A Itaú Asset Management está patrocinando a Conferência Mundial dos signatários dos Princípios de Investimento Responsável (PRI), que acontece em Paris, reunindo mais de 900 signatários, que totalizam valor superior a US$ 25 trilhões de patrimônio, a maioria formada por grandes investidores institucionais.
"Acreditamos que temos um papel fundamental como formador de opinião em relação às questões de sustentabilidade nos processos de investimentos. Esperamos que mais gestores sigam nesse rumo, pois a adoção de práticas sustentáveis bem fundamentadas contribui para a performance no longo prazo e oferece benefícios para toda a sociedade", explica diretor da Itaú Asset Management, Roberto Nishikawa.
São considerados pelos executivos em seus processos de investimentos, negócios que levam em consideração questões relevantes de sustentabilidade. As avaliações, de acordo com os princípios do PRI, levam em conta três critérios: ambiental, social e de governança.
De todos os signatários do PRI no mundo, 48 são brasileiros. Os demais estão em países como Alemanha, Itália, Nova Zelândia, Reino Unido, Espanha, África do Sul, Holanda, Suécia, Dinamarca, Suíça, Islândia e Noruega. A Itaú Asset Management será a única instituição brasileira patrocinadora do evento
Carta da Terra
"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Jornada discute estratégias de governança corporativa nas empresas de saúde
Dom, 03 de Outubro de 2010 15:15 Larissa Verdier
NOTÍCIAS - Saúde
Sustentabilidade está na moda e é essencial. Não só no sentido ambiental do termo, mas também no que diz respeito à gestão empresarial.
A opinião foi consenso entre Pedro Meloni, Principal Adivisor do IFC, setor privado do Banco Mundial, Márcio Coriolano, Presidente da Bradesco Saúde, Otto Philipp Braun, Presidente da B. Braun Brasil, Andrés Cima, Diretor de Negócios Corporativos da Johnson & Johnson, e Francisco Balestrin, Vice-presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados. Todos participaram do painel sobre governança corporativa da 10ª Jornada Pronep, dia 27 de setembro, moderado Alfredo Cardoso, Diretor da Agência Nacional de Saúde.
NOTÍCIAS - Saúde
Sustentabilidade está na moda e é essencial. Não só no sentido ambiental do termo, mas também no que diz respeito à gestão empresarial.
A opinião foi consenso entre Pedro Meloni, Principal Adivisor do IFC, setor privado do Banco Mundial, Márcio Coriolano, Presidente da Bradesco Saúde, Otto Philipp Braun, Presidente da B. Braun Brasil, Andrés Cima, Diretor de Negócios Corporativos da Johnson & Johnson, e Francisco Balestrin, Vice-presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados. Todos participaram do painel sobre governança corporativa da 10ª Jornada Pronep, dia 27 de setembro, moderado Alfredo Cardoso, Diretor da Agência Nacional de Saúde.
Sustentabilidade no mar
Agencia Fapesp
Qui, 23 de Setembro de 2010 03:54
A halicondrina B é um composto anticâncer de origem marinha. Para se obter 350 miligramas da substância no ambiente natural é preciso coletar 1 tonelada de esponjas da espécie Lissodendoryx, na qual a halicondrina é encontrada. Por conta disso, um trabalhado de bioprospecção mal planejado pode simplesmente provocar a extinção da espécie, o que já aconteceu localmente com esponjas em algumas regiões da costa europeia. O exemplo foi usado pelo professor Renato Crespo Pereira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), para ilustrar a importância de se planejar a exploração sustentável da biodiversidade marinha.
Pereira proferiu a palestra “Compostos bioativos de organismos marinhos: como prospectar e preservar esse potencial” no Workshop sobre Biodiversidade Marinha: Avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, realizado nos dias 9 e 10 de setembro na sede da FAPESP, na capital paulista.
A despeito de todas as dificuldades, o pesquisador afirma que o Brasil não pode deixar de explorar seus biomas marinhos. “O país já se encontra bem atrás de outros na exploração da biodiversidade dos oceanos. Países da Oceania, da Ásia, da Europa e da América do Norte apresentam atividade de pesquisa muito mais intensa em seus sistemas costeiros”, disse.
Qui, 23 de Setembro de 2010 03:54
A halicondrina B é um composto anticâncer de origem marinha. Para se obter 350 miligramas da substância no ambiente natural é preciso coletar 1 tonelada de esponjas da espécie Lissodendoryx, na qual a halicondrina é encontrada. Por conta disso, um trabalhado de bioprospecção mal planejado pode simplesmente provocar a extinção da espécie, o que já aconteceu localmente com esponjas em algumas regiões da costa europeia. O exemplo foi usado pelo professor Renato Crespo Pereira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), para ilustrar a importância de se planejar a exploração sustentável da biodiversidade marinha.
Pereira proferiu a palestra “Compostos bioativos de organismos marinhos: como prospectar e preservar esse potencial” no Workshop sobre Biodiversidade Marinha: Avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, realizado nos dias 9 e 10 de setembro na sede da FAPESP, na capital paulista.
A despeito de todas as dificuldades, o pesquisador afirma que o Brasil não pode deixar de explorar seus biomas marinhos. “O país já se encontra bem atrás de outros na exploração da biodiversidade dos oceanos. Países da Oceania, da Ásia, da Europa e da América do Norte apresentam atividade de pesquisa muito mais intensa em seus sistemas costeiros”, disse.
Mobilidade e uso do tempo também são critérios de sustentabilidade
Milhares de paulistanos podem estar parados no trânsito neste momento. Ou sabem que isso ainda vai ainda vai ocorrer em algum momento, até o final do dia. Esta é a certeza mais cristalina que um habitante de São Paulo pode ter a respeito do seu tempo. Para se locomover na cidade, por qualquer meio de transporte, o paulistano leva em média 2 horas e 42 minutos. Isso significa um mês por ano!
Em 2008, o professor Rodrigo Queiroz, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São paulo (FAU-USP), calculou que os congestionamentos causam um prejuízo de R$ 52 bilhões por ano aos cofres da cidade, o equivalente a 20% do PIB do município.
Em 2008, o professor Rodrigo Queiroz, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São paulo (FAU-USP), calculou que os congestionamentos causam um prejuízo de R$ 52 bilhões por ano aos cofres da cidade, o equivalente a 20% do PIB do município.
ZEE: Sustentabilidade, o sonho possível
O Paraná enfrenta problemas ambientais como erosão de solos, uso intensivo de agrotóxicos, falta de saneamento, poluição de rios e desmatamento de remanescentes florestais
O Paraná enfrenta problemas ambientais como erosão de solos, uso intensivo de agrotóxicos, falta de saneamento, poluição de rios e desmatamento de remanescentes florestais. Compatibilizar a preservação da natureza com o desenvolvimento econômico será tarefa do futuro governador do Estado. "Um de nossos pleitos é pela conclusão do ZEE [Zoneamento Ecológico-Econômico], para definir com clareza as regiões do estado mais adaptadas a determinadas culturas", afirma o superintendente adjunto da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), Nelson Costa.
Negociação - A implantação do zoneamento, entretanto, envolve muita negociação. "O grande problema do ZEE é político. Será preciso negociar com as várias regiões o que pode e o que não pode ser cultivado, as atividades que podem ser estimuladas e aquelas que não podem ter apoio, por causa dos riscos ambientais", observa Christian Luiz da Silva, professor da pós-graduação em Tecnologia da UTFPR em Curitiba. "Falta ainda um pouco de amadurecimento da sociedade para compreender que há ações fundamentais que são de longo prazo, e é preciso abrir mão do imediatismo. Mas o papel do poder público é de justamente fazer essa sensibilização", acrescenta Silva.
O Paraná enfrenta problemas ambientais como erosão de solos, uso intensivo de agrotóxicos, falta de saneamento, poluição de rios e desmatamento de remanescentes florestais. Compatibilizar a preservação da natureza com o desenvolvimento econômico será tarefa do futuro governador do Estado. "Um de nossos pleitos é pela conclusão do ZEE [Zoneamento Ecológico-Econômico], para definir com clareza as regiões do estado mais adaptadas a determinadas culturas", afirma o superintendente adjunto da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), Nelson Costa.
Negociação - A implantação do zoneamento, entretanto, envolve muita negociação. "O grande problema do ZEE é político. Será preciso negociar com as várias regiões o que pode e o que não pode ser cultivado, as atividades que podem ser estimuladas e aquelas que não podem ter apoio, por causa dos riscos ambientais", observa Christian Luiz da Silva, professor da pós-graduação em Tecnologia da UTFPR em Curitiba. "Falta ainda um pouco de amadurecimento da sociedade para compreender que há ações fundamentais que são de longo prazo, e é preciso abrir mão do imediatismo. Mas o papel do poder público é de justamente fazer essa sensibilização", acrescenta Silva.
Investir na sustentabilidade pode gerar lucro
Jornal do Comercio
Os processos de transformação social, antes de responsabilidade exclusiva dos governos, têm sido adotados também por empresas privadas nos processos de transformação social. Além de sua função principal, que é movimentar a economia e gerar empregos, o mundo corporativo está mais atento à importância de adotar políticas de sustentabilidade, sem abrir mão do resultado financeiro. Hoje, quanto maior o porte de uma companhia, mais intenso tende a ser o seu comprometimento com as questões ambientais.
O público tem dado demonstrações crescentes de que se importa com o assunto. Está mais exigente quanto ao papel social de seus fornecedores e, também, mais ligado às boas práticas de preservação da natureza.
O público tem dado demonstrações crescentes de que se importa com o assunto. Está mais exigente quanto ao papel social de seus fornecedores e, também, mais ligado às boas práticas de preservação da natureza.
Empresas lançam movimento pela conservação e uso sustentável da biodiversidade
A Alcoa, a CPFL, a Natura, a Philips, a Vale e o WalMart lançaram nesta quinta-feira (5/8), na sede da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, o Movimento Empresarial pela Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade, com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e das secretárias Maria Cecília Brito, de Biodiversidade e Florestas, e Samyra Crespo, de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental.
Cerca de 40% das pessoas entre 16 e 32 anos que moram e trabalham no campo são analfabetas >>> Agencia Brasil //Ecodebate
O analfabetismo atinge 3 milhões dos quase 8 milhões de trabalhadores rurais do país nesta faixa etária, de acordo com a secretária de Jovens Trabalhadores Rurais da Conferência Nacional dos Trabalhadores na Agricultura(Contag), Maria Elenice Anastácio. Se forem considerados os habitantes de pequenas cidades que sobrevivem da economia rural, os números podem ser ainda mais preocupantes.
