Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Campanha Carne Legal >>> MPF

Acesse o site e veja o filme da campanha:
http://www.carnelegal.mpf.gov.br/carne-legal/campanha

O desmatamento
Derrubar a mata para transformar a área em pasto é mais barato que investir no aumento da produtividade das pastagens que já existem. Segundo pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o custo de derrubar a floresta e formar um hectare de pasto é de R$ 800, ao passo que, para aumentar a produtividade de uma área semelhante, seria preciso investir R$ 1.200.
Assim, muitas vezes pecuaristas preferem cair na ilegalidade e desmatar a ter que aplicar recursos em pesquisa e tecnologia. Isso provoca degradação ambiental em todo o país. Na Amazônia, o prejuízo se mostra ainda maior porque é nessa região que o rebanho mais cresce. O resultado é que, ao contrário do que costumamos ouvir, o setor econômico que mais provoca atualmente devastação da floresta amazônica não é a indústria da madeira, e sim a pecuária.

Dois agravantes dessa situação são a ausência de licença ambiental em quase todas as propriedades rurais do país e a falta de controle da sociedade sobre a criação de bois. Para ser ter um ideia, a partir de 1995, 70% das áreas desmatadas na região amazônica passaram a ser ocupadas por pastos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E dados do Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon) mostram que, apesar de o número de propriedades rurais no Pará ser incerto – as estimativas variam entre 150 e 220 mil fazendas –,

Carne com Origem Controlada; Carne legal >>> MPF



O documentário "Virando o Jogo", produzido pelo Ministério Público Federal, conta a história do desmatamento da Amazônia e mostra que é possível a criação de gado de forma sustentável, ou seja, é possível produzir sem destruir ou burlar a legislação. Para isso, é feito um resgate da exploração dos recursos naturais na região, que resultaram, na década de 90, em recordes de desmatamento.

O filme retrata ainda o trabalho do MPF no Pará para a proteção e preservação do meio ambiente. A partir de 2009, várias ações foram ingressadas contra frigoríficos e propriedades rurais suspeitos de desmatamento da Floresta Amazônica e de desrespeitarem a legislação trabalhista. O documentário mostra o resultado da atuação do MPF na fiscalização das leis, na defesa e no zelo do patrimônio público.

Os conceitos de sustentabilidade e de preservação ambiental, cada vez mais, estão presentes entre os brasileiros, o que inclui os produtores agropecuários. "Virando o Jogo" mostra que existem produtores preocupados com a questão e que mudaram suas práticas em prol do meio ambiente e da responsabilidade social.

O documentário faz parte da campanha Carne Legal, que tem como objetivo engajar os consumidores na luta contra o desmatamento, o trabalho escravo e a lavagem de dinheiro -- problemas provenientes do consumo de carne ilegal. Mais informações no site http://www.carnelegal.mpf.gov.br/




Campanha vai alertar para consumo de 'carne legal' Estadão.com.br

01 de junho de 2010 0h 00

O Ministério Público Federal (MPF) no Pará lança hoje a campanha Carne Legal, pelo consumo consciente de produtos de origem bovina. O objetivo é alertar para as ilegalidades observadas na cadeia da pecuária - como o desmate de floresta para colocar pecuária no local - e para a necessidade de os consumidores cobrarem informações a respeito da origem da carne que compram nos supermercados.

A campanha será veiculada em todo o Brasil. Haverá peças gráficas, três filmes de 30 segundos para veiculação na televisão e três spots para rádio.

O material vai mostrar a ligação entre carne, fazendas ilegais, desmatamento, trabalho escravo e lavagem de dinheiro. As peças também estão disponíveis na internet (www.carnelegal.mpf.gov.br). Há um ano, denúncias da ONG Greenpeace relacionaram a pecuária com a derrubada da floresta. Foi quando o MPF no Pará moveu ações civis contra pecuaristas e frigoríficos. Depois, o MPF firmou um acordo com o setor. Em abril, empresas que usam couro, como Adidas e Nike, afirmaram que poderão cancelar compras se não houver comprovação da origem do produto.


Começa reunião do clima em Bonn
Bonn, na Alemanha, recebe até dia 11 de junho a reunião preparatória para a Conferência do Clima (COP-16) que será realizada em dezembro em Cancún, no México. Ativistas da ONG Oxfam protestaram contra a falta de um acordo em Copenhague e pediram mais ação desta vez.


SUSTENTABILIDADE
Hotel cria calculadora para compensar CO2
O hotel Hilton São Paulo Morumbi, na Marginal do Pinheiros, criou uma ferramenta para compensar parte das emissões de gases-estufa decorrentes de eventos realizados no local. Com o uso de um programa, o responsável pelo evento pode adquirir créditos de carbono de uma hidrelétrica localizada em Santa Catarina. Baseada em padrões internacionais, a ferramenta avalia a média de emissão de carbono para cada variável envolvida no evento: transporte, alimentação, número de pessoas, entre outros. A rede de hotéis estipulou metas ambientais para 2014, que incluem a redução de 20% no consumo de energia e na emissão de gases de efeito estufa.


AQUECIMENTO
Cientista quer agência de clima
Suzana Kahn, presidente do Painel Brasileiro de Mudança Climática (PBMC), defende que o País tenha uma agência para cuidar das questões climáticas. "Tem de ser uma política de governo, e não do ministro que grita mais alto", afirma.

/ AFRA BALAZINA e ANDREA VIALLI

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