BEIJING
Sun Jun 6, 2010 9:49pm
BEIJING (Reuters) - Although China has supplied massive volumes of carbon credits to the global market, prospects for CO2 trade within the country itself are not optimistic, a senior climate official said on Sunday.
Business
Lu Xuedu, influential vice-head of China's National Climate Centre and former member of the United Nations Executive Board responsible for approving clean development mechanism (CDM) projects, told a conference in Beijing that carbon transaction volumes within China were likely to remain low.
"The domestic market will probably remain small, because you just need to ask the simple question -- Who will buy emissions in China?" he said.
Under the UN's Kyoto Protocol, China has been under no obligation to cut its own carbon emissions, and Lu said the only potential domestic buyers were big enterprises or high-income celebrities trying to improve their reputations.
China has been a supplier rather than a buyer of carbon credits and remains a key player in the CDM, a part of the Kyoto Protocol that allows industrialised nations to invest in clean projects in the developing world in exchange for offsets known as certified emission reductions (CERs), which can either be traded or used to comply with mandatory national CO2 targets.
China has been by far the biggest supplier of CERs on the world market, but developers have not been allowed to trade the credits domestically. Instead, a plethora of new environmental exchanges in Beijing, Shanghai and elsewhere have expressed hope that voluntary emissions markets will emerge to fill the gap. However, voluntary volumes have so far remained negligible.
There have been around 3,000 trades of voluntary emission reductions (VER) in China so far, exchange officials said, involving a total volume of 10,000 tonnes. The global total stood at 93 million tonnes last year, down 27 percent compared to 2008, according to research released on Sunday by Bloomberg New Energy Finance.
U.S. KEY IN NEW DEAL
The first phase of Kyoto ends in 2012 and negotiations are still continuing on a new global pact after the world community failed to reach a binding deal in the Danish capital of Copenhagen at the end of last year.
Lu said if the United States failed to pass its own climate legislation by the end of July, it was unlikely that a new binding agreement could be sealed during the meetings in the Mexican resort of Cancun at the end of this year.
Out of the total 2,214 CDM projects approved by the Executive Board by the middle of May, 851 originated in China, making it the "most successful" CDM country, Lu said, but there is a backlog of more than 1,600 Chinese projects still awaiting approval.
China's dominant position in the CDM sector has been criticised, with many accusing the country of producing large amounts of low-quality offsets from environmentally dubious projects involving the abatement of industrial gases like hydrofluorocarbons and nitrous oxide.
The Executive Board has been preoccupied with quality control. After turning its fire on the large number of wind power projects being submitted from China -- which it said had been given favourable power prices and were therefore ineligible for CDM support -- there are now indications that it is eyeing Chinese hydropower plants.
But the biggest problem with the current CDM market is demand, which remains uncertain as potential investors and project developers wait for clarity about what will happens after 2012, Lu said.
(Reporting by David Stanway; editing by Karen Foster)
Carta da Terra
"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
Partidário de Marina, Leonardo Boff releva alianças do PV /// Terra
Marsílea Gombata
06 de junho de 2010 • 08h17 Militante da causa ambientalista da pré-candidata à presidência da República Marina Silva (PV), o teólogo e escritor Leonardo Boff tenta relevar as alianças dos verdes com partidos que, aparentemente, vão em sentido contrário - como PSDB e DEM - e rebate: "Partidos pouco contam no Brasil, porque não são ideológicos e com história. São agremiações ao redor de certos interesses". Em entrevista ao Terra, Boff disse por que o Brasil deveria escolher a proposta de desenvolvimento sustentável nessas eleições, ancorada na candidata que vê como "um Lula melhorado". "Marina vem das mesmas raízes, tem os mesmos sonhos de resgate dos destituídos e esquecidos de nossa história, mas com uma abertura que Lula não tem que é a questão do futuro da humanidade e da Terra ameaçados".
O teólogo acredita ainda que a desvantagem da candidata verde em relação ao tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff pode surpreender quem aposta nas pesquisas em que Marina está empacada em terceiro lugar com 12% das intenções de voto. "Quem diria que um negro nascido fora dos Estados Unidos viesse a ser presidente do país mais poderoso do mundo? Quem diria que um sobrevivente da grande tribulação brasileira chegasse a ser presidente do Brasil? (...) Lembremos da Colômbia. Mockus, candidato verde, começou com 2% e foi para o segundo turno".
Terra - Por que Marina Silva é a sua opção para essas eleições?
Leonardo Boff - Precisamos de políticos despertos para a nova situação que a humanidade e o planeta estão vivendo, situação que envolve grandes riscos mas também incríveis oportunidades. Desta vez não podemos nos atrasar nem errar, caso contrário, poderemos ir ao encontro do pior. Não basta pensarmos só no Brasil. Temos que articular Brasil com a Terra, em função do cuidado para com a vida e da proteção para com a mãe Terra. Marina está talhada para essa missão. Aqui política significa bem aquilo o que Gandhi definia: política como gesto amoroso para com o povo e cuidado para com a vida. Marina saberá cumprir com essa missão.
Terra - A agenda da senadora fica bastante em torno da agenda ambiental. Não precisaríamos de propostas mais concretas em relação a educação e saúde, por exemplo?
Boff- A agenda ambiental é de primeira ordem, porque sem ela as demais agendas não têm onde se sustentar. Só com uma natureza preservada e uma vida salvaguardada faz sentido falarmos em justiça a partir das vítimas, educação para a nova "cosmovisão" e saúde para as pessoas. Se entendermos bem o ambiental, não como meio ambiente, mas como ambiente inteiro, está lá tudo incluído. Mas a Marina deverá detalhar as questões. Precisamos de uma ecologia social que equilibre a justiça social com a justiça ecológica. Quer dizer, que as pessoas tenham uma vida minimamente digna em termos de salário, saúde, educação, segurança e cultura (justiça social), mas habitando regiões sem risco, com ar puro, água potável, alimentos com menos química, com um chão não envenenado e uma relação de respeito com cada ser. O que Marina deve garantir é o que a "Carta da Terra" propõe como propósito de toda atividade humana e das políticas públicas: um modo sustentável de viver numa Terra sustentável.
Terra - Como vê as alianças feitas pelo PV nos Estados brasileiros? Seguindo suas diretrizes, o PV não deveria tentar manter distância de partidos como DEM e PSDB? Como será isso em termos de governabilidade?
Boff - Os partidos pouco contam no Brasil, porque não são partidos ideológicos e com história. São agremiações ao redor de certos interesses mais ou menos ligados aos interesses gerais do país. Eu não daria muita importância aos partidos. Mas como são os únicos condutos que temos para elegermos alguém, fazem-se imprescindíveis. O que se pode é cobrar certa convergência em questões tidas como definidoras do projeto de Marina Silva e ser flexíveis em questões discutíveis. O importante é cuidar da densidade ética dos candidatos e de sua capacidade de crescer em responsabilidade face aos desafios que enfrentaremos coletivamente.
Terra - Como o Brasil pode aliar sustentabilidade e crescimento?
Boff - Se seguir o modelo capitalista de crescimento que supõe a dominação da natureza e a acumulação ilimitada de benefícios materiais, não é possível compatibilizá-lo com sustentabilidade. Por isso deve-se descolar sustentabilidade de desenvolvimento. Sustentabilidade não é algo adjetivo que posso colar aos processos. É algo substantivo, um novo paradigma: tudo aquilo que permite os seres vivos, as instituições e a vida humana se manter, se reproduzir e continuamente melhorar. Então importa garantir a sustentabilidade da Terra, de cada ecossistema, das distintas sociedades, das comunidades e de cada pessoa individualmente. Para alcançar tal objetivo devemos deslocar o acento da globalização para o biorregionalismo. Cada região ou ecossistema possui seus recursos, seu potencial, seus limites, sua história, sua cultura, sua população. No nível regional é muito mais fácil conseguir um modo de vida sustentável e um desenvolvimento que atenda às demandas dos que vivem em determinada região.
Terra - Pesquisas indicam desvantagem para Marina, um quadro que dificilmente será revertido. O que muda na consciência do país o simples fato de Marina concorrer?
Boff - Eu trabalho com a lógica do universo que conhece emergências, suscita o imponderável e prepara surpresas. Quem diria que um negro nascido fora dos Estados Unidos viesse a ser presidente do país mais poderoso do mundo? Quem diria que um sobrevivente da grande tribulação brasileira chegaria a ser presidente do Brasil? Devemos estar abertos a esses imponderáveis. Pode bem ser que o povo se canse das disputas entre o velho e o antigo, entre PSDB e PT, e venha tentar outra coisa. Marina é um Lula melhorado: vem das mesmas raízes, tem os mesmos sonhos de resgate dos destituídos e esquecidos de nossa história, mas com uma abertura que Lula não tem que é a questão do futuro da humanidade e da Terra ameaçados. Mesmo que essa emergência se protele para um outro momento da história - e ela virá como imperativo da própria evolução - a candidatura de Marina valeu a pena: colocou no centro a questão da ecologia em suas diferentes realizações, no ambiental, no social, no mental e no integral, incluindo uma visão ética e espiritual da política e do mundo. Como nossa alma não é pequena, tudo com Marina vale a pena, para recordar Fernando Pessoa.
Terra - O senhor poderia comentar a frase de um artigo de sua autoria: "Marina Silva dispensará os marqueteiros, e entrarão em campanha os seguidores de Paulo Freire"?
