
Speaking in the House of Commons, he said: "The UN negotiations are moving too slowly and not going well." He went on to describe a "history of mistrust" between developed and developing nations with negotiators "stuck in entrenched positions", an impasse that prompted African nations to stage a walkout at the negotiations this week.
In Barcelona, where last-ditch negotiations are taking place, it became clear today the best hope for Copenhagen is a "politically binding" agreement, which rich countries hope will have all the key elements of the final deal, including specific targets and timetables for greenhouse gas emissions cuts and money for poor countries to cope with climate change.
A British government official said: "It would be substantive. It would set timelines, and provide the figures by which rich countries would reduce emissions, as well as the money that would be made available to developing countries to adapt to climate change."
But, she said, a legally binding agreement "could take six months, up to a year, but we would want it to be [signed] as soon as possible."
Sources said a meeting in Mexico in December 2010 would be more likely to see the legal treaty sealed.
The news of the delay was met with resignation by developing countries and NGOs. "Politically binding agreements are worth very little," said Lumumba Di-Aping, chair of the G77 group of developing countries. "Tell me of any politician who delivers a politically binding agreement."
The delay was said to be caused by a combination of time running out in the increasingly rancorous UN negotiations and the inability of the US – the world's biggest cumulative emitter – to commit to specific targets and timetables by passing a domestic law.
The Obama administration made clear on Wednesday it thought a legal treaty was impossible in Copenhagen. Today it further inflamed opposition to its Senate bill when Barbara Boxer, chairman of the environment committee, defied a Republican boycott to vote through a sweeping plan to reduce greenhouse gas emissions 20% over 2005 levels by 2020.
The UN secretary general, Ban Ki Moon, said on Tuesday a delay of a year would be too long, while developing countries were dismayed tonight that they had not been formally told of the delay. "We cannot afford delaying tactics in any way. It's a matter of life and death," said Makase Nyaphisi, the Lesothan ambassador speaking on behalf of the UN's least developed group of 49 countries.
Speaking in Barcelona, Artur Runge-Metzger, the European commission's chief negotiator, said: "It is a Catch-22 situation. People are waiting for each other so it is difficult to blame anyone. [But] the US position is significant. Clearly the US has been slowing things down."
Both Miliband and the prime minister, Gordon Brown, are to attend Copenhagen, with Brown calling it the last chance to prevent "catastrophic" climate change.
Brown, President Lula of Brazil, President Sarkozy of France and other heads of state have already said they will go.
It is now more likely that President Obama will go because he will not be forced to sign a legally binding agreement which the US Senate could reject.
Miliband's comments were the first public reappraisal of the British position since officials began to shift the line following downbeat comments last week from the Copenhagen host, Danish prime minister Lars Lokke Rasmussen.
Government sources said it had become increasingly obvious amid slow negotiations that a legally binding treaty in December was unlikely.
But one insisted that political commitments would move to legal ones, pointing out that the Kyoto protocol followed the same course from political to legal agreement. "I don't think we are downbeat about this," said one.
They also said pledges made at Copenhagen would be as difficult to escape as if they were legally binding, because nations would have made their commitments at the very public forum of a UN meeting.
Brasil;Pensando o Futuro
por Laércio Bruno Filho
O Brasil se projeta no cenário internacional como o país que em médio prazo deve atingir o patamar de economia desenvolvida. Atravessou o pior momento da recente crise global de forma praticamente incólume, sabiamente utilizando suas reservas financeiras e oportunamente estimulando o consumo interno, apesar de algumas distorções, como por exemplo, o altissimo custo interno do dinheiro. Mas enfim sobreviveu bem à crise.
Quando comparado á alguns outros países desenvolvidos ainda profundamente envoltos na recessão econômica, como por exemplo Espanha, , que tem alto índice de desemprego (ultrapassando 11%)ou Inglaterra cujo PIB encolheu 0,4 % no ultimo trimestre, nota-se que o país estabilizou sua economia e retoma o crescimento de forma surpreendente e promissora.
Fatores Contribuintes
Energia
A divulgação da descoberta do Pré-Sal funcionou como um empurrão para frente,uma mola propulsora da auto-estima econômica para o País e aos brasileiros,atraindo bilhões de dólares em investimento produtivo.
