09 de novembro de 2010 • 06h03 Reduzir Normal Aumentar Imprimir O Governo egípcio desafia a natureza ao regar áreas desérticas com água reaproveitada para convertê-las em florestas, cuja superfície já equivale ao território do Panamá.
A diferença verificada após a intervenção humana é dramática: onde antes havia uma paisagem desértica e inóspita, agora há áreas verdes cobertas de árvores de alto valor econômico como álamos, papiros e eucaliptos.
Carta da Terra
"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
Governo brasileiro prepara TEEB Nacional
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Postado por
Unknown
em
11/08/2010 04:52:00 PM
Marcadores:
teeb brasil
Portal Brasil
Durante evento realizado nesta terça-feira (25), na Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP 10) em Nagoya, no Japão, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou que o Brasil irá preparar um relatório nacional sobre o valor dos ecossistemas e da biodiversidade. O documento servirá como referência para decisões políticas e para o desenvolvimento de uma economia sustentável.A ministra falou para uma plateia formada por líderes e tomadores de decisões de países megadiversos, da União Europeia e de outras nações, além de representantes de ONGs, instituições e empresas de todo o mundo.
De acordo com a ministra, o relatório brasileiro é inspirado no recente estudo: A Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade (TEEB, na sigla em inglês), produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e lançado na semana passada na COP 10.
O estudo internacional apontou o valor econômico das plantas, animais, florestas e ecossistemas, entre outros, assim como os custos ocasionados pela perda desses recursos. Conforme o estudo, o custo anual da perda da biodiversidade fica entre US$ 2 trilhões e US$ 4,5 trilhões (R$ 3,6 trilhões e R$ 8,2 trilhões).
Izabella Teixeira destacou a importância de se conhecer melhor não apenas o preço, mas fundamentalmente o que representa o valor da economia proveniente dos diferentes serviços ambientais prestados pela biodiversidade.
TEEB Brasil
O TEEB Brasil deverá incorporar políticas públicas, empresas privadas, setor produtivo e governos ao tomar decisões sobre agricultura, segurança alimentar, segurança energética e exploração de recursos naturais, como o pré-sal. "Creio que o relatório possa contribuir para associar todos estes temas nas discussões dos tomadores de decisão", disse Izabella.
"É importante conciliar estratégias de desenvolvimento e manutenção da biodiversidade, considerando-se questões como agricultura sustentável, segurança alimentar e energética e exploração de recursos naturais, como a exploração de petróleo", afirmou a ministra.
Izabella Teixeira passa toda a semana em Nagoya, onde terá uma extensa agenda de participação em reuniões, eventos, mesas redondas e rodadas de negociação.
Teeb dimensiona importância da biodiversidade para o setor de negócios
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Postado por
Unknown
em
11/08/2010 04:48:00 PM
Marcadores:
TEEB
por Redação EcoD
Teeb é coordenado pelo economista sênior e coordenador das iniciativas relacionadas à economia ambiental do Pnuma, Pavan Sukhdev (à esq.)/Foto: Laurent Achedjian
Em maio deste ano, a cidade de São Paulo sediou o lançamento mundial preliminar do relatório intitulado A Economia de Ecossistemas e da Biodiversidade (Teeb, na sigla em inglês) - documento elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Na ocasião foram abordados os resultados de recentes análises sobre os custos e oportunidades da transição para uma economia de baixo carbono e empregos verdes.
Economia do hidrogênio: uma introdução
Marcelo Linardi
Data: 08/11/2010O conceito de um novo sistema de conversão de energia chamado Célula a Combustível começa a despertar interesse cada vez maior na população em geral, deixando de ser um tema restrito à comunidade técnico-científica e empresarial. Este conceito vem sempre associado à crescente preocupação de preservação ambiental, a automóveis elétricos não poluidores e à geração distribuída de energia com maior eficiência. Porém, o conceito de células a combustível é bem mais abrangente, e se insere na chamada “economia do hidrogênio”. O hidrogênio é o elemento mais abundante do universo e foi identificado pela primeira vez pelo cientista britânico Henry Cavendish, em 1776, sendo denominado de “ar inflamável”.
