Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)

ZEE: Sustentabilidade, o sonho possível

O Paraná enfrenta problemas ambientais como erosão de solos, uso intensivo de agrotóxicos, falta de saneamento, poluição de rios e desmatamento de remanescentes florestais
O Paraná enfrenta problemas ambientais como erosão de solos, uso intensivo de agrotóxicos, falta de saneamento, poluição de rios e desmatamento de remanescentes florestais. Compatibilizar a preservação da natureza com o desenvolvimento econômico será tarefa do futuro governador do Estado. "Um de nossos pleitos é pela conclusão do ZEE [Zoneamento Ecológico-Econômico], para definir com clareza as regiões do estado mais adaptadas a determinadas culturas", afirma o superintendente adjunto da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), Nelson Costa.

Negociação - A implantação do zoneamento, entretanto, envolve muita negociação. "O grande problema do ZEE é político. Será preciso negociar com as várias regiões o que pode e o que não pode ser cultivado, as atividades que podem ser estimuladas e aquelas que não podem ter apoio, por causa dos riscos ambientais", observa Christian Luiz da Silva, professor da pós-graduação em Tecnologia da UTFPR em Curitiba. "Falta ainda um pouco de amadurecimento da sociedade para compreender que há ações fundamentais que são de longo prazo, e é preciso abrir mão do imediatismo. Mas o papel do poder público é de justamente fazer essa sensibilização", acrescenta Silva.

TOWARDS CANCUN: Via Campesina present at the 6th National Assembly of People Affected by The Environment

Wednesday, 15 September 2010 15:50
Magdalena Ocotlán, Oaxaca. México
September 11-12, 2010

A delegation of Vía Campesina representatives from the United States, the Basque Country and different parts of Mexico arrived in the community of Magdalena Ocotlán, in the Central Valley region of Oaxaca in solidarity with the movement of People Affected by the Environment and their 6th National Assembly. This movement is a national effort to link the different environmental struggles and to strengthen the unity between the rural countryside and urban cities to confront the terrible environmental devastation caused by this capitalist system of destruction and plunder.

Representatives of organizations, social movements and communities from Mexico presented their cases of environmental and human devastation caused by the mines, GMO crops, garbage dumpsites, land grabs, the contamination of water and soil, amongst other causes. They also made known their struggles, explaining the course of actions they are taking within their own communities to halt these catastrophes. The Assembly pronounced itself against the neoliberal system and the transnational corporations which are responsible for the climate crisis.

Sustentabilidade em pauta: Brasil e Holanda

16/9/2010 Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Representantes da academia, da sociedade civil e dos governos do Brasil e da Holanda participaram, no dia 14 de setembro, na sede da FAPESP, em São Paulo, do Workshop Brasil-Holanda sobre Biocombustíveis Sustentáveis.

O evento encerrou o 3º Encontro Bilateral no âmbito do Memorando de Entendimento para a Cooperação em Bioenergia, assinado pelos governos dos dois países. O workshop foi coordenado pelo ministro André Aranha Corrêa do Lago, diretor do Departamento de Energia do Ministério das Relações Exteriores, e por Jan-Meinte Postma, enviado especial para o tema da Energia do Ministério da Economia da Holanda. A abertura teve a participação do diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz.

Foram discutidos os temas “Prognóstico futuro para os biocombustíveis sustentáveis brasileiros”, “Demanda e fornecimento de biocombustíveis na Europa e sua sustentabilidade”, “Aspectos ambientais dos biocombustíveis”, “Aspectos sociais e econômicos dos biocombustíveis” e “Aspectos regulatórios dos biocombustíveis na Holanda e na Europa”.

Cobrança pelo uso da água começa a se difundir pelo Brasil

Patoral da Terra
Sex, 10 de Setembro de 2010 13:56
Confira artigo de Roberto Malvezzi sobre a mercantilização das águas, prática que começa a tomar corpo em nosso país. Essa é a lógica dos interesses do capital, transformar bens naturais em mercadorias, vendáveis e rentáveis.
Roberto Malvezzi (Gogó)
Como estava previsto na lei nacional de Recursos Hídricos 9433/97, a cobrança pelo uso da água começa a se difundir pelo Brasil. Ela se torna possível quando é criado um comitê de bacia e esse comitê cria sua agência de águas, isto é, um corpo técnico que se torna responsável pela implementação da cobrança. Entretanto, a cobrança é uma decisão do comitê.

O São Francisco começa nesse mês a cobrar pela água, o que tem deixado muita gente preocupada. De fato, a cobrança pela água é muito mais complexa do que se pode imaginar à primeira vista. Os chamados usuários – qualquer ente físico ou jurídico que utilize águas de um determinado corpo d’água, como irrigantes, indústria, serviços de saneamento, etc. – terão que pagar por ela, desde que esteja acima do chamado “uso insignificante”, que no São Francisco foi determinado em 4 litros por segundo. Acima disso, qualquer usuário terá que receber uma outorga e terá que pagar por cada metro cúbico utilizado.
Mas, não paga apenas pelo que capta, pagará também pelo que devolve ao corpo d’água em forma de efluentes. Quanto mais limpa for a água captada, mais caro se paga. Quanto mais suja for a água devolvida, mais caro se paga. Quando o uso é “consuntivo”, isto é, a água retirada não volta mais àquele corpo d’água, como é o caso da Transposição, ainda mais caro se deve pagar.

