Miguel Bustillo
The Wall Street Journal
O Wal-Mart Stores Inc. anunciou ontem que planeja reduzir gradualmente o preço das frutas e legumes e baixar o teor de gordura, açúcar e sal dos alimentos que vende nos Estados Unidos, numa campanha para melhorar a saúde pública.
A rede varejista divulgou a iniciativa sem dar muitos detalhes num evento em Washington que contou com a primeira-dama Michelle Obama e o presidente do Wal-Mart nos EUA, Bill Simon. Mas o Wal-Mart afirmou que sua meta é reformular milhares de produtos da marca própria Great Value nos próximos cinco anos e cortar o sódio em 25% e o açúcar em 10%, além de pressionar os maiores fabricantes de alimentos a fazer o mesmo.
."No Wal-Mart, apoiamos a escolha dos clientes. Não estamos dizendo às pessoas o que elas devem comer", disse Andrea Thomas, vice-presidente sênior de sustentabilidade do Wal-Mart, durante o evento de ontem, acrescentando: "As pessoas nem sabem que estão ingerindo sal ou açúcar quando colocam molho na salada, por exemplo".
Muitos grandes fabricantes de alimentos como Kraft Foods Inc. e ConAgra Foods Inc. já estão reduzindo o sódio e eliminando a gordura trans, sob pressão das autoridades e de defensores da boa nutrição. Michelle Obama também começou a defender publicamente o consumo de alimentos saudáveis e o exercício, como parte de uma campanha para combater a obesidade infantil.
O anúncio do programa ocorre ao mesmo tempo em que o Wal-Mart, lutando para inverter seis trimestres consecutivos de declínio nas vendas nas lojas americanas abertas há pelo menos um ano, inicia uma agressiva expansão para as cidades maiores, onde enfrenta a oposição dos sindicatos, com o argumento de que pode oferecer alimentos mais saudáveis para as massas urbanas, entre outras coisas.
Carta da Terra
"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Pesquisa do canal Nickelodeon revela comportamento das crianças brasileiras
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Unknown
em
1/13/2011 02:01:00 AM
Marcadores:
alimentação infantil,
arte e sustentabilidade,
direitos da criança,
educação fisica,
habitos saudaveis das crianças,
programas infantis para televisão
Publicado em janeiro 13, 2011 por HC
A Nickelodeon divulga a pesquisa Geração 5.0 – Os Novos Pilares da Infância na qual aborda alguns dos temas mais marcantes do universo infantil e adolescente da atualidade: alimentação, atividade física, sustentabilidade, criatividade e diversidade. O estudo revela o impressionante dado que o Brasil é o país onde se menos pratica esporte nas escolas, em toda a América Latina.
Também comparado aos nossos vizinhos, o jovem brasileiro também é o que menos se preocupa com o meio ambiente e sustentabilidade. Além disso, menos de 39% das nossas crianças tiveram contato real com a diversidade – fator que pode ser decisivo no desenvolvimento de comportamento violento, como o bullying. Reportagem do site Noticias da tv brasileira.
“Acreditamos que a alimentação, a atividade física, a sustentabilidade, a criatividade e a diversidade transformam a criança de hoje no adulto melhor de amanhã. Os pais e a sociedade precisam acompanhar as mudanças. E a escola e os meios de comunicação continuam sendo de extrema importância para a discussão desses temas”, afirma Beatriz Mello, gerente de pesquisa do canal e responsável pelo estudo.
A pesquisa Geração 5.0 – os Novos Pilares da Infância ouviu crianças e mães no Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Venezuela e Peru. Na fase qualitativa, realizada apenas no Brasil, contou com insights do projeto Conicktado (uma rede social fechada da Nickelodeon, na qual crianças e adolescentes escolhidos trocam informações diárias sobre diversos temas) e entrevistas com especialistas.
Já na fase quantitativa, foram utilizados dados de três diferentes fontes para atingir os três diferentes targets mais importantes para o canal: Kiddos Latin America (www.kiddos.com.ar), um estudo anual com crianças de 06-11 anos do Brasil, México, Argentina, Colômbia, Venezuela e Chile; TGI (que no Brasil é representado pelo IBOPE) para o público de 12-17 anos do Brasil, México, Argentina, Colômbia, Peru e Chile; o Qualibest (www.qualibest.com.br), instituto de pesquisa nacional, que pesquisou 500 mães com filhos brasileiros entre 02-14 anos.
