Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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É preciso uma terceira revolução industrial

Publicado em 01 de October de 2010.
Está para nascer uma terceira revolução industrial, que será caracterizada pelas baixas emissões de dióxido de carbono, o que será crucial para o futuro do planeta.

Esta ideia foi ontem defendida por vários responsáveis por empresas do sector da energia durante o fórum Global Clean Energy, que se realiza entre ontem e hoje em Lisboa.

Eike Batista constrói a primeira usina solar comercial do país

por Folha online
(05/09/2010 11:41)
A MPX, do empresário Eike Batista, vai construir a primeira usina solar comercial do país, em Tauá (Ceará). Serão investidos R$ 10 milhões para a instalação de 1 MW (megawatt) de capacidade, que permitirá abastecer 1.500 residências a partir do ano que vem.

A empresa já entrou com pedido na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para poder operar até 5 MW, o que deve acontecer em até dois anos.

A energia solar se torna mais barata que a nuclear >>> Veja

Os custos dos sistemas solares fotovoltaicos caíram a um ponto no qual são menores do que projetos de novas usinas nucleares

Sistemas solares fotovoltaicos foram por muito tempo apresentados como uma forma limpa de gerar eletricidade

Avião solar inicia voo histórico >>> Exame

Payerne, Suíça - Um avião experimental que funciona com energia solar decolou no início da manhã desta quarta-feira de um aeródromo na Suíça para um voo de 25 horas, um teste da capacidade do aparelho de voar à noite, após ter as baterias carregadas durante o dia.


 O Solar Impulse partiu da pista em Payerne, região oeste da Suíça, alcançando 35 km/h antes do piloto Andre Borschberg executar a operação de decolagem às 6H51 (1H51 de Brasília) para um voo que deve durar 25 horas.

O avião tem como única fonte de energia 12.000 células fotovoltaicas que cobrem suas asas e alimentam os quatro motores elétricos, com potência de 10 CV cada. Também permitem recarregar as baterias de lítio polímero de 400 kg.

O aparelho demonstrou funcionar bem durante o dia, com um primeiro voo de sucesso em 7 de abril e outros 10 desde então. Agora precisa ser aprovado no teste noturno, para testar a capacidade das baterias de serem carregadas suficientemente durante o dia e alimentar o avião durante horas sem sol.

Publicação apresenta modelos de cidades sustentáveis do mundo >>> EcoDesenvolvimento

Reduzir Normal Aumentar Imprimir Uma publicação que reúne experiências de práticas sustentáveis já aplicadas em diversas cidades de todo o mundo: assim é a Plataforma de Cidades Sustentáveis, uma iniciativa da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis em parceria com o Movimento Nossa São Paulo que busca contribuir com o debate eleitoral e os programas dos candidatos para as eleições deste ano.

Outro objetivo importante do documento que será lançado no dia 21 de julho é ajudar na promoção da qualidade de vida nas regiões urbanas, onde vivem atualmente 85% dos brasileiros. "O que nós fizemos foi passar um radar pelo mundo. Nós entramos em centenas de sites de prefeituras, países, ONGs, institutos, universidades para resgatar essas experiências bem sucedidas", explicou Maurício Broinizi, coordenador da secretaria executiva do Movimento Nossa São Paulo e da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis.

Modelos

De acordo com Broinizi, a Plataforma de Cidades Sustentáveis abordará práticas sustentáveis de diversas áreas, como mobilidade urbana, consumo de energia e poluição. Um dos exemplos descritos é um programa de energia solar desenvolvido em uma cidade chinesa de 3 milhões de habitantes, que resultou em uma economia anual de 52.860 toneladas de dióxido de carbono (CO2). Iniciativas brasileiras também merecerão destaque, como o planejamento urbano de Curitiba, considerado referência em nível mundial.