Qual será o futuro da Sustentabilidade? >>> HSM Brasil
Estudo indica que a transição para uma nova era de sustentabilidade exigirá liderança, colaboração e práticas comerciais mais eficientes Foi lançado em Nova York o maior estudo de sustentabilidade corporativa, publicado pela United Nations Global Compact e pela Accenture Sustainability Services. Cerca de 1.000 executivos, líderes empresariais e da sociedade civil contribuíram para esta pesquisa. O levantamento revela que o compromisso com as questões ambientais, sociais e de governança tornou-se excepcionalmente forte: 93% dos CEOs vêem a sustentabilidade como fundamental para o sucesso da sua empresa. É claro que houve uma mudança radical na mentalidade desde a última pesquisa, em 2007, quando a sustentabilidade estava começando a reformular as regras dos negócios globais. Agora, ela é verdadeiramente uma prioridade estratégica para os executivos de todo o mundo.
Os CEOs acreditam que uma nova era da sustentabilidade está começando a entrar em vigor, sendo que 80% dos entrevistados prevêem um "ponto de inflexão" dentro de 15 anos – um momento em que a sustentabilidade será totalmente incorporada às estratégias de negócio da maioria das empresas em nível global.
Há um sentido real no processo de negócios, onde os atores estão começando a ver que uma economia sustentável é uma proposta realista. No entanto, os CEOs acreditam que, se quisermos chegar a uma época em que a sustentabilidade estará completamente integrada aos negócios, iremos vivenciar um ambiente operacional profundamente diferente de hoje. Com base em suas ideias, podemos começar a formular uma imagem do que seu ambiente de negócios poderia ser:
• Um enfoque mais amplo sobre a criação de valor empresarial e social, que será caracterizada por uma mudança de foco exclusivamente no lucro financeiro, para uma compreensão de longo prazo sobre a criação de valor que considera tanto os impactos positivos quanto os negativos de uma empresa sobre a sociedade e o meio ambiente.
• Os negócios devem afastar-se cada vez mais da visão da operação, como uma parte distinta da cadeia de valor para assumirem maior responsabilidade em um sistema completo de insumos. Esta mudança já começou. Por exemplo, na Timberland,as novas botas Earthkeepers 2.0 são concebidas com foco em toda cadeia de suprimentos, sob o conceito “cradle-to-cradle”, e projetadas para serem recicladas no fim da sua vida útil.
• Novas formas de colaboração e parcerias com fornecedores e distribuidores, organizações da sociedade civil e governos para impulsionar os resultados da sustentabilidade. Tal colaboração pode não existir entre parceiros comerciais tradicionais. Por exemplo, quando a empresa concessionária alemã de energia RWE procurava diversificar as fontes de receitas entrando no mercado de veículos elétricos na Alemanha, entrou em um projeto conjunto com a Daimler para efetivamente estar presente na complexa cadeia de valor da indústria automotiva.
• Uso mais eficaz da tecnologia para impulsionar a transparência, a eficiência dos recursos e uma transição para a infraestrutura de energia limpa. No entanto, o potencial da tecnologia pode ainda não ser totalmente compreendido. Como René Obermann, CEO da Deutsche Telekom AG disse: "A indústria sempre tende a superestimar o impacto de curto prazo e subestimar o impacto de longo prazo das novas tecnologias."
• Melhorar a eficiência das práticas comerciais em mercados emergentes para atender as necessidades de consumidores e cidadãos diferentes e canais alternativos de distribuição. Como os níveis de consumo nos mercados emergentes continuam crescendo, é fundamental que novos modelos sustentáveis de negócios e abordagens sejam adotados.
• Liderança e Cultura Sustentáveis, que incorporam as questões de sustentabilidade na maneira em que os executivos e os funcionários pensam sobre estratégia e execução. A nova geração de líderes de negócios deverá ser mais ousada e assumir uma posição mais proativa no cenário mundial – uma forma de liderança que vai além das fronteiras tradicionais e articula uma visão para o futuro sustentável da indústria e da sociedade em geral.
A viagem a um novo ambiente de negócios e a uma era onde a sustentabilidade está completamente integrada aos negócios será certamente um desafio, mas os CEOs já podem ver esta nova era no horizonte. Há otimismo, mas ainda existem muitos desafios e incógnitas.
O que é certo, porém, é que a transição para uma nova era vai exigir tanto de liderança e de urgência, como Idar Kreutzer, CEO da Storebrand ASA, advertiu: "O risco da inação é o maior risco que as empresas enfrentam." A crítica é um imperativo a necessidade de agir - e agir agora.
Peter Lacy (Diretor executivo da Accenture Sustainability Services para Europa, África, Oriente Médio e América Latina)
HSM Online
07/07/2010
Os CEOs acreditam que uma nova era da sustentabilidade está começando a entrar em vigor, sendo que 80% dos entrevistados prevêem um "ponto de inflexão" dentro de 15 anos – um momento em que a sustentabilidade será totalmente incorporada às estratégias de negócio da maioria das empresas em nível global.
Há um sentido real no processo de negócios, onde os atores estão começando a ver que uma economia sustentável é uma proposta realista. No entanto, os CEOs acreditam que, se quisermos chegar a uma época em que a sustentabilidade estará completamente integrada aos negócios, iremos vivenciar um ambiente operacional profundamente diferente de hoje. Com base em suas ideias, podemos começar a formular uma imagem do que seu ambiente de negócios poderia ser:
• Um enfoque mais amplo sobre a criação de valor empresarial e social, que será caracterizada por uma mudança de foco exclusivamente no lucro financeiro, para uma compreensão de longo prazo sobre a criação de valor que considera tanto os impactos positivos quanto os negativos de uma empresa sobre a sociedade e o meio ambiente.
• Os negócios devem afastar-se cada vez mais da visão da operação, como uma parte distinta da cadeia de valor para assumirem maior responsabilidade em um sistema completo de insumos. Esta mudança já começou. Por exemplo, na Timberland,as novas botas Earthkeepers 2.0 são concebidas com foco em toda cadeia de suprimentos, sob o conceito “cradle-to-cradle”, e projetadas para serem recicladas no fim da sua vida útil.
• Novas formas de colaboração e parcerias com fornecedores e distribuidores, organizações da sociedade civil e governos para impulsionar os resultados da sustentabilidade. Tal colaboração pode não existir entre parceiros comerciais tradicionais. Por exemplo, quando a empresa concessionária alemã de energia RWE procurava diversificar as fontes de receitas entrando no mercado de veículos elétricos na Alemanha, entrou em um projeto conjunto com a Daimler para efetivamente estar presente na complexa cadeia de valor da indústria automotiva.
• Uso mais eficaz da tecnologia para impulsionar a transparência, a eficiência dos recursos e uma transição para a infraestrutura de energia limpa. No entanto, o potencial da tecnologia pode ainda não ser totalmente compreendido. Como René Obermann, CEO da Deutsche Telekom AG disse: "A indústria sempre tende a superestimar o impacto de curto prazo e subestimar o impacto de longo prazo das novas tecnologias."
• Melhorar a eficiência das práticas comerciais em mercados emergentes para atender as necessidades de consumidores e cidadãos diferentes e canais alternativos de distribuição. Como os níveis de consumo nos mercados emergentes continuam crescendo, é fundamental que novos modelos sustentáveis de negócios e abordagens sejam adotados.
• Liderança e Cultura Sustentáveis, que incorporam as questões de sustentabilidade na maneira em que os executivos e os funcionários pensam sobre estratégia e execução. A nova geração de líderes de negócios deverá ser mais ousada e assumir uma posição mais proativa no cenário mundial – uma forma de liderança que vai além das fronteiras tradicionais e articula uma visão para o futuro sustentável da indústria e da sociedade em geral.
A viagem a um novo ambiente de negócios e a uma era onde a sustentabilidade está completamente integrada aos negócios será certamente um desafio, mas os CEOs já podem ver esta nova era no horizonte. Há otimismo, mas ainda existem muitos desafios e incógnitas.
O que é certo, porém, é que a transição para uma nova era vai exigir tanto de liderança e de urgência, como Idar Kreutzer, CEO da Storebrand ASA, advertiu: "O risco da inação é o maior risco que as empresas enfrentam." A crítica é um imperativo a necessidade de agir - e agir agora.
Peter Lacy (Diretor executivo da Accenture Sustainability Services para Europa, África, Oriente Médio e América Latina)
HSM Online
07/07/2010
Especialistas europeus debatem sustentabilidade da indústria musical >>> Deutsche Welle / UOL
CARLOS ALBUQUERQUE
O festival de música c/o pop chegou ao final nesta segunda-feira (28/06) em Colônia, com um show do jazzista norueguês Bugge Wesseltoft e do ídolo da música house Henrik Schwarz. Aliando tecno-ambient, Detroit-house e free jazz , Wesseltoft e Schwarz mostraram pela primeira vez seu projeto inovador na cidade às margens do Reno.
O c/o pop, todavia, é mais do que música. Procurando interligar os diversos setores da indústria criativa, o festival organiza todos os anos uma convenção sobre cultura pop e negócios. Neste ano, diversos painéis da Creative and Business Convention (C'n'B) foram dedicados à sustentabilidade criativa.
A preocupação ambiental em concertos, festivais e clubes foi tema do seminário "How green is green?" (quão verde é o verde?), organizado pelo c/o pop e pela Energy Union, iniciativa fomentada pela Comissão Europeia que há um ano propaga ideias ambientais através de shows em diversos clubes europeus.
Temas ambientais em clubes
Abrindo o painel, Matt Black, do duo inglês Coldcut, afirmou que “não adianta forçar pessoas jovens a se interessarem por temas ambientais, isso tem que acontecer de forma prazerosa e lúdica”. Black é conhecido por suas perfomances audiovisuais e é um dos responsáveis pelo show de 90 minutos da turnê "Energy Union - The 2010 Intelligent Energy Tour".
Em entrevista à "Deutsche Welle", Martin Geilhufe, da Federação pelo Meio Ambiente e Proteção à Natureza da Alemanha, explicou que o objetivo da turnê é convencer os mais jovens da importância das energias renováveis através de exemplos positivos de como eles podem tornar seu estilo de vida mais verde.
Geilhufe afirmou que os jovens têm grande interesse em temas ambientais e que a reação do público foi positiva na maioria das vezes, principalmente em países da Europa Oriental. O ativista disse, no entanto, que temas ambientais não são compreendidos da mesma forma por todos que vão a um clube para dançar. “Nem sempre é fácil aliar temas políticos à cultura de clube”, disse.
Problema energético
Uma das convidadas do seminário foi Helen Hearthfield, diretora associada da iniciativa britânica Julie's Bicycle, uma ampla coalizão de especialistas de música, teatro e ciência, que se engajam para tornar a indústria criativa mais verde. Desde 2007, Julie's Bicycle pesquisa as emissões de carbono da indústria musical do Reino Unido.