RESULTADOS DA PESQUISA POR TEMA ESTUDADO
ATIVIDADE FÍSICA – O peso corporal está cada vez mais relacionado com o consumo e o gasto de calorias. Segundo Beatriz o que mais mudou nesses últimos anos é que se consomem mais calorias e comidas processadas. Além disso, a criança está cada vez mais dentro de casa e faz menos atividade física. O que não mudou é que a atividade física nas escolas continua sendo bem menos importante do que ter notas altas ou aprender tecnologia. E a prática de esportes e atividades físicas vem perdendo força e espaço nos últimos tempos para outras brincadeiras e atividades. Em 2003, 75% das crianças andavam de bicicleta enquanto hoje esse número caiu para 41%.
De acordo com a pesquisa, o índice de prática de esportes nas escolas brasileiras é o menor da América Latina. A escola é o lugar onde as crianças mais praticam esportes segundo os pais, mas as escolas não têm valorizado ou priorizado essa atividade.
As crianças e adolescentes nunca entenderam tanto de esporte, só que hoje, elas são cyber esportistas e não esportistas reais. 50% das crianças jogam futebol “real” enquanto 87% jogam vídeo-game.
A prática de esportes e atividades físicas vem perdendo força e perdendo espaço para outras brincadeiras e atividades. Em 2003, 75% das crianças andavam regularmente de bicicleta. Hoje esse número caiu para 41%.
E dessa pouca atividade física, 79% são realizadas na companhia de amigos e na escola. Em casa e com os pais, a porcentagem dos exercícios físicos cai bastante – apenas 34%.
SUSTENTABILIDADE – As crianças brasileiras são as que menos se preocupam com o meio ambiente na América latina. O México é o país que mais atenção dá ao meio ambiente, com 84%, seguido de Venezuela, 73%, Colômbia e Chile, 70%, Argentina 68% e por último Brasil, como 56%.
Apesar de afirmarem que se interessam pelo tema sustentabilidade, as crianças hoje em dia não sabem muito o que fazer pelo tema. Mas desempenham o básico: não jogam lixo na rua, não ficam mais do que 15 minutos no banho, não desmatam a natureza, não escovam os dentes com a torneira aberta e não imprimem muitas folhas. E, apesar de ainda estarem compreendo a importância da sustentabilidade, elas costumam adotar ações ecológicas promovidas por empresas, como plantar árvores e usar folhas recicláveis. Quando o assunto é sustentabilidade, existe uma troca de informações em casa. Pais ensinam valores, como não jogar lixo na rua, mas também aprendem com os filhos: uma em cada duas mães brasileiras diz que aprendeu muitas coisas sobre meio ambiente/reciclagem com o filho.
CRIATIVIDADE – Segundo a pesquisa, a criatividade faz muito bem às crianças: ela promove relações abertas e positivas com a realidade, flexibilidade às novas situações, promove segurança e faz a criança lidar melhor com fracassos e provocações. 84% das mães acham extremamente importante estimular a criatividade dos filhos, mas ainda são bastante tradicionais em relação às atividades criativas.
Hoje em dia, o estímulo à criatividade dos filhos está em diversas plataformas, como vídeos online, blogs, twitter, etc. 78% das mães afirmam que assistir programas infantis é uma atividade que estimula a criatividade dos filhos, 72% concordam que desenhos estimulam seus filhos e uma em cada duas mães acha que jogos interativos na Internet estimulam a criatividade dos filhos.
ALIMENTAÇÃO – Existem algumas verdades e mentiras em torno da alimentação.
VERDADEIRO: mães verificam o prazo de validade dos produtos e, no final das contas, mais vale o aroma e o sabor do que o valor nutricional dos alimentos.
MAIS OU MENOS: mães valorizam empresas de alimentos preocupadas com o meio ambiente.
FALSO: mães acham produtos prontos saudáveis, criança não gosta de fruta, mães proíbem os filhos de comerem enquanto assistem TV.
Cozinhar virou um hábito de lazer entre pais e filhos. As mães estimulam isso, e uma em cada duas mães diz que cozinhar/fazer lanches divertidos estimula a criatividade dos filhos.
A TV pode ser uma das aliadas das mães quando o assunto são hábitos alimentáres mais saudáveis. 75% das mães acham que a TV não interfere ou interfere de maneira positiva na alimentação dos seus filhos.