A publicação contará com uma versão impressa (de 32 páginas), que será distribuída entre os movimentos que integram a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, mas os internautas do Brasil e do resto do mundo conhecerão as iniciativas através do site da plataforma - com lançamento agendado também para o dia 21 deste mês. A possibilidade de atualização constante é um dos principais atrativos da ferramenta via web, uma vez que as práticas futuras também poderão ser incorporadas com o tempo.

Lançamento

O evento de lançamento será realizado no dia 21 de julho, das 10h30 às 12h30, no Sesc Consolação, rua Dr. Vila Nova, 245, em São Paulo. Na ocasião, será entregue aos candidatos ao governo do Estado de São Paulo uma carta-compromisso para uma gestão pública fundada no desenvolvimento justo e sustentável nas cidades, baseado em experiências de sucesso já existentes em outras partes do planeta. Segundo Maurício Broinizi, a entrega do documento também poderá ser feita aos ''presidenciáveis'', mesmo que individualmente, em razão da agenda apertada dos mesmos

Vinicultores de Oregon finalizam a primeira etapa de redução de carbono /// Adega

28/Abril/2010

Quatorze vinícolas de Oregon anunciaram na última terça-feira, 27 de abril, a finalização de um rigoroso processo para medir e reduzir a emissão de carbono na atmosfera como parte do programa "Carbon Neutral Challenge", que estimula ações sustentáveis do estado.

Os biocombustíveis foram a primeira etapa do processo de redução de emissões

As vinícolas participantes instituíram uma série de mudanças, como a instalação de painéis solares, o emprego de biocombustíveis no lugar da gasolina e o corte na utilização de pesticidas.

Um dos produtores, Jim Bernau, afirmou que já vinha se focando no desenvolvimento sustentável há muitos anos, mas não imaginava que exigisse tantas etapas. "Por exemplo, eu não tinha idéia que o uso refrigeração tinha tanto impacto no meio-ambiente. Estes aspectos bastante detalhados abriram meus olhos".

Além disso, Bernau comentou que está olhando na direção de embalagens de vinho alternativas. Para restaurantes que vendem por taças, disse ele, "faria mais sentido se enviássemos o vinho em uma espécie de container ao invés de garrafas individuais".

Greg Jones, professor da Southern Oregon University, que já realizou dezenas de pesquisas sobre o impacto das mudanças climáticas na vinicultura, afirmou que o programa "Carbon Neutral Challenge" é bastante significante, já que envolve esforços concretos das companhias para salvar a indústria. "Isso vai deixar a indústria de Oregon mais forte", explicou.

A energia solar é bem mais cara que outras fontes utilizadas no mercado /// Dairio do Nordeste-Negócios

Fundo de incentivo viabilizou a usina

26/3/2010

A energia solar ainda é muito mais cara que as outras fontes atualmente utilizadas no mercado. O valor de R$ 600 reais pelo megawatt/hora é tido como inviável pelo mercado, já que a hidrelétrica - principal matriz energética no Brasil - custa R$ 120 e a termelétrica, R$ 140. Para viabilizar esse tipo de energia verde, o Governo do Estado criou o Fundo de Incentivo à Energia Solar do Ceará (Fies).

"Este é o primeiro instrumento de estímulo à geração de fonte solar no Brasil", destaca o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), Antônio Balhmann. Segundo ele, é o fundo que torna possível o início das obras da usina solar cearense. O atraso no início do empreendimento, que fora anunciado há dois anos, deu-se pela espera dos empresários pela aprovação deste empreendimento.

