Coca-Cola deixa de anunciar para crianças
Decisão de não anunciar mais para menores de 12 anos de idade vem acompanhada de outras três medidas que buscam combater a obesidade e preservar a saúde financeira da marca
09 de Maio de 2013 • 09:15
Coca-Cola busca estimular hábitos mais saudáveis Crédito: Divulgação
Reduzir ou até mesmo eliminar as calorias de suas bebidas, estampar as informações nutricionais dos produtos na frente das embalagens, incentivar a prática de exercícios físicos e não direcionar mais as suas mensagens publicitárias a crianças com menos de 12 anos de idade.
Essas são as novas diretrizes da maior empresa de refrigerantes do mundo para afastar a associação da Coca-Cola com problemas ligados à obesidade e reverter a trajetória de queda nas vendas, já sinalizada em alguns países.
As novas determinações foram anunciadas nesta quarta-feira 8, como parte das comemorações dos 127 anos de criação da Coca-Cola, e valem para os 200 países onde a marca está presente. “A obesidade é hoje a ameaça de saúde mais desafiadora entre as famílias de todo o mundo. Estamos comprometidos em trabalhar de uma forma cada vez mais próxima com os nossos parceiros de negócios, governantes e da sociedade para fazer parte da solução”, declara Muhtar Kent, presidente mundial da Coca-Cola, em nota.
A decisão da companhia de disseminar programas capazes de estimular hábitos mais saudáveis já tem o apoio de autoridades, como o governador da Georgia, Nathan Deal, e o prefeito da cidade de Atlanta (sede da Coca-Cola), Kasim Reed, que participam do lançamento de uma série de ações criadas para engajar a população local, a exemplo de outras parcerias já firmadas em Chicago, Londres, entre outras localidades.
A iniciativa da Coca-Cola reflete uma antecipação ao projeto de lei 5.921/01, que há mais de dez anos tenta proibir a publicidade voltada para crianças até 12 anos de idade no Brasil.
Hoje em tramitação na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados, o texto de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) aguarda um novo parecer do atual relator, o deputado Salvador Zimbaldi (PDT-SP), ainda sem previsão para ocorrer.
A postura da marca – que recentemente trocou ursos-polares e sorrisos pelo conceito "Be Ok" (ou "Fique bem") em recente campanha lançada nos Estados Unidos – contrasta ainda com o posicionamento do governo de São Paulo, que em janeiro vetou o projeto de lei 193/08, que buscava impedir a veiculação de anúncios de alimentos e bebidas "pobres em nutrientes, com alto teor de açúcar, gorduras saturadas ou sódio" no rádio e na TV, entre 6 e 21 horas, além de tentar proibir também o uso de personagens e celebridades infantis.
Em março, foi a vez do PL 1.096/11, que buscava proibir a venda de alimentos acompanhados de brindes ou brinquedos em todo o Estado de São Paulo, ser barrado sob a alegação de “inconstitucionalidade e na falta de competência do Estado de legislar sobre a propaganda comercial”.
Órgãos de defesa do consumidor, como o Instituto Alana, se mobilizam cada vez mais para atrair o apoio à projetos de lei capazes de impor limites à publicidade infantil, enquanto representantes da indústria da comunicação, como Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), Associação Brasileira de Anunciantes (Aba) e Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) defendem a bandeira da liberdade de expressão e a responsabilidade na criação das mensagens para continuar desenvolvendo campanhas dirigidas às crianças.
Leia Mais: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/noticias/2013/05/09/Coca-Cola-deixa-de-anunciar-para-criancas#ixzz2Su8lgmsV
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Carta da Terra
"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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SAUDE PUBLICA: IBGE alerta para o aumento de peso entre crianças >> ALANA
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Unknown
em
9/04/2010 09:13:00 AM
Marcadores:
obesidade infantil
31/08/2010
O Brasil, que há 30 anos lutava para vencer a desnutrição infantil, hoje vive uma situação aparentemente inversa: pesquisa divulgada pelo IBGE na última sexta-feira, 27 de agosto, revelou que uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estavam acima do peso em 2009. Segundo o levantamento, o excesso de peso dobrou nos últimos 34 anos e já atinge mais de 33% da população dessa faixa etária, com destaque para as áreas urbanas.