Boff - Creio que sempre haverá marqueteiros, pois pertencem ao ritual de nossas campanhas. Mas o decisivo em Marina são os meios alternativos: primeiramente as pessoas que acreditam na Terra e na humanidade, e depositam sua confiança em Marina, depois as conversas e os argumentos dos que estão convencidos conquistando familiares e amigos. Há o rádio e a TV que têm dimensões multitudinárias. A internet, os blog, o twitter e as comunidades eletrônicas poderão significar uma avalanche que ninguém mais pode conter. Lembremo-nos da Colômbia. Mockus, candidato verde, começou com 2% e foi para o segundo turno. Marina Silva representa o que deve ser. E o que deve ser tem força.
Amazonas, terra e água de contrastes! el Día Mundial de Medio Ambiente /// El barco de Darwin
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Postado por
Unknown
em
6/05/2010 08:26:00 AM
Marcadores:
Amazonia,
encontro das águas,
Jirau,
Manaus,
pirarucu,
ribeirinhos,
Rio Madeira,
Santo Antonio
5 Junio 2010 por Anete Rubim
Nasci em uma ilha de várzea no rio Madeira, estado do Amazonas (regiao norte do Brasil). O rio Madeira, para quem nao sabe, é um afluente da margem direita do rio Amazonas, portanto, vem das cordilheiras dos Andes. É o rio mais caudaloso, mais barrento e mais briguento entre todos da região. Com mais sedimentos porque carreia por ano até 3500 mg/l ao longo de mais de 1400 km. de extensao. Caudaloso porque contém 18 corredeiras/cachoeiras. E briguento porque é briguento mesmo.
Casa típica de ribeirinho na várzea
Em seu curso sao comuns as ilhas de varzea, formadas por sedimentos e que sao consideradas terras jovens, em processo de formaçao. As ilhas podem permanecer inundadas durante vários meses no ano e como em outros lugares da varzea, quem nasce aí nao tem endereço, men código postal e só se chega de barco, numa viagem que pode demorar dias.
Transporte do ribeirinhos é a canoa,
As cartas para os ribeirinhos são entregues pelo remetente nos barcos, no dia da saída e só consta o nome do destinatário, quando muito, o nome da comunidade. Nome de comunidade quase sempre é nome de santo. O interior do Amazonas é assim…um mundão de floresta e água que obriga o ribeirinho ao isolamento, numa condição de vida sem acesso aos bens mais básicos para qualquer ser humano: saúde e ducação. Quem vie neste mundao de água e mata é um herói desde que nasce. O transporte escolar das crianças é uma canoa. Se a escola é perto, vão remando. Se é longe, depende de um motor para colocar no pequeno barco. Se quebra o motor, leva meses ate consertar e não se vai a lugar menhum.
Já ouviram falar na construção das usinas hidrelétricas Santo Antonio e Jirau? Também é no Madeira! Adeus valentia! Um estudo sobre o transporte de sedimento revela: Os barramentos no Rio Madeira irão gerar uma redução na velocidade da corrente e na capacidade de transporte de sedimentos pelo rio, favorecendo sua deposição nos reservatórios que, aos poucos, vão perdendo sua capacidade de armazenar água. Portanto, qualquer mudança do estado de equilíbrio do fluxo, ocasionada pela construção de uma barragem em um curso de água, conduz a uma série de transformações no processo fluvial. E tem os peixes migradores, os grandes bagres, que necessitam da extensão do rio para completar seu ciclo produtivo.
A vida é mais difícil no período de cheias durante os meses de dezembro a junho. A pesca é mais complicada e nesta época nao se pode plantar nas varzeas.
No Amazonas, o peixe é a principal fonte de proteína e em algumas áreas, come-se peixe no café, no almoço e na janta. Daí, o registro de maior consumo de pescado no Brasil: 550 g indivíduo-1 día-1, muito superior a media do consumo no País. Lógico que dentre as duas mil espécies de peixes existentes na região, o ribeirinho tem as suas preferências: assim como reconhece o peixe pelo ruído emitido no silencio das pescarias, ele também conhece o sabor da carne nobre do pescado. Por isso só pescam as espeécies que lhes interessam, sendo respeitosos com o rio
Estado do Amazonas tem o maior consumo de pescado
Manaus, a capital do estado, viveu seu período de riqueza no final do sec. 19 e inicio do sec. 20, com a exploração da borracha. Durante o apogeu do látex, foram construídos palacetes e monumentos, como o mais suntuoso Teatro do Brasil, o Teatro Amazonas, e também foi fundada a primeira universidade do País, hoje Universidade Federal do Amazonas, que acaba de completar cem anos.
Com o contrabando das sementes e produção do látex em outros países tropicais, a cidade passou por um declínio econômico que perdurou por anos. Além disso, o isolamento da cidade com o resto do País contribuiu para a estagnação da economia. Na década de sessenta, como parte do plano de Governo de integrar a regiao com o resto do país, foi criada a zona Franca de Manaus. Com objetivo de potencializar a regiao, o governo concedeu incentivos fiscais para instalaçao de fábricas. Hoje sao 550 industrias, que fabricam desde motocicletas a CD-ROM. Analistas divulgam que a existencias do polo industrial de Manaus, reduz a pressao sobre o desmatamento do Amazonas, daí o menor índice (2%) entre os estados da regiao, dado intensamente divulgado pelo governo, como forma de amealhar recursos especialmente no exterior.
Teatro Amazonas, na cidade de Manaus
A implantaçao da zona franca de Manaus, promoveu um fluxo migratório de pessoas do interior, de estados vizinhos e nordeste do Brasil, atraídos pela expectativa de emprego e melhores condiçoes de vida. Esse processo gerou uma concentraçao populacional na cidade de Manaus, que possuía pouco mais de 300.000 habitantes em 1970 e passou a uma populaçao de 1.7 milhoes em 2009.
O cenário que forma parte da paisagem urbana de Manaus nao é diferente de outras cidades do país que segregaram a populaçao de baixa renda na periferia da metrópole. Além das áreas periféricas, as pessoas se concentraram nas margens dos pequenosa rios, vivendo em palafitas sobre essas areas, que além de servirem de moradias, passaram a funcionar como receptoras de lixo e esgotos (só 13 % do esgoto é recolhido). A falta de controle e de medidas governamentais ao longo do processo de ocupaçao nessas areas protegidas por Lei, acabou por poluir e inviabilizar os pequenos rios que cortam a cidade, chamados de igarapé. Atualmente, há um programa de governo para melhorar a problematica.
O símbolo mais emblemático desta cidade da Amazonia é o encontro das águas dos rios Negro e Solimoes, que a partir dessa uniao passa a ser denominado Amazonas. Quem vai a Manaus e nao conhece o encontro das águas é como o velho ditado: foi â Roma e nao viu o Papa! Quer conhecer grátis? Pega a balsa Ceasa-Castanho que atravessa o rio e leve a câmera fotográfica, pois paisagem mais bonita nao há.
Encontro das águas dos rios Negro e Solimoes
Entretanto…o símbolo mais emblemático de Manaus pode ter outro cenário! A construção de um porto privado na frente do encontro das águas para atender o pólo industrial esta em processo de licenciamento no órgão estadual de meio ambiente. Se aprovado, serão vislumbrados pelo turista centenas de containers, alem de todos os impactos antes, durante e depois do funcionamento do porto. Surgiu um movimento social denominado SOS encontro das águas, com objetivo de defender o valioso patrimônio natural, que solicitou do governo federal a transformação do local em área protegida. O processo esta tramitando e quem quiser se informar para prestar apoio ou por curiosidade escreva a Ademir Ramos, Coordinador del “Núcleo de Cultura Política do Amazonas_ NCPAM” en esta dirección de correo electrónico: ncpamz@gmail.com.
Viver na Amazônia não é fácil! A região é conhecida pela sua biodiversidade…e tambem pelos superlativos: a maior planta aquática e o maior peixe do mundo. Chegar a uma comunidade e conversar com o caboclo ribeirinho é bom, sua sabedoria vai alem do conhecimento cientifico e voce sai ganhando com a narrativa do saber popular.
Planta aquática Vitoria amazonica
O peixe Pirarucu, Arapaima gigas
As águas do rio sao para o lazer, para beber, para cozinhar e para navegar

Para as crianças, os frutos nativos como pupunha, açaí, tucumã e cupuaçu substituem os caramelos, biscoitos e guloseimas. Banho de chuva faz parte do cotidiano. No Amazonas chove de novembro a junho, com media de 2000 mm/ano. A chuva não manda recado, vai e vem qualquer hora e logo depois o calor chega, castigando o pensamento de qualquer vivente. Inclusive o meu!
Nunca esqueço a alegria das crianças, correndo descalças e pulando no rio Amazonas.
(1) “Várzea” son humedales
(2) “Ribeirinhos” se denominan a las personas que viven a la orilla del río.
(3) “Los palafitos” son un tipo de vivienda asentada sobre pilotes o estacas en zonas inundables, lagunas o canales.
Anete Rubim
aneterubim@ufam.edu.br
Professora da Universidade Federal do Amazonas, hoje em Sevilla participa do grupo de pesquisa GECONAT – grupo de ecología, citogenética y recursos naturais, no Depto de Biología Vegetal e Ecologia da Univertsidade de Sevilla.
Referencias:
CARPIO, M. J. Hidrologia e Sedimentos. In: Águas Turvas: alertas sobre as conseqüências de barrar o maior afluente do Amazonas/Glenn Switkes, organizador; Patrícia Boninha, editora – São Paulo: International Rivers, 2008.
