Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)

FAS desenvolve ferramenta de avaliação de risco e determinação de buffer para projetos florestais no VCS.

Fonte: FAS

(19/11/2010 / Fundação Amazonas Sustentável - São Paulo)

A Fundação Amazonas Sustentável (FAS), em colaboração com o processo de consulta pública do documento de análise de risco e determinação de zonas de amortecimento para projetos de agricultura e floresta (“Tool for Agriculture, Forestry and Other Land Uses Non-Permanence Risk Analysis and Buffer Determination”) promovida pelo Voluntary Carbon Standard (VCS), produziu uma ferramenta que irá facilitar a análise e a determinação para os desenvolvedores de projeto.

A FAS, através de seu Superintendente-Geral, Virgilio Viana, é membro do Comitê do VCS para os projetos florestais e vem participando ativamente nas discussões da reestruturação do padrão VCS para 2011.

Para tanto, esta ferramenta produzida pela FAS é mais uma contribuição às discussões dos projetos florestais dentro do mercado de carbono voluntário.

Vale ressaltar que esta ferramenta é fruto de discussões internas da FAS. Assim, isto não está aprovado dentro do VCS e nem declara a sua respectiva opinião, uma vez que o documento ainda está em consulta pública até 21 de Novembro de 2010.

Para baixar a ferramenta (em Inglês), clique aqui.

A ferramenta desenvolvida pela FAS é uma versão rascunho e está aberta a sugestões e críticas. Caso as tenha, favor encaminhar para Victor Salviati (victor.salviati@fas-amazonas.org).

Simone Ramounoulou: mestra da sustentabilidade

por Liane Alves (Da revista Vida Simples)
Simone Ramounoulou é uma daquelas profissionais cujo currículo já dá a estatura de sua atuação como instrutora de temas relativos ao meio ambiente e ao desenvolvimento da consciência como um todo. Consultora em vários projetos internacionais, é diretora-executiva no Brasil da World Business Academy, que congrega empresários e executivos do mundo todo, do Institute of Noetic Sciences, mais centrado nas possibilidades da mente e da consciência, do Clube de Budapeste e dos Encontros da Rede Global de Educação para a Paz – Construindo uma Cultura Planetária, um programa feito em parceria com a Unesco.

Brasileira, simpática e firme em suas posições, Simone é filha de pai francês e mãe italiana. Estudou em Genebra na primeira escola de cultura global ligada à ONU e seu trabalho hoje é justamente ministrar cursos e implantar programas na área de educação e conscientização da realidade ambiental do planeta. Seu trabalho é desenvolvido na William Harmann House do Brasil, que fica no Espaço Antakarana, em São Paulo, do qual ela é uma das cofundadoras. Atualmente, ela é também coordenadora-geral do programa sueco The Natural Step (O Passo Natural), que ensina como o mundo pode se tornar mais viável por meio de uma mudança natural que ocorre passo a passo.

Sustentabilidade: será que é possível trocar esse conceito em miúdos?

Vou contar, com as minhas próprias palavras, uma historinha narrada sobre o médico oncologista sueco Karl Henrik Robèrt, que criou o programa de sustentabilidade The Natural Step, implantado pelo governo da Suécia nos anos 1990. Ele fala que, certo dia, algumas fadinhas estavam procurando um cantinho para morar na floresta. Depois de voarem por todos os lugares, elas descobriram uma linda caixa, toda azul, que parecia ser um lugar excelente para se abrigarem. Para seu espanto, dentro da caixa o ar era puro, os rios, límpidos e a natureza, de uma beleza indescritível. Felizes, entraram em sua nova moradia e fecharam a tampa. Decidiram, então, cortar algumas árvores para fazer suas casinhas, móveis e até palitos para seus dentes. Começaram também a produzir lixo, um lixo de fadinhas, a sujar os rios, a contaminar as águas dos oceanos. Elas também se multiplicaram rapidamente, e cada vez mais a caixa ficava mais suja e poluída: o ar não era mais puro, o clima mudou, os alimentos estavam cheios de produtos químicos e as fadas ficavam doentes por causa disso. Em pouco tempo, seu novo lar estava num estado lamentável. Até que uma fadinha disse: “Não dá mais para continuar desse jeito, vamos todos morrer! A gente vai ter de mudar!” Esse é o primeiro passo da sustentabilidade: a perfeita consciência de que não dá mais para continuar desse jeito.

Em que parte estamos desse processo?