Essas informações, embora sejam preocupantes, não surpreendem. A população brasileira acompanha uma curva de ascensão da obesidade no mundo, especialmente por conta de hábitos não-saudáveis e do consumo excessivo de alimentos industrializados com alto teor de açúcar, gorduras e sal. Não por acaso, diversas nações têm buscado implementar políticas públicas de combate ao problema, a exemplo da primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, que lançou a campanha “Let’s Move” (“Vamos nos movimentar”) no início de 2010 para tentar reduzir os índices de sobrepeso e obesidade entre as crianças norte-americanas.
Nesse sentido, a Organização Mundial de Saúde (OMS) também vem orientando que os governos criem políticas públicas para combater o problema. Em maio deste ano, 27 países aprovaram as recomendações da OMS, que inclui a implementação de regras para reduzir o impacto do marketing de alimentos em crianças.
No Brasil, esse debate foi iniciado com mais intensidade em 2006, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) abriu sua proposta de regulação da publicidade de alimentos e bebidas de baixo teor nutricional para consulta pública. Desde então, muito se tem discutido a respeito de como solucionar o problema e de que forma governo, sociedade e mercado podem contribuir para a questão.
Em junho, a Anvisa divulgou sua nova regra – a Resolução nº 24 – em que obriga que a publicidade de alimentos com alto teor de açúcar, gorduras e sódio e de bebidas com baixo teor nutricional seja acompanhada de alertas para possíveis riscos à saúde no caso de consumo excessivo. Embora a nova regra não tenha detalhado ações específicas para o público infantil, ela segue uma tendência mundial.
A AGU (Advocacia Geral da União), a pedido do Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária), questiona a competência da Anvisa para regular a questão e pediu, em agosto, que a agência suspendesse a nova regra. De outro lado, instituições e organizações de defesa do consumidor, incluindo o Projeto Criança e Consumo, reconhecem a legitimidade da Resolução nº 24 e acreditam que esse é um importante passo na luta contra a obesidade.
Saiba mais sobre a pesquisa do IBGE
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1699&id_pagina=1
Conheça a Resolução nº 24 da Anvisa
http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/AcaoJuridica.aspx?v=1&id=55
Leia entrevista da especialista Corinna Hawkes, consultora da OMS
http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=7273&origem=23
O Brasil, que há 30 anos lutava para vencer a desnutrição infantil, hoje vive uma situação aparentemente inversa: pesquisa divulgada pelo IBGE na última sexta-feira, 27 de agosto, revelou que uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estavam acima do peso em 2009. Segundo o levantamento, o excesso de peso dobrou nos últimos 34 anos e já atinge mais de 33% da população dessa faixa etária, com destaque para as áreas urbanas.
Essas informações, embora sejam preocupantes, não surpreendem. A população brasileira acompanha uma curva de ascensão da obesidade no mundo, especialmente por conta de hábitos não-saudáveis e do consumo excessivo de alimentos industrializados com alto teor de açúcar, gorduras e sal. Não por acaso, diversas nações têm buscado implementar políticas públicas de combate ao problema, a exemplo da primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, que lançou a campanha “Let’s Move” (“Vamos nos movimentar”) no início de 2010 para tentar reduzir os índices de sobrepeso e obesidade entre as crianças norte-americanas.
Nesse sentido, a Organização Mundial de Saúde (OMS) também vem orientando que os governos criem políticas públicas para combater o problema. Em maio deste ano, 27 países aprovaram as recomendações da OMS, que inclui a implementação de regras para reduzir o impacto do marketing de alimentos em crianças.
No Brasil, esse debate foi iniciado com mais intensidade em 2006, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) abriu sua proposta de regulação da publicidade de alimentos e bebidas de baixo teor nutricional para consulta pública. Desde então, muito se tem discutido a respeito de como solucionar o problema e de que forma governo, sociedade e mercado podem contribuir para a questão.
Em junho, a Anvisa divulgou sua nova regra – a Resolução nº 24 – em que obriga que a publicidade de alimentos com alto teor de açúcar, gorduras e sódio e de bebidas com baixo teor nutricional seja acompanhada de alertas para possíveis riscos à saúde no caso de consumo excessivo. Embora a nova regra não tenha detalhado ações específicas para o público infantil, ela segue uma tendência mundial.
