Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Biodiesel movimenta R$ 2 bilhões para agricultura familiar

27/03/2013 10:58

 
Biodiesel movimenta R$ 2 bilhões para agricultura familiar

Foto: Ascom/MDA

http://www.mda.gov.br/portal/noticias/item?item_id=12292082

A venda de matéria-prima para a produção de biocombustíveis movimentou mais de R$ 2 bilhões para a agricultura familiar brasileira na safra 2011/2012, de acordo com os dados informados pela indústria do biodiesel. O número equivale às transações realizadas por meio do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), executado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que atende aproximadamente 105 mil famílias de agricultores em todo o País.
O incentivo às empresas produtoras de biodiesel para comprar matéria-prima do agricultor familiar amplia sua área de atuação. “Hoje é uma importante política pública de mercado para a agricultura familiar, de renda e de capacitação tecnológica”, afirma o coordenador-geral de Biocombustíveis da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA, André Grossi Machado.
As famílias participantes do Programa estão localizadas em 16 estados e podem comercializar sua produção por meio de contratos individuais ou de cooperativas. Atualmente, existem 103 cooperativas aptas a participarem do Programa, e elas representam mais de dois terços das transações realizadas. Os três estados do Sul, juntos, reúnem mais da metade das famílias participantes seguido pela Região Nordeste, com quase 30 mil famílias.
Produtor O último levantamento feito pela coordenação nacional do Programa mostra que foram quase dois milhões de toneladas de matérias-primas adquiridas da agricultura familiar para a produção de biodiesel. A soja é a oleaginosa mais comercializada, representando 96% das transações, seguida por mamona e dendê.
No Assentamento Rio Paraíso, município de Jataí (GO), Paulo Gottems é um dos que investiu na venda para o PNPB. “Antes, a gente vendia para outras empresas, mas como somos pequenos, para elas não tinha muito valor”, lembra o agricultor. Há cinco anos vendendo pelo Programa, ele considera a experiência muito proveitosa. “Para mim é um dos melhores programas voltados para a agricultura familiar”, afirma.
Ele conta que as vantagens vão desde a assistência técnica, que facilita inclusive o acesso a crédito, até o maior valor de comercialização. “Aqui na região o preço pode chegar a até R$ 5 a mais por saca”, explica o produtor de soja. Graças a estes benefícios, ele decidiu aumentar a área de plantio de 30 para 56 hectares. Com isso, a família de Paulo consegue colher, em média, 2,8 mil sacas por safra.
Com a renda gerada pela produção e o apoio de políticas públicas de crédito, em especial o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Paulo já adquiriu um trator e uma plantadeira para facilitar a produção. As linhas do financiamento também são indispensáveis para o custeio da produção. “Acesso o Pronaf todo ano para plantar e também para investir”, conta.
Apesar de a soja ser a principal matéria-prima comercializada pelo programa, algumas culturas como amendoim, gergelim, girassol e o próprio óleo de soja, têm maior valor de mercado. Essas oleaginosas, mesmo sendo vendidas para o PNPB, muitas vezes são utilizadas para fabricação de produtos com maior valor de comercialização, gerando mais renda para a agricultura familiar.
Selo Combustível Social
Atualmente, o Brasil tem 56 unidades operacionais autorizadas a produzir e comercializar biodiesel, das quais 41 possuem o Selo Combustível Social – identificação concedida pelo MDA às empresas que compram matéria-prima da agricultura familiar. Juntas, essas unidades têm capacidade de produzir 5,4 bilhões de litros de biocombustível por ano, o que representa 79% da capacidade produtiva instalada no País.
O mercado de biodiesel no Brasil não é aberto, as vendas são realizadas via leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As empresas que possuem o Selo Combustível Social têm preferência nestes leilões, tendo 80% do mercado reservado e podendo concorrer em 100% leilões. Além disso, elas recebem benefícios tributários, que variam de acordo com a localidade.
Questões ambiental e econômica
O Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel contribui para que o Brasil compre menos diesel mineral de outros países, estimulando a produção e o consumo de fonte de energia limpa e não poluente. Incentiva também a agregação de valor aos grãos dentro do País, contribuindo para uma maior oferta de farelo e tortas para alimentação animal.

Congresso de Pesquisa em Pinhão Manso tem mais de 160 trabalhos inscritos

O pinhão-manso é considerado cultura potencial para atender ao Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). Pesquisas, resultados e perspectivas que contribuam para o desenvolvimento dessa cultura no país serão discutidos durante o II Congresso Brasileiro de Pesquisa em Pinhão Manso (II CBPPM), que acontecerá em Brasília nos próximos dias 29 e 30 de novembro. O evento é uma promoção da Embrapa e da Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso (ABPPM), com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O Congresso traz uma programação que reúne apresentações de especialistas, palestras técnicas e sessão de pôsteres com 166 trabalhos inscritos de todo o país nas áreas de genética e melhoramento, biotecnologia, produção de sementes e mudas, sistemas de plantio, podas e tratos culturais, ecofisiologia, nutrição mineral, irrigação, plantas daninhas, pragas e doenças, colheita, pós-colheita e qualidade, processos agroindustriais e co-produtos e estudos sócio-econômico-ambientais.