COBRAPE – Cia. Brasileira de Projetos e Empreendimentos. Relatório de análise do conteúdo dos estudos de impacto ambiental (EIA) e do relatório de impacto ambiental (RIMA) dos aproveitamentos hidrelétricos de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, Estado de Rondônia.
TUCCI, C. E. M. Análises dos Estudos Ambientais dos Empreendimentos do Rio Madeira. Ministério do Meio Ambiente. Instituto Brasileiro de Meio Ambiente – IBAMA: 2007.
www.geo.ufv.br/simposio/simposio/trabalhos/resumos
China in South America: Strategic Investment policies looking for a safety future
Apenas um bloco continental cresce no mundo: America Latina. Os chineses já perceberam isto. E aqui estão entre nós. Sua presença tende a aumentar e começa a alterar o mapa geopolitico da região. Os EUA já perceberam, mas com a economia em crise pouco podem fazer.
Veja a materia abaixo.
Veja a materia abaixo.
China compra campo para explorar petróleo na Bacia de Campos /// Asia Times
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Postado por
Unknown
em
6/04/2010 06:15:00 PM
Marcadores:
Argentinem,
Bacia de Campos,
Brida,
Campos Bassin,
Latin America,
Oil Spill,
Petrobras,
Statoil
Ao longo dos meses diversos artigos sobre a presença chinesa cada vez mais intensa ao nosso redor e mesmo dentro do Brasil.Veja os artigos:
http://sendosustentavel.blogspot.com/2010/04/sinal-de-atencao-deslocalizacao.html
http://sendosustentavel.blogspot.com/2010/04/china-negocia-terras-para-soja-e-milho.html
Primeiro as ações para compra de terras no Mato Grosso para produção de alimentos e agora os chineses adquirem parte do campo Peregrino. A companhia norueguesa Statoil vendeu sua participação aos chineses por 3 bilhões U$ assim os chineses passarão a explorar petroleo aqui na nossa costa.
Leia abaixo a materia publicada no Asia Times/The Jamestown Foundation
China drills deeper into Latin America
Norwegian oil company Statoil announced on May 21 that it agreed to sell to Chinese state-owned Sinochem Group a 40% stake (US$3 billion) of the Peregrino field located in the Campos basin offshore of Brazil. The Peregrino announcement closely follows the disclosure in March that another major Chinese state-owned oil company, China National Offshore Oil Company (CNOOC), was acquiring 50% ($3.1 billion) of a joint venture with Argentina's Bridas Energy Holdings Ltd.
While the two transactions are still subject to their respective governments' approval, these agreements highlight the renewed focus of Chinese activities on Latin America, markedly raising China's stakes and profile in the region. The apparent surge of Chinese interests in the region demonstrated by the raft of recent deals also laid bare Beijing’s geopolitical strategy to assure a diversified energy supply and evolving strategic partnership with Latin America.
In Brazil, according to the Chinese Communist Party-owned Global Times, China Development Bank (CDB), China Petroleum and Chemical Corporation (Sinopec) and Brazilian state-run energy giant Petroleo Brasileiro SA (Petrobras) signed an "oil-for-loan" agreement that stipulates that Petrobas will be committed to a 10-year oil supply (of roughly 200,000 barrels of oil per year) to Sinopec in exchange for $10 billion worth of loans from the CDB within the next 10 years.
In Argentina, CNOOC president Yang Hua commented, "Bridas, with a world-class oil and gas asset portfolio, is a very good beachhead for us [CNOOC] to enter Latin America. Through this transaction, we'll establish a fair presence in this region, which will further enable the company's production and reserve growth in the future." Bridas also has exploration and production operations in Bolivia and Chile, and according to a CNOOC statement filed with Hong Kong’s stock exchange, it owns 40% of Pan American Energy LLC, an affiliate of BP Plc. (Business Week, March 14).
In Venezuela, China agreed in April to extend $20 billion of loans to Caracas, with the payment terms being $10 billion and 70 billion yuan ($10.25 billion). China and Venezuela will reportedly form a joint venture to operate the Junin-4 Block located in the Orinoco heavy oil belt, which is expected to yield 2.9 billion barrels of extra-heavy crude over the 25-year contract term. According to Wang Peng, a Latin America researcher at the prestigious Chinese Academy of Social Sciences, the significance of the loan is that, "The 70 billion yuan fund will be a trial to internationalize the yuan. Given the large oil reserves and oil potential, the settlement of the deal in yuan will raise the Chinese currency’s position in oil trade."
In order to reduce its vulnerability to high oil prices, China has intensified its courting of Latin America as one of its three major regional energy suppliers (the others being Russia/Central Asia and the Middle East/Africa). While China's energy imports from Latin America lag in comparison to such imports from other regions, China's substantial commitments in Argentina, Brazil and other areas are strong indicators of the push to come.
As these recent cases also demonstrate, China's presence in Latin America is not confined to securing access to markets and sources of primary products. It is also strategic. Given Brazil's and Argentina's relatively sophisticated level of development in several high-technology sectors, it is not surprising to see Brasilia and Buenos Aries emerge as hubs of China's push into the region. Progress in trade, investment and political and military cooperation are usually tied to cooperation in the energy sphere. Indeed, both Brazil and Argentina possess a vibrant nuclear industry, a robust aerospace industry and a telecommunication infrastructure, among others.
Against the backdrop of the global financial crisis, Chinese activities in Latin America have become notably more pronounced. The impact that the crisis has had on Western economies cannot be understated, and the depth of China's strategic partnership with countries in the region is becoming clear as China becomes more confident and assertive in conducting its foreign policy. While it remains unknown at what cost to US interests China's strategic partnerships with Latin America will have in the long-term, it behooves Washington to engage Latin America and maintain friendships throughout the region as the power gravity slowly shifts east.
(This article first appeared in The Jamestown Foundation. Used with permission.)
http://sendosustentavel.blogspot.com/2010/04/sinal-de-atencao-deslocalizacao.html
http://sendosustentavel.blogspot.com/2010/04/china-negocia-terras-para-soja-e-milho.html
Primeiro as ações para compra de terras no Mato Grosso para produção de alimentos e agora os chineses adquirem parte do campo Peregrino. A companhia norueguesa Statoil vendeu sua participação aos chineses por 3 bilhões U$ assim os chineses passarão a explorar petroleo aqui na nossa costa.
Leia abaixo a materia publicada no Asia Times/The Jamestown Foundation
China drills deeper into Latin America
By Russell Hsiao
Norwegian oil company Statoil announced on May 21 that it agreed to sell to Chinese state-owned Sinochem Group a 40% stake (US$3 billion) of the Peregrino field located in the Campos basin offshore of Brazil. The Peregrino announcement closely follows the disclosure in March that another major Chinese state-owned oil company, China National Offshore Oil Company (CNOOC), was acquiring 50% ($3.1 billion) of a joint venture with Argentina's Bridas Energy Holdings Ltd.
While the two transactions are still subject to their respective governments' approval, these agreements highlight the renewed focus of Chinese activities on Latin America, markedly raising China's stakes and profile in the region. The apparent surge of Chinese interests in the region demonstrated by the raft of recent deals also laid bare Beijing’s geopolitical strategy to assure a diversified energy supply and evolving strategic partnership with Latin America.
In Brazil, according to the Chinese Communist Party-owned Global Times, China Development Bank (CDB), China Petroleum and Chemical Corporation (Sinopec) and Brazilian state-run energy giant Petroleo Brasileiro SA (Petrobras) signed an "oil-for-loan" agreement that stipulates that Petrobas will be committed to a 10-year oil supply (of roughly 200,000 barrels of oil per year) to Sinopec in exchange for $10 billion worth of loans from the CDB within the next 10 years.
In Argentina, CNOOC president Yang Hua commented, "Bridas, with a world-class oil and gas asset portfolio, is a very good beachhead for us [CNOOC] to enter Latin America. Through this transaction, we'll establish a fair presence in this region, which will further enable the company's production and reserve growth in the future." Bridas also has exploration and production operations in Bolivia and Chile, and according to a CNOOC statement filed with Hong Kong’s stock exchange, it owns 40% of Pan American Energy LLC, an affiliate of BP Plc. (Business Week, March 14).
In Venezuela, China agreed in April to extend $20 billion of loans to Caracas, with the payment terms being $10 billion and 70 billion yuan ($10.25 billion). China and Venezuela will reportedly form a joint venture to operate the Junin-4 Block located in the Orinoco heavy oil belt, which is expected to yield 2.9 billion barrels of extra-heavy crude over the 25-year contract term. According to Wang Peng, a Latin America researcher at the prestigious Chinese Academy of Social Sciences, the significance of the loan is that, "The 70 billion yuan fund will be a trial to internationalize the yuan. Given the large oil reserves and oil potential, the settlement of the deal in yuan will raise the Chinese currency’s position in oil trade."
In order to reduce its vulnerability to high oil prices, China has intensified its courting of Latin America as one of its three major regional energy suppliers (the others being Russia/Central Asia and the Middle East/Africa). While China's energy imports from Latin America lag in comparison to such imports from other regions, China's substantial commitments in Argentina, Brazil and other areas are strong indicators of the push to come.
As these recent cases also demonstrate, China's presence in Latin America is not confined to securing access to markets and sources of primary products. It is also strategic. Given Brazil's and Argentina's relatively sophisticated level of development in several high-technology sectors, it is not surprising to see Brasilia and Buenos Aries emerge as hubs of China's push into the region. Progress in trade, investment and political and military cooperation are usually tied to cooperation in the energy sphere. Indeed, both Brazil and Argentina possess a vibrant nuclear industry, a robust aerospace industry and a telecommunication infrastructure, among others.