DIVERSIDADE – Pais e filhos estão abertos ao diferente. Pelo menos no discurso – 96% das mães estimulam os filhos a respeitar pessoas com deficiências físicas ou mentais e 73% diz preferir que seus filhos tenham contato com pessoas de diferentes níveis sociais. Apesar disso, apenas 10% sempre tem contato com pessoas com problemas visuais ou auditivos contra 39% que nunca tiveram.
“É muito importante que as crianças tenham contato com a diversidade. Quando não existe o contato com o diferente, a violência aparece , surge a agressão verbal e psicológica em sua modalidade eletrônica. É o famoso cyberbulling, que acontece principalmente por e-mail, comunidades,vídeos, redes de relacionamento e MSN”, diz Beatriz.
***
Nickelodeon é um dos principais canais de entretenimento para crianças e uma das maiores produtoras de programas infantis do mundo. O canal oferece uma programação variada, de alta qualidade e repleta de novidades, incluindo séries e curtas produzidos exclusivamente para crianças. Nickelodeon é transmitido pelos principais operadores do país.
EcoDebate, 13/01/2011
A Nickelodeon divulga a pesquisa Geração 5.0 – Os Novos Pilares da Infância na qual aborda alguns dos temas mais marcantes do universo infantil e adolescente da atualidade: alimentação, atividade física, sustentabilidade, criatividade e diversidade. O estudo revela o impressionante dado que o Brasil é o país onde se menos pratica esporte nas escolas, em toda a América Latina.
Também comparado aos nossos vizinhos, o jovem brasileiro também é o que menos se preocupa com o meio ambiente e sustentabilidade. Além disso, menos de 39% das nossas crianças tiveram contato real com a diversidade – fator que pode ser decisivo no desenvolvimento de comportamento violento, como o bullying. Reportagem do site Noticias da tv brasileira.
“Acreditamos que a alimentação, a atividade física, a sustentabilidade, a criatividade e a diversidade transformam a criança de hoje no adulto melhor de amanhã. Os pais e a sociedade precisam acompanhar as mudanças. E a escola e os meios de comunicação continuam sendo de extrema importância para a discussão desses temas”, afirma Beatriz Mello, gerente de pesquisa do canal e responsável pelo estudo.
A pesquisa Geração 5.0 – os Novos Pilares da Infância ouviu crianças e mães no Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Venezuela e Peru. Na fase qualitativa, realizada apenas no Brasil, contou com insights do projeto Conicktado (uma rede social fechada da Nickelodeon, na qual crianças e adolescentes escolhidos trocam informações diárias sobre diversos temas) e entrevistas com especialistas.
Já na fase quantitativa, foram utilizados dados de três diferentes fontes para atingir os três diferentes targets mais importantes para o canal: Kiddos Latin America (www.kiddos.com.ar), um estudo anual com crianças de 06-11 anos do Brasil, México, Argentina, Colômbia, Venezuela e Chile; TGI (que no Brasil é representado pelo IBOPE) para o público de 12-17 anos do Brasil, México, Argentina, Colômbia, Peru e Chile; o Qualibest (www.qualibest.com.br), instituto de pesquisa nacional, que pesquisou 500 mães com filhos brasileiros entre 02-14 anos.
RESULTADOS DA PESQUISA POR TEMA ESTUDADO
ATIVIDADE FÍSICA – O peso corporal está cada vez mais relacionado com o consumo e o gasto de calorias. Segundo Beatriz o que mais mudou nesses últimos anos é que se consomem mais calorias e comidas processadas. Além disso, a criança está cada vez mais dentro de casa e faz menos atividade física. O que não mudou é que a atividade física nas escolas continua sendo bem menos importante do que ter notas altas ou aprender tecnologia. E a prática de esportes e atividades físicas vem perdendo força e espaço nos últimos tempos para outras brincadeiras e atividades. Em 2003, 75% das crianças andavam de bicicleta enquanto hoje esse número caiu para 41%.
De acordo com a pesquisa, o índice de prática de esportes nas escolas brasileiras é o menor da América Latina. A escola é o lugar onde as crianças mais praticam esportes segundo os pais, mas as escolas não têm valorizado ou priorizado essa atividade.
As crianças e adolescentes nunca entenderam tanto de esporte, só que hoje, elas são cyber esportistas e não esportistas reais. 50% das crianças jogam futebol “real” enquanto 87% jogam vídeo-game.
A prática de esportes e atividades físicas vem perdendo força e perdendo espaço para outras brincadeiras e atividades. Em 2003, 75% das crianças andavam regularmente de bicicleta. Hoje esse número caiu para 41%.