Avanço
"O Fies vai permitir a um usuário de energia no Ceará dizer assim: ´eu quero que a minha fábrica, ou a minha empresa, tenha energia de fonte solar´. Então, se ele tomasse essa decisão e não tivesse o mecanismo legal, ele teria que pagar uma tarifa tão cara, que certamente ele não iria aceitar aquele custo adicional à empresa dele. Então, o fundo vai pagar à empresa que gerar pra esse cliente a diferença entre a tarifa que ele paga normalmente e o custo da energia da geração solar. Então, ele [o usuário] vai pagar o mesmo preço", explica. De acordo com Balhmann, a usina solar de Tauá poderá ampliar a sua capacidade de produção à medida que o fundo for se capitalizando. "Tem várias formas de capitalização. Das próprias empresas incentivadas com o FDI [Fundo de desenvolvimento Industrial], 0,5%, já está no instrumento legal, é para o fundo de incentivo à energia solar. São 0,5% da arrecadação do FDI. Pode ser também através de contribuições de empresas. Ela [uma empresa], no seu marketing, pode querer agregar o selo verde, então pode destinar parte dos seus recursos para o fundo e usufruir dessa condição de ser uma empresa q utiliza fonte solar de energia, uma fonte limpa", observa.

Interesse
O presidente da Adece informa que, somente com o lançamento do Fies, várias empresas da cadeia produtiva da energia solar passaram a entrar em contato com o Estado. "Elas procuram implantar fábricas de painéis, de células, de componentes para geração de fonte solar, estão atrás de amostras de quartzo [mineral de onde se tira o silício, matéria prima para as células que formarão os painéis solares]. Há um fluxo muito grande de empresas do mundo inteiro, da Alemanha, Espanha, Estados Unidos, China...". "É como na energia eólica. Hoje as fábricas de aerogeradores estão se tornando realidade no Brasil porque a fonte eólica se tornou realidade. Então, à proporção que vão se instalando os parques solares, vão vindo as fábricas que trazem componentes pra esses parques", compara.

Comercialmente viável
Segundo ele, com esses investimentos sendo concretizados, é possível que em uma década, em média, a energia de fonte solar se torne comercialmente viável. "E nós estamos apostando pioneiramente no Brasil para um horizonte de 10 anos, 15 anos", conclui. (SS).

Estudo Pew: Brasil é o sexto país entre os membros do G-20 em Investimentos em Energias Limpas /// PR NewsWire

 Qui, 25 Mar, 02h01

WASHINGTON, 25 de março /PRNewswire/ -- O Brasil é o sexto país entre os membros do G-20 em financiamento e investimentos globais em energias limpas, em 2009, de acordo com os dados publicados hoje pela The Pew Charitable Trusts. No ano transacto o Brasil investiu 7,4 mil milhões de dólares no sector das energias limpas.

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"A economia das energias limpas representa uma das maiores oportunidades económicas do século XXI e o Brasil está entre os líderes mundiais", afirmou Phyllis Cuttino, director da Campanha para o Aquecimento Global do Pew Environment Group. "Apesar da recessão financeira de 2009, o Brasil conseguiu a segunda taxa de crescimento de investimento em energias limpas mais rápida entre os membros do G-20 e isso afirma o compromisso em agarrar a oportunidade que a energia limpa representa".

Em Who's Winning the Clean Energy Race? Growth, Competition and Opportunity in the World's Largest Economies (Quem Vai à Frente na Corrida das Energias Limpas? Crescimento, Competição e Oportunidade nas Maiores Economias do Mundo), a Pew examina as principais tendências financeiras, de investimento e tecnológicas relacionadas com os membros do G-20 e a economia das energias limpas. O relatório regista e mede a actividade de investimento global -- desde capitais de risco, ofertas públicas iniciais de empresas que procuram expandir, fusões e aquisições e empréstimos para projectos de grande escala -- neste sector. A Pew constatou que a economia global das energias limpas apresentou um crescimento notável:


--Globalmente, os investimentos em energias limpas aumentaram 230% desde 2005.

--Apesar de uma recessão mundial, os investimentos globais em energias limpas ascenderam a 162 mil milhões de dólares em 2009.

--Os membros do G-20 representam mais de 90% do investimento e do financiamento das energias limpas a nível mundial.

--O investimento de quase todos os membros do G-20 cresceu em mais de 50% ao longo dos últimos cinco anos.