Against the backdrop of the global financial crisis, Chinese activities in Latin America have become notably more pronounced. The impact that the crisis has had on Western economies cannot be understated, and the depth of China's strategic partnership with countries in the region is becoming clear as China becomes more confident and assertive in conducting its foreign policy. While it remains unknown at what cost to US interests China's strategic partnerships with Latin America will have in the long-term, it behooves Washington to engage Latin America and maintain friendships throughout the region as the power gravity slowly shifts east.
(This article first appeared in The Jamestown Foundation. Used with permission.)
Falta combinar com o consumidor /// Revista Epoca
As empresas estão fazendo produtos que agridem menos o meio ambiente, sem aumentar o preço. Parece ótimo. Então por que tão pouca gente compra?
COMPRA SELETIVA
Marcela diz que prefere produtos com certificados ecológicos. Mas se queixa da falta de informaçãoFazia todo o sentido. Quando a Unilever lançou a versão concentrada de seu principal amaciante, em maio de 2008, parecia ter escutado a demanda dos consumidores, que diziam querer comprar produtos mais ecológicos. Com meio litro, o novo produto rende tanto quanto 2 litros da versão convencional. Como a embalagem é menor, economiza 58% de plástico e, consequentemente, usa menos petróleo. Seu processo de produção consome 79% a menos de água. As caixas que o transportam acomodam mais unidades num mesmo espaço, reduzindo em 67% as viagens de caminhões para chegar aos pontos de venda. Mais: o amaciante concentrado é 20% mais barato. Com um belo esforço de comunicação – uma campanha de R$ 32 milhões em dois anos –, era de esperar que a essa altura o novo amaciante já tivesse desbancado o velho. Não foi o que aconteceu. A Unilever não divulga dados sobre vendas, mas um levantamento feito na rede de varejo Walmart mostra que o amaciante tradicional ainda vende 50% a mais que o concentrado. O amaciante da Unilever é apenas um dos casos de produtos criados para explorar o consumo ambientalmente correto. Há empresas que investiram em mudar sabão em pó, chá orgânico, papel higiênico. Sem contar as mudanças de embalagem. Em todos os casos, porém, o resultado tem sido dúbio. Por quê?
Há pouca dúvida de que o mundo enfrenta problemas ambientais sérios. Muitas empresas têm investido em ações responsáveis, seja como forma de economia (usando os recursos de modo mais eficiente), seja pelo apelo de marketing (projetando a imagem de empresa amiga da Terra). Mas a resposta a essas ações é fraca. “A sustentabilidade ainda é algo distante do que vivemos”, afirma Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu para o Consumo Consciente. Uma pesquisa do Akatu revela que 80% das pessoas dizem valorizar os produtos verdes. Mas só 30% delas concretizam suas intenções no ato da compra. Há uma longa distância entre propósito e ação.
Por um lado, alguns desses produtos ecologicamente melhores exigem mudanças de hábitos de consumo – e isso é um obstáculo. Em outros casos, como o do sabão em pó ecológico da Procter & Gamble, as pessoas resistem porque acham que suas empregadas domésticas não saberão usar o produto da forma correta. O detergente usa 30% menos água que um comum. Sua fórmula faz menos espuma e, assim, dispensa o último enxágue. Mas ele não fez o sucesso esperado. “As empregadas não leem rótulos”, diz a aposentada Cláudia de Vasconcellos Lameiro da Costa. “Não adianta explicar. Elas vão continuar achando que só com espuma se lava direito.”
Um amaciante mais ecológico custa 20% menos.
Mas ainda perde em vendas para o convencional
Em alguns casos, as empresas deixam de apostar em inovações que fariam sentido ecológico. Há dois anos a Natura estuda a criação de uma linha completa (com xampu, condicionador, creme hidratante…) em pó. A solução economizaria água na produção, plástico da embalagem e emissões de gases poluentes no transporte. Os produtos viriam em pequenos sachês para ser diluídos em casa. “O novo produto teria, em média, 10% do peso do original”, diz Daniel Gonzaga, diretor de pesquisa e tecnologia da Natura. Mas o destino do xampu em pó é incerto. A companhia ainda não está segura de que haja público para a invenção. “Precisamos chegar a um mix completo: fórmula testada, marca correta, embalagem e o aval do consumidor.”
Esse aval, de acordo com um levantamento feito no Walmart (leia o quadro) , é tímido. “Ainda estamos no começo de um processo de mudança de hábitos na decisão de compra”, diz Christiane Urioste, diretora de sustentabilidade do Walmart. Um papel higiênico da Kimberly Clark dá uma dimensão do problema. Feito com fibras de papel reciclado obtidas a partir de aparas selecionadas, tem os rolos compactados para caber em uma embalagem menor. Custa em torno de 25% menos que o papel tradicional. Mesmo assim, tem só um quarto das vendas.
Para vencer o apego ao costume, seria necessário um investimento eficiente em marketing. Um estudo feito pela agência de publicidade Euro RSCG mostra que as empresas abusam dos clichês. O levantamento encontrou ursos-polares em anúncios do HSBC, da Philips e dos sorvetes Ben & Jerry. “As imagens usadas confundem as pessoas”, diz Russ Lidstone, presidente da agência. “São projetadas para chamar nossa atenção, mas acabam nos distanciando do problema e nos tornando céticos.”
Aline Ribeiro
COMPRA SELETIVA
Marcela diz que prefere produtos com certificados ecológicos. Mas se queixa da falta de informaçãoFazia todo o sentido. Quando a Unilever lançou a versão concentrada de seu principal amaciante, em maio de 2008, parecia ter escutado a demanda dos consumidores, que diziam querer comprar produtos mais ecológicos. Com meio litro, o novo produto rende tanto quanto 2 litros da versão convencional. Como a embalagem é menor, economiza 58% de plástico e, consequentemente, usa menos petróleo. Seu processo de produção consome 79% a menos de água. As caixas que o transportam acomodam mais unidades num mesmo espaço, reduzindo em 67% as viagens de caminhões para chegar aos pontos de venda. Mais: o amaciante concentrado é 20% mais barato. Com um belo esforço de comunicação – uma campanha de R$ 32 milhões em dois anos –, era de esperar que a essa altura o novo amaciante já tivesse desbancado o velho. Não foi o que aconteceu. A Unilever não divulga dados sobre vendas, mas um levantamento feito na rede de varejo Walmart mostra que o amaciante tradicional ainda vende 50% a mais que o concentrado. O amaciante da Unilever é apenas um dos casos de produtos criados para explorar o consumo ambientalmente correto. Há empresas que investiram em mudar sabão em pó, chá orgânico, papel higiênico. Sem contar as mudanças de embalagem. Em todos os casos, porém, o resultado tem sido dúbio. Por quê?
Há pouca dúvida de que o mundo enfrenta problemas ambientais sérios. Muitas empresas têm investido em ações responsáveis, seja como forma de economia (usando os recursos de modo mais eficiente), seja pelo apelo de marketing (projetando a imagem de empresa amiga da Terra). Mas a resposta a essas ações é fraca. “A sustentabilidade ainda é algo distante do que vivemos”, afirma Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu para o Consumo Consciente. Uma pesquisa do Akatu revela que 80% das pessoas dizem valorizar os produtos verdes. Mas só 30% delas concretizam suas intenções no ato da compra. Há uma longa distância entre propósito e ação.
Por um lado, alguns desses produtos ecologicamente melhores exigem mudanças de hábitos de consumo – e isso é um obstáculo. Em outros casos, como o do sabão em pó ecológico da Procter & Gamble, as pessoas resistem porque acham que suas empregadas domésticas não saberão usar o produto da forma correta. O detergente usa 30% menos água que um comum. Sua fórmula faz menos espuma e, assim, dispensa o último enxágue. Mas ele não fez o sucesso esperado. “As empregadas não leem rótulos”, diz a aposentada Cláudia de Vasconcellos Lameiro da Costa. “Não adianta explicar. Elas vão continuar achando que só com espuma se lava direito.”
Um amaciante mais ecológico custa 20% menos.
Mas ainda perde em vendas para o convencional
Em alguns casos, as empresas deixam de apostar em inovações que fariam sentido ecológico. Há dois anos a Natura estuda a criação de uma linha completa (com xampu, condicionador, creme hidratante…) em pó. A solução economizaria água na produção, plástico da embalagem e emissões de gases poluentes no transporte. Os produtos viriam em pequenos sachês para ser diluídos em casa. “O novo produto teria, em média, 10% do peso do original”, diz Daniel Gonzaga, diretor de pesquisa e tecnologia da Natura. Mas o destino do xampu em pó é incerto. A companhia ainda não está segura de que haja público para a invenção. “Precisamos chegar a um mix completo: fórmula testada, marca correta, embalagem e o aval do consumidor.”
Esse aval, de acordo com um levantamento feito no Walmart (leia o quadro) , é tímido. “Ainda estamos no começo de um processo de mudança de hábitos na decisão de compra”, diz Christiane Urioste, diretora de sustentabilidade do Walmart. Um papel higiênico da Kimberly Clark dá uma dimensão do problema. Feito com fibras de papel reciclado obtidas a partir de aparas selecionadas, tem os rolos compactados para caber em uma embalagem menor. Custa em torno de 25% menos que o papel tradicional. Mesmo assim, tem só um quarto das vendas.