E dessa pouca atividade física, 79% são realizadas na companhia de amigos e na escola. Em casa e com os pais, a porcentagem dos exercícios físicos cai bastante – apenas 34%.
SUSTENTABILIDADE – As crianças brasileiras são as que menos se preocupam com o meio ambiente na América latina. O México é o país que mais atenção dá ao meio ambiente, com 84%, seguido de Venezuela, 73%, Colômbia e Chile, 70%, Argentina 68% e por último Brasil, como 56%.
Apesar de afirmarem que se interessam pelo tema sustentabilidade, as crianças hoje em dia não sabem muito o que fazer pelo tema. Mas desempenham o básico: não jogam lixo na rua, não ficam mais do que 15 minutos no banho, não desmatam a natureza, não escovam os dentes com a torneira aberta e não imprimem muitas folhas. E, apesar de ainda estarem compreendo a importância da sustentabilidade, elas costumam adotar ações ecológicas promovidas por empresas, como plantar árvores e usar folhas recicláveis. Quando o assunto é sustentabilidade, existe uma troca de informações em casa. Pais ensinam valores, como não jogar lixo na rua, mas também aprendem com os filhos: uma em cada duas mães brasileiras diz que aprendeu muitas coisas sobre meio ambiente/reciclagem com o filho.
CRIATIVIDADE – Segundo a pesquisa, a criatividade faz muito bem às crianças: ela promove relações abertas e positivas com a realidade, flexibilidade às novas situações, promove segurança e faz a criança lidar melhor com fracassos e provocações. 84% das mães acham extremamente importante estimular a criatividade dos filhos, mas ainda são bastante tradicionais em relação às atividades criativas.
Hoje em dia, o estímulo à criatividade dos filhos está em diversas plataformas, como vídeos online, blogs, twitter, etc. 78% das mães afirmam que assistir programas infantis é uma atividade que estimula a criatividade dos filhos, 72% concordam que desenhos estimulam seus filhos e uma em cada duas mães acha que jogos interativos na Internet estimulam a criatividade dos filhos.
ALIMENTAÇÃO – Existem algumas verdades e mentiras em torno da alimentação.
VERDADEIRO: mães verificam o prazo de validade dos produtos e, no final das contas, mais vale o aroma e o sabor do que o valor nutricional dos alimentos.
MAIS OU MENOS: mães valorizam empresas de alimentos preocupadas com o meio ambiente.
FALSO: mães acham produtos prontos saudáveis, criança não gosta de fruta, mães proíbem os filhos de comerem enquanto assistem TV.
Cozinhar virou um hábito de lazer entre pais e filhos. As mães estimulam isso, e uma em cada duas mães diz que cozinhar/fazer lanches divertidos estimula a criatividade dos filhos.
A TV pode ser uma das aliadas das mães quando o assunto são hábitos alimentáres mais saudáveis. 75% das mães acham que a TV não interfere ou interfere de maneira positiva na alimentação dos seus filhos.
DIVERSIDADE – Pais e filhos estão abertos ao diferente. Pelo menos no discurso – 96% das mães estimulam os filhos a respeitar pessoas com deficiências físicas ou mentais e 73% diz preferir que seus filhos tenham contato com pessoas de diferentes níveis sociais. Apesar disso, apenas 10% sempre tem contato com pessoas com problemas visuais ou auditivos contra 39% que nunca tiveram.
“É muito importante que as crianças tenham contato com a diversidade. Quando não existe o contato com o diferente, a violência aparece , surge a agressão verbal e psicológica em sua modalidade eletrônica. É o famoso cyberbulling, que acontece principalmente por e-mail, comunidades,vídeos, redes de relacionamento e MSN”, diz Beatriz.
***
Nickelodeon é um dos principais canais de entretenimento para crianças e uma das maiores produtoras de programas infantis do mundo. O canal oferece uma programação variada, de alta qualidade e repleta de novidades, incluindo séries e curtas produzidos exclusivamente para crianças. Nickelodeon é transmitido pelos principais operadores do país.