Durante os últimos anos foram feitos diálogos profundos com a sociedade, cientistas, políticos, empresários, e desse conjunto de informações saíram vários programas de sustentabilidade, várias diretrizes. Agora não é preciso mais dialogar tanto, está na hora de fazer, e fazer bem feito, para que as ações realmente deem resultado. Já se falou muito em novas maneiras de ser, em novas maneiras de entender. De conversar ou de atuar. Nesta casa mesmo trouxemos muitas figuras de renome internacional que falaram sobre essas mudanças necessárias, prementes. Agora está na hora de arregaçar as mangas, aplicar uma nova maneira de trabalhar em conjunto, proposta nesses diálogos, e partir para a ação. O momento crucial do diálogo já passou. Está na hora de implementar concretamente as mudanças. Os quatro programas ensinados aqui no Antakarana neste momento são para que as pessoas possam agir praticamente, tanto em sua vida individual como em sua vida comunitária. Agora o diálogo e a interação são apenas necessários para se criarem novas ferramentas de ação.

E como se encaixa um programa como The Natural Step nessa mudança?

É interessante esse nome, “O Passo Natural”, pois ele nos diz que não dá para se forçar uma barra, é preciso que o processo todo seja mesmo natural. O passado nos trouxe o presente que é este aqui e agora. Não se pode excluir o passado de um governo, de uma organização, de uma escola, de uma família ou até mesmo de um indivíduo.

Mas como criar uma nova realidade em que esses novos valores sejam uma exigência, não só um modismo?

Com a consciência de que não é possível mais manter o modelo antigo. Aí cada passo da mudança se torna natural. A crise financeira mundial, por exemplo, já é um sintoma de que se a gente quiser continuar com esse modelo antigo, insistir no que vínhamos fazendo sem mudar, vamos nos arrebentar. Essa crise pode ser superada, mas, se não há um cenário de mudanças concretas, outras surgirão. Porque é o sistema que está entrando em colapso. The Natural Step leva em conta o modelo presente, levanta a história desse governo, organização – seja uma empresa, seja uma família ou indivíduo, já que pode ser aplicado em todos os níveis – e orienta a fazer o planejamento estratégico para que essa realidade seja mudada. Ele foi idealizado por um oncologista que ficava encantado diante da mudança das pessoas diante de um caso de câncer na família: elas tornavam- se mais solidárias, mais interessadas no bem-estar do outro. Ele pensou que, se as famílias mudavam naturalmente diante daquele quadro terrível, as pessoas também poderiam mudar com base na conscientização da nossa situação ambiental, isto é, se elas soubessem exatamente o que estava acontecendo e tivessem mecanismos a seu alcance para poder cooperar.

Qual a mudança fundamental que a sustentabilidade nos traz?

Existe uma crise atual de valores, antes de tudo. A sustentabilidade se apoia no tripé dinheiro, meio ambiente e ser humano. São esses os seus valores. O modelo antigo, ainda adotado hoje, só visa ao dinheiro, ao lucro, ao capital. Mas as coisas começam a mudar. Algumas empresas, por exemplo, estão abrindo espaço para contemplar as exigências do meio ambiente e dos seres humanos na mesma proporção com que se preocupam com os lucros. E essa mudança de valores deve ser feita de forma real, verdadeira, para que não fique só na maquiagem, no marketing ou na autoenganação. Mas esse processo real pode ser feito passo a passo, gradualmente, naturalmente.

Entrevistas e Debates - Ver TV discute a publicidade de alimentos - TV Camara



Desde 2006 discute-se a possibilidade de um maior controle sobre a publicidade de alimentos dirigida a crianças e adolescentes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa ainda não divulgou as novas regras para essa atividade e fica no meio de um embate, travado de um lado por agências de publicidade e anunciantes, e de outro por entidades da sociedade civil preocupadas com os problemas de saúde causados por alimentos pouco ou nada saudáveis.


O Ver TV volta a esse debate e para isso convidou Isabella Henriques, coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana; José Augusto Taddei, médico e professor de nutrologia e pediatra da Universidade Federal de São Paulo, Unifesp; e Fabíola Calazans, professora de publicidade da Universidade de Brasília.

Consumismo Infantil, um problema de todos

Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia, um hábito mental forjado que se tornou umas das características culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero, a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje, todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados a consumir de modo inconseqüente. As crianças, ainda em pleno desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo com as graves conseqüências relacionadas aos excessos do consumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.

De pais e educadores a agentes do mercado global, todos voltam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados apenas com a ganância de seus negócios. Para o mercado, antes de tudo, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas, alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos de seguro, combustível e produtos de limpeza. A publicidade na TV é a principal ferramenta do mercado para a persuasão do público infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo adulto quando é diretamente exposto às complexidades das relações de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso.