--Foi instalada por todo o mundo mais de 250 gigawatts de capacidade de produção de energias renováveis, produzindo 6% da energia global.

--Está projectado que o investimento global em energias limpas ascenda a 200 mil milhões de dólares no Brasil, em 2010.

"O Brasil assistiu a uma queda de investimento no sector das energias limpas em 2009, em comparação com o ano anterior, devido à redução do crescimento em nova capacidade de produção de etanol a partir da cana de açúcar", afirmou Camila Ramos, analista principal da Bloomberg New Energy Finance para o Brasil. "Contudo, o país está cada vez mais comprometido no desenvolvimento de renováveis e biocombustíveis. Tem tido recentemente leilões de energias limpas com grande sucesso e planeia mais para breve".

Em 2009, o Brasil era líder em energias limpas. Entre os membros do G-20, a Pew constatou que:

--O Brasil encontra-se na terceira posição na percentagem de potência total obtida a partir de fontes de energia limpa.

--O Brasil encontra-se na quarta posição na intensidade de investimento -- a percentagem de investimento em energias limpas comparada com o produto interno bruto (PIB).

--O Brasil encontra-se na sexta posição relativamente ao investimento em energias limpas.

"Através dos seus investimentos e políticas, o Brasil está a posicionar-se para uma futura liderança no mercado em crescimento das energias limpas", disse Cuttino.

Os países com estruturas de fortes políticas a nível nacional, incluindo normas de energias renováveis, mercados de carbono, empréstimos prioritários para projectos de energias renováveis e/ou metas estipuladas para energias limpas, como a China, o Brasil, a Espanha, o Reino Unido e a Alemanha, têm os sectores de energias limpas mais robustos representando uma importante percentagem das suas economias. Os países sem estruturas políticas semelhantes atrasam-se mais.

A Pew publicou Who's Winning the Clean Energy Race? (Quem Vai à Frente na Corrida das Energias Limpas?) para destacar como os membros do G-20 estão a participar e onde se classificam na economia das energias limpas. Os dados foram compilados e revistos pelo parceiro de estudos da Pew, a Bloomberg New Energy Finance, líder mundial no fornecimento aos decisores de notícias, dados, estudos e análises em energias renováveis, mercados de carbono, tecnologias inteligentes de energia e captura e armazenamento de carbono. O foco principal do relatório é o investimento, uma vez que é esse o combustível que alimenta a inovação, comercialização, fabrico e instalação de tecnologias de energia limpa.

Poderá consultar o relatório em http://www.pewglobalwarming.org/cleanenergyeconomy/index.html

A Pew Charitable Trusts é movida pela força do conhecimento para resolver os problemas mais desafiantes da actualidade. A Pew aplica uma abordagem analítica e rigorosa para melhorar as políticas públicas, informar o público e estimular a vida civil.

CONTACTO: Brandon MacGillis, 202.887.8830
bmacgillis@pewtrusts.org Nicolle Grayson, 202.540.6347
ngrayson@pewtrusts.org

Pew Environment Group

Energia Verde ou só Propaganda?

By KATE GALBRAITH ///NYTimes

As solicitações têm lotado a caixa de e-mail das pessoas: pague um pouco mais pela eletricidade gerada por energia eólica, 100% limpa. Ou, de acordo com panfletos, compre “certificados de energia verde” para compensar suas emissões de gases estufa.

Quase um milhão de consumidores de energia elétrica adquiriu esse tipo de produto voluntariamente, e a quantidade fornecida deste tipo de energia quase triplicou desde 2005, em meio à crescente preocupação sobre as mudanças climáticas e a segurança na energia. Mas tais consumidores são minoria distinta, representando uma taxa de aquisição de cerca de apenas 2% dos planos das prestadoras de serviço.

