São Paulo
Aliado da ex-senadora Marina Silva, o ex-presidente do diretório estadual do PV paulista, Maurício Brusadin, disse ao DCI que o objetivo final do grupo que acompanhará a ex-presidenciável fora da legenda não é a fundação de um novo partido político. Marina e aliados farão um ato político em São Paulo na próxima quinta-feira, às 14h, para marcar a desfiliação e anunciar o que chamam "de uma nova forma de diálogo com a sociedade" no chamado "Encontro pela nova Política". - "Mais importante que a saída [do PV], nós vamos buscar um novo processo de diálogo com a sociedade. Os partidos políticos se divorciaram dela e queremos reforçar esse laço não necessariamente fundando um partido novo. Vamos dar início a um movimento político e avaliar seus resultados adiante. Há companheiros que vão permanecer lutando no PV e há outros que terão liberdade para buscar seu espaço", afirma.
Lideranças históricas, como o deputado federal Alfredo Sirkis (RJ) - que também é vice-presidente nacional do partido e deve renunciar ao posto - e Fernando Gabeira, que têm pretensões eleitorais nas eleições municipais do próximo ano, deverão permanecer no PV. O primeiro, para não ter o mandato requisitado pela legenda, e o segundo porque precisa dela para alavancar seu plano de candidatar-se à Prefeitura do Rio de Janeiro. A dupla, no entanto, vai participar do ato desta quinta.
Ex-presidente do diretório paulista, Maurício Brusadin reuniu-se com Marina na última semana em São Paulo e confirmou: "Não apenas o PMDB, mas todos os partidos procuraram a senadora e só o Penna não quer a Marina", criticou, fazendo referência ao presidente nacional da sigla, o deputado federal José Luiz Penna, que está há 12 anos à frente da legenda.
Sobre o dirigente maior do PV, Brusadin reclamou que Penna resistiu às investidas para democratizar o partido. "Tanto é verdade que ele não cedeu que nos últimos nove meses houve apenas uma reunião da Executiva Nacional. Justamente aquela que prorrogou o mandato dele", disparou.
Marina e Brusadin serão acompanhados por nomes como Fábio Feldmann, que já oficializou sua saída, o ex-candidato ao Senado pelo PV paulista, Ricardo Young, e o ex-candidato a vice na chapa verde à Presidência, o empresário Guilherme Leal. Também participará o ex-secretário do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, entre outras lideranças.
Carta da Terra
"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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É grave a situação dos índios Guarani-Kaiowás, alerta Marina Silva /// Agencia Senado
A senadora Marina Silva (PV-AC) voltou a cobrar do governo federal nesta terça-feira (23) solução para os problemas enfrentados pelos índios Guarani-Kaiovás em Mato Grosso do Sul. Segundo ela, o avanço do plantio de soja e de cana-de-açúcar, associado ao crescimento da pecuária, vem provocando a expulsão dos índios de terras que ocupam há décadas, inclusive de forma violenta.
Marina Silva informou que o agravamento dos conflitos vem fazendo com que muitos Guarani-Kaiowás deixem suas terras, gerando desde a desagregação cultural até dificuldades de emprego e sobrevivência. Com isso, problemas como o alcoolismo e a desnutrição cresceram entre a população, incluindo aumento de casos de suicídio.
As afirmações foram feitas durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) para discutir uma saída para o problema, que reuniu representantes do governo, especialistas e autoridades de Mato Grosso do Sul.
Marco Antonio de Almeida, procurador federal do município de Dourados (MS), reconheceu que o problema é de difícil solução, já que as terras tiveram valorização com a expansão das fronteiras da cana-de-açúcar, para produção de etanol, e da soja. A maioria dos empreendimentos, conforme salientou, recebeu recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Portanto, na visão do procurador, tais empreendimentos são legais. No entanto, ele defendeu que recursos do banco sejam priorizados para os índios.
Já o antropólogo Rubens de Almeida sugeriu a realização de um profundo estudo técnico antropológico para identificar as origens das terras reivindicadas pelos indígenas e sua extensão, entre outros aspectos.