As crianças são um alvo importante, não apenas porque escolhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes é praticamente imposto.

Crianças em áreas urbanas pobres têm dobro de probabilidade de morrer, mostra estudo da ONU

Da Agência Brasil
Brasília - Crianças das áreas urbanas mais pobres têm o dobro de probabilidade de morrer antes de completar 5 anos, se comparadas às crianças que vivem em regiões ricas das cidades. A conclusão é de um estudo elaborado pela agência das Nações Unidas para a habitação (UN-Habitat) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

As informações são da BBC Brasil. No Brasil, a taxa geral de mortalidade antes dos 5 anos é de 20 a cada mil nascimentos. Nas Américas, essa taxa em áreas urbanas ricas é cerca de 30 e quase dobra nas áreas urbanas mais pobres. Na África, pode chegar próximo de 140 nas áreas urbanas empobrecidas.

O estudo denominado Cidades Escondidas tem como objetivo evidenciar as disparidades de condições de vida dentro dos centros urbanos. Essas disparidades geralmente são mascaradas pelos altos índices de desenvolvimento médio das cidades, superior aos das áreas rurais.

“Olhando para além dos efervescentes centros de consumo e edifícios, as cidades do mundo hoje contêm cidades escondidas, onde pessoas sofrem desproporcionalmente com más condições de saúde. Nenhuma cidade está imune a esse problema”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

O Brasil foi representado no estudo – feito com dados gerais de 43 países e análises específicas em 17 cidades – por Guarulhos, município de 1,17 milhão de habitantes na Grande São Paulo que foi escolhido porque já promovia ações em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde.

Na região metropolitana da capital paulista, por exemplo, é possível observar disparidades sociais comparando as distintas regiões internas: enquanto no distrito de Bonsucesso a taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos é de 33,3 (a cada mil nascimentos vivos), o mesmo índice cai para 9,56 no distrito guarulhense de Ponte Grande.

Cerca de um terço da população urbana mundial vive em favelas, com acesso limitado a cuidados de saúde e sanitários, diz o estudo. A consequência é que essas pessoas “têm mais doenças e morrem mais cedo do que outros segmentos da população”. Da mesma forma, a análise em Guarulhos observou que áreas com maior índice de analfabetismo registram também mais casos de gravidez na adolescência.

Vale uma ressalva a essas correlações, que nem sempre seguem caminhos óbvios: cruzando os dados do estudo, observa-se que as áreas com menor índice de esgoto e água tratada não necessariamente têm as maiores taxas de mortalidade, por exemplo.

“Não é uma análise puramente de causa de efeito”, disse o técnico da OMS Amit Prasad. “O objetivo é descobrir que áreas estão socialmente vulneráveis para fazer políticas de intervenção”, completou. No caso brasileiro, Prasad disse que problemas como mortalidade infantil e ausência de serviços sanitários básicos estão, em geral, “mais bem atendidos”.

O esforço comunitário pela redução da violência no Jardim Ângela, zona sul de São Paulo, foi colocado em destaque no estudo da ONU como um exemplo de sucesso. Além disso, de acordo com o levantamento, momentos de crescimento econômico – como o vivido atualmente pelo Brasil – não necessariamente se traduzem em melhorias para essas populações “esquecidas”. “São necessárias políticas direcionadas às populações vulneráveis”, adverte Prasad.

Edição: Talita Cavalcante

Frota de ônibus de Belo Horizonte circula com combustível menos poluente

Por Daniela Mendes, do MMA
A frota cativa de ônibus de Belo Horizonte já está rodando com um combustível menos poluente, o diesel S-50, produzido pela refinaria da Petrobras em Betim, na região metropolitana da capital mineira. Nesta quarta-feira (10/11), representantes da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Proconve (CAP) estiveram na refinaria para avaliar o andamento da implementação da fase P-7 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores e saíram satisfeitos com os resultados.

Estamos otimistas com o que vimos. A frota de ônibus já está circulando com o novo combustível menos poluente e as obras para a construção de uma nova refinaria que vai produzir o diesel S-10 já estão em estado avançado, o que deve garantir o cumprimento, dentro do prazo, de todas as etapas estabelecidas , afirmou o coordenador da CAP e gerente de Qualidade do Ar do Ministério do Meio Ambiente, Rudolf Noronha. A fase P-7 do Proconve prevê, a partir de 1º de janeiro de 2012, novos limites máximos de emissão de poluentes para os motores do ciclo Diesel destinados a veículos automotores pesados novos, nacionais e importados.