Hearthfield destacou que, entre os principais problemas enfrentados por festivais de música que querem diminuir suas emissões de gás carbono, um dos principais desafios é a diminuição do consumo energético, principalmente no que diz respeito à iluminação. A escolha de um equipamento energeticamente mais eficiente é essencial.
Outro ponto é a questão do lixo. É preciso escolher produtos, como copos, por exemplo, cujos materiais sejam recicláveis. Além disso, os dejetos de sanitários públicos poderiam ser reaproveitados para a produção de compostos orgânicos.
A localização dos festivais também contribui para aumentar as emissões, explicou. Festivais urbanos são energeticamente mais eficientes, já que o público não tem necessariamente que se deslocar de carro ou avião para chegar até lá. Como há hoje muitos festivais no campo, é preciso facilitar o acesso ao transporte público, afirmou Hearthfield.
Mudança de atitude
A ativista britânica chamou atenção para o fato de a indústria da música ser bastante especial. Por isso, o apoio necessário para que diminua suas emissões tem que ser direcionado de forma específica para esse ramo.
Segundo ela, é preciso medir a eficiência dos festivais. Pois só assim é possível criar uma espécie de concorrência positiva entre eles, a fim de que diminuam cada vez mais suas emissões.
No Reino Unido, um número cada vez maior de festivais se compromete a reduzir suas emissões de CO2, utilizando, por exemplo, biodiesel para produzir energia, explicou.
Para concluir, Hearthfield afirmou que muitos organizadores de festivais não querem mudar sua atitude, nem sua forma de organização, muitas vezes “por comodidade ou por falta de informação”.
Apoio à consultoria energética
Já nos clubes noturnos, a refrigeração é um dos fatores mais poluentes, alertou Jacob Bilabel, diretor executivo da Green Music Initiative em Berlim. A escolha do equipamento certo e seu uso correto ajudariam a diminuir as emissões de CO2.
Bilabel mencionou que há diferenças entre os estados alemães quanto à consultoria energética. Enquanto em Berlim não há subvenções para isso, na Renânia do Norte-Vestfália há uma agência estatal que apoia empresas interessadas em diminuir suas emissões, custeando parte das despesas com a consultoria energética.
No entanto, na maioria da vezes, isso se aplica somente a grandes companhias e não a pequenas empresas da indústria criativa, acresceu Bilabel. Além disso, muitas vezes, os clubes recebem os equipamentos como forma de merchandising, sendo obrigados a utilizá-los.
Josche Muth, conselheiro político do Conselho Europeu de Energia Renovável (Erec), disse que o lobby industrial é um dos grandes obstáculos da UE para promover uma melhor legislação sobre o assunto.
Em vez de os equipamentos de refrigeração serem taxados com subdivisões da categoria A (A+, A++ e A+++), como definiu a nova diretriz da UE, teria sido melhor ampliar o número de categorias, que hoje vão de A a G. Isso teria fomentado a concorrência, mas encontrou resistência, explicou.
Revisão: Rodrigo Rimon
Deloitte aponta 7 desafios para Turismo até 2015 >>> OpcaoTurismo/Portugal
Mercados emergentes, população, marca, talento, tecnologia, sustentabilidade e gestão de crises. São estes os sete desafios a que o Turismo mundial terá de responder, nos próximos cinco anos, para inverter a recente tendência de queda e atingir o crescimento no futuro.
A conclusão resulta do relatório Hospitality 2015, da Deloitte, que determina que a China e a Índia como os mercados emergentes, que alcançarão um crescimento anual superior ao Reino Unido, França e Japão num prazo de cinco anos.
O envelhecimento da geração “baby boomer” e o aparecimento de classes médias na China e na Índia vão ser determinantes na mudança do sector turístico mundial. Estes dois factores demográficos vão criar novos padrões de viagem, acentuar a procura pelo Ocidente e gerar uma importante fonte de rendimento para os mercados do Oriente.
As classes médias da China e da Índia vão gerar ciclos de mudança com impactos futuros e duradouros, com incidência a nível da evolução dos padrões de viagem no sentido de domésticos para regionais para, finalmente, internacionais. Em 2020, só a Índia deverá ter cerca de 50 milhões de turistas.
Com o crescimento e aposta em redes sociais, que permitiram uma maior aproximação com o consumidor quer na divulgação de informação, podem, inversamente expor as inconsistências de serviço das marcas. As marcas mais bem sucedidas serão aquelas que adoptem e utilizem as novas formas de comunicação sem subestimar ou lutar contra a sua influência.
Apesar de o sector ter uma elevada rotatividade de funcionários (31%), um empresário da hotelaria gasta, em média, 33 por cento das suas receitas com a área dos recursos humanos. Este factor vai continuar a ter uma incidência preponderante e os operadores vão ter de criar planos estratégicos que acautelem a manutenção de recursos humanos essenciais e a gestão eficiente do volume de negócios.
O investimento em tecnologia poderá ser um factor crítico para o sucesso das empresas do sector do turismo em 2015. A batalha entre as unidades hoteleiras e os operadores pelas marcações online vai continuar. Os operadores já estão a trabalhar na resposta às necessidades dos consumidores através da criação de novas aplicações e páginas para os dispositivos móveis.
Devido ao crescente aumento da população e à escassez de recursos naturais, a sustentabilidade será um factor determinante até 2015.
Esta conjugação vai gerar um ambiente de negócio muito desafiante e a necessidade de incorporar a questão da sustentabilidade em todas as facetas da indústria do turismo.
O estudo, conclui que a única forma da indústria do turismo sobreviver a choques imprevisíveis e minimizar o seu impacto é ter uma resposta organizada e adequada, através da criação de protocolos e programas de gestão de risco. Os operadores terão de rentabilizar as alturas mais difíceis e aproveitar possíveis novas oportunidades.
A conclusão resulta do relatório Hospitality 2015, da Deloitte, que determina que a China e a Índia como os mercados emergentes, que alcançarão um crescimento anual superior ao Reino Unido, França e Japão num prazo de cinco anos.
O envelhecimento da geração “baby boomer” e o aparecimento de classes médias na China e na Índia vão ser determinantes na mudança do sector turístico mundial. Estes dois factores demográficos vão criar novos padrões de viagem, acentuar a procura pelo Ocidente e gerar uma importante fonte de rendimento para os mercados do Oriente.
As classes médias da China e da Índia vão gerar ciclos de mudança com impactos futuros e duradouros, com incidência a nível da evolução dos padrões de viagem no sentido de domésticos para regionais para, finalmente, internacionais. Em 2020, só a Índia deverá ter cerca de 50 milhões de turistas.
Com o crescimento e aposta em redes sociais, que permitiram uma maior aproximação com o consumidor quer na divulgação de informação, podem, inversamente expor as inconsistências de serviço das marcas. As marcas mais bem sucedidas serão aquelas que adoptem e utilizem as novas formas de comunicação sem subestimar ou lutar contra a sua influência.
Apesar de o sector ter uma elevada rotatividade de funcionários (31%), um empresário da hotelaria gasta, em média, 33 por cento das suas receitas com a área dos recursos humanos. Este factor vai continuar a ter uma incidência preponderante e os operadores vão ter de criar planos estratégicos que acautelem a manutenção de recursos humanos essenciais e a gestão eficiente do volume de negócios.
O investimento em tecnologia poderá ser um factor crítico para o sucesso das empresas do sector do turismo em 2015. A batalha entre as unidades hoteleiras e os operadores pelas marcações online vai continuar. Os operadores já estão a trabalhar na resposta às necessidades dos consumidores através da criação de novas aplicações e páginas para os dispositivos móveis.
Devido ao crescente aumento da população e à escassez de recursos naturais, a sustentabilidade será um factor determinante até 2015.
Esta conjugação vai gerar um ambiente de negócio muito desafiante e a necessidade de incorporar a questão da sustentabilidade em todas as facetas da indústria do turismo.
O estudo, conclui que a única forma da indústria do turismo sobreviver a choques imprevisíveis e minimizar o seu impacto é ter uma resposta organizada e adequada, através da criação de protocolos e programas de gestão de risco. Os operadores terão de rentabilizar as alturas mais difíceis e aproveitar possíveis novas oportunidades.
Novo estudo: Telepresença pode reduzir ATÉ 5,5 milhões de toneladas nas emissões de CO2 das empresas >>>
E render US$ 19 bilhões em benefícios financeiros às economias dos EUA e reino unido até 2020.As empresas podem obter retorno sobre seus investimentos no curto de prazo de 15 meses.
São Paulo – Um novo estudo envolvendo grandes empresas dos EUA e Reino Unido que utilizam a tecnologia de telepresença e substituíram parte de suas viagens a negócios por esta tecnologia concluiu que elas podem reduzir suas emissões de CO2 em um total de até 5,5 milhões de toneladas – o equivalente em emissão de quantidade de gases de efeito estufa à remoção de mais de um milhão de veículos de passageiros das ruas pelo período de um ano – e ainda obter benefícios financeiros de quase US$ 19 bilhões, abrangendo toda a economia, até 2020.
A telepresença cresce rapidamente e se torna cada vez mais popular, pois possibilita a realização de reuniões e a colaboração entre pessoas localizadas em diferentes lugares, distribuídos pelo mundo, mas com a sensação de que estão reunidas em uma única sala.
O estudo, “The Telepresence Revolution” (A revolução da telepresença) foi encomendado pela organização CDP (Carbon Disclosure Project) e patrocinado pela AT&T*.
Além disso, o estudo levou também a outras conclusões. Determinou que uma empresa com receita anual igual ou superior a US$ 1 bilhão que implanta quatro salas de telepresença pode: 1) Obter um retorno financeiro sobre o investimento feito no curto período de até 15 meses
2) Economizar perto de 900 viagens a negócios no primeiro ano de utilização da telepresença
3) Reduzir suas emissões em 2.271 toneladas no prazo de cinco anos — o equivalente, em termos de volume emitido de gases estufa, à remoção de 434 carros de passageiros das ruas por um ano.
O estudo ainda revelou que a tecnologia de telepresença pode contribuir para agilizar as tomadas de decisão, aumentar a produtividade de funcionários e proporcionar a estes um melhor equilíbrio entre trabalho e vida privada.
Realizada pela Verdantix, uma firma de pesquisa e análise independente, a pesquisa baseou-se em entrevistas abrangentes realizadas com executivos de 15 empresas integrantes do índice Global 500 e adotantes precoces desta tecnologia, entre elas: Accenture, Aviva, EMC e Microsoft. A Verdantix utilizou os resultados destas entrevistas e desenvolveu um novo modelo detalhado para calcular o índice financeiro ROI (retorno sobre o investimento) e as reduções no volume emitido de gases de carbono em função da utilização da telepresença. O modelo examina a possível adoção de telepresença por empresas com receita anual igual ou superior a US$ 1 bilhão. Ele também prevê os benefícios financeiros e os benefícios derivados da redução de emissões obtidos por empresas adotantes precoces da telepresença que resultariam em benefícios ambientais e financeiros, estendendo-se por toda a economia dos EUA e do Reino Unido, até 2020.