A baixa aquisição levanta uma questão: se a grande maioria dos americanos é a favor de apoiar o governo na questão de energia limpa, como sugerem as pesquisas, por que tantas pessoas estão relutantes em adquiri tais planos quando comparam o preço extra que terão de pagar?

Uma das razões é que as pessoas consideram o preço adicional a ser pago alto demais. A energia solar e eólica geralmente custa mais do que a energia gerada por combustíveis fósseis. Enquanto muitas pessoas apoiam o princípio da energia alternativa, elas particularmente não querem gastar centenas de dólares a mais por eletricidade, especialmente na situação econômica atual.

Mas na cabeça de algumas pessoas, há outro motivo: será que esses programas realmente resultam em mais criações de projetos de energia renovável? O governo avaliou à questão, e disse que é difícil tirar uma conclusão geral. Os especialistas dizem acreditar que os programas de energia verde funcionam melhor que os outros.

“É um assunto polêmico. Não é um mercado de tamanho único”, disse Lori Bird, analista sênior do Laboratório Nacional de Energia renovável no Colorado e co-autor do relatório sobre mercados de energia verdade, publicado em setembro.

Ao menos um grande programa já teve problemas com os reguladores. No ano passado, o programa de energia verde da Florida Power and Light, chamado Sunshine Energy, foi fechado pelo Conselho de Serviços Públicos do Estado após uma auditoria descobrir que os centros de energia solar prometidos estavam muito aquém do cronograma. Havia mais de 38 mil consumidores e então o sexto maior do país, de acordo com o laboratório de energia renovável.

A auditoria também descobriu que a vasta maioria dos pagamentos feitos por proprietários foram direcionados para a administração e marketing.

“Nenhuma pessoa sensata teria contribuído com o programa Sunshine Energy se soubessem que aproximadamente 76,4% das contribuições seriam gastas com despesas de administração e marketing ao invés de energia renovável”, escreveu Nathan Skop, integrante do Conselho de Serviços Públicos da Flórida, em um comunicado sobre a decisão do fechamento.

Eric Silagy, vice-presidente de desenvolvimento da Florida Power and Light, disse em uma entrevista que o programa havia excedido os objetivos da energia renovável. “Sim, gastamos mais dinheiro na educação dos consumidores, mas não sei como o projeto poderia ser feito de outra forma”, disse.

De acordo com o relatório do laboratório nacional, no geral uma média de 19% do dinheiro que as prestadoras de serviços arrecadam com esses programas voluntários vai para promoção e marketing, e os números das prestadoras menores costumam ser bem maiores.

Cerca de um quarto das empresas do ramo no país fornecem programas de energia verde, e a forma como eles são estruturados variam. Na prática, nenhuma prestadora grande fornece 100% de energia renovável para nenhum cliente, porque a eletricidade de todos os tipos de fontes – carvão mineral, eólica, painéis solares – se associam em seus diversos fios. As companhias estão essencialmente coletando dinheiro extra, o qual eles prometem usar para dar apoio ao desenvolvimento da energia renovável, uma jogada que os consumidores consideram bem convincente.

“Está em questão o que é bom para o planeta”, disse Mark Renfrow, proprietário de Dalas que começou a pagar cerca de US$ 26 a mais por mês para sua fornecedora de eletricidade, a Direct Energy, pelo fornecimento de 100% de energia eólica.

Tipicamente, os preços adicionais influenciam nos equipamentos das fazendas eólicas e solares por meio da compra e venda de certificados de energia renovável. Muitas delas fornecem esses certificados, que servem para agregar um valor em dinheiro aos benefícios ambientais associados à energia renovável.

Por exemplo, o departamento de energia verde de uma empresa como a Con Edison, de Nova York, deve vender esse produto para seus clientes e então comprar certificados para essa quantidade de energia no mercado aberto. Defensores da energia limpa argumentam que esses pagamentos ajudam a construir novos centros, apesar de saberem que outros fatores, como financiamento bancário, têm papéis mais importantes.