O gás hidrogênio (H2) não está presente na natureza em quantidades significativas sendo, portanto, um vetor energético, ou seja, um armazenador de energia. Para sua utilização, energética ou não, deve ser extraído de uma fonte primária que o contenha. A energia contida em 1,0 kg de hidrogênio corresponde à energia de 2,75 kg de gasolina. Entretanto, devido à sua massa específica (0,0899 kgNm-3 a 0°C e 1 atm), a energia de um litro de hidrogênio equivale à energia de 0,27 litro de gasolina.
Bicombustível é pior para clima do que combustível fóssil
Data: 08/11/2010 11:41
Porém, o grupo de energias da Comissão Européia, que formulou a meta, reagiu dizendo que grande parte das terras necessárias seriam áreas abandonadas re-cultivadas na Europa e Ásia, minimizando o impacto. Novos dados científicos emergiram este ano colocando dúvidas sobre a sustentabilidade da meta de 10%, porém oficiais europeus argumentam que apenas dois terços da meta serão cumpridos através dos biocombustíveis, com o restante sendo alcançado através de veículos elétricos.
Contudo, 23 dos 27 membros da UE já publicaram suas estratégias nacionais para energia renovável, revelando que 9,5% do combustível dos transportes será biocombustível em 2020, 90% dos quais virão de cultivos de alimentos, alega o relatório. A Comissão Européia está agora considerando se ajustará a sua legislação levando em conta os estudos científicos emergentes. As dúvidas sobre os impactos da política de biocombustíveis já levaram a alegações tendenciosas, ações no tribunal contra a Comissão e alertas que os questionamentos podem acabar com o nascente setor.
Por: Redação TN / Pete Harrison, Reuters
Os planos europeus de incentivar os biocombustíveis levarão agricultores a converter 69 mil Km2 de terras selvagens em campos e plantações, tirando comida dos pobres e acelerando as mudanças climáticas, gerou um relatório. O impacto equivale a uma área do tamanho da Irlanda. Como resultado, os biocombustíveis que a Europa usará na próxima década gerarão entre 81% e 167% mais dióxido de carbono do que os combustíveis fósseis, diz o relatório. Nove grupos ambientalistas chegaram a esta conclusão ao analisar dados oficiais sobre a meta de União Européia de conseguir 10% dos combustíveis para transporte de fontes renováveis até 2020. Porém, o grupo de energias da Comissão Européia, que formulou a meta, reagiu dizendo que grande parte das terras necessárias seriam áreas abandonadas re-cultivadas na Europa e Ásia, minimizando o impacto. Novos dados científicos emergiram este ano colocando dúvidas sobre a sustentabilidade da meta de 10%, porém oficiais europeus argumentam que apenas dois terços da meta serão cumpridos através dos biocombustíveis, com o restante sendo alcançado através de veículos elétricos.
Contudo, 23 dos 27 membros da UE já publicaram suas estratégias nacionais para energia renovável, revelando que 9,5% do combustível dos transportes será biocombustível em 2020, 90% dos quais virão de cultivos de alimentos, alega o relatório. A Comissão Européia está agora considerando se ajustará a sua legislação levando em conta os estudos científicos emergentes. As dúvidas sobre os impactos da política de biocombustíveis já levaram a alegações tendenciosas, ações no tribunal contra a Comissão e alertas que os questionamentos podem acabar com o nascente setor.
As contas para mudar o mundo - WASHINGTON NOVAES
Que consequências práticas terão os acordos considerados "históricos" pelos 193 países que os firmaram na Convenção da Diversidade Biológica em Nagoya, no Japão, e relatados neste jornal (29 e 30/10) por Herton Escobar? O fato é que se conseguiu chegar a algumas regras consideradas fundamentais para a sobrevivência humana no planeta - ainda que para isso tenha sido preciso "colocar um valor monetário na vida" (31/10). Os acordos incluem: 1) Um plano estratégico com metas globais para a conservação no período 2011-2020; 2) um protocolo que define regras para o uso de recursos genéticos derivados de plantas, animais e microrganismos, bem como formatos que respeitem a soberania dos países detentores sobre esses recursos e levem à partilha de benefícios entre o detentor e outros países e suas empresas que venham a explorá-los; e 3) a intenção de firmar em 2011, em reunião na Índia, um acordo sobre mecanismos financeiros que tornem viável atingir as metas acordadas.