A expectativa é que o evento receba cerca de 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, técnicos, professores, representantes governamentais, produtores, extensionistas, empresários e estudantes, promovendo o debate na comunidade científica. Entre os palestrantes confirmados, estão: Gustavo de Lima Ramos (MCTI), Marco Antonio Viana Leite (MDA), José Carlos Resende (Epamig), Manoel Teixeira Souza Junior (Embrapa Agroenergia), Luciano Piovesan (ABPPM), Kátia Christina Zuffellato-Ribas (UFPR), Rodrigo Barros Rocha (Embrapa Rondônia), Fábio Pinto Gomes (UESC), Cristiano Alves de Souza (ufgd), Maria Catarina Megumi Kasuya (UFV), Eliane Seiko Maffi Yamada (ESALQ/USP). Também estão confirmados diversos palestrantes estrangeiros, como Wagner Vendrame (USA), Robert Schmidt (USA). Alfredo Zamarripa Colmenero (México), Robert van Loo (Holanda).

Segundo o coordenador do II Congresso Brasileira de Pesquisa em Pinhão-Manso e pesquisador da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola, existem muitas pesquisas sendo realizadas com pinhão-manso no Brasil. Embrapa, universidades e instituições de pesquisas estaduais e privadas participam do esforço de domesticar a cultura, desenvolver cultivares e sistemas de produção. Dessa forma, muito conhecimento foi gerado, mas boa parte disso está disperso pelo país, daí a oportunidade que o Congresso oferece de compartilhamento e intercâmbio dessas informações. “O II Congresso de Pesquisas em Pinhão-Manso é uma oportunidade para reunir todo o conhecimento gerado, bem como, fazer uma avaliação do estado da arte da pesquisa na atualidade. É muito importante gerar conhecimento científico, mas é igualmente importante organizar este conhecimento, principalmente para evitarmos duplicações de pesquisas e esforços para resolver problemas já resolvidos”, ressalta Laviola.

As inscrições para participação no Congresso continuam abertas pelo site http://www.cbppm.com.br/pt/congresso-apresentacao
 e também poderão ser feitas na abertura do evento. A programação completa e outras informações sobre o evento e sobre o pinhão manso também estão disponíveis nesse endereço.

Empresa de biotecnologia vai produzir diesel de cana no Brasil

Guilherme Gorgulho - Inova Unicamp - 31/07/2011

Biodiesel de cana-de-açúcar
Interessada no crescimento do mercado de biocombustíveis e na indústria sucroenergética brasileira, a empresa de biotecnologia norte-americana LS9 está chegando ao Brasil aberta a oportunidades de negócios com sua tecnologia de produção de diesel a partir da cana-de-açúcar.

A companhia, sediada na Califórnia, anunciou em julho a criação da LS9 Brasil Biotecnologia, com um escritório em São Paulo, mas ainda planeja a construção de um laboratório de pesquisas e quer iniciar até 2014 a comercialização de seus produtos.

A estratégia consiste em encontrar parceiros para viabilizar a fabricação do biodiesel e de produtos bioquímicos a partir da abundante oferta de matéria-prima no País.

Fundada em 2005, a empresa vai inaugurar em agosto uma planta de demonstração na cidade de Okeechobee, na Flórida, que poderá ser expandida para escala industrial e estuda ainda a construção de uma planta no Brasil.

O plano de desenvolvimento da tecnologia da LS9 é baseado no potencial de seu portfólio no mercado de combustíveis e produtos químicos que substituam os derivados de petróleo e que sejam renováveis.

Testes do biodiesel
No mês passado, a empresa anunciou também uma parceria no Brasil com a fabricante de caminhões e ônibus MAN Latin America para testar o diesel em motores, tanto em bancada como em campo de provas.

O objetivo é analisar desempenho, emissões, consumo e durabilidade dos motores nos veículos da Volkswagen [a linha de caminhões Volkswagen foi adquirida pela MAN] movidos com o biocombustível. O produto da LS9 é um combustível avançado do tipo drop-in, ou seja, pode ser utilizado sem a necessidade de adaptações nos motores e não requer infraestrutura própria.

Sob o nome comercial de Ultra Clean, o biodiesel da LS9 é produzido pela fermentação de açúcares a partir da ação de uma cepa da bactéria Escherichia coli geneticamente modificada para gerar, principalmente, alcoóis graxos, ácidos graxos e ésteres.

"A tecnologia da LS9 é muito flexível em relação à matéria-prima, que são açúcares; não é necessariamente o caldo de cana, podem ser outras fontes de açúcar, inclusive estamos testando outras matérias-primas. Além disso, há a vantagem da flexibilidade de produção; enquanto a maioria das empresas de biotecnologia faz um produto, com a nossa tecnologia é possível fazer vários produtos", explicou Lucila de Avila, diretora geral da LS9 Brasil Biotecnologia, em entrevista a Inovação Unicamp.

A executiva, que está desde março na companhia norte-americana, considera que a tecnologia está "quase pronta para ser comercializada".

Empresa de pesquisadores
Com cerca de 100 funcionários, 60% deles pesquisadores, a empresa sediada em South San Francisco, na Califórnia, foi fundada por dois cientistas: Chris Somerville, professor de Botânica da Universidade de Stanford, e George Church, professor de Genética da Universidade de Harvard, com o financiamento dos fundos de capital de risco Flagship Ventures e Khosla Ventures. Atualmente, a Lightspeed Venture Partners também faz parte da companhia.