EcoDebate, 13/01/2011
Sal de mais e ferro de menos: Alimentação Infantil
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Postado por
Unknown
em
10/02/2010 03:47:00 AM
Marcadores:
alimentação infantil,
ferro,
leite materno,
pediatria,
sódio,
Unifesp
1/10/2010
Por Alex Sander Alcântara
Agência FAPESP – A partir do sexto mês de vida, crianças nutridas somente com leite materno precisam também passar a se alimentar com alimentos sólidos preparados em casa. Por Alex Sander Alcântara
Ao analisar amostras de alimentos de 78 lactentes, entre 6 e 18 meses, um estudo publicado no Jornal de Pediatria indica que eles apresentaram em geral baixo teor de ferro, mas quantidade excessiva de sódio.
O objetivo do estudo, desenvolvido na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e na Universidade do Estado do Pará (UEPA), foi determinar, por análise química, a composição nutricional de macronutrientes, energia e quantidades de sódio e ferro em alimentos preparados em domicílio para lactantes em Belém (PA) em dois grupos de estratos socioeconômicos diferentes.
O estudo apontou que 95% dos chamados alimentos de transição tinham teor inadequado de ferro no grupo socioeconômico mais baixo, contra 65% no estrato mais elevado. Todas as amostras analisadas, em ambos os grupos, apresentaram quantidade de ferro abaixo do mínimo recomendado (6,0 mg/100 g).
Por outro lado, o excesso de sódio foi constatado em 89,2% e 31,7%, respectivamente, para a referência que é de 200 mg/100 g.
De acordo com Mauro Batista de Morais, professor do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apesar de serem raros os estudos de composição química de alimentos para lactentes preparados em domicílio, a pesquisa mostra que o período de transição é realizado frequentemente de maneira imprópria.
“O estudo lança um alerta em relação à quantidade de sódio encontrada na comida. O termo ‘papa salgada’, frequentemente usado na orientação para que a mãe introduza comida salgada na dieta infantil, deveria ser abolido. O termo funciona como um incentivo para se adicionar mais sal. Preferimos ‘papa para o almoço’”, disse Morais, que é professor da disciplina de Gastroenterologia na Unifesp, à Agência FAPESP .
Segundo o pesquisador, o estudo possibilita uma revisão na elaboração de diretrizes metodológicas na área. A pesquisa corresponde à tese de doutorado de Marcia Bitar Portela Neves, defendida em 2009 na Unifesp, com orientação de Morais.
Atualmente, o pesquisador desenvolve o projeto “Interação da microbiota intestinal e da função digestivo-absortiva com o ambiente social e a condição nutricional: distúrbios intestinais como argumentos para reduzir iniquidades”, com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.
O estudo em Belém foi realizado entre junho de 2005 e setembro de 2006. Foram analisadas 78 amostras de alimentos de transição preparados em domicílios. As crianças eram sadias e não apresentavam peso ou estatura baixos para a idade.
As amostras foram coletadas de famílias atendidas em dois tipos de serviço de atendimento pediátrico: na Unidade Materno-Infantil da UEPA e em quatro consultórios privados em Belém. A proposta foi comparar crianças de diferentes estratos socioeconômicos.
As porções – refeições servidas no almoço, como feijão, arroz, macarrão, carne e hortaliças – foram coletadas nas casas dos participantes, congeladas e, posteriormente, enviadas por via aérea a São Paulo, onde foram analisadas no Laboratório de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos da Unifesp.
Poucos lipídios
Os pesquisadores analisaram quimicamente as proteínas, lipídios, hidrato de carbono, ferro, sódio e valor energético total. De acordo com Tania Beninga de Morais, coordenadora do Laboratório de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos da Unifesp e co-orientadora do estudo, o teor de ferro foi escolhido porque sua deficiência é a principal carência nutricional nessa faixa etária.
“Até o sexto mês de vida, o leite materno é o melhor e mais completo alimento para o lactente. Após essa idade, torna-se necessária a introdução de outros alimentos na dieta. Mas o que temos percebido é que o processo de transição para a dieta da criança se faz de maneira inadequada pela oferta, em quantidade e em qualidade, de alimentos inapropriados. Isso pode ser crítico para a manutenção de um crescimento saudável”, disse Tania.
Segundo ela, a necessidade de ferro nessa faixa etária é de 11 mg/dia nos menores de 1 ano. “Essa taxa é difícil de ser atingida pela alimentação normal, pois as carnes têm teor de ferro relativamente baixo frente à capacidade gástrica reduzida das crianças nessa fase da vida”, explicou.
A pesquisadora conta que a carne bovina, como acém moído e cozido, por exemplo, tem cerca de 3 miligramas de ferro em cada 100 gramas, o equivalente a um bife médio.