José Antonio Roldão, presidente da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural do Mato Grosso do Sul, garantiu que o governo do estado está empenhado em resolver a situação dos índios, "respeitando a cultura e resgatando a dignidade de cada comunidade".
Disse que o governo vem colocando em prática programas de atendimento a várias comunidades indígenas, com distribuição de alimentos, fortalecimento da produção agrícola e construção de casas e de escolas.
Cláudio Bernardo / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Marina Silva informou que o agravamento dos conflitos vem fazendo com que muitos Guarani-Kaiowás deixem suas terras, gerando desde a desagregação cultural até dificuldades de emprego e sobrevivência. Com isso, problemas como o alcoolismo e a desnutrição cresceram entre a população, incluindo aumento de casos de suicídio.
As afirmações foram feitas durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) para discutir uma saída para o problema, que reuniu representantes do governo, especialistas e autoridades de Mato Grosso do Sul.
Marco Antonio de Almeida, procurador federal do município de Dourados (MS), reconheceu que o problema é de difícil solução, já que as terras tiveram valorização com a expansão das fronteiras da cana-de-açúcar, para produção de etanol, e da soja. A maioria dos empreendimentos, conforme salientou, recebeu recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Portanto, na visão do procurador, tais empreendimentos são legais. No entanto, ele defendeu que recursos do banco sejam priorizados para os índios.
Já o antropólogo Rubens de Almeida sugeriu a realização de um profundo estudo técnico antropológico para identificar as origens das terras reivindicadas pelos indígenas e sua extensão, entre outros aspectos.
José Antonio Roldão, presidente da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural do Mato Grosso do Sul, garantiu que o governo do estado está empenhado em resolver a situação dos índios, "respeitando a cultura e resgatando a dignidade de cada comunidade".
Disse que o governo vem colocando em prática programas de atendimento a várias comunidades indígenas, com distribuição de alimentos, fortalecimento da produção agrícola e construção de casas e de escolas.
Cláudio Bernardo / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
O discurso de Marina Silva é um ‘convite’ à reflexão /// Equipe Marina Silva
Postado em 01/03/2010 por Equipe Marina
Candidata à presidência a bordo do minúsculo PV, Marina Silva injetou no debate sucessório o tema mais relevante já abordado até agora: a governabilidade.
Marina diz que, se fosse eleita, promoveria um “realinhamento histórico”. Governaria “com os melhores do PSDB e os melhores do PT”.
Para ela, “enquanto o PT e o PSDB não conversarem, vai ficar muito difícil assegurar uma governabilidade”.
Corta para o ano de 1978. Fervilhava uma atmosfera de abertura política, conduzida pelo general Ernesto Geisel.
Na região do ABC paulista, a cena sindical era sacudida por um líder irrequieto: Lula. Um Lula diferente do atual, sem engajamento partidário.
Esse Lula de então espantava os líderes políticos tradicionais com seus desafios às estruturas ideológicas convencionais.
Naquele mesmo ano, um professor universitário de verniz esquerdista foi convencido a disputar uma cadeira no Senado: Fernando Henrique Cardoso.
Deu-se numa reunião na casa do amigo José Gregori. Presentes, Francisco Weffort, Plínio de Arruda Sampaio e Almino Afonso, ex-ministro de João Goulart.
Após duas horas, FHC topou ir às urnas. Precisou da ajuda do amigo Flávio Bierrenbach para descobrir onde funcionava o MDB, partido ao qual se filiaria.
FHC obteve 1,27 milhão de votos. Não foi eleito. Mas tornou-se uma novidade da política. Na campanha, fora cortejado por artistas e intelectuais.
Melhor: o professor construíra uma ponte entre a academia e o universo sindical comandado por Lula.
A despeito da ojeriza que nutria por políticos, Lula atuara como cabo-eleitoral de FHC na porta das fábricas.
Um dos coordenadores de boca-de-urna de FHC era um estudante de pós-graduação de economia: Aloizio Mercadante.