Segundo a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambientaldo MMA, Branca Americano, o fato de a CAP ter se reunido dentro de uma instalação da Petrobras é um claro sinal de que o Governo Federal não irá poupar esforços para que as próximas fases do Proconve sejam implementadas nos prazos previstos. "A melhoria da qualidade do ar nas cidades brasileiras está diretamente vinculada à melhoria dos combustíveis e ao aperfeiçoamento dos motores, de acordo com as regras determinadas pelo CONAMA. A CAP esteve na REGAP para acompanhar in loco as providências que a indústria brasileira está adotando para a fase P-7 do Proconve", afirmou a secretária que não pode participar da visita por motivos de agenda em Brasília.

A missão da CAP é acompanhar todas as providências necessárias para que as novas fases do Proconve para veículos leves e pesados, que vão entrar em vigor a partir de 2012 até 2014, sejam efetivamente implementadas. A comissão é composta por representantes dos governos federal, estadual, municipal, iniciativa privada e organizações não governamentais, num total de 10 integrantes.

Atualmente o diesel comercializado no interior do país possui 1.800 ppm (partículas por milhão) e nas regiões metropolitanas, 500 ppm. Em 2009, o diesel 50 ppm já começou a ser distribuído em algumas regiões do Brasil e espera-se que, em 2014, alcance todo o país, quando será iniciada a distribuição do diesel 10 ppm.

De acordo com estimativas da indústria do petróleo, serão necessários US$ 6 bilhões para fazer as adequações necessárias nos combustíveis e nas refinarias para atender as próximas fases do Programa.

Segundo Rudolf Noronha, está concluída a parte normativa de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Agora, a Comissão quer a comprovação do que foi feito. "A notícia que chega é muito positiva. As indústrias garantem que vão chegar nas datas com os veículos e os combustíveis prontos na rua. Para acompanhar, pedimos aos órgãos normativos e aos representantes dos executores [automóveis e combustíveis] que nos enviem relatórios com mensuração das providências, detalhamento de suas ações e cronogramas", disse Rudolf.

(envolverde)

Fiesp critica lei estadual de mudança climática

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) avalia que a legislação estadual que estabelece meta de cortar 20% das emissões de dióxido de carbono em São Paulo até 2020 pode ter efeito prejudicial à atividade econômica do Estado e do País. Em documento, a entidade diz que a lei é “abrangente quando pretende promover no Estado uma economia de baixo carbono”, mas que “incorre em uma série de problemas”.

Um deles, segundo a Fiesp, é não definir se a redução de 20% valerá para todos os setores emissores de gases-estufa ou será utilizado algum procedimento de ponderação. A Fiesp reclama também “da obrigatoriedade do cumprimento de metas em curto prazo, sem que o setor industrial, especialmente as micro, pequenas e médias empresas, disponha de recursos financeiros e tecnológicos necessários para fazê-lo”.

Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Infraestrutura da Fiesp, diz que a entidade teme que o cumprimento da lei torne os licenciamentos ambientais no Estado mais rigorosos, o que pode afugentar investidores. “São Paulo já sofre com a guerra fiscal, pois compete com Estados que fizeram renúncia de tributos. O perigo é que haja também uma guerra ambiental”, diz Cavalcanti. Segundo ele, as restrições das emissões de poluentes podem frear novos investimentos de setores como petróleo e gás e siderurgia.

“São Paulo refina 40% do petróleo produzido no Brasil, mas não existem novas refinarias no Estado nos planos da Petrobrás”, exemplifica.

O diretor da Fiesp afirma que a indústria está empenhada na construção de uma economia de baixo carbono, mas que isso não deve ser feito só pelo Brasil. “Apoiamos um acordo global do clima. As indústrias dos Estados Unidos e China também precisam fazer sua parte.”

Oswaldo Lucon, assessor de gabinete da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, afirma que a reação da Fiesp é provavelmente medo de que seja imposto um sistema de “cap and trade” (que impõe limites de emissões de gases do efeito estufa e cria um mercado de crédito de carbono) no Estado de “forma draconiana”.

“Isso poderia ser um tiro no pé. Mas não há perspectiva de uma meta setorial para a indústria”, diz. Segundo Lucon, o corte não será de 20% para todos os setores – alguns poderão até elevar as emissões – e a única área em que se avalia adotar meta setorial é a de transportes, um dos grandes responsáveis pelas emissões em São Paulo.