Projeções técnicas apontam que dentro dos próximos 10 anos a riqueza vinda do pré-sal já esteja à tona e convertida em volumosos recursos financeiros fundamentais ao desenvolvimento e o crescimento sustentável do país. Inclusive já oferecendo visões de um futuro economicamente mais estabilizado e amplo , com grande geração de novos negócios, serviços, produtos e tecnologias. Principalmente na área de infra-estrutura que edificará o suporte necessário à logística da extração do petróleo, o refino e sua distribuição trazendo junto toda a cadeia de serviços e produtos correlatos.
Esporte, Educação Turismo e Serviços
A Copa do mundo de 2014.
O Brasil vai movimentar dezenas de bilhões de dólares na construção da infra-estrutura esportiva, logística, hoteleira e na educação e capacitação profissional da população. Já hoje o BNDES sinaliza com oferta de recursos que serão direcionados, entre outros, à modernização do segmento aeroportuário.Haverá intenso ingresso de capital externo por conta do fluxo de visitantes resultando em grandes lucros para o país.
Sendo uma atividade produtiva que não polui,o Turismo exige em contra-partida um criterioso preparo da mão de obra envolvida na sua operação.
Serão necessários profissionais adequadamente capacitados no atendimento ao turista; dominio de linguas estrangeiras; incorporação de valores sociais como cidadania, conhecimento da cultura local – historia e costumes brasileiros e comprometimento com a preservação do meio-ambiente.
Este conjunto de habilidades incorporados de forma integrada e simultânea, distribuídos de forma fisicamente equânime nos pontos críticos, as cidades-sedes, edificará o sucesso do evento. Haverá ganhos concretos de imagem e reputação perceptíveis em nível mundial.
No ano de 2014 o Brasil será a grande vitrine para o mundo.
Olimpíadas de 2016.
O país será novamente o centro da atenção mundial tendo a grande oportunidade para apresentar-se como nação socioambiental educada e tecnicamente capacitada. Mostrando padrões educacionais adequados, contemporâneos com as demandas de nação economicamente desenvolvida. Rede de ensino formal capilar distribuída em todo o território eliminando o analfabetismo funcional. Enfase à ética e redução da corrupção. Distribuição de renda mais equitativa.
Formas inovadoras de contratação e prestação serviços, criação de novas indústrias e produtos ampliação a oferta de empregos para a população.
E quem sabe, o país incorpore o esporte e a educação socioambiental como fatores-chave adicionais para alcançar e manter o desenvolvimento sustentável.
A Questão Climática
Restam apenas algumas semanas que nos separam da Conferencia Climática, em Copenhagen.
O Brasil deveria se posicionar como líder na questão climática. Por conta de suas fortes vantagens comparativas: extensão territorial continental, crescente importância geopolítica e econômica e gigantescas (e ameaçadas) reservas de recursos naturais.
Este posicionamento significa liderar o grupo dos países em desenvolvimento, encabeçando as discussões sobre as exigências e pleitos feitas pelos países e as respectivas negociações necessárias. Assumir agressivas metas próprias de redução das suas emissões (que em sua maior parte são de desmatamento) servindo como exemplo às demais nações, principalmente as grandes emissoras.
A sustentação desta posição se daria por conta de uma coalizão internacional bem articulada com todos os países em desenvolvimento,BRIC inclusive. Formação um bloco único, mesmo considerando-se suas enormes diferenças, com o poder de pressionar e barganhar em favor da contenção do aquecimento global ao mesmo tempo que preservando crescimento sustentável.
Os mais pobres são os que mais sofrerão com os impactos causados pelo aumento da temperatura: escassez de alimentos, epidemias, desaparecimento gradual de água potável e para agricultar, êxodo de populações; aliados á dificuldade de acesso à tecnologias,conhecimento e analfabetismo, culminando com a relutância na transferencia de recursos financeiros para adaptação ao novo clima por parte dos países ricos, o que só agrava o estado de pobreza. Indicadores já amplamente divulgados pelos estudos científicos do IPCC, OMS e ONU.
No cenário global, climático, não existe um líder definido.
Dúvidas pairam sobre esta questão. Todos esperam pelo posicionamento dos EUA, que sabidamente “sofre” muita pressão interna quando se trata do controle interno de suas emissões de GEE. Existe um fortíssimo lobby que é contra reduções de emissões maiores que 20%, ano base 2005, alegando alto impacto negativo na economia americana.
Os demais países europeus não consensam sobre metas e no Japão o segmento industrial duvida do atingimento às metas anunciadas.