O ponto de partida é difícil: nenhuma das metas para a conservação previstas para o período 2000-2010 foi atingida. A questão financeira, complicada: em Nagoya os países em desenvolvimento calcularam em US$ 300 bilhões anuais (cem vezes mais que os atuais recursos) os financiamentos necessários para que façam sua parte - e até aqui apenas o Japão se disse disposto a entrar com US$ 2 bilhões. Os países mais pobres reivindicaram também a eliminação de subsídios anuais de US$ 500 bilhões que países desenvolvidos concedem a atividades com impacto negativo na biodiversidade.
O ponto de partida é difícil: nenhuma das metas para a conservação previstas para o período 2000-2010 foi atingida. A questão financeira, complicada: em Nagoya os países em desenvolvimento calcularam em US$ 300 bilhões anuais (cem vezes mais que os atuais recursos) os financiamentos necessários para que façam sua parte - e até aqui apenas o Japão se disse disposto a entrar com US$ 2 bilhões. Os países mais pobres reivindicaram também a eliminação de subsídios anuais de US$ 500 bilhões que países desenvolvidos concedem a atividades com impacto negativo na biodiversidade.
Mobilidade Urbana: Um ônibus tira cerca de 50 carros das ruas
Uma alternativa para reduzir o trânsito nas cidades com mais de 500 mil habitantes é a implantação do sistema BRT - Bus Rapis Transit, segundo a NTU - Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos. Segundo estudos da entidade, um ônibus substitui 50 carros ou 70 motos, o que aliviaria não apenas o trânsito, mas também as emissões de gases poluentes.
Para Marcos Bicalho dos Santos, diretor da NTU, "a implantação de sistemas BRT com serviços mais rápidos e de maior qualidade iria, sem dúvida, atrair usuários de carros e motos. Essa seria uma forma, relativamente rápida, de promover, com baixo custo, melhorias no trânsito e na qualidade do ar".
O problema, segundo a NTU, é que o Brasil oferece grandes facilidades para que a população compre carros ou motos, com isso há um grande incentivo para o uso do transporte individual. Com isso, 30% dos deslocamentos são feitos em veículos individuais, que ocupam 70% das ruas.
"Para que tenhamos uma solução adequada para o trânsito e o meio ambiente, principalmente, nos centros urbanos, é preciso estimular a população a usar o transporte coletivo. Paralelamente, é preciso oferecer melhores condições no transporte coletivo por ônibus, implantando os sistemas BRT", acredita Bicalho.
Para Marcos Bicalho dos Santos, diretor da NTU, "a implantação de sistemas BRT com serviços mais rápidos e de maior qualidade iria, sem dúvida, atrair usuários de carros e motos. Essa seria uma forma, relativamente rápida, de promover, com baixo custo, melhorias no trânsito e na qualidade do ar".
O problema, segundo a NTU, é que o Brasil oferece grandes facilidades para que a população compre carros ou motos, com isso há um grande incentivo para o uso do transporte individual. Com isso, 30% dos deslocamentos são feitos em veículos individuais, que ocupam 70% das ruas.
"Para que tenhamos uma solução adequada para o trânsito e o meio ambiente, principalmente, nos centros urbanos, é preciso estimular a população a usar o transporte coletivo. Paralelamente, é preciso oferecer melhores condições no transporte coletivo por ônibus, implantando os sistemas BRT", acredita Bicalho.
Ambientalistas não crêem em avanços na Conferência do Clima
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Postado por
Unknown
em
11/07/2010 03:15:00 PM
Marcadores:
cancun,
CoP 16
Por: Maurício Thuswohl, especial para a Rede Brasil Atual
Publicado em 07/11/2010, 14:45Rio de Janeiro – A onda de otimismo ambiental que tomou conta dos negociadores internacionais após o acordo firmado ao final da 10ª Conferência da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU (COP-10), encerrada no fim de outubro em Nagoya (Japão), não deve ser suficiente para impedir mais um fracasso na próxima conferência da ONU sobre o clima. Esta opinião é compartilhada por importantes militantes socioambientalistas que acompanham as discussões climáticas no Brasil e no exterior.