Para vencer o apego ao costume, seria necessário um investimento eficiente em marketing. Um estudo feito pela agência de publicidade Euro RSCG mostra que as empresas abusam dos clichês. O levantamento encontrou ursos-polares em anúncios do HSBC, da Philips e dos sorvetes Ben & Jerry. “As imagens usadas confundem as pessoas”, diz Russ Lidstone, presidente da agência. “São projetadas para chamar nossa atenção, mas acabam nos distanciando do problema e nos tornando céticos.”
Corporações se vestem de verde /// IPS - Envolverde
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Postado por
Unknown
em
6/04/2010 02:37:00 PM
Marcadores:
greenwashing
04/06/2010 - 10h06
Por David Cronin, da IPS
Por David Cronin, da IPS
Bruxelas, 4/6/2010 – A multinacional Coca-Cola, acusada de causar sérios danos à água e ao solo na Índia, pode aparecer agora como campeã da proteção ambiental. A União Europeia (UE) forneceu à empresa uma plataforma ideal para apresentar-se como ecologicamente progressista. O exercício de relações públicas realizado no dia 2 não deixou ninguém indiferente. Vários manifestantes interromperam Salvatore Gabola, um representante da Coca-Cola na Europa, quando começou a falar aos participantes da Semana Verde, uma conferência anual da UE que termina hoje em Bruxelas.
Carregando dois grandes cartazes com as cores vermelha e branca do logotipo do refrigerante, o grupo cantou músicas acusando a reunião dominada pelas corporações de “sujo lavado de verde”. Uma manifestante, que se identificou apenas com Anne, disse que este é o terceiro ano consecutivo que a Comissão Europeia – braço executivo da União Europeia – contrata a Amigos da Europa, “um grupo de especialistas patrocinado por empresas”, para organizar um dos principais debates da Semana Verde.
As empresas poluentes “não têm direito algum de influenciar o debate ambiental na Europa”, acrescentou Anne. No mês passado, várias organizações de ativistas escreveram à Comissão, protestando pelo fato de a Coca-Cola ser uma das patrocinadoras da Semana Verde.
Estas entidades, entre elas a Amigos da Terra, o India Resource Centre e o Corporate Europe Observatory, afirmaram que uma investigação determinada pelo Estado indiano de Kerala concluiu, em março, que a Coca-Cola havia esgotado o fornecimento hídrico local e contaminado a água e o solo. O comitê encarregado da investigação recomendou que a empresa seja multada em US$ 48 milhões pelas atividades de sua unidade engarrafadora na localidade de Plachimada, que fechou em 2004 após as objeções causadas por seu impacto sobre os recursos hídricos.
A Amigos da Europa, que organizou o evento, foi criada em 1999 e é financiada, em boa parte, por corporações. A entidade tem sede em Bruxelas e é dirigida por Giles Merritt, que trabalha como jornalista e lobista de companhias. Entre seus clientes mais controvertidos estão a fábrica de cigarros Philip Morris e vários fabricantes de armas. Como os acontecimentos que organiza costumam atrair altos funcionários e políticos, no ano passado o jornal Financial Times o incluiu na lista das 30 pessoas mais influentes sobre instituições da UE.
A decisão de envolver a Amigos da Europa na organização da Semana Verde aconteceu apesar de uma disputa com a Comissão Europeia. Merritt se negou a entrar em detalhes sobre suas atividades em um registro de lobistas criado por esse órgão, e insistiu que os grupos de especialistas (como define sua organização) não deveriam ser categorizados como entidades dedicadas ao lobby. Janez Potocnik, comissário europeu do Meio Ambiente, disse à IPS que não considera o boicote da Amigos da Europa contra o registro um motivo para “cessar a cooperação” com esse grupo.
Além da Coca-Cola a brasileira União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica) também patrocinou a Semana Verde. Os ecologistas consideraram muita ironia terem convidado a Unica para apresentar recomendações sobre como preservar a biodiversidade, quando promove as monoculturas no Brasil. Durante sua apresentação, Emmanuel Desplechin, da Unica, argumentou que no Brasil a cana-de-açúcar “é cultivada de modo a preservar a biodiversidade” e que “o crescimento econômico e o manejo ambiental podem seguir lado a lado”.
A Stora Enso, multinacional de celulose, foi outra participante da Semana Verde. Entre outras críticas, esta empresa foi acusada de praticar uma agressiva estratégia de expansão das plantações de eucaliptos na América do Sul. A British Petroleum, gigante petroleira apontada como responsável pelo maior desastre ecológico da história do Golfo do México, também patrocina a Amigos da Europa, embora ninguém tenha falado em seu nome durante a Semana.
Willy de Backer, porta-voz da Amigos da Europa, disse que sua organização criou um fórum conhecido como “Greening Europe” (Deixando a Europa Verde) para incentivar o debate sobre políticas ambientais. As corporações que se integram a esse fórum pagam uma taxa que varia de 35 mil euros (US$ 43 mil) a 50 mil euros (US$ 61 mil), explicou. A entidade não se dedica a proporcionar uma fachada verde, assegurou. “Não damos às companhias uma plataforma para exercer pressão”, afirmou. IPS/Envolverde
Fires in Amazon Challenge Emission Reduction Program /// Science Daily
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Postado por
Unknown
em
6/04/2010 01:15:00 PM
Marcadores:
amazoniam biodivesity,
Banco Mundial;World Bank;Carbon Market,
Banco Mundial;World Bank;REDD;REDD+;Carbon Market,
brazilian amazon,
burning deforested areas,
CERs issues
ScienceDaily (June 4, 2010) — Fire occurrence rates in the Amazon have increased in 59% of areas with reduced deforestation and risks cancelling part of the carbon savings achieved by UN measures to reduce greenhouse gas emissions from deforestation and degradation.
New research led by the University of Exeter, published on June 4, in Science, analysed satellite deforestation and fire data from the Brazilian Amazon to understand the influence of United Nation's REDD (Reducing Emissions from Deforestation and Degradation) policy on fire patterns in Amazonia. The NERC (National Environment Research Council) funded research shows that fire incidences may increase even with a decrease in deforestation rates.
Amazonian farmers are prone to keeping agricultural land free of new growth by 'slash and burn' methods, usually on a three to five yearly cycle. The extra carbon emitted by the leakage of fires from farms into surrounding forests edges and forest fragments as well as deforestation of forest regrowth, which are not accounted by the Brazilian's deforestation monitoring system may therefore be partially negating carbon savings achieved through the UN REDD programme.
The research suggests that if sustainable fire-free land-management of deforested areas is not adopted in the UN-REDD programme, any carbon savings achieved by avoiding deforestation would be partially offset by increased emissions from fires.
The UN-REDD programme is a multi donor trust fund which provides appropriate revenue streams to the right people, making it worth their while to change their forest resources behaviour. The efficiency of the UN-REDD programme as a climate change mitigation strategy depends upon the stabilisation of deforestation and degradation of the world's largest rainforest, the Amazon.
Dr Luiz Aragão an Environmental Scientist at the School of Geography, University of Exeter said, 'Changes in fire frequency could jeopardise the benefits achieved through UN-REDD as trends in fires are the opposite to trends in deforestation. However despite UN-REDD's vital importance in this region, fire is currently neglected in the emerging UN framework.'
Naturally occurring fires are very rare in the Amazon. Fires are normally caused by humans who farm the land. Burning deforested areas on a three to five year rotational basis improves the nutrients in the soil keeping it fertile and at a level that can produce food. Predications that climate change will create a drier area across the Amazon adds to the concern, as it is a difficult to control the spread of fires in such vast areas. The best option is to stop fires from occurring in the first place.
Dr Aragao explained, 'We need to change the way Amazonian people use and manage their land so that they can do this without fire. They would need financial assistance for machinery, training and technical support to enable them to comply with implementation and maintenance of fire-free management of their land.'
He added, 'By changing land management practices in already deforested areas to fallow management and introducing more diversified and sustainable agricultural practices at a co-operative community level, it is possible to drastically reduce fires and carbon emissions. It would be expensive but it would protect the stability of Amazonian carbon stocks and diversity.'
New research led by the University of Exeter, published on June 4, in Science, analysed satellite deforestation and fire data from the Brazilian Amazon to understand the influence of United Nation's REDD (Reducing Emissions from Deforestation and Degradation) policy on fire patterns in Amazonia. The NERC (National Environment Research Council) funded research shows that fire incidences may increase even with a decrease in deforestation rates.
Amazonian farmers are prone to keeping agricultural land free of new growth by 'slash and burn' methods, usually on a three to five yearly cycle. The extra carbon emitted by the leakage of fires from farms into surrounding forests edges and forest fragments as well as deforestation of forest regrowth, which are not accounted by the Brazilian's deforestation monitoring system may therefore be partially negating carbon savings achieved through the UN REDD programme.
The research suggests that if sustainable fire-free land-management of deforested areas is not adopted in the UN-REDD programme, any carbon savings achieved by avoiding deforestation would be partially offset by increased emissions from fires.
The UN-REDD programme is a multi donor trust fund which provides appropriate revenue streams to the right people, making it worth their while to change their forest resources behaviour. The efficiency of the UN-REDD programme as a climate change mitigation strategy depends upon the stabilisation of deforestation and degradation of the world's largest rainforest, the Amazon.
Dr Luiz Aragão an Environmental Scientist at the School of Geography, University of Exeter said, 'Changes in fire frequency could jeopardise the benefits achieved through UN-REDD as trends in fires are the opposite to trends in deforestation. However despite UN-REDD's vital importance in this region, fire is currently neglected in the emerging UN framework.'