“Se o setor de energia como um todo emite cerca de 80 milhões de toneladas em um ano, a metade diz respeito a transporte”, ressalta Lucon. O setor do cimento dificilmente teria grande redução no período, tendo em vista as obras para eventos como a Copa do Mundo. “Seria injusto nesse caso. Por outro lado, isso não significa que o setor não tenha gordura para cortar.”

Pressão. Para Fabio Feldmann, candidato derrotado ao governo de São Paulo pelo PV, a crítica da Fiesp causou surpresa. Ele lembra que a lei foi aprovada há um ano e ficou aberta para consulta pública. “Eles nunca fizeram comentários”, disse. Segundo ele, talvez a única razão para a crítica seja o momento de troca de governo – é uma maneira de pressionar o governador eleito, Geraldo Alckmin (PSDB). Na época em que a lei estava em debate, a associação brasileira de grandes consumidores industriais de energia, a Abrace, tentou barrar a aprovação da meta estadual.

Na opinião de Feldmann e de Lucon, as empresas não vão migrar para outros Estados em razão da lei do clima.

O desafio da JBS no mercado

Por que o valor de mercado da JBS orbitou nos últimos meses em torno de seu valor contábil, sem decolar como esperam seus controladores e acionistas? O que falta para o frigorífico brasileiro transferir para suas ações o peso de ter se tornado, no ano passado, a maior empresa de proteínas animais do mundo, com bases de produção em quatro países e presença em todos os mercados do planeta?
Mais do que integrar as dezenas de aquisições feitas nos últimos anos, no País e no exterior, e de tentar harmonizar negócios em cadeias tão diferentes quanto as de carne bovina, carne suína, leite e biodiesel, responder a essas questões tornou-se o grande desafio da diretoria da companhia. Na sexta-feira, quando apresentou os resultados da JBS no terceiro trimestre, o próprio presidente do grupo, Joesley Batista, fez a pergunta aos cerca de 50 analistas presentes. Ninguém respondeu.

Empresas se antecipam à lei de resíduos

Varejo e indústria começam a implementar sistemas de logística reversa para recolher lixo eletrônico e eletrodomésticos ao final de sua vida útil
17 de novembro de 2010
Andrea Vialli - O Estado de S. Paulo

Três meses após a sanção presidencial da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que está em fase de regulamentação, o mercado já se movimenta para colocar em andamento a chamada logística reversa, que é o recolhimento de bens, como eletrodomésticos e eletrônicos, ao final de sua vida útil. Em todo o Brasil surgem iniciativas para ajudar o consumidor a descartar esse tipo de resíduo corretamente.


ANDRE LESSA/AE
Componentes de computadores e celulares voltam à indústria; muitos são nobres, como prata e ouroUm exemplo, no interior de São Paulo, é a rede de varejo Cybelar, que desde o início do mês passou a oferecer a seus clientes a possibilidade de “comprar” o descarte futuro dos produtos eletrônicos.

Ao adquirir uma TV, geladeira ou celular, o cliente da rede é informado de que pode comprar o futuro descarte do produto que está comprando ou do equipamento que está em casa. O serviço varia de R$ 6,90, no caso do descarte de um celular, e pode chegar a R$ 130 – a retirada de uma geladeira da casa do consumidor.

“A receptividade ao serviço tem sido surpreendentemente boa”, afirma Ubirajara Pasquotto, diretor da Cybelar. O serviço começou a ser oferecido desde o início do mês e, desde então, 1 em cada 10 produtos está sendo vendido com o descarte programado. A maioria – 59,8% – das vendas foi para o descarte de celulares.

Segundo Pasquotto, o consumidor brasileiro está disposto a pagar pelo serviço, pois isso representa conveniência e uma consciência mais tranquila. “Há três anos buscávamos soluções para o descarte desse tipo de resíduo. A indústria ainda olha a logística reversa como um custo. Mas se isso não for feito, todos pagamos as consequências” diz.

Especialização.
O caminho para assegurar ao consumidor um descarte ambientalmente correto das quinquilharias eletrônicas e das geladeiras velhas passa pela parceria com outra empresa, a Descarte Certo, especializada em gestão da coleta, manejo de resíduos e reciclagem dos componentes dos eletroeletrônicos. Por meio do site da empresa, tanto consumidores quanto empresas podem comprar o descarte dos equipamentos que já não são úteis.

“Criamos diferentes modelos de negócios. Qualquer pessoa pode se cadastrar no site e agendar a coleta dos aparelhos em sua casa”, conta Lucio Di Domenico, fundador da Descarte Certo.