“Momentum”
As recentes posições declaradas por entidades brasileiras como a Manifestação publica do Agrobusiness e da Industria Paulista (Fiesp); a lei aprovada pela Assembléia Legislativa Paulista estabelecendo metas de redução e controle dos gases efeito estufa em nível estadual, o posicionamento da industria da carne em controlar o desmatamento, do Estado do Amazonas , do Mato Grosso e do Pará em reduzir e punir o desmatamento e incentivar a conservação da floresta em pé, dos gestores públicos se reunirem para discutir metas de controle de emissões,representam todos, sinais concretos que são muito bem vistos e interpretados pela comunidade internacional.
O país inteiro aguarda apenas um sinal verde, apresentando medidas pragmáticas e metas realizáveis, para abraçar a questão climática.
E este sinal deve partir do governo e sociedade, simultaneamente e em comum acordo.
Cabe ao Brasil, uma vez que possui os pré-requisitos originais reconhecidos e respeitados em nível mundial, se posicionar e trabalhar de forma habilidosa o contexto diplomático afim de modelar o papel de líder climático e incorporá-lo.
O país assumindo esta posicão formal frente à comunidade internacional, evoluiria para um estágio socioambiental muito mais avançado em relação ás outras potencias em desenvolvimento, como China, Índia e Rússia.
E,para se tonar uma nação desenvolvida este posicionamento é muito significante.
Os eventos programados para os próximos anos representam passos edificantes da grande caminhada que deve culminar com o Brasil tornando-se a próxima nação desenvolvida,ainda na primeira metade deste século e ocupar o lugar que lhe cabe no contexto mundial.
Assim, a liderança climática é um fator de vital importância.
O Brasil se projeta no cenário internacional como o país que em médio prazo deve atingir o patamar de economia desenvolvida. Atravessou o pior momento da recente crise global de forma praticamente incólume, sabiamente utilizando suas reservas financeiras e oportunamente estimulando o consumo interno, apesar de algumas distorções, como por exemplo, o altissimo custo interno do dinheiro. Mas enfim sobreviveu bem à crise.
Quando comparado á alguns outros países desenvolvidos ainda profundamente envoltos na recessão econômica, como por exemplo Espanha, , que tem alto índice de desemprego (ultrapassando 11%)ou Inglaterra cujo PIB encolheu 0,4 % no ultimo trimestre, nota-se que o país estabilizou sua economia e retoma o crescimento de forma surpreendente e promissora.
Fatores Contribuintes
Energia
A divulgação da descoberta do Pré-Sal funcionou como um empurrão para frente,uma mola propulsora da auto-estima econômica para o País e aos brasileiros,atraindo bilhões de dólares em investimento produtivo.
Projeções técnicas apontam que dentro dos próximos 10 anos a riqueza vinda do pré-sal já esteja à tona e convertida em volumosos recursos financeiros fundamentais ao desenvolvimento e o crescimento sustentável do país. Inclusive já oferecendo visões de um futuro economicamente mais estabilizado e amplo , com grande geração de novos negócios, serviços, produtos e tecnologias. Principalmente na área de infra-estrutura que edificará o suporte necessário à logística da extração do petróleo, o refino e sua distribuição trazendo junto toda a cadeia de serviços e produtos correlatos.
Esporte, Educação Turismo e Serviços
A Copa do mundo de 2014.
O Brasil vai movimentar dezenas de bilhões de dólares na construção da infra-estrutura esportiva, logística, hoteleira e na educação e capacitação profissional da população. Já hoje o BNDES sinaliza com oferta de recursos que serão direcionados, entre outros, à modernização do segmento aeroportuário.Haverá intenso ingresso de capital externo por conta do fluxo de visitantes resultando em grandes lucros para o país.
Sendo uma atividade produtiva que não polui,o Turismo exige em contra-partida um criterioso preparo da mão de obra envolvida na sua operação.
Serão necessários profissionais adequadamente capacitados no atendimento ao turista; dominio de linguas estrangeiras; incorporação de valores sociais como cidadania, conhecimento da cultura local – historia e costumes brasileiros e comprometimento com a preservação do meio-ambiente.
Este conjunto de habilidades incorporados de forma integrada e simultânea, distribuídos de forma fisicamente equânime nos pontos críticos, as cidades-sedes, edificará o sucesso do evento. Haverá ganhos concretos de imagem e reputação perceptíveis em nível mundial.
No ano de 2014 o Brasil será a grande vitrine para o mundo.
Olimpíadas de 2016.