A 16ª Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP-16) acontecerá de 29 de novembro a 10 de dezembro em Cancun (México) e tem como árdua tarefa reverter o fracasso da conferência anterior, realizada em Copenhague (Dinamarca). Segundo Gaines Campbell, que é conselheiro da ONG brasileira Vitae Civilis e um dos coordenadores da rede Climate Action Network, a conferência terá pela frente dois patamares de decisão: “A mais importante decisão diz respeito ao nível de ambição das promessas, quer sejam obrigatórias ou voluntárias, de redução das emissões dos gases de efeito estufa. Outra decisão diz respeito à questão do financiamento para o combate ao aquecimento global”.
Perspectivas para 2011 a 2014 _ Estado de S. Paulo
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Postado por
Unknown
em
11/07/2010 03:11:00 PM
Marcadores:
aquecimento global China,
crise financeira na zona do euro.,
custo brasil,
desemprego nos eua,
desenvolvimento do brasil,
meracdos internos,
pib brasileiro
07 de novembro de 2010
Nos próximos anos, o desenvolvimento mundial será puxado pelos países emergentes, com destaque para a China e o Brasil. Os países desenvolvidos ainda deverão continuar em ritmo lento de crescimento econômico. Os Estados Unidos ainda deverão sofrer as consequências dos seus déficits gêmeos, dos elevados níveis de desemprego, endividamento público e das pessoas. Os países da zona do euro terão de resolver os graves problemas fiscais e de perda de competitividade externa para a agressividade comercial chinesa. O Japão deverá continuar patinando, fugindo da ameaça da deflação.
O comércio internacional deve crescer em ritmo lento e ser caracterizado por forte disputa para ampliação e conquista de mercados, especialmente devido às novas camadas da população incluídas no mercado de consumo dos países emergentes. Todos precisando exportar e conter importações. É uma equação que não fecha e que pode trazer como consequência elevação do protecionismo, guerra cambial e estabilização e/ou redução dos preços em escala global.
Dentro deste cenário, será difícil ampliar as exportações, especialmente de produtos industrializados. Devem ser exceção as commodities e os alimentos, também puxados pelo aumento do consumo interno dos países emergentes.
Esse é o cenário externo que considero mais provável para os próximos quatro anos. Face a esse cenário, o que deveríamos fazer? Como prioridades absolutas, continuar a desenvolver o mercado interno e procurar reduzir o custo Brasil.
Mercado interno. O Brasil possui um imenso potencial ainda inexplorado no seu mercado interno, fruto da má distribuição de renda, que impede que amplas camadas da população participem do mercado de consumo e/ou ampliem o consumo de bens e serviços cujo consumo é restrito devido à baixa renda. Para isso, várias políticas já implantadas devem ser ampliadas nos seus alcances. A mais importante é a regra de correção do salário mínimo, que deveria continuar crescendo acompanhando o crescimento do PIB. Em seguida, considero necessário ampliar o valor a ser destinado ao Bolsa Família. Atualmente, a despesa deste programa é de R$ 13 bilhões, que corresponde a 0,4% do PIB, ou 1,4% da receita do governo federal. Existem vários outros programas de redistribuição de renda, que devem ser ampliados.
Amir Khair - O Estado de S.Paulo
Nos próximos anos, o desenvolvimento mundial será puxado pelos países emergentes, com destaque para a China e o Brasil. Os países desenvolvidos ainda deverão continuar em ritmo lento de crescimento econômico. Os Estados Unidos ainda deverão sofrer as consequências dos seus déficits gêmeos, dos elevados níveis de desemprego, endividamento público e das pessoas. Os países da zona do euro terão de resolver os graves problemas fiscais e de perda de competitividade externa para a agressividade comercial chinesa. O Japão deverá continuar patinando, fugindo da ameaça da deflação.
O comércio internacional deve crescer em ritmo lento e ser caracterizado por forte disputa para ampliação e conquista de mercados, especialmente devido às novas camadas da população incluídas no mercado de consumo dos países emergentes. Todos precisando exportar e conter importações. É uma equação que não fecha e que pode trazer como consequência elevação do protecionismo, guerra cambial e estabilização e/ou redução dos preços em escala global.
Dentro deste cenário, será difícil ampliar as exportações, especialmente de produtos industrializados. Devem ser exceção as commodities e os alimentos, também puxados pelo aumento do consumo interno dos países emergentes.