Segundo as projeções feitas, as reduções de emissões de gases de efeito estufa por empresas dos EUA com receita anual superior a US$ 1 bilhão devem totalizar aproximadamente 4,6 milhões de toneladas até 2020, o equivalente à remoção de mais de 875 mil veículos de passageiros das ruas por um ano. As projeções feitas para grandes empresas do Reino Unido mostram que as reduções de gases de carbono até 2020 totalizariam cerca de 940 mil toneladas, o equivalente à eliminação de mais de 179 mil veículos de passageiros das ruas por um ano. Considerando toda a economia, o total dos benefícios financeiros que poderia ser gerado até 2020 em decorrência da utilização de telepresença por grandes empresas, em substituição a parte das viagens a negócios, deverá superar a soma de US$ 15 bilhões nos EUA e chegar perto de US$ 4 bilhões no Reino Unido.
“Empresas que investem em tecnologias de redução de emissões e reestruturam a forma como conduzem seus negócios não apenas ficarão melhor posicionadas para o sucesso à medida que se migra para uma economia de baixa emissão de carbono, como também obterão benefícios muito maiores neste período de transição”, disse Paul Dickinson, presidente da organização CDP. “A telepresença é um bom exemplo de uma solução de baixa emissão de carbono que traz economias financeiras e aumenta a produtividade, enquanto reduz emissões”.
De acordo com Daniel T. Walsh, vice-presidente sênior de serviços de marketing na AT&T Business Solutions, “os clientes corporativos que manifestaram suas opiniões e suas contribuições são muito enfáticos: a telepresença ajuda empresas a melhorar a condução de seus negócios e, ao mesmo tempo, torna possível a redução das emissões de carbono”.
“Este fato e o considerável e acelerado retorno sobre os investimentos feitos, sugeridos pelo estudo, estão fazendo com que as empresas adotem esta tecnologia”, acrescentou. “No ano passado, a AT&T ajudou seus clientes na instalação de centenas de salas de telepresença no mundo, uma tendência que deverá continuar à medida que as empresas começarem a colher os muitos benefícios derivados de sua utilização”.
Além das previsões feitas, o relatório também menciona os benefícios proporcionados pela telepresença já alcançados pelas empresas que tomaram parte neste estudo: . Segundo Sak Nayagam, responsável pelas soluções de mudança climática na área de serviços de sustentabilidade da Accenture: “desde que adotamos a telepresença, já economizamos oito mil toneladas de emissões de dióxido de carbono. Além disso, obtivemos muitos benefícios, como maior produtividade em função do menor número de viagens, bem como melhorias no equilíbrio entre trabalho e vida privada de nossos funcionários, o que, em muitos casos, fez com que trabalhassem de forma mais inteligente”.
De acordo com Zelda Bentham, gerente sênior de meio ambiente da empresa global de seguros Aviva: “comparamos as viagens feitas por nossos executivos em dois períodos: nos nove meses que antecederam a implantação da telepresença com os nove meses após a implantação. Sob uma perspectiva de viagens aéreas, constatamos uma redução de 25% da pegada de carbono”.
O estudo parte do ponto em que parou o relatório “SMART 2020”, uma iniciativa de autoria da organização Climate Group de 2008. O relatório “SMART 2020” identificou quatro áreas principais, entre elas a substituição de viagens pela maior utilização de produtos e serviços de Informação, Comunicação e Tecnologia (ICT), reduzindo em até 15% as emissões dos gases formadores do efeito estufa até 2020.
Acesse o estudo na íntegra: https://www.cdproject.net/telepresence-revolution.
São Paulo – Um novo estudo envolvendo grandes empresas dos EUA e Reino Unido que utilizam a tecnologia de telepresença e substituíram parte de suas viagens a negócios por esta tecnologia concluiu que elas podem reduzir suas emissões de CO2 em um total de até 5,5 milhões de toneladas – o equivalente em emissão de quantidade de gases de efeito estufa à remoção de mais de um milhão de veículos de passageiros das ruas pelo período de um ano – e ainda obter benefícios financeiros de quase US$ 19 bilhões, abrangendo toda a economia, até 2020.
A telepresença cresce rapidamente e se torna cada vez mais popular, pois possibilita a realização de reuniões e a colaboração entre pessoas localizadas em diferentes lugares, distribuídos pelo mundo, mas com a sensação de que estão reunidas em uma única sala.
O estudo, “The Telepresence Revolution” (A revolução da telepresença) foi encomendado pela organização CDP (Carbon Disclosure Project) e patrocinado pela AT&T*.
Além disso, o estudo levou também a outras conclusões. Determinou que uma empresa com receita anual igual ou superior a US$ 1 bilhão que implanta quatro salas de telepresença pode: 1) Obter um retorno financeiro sobre o investimento feito no curto período de até 15 meses
2) Economizar perto de 900 viagens a negócios no primeiro ano de utilização da telepresença
3) Reduzir suas emissões em 2.271 toneladas no prazo de cinco anos — o equivalente, em termos de volume emitido de gases estufa, à remoção de 434 carros de passageiros das ruas por um ano.
O estudo ainda revelou que a tecnologia de telepresença pode contribuir para agilizar as tomadas de decisão, aumentar a produtividade de funcionários e proporcionar a estes um melhor equilíbrio entre trabalho e vida privada.
Realizada pela Verdantix, uma firma de pesquisa e análise independente, a pesquisa baseou-se em entrevistas abrangentes realizadas com executivos de 15 empresas integrantes do índice Global 500 e adotantes precoces desta tecnologia, entre elas: Accenture, Aviva, EMC e Microsoft. A Verdantix utilizou os resultados destas entrevistas e desenvolveu um novo modelo detalhado para calcular o índice financeiro ROI (retorno sobre o investimento) e as reduções no volume emitido de gases de carbono em função da utilização da telepresença. O modelo examina a possível adoção de telepresença por empresas com receita anual igual ou superior a US$ 1 bilhão. Ele também prevê os benefícios financeiros e os benefícios derivados da redução de emissões obtidos por empresas adotantes precoces da telepresença que resultariam em benefícios ambientais e financeiros, estendendo-se por toda a economia dos EUA e do Reino Unido, até 2020.
Segundo as projeções feitas, as reduções de emissões de gases de efeito estufa por empresas dos EUA com receita anual superior a US$ 1 bilhão devem totalizar aproximadamente 4,6 milhões de toneladas até 2020, o equivalente à remoção de mais de 875 mil veículos de passageiros das ruas por um ano. As projeções feitas para grandes empresas do Reino Unido mostram que as reduções de gases de carbono até 2020 totalizariam cerca de 940 mil toneladas, o equivalente à eliminação de mais de 179 mil veículos de passageiros das ruas por um ano. Considerando toda a economia, o total dos benefícios financeiros que poderia ser gerado até 2020 em decorrência da utilização de telepresença por grandes empresas, em substituição a parte das viagens a negócios, deverá superar a soma de US$ 15 bilhões nos EUA e chegar perto de US$ 4 bilhões no Reino Unido.
“Empresas que investem em tecnologias de redução de emissões e reestruturam a forma como conduzem seus negócios não apenas ficarão melhor posicionadas para o sucesso à medida que se migra para uma economia de baixa emissão de carbono, como também obterão benefícios muito maiores neste período de transição”, disse Paul Dickinson, presidente da organização CDP. “A telepresença é um bom exemplo de uma solução de baixa emissão de carbono que traz economias financeiras e aumenta a produtividade, enquanto reduz emissões”.
De acordo com Daniel T. Walsh, vice-presidente sênior de serviços de marketing na AT&T Business Solutions, “os clientes corporativos que manifestaram suas opiniões e suas contribuições são muito enfáticos: a telepresença ajuda empresas a melhorar a condução de seus negócios e, ao mesmo tempo, torna possível a redução das emissões de carbono”.
“Este fato e o considerável e acelerado retorno sobre os investimentos feitos, sugeridos pelo estudo, estão fazendo com que as empresas adotem esta tecnologia”, acrescentou. “No ano passado, a AT&T ajudou seus clientes na instalação de centenas de salas de telepresença no mundo, uma tendência que deverá continuar à medida que as empresas começarem a colher os muitos benefícios derivados de sua utilização”.
Além das previsões feitas, o relatório também menciona os benefícios proporcionados pela telepresença já alcançados pelas empresas que tomaram parte neste estudo: . Segundo Sak Nayagam, responsável pelas soluções de mudança climática na área de serviços de sustentabilidade da Accenture: “desde que adotamos a telepresença, já economizamos oito mil toneladas de emissões de dióxido de carbono. Além disso, obtivemos muitos benefícios, como maior produtividade em função do menor número de viagens, bem como melhorias no equilíbrio entre trabalho e vida privada de nossos funcionários, o que, em muitos casos, fez com que trabalhassem de forma mais inteligente”.
De acordo com Zelda Bentham, gerente sênior de meio ambiente da empresa global de seguros Aviva: “comparamos as viagens feitas por nossos executivos em dois períodos: nos nove meses que antecederam a implantação da telepresença com os nove meses após a implantação. Sob uma perspectiva de viagens aéreas, constatamos uma redução de 25% da pegada de carbono”.
O estudo parte do ponto em que parou o relatório “SMART 2020”, uma iniciativa de autoria da organização Climate Group de 2008. O relatório “SMART 2020” identificou quatro áreas principais, entre elas a substituição de viagens pela maior utilização de produtos e serviços de Informação, Comunicação e Tecnologia (ICT), reduzindo em até 15% as emissões dos gases formadores do efeito estufa até 2020.
Acesse o estudo na íntegra: https://www.cdproject.net/telepresence-revolution.
I Fórum de Empreendedorismo e Inovação da UESC começa quarta >>> Jornal Feira de Santana
O “I Fórum de Empreendedorismo e Inovação: Gestão para a Sustentabilidade” a ser promovido pelo Departamento de Ciências Administrativas e Contábeis – DCAC da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC será aberto às 19 horas da próxima quarta-feira (16), com as palestras “Políticas Públicas para a Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade” e “Inovação e Empreendedorismo: Empresas Brasileiras e o desafio da Competitividade”. O evento conta com o apoio do Núcleo de Inovação Tecnológica-NIT da mesma universidade.
O Fórum vai acontecer no auditório do Centro de Arte e Cultura da Universidade e tem por finalidade difundir o espírito de inovação e sustentabilidade na região. Visa ainda desenvolver competências para uma efetiva gestão organizacional, que contemple a inovação como fator promotor de vantagens competitivas sustentáveis.