A empresa emprega pesquisadores nas áreas de biologia sintética, engenharia metabólica, microbiologia, enzimologia, bioinformática e engenharia química, entre outras. Atraída pela competitividade da cana brasileira para a produção de seu biocombustível, a start-up já deu início a parcerias com outros grupos interessados nos seus produtos renováveis.

Desde 2009, a LS9 tem uma parceria com a norte-americana Procter & Gamble para o desenvolvimento de químicos renováveis a partir da sua tecnologia patenteada. Em fevereiro deste ano, o acordo - cujos termos são mantidos em sigilo - foi ampliado para uma segunda etapa.

Substitutos renováveis
A diretora geral da LS9 explica que a P&G emprega muitos derivados petroquímicos e óleo de palma em seu portfólio, mas que as pressões do mercado pela sustentabilidade têm levado a multinacional a buscar substitutos renováveis.

Segundo ela, outro ponto importante é que a cadeia de produção do óleo de palma - baseada em países do sudeste da Ásia, como Malásia e Indonésia - tem provocado diversos impactos ambientais.

A LS9 conta também com uma parceria estratégica com a empresa de energia norte-americana Chevron para o desenvolvimento de hidrocarbonetos específicos. Além desses acordos, a LS9 está avaliando outros negócios para explorar sua tecnologia.

"Estamos em uma fase de estudar os mercados para avaliar oportunidades, mas a nossa tecnologia é essa: você 'diz' para a bactéria o que ela precisa produzir e muda o metabolismo dela por meio de enzimas." Segundo Lucila, com essa tecnologia é possível fazer substâncias com cadeias carbônicas que vão do C8 ao C18.

Escalonamento da produção
Inicialmente, a firma de biotecnologia contava apenas com a planta-piloto em South San Francisco para testar seu produto, com cana-de-açúcar plantada na Flórida, e terceirizava, por meio de contratos de industrialização, o escalonamento em outras fermentadoras.

Agora, a direção da LS9 está desenvolvendo o projeto e estudando a localização de um laboratório no Brasil para testar a matéria-prima local e fazer a demonstração da tecnologia. Lucila prevê que a decisão sobre a cidade que abrigará o laboratório possa ser tomada ainda neste ano, para que o investimento, de valor não divulgado, comece a ser feito.

Entre os municípios que estão sendo avaliados estão Campinas, Piracicaba, Paulínia e a capital paulista. Estão sendo estudadas também parcerias com universidades brasileiras, mas ainda não foram iniciados os contatos.

O Brasil está no foco principal da empresa e já estão sendo feitas negociações com produtores nacionais para alcançar a escala comercial, tanto na área de biodiesel quando no setor de produtos bioquímicos. Esses acordos poderão ser para o fornecimento de matéria-prima, para contratos de fornecimento de tecnologia ou até mesmo joint ventures.

"Não significa que a LS9 vai trabalhar somente com o Brasil, não existe nenhuma exclusividade, mas para nossa tecnologia é o país das maiores possibilidades", afirmou Lucila, ressaltando o interesse da firma também pela Ásia.

Planta piloto
A planta piloto, na Califórnia, tem capacidade de produção de mil litros e, a partir de agosto, a planta de demonstração, na Flórida, poderá produzir de 4.000 a 5.000 litros - capacidade essa que poderá ser ampliada para 140 mil litros até o final de 2011.

Essa unidade de Okeechobee ainda permitirá a instalação de outros tanques de fermentação para chegar aos 800 mil litros, caso a empresa decida ter uma planta industrial na América do Norte.

"O nosso biodiesel necessita apenas que se coloque o açúcar e a bactéria, para que ela produza o diesel. Depois esse diesel pode ser separado fisicamente com apenas uma centrifugação simples. Não é necessário, como no caso de outras empresas de biotecnologia, enviar o produto para ser submetido a algum tipo de processamento externo, como uma etapa de hidrogenação. O nosso é muito simples e fácil de ser produzido", conclui a diretora geral.

Versatilidade do micro-organismo
A mesma bactéria que produz o diesel também faz produtos químicos, mas o que muda na tecnologia é o metabolismo do micro-organismo, alterado por meio da engenharia genética. "Estamos estudando agora quais são os mercados que nos interessam. São vários: surfactantes, lubrificantes, cosméticos, detergentes e outros produtos de limpeza, tintas e entre outros. As possibilidades são inúmeras."

"Temos que aprofundar muito essa pesquisa e esse desenvolvimento. Nós estávamos nos concentrando em diesel e em alguns produtos químicos que estão sendo desenvolvidos com alguns parceiros específicos. Como essas pesquisas já estão adiantadas e nós já estamos chegando próximo ao rendimento ótimo para comercialização, então, começaremos a entrar nessas outras pesquisas."

Sem querer revelar o custo do diesel da LS9, Lucila ressaltou que "certamente" ele é mais competitivo que o biodiesel vegetal convencional, por causa da valorização da soja. Outra vantagem, destaca, são suas propriedades físicas: menor viscosidade a baixas temperaturas e maior durabilidade ou resistência à oxidação.

Em relação ao diesel de petróleo, a executiva afirma que, nos níveis atuais de preço do barril de óleo, tem "quase certeza" sobre a competitividade do seu produto. Além disso, ele teria menor teor de enxofre e mais qualidade de combustão que o derivado fóssil, segundo dados divulgados pela empresa.

Leque amplo para usinas de cana
Em meio às atuais incertezas de investimentos e volume de produção do setor sucroalcooleiro, a LS9 considera que parcerias com usineiros para a produção do diesel de cana possibilitariam uma interessante diversificação no portfólio que ajudaria a superar os problemas de rentabilidade do etanol.