O país será novamente o centro da atenção mundial tendo a grande oportunidade para apresentar-se como nação socioambiental educada e tecnicamente capacitada. Mostrando padrões educacionais adequados, contemporâneos com as demandas de nação economicamente desenvolvida. Rede de ensino formal capilar distribuída em todo o território eliminando o analfabetismo funcional. Enfase à ética e redução da corrupção. Distribuição de renda mais equitativa.
Formas inovadoras de contratação e prestação serviços, criação de novas indústrias e produtos ampliação a oferta de empregos para a população.
E quem sabe, o país incorpore o esporte e a educação socioambiental como fatores-chave adicionais para alcançar e manter o desenvolvimento sustentável.
A Questão Climática
Restam apenas algumas semanas que nos separam da Conferencia Climática, em Copenhagen.O Brasil deveria se posicionar como líder na questão climática. Por conta de suas fortes vantagens comparativas: extensão territorial continental, crescente importância geopolítica e econômica e gigantescas (e ameaçadas) reservas de recursos naturais.
Este posicionamento significa liderar o grupo dos países em desenvolvimento, encabeçando as discussões sobre as exigências e pleitos feitas pelos países e as respectivas negociações necessárias. Assumir agressivas metas próprias de redução das suas emissões (que em sua maior parte são de desmatamento) servindo como exemplo às demais nações, principalmente as grandes emissoras.
A sustentação desta posição se daria por conta de uma coalizão internacional bem articulada com todos os países em desenvolvimento,BRIC inclusive. Formação um bloco único, mesmo considerando-se suas enormes diferenças, com o poder de pressionar e barganhar em favor da contenção do aquecimento global ao mesmo tempo que preservando crescimento sustentável.
Os mais pobres são os que mais sofrerão com os impactos causados pelo aumento da temperatura: escassez de alimentos, epidemias, desaparecimento gradual de água potável e para agricultar, êxodo de populações; aliados á dificuldade de acesso à tecnologias,conhecimento e analfabetismo, culminando com a relutância na transferencia de recursos financeiros para adaptação ao novo clima por parte dos países ricos, o que só agrava o estado de pobreza. Indicadores já amplamente divulgados pelos estudos científicos do IPCC, OMS e ONU.
No cenário global, climático, não existe um líder definido.
Dúvidas pairam sobre esta questão. Todos esperam pelo posicionamento dos EUA, que sabidamente “sofre” muita pressão interna quando se trata do controle interno de suas emissões de GEE. Existe um fortíssimo lobby que é contra reduções de emissões maiores que 20%, ano base 2005, alegando alto impacto negativo na economia americana.
Os demais países europeus não consensam sobre metas e no Japão o segmento industrial duvida do atingimento às metas anunciadas.
“Momentum”
As recentes posições declaradas por entidades brasileiras como a Manifestação publica do Agrobusiness e da Industria Paulista (Fiesp); a lei aprovada pela Assembléia Legislativa Paulista estabelecendo metas de redução e controle dos gases efeito estufa em nível estadual, o posicionamento da industria da carne em controlar o desmatamento, do Estado do Amazonas , do Mato Grosso e do Pará em reduzir e punir o desmatamento e incentivar a conservação da floresta em pé, dos gestores públicos se reunirem para discutir metas de controle de emissões,representam todos, sinais concretos que são muito bem vistos e interpretados pela comunidade internacional.
O país inteiro aguarda apenas um sinal verde, apresentando medidas pragmáticas e metas realizáveis, para abraçar a questão climática.
E este sinal deve partir do governo e sociedade, simultaneamente e em comum acordo.
Cabe ao Brasil, uma vez que possui os pré-requisitos originais reconhecidos e respeitados em nível mundial, se posicionar e trabalhar de forma habilidosa o contexto diplomático afim de modelar o papel de líder climático e incorporá-lo.
O país assumindo esta posicão formal frente à comunidade internacional, evoluiria para um estágio socioambiental muito mais avançado em relação ás outras potencias em desenvolvimento, como China, Índia e Rússia.
E,para se tonar uma nação desenvolvida este posicionamento é muito significante.
Os eventos programados para os próximos anos representam passos edificantes da grande caminhada que deve culminar com o Brasil tornando-se a próxima nação desenvolvida,ainda na primeira metade deste século e ocupar o lugar que lhe cabe no contexto mundial.
Assim, a liderança climática é um fator de vital importância.