Corta para 1992. Sob Fernando Collor, o Brasil se preparava para um plebiscito. O eleitor decidiria entre o presidencialismo e o parlamentarismo.
Lula foi ao apartamento de FHC, no bairro paulistano de Higienópolis. Presente, além do anfitrião, Tasso Jereissati, então presidente do PSDB.
A trinca pôs-se a discutir os rumos plebiscito que poderia converter o Brasil numa nação parlamentarista já em abril do ano seguinte.
Decidiu-se que Lula e Tasso correriam o país em defesa da causa parlamentarista. Iriam às universidades e aos sindicatos. Visitariam os donos de jornais.
Fizeram segredo da segunda parte do plano: as viagens serviriam para preparar o terreno da sucessão presidencial seguinte.
O PSDB apoiaria a candidatura de Lula. Indicaria o vice. Juntos, PT e PSDB negociariam o nome do primeiro-ministro. Lula e FHC pareciam, então, fadados a fazer política juntos.
Na memória de Lula, estava fresca a imagem do tucanato no seu palanque, no segundo turno da sucessão de 1989, que perdera para Collor.
Na cabeça de FHC, permaneciam intactos os ideais do professor de 1978, que animara o líder sindical a fazer campanha para ele nas fábricas.
Retorne-se a Marina Silva e à cena de 2010: “Devíamos ser capazes de estabelecer uma governabilidade básica, onde o PT e o PSDB digam: ‘Naquilo que é essencial para o Brasil, nós não vamos colocar em risco a governabilidade’. O Brasil é maior que essas picuinhas”.
Difícil ignorar a verdade escondida atrás das considerações da candidata do PV. Escravos das picuinhas, tucanos e petistas tornaram-se inimigos irreconciliáveis.
Somando-se os dois mandatos de FHC ao par de gestões de Lula, PSDB e PT governam o país há 16 anos.
Naquilo que realmente importa, a gestão da economia, Lula manteve o que FHC iniciara. Preservou-se a estabilidade que permitiu ao Brasil dar um salto.
Porém, a pretexto de assegurar a “governabilidade”, ambos ligaram-se ao que há de mais arcaico na política. Produziram escândalos em série.
Hoje, PSDB e PT dedicam-se a esfregar na cara um do outro as perversões que nutriram durante anos. Lula covida ao plebiscito: “Nós contra eles”.
Em artigo, FHC aceita o desafio. Mas parece mais empenhado em desqualificar a candidata oficial: “Boneca de ventríloquo”, “autoritária”, etc.
A julgar pelas pesquisas, o Brasil será presidido, a partir de 2011, por um tucano, José Serra. Ou por uma petista, Dilma Rousseff.
O “realinhamento histórico” de que fala Marina Silva tornou-se coisa utópica, irrealizável. Arma-se a continução da gincana de lama. Cedo ou tarde virá um novo mensalão
Candidata à presidência a bordo do minúsculo PV, Marina Silva injetou no debate sucessório o tema mais relevante já abordado até agora: a governabilidade.
Marina diz que, se fosse eleita, promoveria um “realinhamento histórico”. Governaria “com os melhores do PSDB e os melhores do PT”.
Para ela, “enquanto o PT e o PSDB não conversarem, vai ficar muito difícil assegurar uma governabilidade”.
Corta para o ano de 1978. Fervilhava uma atmosfera de abertura política, conduzida pelo general Ernesto Geisel.
Na região do ABC paulista, a cena sindical era sacudida por um líder irrequieto: Lula. Um Lula diferente do atual, sem engajamento partidário.
Esse Lula de então espantava os líderes políticos tradicionais com seus desafios às estruturas ideológicas convencionais.
Naquele mesmo ano, um professor universitário de verniz esquerdista foi convencido a disputar uma cadeira no Senado: Fernando Henrique Cardoso.
Deu-se numa reunião na casa do amigo José Gregori. Presentes, Francisco Weffort, Plínio de Arruda Sampaio e Almino Afonso, ex-ministro de João Goulart.