"Os produtores de cana-de-açúcar hoje têm um horizonte de preço que é limitado ao preço da gasolina, que por sua vez é administrado pela Petrobrás. Nosso produto vai adicionar valor ao usineiro porque vai permitir ter um produto diferenciado, que tem outro ciclo e outra lucratividade e isso vai ser muito interessante", justifica Lucila.

Apesar de considerar a companhia como bem estruturada financeiramente para os "próximos anos", a diretora geral afirma que existe a possibilidade de entrada de novos investidores de venture capital na LS9 nessa fase de expansão para a produção comercial, sendo que está sendo estudada até mesmo a realização de uma oferta pública inicial de ações.

Cariocas começam a usar diesel de cana em transporte urbano

Durante um ano, veículos pesados serão utilizados para serem apresentados no Rio+20


por Globo Rural On-line

A chegada do diesel produzido a partir de cana-de-açúcar às principais metrópoles brasileiras, ainda de que forma experimental, é um sinal de que este tipo de combustível poderá conquistar uma importante fatia no transporte público. A avaliação foi feita pelo consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Alfred Szwarc, após o anúncio de mais um acordo de fornecimento de diesel de cana pela Amyris do Brasil para testes em uma frota de 20 ônibus urbanos na cidade do Rio de Janeiro.

Uma semana antes, a empresa já havia anunciado um acordo similar envolvendo 160 ônibus na cidade de São Paulo. “A iniciativa reduz as emissões e abre novas possibilidades no mercado de combustíveis para veículos pesados. O uso do novo diesel contribui para a redução dos gases causadores do efeito estufa e diminui a emissão de poluentes locais, especialmente o material particulado, resultando em uma opção energética mais limpa,” diz Szwarc.

Rio+20

No Rio de Janeiro, o diesel produzido a partir da cana será misturado ao diesel convencional, de petróleo, na proporção de 30%, para abastecer ônibus da marca Mercedes-Benz da Viação Saens Penna. A Federação de Transportes do Rio de Janeiro utilizará os testes na frota para avaliar o desempenho do motor e os benefícios ambientais do combustível renovável da Amyris. Os resultados serão apresentados na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que será realizada na cidade em junho de 2012.

“O governo do Rio de Janeiro e as autoridades ligadas ao transporte público estão empenhados em dar o exemplo no combate às alterações climáticas. E a Amyris – juntamente com a Mercedes-Benz, Petrobrás, Michelin e BNDES – desempenham um papel na resposta às necessidades do Rio em relação ao transporte,” afirmou Paulo Diniz, presidente da Amyris Brasil. Segundo ele, a empresa está “pronta para atender à crescente demanda por combustíveis derivados de cana no Rio de Janeiro, cidade que se prepara para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016″.

Liderança de São Paulo

Com o anúncio da Amyris na semana anterior, São Paulo se tornou a primeira cidade a utilizar o diesel de cana em sua frota em maior escala. Antes disso, em 2009 e 2010, testes com o combustível foram realizados na capital paulista em três ônibus urbanos. A iniciativa contribui para atender o Plano Diretor paulistano, que prevê a substituição de todo o combustível fóssil utilizado no transporte urbano por opções renováveis até 2018.

“A experiência bem sucedida da cidade de São Paulo começa a ser replicada em outras cidades, agora com o apelo das Olimpíadas e da Copa do Mundo. É muito importante que este processo avance em todo o Brasil,” conclui Szwarc

Fonte: Revista Globo Rural Online

Impacto climático ameaça futuro do biodiesel na União Europeia

Por clipping
A indústria de biodiesel da Europa, de 13 bilhões de dólares (R$ 20,3 bilhões), pode ser abalada pelos planos da União Europeia de controlar os efeitos colaterais da produção de biocombustíveis, depois que estudos mostraram poucos benefícios climáticos, segundo mostram quatro documentos obtidos pela Reuters.

A União Europeia vem criticando há dois anos a extensão dos danos indiretos provocados ao meio ambiente ao se estabelecer metas de aumento da mistura de biocombustível a 10% para todos os combustíveis até 2020, e está bem próxima de decidir sobre o assunto.

“Os efeitos da mudança no uso da terra fazem quase metade dos ganhos esperados na troca do combustível fóssil para renovável desaparecer”, apontou um dos relatórios obtidos.

“Isso pode ter implicações significativas para a existência da indústria de biodiesel da União Europeia”, acrescentou este relatório. “A viabilidade dos investimentos existentes pode ser afetada no longo prazo, uma vez que a disponibilidade de fornecimento de biodiesel seria extremamente reduzida”. (Fonte: Portal iG)

Climate impact threatens biodiesel future in EU

Europe's biodiesel industry could be wiped out by EU plans to tackle the unwanted side effects of biofuel production, after studies showed few climate benefits, four papers obtained by Reuters show.
Europe's world-leading $13 billion biodiesel industry, which has boomed in the wake of a decision by Brussels policymakers in 2003 to promote it, is now on the verge of being legislated out of existence after the studies revealed biodiesel's indirect impact cancels out most of its benefits.

"This study would pave the way for the demise of the European biodiesel sector," Philippe Tillous-Borde, chief of French oilseed giant Sofiproteol, which owns Europe's largest biodiesel producer, told Reuters.