Mundo Ainda Sem Liderança para o Encontro Global do Clima;No Climate Change Leader as Nations Meet//NYtimes
No Climate Change Leader as Nations Meetartigo de Neil MacFarquhar, NYT - tradução de Laércio Bruno Filho
Economistas apontam para a Índia, uma potência tipicamente emergente, como capaz de ilustrar os obstáculos que cerca de 100 líderes do mundo devem enfrentar ao se reunir em Nova York na próxima terça-feira para a maior reunião de cúpula sobre mudança climática já convocada.
O governo indiano anunciou um importante compromisso de levar eletricidade, via energia renovável solar para mais de 400 milhões de pessoas, hoje sem acesso.
Contudo, o governo foi criticado internamente, por aceitar a meta internacional de redução de 2 graus fahrenheit (sobre a temperatura atual) visando impedir o aumento da temperatura global e assim reduzindo suas emissões de GEE. Os partidos da oposição acusaram o governo de vender o futuro desenvolvimento do país.
Embora praticamente todas as grandes nações desenvolvidas e em desenvolvimento tenham assumido compromissos nacionais para a criação mais eficiente de fontes de energia renováveis, visando as reduções de emissões, ninguém quer assumir a liderança na luta por importantes metas internacionais de redução das emissões. Isto se dá por conta de que nenhum desses países deseja correr o risco de ser acusado internamente de vender futuros empregos e crescimento econômico.
As negociações para um novo acordo sobre as alterações climáticas a ser assinado em Copenhague em dezembro estão paralisadas. Com o atual acordo em execução mais de 200 páginas, afirmam os negociadores dos países, são de pontos de discordância diplomática entre os países. Há uma preocupação geral de que o documento seja demasiado pesado para reunir um consenso nos próximos meses.
Ao convocar esta reunião, as Nações Unidas esperam que, coletivamente, os líderes possam despertar atenção e vontade dos países participantes para a superação de interesses nacionais limitados e dar aos negociadores uma amplitude maior da questão, buscando pelo menos a concepção de um esboço possível acordo global.
Ban Ki-moon – Secretario Geral da ONU: "Eu os tenho incentivado a falar e agir como líderes globais,pensando além de suas fronteiras nacionais", disse quinta-feira na reunião da ONU.
Na próxima terça-feira,líderes e chefes de Estado e de Governo da maioria das potencias econômicas, estão engajados em discussões preliminares sobre questões pendentes à mudança climática,já como preparação para o encontro de dezembro.
Segundo Robert Orr, secretário-geral adjunto para o planejamento da política das Nações Unidas,este encontro não objetiva o posicionamento “país a país “, mas sim um posicionamento conjunto de todos os países presentes. "Politicamente, todos eles têm que saltar juntos, e essa é a essência deste encontro”.
Vamos ver se todos os governos estão dispostos a dizer: "Estou dando o primeiro passo, você virá comigo?" Isso seria uma quebra enorme nos procedimentos de negociação adotados até hoje”
(...)Apesar de se limitar o aumento da temperatura a 2 graus Fahrenheit uma meta já aceita, não há consenso sobre como chegar lá.
Os países industrializados não chegaram a acordo sobre metas de médio prazo. Fizeram promessas de redução em cerca de metade da meta definida pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, que é de 25% a 40% de redução dos níveis identificados em 1990 até o ano limite de 2020.

Os países em desenvolvimento concordaram sobre a necessidade de reduzir as suas emissões, mas rejeitaram qualquer limite obrigatório, além de exigirem apoio financeiro e técnico em troca de tais reduções.
A questão da ajuda aos países mais pobres para se adaptar ao impacto das alterações climáticas tem sido posta de lado. Também não há acordo sobre quais seriam as instituições que seriam responsáveis por verificar o atingi mento de metas cumpridas e a fiscalização das finanças.
De acordo com Kim Carstensen, diretor do Global Climate Initiative of the World Wildlife Fund, o consenso geral que reina no encontro é :”posicione-se o mínimo possível, o mais tarde possível e deixe a outra pessoa ir primeiro".
Nas últimas semanas, surgiram profundas divisões entre os Estados Unidos e a União Européia. Os europeus disseram que iriam doar de US $ 2 bilhões a US $ 15 bilhões por ano, na próxima década para ajudar os países menos desenvolvidos a se adaptarem à mudança climática. O governo dos EUA não ofereceu nada próximo.
A meta européia é uma redução de 20%o, dos níveis de emissão identificados no ano 1990, até o ano de 2020. Isto seria ainda inferior aos 25% recomendados pelo Painel Intergovernamental, embora os europeus dissessem que aceitariam 30% se todos os países concordassem.