Paul Copleman, porta-voz da Iberdrola Renewables, uma grande fomentadora do ramo, qualificou o sistema de pagamentos voluntários “como um componente essencial para o financiamento das fazendas eólicas”, apesar de dizer que nenhum projeto da Iberdrola em particular tenha sido construído para suprir essa demanda voluntária.

“Não estipulamos no começo do processo de desenvolvimento uma determinação para construir um projeto que suprisse o mercado voluntário especificamente”, disse Copleman por e-mail. “Mas sua presença proporciona flexibilidade e ajuda a melhorar projetos econômicos”.

Bob Harmon, chefe do gabinete de inovação da Bonneville Environmental Foundation, grupo sem fins lucrativos de Oregon que administra os pagamentos voluntários de fazendas eólicas e solares, disse que os projetos nos quais ele trabalhou, tipicamente, aumentaram a receita em cerca de 17% por causa desse tipo de pagamento. Além disso, ele acrescentou que essa quantidade representou um salto na margem de lucro da empresa, o suficiente para fazer a diferença na decisão de se um projeto deveria ou não seguir adiante. “Esse mercado está dando certo, está prosperando, é bom e deveria ser expandido”, disse Harmon.

Mas alguns defensores dos consumidores de eletricidade argumentam que os pagamentos fazem pouca diferença. Matthew Freedman, integrante da equipe de advogados da Utility Reform Network, grupo de advocacia voltado para o contribuinte na Califórnia, disse que a natureza de curto prazo desses compromissos voluntários com a energia verde significa que eles serão não terão sentido nos projetos de longo prazo como os de fazendas solares e eólicas.

“Poucas evidências sugerem que as aquisições dos clientes resultem em quaisquer novas contribuições ao poder renovável”, disse Freedman.
Os serviços da cidade de Palo Alto, Califórnia, têm a maior porcentagem de alistamento no país, com 21% da participação dos consumidores, de acordo com um estudo do laboratório do governo.

Mas para muitos grupos, mesmo aqueles defensores da sustentabilidade, o alto preço da energia limpa deixou as pessoas pensativas e hesitantes. No começo deste ano, o governo da cidade de Durango, no Colorado, parou de comprar energia renovável de sua fornecedora, economizando US$ 45 mil por ano. A eletricidade limpa custava 40% a mais – e o administrador da cidade, Ron Leblanc, ficou irritado porque parte desse pagamento foi usada para colocar painéis solares em uma escola de outra cidade.

“Pagar um valor adicional para investir em uma comunidade a 28 km de distância foi uma ofensa para muitos de nós”, disse, acrescentando que Durando estava explorando outras opções para desenvolver energia limpa localmente.

No Texas, a Austin Energy é a concessionária que mais fornece energia verde no país, comprando eletricidade de fazendas eólicas no leste do Texas. Mas o apetite de seus clientes por energia renovável diminuiu com o aumento dos preços.

No começo deste ano, ela pretendia vender apenas 1% da carga de energia eólica que fornecia aos consumidores – sem dúvida porque o programa necessitaria cobrar mais US$ 58 por mês pelo fornecimento de energia a uma casa de uma família americana comum. Isso é bem mais do que nos anos anteriores, o que é resultado de uma combinação de fatores, como o congestionamento das linhas de transmissão no Texas.

Desde então, a concessionária de energia têm cortado os preços, e Roger Duncan, gerente-geral da empresa, disse que a Austin Energy deve começar a mudar seu programa para que os custos da energia verde nos projetos futuros sejam distribuídos entre todos os consumidores – e não apenas aqueles que pagam valores extras voluntariamente.

“Se vamos fazer uma transição para a energia renovável”, disse Duncan, “você não pode depender de uma pequena porcentagem de consumidores para realizá-la”.

Leia o artigo em ingles:
http://www.nytimes.com/2009/11/17/business/energy-environment/17power.html?hpw

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