Após duas horas, FHC topou ir às urnas. Precisou da ajuda do amigo Flávio Bierrenbach para descobrir onde funcionava o MDB, partido ao qual se filiaria.
FHC obteve 1,27 milhão de votos. Não foi eleito. Mas tornou-se uma novidade da política. Na campanha, fora cortejado por artistas e intelectuais.
Melhor: o professor construíra uma ponte entre a academia e o universo sindical comandado por Lula.
A despeito da ojeriza que nutria por políticos, Lula atuara como cabo-eleitoral de FHC na porta das fábricas.
Um dos coordenadores de boca-de-urna de FHC era um estudante de pós-graduação de economia: Aloizio Mercadante.
Corta para 1992. Sob Fernando Collor, o Brasil se preparava para um plebiscito. O eleitor decidiria entre o presidencialismo e o parlamentarismo.
Lula foi ao apartamento de FHC, no bairro paulistano de Higienópolis. Presente, além do anfitrião, Tasso Jereissati, então presidente do PSDB.
A trinca pôs-se a discutir os rumos plebiscito que poderia converter o Brasil numa nação parlamentarista já em abril do ano seguinte.
Decidiu-se que Lula e Tasso correriam o país em defesa da causa parlamentarista. Iriam às universidades e aos sindicatos. Visitariam os donos de jornais.
Fizeram segredo da segunda parte do plano: as viagens serviriam para preparar o terreno da sucessão presidencial seguinte.
O PSDB apoiaria a candidatura de Lula. Indicaria o vice. Juntos, PT e PSDB negociariam o nome do primeiro-ministro. Lula e FHC pareciam, então, fadados a fazer política juntos.
Na memória de Lula, estava fresca a imagem do tucanato no seu palanque, no segundo turno da sucessão de 1989, que perdera para Collor.
Na cabeça de FHC, permaneciam intactos os ideais do professor de 1978, que animara o líder sindical a fazer campanha para ele nas fábricas.
Retorne-se a Marina Silva e à cena de 2010: “Devíamos ser capazes de estabelecer uma governabilidade básica, onde o PT e o PSDB digam: ‘Naquilo que é essencial para o Brasil, nós não vamos colocar em risco a governabilidade’. O Brasil é maior que essas picuinhas”.
Difícil ignorar a verdade escondida atrás das considerações da candidata do PV. Escravos das picuinhas, tucanos e petistas tornaram-se inimigos irreconciliáveis.
Somando-se os dois mandatos de FHC ao par de gestões de Lula, PSDB e PT governam o país há 16 anos.
Naquilo que realmente importa, a gestão da economia, Lula manteve o que FHC iniciara. Preservou-se a estabilidade que permitiu ao Brasil dar um salto.
Porém, a pretexto de assegurar a “governabilidade”, ambos ligaram-se ao que há de mais arcaico na política. Produziram escândalos em série.
Hoje, PSDB e PT dedicam-se a esfregar na cara um do outro as perversões que nutriram durante anos. Lula covida ao plebiscito: “Nós contra eles”.
Em artigo, FHC aceita o desafio. Mas parece mais empenhado em desqualificar a candidata oficial: “Boneca de ventríloquo”, “autoritária”, etc.
A julgar pelas pesquisas, o Brasil será presidido, a partir de 2011, por um tucano, José Serra. Ou por uma petista, Dilma Rousseff.
O “realinhamento histórico” de que fala Marina Silva tornou-se coisa utópica, irrealizável. Arma-se a continução da gincana de lama. Cedo ou tarde virá um novo mensalão
Marina Silva avalia positivamente pesquisa Datafolha que a mantém com 8% /// BOL
A senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata do PV à Presidência da República, avaliou positivamente nesta segunda-feira os 8% de intenção de voto registrados na pesquisa Datafolha divulgada ontem, na Folha.
"A pesquisa mantém o mesmo índice, o que diante das estratégias ousadas de quem antecipou a candidatura e ainda não tem estrutura, é muito positivo", afirmou a senadora, antes de participar ao vivo do programa "Papo Aberto", apresentado pelo vereador de São Paulo Gabriel Chalita (PSB) na TV Canção Nova.