Naturally occurring fires are very rare in the Amazon. Fires are normally caused by humans who farm the land. Burning deforested areas on a three to five year rotational basis improves the nutrients in the soil keeping it fertile and at a level that can produce food. Predications that climate change will create a drier area across the Amazon adds to the concern, as it is a difficult to control the spread of fires in such vast areas. The best option is to stop fires from occurring in the first place.
Dr Aragao explained, 'We need to change the way Amazonian people use and manage their land so that they can do this without fire. They would need financial assistance for machinery, training and technical support to enable them to comply with implementation and maintenance of fire-free management of their land.'
He added, 'By changing land management practices in already deforested areas to fallow management and introducing more diversified and sustainable agricultural practices at a co-operative community level, it is possible to drastically reduce fires and carbon emissions. It would be expensive but it would protect the stability of Amazonian carbon stocks and diversity.'
Will REDD Preserve Forests /// Yale Environment 360
Or Merely Provide a Fig Leaf?
The tropical forest conservation plan, known as REDD, has the potential to significantly reduce deforestation and carbon dioxide emissions worldwide. But unless projects are carefully designed and monitored, the program could be undercut by shady dealings at all levels, from the forests to global carbon markets.
It could be the cheapest way to save the planet from climate change. Western governments and corporations want to shut down a major source of carbon dioxide emissions by paying the people who destroy forests to desist. But the dream could turn into a nightmare, in which Western polluters use their carbon credits to evade cutting emissions at home, while the promised benefit to the atmosphere is lost in a mire of conflict and corruption.
The plan is called REDD, for Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation. It has backing from big oil and forest tribes, the World Bank, and blue-chip environment groups like the Nature Conservancy. Right now, REDD looks to be the only positive outcome likely to emerge from this December’s Cancun climate conference, the successor to last year’s failure in Copenhagen. If it happens, a new global business of carbon conservation in forests could soon be worth tens of billions of dollars a year.
The stakes are high. The destruction of tropical rainforests is responsible for an estimated 17 percent of global CO2 emissions — six times the amount of emissions from aircraft. REDD’s backers say REDD could snuff out those emissions, sharply reducing deforestation by 2030. Already a range of pilot projects are up and running. But the warning signs about what could go wrong are flashing.
Take the Nature Conservancy’s Noel Kempff Climate Action Project in Bolivia. This is a 14-year-old forest conservation project rebranded as a model for REDD. But Greenpeace last year called it a “carbon scam.”
Some loggers expelled from parks simply took their chainsaws and drove down the road.The $10 million project doubled the size of an existing national park to more than 800,000 hectares. It expelled loggers and installed forest rangers with funding from corporate sponsors, including the oil giant BP and America’s largest coal burner, American Electric Power. The plan is to reward this corporate philanthropy with carbon credits equivalent to half the amount of carbon fixed in the forest. The rest go to the Bolivian government.
To date, carbon auditors say the project has prevented emissions of more than a million tons of CO2. One day, the partners may offset the carbon credits against their own emissions back home, or sell them in the carbon market likely to emerge under REDD.
The Noel Kempff project is highly regulated. Nobody doubts extra carbon is being kept in the forest. But there is a problem about its benefit to the atmosphere that can be summed up in one word: leakage. Some of the loggers expelled from the park simply put their chainsaws in the back of the pickup, drove down the road, and resumed cutting in the next forest. Since the project started, UN data show that rates of deforestation in Bolivia overall have gone up, not down, with a 4.4 percent rise between 2000 and 2005.
Timber pirates are everywhere, says Karl Bahler, a principal at Bahler Consulting and the former portfolio manager at Sustainable Forest Systems, which runs a green-minded logging project near the Noel Kempff forest. “The idea that governments in places like Bolivia can effectively police property rights just doesn’t match up to the reality on the ground,” says Bahler. So the bigger picture suggests that, however virtuous the Nature Conservancy’s activities within the park, they may not be keeping carbon out of the air. Those carbon credits may represent hot air.
To prevent such leakage, many people say governments should have to ensure that national deforestation rates are curbed before anyone can claim any carbon
The danger is that a few well-publicized cases could undermine the whole REDD project.credits for local projects. “National accounting is essential,” says Kevin Conrad, the son of an American missionary in Papua New Guinea who has promoted REDD in his adopted country as the special envoy for climate change. Yet groups like the Nature Conservancy and Conservation International oppose the idea that credits should be awarded at the national level. They have lobbied hard at the UN that local projects should qualify, whatever goes on over the back fence.
Perhaps this is not surprising for organizations whose main activity is “on-the-ground” conservation. The Nature Conservancy accepts that “national-scale accounting is the ultimate goal.” But it argues that “a transition period should be allowed in which subnational or project-scale activities can generate credits for sale,” which will ensure “learning by doing.” In UN negotiations, the Obama administration has argued the same position. But, even if leakage does not become endemic, the danger is that a few well-publicized cases could fatally undermine the whole REDD project.
REDD faces many other challenges if it is to become part of the solution to climate change, rather than part of the problem. They range from the scientific to the economic, legal, and political.
Satellites have transformed the ability of independent scientists to track deforestation, and ended reliance on questionable form-filling by national governments. But if scientists are to verify REDD, what exactly should they be measuring? A study last year by the Nairobi-based World Agroforestry Centre showed that in many places, farm woodlots and woody scrub are as important in capturing carbon as forests, but they are not part of the REDD definition.
There are other critical questions for the carbon counters. If countries are to be given carbon credits in return for cutting rates of deforestation,
So many carbon credits could be awarded that they will end up flooding existing carbon markets.how do you measure the baseline rate? It can make a massive difference. In Brazil, for instance, deforestation rates doubled between 1990 and 2004, then fell by two-thirds in the next four years. So measuring changes in deforestation against the earlier, higher rate, would yield far greater compensation than if a more recent date were chosen.
On economics, there is a real danger that so many carbon credits will be awarded that they will end up flooding the existing carbon market and causing prices to crash. A Greenpeace study last year concluded that REDD could cut prices of carbon credits by 75 per cent. That would undermine the economics of a huge range of initiatives to reduce CO2 emissions, such as the development of renewable fuels.
Meanwhile, carbon accounting is likely to prove difficult and open to abuse. A carbon credit is more like an abstruse financial commodity than, say, a ton of wheat or coffee. In the jungles of the financial markets, the potential for carbon fraud is huge. Last August, several London City traders were arrested on suspicion of operating swindles involving carbon credits. They may be the first of many.
Is REDD fair? A looming problem is that REDD sets out to reward the bad boys of the forests if they mend their ways. The worse they are now, the more they stand to gain in the future. The bad guys are wise to this. On the Indonesian island of Sumatra, major companies responsible for pulping ancient rainforests now want to be rewarded with carbon credits for setting aside a small fraction of their huge landholdings for conservation.
Meanwhile the good guys — those who have conserved their forests all along — may get nothing. Nothing for Costa Rica, the only country in the tropics to have curbed rampant deforestation and increased its forest cover. Nothing for Guyana, which has kept its forests. And nothing for indigenous tribes who have looked after their forests for centuries.
Some say the rules should be changed to recognize long-time conservers. One carbon finance fund in London, Canopy Capital, has bought up the carbon-credit rights to the 370,000-hectare Iwokrama forest in Guyana in the hope of a payout one day. Such rewards may be fair. But if someone can gain carbon credits for protecting forests they never intended to destroy, that makes a mockery of the intention of REDD to compensate people who give up forest destruction. Paying people who have never destroyed their forests to ensure they carry on the good work may be valuable, but would not demonstrably reduce rates of deforestation or benefit the atmosphere. To pay them in carbon credits that could be sold to offset actual emissions would be potentially counterproductive in the fight against climate change.
REDD also raises afresh the issue of who owns the forests and is entitled to claim carbon credits. Some forest communities, such as the Surui tribe in the Rondonia region of the Brazilian Amazon, believe they can benefit from running their own carbon-sink forests. There are precedents. In part of the Juma rainforest in Brazil, the state government has given every household a credit card account into which it deposits $50 each month as a payment for keeping the forest intact.
But in Indonesia, the government owns the forests — and hence any carbon credits that they attract. Campaigners there complain that REDD pilot projects being set up by the Indonesian and Australian governments in Borneo —
This may already have happened in the Harapan forest in southern Sumatra, where locals say they have been thrown off their land as part of a carbon-sink project endorsed by the Prince Charles Rainforest Project and the conservation group Birdlife International. Birdlife says only illegal loggers have been expelled, but the locals say that isn’t so. The only certainty is that the project seems to have created a lot of local antagonism.
We should not be too skeptical. It may be that a mixture of government concern and consumer pressure will soon outlaw pirate loggers, and that financiers can create carbon markets that will reward good behavior by landowners and governments alike. But, even in the days of satellite observations, it will remain hard to know exactly what is going on deep in the forest.
POSTED ON 27 May 2010 IN
ABOUT THE AUTHOR
Fred Pearce is a freelance author and journalist based in the UK. He is environment consultant for New Scientist magazine and author of the recent books When The Rivers Run Dry and With Speed and Violence. His latest book, The Coming Population Crash and Our Planet’s Surprising Future, will be published this month. In earlier articles for Yale Environment 360, Pearce has written about the demographics of overpopulation and the global threat posed by overconsumption.
© 2008 Yale Environment 360
The tropical forest conservation plan, known as REDD, has the potential to significantly reduce deforestation and carbon dioxide emissions worldwide. But unless projects are carefully designed and monitored, the program could be undercut by shady dealings at all levels, from the forests to global carbon markets.
by fred pearce
It could be the cheapest way to save the planet from climate change. Western governments and corporations want to shut down a major source of carbon dioxide emissions by paying the people who destroy forests to desist. But the dream could turn into a nightmare, in which Western polluters use their carbon credits to evade cutting emissions at home, while the promised benefit to the atmosphere is lost in a mire of conflict and corruption.