De acordo com a coordenadora, professora Maria Josefina Fontes, os objetivos do Fórum são: “sistematizar os conhecimentos acadêmicos ou práticos, de gestão organizacional, inovação e sustentabilidade; instrumentalizar e aperfeiçoar os participantes por meio de técnicas e ferramentas que os permitam atuar de forma empreendedora e inovadora; instigar o pensamento crítico dos participantes, visando fomentar a tomada de decisões e gerar atitudes positivas, em prol da inovação e do desenvolvimento sustentável”.
Às 8h30 da quinta-feira (17) haverá a mesa-redonda com o tema: “Inovação, empreendedorismo e tecnologia: criando mercados de amanhã”, mini cursos e apresentação de painéis. À noite, com início previsto para as 19 horas, haverá outra palestra sobre o tema: “Inovação e invenções no Brasil da próxima década”.
No último dia, as atividades começam às 8h30, com mesa-redonda debatendo sobre “Inovação e empreendedorismo como estratégias para a sustentabilidade”, seguida de apresentação de painéis. À tarde, além da apresentação de grupos de trabalhos, serão realizados mini cursos. A palestra “Inovação e empreendedorismo no contexto do Sistema Educacional Brasileiro” terá início às 19 horas.
O Fórum vai acontecer no auditório do Centro de Arte e Cultura da Universidade e tem por finalidade difundir o espírito de inovação e sustentabilidade na região. Visa ainda desenvolver competências para uma efetiva gestão organizacional, que contemple a inovação como fator promotor de vantagens competitivas sustentáveis.
De acordo com a coordenadora, professora Maria Josefina Fontes, os objetivos do Fórum são: “sistematizar os conhecimentos acadêmicos ou práticos, de gestão organizacional, inovação e sustentabilidade; instrumentalizar e aperfeiçoar os participantes por meio de técnicas e ferramentas que os permitam atuar de forma empreendedora e inovadora; instigar o pensamento crítico dos participantes, visando fomentar a tomada de decisões e gerar atitudes positivas, em prol da inovação e do desenvolvimento sustentável”.
Às 8h30 da quinta-feira (17) haverá a mesa-redonda com o tema: “Inovação, empreendedorismo e tecnologia: criando mercados de amanhã”, mini cursos e apresentação de painéis. À noite, com início previsto para as 19 horas, haverá outra palestra sobre o tema: “Inovação e invenções no Brasil da próxima década”.
No último dia, as atividades começam às 8h30, com mesa-redonda debatendo sobre “Inovação e empreendedorismo como estratégias para a sustentabilidade”, seguida de apresentação de painéis. À tarde, além da apresentação de grupos de trabalhos, serão realizados mini cursos. A palestra “Inovação e empreendedorismo no contexto do Sistema Educacional Brasileiro” terá início às 19 horas.
Caixa lança linha de equipamentos que melhoram eficiência energética /// Valor Online
Publicada em 07/06/2010 às 19h51m
Valor Online
SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal lançou hoje uma linha de crédito exclusiva para aquisição de equipamentos que melhoraram a eficiência energética.
A linha concede até 100% de financiamento, com juros máximos de 1,92% ao mês, mais TR. Os prazos de pagamento são de 2 a 54 meses, com 6 meses de carência para os clientes que trocarem suas máquinas antigas por produtos que utilizem energias renováveis.
"Esperamos um incremento nas contratações do produto por conta da modalidade ecoeficiência, que possui taxas menores e melhores condições de financiamento de máquinas. Com isso, a Caixa contribui para a sustentabilidade do planeta", declarou o superintendente nacional de Médias e Grandes Empresas, Dário Castro de Araujo.
O anúncio da linha de crédito ocorre no mesmo dia em que a Caixa divulgou, em Brasília, o Relatório de Sustentabilidade de 2009, durante ato em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.
O evento, realizado no Teatro da Caixa Cultural, no anexo do edifício-sede do banco, foi aberto pela presidenta da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, e contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Mônica Vieira Teixeira.
(Fernando Taquari
Valor)
Valor Online
SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal lançou hoje uma linha de crédito exclusiva para aquisição de equipamentos que melhoraram a eficiência energética.
A linha concede até 100% de financiamento, com juros máximos de 1,92% ao mês, mais TR. Os prazos de pagamento são de 2 a 54 meses, com 6 meses de carência para os clientes que trocarem suas máquinas antigas por produtos que utilizem energias renováveis.
"Esperamos um incremento nas contratações do produto por conta da modalidade ecoeficiência, que possui taxas menores e melhores condições de financiamento de máquinas. Com isso, a Caixa contribui para a sustentabilidade do planeta", declarou o superintendente nacional de Médias e Grandes Empresas, Dário Castro de Araujo.
O anúncio da linha de crédito ocorre no mesmo dia em que a Caixa divulgou, em Brasília, o Relatório de Sustentabilidade de 2009, durante ato em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.
O evento, realizado no Teatro da Caixa Cultural, no anexo do edifício-sede do banco, foi aberto pela presidenta da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, e contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Mônica Vieira Teixeira.
(Fernando Taquari
Valor)
Oferta de produtos cresce, e brasileiro já pode ser cliente bancário 'sustentável' /// estadao.com.br
Fundos de investimento, empréstimos, seguros e até planos de previdência são algumas das opções disponíveis nas prateleiras das instituições financeiras
- Já é possível ser um cliente bancário sustentável no Brasil. Fundos de ações, CDBs, seguros, financiamentos e até planos de previdência com viés social ou ecológico já estão disponíveis para pessoas físicas nas gôndolas das instituições financeiras.
Escolher entre um financiamento de automóvel comum ou um que, pelo mesmo preço, plante árvores para compensar a emissão de carbono do carro adquirido só depende do conhecimento do cliente - ou da boa vontade do gerente em apresentar a alternativa.
Fundo de ações que, em vez de ter uma carteira aleatória, aplique somente em empresas consideradas sustentáveis pelo mercado é outra opção para o clientel.
A demanda espontânea pelos produtos que englobam o conceito das 'finanças sustentáveis' ainda é pequena, sobretudo pelo desconhecimento do público, já que custos e taxas são iguais ou até menores que os tradicionais, segundo observam especialistas.
Todos os bancos de varejo têm, ao menos, dois tipos de produtos dentro do quesito sustentabilidade. Os fundos de investimentos são a maioria, impulsionados pelo surgimento, em 2005, do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa.
Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o mercado conta hoje com 29 fundos de ações com viés sustentável. Mesmo com o crescimento das finanças sustentáveis para outras linhas de produtos, a Anbima, por enquanto, só compila dados dos fundos.
Sonia Favaretto, diretora de Sustentabilidade da Bovespa, lembra que, antes da criação do ISE, existiam apenas dois fundos de ações sustentáveis. "O investidor vai perceber a vantagem de investir em empresas sustentáveis e, dessa forma, nascerão cada vez mais produtos nessa linha."
Luiz Maia, diretor da Anbima, afirma que "já há a percepção de que empresas com visão socioambiental têm menos risco no longo prazo, o que pode gerar rendimentos melhores ao investidor".
Bradesco, Itaú Unibanco, HSBC, Santander Real, Banco do Brasil e Caixa oferecem fundos que, ou são lastreados no ISE, ou têm uma carteira própria embasada em empresas consideradas sustentáveis pelo mercado.
O Itaú Unibanco tem ainda um fundo DI que reverte 50% da taxa de administração a entidades sem fins lucrativos e um outro fundo de investimentos lastreado no índice de carbono da Bolsa de Nova York. "Não há muita demanda espontânea para esses produtos, mas estamos falando de assuntos simpáticos que, ao serem apresentados, têm boa aceitação do público", diz Paulo Corchaki, diretor de gestão de recursos do banco.
O Bradesco é um pouco mais ousado e, além dos fundos de investimentos semelhantes aos que os concorrentes disponibilizam, oferece quase 20 linhas de crédito com o cunho socioambiental. "Nós percebemos que as pessoas que têm esses princípios nos procuram para ter um crédito social ou ambientalmente correto", afirma José Ramos Rocha Neto, diretor de crédito do Bradesco.
Árvores
A linha de financiamento de maior sucesso, conta, é a de automóveis, fruto de parceria com a SOS Mata Atlântica, que planta árvores para compensar a emissão de carbono. "Também temos CDC para a compra de material didático, linhas que financiam telefones para deficientes auditivos e CDC aquecedor solar" exemplifica. "Todos têm condições especiais."
Produtos parecidos são oferecidos pelo Santander Real. "Pensamos sempre em novos produtos. A sociedade vai cobrar cada vez mais esse tipo de ação", diz Linda Murasawa, superintendente de Desenvolvimento Sustentável do grupo.
Para Graziella Comini, professora da Universidade de São Paulo (USP), o conceito 'finanças sustentáveis', com o tempo, estará cada vez mais presente. (Ver mais na página ao lado) "Acredito que, em algum momento, teremos apenas produtos financeiros sustentáveis", afirma.
Correntista tem várias opções para escolher
SEGUROS ÀS PESSOAS DE BAIXA RENDA: Bradesco, por exemplo, tem um seguro de vida com custo mensal a partir de R$ 5,98, para pessoas entre 16 a 80 anos.
CDB SUSTENTÁVEL: para o cliente, na prática, é uma aplicação tradicional oferecida pelo Santander Real. No entanto, três quartos dos recursos captados apoiam, por meio de crédito, entidades filantrópicas de saúde e educação.
PREVIDÊNCIA:planos que mesclam renda fixa com ações de companhias consideradas sustentáveis.
CRÉDITO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: Itaú Unibanco, Santander Real e Bradesco têm linhas específicas para reformas em residências de pessoas com deficiência. As taxas de juros, segundo as instituições, são mais vantajosas do que as de linhas tradicionais.
CARTÃO DE CRÉDITO: quanto mais o cliente gasta, mais árvores serão plantadas pelos bancos para compensar a emissão de carbono.
Roberta Scrivano, de O Estado de S. Paulo
- Já é possível ser um cliente bancário sustentável no Brasil. Fundos de ações, CDBs, seguros, financiamentos e até planos de previdência com viés social ou ecológico já estão disponíveis para pessoas físicas nas gôndolas das instituições financeiras.
Escolher entre um financiamento de automóvel comum ou um que, pelo mesmo preço, plante árvores para compensar a emissão de carbono do carro adquirido só depende do conhecimento do cliente - ou da boa vontade do gerente em apresentar a alternativa.
Fundo de ações que, em vez de ter uma carteira aleatória, aplique somente em empresas consideradas sustentáveis pelo mercado é outra opção para o clientel.