Além da retirada em domicílio, a empresa se responsabiliza pelas etapas seguintes – a desmontagem e reciclagem dos componentes, a cargo de empresas como a Oxil, de Paulínia (SP), especializada nesse tipo de serviço. Segundo Domenico, o processo é rigoroso e garante que nenhum resíduo vá parar no lugar errado.

Garantias. Independentemente da obrigatoriedade que será estabelecida pela Lei Nacional de Resíduos, o mercado já se mobiliza para oferecer a logística reversa porque percebeu que é uma maneira de oferecer um serviço ao consumidor. “Há 20 anos se comprava produtos sem garantia, hoje isso é impensável. Imaginei que seria impensável, no futuro próximo, vender produtos sem a garantia do descarte correto”, conta Domenico.

Ele acredita que as redes varejistas – além da Cybelar, a Descarte Certo também vende o serviço de descarte programado a clientes do Carrefour – irão liderar o processo de fazer com que o lixo eletrônico volte à cadeia produtiva como uma matéria-prima: “Outras redes já nos procuraram e em breve o serviço estará disponível em mais lojas. Esse tipo de serviço será valorizado pelo consumidor.”

Lina Pimentel, advogada especializada em direito ambiental do escritório Mattos Filho, acha mais provável que empresas se organizem em entidades para promover a gestão conjunta desses resíduos, diminuindo os custos do processo. “O que não é correto é que esse ônus seja repassado apenas ao consumidor”, diz. Em São Paulo, afirma, a regulamentação da lei estadual de resíduos está caminhando de forma mais rápida e deve impor metas reais de reciclagem às indústrias.

ONDE DESCARTAR
Descarte Certo
No site http://www.descartecerto.com.br/ é possível dar destino aos eletroeletrônicos. O serviço inclui a retirada do equipamento em casa e custa entre R$ 6,90 e R$ 130.

E-lixo Maps
O projeto, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, permite visualizar os postos de coleta de lixo eletrônico em São Paulo. No site  http://www.e-lixo/. org
 basta colocar o CEP e encontrar o local mais próximo para levar os aparelhos.

USP
Possui o Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (Cedir). É preciso agendar a entrega pelo email consulta@usp.br.

Geladeira e computador voltam para a indústria
Enquanto a regulamentação da lei de resíduos sólidos não sai, as empresas já buscam modelos para recolher geladeiras ou computadores antigos e reciclar seus componentes.

A fabricante de eletrodomésticos Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, criou uma divisão em sua fábrica em Joinville (SC) para desmontar refrigeradores e aparelhos de purificação de água que emprega 25 pessoas. Embora a empresa não possua ainda um canal de recolhimento de geladeiras antigas nas casas dos consumidores, a “matéria-prima” chega via concessionárias de energia elétrica que possuem programas de troca de equipamentos antigos.

De acordo com Vanderlei Niehues, gerente-geral de sustentabilidade da Whirlpool, desde 2005 foram recuperados em torno de 3 mil toneladas de componentes, como aço, plásticos e gases de refrigeração. Ele observa que, com a regulamentação da lei de resíduos, esses volumes tendem a crescer. “Será preciso ampliar parcerias com o varejo ou criar centros de coleta para estimular o consumidor a dar um fim correto a esses equipamentos antigos”, diz.

No caso de computadores, há empresas que se especializaram em recolher os equipamentos nas empresas e reciclar os componentes. A Ceva Logistics é uma delas – fechou contratos com grandes fabricantes de computadores para retirar os equipamentos em empresas. Por mês, são recolhidos 5 mil equipamentos de informática, especialmente computadores e impressoras.

Em um galpão localizado em Jundiaí, a empresa faz a desmontagem dos aparelhos. Muitos são recondicionados e voltam ao mercado. Outros vão para a etapa final de reciclagem, que é feita nos Estados Unidos, onde os metais nobres, como ouro e prata, são separados e reaproveitados.

Montanha.
De acordo com Gustavo Paschoa, gerente de desenvolvimento de negócios da Ceva Logistics, prestar esse tipo de serviço já é um imperativo. “Só este ano serão comercializados 13,5 milhões de computadores no Brasil. Imagine a montanha de lixo eletrônico que teremos nos próximos anos”, diz.