Segundo o Datafolha, a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) cresceu cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto de dezembro para janeiro, atingindo 28%. No mesmo período, a taxa de intenção de voto no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recuou de 37% para 32%. Com isso, a diferença entre os dois pré-candidatos recuou de 14 pontos para 4 pontos de dezembro para cá.
Já o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) também se manteve estável com 12% das intenções de voto. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 9%. Indecisos, 10%.
Apesar da estagnação de Ciro, Marina defendeu a candidatura do deputado à Presidência, o que segundo ela forçaria um segundo turno. "Acho bom para a democracia uma eleição em dois turnos. É bom que os partidos coloquem seus projetos e suas propostas", disse.
Marina também criticou a proposta do PT de polarizar a eleição presidencial com o PSDB, comparando os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Porque vamos fazer um plebiscito quando a sociedade pode fazer uma escolha entre diferentes projetos? Isso [maior número de candidatos] só vai contribuir para que as propostas sejam melhor colocadas", afirmou.
A senadora, que desde a semana passada participa de diversos programas de rádio e de TV, defendeu sua exposição na mídia. "Faz parte da exposição necessária que todo integrante de um projeto político deseja e precisa fazer", afirmou.
"A pesquisa mantém o mesmo índice, o que diante das estratégias ousadas de quem antecipou a candidatura e ainda não tem estrutura, é muito positivo", afirmou a senadora, antes de participar ao vivo do programa "Papo Aberto", apresentado pelo vereador de São Paulo Gabriel Chalita (PSB) na TV Canção Nova.
Segundo o Datafolha, a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) cresceu cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto de dezembro para janeiro, atingindo 28%. No mesmo período, a taxa de intenção de voto no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recuou de 37% para 32%. Com isso, a diferença entre os dois pré-candidatos recuou de 14 pontos para 4 pontos de dezembro para cá.
Já o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) também se manteve estável com 12% das intenções de voto. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 9%. Indecisos, 10%.
Apesar da estagnação de Ciro, Marina defendeu a candidatura do deputado à Presidência, o que segundo ela forçaria um segundo turno. "Acho bom para a democracia uma eleição em dois turnos. É bom que os partidos coloquem seus projetos e suas propostas", disse.
Marina também criticou a proposta do PT de polarizar a eleição presidencial com o PSDB, comparando os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Porque vamos fazer um plebiscito quando a sociedade pode fazer uma escolha entre diferentes projetos? Isso [maior número de candidatos] só vai contribuir para que as propostas sejam melhor colocadas", afirmou.
A senadora, que desde a semana passada participa de diversos programas de rádio e de TV, defendeu sua exposição na mídia. "Faz parte da exposição necessária que todo integrante de um projeto político deseja e precisa fazer", afirmou.
PV quer tornar Marina Silva mais conhecida dos eleitores /// Agencia Estado
ANA CONCEIÇÃO
SÃO PAULO - Em busca de tornar sua pré-candidata à Presidência da República mais conhecida, o Partido Verde (PV) vai formatar uma estratégia de exposição da senadora Marina Silva (AC) em todo o País. O assunto será tema de reunião do comitê de campanha na segunda-feira, em São Paulo.
"Há um número grande de pedidos para que a senadora participe de eventos, queremos fazer uma agenda mais organizada", afirma Luciano Zica, responsável pela definição dos compromissos da senadora.
De acordo com pesquisa do Ibope para a Associação Comercial de São Paulo, divulgada ontem, Marina é a pré-candidata menos conhecida entre os eleitores: 31% deles disseram nunca ter ouvido falar da senadora.
"Vamos montar uma agenda de viagens e eventos para melhorar a exposição dela", explica o vereador carioca Alfredo Sirkis, coordenador geral da pré-campanha de Marina.
Sirkis considerou positiva a elevação das intenções de voto na senadora (de 6%, em dezembro, para 8% em fevereiro) e credita o alto índice de desconhecimento sobre a pré-candidata à sua menor exposição na mídia.