The EU has been arguing for two years over the extent of indirect damage to the environment caused by it setting a target of increasing biofuel use to 10 percent of all road fuels by 2020, from less than three percent today.

Its own analysis shows the target may lead to an indirect one-off release of around 1,000 megatonnes of carbon dioxide--more than twice the annual emissions of Germany.

The emerging picture that the EU has got its policy wrong has proved unpalatable, and the European Commission has refused a Reuters freedom of information request for the latest studies, arguing the public interest of disclosure is insufficient.

However, those documents have now been leaked.
"This would have significant implications for the existing EU biodiesel industry," said one of the leaked reports seen by Reuters, an impact assessment prepared by the Commission.

"The viability of existing investments could be affected in the long run, as the availability of conventional biodiesel feedstocks would be extremely reduced," it said.

The findings could have a major impact on the direction of investments by major oil companies such as BP and Royal Dutch Shell in low-carbon energy sources, and give a boost to firms involved in the development of next-generation biofuels from non-crop sources, such as Danish enzymes producer Novozymes and Spain's Abengoa.

In a second report, global biofuel experts warned that increased biofuel production driven by the EU's green energy targets will squeeze food supplies and increase global hunger.

"Any decline in consumption can have a severe impact for households that are already malnourished," said the report from a Commission workshop of international biofuel experts last November.

The "ILUC" debate
Biofuels were once seen as a silver bullet for curbing transport emissions, based on a theory that they only emit as much carbon as they absorbed during growth.

But that has been undermined by a new concept known as "indirect land-use change" (ILUC), which scientists are still struggling to accurately quantify.

In essence, it means that if you take a field of grain and switch the crop to biofuel, somebody, somewhere, will go hungry unless those missing tonnes of grain are grown elsewhere.

The crops to make up the shortfall could come from anywhere, and recent research shows the majority of new farmland, possibly as much as 80 percent, is created by cutting down forests.

Burning forests to clear that land can pump climate-warming emissions into the atmosphere, enough in theory to cancel out any of the climate benefits the biofuels were meant to bring.

"The experts unanimously agreed that, even when uncertainties are high, there is strong evidence that the ILUC effect is significant," said the report from the Commission's November workshop.

"The land use change effects make nearly half of the expected gains of shifting from fossil fuels to renewable biofuels disappear," said a third report by the International Food Policy Research Institute for the EU.

"These reports clearly show scientists are convinced that current EU biofuels policy will indirectly cause significant environmental damage...The EU must stop brushing the problem under the carpet."

--Nusa Urbancic, green transport campaign group T&EBiodiesel from Asian palm oil, South American soy beans, and EU rapeseed all had a bigger overall climate impact than conventional diesel, said a fourth leaked document.

"These reports clearly show scientists are convinced that current EU biofuels policy will indirectly cause significant environmental damage," said Nusa Urbancic at green transport campaign group T&E.

"The EU must stop brushing the problem under the carpet."

But many in the biodiesel industry--which accounts for around 80 percent of all biofuels--argue the science is still too uncertain to legislate.

"It would be totally contradictory to act on the basis of results produced by a model that relies on false, poorly researched hypotheses," said Sofiproteol's Tillous-Borde.

Yet, scientists are starting to agree on a clear sustainability ranking, after four in-depth EU studies in 2010 and three more in 2011, with bioethanol seen as a better option due to higher energy content in the plants used to produce it.

"Ethanol feedstocks have a lower land use change effect than the biodiesel feedstocks. For ethanol, sugar beet has the lowest land use emission coefficients," said the IFPRI report.

The Commission's impact analysis predicts EU demand for biodiesel will collapse if their indirect impacts are taken into account in EU legislation. But at the same time it sees a sharp rise in demand for bioethanol from cereal crops and sugarcane, as well as advanced biodiesel produced from algae.

"Ethanol production capacity would need to be increased significantly to make up for the increased demand," it said.

The report said this shift in demand would be reflected in commodity markets, pushing down vegetable oil prices and to a lesser extent increasing the cost of sugar and grains.

Story Copyright (c) 2011 Reuters Limited. All rights reserved.
Read more: http://news.cnet.com/8301-11128_3-20078171-54/climate-impact-threatens-biodiesel-future-in-eu/#ixzz1RiWaCdRf

Fundada nova associação do setor de Biodiesel

Com o objetivo de representar e defender os interesses das usinas produtoras de biodiesel surge uma nova força no setor de biodiesel. O nome foi confirmado e a direção da nova entidade eleita. A associação, que já representa 3,48 bilhões de litros em capacidade produtiva, recebeu o nome de Aprobio – Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil.


A Aprobio, fundada em 17 de junho, já conta com 24 empresas associadas que possuem 30 usinas de biodiesel e representam 56% da capacidade de produção do Brasil. A nova associação será composta exclusivamente por empresas com unidades produtoras de biodiesel e tem como critério de admissão a autorização de operação fornecida pela ANP.

Erasmo Carlos Battistella, presidente da BSBIOS, foi eleito pelos associados da Aprobio o novo presidente da entidade.

- Os números mostram que desde sua fundação a Aprobio é representativa e pautada por empresas que visualizam a necessidade de mudança e melhorias no setor.

Foram eleitos como vice-presidente Adilton Domingos Sachetti, da Cooperbio, e os conselheiros: Marco Antônio Moura de Casto, da Brasil Ecodiesel, Alberto Borges de Souza, da Caramuru, Geraldo Martins, da Fertibom, Rodrigo Guerra, da Bio Óleo, e Alexandre Pereira, da JBS. A gestão tem duração de dois anos.