Acre, Califórnia e Chiapas dão primeiro passo para acordo sobre REDD

 [17/11/2010 18:32]
Estado amazônico deve ser beneficiado com a venda de créditos de carbono. Iniciativa pode influenciar negociações internacionais sobre mudanças climáticas

Os governos do Acre, Califórnia e Chiapas (México) assinaram ontem, em Davis (EUA), um memorando de entendimento para discutir as bases de um possível acordo de comércio de créditos oriundos de iniciativas de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD). A ideia é gerar créditos de carbono a partir de projetos de reflorestamento, recuperação e manejo florestais no Acre e em Chiapas e vendê-los na Califórnia dentro de um sistema de compensação de emissões de gases de efeito estufa.

O memorando cria um grupo de trabalho com representantes dos três estados para discutir, até outubro de 2011, critérios de avaliação e aprovação de projetos de REDD. As recomendações serão submetidas à agência californiana relacionada às mudanças climáticas, mas o documento afirma que elas devem ser elaboradas de forma a auxiliar o desenvolvimento de programas de REDD em outros países.

Em janeiro de 2012, passa a vigorar a legislação sobre clima, com metas de redução de emissões, que vai regular a comercialização de créditos de carbono na Califórnia. De autoria do governador republicano Arnold Schwarzenegger, a lei foi referendada em plebiscito nas últimas eleições legislativas dos EUA, perdidas pelo governo democrata do presidente Barack Obama.

“O governo federal ainda não definiu sua política de REDD e já há estados se antecipando. Isso reforça a necessidade de termos um marco legal nacional sobre esse tema”, afirma Márcio Santilli, coordenador do Programa de Política e Direito Socioambiental (PPDS) do ISA. Ele acha que o documento assinado ontem pode influenciar positivamente as negociações internacionais sobre mudanças climáticas. “Na ausência de regras definidas na ONU e na falta de perspectivas de aprovação da lei nacional dos EUA, o memorando é uma demonstração de que há demanda para REDD e de que os vazios legais sobre o assunto precisam ser preenchidos.”

A parceria é o primeiro resultado concreto da Força-tarefa dos Governadores sobre Clima e Florestas. Criada em 2008, ela reúne 14 estados e províncias do Brasil, EUA, México, Indonésia e Nigéria. A iniciativa é citada como referência no documento assinado ontem e é integrada pelos governos do Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Mato Grosso.

“Buscamos consolidar o desenvolvimento sustentável por meio de uma economia de baixo carbono e alto capital social. Essa parceria possibilitará nossas economias crescerem e enfrentarem as mudanças climáticas”, afirmou o governador do Acre, Binho Marques.

A assinatura do documento coincide com a adoção pelo Acre, em outubro, de uma lei sobre o pagamento por serviços ambientais. A norma prevê incentivos para a proteção da floresta e a geração de créditos de REDD. Em 2008, o estado adotou uma meta de diminuição do desmatamento calculada com base na meta nacional de redução de 80% da taxa de toda a Amazônia até 2020.

Flexibilidade
Mesmo sem gerar obrigações legais entre os estados envolvidos, o memorando ganha importância frente o quadro desanimador das negociações internacionais causado pela polarização entre países ricos e pobres. Nos círculos diplomáticos, a expectativa é que um acordo com força de lei sobre mudanças climáticas não saia antes de dois anos.

“Abrir uma discussão sobre recomendações pode parecer vago. Mas a flexibilidade permitida pela ausência de vínculo jurídico pode possibilitar pular obstáculos que uma negociação mais formalizada poderia criar”, afirma Steve Schartswan, diretor de Políticas de Floresta Tropical do Fundo de Defesa Ambiental (EDF, na sigla em inglês), organização não governamental que acompanha o tema nos EUA. O EDF saudou a parceria como uma “conquista histórica”.

Schartswan diz que viabilizar um sistema interestadual de comercialização de créditos de carbono entre países vai depender muito de como será regulamentada a lei da Califórnia, mas acha que as perspectivas são boas. Ele acredita que o novo governo californiano eleito (democrata) deverá manter a orientação geral das políticas de meio ambiente da administração atual.

O diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Paulo Moutinho, considera um avanço o fato da parceria focar esforços na definição de parâmetros práticos. Ele julga que as iniciativas sub-nacionais de regulamentar programas de REDD são importantes para gerar experiências-modelo, mas têm limites: “o limite em que será necessário estabelecer um regime internacional para remunerar os países tropicais pela conservação de suas florestas”.

Moutinho concorda que o memorando pode ter impactos positivos sobre as negociações internacionais e, ao mesmo tempo, precisa ser entendido pelo governo federal como uma sinalização política. “Acho que é uma oportunidade, uma janela que se abre. Se as ações do Acre e de outros estados forem integradas e ajudarem a criar um regime nacional de REDD, isso vai nos possibilitar cumprir a meta nacional de redução de emissões de gases de efeito estufa e entrar com o pé direito numa economia de baixo carbono”.