Esse é o cenário externo que considero mais provável para os próximos quatro anos. Face a esse cenário, o que deveríamos fazer? Como prioridades absolutas, continuar a desenvolver o mercado interno e procurar reduzir o custo Brasil.
Mercado interno. O Brasil possui um imenso potencial ainda inexplorado no seu mercado interno, fruto da má distribuição de renda, que impede que amplas camadas da população participem do mercado de consumo e/ou ampliem o consumo de bens e serviços cujo consumo é restrito devido à baixa renda. Para isso, várias políticas já implantadas devem ser ampliadas nos seus alcances. A mais importante é a regra de correção do salário mínimo, que deveria continuar crescendo acompanhando o crescimento do PIB. Em seguida, considero necessário ampliar o valor a ser destinado ao Bolsa Família. Atualmente, a despesa deste programa é de R$ 13 bilhões, que corresponde a 0,4% do PIB, ou 1,4% da receita do governo federal. Existem vários outros programas de redistribuição de renda, que devem ser ampliados.
HOMEM NÃO SE CUIDA! E NÃO É CUIDADO!
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Postado por
Unknown
em
11/07/2010 03:04:00 PM
Marcadores:
saude do homem,
saude publica
Rafaela Carvalho - Agência USP/diariodasaude.com.br
Homens desprezados
Os serviços das Unidades Básicas de Saúde destinam pouca atenção a homens adultos e não possuem atendimento voltado especificamente a eles.
Além disso, as questões relacionadas à sexualidade masculina não são trabalhadas nessas unidades de atendimento, faltando discussão sobre o tema, assim como exames e programas de prevenção.
As conclusões são de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da USP.
"De um lado, os próprios homens resistem a procurar os serviços de saúde; de outro, a expectativa dos profissionais de saúde de que o homem não vá procurar os serviços de atenção primária faz com que médicos, enfermeiros e outros atendentes se mostrem pouco preparados para recebê-lo e inseri-lo no cotidiano nos atendimentos", conta Thiago Félix Pinheiro, psicólogo e autor do estudo.
Segundo o pesquisador, a resistência dos homens está relacionada a valores culturais relacionados à virilidade, que já são parte de um modelo de masculinidade.
Ereção e próstata
A pesquisa, feita na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, consistiu na realização de 57 entrevistas com homens entre 16 e 68 anos que frequentavam serviços de atendimento primário e na observação e análise desses locais de atendimento, desde sala de espera e consultas dos pacientes até os momentos de intervalo dos profissionais.
BNDES propõe que inovação valorize sustentabilidade ambiental
Texto publicado em 06 de Novembro de 2010 - 09h44
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, enfatizou nesta sexta-feira, 5 de novembro, a necessidade das inovações tecnológicas promovidas pela indústria brasileira valorizarem a sustentabilidade ambiental. Após participar de reunião com empresários da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo, afirmou que esse será um grande diferencial competitivo do produto brasileiro em relação à maioria dos países concorrentes. “A inovação deveria ter um viés pró-exportação e valorizar um ingrediente brasileiro diferenciado, que é a sustentabilidade. O Brasil tem matriz energética limpa, novas formas de energia e capacidade de desenvolver produtos com certificação verde, ambiental”, avaliou Coutinho. “Precisamos tirar proveito também de inovação com sustentabilidade ambiental e ter competência em comunicar isso para o mundo”, completou..
O presidente do BNDES afirmou que dobrar o investimento privado em inovação é um enorme desafio e deve ser encarado como grande prioridade do desenvolvimento do país. “A inovação é necessária para a competitividade e aumento da presença do Brasil nos mercados globais em que temos vantagens”, enfatizou.
A duplicação do investimento privado em inovação é a principal meta da MEI, movimento de incentivo à inovação liderado pela CNI, lançado há dois anos. De acordo com a Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec) divulgada semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 38,6% das empresas industriais praticam inovação, seja em produtos, seja em processos.
Articulação - O aumento dessa taxa, de acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, passa pela articulação que a MEI tem feito com o próprio BNDES, ministérios de Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “A MEI tem feito essa articulação para aumentar o investimento, que hoje chega a 1% do PIB apenas se somados os investimentos públicos e privados. Esperamos que isso possa aumentar muito, principalmente entre as pequenas e médias empresas”, afirmou Andrade.