Além dos cargos já eleitos, a Aprobio está contratando um diretor superintendente que será o responsável pela gestão da entidade.

- Queremos uma gestão profissionalizada, para isso teremos um diretor superintendente sem nenhum vínculo com os associados – esclareceu Battistella.

Será esse diretor o responsável por montar a equipe que irá trabalhar na associação.

Está nos planos da Aprobio realizar um evento de divulgação onde a entidade será formalmente apresentada e os associados eleitos tomarão posse. Esse evento deve ocorrer no início de agosto. A associação terá sede na cidade de São Paulo.

Veja abaixo a lista das empresas que fazem parte do novo grupo:
Amazonbio
Barralcool
Binatural
Bio Óleo
Bio Petro
Biocamp
Biocapital
Bionasa
Biopar
Biotins
Bioverde
Brasil EcodieselBSBIOS
CaramuruCesbra
Comanche
Cooperbio
Cooperfeliz
Delta
Fertibom
JBS
Minerva
Olfar
Transportadora Caibiense

Bahamas Waste gets $50K carbon financing

Published On:Monday, May 30, 2011
By ALISON LOWE
Business Reporter
alowe@tribunemedia.net
A renewable energy consulting firm believes the Bahamas is well-positioned to benefit from offsetting carbon emissions, with BISX-listed Bahamas Waste receiving $50,000 in "carbon financing" so far for its "green" efforts.

In doing so, it has become the first Bahamian company to be recognised for its carbon offsetting measures, and to receive so-called carbon financing in return. The first tranche of the money helped the company set up its $1 million biodiesel facility, and another $50,000 award is expected once Bahamas Waste has achieved a certain amount of biodiesel production.

With assistance from Cape Eleuthera Systems, the consulting arm of the Cape Eleuthera Foundation and the Island School in Eleuthera, Bahamas Waste, was recognised by Pioneer Carbon Trading for its efforts to create biodiesel from waste cooking oil that would otherwise have ended up in the public landfill.

The financial support it receives for its carbon offsetting is higher than might be otherwise, as the biodiesel project meets the criteria that enables resulting credits to be sold as 'gold standard'. This is a 'premium quality' and higher value credit attached to those whose carbon offsetting not only produces environmental benefits in terms of carbon reduction, but other economic and social benefits.

Cape Eleuthera's director of facilities, and its consultant to Bahamas Waste on the carbon market and renewables, Geoff Walton, said: "They are creating jobs that weren't there, and because they are using the waste cooking oil that would otherwise go into the landfill, they are creating another benefit in that regard too."

A carbon credit for one ton of 'gold standard' offset carbon can sell on the open market for around $9, whereas other 'regular' carbon credits would fetch a lower $4 or $5 price.

Bahamas Waste entered into a contract with Pioneer Carbon Trading (PCT) in 2007. Essentially a global broker for carbon credits and offsets, PCI transfers funds to Bahamas Waste in return for being able to sell carbon credits in the international voluntary carbon market, based on Bahamas Waste's offsetting.

The concept underpinning the market is that credits are sold to individuals, companies or governments wishing to mitigate their own greenhouse emissions from transportation, electricity use and other sources.

Transfer
International companies, seeking to enhance their own 'green' credentials, transfer money to other companies that are taking steps to reduce emissions and make the environment cleaner. Individuals may also wish to purchase carbon credits, thereby causing money to be transferred to "environmentally-friendly" projects, if they wish to offset the emissions from personal air travel

Carbon trading is seen as introducing financial incentives and market-based innovation into the fight for carbon-reduction and climate change mitigation.

Mr Walton said: "Since this agreement was signed between Bahamas Waste and Pioneer Carbon Trading, Bahamas Waste cannot sell their CO2 offsets to anyone else, and Pioneer Carbon is obligated to pay $100,000 to Bahamas Waste for the first 20,000 tons of carbon offset, even if the price PCT are selling the credits for on the market ends up going lower than that. They also have first right of refusal on a new agreement after the contract for the first 20,000 tons of offsets expires."

The renewable energy proponent said the Bahamas has "a lot of potential" to benefit from the implementation of other projects which, like Bahamas Waste's biodiesel manufacturing, would address waste and carbon emissions.

"There's a lot of waste here, a lot of CO2 is being produced. The Bahamas not required to meet any of the emissions standards that they have in the US, for example. The open landfill is a huge example of where offsetting could take place. So much methane is being produced there, and methane produces a lot of CO2.

"If someone were to come in and try to find a way to capture the CO2 in the landfill, they could create a new offset, create jobs and get carbon financing. Nobody has caught on to that yet. Anytime CO2 is being produced, there's a way to clean it up and you can get credit for that," said Mr Walton.

Resíduos agrícolas ampliam oferta de energia

Bagaço de cana, palha de arroz e dejetos de animais aumentam a variedade de matérias-primas para o setor e melhoram a renda do agricultor

Aumentar a oferta de energia no país com o aproveitamento de biomassa (matéria orgânica de animais e vegetais) é uma das ações previstas no Decreto nº 7.404, que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

– O decreto reafirma a importância da utilização energética dos resíduos gerados pelas cadeias produtivas de origem animal e vegetal, além de fomentar o uso dessas fontes renováveis – destaca o coordenador-geral de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Denilson Ferreira.