The plan is called REDD, for Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation. It has backing from big oil and forest tribes, the World Bank, and blue-chip environment groups like the Nature Conservancy. Right now, REDD looks to be the only positive outcome likely to emerge from this December’s Cancun climate conference, the successor to last year’s failure in Copenhagen. If it happens, a new global business of carbon conservation in forests could soon be worth tens of billions of dollars a year.
The stakes are high. The destruction of tropical rainforests is responsible for an estimated 17 percent of global CO2 emissions — six times the amount of emissions from aircraft. REDD’s backers say REDD could snuff out those emissions, sharply reducing deforestation by 2030. Already a range of pilot projects are up and running. But the warning signs about what could go wrong are flashing.
Take the Nature Conservancy’s Noel Kempff Climate Action Project in Bolivia. This is a 14-year-old forest conservation project rebranded as a model for REDD. But Greenpeace last year called it a “carbon scam.”
Some loggers expelled from parks simply took their chainsaws and drove down the road.The $10 million project doubled the size of an existing national park to more than 800,000 hectares. It expelled loggers and installed forest rangers with funding from corporate sponsors, including the oil giant BP and America’s largest coal burner, American Electric Power. The plan is to reward this corporate philanthropy with carbon credits equivalent to half the amount of carbon fixed in the forest. The rest go to the Bolivian government.
To date, carbon auditors say the project has prevented emissions of more than a million tons of CO2. One day, the partners may offset the carbon credits against their own emissions back home, or sell them in the carbon market likely to emerge under REDD.
The Noel Kempff project is highly regulated. Nobody doubts extra carbon is being kept in the forest. But there is a problem about its benefit to the atmosphere that can be summed up in one word: leakage. Some of the loggers expelled from the park simply put their chainsaws in the back of the pickup, drove down the road, and resumed cutting in the next forest. Since the project started, UN data show that rates of deforestation in Bolivia overall have gone up, not down, with a 4.4 percent rise between 2000 and 2005.
Timber pirates are everywhere, says Karl Bahler, a principal at Bahler Consulting and the former portfolio manager at Sustainable Forest Systems, which runs a green-minded logging project near the Noel Kempff forest. “The idea that governments in places like Bolivia can effectively police property rights just doesn’t match up to the reality on the ground,” says Bahler. So the bigger picture suggests that, however virtuous the Nature Conservancy’s activities within the park, they may not be keeping carbon out of the air. Those carbon credits may represent hot air.
To prevent such leakage, many people say governments should have to ensure that national deforestation rates are curbed before anyone can claim any carbon
The danger is that a few well-publicized cases could undermine the whole REDD project.credits for local projects. “National accounting is essential,” says Kevin Conrad, the son of an American missionary in Papua New Guinea who has promoted REDD in his adopted country as the special envoy for climate change. Yet groups like the Nature Conservancy and Conservation International oppose the idea that credits should be awarded at the national level. They have lobbied hard at the UN that local projects should qualify, whatever goes on over the back fence.
Perhaps this is not surprising for organizations whose main activity is “on-the-ground” conservation. The Nature Conservancy accepts that “national-scale accounting is the ultimate goal.” But it argues that “a transition period should be allowed in which subnational or project-scale activities can generate credits for sale,” which will ensure “learning by doing.” In UN negotiations, the Obama administration has argued the same position. But, even if leakage does not become endemic, the danger is that a few well-publicized cases could fatally undermine the whole REDD project.
REDD faces many other challenges if it is to become part of the solution to climate change, rather than part of the problem. They range from the scientific to the economic, legal, and political.
Satellites have transformed the ability of independent scientists to track deforestation, and ended reliance on questionable form-filling by national governments. But if scientists are to verify REDD, what exactly should they be measuring? A study last year by the Nairobi-based World Agroforestry Centre showed that in many places, farm woodlots and woody scrub are as important in capturing carbon as forests, but they are not part of the REDD definition.
There are other critical questions for the carbon counters. If countries are to be given carbon credits in return for cutting rates of deforestation,
So many carbon credits could be awarded that they will end up flooding existing carbon markets.how do you measure the baseline rate? It can make a massive difference. In Brazil, for instance, deforestation rates doubled between 1990 and 2004, then fell by two-thirds in the next four years. So measuring changes in deforestation against the earlier, higher rate, would yield far greater compensation than if a more recent date were chosen.
On economics, there is a real danger that so many carbon credits will be awarded that they will end up flooding the existing carbon market and causing prices to crash. A Greenpeace study last year concluded that REDD could cut prices of carbon credits by 75 per cent. That would undermine the economics of a huge range of initiatives to reduce CO2 emissions, such as the development of renewable fuels.
Meanwhile, carbon accounting is likely to prove difficult and open to abuse. A carbon credit is more like an abstruse financial commodity than, say, a ton of wheat or coffee. In the jungles of the financial markets, the potential for carbon fraud is huge. Last August, several London City traders were arrested on suspicion of operating swindles involving carbon credits. They may be the first of many.
Is REDD fair? A looming problem is that REDD sets out to reward the bad boys of the forests if they mend their ways. The worse they are now, the more they stand to gain in the future. The bad guys are wise to this. On the Indonesian island of Sumatra, major companies responsible for pulping ancient rainforests now want to be rewarded with carbon credits for setting aside a small fraction of their huge landholdings for conservation.
Meanwhile the good guys — those who have conserved their forests all along — may get nothing. Nothing for Costa Rica, the only country in the tropics to have curbed rampant deforestation and increased its forest cover. Nothing for Guyana, which has kept its forests. And nothing for indigenous tribes who have looked after their forests for centuries.
Some say the rules should be changed to recognize long-time conservers. One carbon finance fund in London, Canopy Capital, has bought up the carbon-credit rights to the 370,000-hectare Iwokrama forest in Guyana in the hope of a payout one day. Such rewards may be fair. But if someone can gain carbon credits for protecting forests they never intended to destroy, that makes a mockery of the intention of REDD to compensate people who give up forest destruction. Paying people who have never destroyed their forests to ensure they carry on the good work may be valuable, but would not demonstrably reduce rates of deforestation or benefit the atmosphere. To pay them in carbon credits that could be sold to offset actual emissions would be potentially counterproductive in the fight against climate change.
REDD also raises afresh the issue of who owns the forests and is entitled to claim carbon credits. Some forest communities, such as the Surui tribe in the Rondonia region of the Brazilian Amazon, believe they can benefit from running their own carbon-sink forests. There are precedents. In part of the Juma rainforest in Brazil, the state government has given every household a credit card account into which it deposits $50 each month as a payment for keeping the forest intact.
But in Indonesia, the government owns the forests — and hence any carbon credits that they attract. Campaigners there complain that REDD pilot projects being set up by the Indonesian and Australian governments in Borneo —
This may already have happened in the Harapan forest in southern Sumatra, where locals say they have been thrown off their land as part of a carbon-sink project endorsed by the Prince Charles Rainforest Project and the conservation group Birdlife International. Birdlife says only illegal loggers have been expelled, but the locals say that isn’t so. The only certainty is that the project seems to have created a lot of local antagonism.
We should not be too skeptical. It may be that a mixture of government concern and consumer pressure will soon outlaw pirate loggers, and that financiers can create carbon markets that will reward good behavior by landowners and governments alike. But, even in the days of satellite observations, it will remain hard to know exactly what is going on deep in the forest.
POSTED ON 27 May 2010 IN
ABOUT THE AUTHOR
Fred Pearce is a freelance author and journalist based in the UK. He is environment consultant for New Scientist magazine and author of the recent books When The Rivers Run Dry and With Speed and Violence. His latest book, The Coming Population Crash and Our Planet’s Surprising Future, will be published this month. In earlier articles for Yale Environment 360, Pearce has written about the demographics of overpopulation and the global threat posed by overconsumption.
© 2008 Yale Environment 360
Hungria pode ser a próxima Grécia, reconhece governo do país /// Valor Online
Plantão Publicada em 04/06/2010 às 11h39m
Valor Online
SÃO PAULO - A Hungria pode ser a próxima Grécia, reconheceu o governo do país, que emendou estar pronto para evitar que o Estado tenha o mesmo caminho de Atenas.
Peter Szijjarto, porta-voz do premiê húngaro, comentou que a economia doméstica se encontra em uma situação "muito grave" porque o governo anterior teria manipulado dados e mentido sobre a condição econômica.
No fim de semana, deve haver uma reunião para avaliar o quadro da Hungria. Durante a semana que vem, o novo governo, que assumiu o poder no fim de maio, pretende apresentar um plano que pode afetar a área fiscal.
Ontem, a Comissão Europeia pediu à Hungria que reduza seu déficit orçamentário rapidamente após a administração do país alertar que o déficit fiscal deste ano pode ser o dobro da meta acertada com credores, incluindo a União Europeia.
Vale recordar que a Grécia abriu a crise da dívida na Europa e está recebendo ajuda financeira de líderes europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
(Juliana Cardoso Valor, com agências internacionais)
Valor Online
SÃO PAULO - A Hungria pode ser a próxima Grécia, reconheceu o governo do país, que emendou estar pronto para evitar que o Estado tenha o mesmo caminho de Atenas.
Peter Szijjarto, porta-voz do premiê húngaro, comentou que a economia doméstica se encontra em uma situação "muito grave" porque o governo anterior teria manipulado dados e mentido sobre a condição econômica.