A demanda espontânea pelos produtos que englobam o conceito das 'finanças sustentáveis' ainda é pequena, sobretudo pelo desconhecimento do público, já que custos e taxas são iguais ou até menores que os tradicionais, segundo observam especialistas.
Todos os bancos de varejo têm, ao menos, dois tipos de produtos dentro do quesito sustentabilidade. Os fundos de investimentos são a maioria, impulsionados pelo surgimento, em 2005, do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa.
Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o mercado conta hoje com 29 fundos de ações com viés sustentável. Mesmo com o crescimento das finanças sustentáveis para outras linhas de produtos, a Anbima, por enquanto, só compila dados dos fundos.
Sonia Favaretto, diretora de Sustentabilidade da Bovespa, lembra que, antes da criação do ISE, existiam apenas dois fundos de ações sustentáveis. "O investidor vai perceber a vantagem de investir em empresas sustentáveis e, dessa forma, nascerão cada vez mais produtos nessa linha."
Luiz Maia, diretor da Anbima, afirma que "já há a percepção de que empresas com visão socioambiental têm menos risco no longo prazo, o que pode gerar rendimentos melhores ao investidor".
Bradesco, Itaú Unibanco, HSBC, Santander Real, Banco do Brasil e Caixa oferecem fundos que, ou são lastreados no ISE, ou têm uma carteira própria embasada em empresas consideradas sustentáveis pelo mercado.
O Itaú Unibanco tem ainda um fundo DI que reverte 50% da taxa de administração a entidades sem fins lucrativos e um outro fundo de investimentos lastreado no índice de carbono da Bolsa de Nova York. "Não há muita demanda espontânea para esses produtos, mas estamos falando de assuntos simpáticos que, ao serem apresentados, têm boa aceitação do público", diz Paulo Corchaki, diretor de gestão de recursos do banco.
O Bradesco é um pouco mais ousado e, além dos fundos de investimentos semelhantes aos que os concorrentes disponibilizam, oferece quase 20 linhas de crédito com o cunho socioambiental. "Nós percebemos que as pessoas que têm esses princípios nos procuram para ter um crédito social ou ambientalmente correto", afirma José Ramos Rocha Neto, diretor de crédito do Bradesco.
Árvores
A linha de financiamento de maior sucesso, conta, é a de automóveis, fruto de parceria com a SOS Mata Atlântica, que planta árvores para compensar a emissão de carbono. "Também temos CDC para a compra de material didático, linhas que financiam telefones para deficientes auditivos e CDC aquecedor solar" exemplifica. "Todos têm condições especiais."
Produtos parecidos são oferecidos pelo Santander Real. "Pensamos sempre em novos produtos. A sociedade vai cobrar cada vez mais esse tipo de ação", diz Linda Murasawa, superintendente de Desenvolvimento Sustentável do grupo.
Para Graziella Comini, professora da Universidade de São Paulo (USP), o conceito 'finanças sustentáveis', com o tempo, estará cada vez mais presente. (Ver mais na página ao lado) "Acredito que, em algum momento, teremos apenas produtos financeiros sustentáveis", afirma.
Correntista tem várias opções para escolher
SEGUROS ÀS PESSOAS DE BAIXA RENDA: Bradesco, por exemplo, tem um seguro de vida com custo mensal a partir de R$ 5,98, para pessoas entre 16 a 80 anos.
CDB SUSTENTÁVEL: para o cliente, na prática, é uma aplicação tradicional oferecida pelo Santander Real. No entanto, três quartos dos recursos captados apoiam, por meio de crédito, entidades filantrópicas de saúde e educação.
PREVIDÊNCIA:planos que mesclam renda fixa com ações de companhias consideradas sustentáveis.
CRÉDITO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: Itaú Unibanco, Santander Real e Bradesco têm linhas específicas para reformas em residências de pessoas com deficiência. As taxas de juros, segundo as instituições, são mais vantajosas do que as de linhas tradicionais.
CARTÃO DE CRÉDITO: quanto mais o cliente gasta, mais árvores serão plantadas pelos bancos para compensar a emissão de carbono.
Falta combinar com o consumidor /// Revista Epoca
As empresas estão fazendo produtos que agridem menos o meio ambiente, sem aumentar o preço. Parece ótimo. Então por que tão pouca gente compra?
COMPRA SELETIVA
Marcela diz que prefere produtos com certificados ecológicos. Mas se queixa da falta de informaçãoFazia todo o sentido. Quando a Unilever lançou a versão concentrada de seu principal amaciante, em maio de 2008, parecia ter escutado a demanda dos consumidores, que diziam querer comprar produtos mais ecológicos. Com meio litro, o novo produto rende tanto quanto 2 litros da versão convencional. Como a embalagem é menor, economiza 58% de plástico e, consequentemente, usa menos petróleo. Seu processo de produção consome 79% a menos de água. As caixas que o transportam acomodam mais unidades num mesmo espaço, reduzindo em 67% as viagens de caminhões para chegar aos pontos de venda. Mais: o amaciante concentrado é 20% mais barato. Com um belo esforço de comunicação – uma campanha de R$ 32 milhões em dois anos –, era de esperar que a essa altura o novo amaciante já tivesse desbancado o velho. Não foi o que aconteceu. A Unilever não divulga dados sobre vendas, mas um levantamento feito na rede de varejo Walmart mostra que o amaciante tradicional ainda vende 50% a mais que o concentrado. O amaciante da Unilever é apenas um dos casos de produtos criados para explorar o consumo ambientalmente correto. Há empresas que investiram em mudar sabão em pó, chá orgânico, papel higiênico. Sem contar as mudanças de embalagem. Em todos os casos, porém, o resultado tem sido dúbio. Por quê?
Há pouca dúvida de que o mundo enfrenta problemas ambientais sérios. Muitas empresas têm investido em ações responsáveis, seja como forma de economia (usando os recursos de modo mais eficiente), seja pelo apelo de marketing (projetando a imagem de empresa amiga da Terra). Mas a resposta a essas ações é fraca. “A sustentabilidade ainda é algo distante do que vivemos”, afirma Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu para o Consumo Consciente. Uma pesquisa do Akatu revela que 80% das pessoas dizem valorizar os produtos verdes. Mas só 30% delas concretizam suas intenções no ato da compra. Há uma longa distância entre propósito e ação.
Por um lado, alguns desses produtos ecologicamente melhores exigem mudanças de hábitos de consumo – e isso é um obstáculo. Em outros casos, como o do sabão em pó ecológico da Procter & Gamble, as pessoas resistem porque acham que suas empregadas domésticas não saberão usar o produto da forma correta. O detergente usa 30% menos água que um comum. Sua fórmula faz menos espuma e, assim, dispensa o último enxágue. Mas ele não fez o sucesso esperado. “As empregadas não leem rótulos”, diz a aposentada Cláudia de Vasconcellos Lameiro da Costa. “Não adianta explicar. Elas vão continuar achando que só com espuma se lava direito.”
Um amaciante mais ecológico custa 20% menos.
Mas ainda perde em vendas para o convencional
Em alguns casos, as empresas deixam de apostar em inovações que fariam sentido ecológico. Há dois anos a Natura estuda a criação de uma linha completa (com xampu, condicionador, creme hidratante…) em pó. A solução economizaria água na produção, plástico da embalagem e emissões de gases poluentes no transporte. Os produtos viriam em pequenos sachês para ser diluídos em casa. “O novo produto teria, em média, 10% do peso do original”, diz Daniel Gonzaga, diretor de pesquisa e tecnologia da Natura. Mas o destino do xampu em pó é incerto. A companhia ainda não está segura de que haja público para a invenção. “Precisamos chegar a um mix completo: fórmula testada, marca correta, embalagem e o aval do consumidor.”
Esse aval, de acordo com um levantamento feito no Walmart (leia o quadro) , é tímido. “Ainda estamos no começo de um processo de mudança de hábitos na decisão de compra”, diz Christiane Urioste, diretora de sustentabilidade do Walmart. Um papel higiênico da Kimberly Clark dá uma dimensão do problema. Feito com fibras de papel reciclado obtidas a partir de aparas selecionadas, tem os rolos compactados para caber em uma embalagem menor. Custa em torno de 25% menos que o papel tradicional. Mesmo assim, tem só um quarto das vendas.
Para vencer o apego ao costume, seria necessário um investimento eficiente em marketing. Um estudo feito pela agência de publicidade Euro RSCG mostra que as empresas abusam dos clichês. O levantamento encontrou ursos-polares em anúncios do HSBC, da Philips e dos sorvetes Ben & Jerry. “As imagens usadas confundem as pessoas”, diz Russ Lidstone, presidente da agência. “São projetadas para chamar nossa atenção, mas acabam nos distanciando do problema e nos tornando céticos.”
Aline Ribeiro
COMPRA SELETIVA
Marcela diz que prefere produtos com certificados ecológicos. Mas se queixa da falta de informaçãoFazia todo o sentido. Quando a Unilever lançou a versão concentrada de seu principal amaciante, em maio de 2008, parecia ter escutado a demanda dos consumidores, que diziam querer comprar produtos mais ecológicos. Com meio litro, o novo produto rende tanto quanto 2 litros da versão convencional. Como a embalagem é menor, economiza 58% de plástico e, consequentemente, usa menos petróleo. Seu processo de produção consome 79% a menos de água. As caixas que o transportam acomodam mais unidades num mesmo espaço, reduzindo em 67% as viagens de caminhões para chegar aos pontos de venda. Mais: o amaciante concentrado é 20% mais barato. Com um belo esforço de comunicação – uma campanha de R$ 32 milhões em dois anos –, era de esperar que a essa altura o novo amaciante já tivesse desbancado o velho. Não foi o que aconteceu. A Unilever não divulga dados sobre vendas, mas um levantamento feito na rede de varejo Walmart mostra que o amaciante tradicional ainda vende 50% a mais que o concentrado. O amaciante da Unilever é apenas um dos casos de produtos criados para explorar o consumo ambientalmente correto. Há empresas que investiram em mudar sabão em pó, chá orgânico, papel higiênico. Sem contar as mudanças de embalagem. Em todos os casos, porém, o resultado tem sido dúbio. Por quê?
Há pouca dúvida de que o mundo enfrenta problemas ambientais sérios. Muitas empresas têm investido em ações responsáveis, seja como forma de economia (usando os recursos de modo mais eficiente), seja pelo apelo de marketing (projetando a imagem de empresa amiga da Terra). Mas a resposta a essas ações é fraca. “A sustentabilidade ainda é algo distante do que vivemos”, afirma Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu para o Consumo Consciente. Uma pesquisa do Akatu revela que 80% das pessoas dizem valorizar os produtos verdes. Mas só 30% delas concretizam suas intenções no ato da compra. Há uma longa distância entre propósito e ação.