O Congresso dos EUA está discutindo tais questões(...) ,as chances de definição de um projeto final de compensação no Congresso Americano até dezembro são cada vez mais improváveis, (...) especialistas estão esperando ansiosamente para ouvir o que o presidente Obama,proporá em seu discurso na terça-feira próxima sobre mudanças climáticas, questão fundamental em sua administração.
Um discurso do presidente Hu Jintao, da China também é amplamente esperado. Especialistas esperam que ele anuncie um compromisso significativo para com energias renováveis e redução de emissões nos próximos cinco anos. Hu jintao é o primeiro presidente chinês a participar na Conferência Anual da Assembléia Geral das Nações Unidas.
Estados Unidos e a China representam, juntos, cerca de 40 por cento das emissões mundiais, divididos quase igualmente.Um consenso entre estes dois países impulsionaria de forma significativa um acordo global.
(…) EUA só querem assumir metas de redução depois do posicionamento da China, há quem diga que este posicionamento fará naufragar todo o esforço do Encontro. Além disso, os EUA não desejam assumir os mesmos montantes de redução que China, diz um senador americano, antigo negociador norte-americano.
Blocos de países menores, as nações mais pobres têm suas próprias agendas. Os países insulares do Pacífico e do Caribe pressionarão por um limite máximo de temperatura ainda mais baixa que os 2 graus Fahrenheit porque eles temem que a elevação dos mares poderia literalmente inundá-los. Os africanos estão ameaçando sair das negociações se não forem acordados US $ 300 bilhões em ajuda.
Existem ainda as objeções da Nova Zelândia para o fato de que as negociações têm basicamente ignorado a agricultura, que responde por 13% a 14% das emissões de GEE. Os países em desenvolvimento temem que uma eventual regulamentação da agricultura poderia aprofundar os graves problemas na alimentação de suas populações.
"O percepção é de que paira é uma espécie de reação nacionalista que pode levar a um retrocesso de posições", disse Jeffrey Sachs, diretor do Earth Institute da Columbia University. "Deveríamos estar vendo isto como solucionando uma questão global, e não como a negociação global."
To read in English,access the link below :
http://www.nytimes.com/2009/09/20/science/earth/20nations.html?th&emc=th
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Postado por
Unknown
em
9/16/2009 04:41:00 AM
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Copenhague,
mudanças climáticas

Agência FAPESP – A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), que será realizada em Copenhague, na Dinamarca, de 7 a 18 de dezembro, deverá definir um novo acordo global para o clima que passará a vigorar com o fim do Protocolo de Kyoto, em 2011.
A importância do encontro é tão grande que não deixou espaço para fracassos. “Tudo ou nada”, dizem uns; “não há plano B”, apontam outros. Um artigo publicado nesta quarta-feira (16/9) na revista The Lancet e no The British Medical Journal vai nessa toada, não economizando nas expectativas.
Segundo os autores, o sucesso em Copenhague é “vital para o futuro da espécie humana e da civilização”. “O fracasso em concordar com reduções radicais nas emissões significa uma catástrofe para a saúde global”, afirmam os autores lorde Michael Jay, diplomata e chairman da comissão de nomeações da Casa dos Lordes, a câmara alta do parlamento britânico, e sir Michael Marmot, professor de epidemiologia e saúde pública na University College London.
Evidências científicas de que as temperaturas no planeta têm se elevado por causa da ação do homem têm sido amplamente aceitas desde o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) divulgado em 2007.
A conta que deve ser fechada: se quiser evitar um aumento de 2ºC nas temperaturas médias pré-industriais – considerado limite para um cenário catastrófico e irreversível –, o mundo deve reduzir, até 2050, as emissões de dióxido de carbono de modo a chegar, no máximo, a 50% dos níveis verificados da década de 1990.
O desafio é extremamente complexo e deve ser de responsabilidade geral. “As mudanças climáticas são globais. Emissões não conhecem fronteiras e as medidas necessárias para diminuí-las devem ser vistas não como um custo, as sim como uma oportunidade”, afirmam.
“Usinas energéticas a carvão poluem a atmosfera e pioram a saúde humana. O mesmo ocorre com os motores a combustão. O desflorestamento destrói a biodiversidade. Mesmo sem as mudanças climáticas, é forte o argumento para energia limpa, automóveis elétricos, preservação de florestas, eficiência energética e novas tecnologias agrícolas. As mudanças climáticas tornam o argumento irrefutável”, apontam.