Para o coordenador, exemplo concreto é o uso do sebo (gordura) bovino na produção de biodiesel, que correspondeu a cerca de 15% do biocombustível fabricado no Brasil em 2010.

– Além de ser baseada nos critérios de sustentabilidade, a energia gerada por meio da biomassa pode garantir renda para os agricultores, já que o nosso país tem potencial para produção de energia a partir de resíduos gerados pelas atividades agrícola, pecuária e silvícola – ressalta Ferreira.

Ele explica que um dos diferenciais do aproveitamento da matéria orgânica é o fato de se tratar de um tipo de energia renovável e que pode contribuir na redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa.

Nesse contexto, iniciativas de produtores brasileiros ganham cada vez mais espaço no mercado nacional. O bagaço da cana-de-açúcar responde por 13% da energia gerada no país, com o uso de 28,8 milhões de toneladas do produto. No caso de suínos e aves, uma quantidade significativa de projetos está em andamento com objetivo de proporcionar a geração de biogás a partir de dejetos (fezes) de animais, especialmente na região Sul. E ainda há potencial para briquetes e pellets (carvão natural) a serem produzidos com resíduos de origem silvícola e agrícola, como a casca de arroz e outros.

Sebo bovino
Conhecido como gordura animal, esse material até pouco tempo atrás era queimado ou enterrado. O que consolidou a gordura do boi como uma das principais matérias-primas desse tipo de biocombustível foi sua viabilidade econômica. O sebo é mais barato do que o óleo de soja.

Pesquisas da Universidade Federal do Rio de Janeiro indicam que são retirados 20 quilos de sebo de cada boi abatido. O Brasil é um dos maiores exportadores de carne e detém o maior rebanho de gado de corte do mundo, com cerca de 200 milhões de cabeças.

Bagaço
Em 2009, 13% da energia consumida no Brasil foi gerada a partir do bagaço da cana-de-açúcar, subproduto da indústria sucroalcooleira. Além de ser baseada nos critérios de sustentabilidade, a energia gerada por meio da biomassa de cana-de-açúcar aumenta a competitividade do segmento, que pode suprir a necessidade energética das usinas e vender o excedente para empresas de distribuição de energia.

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

Esalq e Embrapa discutem sobre o Programa Nacional de Produção de Biodiesel (11/11/2010)

O Grupo de Estudos Luiz de Queiroz – GELQ, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – Esalq/USP (Piracicaba, SP) promove nos dias 17 e 18 de novembro, com o apoio da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), o Simpósio sobre o Programa Nacional de Produção de Biodiesel – pesquisas, impactos e perspectivas, em Piracicaba, SP.
No primeiro dia, o programa abordará temas já consagrados como: manejo da cultura da soja; o biodiesel no cenário brasileiro; aspectos econômicos do setor da soja; panorama de fontes de bioenergia; biobased economies and biofiels; uso de resíduos da produção de biodiesel e; rotas alternativas para a transesterificação.

O programa do segundo dia tratará de temas atuais como: aquecimento global e biocombustíveis; mudança do uso da terra; avaliação de impactos e gestão ambiental na produção de oleaginosas para biodiesel; soja sob a ótica da ecologia industrial; diferenças e similaridades do setor de biodiesel alemão e brasileiro; inovações na produção de biodiesel no Brasil; biodiesel e a indústria automobilística; e a plataforma nacional de agroenergia.

A Embrapa Meio Ambiente participa no dia 18 – quinta-feira, moderando duas mesas-redondas. Uma pela manhã: “Produção e Meio Ambiente” com a pesquisadora Adriana Moreno Pires e outra à tarde – “Panorama geral” – com a pesquisadora Nilza Patrícia Ramos. O pesquisador Geraldo Stachetti Rodrigues discute pela manhã a “Avaliação de impactos e gestão ambiental na produção de oleaginosas para biodiesel”.

À tarde, o pesquisador da Embrapa Soja (Londrina, PR) César Castro fala sobre “Inovações na produção de biodiesel no Brasil”, e logo em seguida Frederico Durães da Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) discorre sobre “A plataforma nacional de agroenergia”.

Além dos professores da Esalq, participam também do evento professores da Universidade de Wageningen (Holanda) e da Unip, além de profissionais da Abiove, da Dedini, da AGCO América do Sul, e da Coplacana.

O simpósio tem coordenação do professor Thiago Libório Romanelli da Esalq/USP e do pesquisador Geraldo Stachetti Rodrigues da Embrapa Meio Ambiente.

Para mais informações contacte a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz – Fealq pelo site www.fealq.org.br (em Acesso – Eventos); e-mail: cdt@fealq.org.br e pelos telefones (19) 3417-6604 begin_of_the_skype_highlighting (19) 3417-6604 end_of_the_skype_highlighting ou 3417-6601. Ou o GELQ: http://www.gelqesalq.com.br/
gelq2011@esalq.usp.br

Serviço:
Local: Esalq/USP, Av.Pádua Dias, 11, Piracicaba, SP
Número de vagas: 150

Eliana Lima, MTb. 22.047
Embrapa Meio Ambiente
(19) 3311.2748
elima@cnpma.embrapa.br

Boletim do NTU Urbano - Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos

Editorial
Os Sistemas de Transporte Público das cidades brasileiras são altamente dependentes dos ônibus e essa situação ainda perdurará por muito tempo no país. Hoje, cerca de 90% das viagens em transporte coletivo urbano são realizadas por ônibus movidos a diesel.