Por um lado, alguns desses produtos ecologicamente melhores exigem mudanças de hábitos de consumo – e isso é um obstáculo. Em outros casos, como o do sabão em pó ecológico da Procter & Gamble, as pessoas resistem porque acham que suas empregadas domésticas não saberão usar o produto da forma correta. O detergente usa 30% menos água que um comum. Sua fórmula faz menos espuma e, assim, dispensa o último enxágue. Mas ele não fez o sucesso esperado. “As empregadas não leem rótulos”, diz a aposentada Cláudia de Vasconcellos Lameiro da Costa. “Não adianta explicar. Elas vão continuar achando que só com espuma se lava direito.”
Um amaciante mais ecológico custa 20% menos.
Mas ainda perde em vendas para o convencional
Em alguns casos, as empresas deixam de apostar em inovações que fariam sentido ecológico. Há dois anos a Natura estuda a criação de uma linha completa (com xampu, condicionador, creme hidratante…) em pó. A solução economizaria água na produção, plástico da embalagem e emissões de gases poluentes no transporte. Os produtos viriam em pequenos sachês para ser diluídos em casa. “O novo produto teria, em média, 10% do peso do original”, diz Daniel Gonzaga, diretor de pesquisa e tecnologia da Natura. Mas o destino do xampu em pó é incerto. A companhia ainda não está segura de que haja público para a invenção. “Precisamos chegar a um mix completo: fórmula testada, marca correta, embalagem e o aval do consumidor.”
Esse aval, de acordo com um levantamento feito no Walmart (leia o quadro) , é tímido. “Ainda estamos no começo de um processo de mudança de hábitos na decisão de compra”, diz Christiane Urioste, diretora de sustentabilidade do Walmart. Um papel higiênico da Kimberly Clark dá uma dimensão do problema. Feito com fibras de papel reciclado obtidas a partir de aparas selecionadas, tem os rolos compactados para caber em uma embalagem menor. Custa em torno de 25% menos que o papel tradicional. Mesmo assim, tem só um quarto das vendas.
Para vencer o apego ao costume, seria necessário um investimento eficiente em marketing. Um estudo feito pela agência de publicidade Euro RSCG mostra que as empresas abusam dos clichês. O levantamento encontrou ursos-polares em anúncios do HSBC, da Philips e dos sorvetes Ben & Jerry. “As imagens usadas confundem as pessoas”, diz Russ Lidstone, presidente da agência. “São projetadas para chamar nossa atenção, mas acabam nos distanciando do problema e nos tornando céticos.”
Ser sustentável vende: a “maquiagem verde” em alta!
Em mais uma semana de comemoração do meio ambiente, este que nos fornece tudo sem cobrar nada, é interessante refletirmos como estão nos vendendo a “causa verde”. Como a palavra “eco” e “sustentável” está agora na mídia, seqüestrada pelas empresas para nos fazer consumir sem culpa, de consciência limpa e tranqüila! Separando os bem intencionados desta categoria, o termo usado em inglês é “greenwashing”, o que aqui podemos chamar de maquiagem ou verniz verde. Isto mesmo, consumidores, vamos ao supermercado, ao shopping ou as compras virtuais, e lá estão os produtos maquiados, pintados de verde, nos convidando a sermos ambientalmente corretos.
Um olhar menos atento, acaba acreditando que uma palha de aço usada na limpeza diária da casa, agora é ecológica, apenas por degradar-se no ambiente. Uma garrafa de plástico de um refrigerante de cor escura, agora é biodegradável por usar etanol brasileiro na sua fabricação. Latinhas de cervejas feitas a partir de um metal maleável são ecologicamente corretas por poderem ser recicladas.
O que não dizer de uma famosa mostra de ambientes de arquitetura e design de interiores, que nos convida a “morar verde”, “ao bem-estar sustentável”, que as pessoas ainda pagam para ver! A equação aqui é simples: verde + marketing e propaganda = melhoria de imagem e aumento de lucros. Todos no ramo já sabem da tendência de sermos “amigos do ambiente”. Em recente estudo conduzido entre sete países, entre eles, o Brasil, conclui-se que em média, as pessoas ouvidas estão dispostas a gastar 37% a mais em produtos verdes.
Apesar da mesma pesquisa ter concluído que há uma percepção de que produtos limpos são mais caros, 73% dos brasileiros responderam que pretendem gastar mais com eles em 2010. Vamos aos fatos, o que falta é mais informação e conhecimento por parte do consumidor do que é realmente ecológico ou sustentável.
Temos um nível raso de discussão nas escolas, que acham que basta fazer programa de separação de resíduos e transformar garrafa PET em carrinhos e aviõezinhos ser o suficiente para uma educação ambiental (sem falar na tradicional plantio de uma árvore no pátio no dia 05 de junho!). Ou mesmo nas empresas, universidades e secretárias de governo que utilizam papel reciclado nos seus impressos, acreditando que fazem a parte verde que lhes cabe!
Para reverter esta situação, talvez uma primeira medida a ser implantada, seria ensinar aos estudantes (e também professores) de todos os níveis e cursos, além de patrões e empregados, o que é Análise de Ciclo de Vida (ACV) de um produto. Trata-se de entender qual o impacto socioambiental de toda a trajetória de fabricação do mesmo, do berço ao túmulo (ou ressurreição). Quer dizer, mapear desde a extração do recurso, a produção da matéria-prima e a transformação em produto, além do transporte, uso e descarte final (ser reaproveitado ou reciclado), para assim sabermos o quanto o mesmo é ecológico ou insustentável. Em países sérios, selos e certificações que atestam cientificamente os produtos verdes se utilizam do ACV.
Este é o papel que deve assumir o governo, as universidades, as instituições reguladoras, que tem credibilidade para tal, sem a contaminação comercial. Assim, poderíamos entender que o aço e o alumínio causam um grande impacto no ambiente, desde a extração no minério de ferro e a bauxita, passando pelos os ácidos e produtos químicos usados nas suas transformações, até a enorme quantidade de energia utilizada no seu processo.
Ser sustentável, também seria as empresas darem melhores condições de coleta e reciclagem de suas latinhas para o exército de catadores que vagueiam pelas ruas e lixões das cidades brasileiras. Também compreenderíamos que longas distâncias não são sustentáveis, como querem nos convencer os fabricantes da garrafa de “plástico verde”, a base do etanol brasileiro, que viaja meio mundo para ser transformado em garrafa na Índia, para depois voltar ao Brasil, o que significa 14 mil quilômetros de emissão de carbono.
Sem contar, que “morar verde” em Curitiba ou em qualquer parte do Planeta é muito mais do que tomar chá em uma mesinha de madeira de demolição ou colocar meia dúzia de vasos de flores dentro de casa. Para termos o bem-estar sustentável e saudável, temos de abdicar um pouco do luxo em pró da simplicidade, projetar ambientes com conforto térmico-acústico e deixarmos de usar produtos de base sintética ou que usam colas cancerígenas, assim como os metais cromados, tintas tóxicas e lâmpadas de alto consumo energético.
Com informação correta, conscientização e educação, poderemos evoluir e limparmos o Planeta da eco-maquiagem.
Eloy Casagrande Jr, PhD em Eng. de Recursos Minerais e Meio Ambiente, Professor e coordenador do Escritório Verde da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR
Um olhar menos atento, acaba acreditando que uma palha de aço usada na limpeza diária da casa, agora é ecológica, apenas por degradar-se no ambiente. Uma garrafa de plástico de um refrigerante de cor escura, agora é biodegradável por usar etanol brasileiro na sua fabricação. Latinhas de cervejas feitas a partir de um metal maleável são ecologicamente corretas por poderem ser recicladas.
O que não dizer de uma famosa mostra de ambientes de arquitetura e design de interiores, que nos convida a “morar verde”, “ao bem-estar sustentável”, que as pessoas ainda pagam para ver! A equação aqui é simples: verde + marketing e propaganda = melhoria de imagem e aumento de lucros. Todos no ramo já sabem da tendência de sermos “amigos do ambiente”. Em recente estudo conduzido entre sete países, entre eles, o Brasil, conclui-se que em média, as pessoas ouvidas estão dispostas a gastar 37% a mais em produtos verdes.
Apesar da mesma pesquisa ter concluído que há uma percepção de que produtos limpos são mais caros, 73% dos brasileiros responderam que pretendem gastar mais com eles em 2010. Vamos aos fatos, o que falta é mais informação e conhecimento por parte do consumidor do que é realmente ecológico ou sustentável.
Temos um nível raso de discussão nas escolas, que acham que basta fazer programa de separação de resíduos e transformar garrafa PET em carrinhos e aviõezinhos ser o suficiente para uma educação ambiental (sem falar na tradicional plantio de uma árvore no pátio no dia 05 de junho!). Ou mesmo nas empresas, universidades e secretárias de governo que utilizam papel reciclado nos seus impressos, acreditando que fazem a parte verde que lhes cabe!
Para reverter esta situação, talvez uma primeira medida a ser implantada, seria ensinar aos estudantes (e também professores) de todos os níveis e cursos, além de patrões e empregados, o que é Análise de Ciclo de Vida (ACV) de um produto. Trata-se de entender qual o impacto socioambiental de toda a trajetória de fabricação do mesmo, do berço ao túmulo (ou ressurreição). Quer dizer, mapear desde a extração do recurso, a produção da matéria-prima e a transformação em produto, além do transporte, uso e descarte final (ser reaproveitado ou reciclado), para assim sabermos o quanto o mesmo é ecológico ou insustentável. Em países sérios, selos e certificações que atestam cientificamente os produtos verdes se utilizam do ACV.
Este é o papel que deve assumir o governo, as universidades, as instituições reguladoras, que tem credibilidade para tal, sem a contaminação comercial. Assim, poderíamos entender que o aço e o alumínio causam um grande impacto no ambiente, desde a extração no minério de ferro e a bauxita, passando pelos os ácidos e produtos químicos usados nas suas transformações, até a enorme quantidade de energia utilizada no seu processo.
Ser sustentável, também seria as empresas darem melhores condições de coleta e reciclagem de suas latinhas para o exército de catadores que vagueiam pelas ruas e lixões das cidades brasileiras. Também compreenderíamos que longas distâncias não são sustentáveis, como querem nos convencer os fabricantes da garrafa de “plástico verde”, a base do etanol brasileiro, que viaja meio mundo para ser transformado em garrafa na Índia, para depois voltar ao Brasil, o que significa 14 mil quilômetros de emissão de carbono.
Sem contar, que “morar verde” em Curitiba ou em qualquer parte do Planeta é muito mais do que tomar chá em uma mesinha de madeira de demolição ou colocar meia dúzia de vasos de flores dentro de casa. Para termos o bem-estar sustentável e saudável, temos de abdicar um pouco do luxo em pró da simplicidade, projetar ambientes com conforto térmico-acústico e deixarmos de usar produtos de base sintética ou que usam colas cancerígenas, assim como os metais cromados, tintas tóxicas e lâmpadas de alto consumo energético.