No fim de semana, deve haver uma reunião para avaliar o quadro da Hungria. Durante a semana que vem, o novo governo, que assumiu o poder no fim de maio, pretende apresentar um plano que pode afetar a área fiscal.
Ontem, a Comissão Europeia pediu à Hungria que reduza seu déficit orçamentário rapidamente após a administração do país alertar que o déficit fiscal deste ano pode ser o dobro da meta acertada com credores, incluindo a União Europeia.
Vale recordar que a Grécia abriu a crise da dívida na Europa e está recebendo ajuda financeira de líderes europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
(Juliana Cardoso Valor, com agências internacionais)
Ser sustentável vende: a “maquiagem verde” em alta!
Em mais uma semana de comemoração do meio ambiente, este que nos fornece tudo sem cobrar nada, é interessante refletirmos como estão nos vendendo a “causa verde”. Como a palavra “eco” e “sustentável” está agora na mídia, seqüestrada pelas empresas para nos fazer consumir sem culpa, de consciência limpa e tranqüila! Separando os bem intencionados desta categoria, o termo usado em inglês é “greenwashing”, o que aqui podemos chamar de maquiagem ou verniz verde. Isto mesmo, consumidores, vamos ao supermercado, ao shopping ou as compras virtuais, e lá estão os produtos maquiados, pintados de verde, nos convidando a sermos ambientalmente corretos.
Um olhar menos atento, acaba acreditando que uma palha de aço usada na limpeza diária da casa, agora é ecológica, apenas por degradar-se no ambiente. Uma garrafa de plástico de um refrigerante de cor escura, agora é biodegradável por usar etanol brasileiro na sua fabricação. Latinhas de cervejas feitas a partir de um metal maleável são ecologicamente corretas por poderem ser recicladas.
O que não dizer de uma famosa mostra de ambientes de arquitetura e design de interiores, que nos convida a “morar verde”, “ao bem-estar sustentável”, que as pessoas ainda pagam para ver! A equação aqui é simples: verde + marketing e propaganda = melhoria de imagem e aumento de lucros. Todos no ramo já sabem da tendência de sermos “amigos do ambiente”. Em recente estudo conduzido entre sete países, entre eles, o Brasil, conclui-se que em média, as pessoas ouvidas estão dispostas a gastar 37% a mais em produtos verdes.
Apesar da mesma pesquisa ter concluído que há uma percepção de que produtos limpos são mais caros, 73% dos brasileiros responderam que pretendem gastar mais com eles em 2010. Vamos aos fatos, o que falta é mais informação e conhecimento por parte do consumidor do que é realmente ecológico ou sustentável.
Temos um nível raso de discussão nas escolas, que acham que basta fazer programa de separação de resíduos e transformar garrafa PET em carrinhos e aviõezinhos ser o suficiente para uma educação ambiental (sem falar na tradicional plantio de uma árvore no pátio no dia 05 de junho!). Ou mesmo nas empresas, universidades e secretárias de governo que utilizam papel reciclado nos seus impressos, acreditando que fazem a parte verde que lhes cabe!
Para reverter esta situação, talvez uma primeira medida a ser implantada, seria ensinar aos estudantes (e também professores) de todos os níveis e cursos, além de patrões e empregados, o que é Análise de Ciclo de Vida (ACV) de um produto. Trata-se de entender qual o impacto socioambiental de toda a trajetória de fabricação do mesmo, do berço ao túmulo (ou ressurreição). Quer dizer, mapear desde a extração do recurso, a produção da matéria-prima e a transformação em produto, além do transporte, uso e descarte final (ser reaproveitado ou reciclado), para assim sabermos o quanto o mesmo é ecológico ou insustentável. Em países sérios, selos e certificações que atestam cientificamente os produtos verdes se utilizam do ACV.
Este é o papel que deve assumir o governo, as universidades, as instituições reguladoras, que tem credibilidade para tal, sem a contaminação comercial. Assim, poderíamos entender que o aço e o alumínio causam um grande impacto no ambiente, desde a extração no minério de ferro e a bauxita, passando pelos os ácidos e produtos químicos usados nas suas transformações, até a enorme quantidade de energia utilizada no seu processo.
Ser sustentável, também seria as empresas darem melhores condições de coleta e reciclagem de suas latinhas para o exército de catadores que vagueiam pelas ruas e lixões das cidades brasileiras. Também compreenderíamos que longas distâncias não são sustentáveis, como querem nos convencer os fabricantes da garrafa de “plástico verde”, a base do etanol brasileiro, que viaja meio mundo para ser transformado em garrafa na Índia, para depois voltar ao Brasil, o que significa 14 mil quilômetros de emissão de carbono.
Sem contar, que “morar verde” em Curitiba ou em qualquer parte do Planeta é muito mais do que tomar chá em uma mesinha de madeira de demolição ou colocar meia dúzia de vasos de flores dentro de casa. Para termos o bem-estar sustentável e saudável, temos de abdicar um pouco do luxo em pró da simplicidade, projetar ambientes com conforto térmico-acústico e deixarmos de usar produtos de base sintética ou que usam colas cancerígenas, assim como os metais cromados, tintas tóxicas e lâmpadas de alto consumo energético.
Com informação correta, conscientização e educação, poderemos evoluir e limparmos o Planeta da eco-maquiagem.
Eloy Casagrande Jr, PhD em Eng. de Recursos Minerais e Meio Ambiente, Professor e coordenador do Escritório Verde da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR
Um olhar menos atento, acaba acreditando que uma palha de aço usada na limpeza diária da casa, agora é ecológica, apenas por degradar-se no ambiente. Uma garrafa de plástico de um refrigerante de cor escura, agora é biodegradável por usar etanol brasileiro na sua fabricação. Latinhas de cervejas feitas a partir de um metal maleável são ecologicamente corretas por poderem ser recicladas.
O que não dizer de uma famosa mostra de ambientes de arquitetura e design de interiores, que nos convida a “morar verde”, “ao bem-estar sustentável”, que as pessoas ainda pagam para ver! A equação aqui é simples: verde + marketing e propaganda = melhoria de imagem e aumento de lucros. Todos no ramo já sabem da tendência de sermos “amigos do ambiente”. Em recente estudo conduzido entre sete países, entre eles, o Brasil, conclui-se que em média, as pessoas ouvidas estão dispostas a gastar 37% a mais em produtos verdes.
Apesar da mesma pesquisa ter concluído que há uma percepção de que produtos limpos são mais caros, 73% dos brasileiros responderam que pretendem gastar mais com eles em 2010. Vamos aos fatos, o que falta é mais informação e conhecimento por parte do consumidor do que é realmente ecológico ou sustentável.
Temos um nível raso de discussão nas escolas, que acham que basta fazer programa de separação de resíduos e transformar garrafa PET em carrinhos e aviõezinhos ser o suficiente para uma educação ambiental (sem falar na tradicional plantio de uma árvore no pátio no dia 05 de junho!). Ou mesmo nas empresas, universidades e secretárias de governo que utilizam papel reciclado nos seus impressos, acreditando que fazem a parte verde que lhes cabe!
Para reverter esta situação, talvez uma primeira medida a ser implantada, seria ensinar aos estudantes (e também professores) de todos os níveis e cursos, além de patrões e empregados, o que é Análise de Ciclo de Vida (ACV) de um produto. Trata-se de entender qual o impacto socioambiental de toda a trajetória de fabricação do mesmo, do berço ao túmulo (ou ressurreição). Quer dizer, mapear desde a extração do recurso, a produção da matéria-prima e a transformação em produto, além do transporte, uso e descarte final (ser reaproveitado ou reciclado), para assim sabermos o quanto o mesmo é ecológico ou insustentável. Em países sérios, selos e certificações que atestam cientificamente os produtos verdes se utilizam do ACV.
Este é o papel que deve assumir o governo, as universidades, as instituições reguladoras, que tem credibilidade para tal, sem a contaminação comercial. Assim, poderíamos entender que o aço e o alumínio causam um grande impacto no ambiente, desde a extração no minério de ferro e a bauxita, passando pelos os ácidos e produtos químicos usados nas suas transformações, até a enorme quantidade de energia utilizada no seu processo.
Ser sustentável, também seria as empresas darem melhores condições de coleta e reciclagem de suas latinhas para o exército de catadores que vagueiam pelas ruas e lixões das cidades brasileiras. Também compreenderíamos que longas distâncias não são sustentáveis, como querem nos convencer os fabricantes da garrafa de “plástico verde”, a base do etanol brasileiro, que viaja meio mundo para ser transformado em garrafa na Índia, para depois voltar ao Brasil, o que significa 14 mil quilômetros de emissão de carbono.
Sem contar, que “morar verde” em Curitiba ou em qualquer parte do Planeta é muito mais do que tomar chá em uma mesinha de madeira de demolição ou colocar meia dúzia de vasos de flores dentro de casa. Para termos o bem-estar sustentável e saudável, temos de abdicar um pouco do luxo em pró da simplicidade, projetar ambientes com conforto térmico-acústico e deixarmos de usar produtos de base sintética ou que usam colas cancerígenas, assim como os metais cromados, tintas tóxicas e lâmpadas de alto consumo energético.
Com informação correta, conscientização e educação, poderemos evoluir e limparmos o Planeta da eco-maquiagem.
Eloy Casagrande Jr, PhD em Eng. de Recursos Minerais e Meio Ambiente, Professor e coordenador do Escritório Verde da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR
Assinar:
Postagens (Atom)
Informação & Conhecimento