Com colaboração do EDF.

“Há mais emplacamento de veículos do que nascimento de pessoas na cidade”, diz vereador

O vereador Tavinho Santos (PTB) fez uma declaração sobre o trânsito de João Pessoa que chamou a atenção durante a sessão ordinária desta quarta-feira (17) na Câmara Municipal da Capital (CMJP). “Está ocorrendo, hoje, mais emplacamentos de veículos do que nascimento de pessoas. É por isso que o trânsito está um verdadeiro caos e a qualquer momento pode entrar num verdadeiro colapso”, alertou.

Na tribuna, Tavinho voltou a cobrar do prefeito Luciano Agra (PSB) a elaboração, urgente, do Plano de Transporte e Mobilidade Urbana da Cidade. Ele lembrou que no orçamento do município do ano passado foi aprovado, por unanimidade, R$ 2,6 milhões para a realização por parte da prefeitura de estudos técnicos para a execução do projeto.

“Nós estamos preocupados com essa situação. Temos hoje na Capital 702 mil habitantes e a tendência é que esse número chegue a um milhão de habitantes nos próximos anos. Então, nesse caso, haverá também um aumento no número de veículos. E não há mais corredores, avenidas e trechos suficientes na cidade para o tráfego de carros, de pequeno e grande portes”, ressaltou.

Tavinho Santos explicou que o Plano de Transporte e Mobilidade Urbana vai, inicialmente, minimizar o problema, mas não resolverá completamente. Para ele, o município e o estado precisam investir pesado no setor, para que novos corredores, binários, elevados (viadutos, passarelas e pontes) sejam construídos e para que transportes de massa e novas linhas de ônibus sejam implantadas.

O parlamentar propõe ainda uma integração do Terminal Rodoviário com a ferrovia, para a instalação de paradas em vários pontos estratégicos e em bairros da cidade, como o Róger, Bairro dos Novais, Padre Zé e Bessa.

Samsung firma parceria com Fundação Amazonas Sustentável

A fabricante é a primeira do setor de eletroeletrônicos a se comprometer com um programa efetivo de conservação da maior floresta tropical do mundo

Patrocínio aos projetos da entidade e construção do Núcleo de Conservação e Sustentabilidade na região beneficiará famílias da APA do Rio Negro

São Paulo, 17 de novembro de 2010 – A Samsung é a mais nova parceira da Fundação Amazonas Sustentável (FAS). A assinatura do contrato que aconteceu em Manaus, ontem, sela o compromisso da fabricante de eletroeletrônicos de apoiar os projetos da entidade, que trabalha para promover o envolvimento sustentável, conservação ambiental e melhoria da qualidade de vida das comunidades moradoras e usuárias das unidades de conservação no Estado do Amazonas.

O acordo, que abrange os programas voltados para a Área de Preservação Ambiental (APA) do Rio Negro, prevê a construção e manutenção do Núcleo de Conservação e Sustentabilidade da reserva e, ainda, o pagamento do Bolsa Floresta Familiar para 100 famílias da reserva a partir da doação da Samsung.

“Com essa parceria a Samsung dá os primeiros passos para a extensão de seu programa mundial de Green Management para o Brasil, rumo a se tornar, até 2013, uma das líderes em melhores práticas ecologicamente amigáveis. Mais que um compromisso de desenvolvimento sustentável, temos aqui uma iniciativa de cidadania corporativa”, afirma Benjamin Sicsú, Vice-Presidente de Novos Negócios da Samsung.

A Fundação Amazonas Sustentável, cada vez mais, vem sendo reconhecida por suas práticas de governança, transparência e eficácia, incluindo um sistema de auditoria independente e acompanhamento pelo Ministério Público Estadual. “Essa parceria reflete a credibilidade que a Fundação Amazonas Sustentável vem conquistando junto às empresas que atuam no Polo Industrial de Manaus. Além disso, essa parceria vai permitir ampliar as ações da FAS junto às comunidades ribeirinhas, em especial as da APA do Rio Negro”, afirma Virgilio Viana, Superintendente Geral da FAS.

Com inicio de funcionamento previsto para o primeiro semestre de 2011, o NCS Samsung vai acomodar escola, alojamento para estudantes e ainda, disponibilizará serviços de reforço escolar, cuidados médicos, recreação e alimentação. Adicionalmente, toda infraestrutura do espaço será equipada com produtos da marca, assegurando ferramentas para cursos, entretenimento e reprodução de material informativo.

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