De acordo com os autores, o sucesso em Copenhague exigirá o reconhecimento por parte dos países mais ricos de que eles têm obrigações para com os mais pobres. E o reconhecimento por parte das nações mais pobres de que as mudanças climáticas são um problema global que exige uma solução global na qual todos têm um papel a cumprir.
Comentário publicado na mesma edição da The Lancet, escrito por um grupo internacional de pesquisadores, ressalta a importância da conferência em dezembro.
“Há um perigo real de que os políticos se mostrem indecisos, especialmente em um momento de turbulência econômica. Mas se suas respostas se mostrarem fracas, os resultados para a saúde mundial serão catastróficos”, destacam.
O artigo Politicians must heed health effects of climate change podem ser lidos aqui ou acessando: http://www.thelancet.com/
HEALTH AND CLIMATE CHANGE//The Lancet
Expectations are running high for the UN climate change conference in Copenhagen this December. But will we get the global commitment for radical cuts in CO2 emissions that the world so urgently needs? The scientific evidence that global temperatures are rising and that man is responsible has been widely accepted since the 2007 report by the Intergovernmental Panel on Climate Change.1 There is now equally wide consensus that we need to reduce CO2 emissions to at most 50% of 1990 levels by 2050,2 if we are to have even a 50% chance of preventing temperatures exceeding preindustrial levels by more than 2°C, considered by many to be the tipping point for catastrophic and irreversible climate change.
The economic argument that taking action now rather than later will be cheaper is also widely accepted after the Stern report in 2006.3 The election of President Barack Obama has shifted US policy from seeking to block an agreement to seeking to find one.
So the chances of success should be good. But the politics are tough. The most vocal arguments are about equity: the rich world caused the problem: why should the poor world pay to put it right? Can the rich world do enough, through its own actions and through its financial and technological support for the poor, to persuade the poor to join in a global agreement? The present economic climate does not help, giving rich world sceptics arguments for not acting—or at least not acting now. And the sensitive issue of population stabilisation continues to slip off the agenda but is crucial to achieving real reductions in global CO2 emissions.
These arguments need to be addressed head on. Climate change is global. Emissions know no frontiers. And the necessary measures should be seen not as a cost but as an opportunity. Coal-fired power stations pollute the atmosphere and worsen health. So does the internal combustion engine. Deforestation destroys biodiversity. Saving energy helps hard-pressed household budgets. Drought-resistant crops help poor farmers. So even without climate change, the case for clean power, electric cars, saving forests, energy efficiency, and new agricultural technology is strong.4 Climate change makes it unanswerable.
The threat to health is especially evident in the poorest countries, particularly in sub-Saharan Africa, as the recent report by The Lancet and the University College London Institute for Global Health Commission shows.4 These countries are struggling to meet the Millennium Development Goals (MDGs). Their poverty and lack of resources, infrastructure, and often governance, make them far more vulnerable to the effects of climate change. Warmer climate can lead to drought, pressure on resources (particularly water), migration, and conflict. The conflict in Darfur is as much about pressure on resources as the desert encroaches as about the internal politics of Sudan. And the implications for the health of local populations are acute—on the spread and changing patterns of disease, notably water-borne diseases from inadequate and unclean supplies, on maternal and child mortality as basic health services collapse, and on malnutrition where food is scarce.5 And population stabilisation will not be achieved if, for want of resources, girls are not educated and contraceptives are unavailable.6
Climate change is causing other kinds of extreme weather events too: storms, floods, and rising sea levels affecting coastal populations and islands.7 Every such event has adverse consequences for health. The poorer the country and its infrastructure, the worse are the consequences, and the poorer the chances of meeting the MDGs.
Crucially for winning hearts and minds in richer countries, what is good for the climate is good for health. The measures needed to combat climate change coincide with those needed to ensure a healthier population and reduce the burden on health services. A low-carbon economy will mean less pollution. A low-carbon diet (especially eating less meat) and more exercise will mean less cancer, obesity, diabetes, and heart disease.4 Opportunity, surely, not cost.
This is an opportunity too, to advance health equity—increasingly seen as necessary for a healthy and happy society. If we take climate change seriously, it will require major changes to the way we live, reducing the gap between carbon-rich and carbon-poor within and between countries. The Commission on Social Determinants of Health said that action to promote health must go well beyond health care.8 It must focus on the conditions in which people are born, grow, live, work, and age, and on the structural drivers of those conditions—inequities in power, money, and resources. These insights give further confirmation that what is good for the climate is good for health.