O estudo demonstrou também a insuficiência na quantidade de lipídios encontrada nos alimentos. “Acredita-se que a recomendação de limitação da ingestão de lipídios na dieta de adultos esteja, possivelmente, influenciando também a preparação de refeições para as crianças. Ressalte-se que os lipídios são essenciais, nessa fase da vida, na maturação do sistema nervoso”, disse.
De acordo a professora da Unifesp, o excesso de sódio pode ser explicado pelo hábito da população brasileira de consumir sal de cozinha em quantidades muito acima do recomendado, o que pode se refletir também na preparação de alimentos destinados às crianças.
“Educar o paladar dos lactentes para alimentos com baixo teor de sal é importante, uma vez que sua ingestão excessiva está associada com aumento da pressão arterial no futuro”, alertou.
Para ler o artigo Excesso de sódio e déficit de ferro em alimentos de transição, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui
Alimentação errada, e não o sedentarismo, seria a principal causa da obesidade infantil, revela estudo >>> O Globo On line /Ecodebate
Publicada em 08/07/2010 às 12h26m
O Globo com agências internacionais
RIO - A causa da obesidade infantil, problema que vem aumentando no mundo todo, não seria a falta de exercícios ou a quantidade insuficiente de atividade física. A grande vilã, de acordo com um novo estudo publicado nesta quinta-feira no "Archives of Disease in Childhood", é a alimentação errada. O sedentarismo é apenas uma consequência, e não a causa, do sobrepeso. A pesquisa, feita pelo Instituto EarlyBird, que fica na Escola Médica de Peninsula Medical, em Plymouth, investigou mais de 200 crianças durante três anos, monitorando o aumento do peso e a quantidade de exercício em intervalos regulares.
Pequenas mudanças no dia a dia, como assistir menos à TV, têm pouco impacto sobre a obesidade infantil
Os pesquisadores descobriram que os níveis de gordura no corpo tinham um efeito na atividade física, mas que variar o tipo de exercício não levava à mudança alguma no peso. A pesquisa mostrou ainda que crianças com sobrepeso ou obesas têm uma visão negativa do próprio corpo, e são mais tímidas para praticar esportes ou qualquer outro exercício.
- A conclusão é que o sedentarismo é mais resultado do que causa da obesidade. Isso pode explicar por que as tentativas de combater a obesidade infantil com exercícios fracassam - explicam os autores do estudo.
O médico David Haslam, do Forum Nacional de Obesidade, ressalta porém que os benefícios das atividades físicas para as crianças não podem ser subestimadas. Em entrevista à BBC, ele disse:
- O estudo do EarlyBird nos força a rever as abordagens para combater a obesidade infantil. O que nós, como clínicos, devemos fazer é aprender essas lições e mudar a nossa abordagem.
O Globo com agências internacionais
RIO - A causa da obesidade infantil, problema que vem aumentando no mundo todo, não seria a falta de exercícios ou a quantidade insuficiente de atividade física. A grande vilã, de acordo com um novo estudo publicado nesta quinta-feira no "Archives of Disease in Childhood", é a alimentação errada. O sedentarismo é apenas uma consequência, e não a causa, do sobrepeso. A pesquisa, feita pelo Instituto EarlyBird, que fica na Escola Médica de Peninsula Medical, em Plymouth, investigou mais de 200 crianças durante três anos, monitorando o aumento do peso e a quantidade de exercício em intervalos regulares.
Pequenas mudanças no dia a dia, como assistir menos à TV, têm pouco impacto sobre a obesidade infantil
Os pesquisadores descobriram que os níveis de gordura no corpo tinham um efeito na atividade física, mas que variar o tipo de exercício não levava à mudança alguma no peso. A pesquisa mostrou ainda que crianças com sobrepeso ou obesas têm uma visão negativa do próprio corpo, e são mais tímidas para praticar esportes ou qualquer outro exercício.
- A conclusão é que o sedentarismo é mais resultado do que causa da obesidade. Isso pode explicar por que as tentativas de combater a obesidade infantil com exercícios fracassam - explicam os autores do estudo.
O médico David Haslam, do Forum Nacional de Obesidade, ressalta porém que os benefícios das atividades físicas para as crianças não podem ser subestimadas. Em entrevista à BBC, ele disse:
- O estudo do EarlyBird nos força a rever as abordagens para combater a obesidade infantil. O que nós, como clínicos, devemos fazer é aprender essas lições e mudar a nossa abordagem.
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