Ressaltou ter sido a partir da articulação da MEI que o governo lançou, nesta sexta-feira, na CNI, a Sala de Inovação, que reunirá os órgãos federais da área de inovação num único lugar. “A Sala de Inovação vai facilitar o andamento dos projetos, que às vezes se perdem na burocracia, indo e vindo em ministérios. É uma solução prática”, definiu Robson Braga de Andrade.
Lembrou que depois do lançamento da MEI a parceria com o governo aumentou bastante. “Nos últimomeses tivemos muitos avanços. O presidente Lula aprovou R$ 500 milhões num edital voltado para a inovação e o desenvolvimento tecnológico e fizemos um convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sebrae, que está colocando R$ 25 milhões, e a CNI outros R$ 25 milhões, para a criação de 27 núcleos estaduais de inovação que vão auxiliar as pequenas e médias empresas a inovar”, relatou.
Assegurou que a interlocução continuará com o próximo governo. “Teremos no início de dezembro uma reunião para trabalhar essa agenda com o novo governo”, informou o presidente da CNI.
Fonte: Assessoria da CNI
O valor estratégico do selo “MADE IN BRAZIL”
Por Laércio Bruno Filho
Cenário BrasileiroNo final do ano passado o Brasil anunciou metas para reduzir suas emissões dos gases efeito estufa (gee) entre 36% e 39 %, tendo como base as emissões apontadas pelo inventário nacional a ser concluído 2010, até o ano limite de 2020.
Semanas atrás o governo divulgou noticia de que em breve haverá o desdobramento pragmático destas metas sendo que alguns setores da economia receberão tetos para emissão de gee.
Ou seja, já se vislumbra o controle nacional das emissões de carbono via estabelecimento de limites setoriais. Primeiros os setores da economia e depois empresas deverão receber limites de emissões a serem cumpridos.
Naturalmente todo este cenário pressupõe a operacionalização de um sofisticado e inovador mecanismo de mercado dotado de instrumentos econômicos, jurídicos e tributários que proporcione, sobretudo, parâmetros confiáveis e seguros para as operações mercantis que ocorrerão. Tanto para compradores nacionais quanto internacionais.
Será o Mercado Voluntário Brasileiro com operações comerciais de créditos de carbono “intra” e “entre” as empresas nacionais e multinacionais.
É esperado que haja uma dinâmica de negócios similar ao sistema europeu,o EU- ETS, de forma a agilizar a cumprimento das metas e motivar o aspecto econômico-financeiro de mercado.
Sistema Europeu
No sistema europeu as nações recebem cotas de emissões que são desdobradas em metas entre alguns segmentos da economia como produção de cimento, geração de energia ou o setor de transportes, entre outros
Quando estes limites pré-estabelecidos não são cumpridos há a possibilidade de complementá-las com a aquisição de créditos de carbono para a compensação do limite excedido.
Na prática as corporações que ultrapassam seus limites de emissão podem adquirir créditos de carbono gerados em outros países, como o Brasil, Índia ou China, e assim cumprirem suas metas. Outra possibilidade são empresas que em posição “superavitária” em relação às suas metas, podem ofertar seu excedente de carbono ao mercado.
Importante enfatizar que este mecanismo favorece o planeta, reduzindo sim as emissões globais dos gee e gera divisas ao países geradores dos créditos de carbono. O Brasil já exportou quase U$ 500 milhões em créditos de carbono
Economia de baixo carbono
Já hoje se fala que os países estabelecerão barreiras alfandegárias protecionistas relacionadas às emissões de carbono.
Mecanismos de gestão e controle passarão a avaliar a intensidade de carbono emitido durante os processos produtivos dos bens. Sobretudo o quesito ambiental será o mais exigido por conta dos resultados nefastos que provoca no clima e por conseqüência os prejuízos generalizados às economias.
Indicadores que controlam a quantidade de toneladas de carbono emitidas por tonelada produzida passarão a ser os “Indicadores Críticos de Performance”.
Quanto maior for a quantidade de carbono emitida por tonelada produzida mais sobretaxado será o bem produzido.