A AGU (Advocacia Geral da União), a pedido do Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária), questiona a competência da Anvisa para regular a questão e pediu, em agosto, que a agência suspendesse a nova regra. De outro lado, instituições e organizações de defesa do consumidor, incluindo o Projeto Criança e Consumo, reconhecem a legitimidade da Resolução nº 24 e acreditam que esse é um importante passo na luta contra a obesidade.
Saiba mais sobre a pesquisa do IBGE
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1699&id_pagina=1
Conheça a Resolução nº 24 da Anvisa
http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/AcaoJuridica.aspx?v=1&id=55
Leia entrevista da especialista Corinna Hawkes, consultora da OMS
http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=7273&origem=23
Alimentação errada, e não o sedentarismo, seria a principal causa da obesidade infantil, revela estudo >>> O Globo On line /Ecodebate
Publicada em 08/07/2010 às 12h26m
O Globo com agências internacionais
RIO - A causa da obesidade infantil, problema que vem aumentando no mundo todo, não seria a falta de exercícios ou a quantidade insuficiente de atividade física. A grande vilã, de acordo com um novo estudo publicado nesta quinta-feira no "Archives of Disease in Childhood", é a alimentação errada. O sedentarismo é apenas uma consequência, e não a causa, do sobrepeso. A pesquisa, feita pelo Instituto EarlyBird, que fica na Escola Médica de Peninsula Medical, em Plymouth, investigou mais de 200 crianças durante três anos, monitorando o aumento do peso e a quantidade de exercício em intervalos regulares.
Pequenas mudanças no dia a dia, como assistir menos à TV, têm pouco impacto sobre a obesidade infantil
Os pesquisadores descobriram que os níveis de gordura no corpo tinham um efeito na atividade física, mas que variar o tipo de exercício não levava à mudança alguma no peso. A pesquisa mostrou ainda que crianças com sobrepeso ou obesas têm uma visão negativa do próprio corpo, e são mais tímidas para praticar esportes ou qualquer outro exercício.
- A conclusão é que o sedentarismo é mais resultado do que causa da obesidade. Isso pode explicar por que as tentativas de combater a obesidade infantil com exercícios fracassam - explicam os autores do estudo.
O médico David Haslam, do Forum Nacional de Obesidade, ressalta porém que os benefícios das atividades físicas para as crianças não podem ser subestimadas. Em entrevista à BBC, ele disse:
- O estudo do EarlyBird nos força a rever as abordagens para combater a obesidade infantil. O que nós, como clínicos, devemos fazer é aprender essas lições e mudar a nossa abordagem.
O Globo com agências internacionais
RIO - A causa da obesidade infantil, problema que vem aumentando no mundo todo, não seria a falta de exercícios ou a quantidade insuficiente de atividade física. A grande vilã, de acordo com um novo estudo publicado nesta quinta-feira no "Archives of Disease in Childhood", é a alimentação errada. O sedentarismo é apenas uma consequência, e não a causa, do sobrepeso. A pesquisa, feita pelo Instituto EarlyBird, que fica na Escola Médica de Peninsula Medical, em Plymouth, investigou mais de 200 crianças durante três anos, monitorando o aumento do peso e a quantidade de exercício em intervalos regulares.
Pequenas mudanças no dia a dia, como assistir menos à TV, têm pouco impacto sobre a obesidade infantil
Os pesquisadores descobriram que os níveis de gordura no corpo tinham um efeito na atividade física, mas que variar o tipo de exercício não levava à mudança alguma no peso. A pesquisa mostrou ainda que crianças com sobrepeso ou obesas têm uma visão negativa do próprio corpo, e são mais tímidas para praticar esportes ou qualquer outro exercício.
- A conclusão é que o sedentarismo é mais resultado do que causa da obesidade. Isso pode explicar por que as tentativas de combater a obesidade infantil com exercícios fracassam - explicam os autores do estudo.
O médico David Haslam, do Forum Nacional de Obesidade, ressalta porém que os benefícios das atividades físicas para as crianças não podem ser subestimadas. Em entrevista à BBC, ele disse:
- O estudo do EarlyBird nos força a rever as abordagens para combater a obesidade infantil. O que nós, como clínicos, devemos fazer é aprender essas lições e mudar a nossa abordagem.
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