A successful outcome at Copenhagen is vital for our future as a species and for our civilisation. It will require recognition by the rich countries of their obligations to the poor; and recognition by the poor countries that climate change is a global problem that requires a global solution in which we all have to play a part. It will require a new mindset: that the measures needed to mitigate the risks of climate change and adapt to its already inevitable effects provide an opportunity to achieve goals that are desirable in their own right—the achievement of the MDGs in poor countries and a healthier, more equal society in the rich world and globally. Failure to agree radical reductions in emissions spells a global health catastrophe, which is why health professionals must put their case forcefully now and after Copenhagen.9
The economic argument that taking action now rather than later will be cheaper is also widely accepted after the Stern report in 2006.3 The election of President Barack Obama has shifted US policy from seeking to block an agreement to seeking to find one.
So the chances of success should be good. But the politics are tough. The most vocal arguments are about equity: the rich world caused the problem: why should the poor world pay to put it right? Can the rich world do enough, through its own actions and through its financial and technological support for the poor, to persuade the poor to join in a global agreement? The present economic climate does not help, giving rich world sceptics arguments for not acting—or at least not acting now. And the sensitive issue of population stabilisation continues to slip off the agenda but is crucial to achieving real reductions in global CO2 emissions.
These arguments need to be addressed head on. Climate change is global. Emissions know no frontiers. And the necessary measures should be seen not as a cost but as an opportunity. Coal-fired power stations pollute the atmosphere and worsen health. So does the internal combustion engine. Deforestation destroys biodiversity. Saving energy helps hard-pressed household budgets. Drought-resistant crops help poor farmers. So even without climate change, the case for clean power, electric cars, saving forests, energy efficiency, and new agricultural technology is strong.4 Climate change makes it unanswerable.
The threat to health is especially evident in the poorest countries, particularly in sub-Saharan Africa, as the recent report by The Lancet and the University College London Institute for Global Health Commission shows.4 These countries are struggling to meet the Millennium Development Goals (MDGs). Their poverty and lack of resources, infrastructure, and often governance, make them far more vulnerable to the effects of climate change. Warmer climate can lead to drought, pressure on resources (particularly water), migration, and conflict. The conflict in Darfur is as much about pressure on resources as the desert encroaches as about the internal politics of Sudan. And the implications for the health of local populations are acute—on the spread and changing patterns of disease, notably water-borne diseases from inadequate and unclean supplies, on maternal and child mortality as basic health services collapse, and on malnutrition where food is scarce.5 And population stabilisation will not be achieved if, for want of resources, girls are not educated and contraceptives are unavailable.6
Climate change is causing other kinds of extreme weather events too: storms, floods, and rising sea levels affecting coastal populations and islands.7 Every such event has adverse consequences for health. The poorer the country and its infrastructure, the worse are the consequences, and the poorer the chances of meeting the MDGs.
Crucially for winning hearts and minds in richer countries, what is good for the climate is good for health. The measures needed to combat climate change coincide with those needed to ensure a healthier population and reduce the burden on health services. A low-carbon economy will mean less pollution. A low-carbon diet (especially eating less meat) and more exercise will mean less cancer, obesity, diabetes, and heart disease.4 Opportunity, surely, not cost.
This is an opportunity too, to advance health equity—increasingly seen as necessary for a healthy and happy society. If we take climate change seriously, it will require major changes to the way we live, reducing the gap between carbon-rich and carbon-poor within and between countries. The Commission on Social Determinants of Health said that action to promote health must go well beyond health care.8 It must focus on the conditions in which people are born, grow, live, work, and age, and on the structural drivers of those conditions—inequities in power, money, and resources. These insights give further confirmation that what is good for the climate is good for health.
A successful outcome at Copenhagen is vital for our future as a species and for our civilisation. It will require recognition by the rich countries of their obligations to the poor; and recognition by the poor countries that climate change is a global problem that requires a global solution in which we all have to play a part. It will require a new mindset: that the measures needed to mitigate the risks of climate change and adapt to its already inevitable effects provide an opportunity to achieve goals that are desirable in their own right—the achievement of the MDGs in poor countries and a healthier, more equal society in the rich world and globally. Failure to agree radical reductions in emissions spells a global health catastrophe, which is why health professionals must put their case forcefully now and after Copenhagen.9
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