O Ibope fez o levantamento entre os dias 6 e 9 deste mês, pouco depois da propaganda nacional do partido em TV e rádio, veiculada no dia 4. "Dilma e Serra ocupam naturalmente o noticiário com suas inaugurações e polêmicas. A comparação com outros pré-candidatos não é equilibrada", reclamou.
Luciano Zica espera que até o meio da próxima semana a agenda de Marina esteja definida. A partir do início de março ela iniciará uma série de viagens de final de semana, começando pelas cidades mais importantes da região Sul. Depois, será a vez do Nordeste, Norte e Centro-Oeste.
Nessa primeira fase, ela se reunirá com formadores de opinião, universitários e representantes de movimentos sociais. "Marina já tem uma posição consolidada entre eleitores de formação superior", acredita Zica. Depois, a pré-campanha vai se concentrar em uma agenda mais intensa focando eleitores de menor renda.
Os eleitores estão bem mais familiarizados com os outros postulantes à Presidência, segundo o Ibope. A ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT, é desconhecida por 10% dos eleitores, seguida por Ciro Gomes, com 4%. O mais bem colocado é o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Apenas 1% dos eleitores nunca ouviram falar do tucano.
Desinteresse
Além de aferir o desconhecimento dos eleitores a respeito dos pré-candidatos, o Ibope mostrou que quase metade deles não está interessada nas eleições presidenciais - uma outra frente que terá de ser trabalhada pelos comitês de campanha. A pesquisa mostrou que 47% dos entrevistados têm pouco (26%) ou nenhum (21%) interesse pelo pleito.
Esses porcentuais não mudam muito conforme idade e região do País. Mas, com relação à renda, as famílias mais pobres são as menos interessadas. Entre aquelas com renda até 1 salário mínimo, 54% têm pouco ou nenhum interesse. O porcentual baixa para 50% nas famílias que ganham de 1 a 2 salários; 48%, com 2 a 5 salários; e 31%, com 5 a 10 salários. Na faixa de famílias que ganham acima de 10 salários, 28% não estão interessados em quem será o próximo presidente do País.
Marina Recebe Prêmio internacional por Defender Meio Ambiente
Luana Lourenço , Agência Brasil
BRASÍLIA - A senadora Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente e provável candidata à presidência em 2010, recebe hoje (10) em Mônaco o prêmio Mudanças Climáticas, oferecido pela Fundação Príncipe Albert II de Mônaco. A iniciativa premia pessoas e instituições por atuarem em favor do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.
O prêmio considera ações e iniciativas em três eixos: mudança climática, preservação da biodiversidade e acesso à água, além da luta contra a desertificação.
A senadora vai receber 40 mil euros, além da homenagem com o troféu, que será entregue pelo Príncipe Albert II.
É o quinto prêmio que a senadora recebe desde 2008, quando deixou o Ministério do Meio Ambiente por discordar de algumas diretrizes da política ambiental do governo. O mais recente foi em maio deste ano, o Prêmio Sofia 2009, concedido anualmente pela Fundação Sofia a pessoas e organizações que se destacam nas áreas ambientais e de desenvolvimento sustentável.
BRASÍLIA - A senadora Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente e provável candidata à presidência em 2010, recebe hoje (10) em Mônaco o prêmio Mudanças Climáticas, oferecido pela Fundação Príncipe Albert II de Mônaco. A iniciativa premia pessoas e instituições por atuarem em favor do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.
O prêmio considera ações e iniciativas em três eixos: mudança climática, preservação da biodiversidade e acesso à água, além da luta contra a desertificação.
A senadora vai receber 40 mil euros, além da homenagem com o troféu, que será entregue pelo Príncipe Albert II.
É o quinto prêmio que a senadora recebe desde 2008, quando deixou o Ministério do Meio Ambiente por discordar de algumas diretrizes da política ambiental do governo. O mais recente foi em maio deste ano, o Prêmio Sofia 2009, concedido anualmente pela Fundação Sofia a pessoas e organizações que se destacam nas áreas ambientais e de desenvolvimento sustentável.
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