Produtores temem mais restrição à agropecuária com Política Nacional de Mudanças Climáticas

Por Editor em 15/09/2010 Produtores temem mais restrição à agropecuária com Política Nacional de Mudanças Climáticas: A 16ª Conferência das Partes acontece em novembro no México

Créditos: DivulgaçãoEngessado pelas várias exigências impostas pela legislação ambiental que está em vigor, o setor agropecuário teme mais restrições ao uso das propriedades para a produção com a Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC), transformada em lei no fim de 2009. Um dos pontos que preocupa a atividade é referente às metas de redução de gases de efeito estufa.

Na PNMC, essas metas variam de 36,1% a 38,9% até 2020 e são voluntárias. Mas a lei que criou essa política prevê a publicação de decreto presidencial detalhando as ações de cada setor para cumprir os percentuais, entre eles o agropecuário. O tema foi discutido ontem (14/09/10) da Comissão Nacional do Meio Ambiente (CNMA) da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que teve a participação de representantes de 11 Federações de Agricultura e Pecuária.

Revisão sem volta

Se for aprovada em sua forma atual, a revisão do Código Florestal brasileiro, em votação no Congresso Nacional, poderá levar a perdas irreversíveis na biodiversidade tropical, alertam cientistas em carta publicada na edição atual da revista Science. Intitulada Perda de biodiversidade sem volta, a carta tem autoria de Fernanda Michalski, professora do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical da Universidade Federal do Amapá, Darren Norris, do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e Carlos Peres, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.

link:http://www.planetauniversitario.com/index.php?option=com_content&view=article&id=16728:revisao-sem-volta&catid=27:notas-do-campus&Itemid=73

Óxido nitroso não prejudica sustentabilidade do etanol

Apesar do uso de fertilizantes nitrogenados no plantio de cana, o biocombustível ainda é uma energia limpa

Uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP confrontou a produção do etanol com a produção de gasolina, para saber se a primeira é, de fato, menos prejudicial para o planeta do que a segunda. A partir da análise do solo onde é feito o plantio de cana na cidade de Piracicaba, a pesquisadora Diana Signor constatou que para cada 90 quilos de nitrogênio por hectare de plantação, apenas 3,5 gramas do nitrogênio são perdidos como óxido nitroso. “Isso equivale a apenas 0,39% de perda, o que mostra que estamos emitindo menos óxido nitroso na produção de cana do que seria esperado pelas contas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas [IPCC]”, aponta.

BM&FBOVESPA apresenta seu primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa e almeja ser “carbono zero”

A Bolsa, que emitiu 1.577 toneladas de CO2e em 2009, está adotando uma série de medidas para reduzir suas emissões

10/09/2010

A BM&FBOVESPA concluiu seu primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, com base na metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol. Os resultados apontam que a Bolsa emitiu, em 2009, 1.577 toneladas de CO 2 equivalente, medida utilizada para padronizar as emissões de vários gases de efeito estufa, considerando seus diferentes potenciais de aquecimento global.

A quantidade de gases lançados direta ou indiretamente pela Bolsa pode ser considerada baixa diante do total de emissões declaradas pelas 35 signatárias do Programa Brasileiro GHG Protocol. Em 2009, estas companhias juntas declararam que emitiram quase 89 milhões de toneladas de CO 2e. De acordo com a diretora de Sustentabilidade da BM&FBOVESPA, Sonia Favaretto, a Bolsa almeja reduzir ao máximo as suas emissões no próximo período e neutralizar o restante com intuito de se tornar carbono zero em 2012.

Biorreator obtém vinhaça mais limpa para adubação do solo

Por Antonio Carlos Quinto - acquinto@usp.br
Publicado em 8/setembro/2010  Editoria : Tecnologia

Um biorreator aeróbio desenvolvido nos laboratórios do Centro de Energia Nuclear da Agricultura (Cena), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, possibilitou a degradação da vinhaça em mais de 80%, tornando o líquido apto a ser utilizado na adubação da cana-de-açúcar.

Novas violências contra os Kaiowá no Mato Grosso do Sul

IHU Unisinos

No dia 4 o grupo de famílias do tekoha Ytay Ka’aguy rusu, no município de Douradina, voltou à sua terra tradicional, próximo aos limites da atual Terra Indígena Panambi-Lagoa Rica. Essa terra indígena com 2.070 hectares, e uma população em torno de 700 pessoas, teve sua terra sendo ocupada pelo agronegócio. Hoje usufruem pequena parte de sua terra, que está em revisão de limites. Desde 2005, quando se constituiu um grupo de trabalho para um reestudo dos limites, até hoje, inexplicavelmente não se concluíram os trabalhos.

Informação & Conhecimento