Com informação correta, conscientização e educação, poderemos evoluir e limparmos o Planeta da eco-maquiagem.
Eloy Casagrande Jr, PhD em Eng. de Recursos Minerais e Meio Ambiente, Professor e coordenador do Escritório Verde da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR
Educação para o Desenvolvimento Sustentável: Sonhamos e praticamos! /// Ecodebate
artigo de Eloy Casagrande
[EcoDebate] Durante o intervalo para o café, entre as palestras de especialistas na maior conferência internacional realizada no sul do Brasil sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentavel (EDS-2010), escuto atentamente o comentário: — Eu vim para esta conferência porque queria entender afinal o que é esta tal de “sustentabilidade”. As palavras eram do agricultor que me confessou que estava preocupado com a quantidade de agrotóxico que ele usava no cultivo de 4 mil hectares de soja, no sudoeste do Paraná. Sua preocupação com a perda de nutrientes do solo e a contaminação de nascentes era verdadeira, explicando que tinha dois filhos, um de 17 anos e outro de 13, e que não sabia como a terra poderia ainda ser produtiva para garantir-lhes o futuro. Dizia também que todos os agricultores ao seu redor faziam o mesmo e que algo tinha de mudar.
Para mim, o fato dele ter se deslocado de sua cidade, deixando seus afazeres na fazenda e vir a Curitiba participar por três dias da Conferência (18-20 de maio na FIEP-PR), a mesma atingia seu objetivo. O Centro Regional Integrado de Educação para o Desenvolvimento Sustentável – CRIE_Curitiba, criado com a chancela da Universidade das Nações Unidas (UNU), em 2007, e as três grandes universidades do Paraná (UFPR, UTFPR e PUCPR) associadas ao Sistema FIEP Senai/Sesi, poderiam comemorar o sucesso de seus esforços em reunir quase 800 pessoas para o evento.
Foram jornadas de reflexão, de desejo de mudanças, de demonstração de ações concretas e de esperança. Professores, pesquisadores, estudantes, membros de organizações não governamentais, empresários, discutiam novas formas de educar, de se implantar um modelo de educação transformadora (nas palavras da palestra magna do professor Enrique Leff ), de se encontrar soluções para estimular um consumo sustentável, para reduzir emissões de CO2 e os impactos das mudanças climáticas, da viabilidade de edificações mais ecológicas, de modelos de mobilidade menos agressoras ao meio ambiente, de programas para se proteger a biodiversidade e multiplicar as boas ações sustentáveis.
Os 120 membros dos “Centros Regionais de Expertise em Educação para o Desenvolvimento Sustentável – (Regional Centre of Expertise – RCE-EDS)”, representando 43 países, e toda equipe da UNU, também organizadora da conferência, saindo da mesma com a sensação de que se pode fazer ainda melhor, envolver mais pessoas e tranformar o mundo através da solidariedade sustentável.
Das cerca de 200 experiências discutidas em mesas temáticas interativas e em seminários, podemos destacar desde a palestra do Presidente do Comitê Brasileiro do Pacto Global (ONU), o empresário Vitor Seravalli, falando da ética empresarial e responsabilidade social das empresas (representando também a visão da FIEP e de todo o pessoal de apoio ao evento) e da Dra. Mary Allegretti nos mostrando como a Amazônia pode ser desenvolvida sem ser destruída. Nas mesas temática, discutiu-se projetos como do professor do México que compõe músicas no estilo “mariachi”, levando mensagens ecológicas as comunidades através das rádios locais; do RCE da região Oeste de Portugal, que trabalha nas escolas com Análise de Fluxos de Materiais (MFA), mostrando aos estudantes quais são os impactos que a fabricação dos produtos da cadeia alimentar podem causar ao meio ambiente; do portal do RCE Saskatchewan (que ainda estamos aprendendendo a pronunciar!), uma pequena província do Canadá que desenvolve com escolas locais um “inventory map” das iniciativas sustentáveis da região; do RCE de KwaZulu Natal, uma das maiores províncias da África do Sul, com quase 9 milhões de habitantes e que implanta cursos de treinamento em educação para o desenvolvimento sustentável para professores; de ferramentas como o Mapa Vede da UFPR, que auxilia na percepção do impacto ambiental das cidades e que poderá servir para checarmos o quanto Curitiba é mesmo “sustentável”; do projeto do Escritório Verde da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, que servirá de exemplo de construção sustentável e de gestão socioambiental universitária.
A lista das experiências é longa e algumas foram gravadas em depoimentos à câmera dos estudantes do primeiro ano do ensino médio do Colégio Medianeira, convidados para realizar um documentário sobre o evento sob a ótica deles, a geração futura. Deles ouvi outra declaração de esperança que me faz acreditar que estamos no caminho certo: — Professor, nós queríamos te dizer que não viemos aqui somente para fazer o filme, mas também para aprender e estamos muito felizes pelo convite, está é uma aula diferente! Destacando que também tivemos mais de 70 estudantes universitários voluntários para trabalhar na conferência. Se tivermos agricultores que querem mudar, empresários e políticos que praticam a ética, professores com entusiasmo para ensinar a sustentabilidade e estudantes que querem construir um mundo melhor, nossa receita está pronta para concretizarmos o sonho de termos um Planeta que ainda abrigue muitas gerações e toda espécie que faz parte da teia da vida.
Prof. Dr. Eloy Casagrande Jr,. Universidade Tecnológica Federal do Paraná, membro do CRIE_Curitiba e do comitê organizador da Conferência EDS-2010.
EcoDebate, 25/05/2010
[EcoDebate] Durante o intervalo para o café, entre as palestras de especialistas na maior conferência internacional realizada no sul do Brasil sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentavel (EDS-2010), escuto atentamente o comentário: — Eu vim para esta conferência porque queria entender afinal o que é esta tal de “sustentabilidade”. As palavras eram do agricultor que me confessou que estava preocupado com a quantidade de agrotóxico que ele usava no cultivo de 4 mil hectares de soja, no sudoeste do Paraná. Sua preocupação com a perda de nutrientes do solo e a contaminação de nascentes era verdadeira, explicando que tinha dois filhos, um de 17 anos e outro de 13, e que não sabia como a terra poderia ainda ser produtiva para garantir-lhes o futuro. Dizia também que todos os agricultores ao seu redor faziam o mesmo e que algo tinha de mudar.
Para mim, o fato dele ter se deslocado de sua cidade, deixando seus afazeres na fazenda e vir a Curitiba participar por três dias da Conferência (18-20 de maio na FIEP-PR), a mesma atingia seu objetivo. O Centro Regional Integrado de Educação para o Desenvolvimento Sustentável – CRIE_Curitiba, criado com a chancela da Universidade das Nações Unidas (UNU), em 2007, e as três grandes universidades do Paraná (UFPR, UTFPR e PUCPR) associadas ao Sistema FIEP Senai/Sesi, poderiam comemorar o sucesso de seus esforços em reunir quase 800 pessoas para o evento.
Foram jornadas de reflexão, de desejo de mudanças, de demonstração de ações concretas e de esperança. Professores, pesquisadores, estudantes, membros de organizações não governamentais, empresários, discutiam novas formas de educar, de se implantar um modelo de educação transformadora (nas palavras da palestra magna do professor Enrique Leff ), de se encontrar soluções para estimular um consumo sustentável, para reduzir emissões de CO2 e os impactos das mudanças climáticas, da viabilidade de edificações mais ecológicas, de modelos de mobilidade menos agressoras ao meio ambiente, de programas para se proteger a biodiversidade e multiplicar as boas ações sustentáveis.
Os 120 membros dos “Centros Regionais de Expertise em Educação para o Desenvolvimento Sustentável – (Regional Centre of Expertise – RCE-EDS)”, representando 43 países, e toda equipe da UNU, também organizadora da conferência, saindo da mesma com a sensação de que se pode fazer ainda melhor, envolver mais pessoas e tranformar o mundo através da solidariedade sustentável.
Das cerca de 200 experiências discutidas em mesas temáticas interativas e em seminários, podemos destacar desde a palestra do Presidente do Comitê Brasileiro do Pacto Global (ONU), o empresário Vitor Seravalli, falando da ética empresarial e responsabilidade social das empresas (representando também a visão da FIEP e de todo o pessoal de apoio ao evento) e da Dra. Mary Allegretti nos mostrando como a Amazônia pode ser desenvolvida sem ser destruída. Nas mesas temática, discutiu-se projetos como do professor do México que compõe músicas no estilo “mariachi”, levando mensagens ecológicas as comunidades através das rádios locais; do RCE da região Oeste de Portugal, que trabalha nas escolas com Análise de Fluxos de Materiais (MFA), mostrando aos estudantes quais são os impactos que a fabricação dos produtos da cadeia alimentar podem causar ao meio ambiente; do portal do RCE Saskatchewan (que ainda estamos aprendendendo a pronunciar!), uma pequena província do Canadá que desenvolve com escolas locais um “inventory map” das iniciativas sustentáveis da região; do RCE de KwaZulu Natal, uma das maiores províncias da África do Sul, com quase 9 milhões de habitantes e que implanta cursos de treinamento em educação para o desenvolvimento sustentável para professores; de ferramentas como o Mapa Vede da UFPR, que auxilia na percepção do impacto ambiental das cidades e que poderá servir para checarmos o quanto Curitiba é mesmo “sustentável”; do projeto do Escritório Verde da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, que servirá de exemplo de construção sustentável e de gestão socioambiental universitária.
A lista das experiências é longa e algumas foram gravadas em depoimentos à câmera dos estudantes do primeiro ano do ensino médio do Colégio Medianeira, convidados para realizar um documentário sobre o evento sob a ótica deles, a geração futura. Deles ouvi outra declaração de esperança que me faz acreditar que estamos no caminho certo: — Professor, nós queríamos te dizer que não viemos aqui somente para fazer o filme, mas também para aprender e estamos muito felizes pelo convite, está é uma aula diferente! Destacando que também tivemos mais de 70 estudantes universitários voluntários para trabalhar na conferência. Se tivermos agricultores que querem mudar, empresários e políticos que praticam a ética, professores com entusiasmo para ensinar a sustentabilidade e estudantes que querem construir um mundo melhor, nossa receita está pronta para concretizarmos o sonho de termos um Planeta que ainda abrigue muitas gerações e toda espécie que faz parte da teia da vida.
Prof. Dr. Eloy Casagrande Jr,. Universidade Tecnológica Federal do Paraná, membro do CRIE_Curitiba e do comitê organizador da Conferência EDS-2010.
EcoDebate, 25/05/2010
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