A “pegada ambiental” representará um indicador de competitividade. Pegada ambiental significa o impacto negativo imposto à biodiversidade para se produzir determinado produto ou serviço.
Quanto mais “pesada” a pegada ambiental, menor valor e menos competitividade terá o item produzido.
Mais carbono emitido, mais valor destruído.
Na economia de baixo - carbono a quantidade de emissões de gee se tornará fator crítico para o sucesso das empresas, setores e países.
Porque será mandatório
Viver em uma sociedade de baixo-carbono já está de tornando uma exigência nos países mais desenvolvidos.
Europa e Escandinávia discutem como sobretaxar suas emissões e as respectivas populações diariamente são provocadas por campanhas de conscientização fazendo alusão ao tema. E a tendência é que este comportamento estenda-se por todo o planeta.
Hoje a maioria da comunidade cientifica e parte da sociedade converge para a opinião de que catástrofes climáticas são decorrentes das ações do homem e, portanto ele é o responsável pelo aquecimento do planeta.
É corrente encontrar afirmações de que quanto maior o aquecimento global, piores serão as conseqüências climáticas. E ninguém em sã consciência deseja contribuir para isto.
Além disso, os países ricos não desejam continuar reféns dos combustíveis fósseis e seus derivados, cujos produtores encontram-se majoritamente localizado em regiões politicamente instáveis, com alto risco de cartelização e pressão constante para elevação de preço.
Os países desenvolvidos procuram ser menos carbono-intensivos penalizando o uso do combustível fóssil e promovendo energias alternativas, mais limpas.
Vantagem comparativa
No Brasil a matriz energética de origem hidrológica é limpa e renovável em sua maior parte. As emissões de gases de efeito estufa decorrentes para produção de energia são baixas quando comparadas á maioria dos outros países.
Adicione-se à questão da matriz energética o modelo do etanol brasileiro. Parte significativa da frota nacional opera com um combustível renovável, que emite pouco carbono, considerado o balanço entre produção e uso.
Além disso, existe a co-geração de energia que é gerada pela queima do bagaço e responde por 12,6 % de toda a energia gerada no país (balanço energético 2009).
A questão das florestas vem complementar. A extensa área florestal representa um gigantesco sumidouro de dióxido de carbono além de estocar bilhões de toneladas de carbono em suas arvores.
No contexto global, o Brasil está classificado como o quarto grande emissor de gases de efeito estufa, mas isto acontece por conta do desmatamento e queimadas para produção agropecuária. E há de se convir que controlar emissões por desmatamento e queimada não é tão critico quanto controlar emissões para geração de energia, como nos países europeus e asiáticos.
Na Ásia, Europa e America do Norte a geração da energia é primordialmente baseada no combustível fóssil.
Estabelecer controle sobre as emissões de carbono significa impacto direto no crescimento econômico e entre outros aspectos, no conforto do cidadão, pois boa parte da energia gerada serve para aquecer residências e prédios durante os invernos. Daí a polemica em como controlar as emissões e em que patamares as reduções seriam aceitáveis. Sob este contexto a gestão do carbono tomou proporções muito maiores e mais complexas para estes países.
Competitividade Intrínseca
É nesta conjuntura global que os produtos brasileiros competem e já partem com um grande diferencial competitivo original, intrínseco. Feitos os cálculos apresentam baixa intensidade de carbono, podendo reduzir ainda mais com as metas assumidas pelo governo.
Vale lembrar que hoje o principal direcionador de valor, no mundo todo, ainda é Preço, uma vez que a questão da Qualidade está praticamente nivelada.
Todavia isto está começando a mudar. Os aspectos socioambientais estão ganhando espaço e cada vez mais serão considerados como os “verdadeiros diferenciais” no momento da escolha e aquisição de um determinado item pelo cidadão-consumidor.
Agora é o momento de se pensar num grande inventário da biodiversidade em nível internacional.
Reconhecido e chancelado pela comunidade cientifica, classificando a competitividade dos países pela pegada ambiental gerada na produção de seu PIB e pela preservação de seus estoques de recursos naturais.
Eis o momento adequado para criação do selo “MADE IN BRAZIL”.
Assinar:
Postagens (Atom)
Informação & Conhecimento