Em que pese os avanços tecnológicos recentes com a chegada dos motores eletrônicos movidos a um diesel mais limpo, que proporcionam uma redução considerável do volume de emissões, o setor ainda pode avançar muito no campo ambiental.

Disposição é o que não falta às empresas operadoras para se engajarem em programas de proteção ao meio ambiente. Exemplos como o Projeto Despoluir da Confederação

Nacional do Transporte – CNT e o Programa Selo Verde da Federação das Empresas de Transporte do Estado do Rio de Janeiro – FETRANSPOR mostram o avanço da consciência ecológica do setor.

Outras iniciativas, como as experiências com o biodiesel B20 em São Paulo e no Rio de Janeiro, com o biodiesel B100 na Linha Verde em Curitiba, com o gás e o álcool, mostram o interesse das empresas operadoras de ônibus em contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que venham ao encontro dos anseios da sociedade no que se refere à preservação do meio ambiente.

Entretanto, para que todas essas iniciativas se consolidem como opções viáveis para o setor precisam ser respaldadas por uma política energética clara que traga segurança no médio e longo prazo. Assim, as empresas poderão investir em novas tecnologias.

Em especial, precisamos de uma política de preços de combustíveis no país mais transparente e mais estável, que permita avanços tecnológicos e ambientais sem comprometer o equilíbrio financeiro de um setor que tem seus preços administrados pelo poder público.

RS lidera a produção de biodiesel

30/10/2010
biodiesel por Gilberto Simon

O Rio Grande do Sul manteve a primeira posição nacional na produção de biodiesel (B100) em 2009, com 28% de participação no mercado brasileiro. Em 2008, o resultado foi de 26%. O RS também manteve o primeiro lugar na produção de carvão vapor, com 4,68 milhões de toneladas.

Mas, ao contrário do Brasil, o RS não segue a tendência de crescimento de energias renováveis, cuja participação em 2009 totalizou 32,66%, e no país, 47,29%. Segundo o presidente do Grupo CEEE, Sérgio Camps de Morais, a matriz energética é diferente da nacional “justamente por ser o RS detentor das maiores reservas de carvão do país.

Correio do Povo

O SUCESSO DO BIODIESEL

 “Uma pesquisa inédita da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentada (28/10) no Seminário Brasilianas sobre Biocombustíveis, lançou mais luzes sobre o programa que marcou mudança fundamental nas políticas públicas brasileiras.

Pela primeira vez decidiu-se amarrar objetivos sociais a um programa econômico, através da criação de uma série de mecanismos induzindo as empresas a apoiarem a agricultura familiar.

Segundo levantamentos de Cleber Lima Guarany – coordenador de Projetos de Biocombustíveis da FGV – hoje em dia a capacidade instalada no setor é de 5,1 milhões de m3, o dobro do necessário para atender às metas de B5 – mistura de 5% no diesel. Desse total, 42% estão no centro-oeste, 17% no sudeste, 25% no sul, 12% no nordeste e 4% na Amazônia.

Especialistas divergem do governo em relação à produção de biodiesel

Segundo o Ministério da Agricultura, nos primeiros sete meses do ano, país produziu quase a mesma quantidade de produto que em todo o ano de 2009Letícia de Oliveira Brasília (DF)

Especialistas contestam números da produção de biodiesel apresentados pelo governo durante um seminário internacional, na Argentina. De acordo com o Ministério da Agricultura, nos primeiros sete meses do ano, o país produziu quase a mesma quantidade de biodiesel que em todo o ano de 2009. Até julho, foram 1,3 bilhão de litros, contra 1,6 bilhão do ano passado. O governo projeta chegar a 2,4 bilhões de litros até o final de 2010. O resultado, 50% maior do que o de 2009, seria conseqüência da mudança na quantidade de biodiesel adicionada ao diesel – que passou de 4 para 5% em janeiro.

Apesar de o governo atribuir o aumento à nova dosagem, especialistas argumentam que a mudança de categoria não seria suficiente para um crescimento de 50% na produção.

— Se você passar de B4 para B5 o aumento é de 25%, não de 50%. Pelas minhas estimativas, esse aumento para B5 é um aumento que seria de 1.6 bilhão de litros para 2, 2.1 bilhões de litros — explica o especialista em energia Paulo César Ribeiro Lima.

Mesmo sem uma projeção para 2011, o Ministério da Agricultura afirma que a produção deve acompanhar o desempenho do PIB.

— Nós sabemos que o crescimento do consumo de diesel tem uma correlação muito forte com o crescimento econômico. Como nós temos boas projeções para o crescimento econômico nos próximos anos, significa crescimento de diesel e biodiesel — defendeu o coordenador de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Denílson Ferreira.

O analista contesta o otimismo do governo.
— Mantido o B5, o ano que vem a gente não terá mais do que 5% ou 6%. Não esperemos grandes aumentos na produção de biodiesel — concluiu Lima.

Araraquara (SP) inaugura usina de biodiesel /// biodieselbr.com - DCI

sexta, 07 maio 2010 . BiodieselBR.com
A Bio Clean Energy inaugura nesta sexta-feira a primeira usina de produção de biodiesel em Araraquara (SP), com investimentos em torno de R$ 10 milhões e capacidade autorizada de produção de 6 milhões de litros do combustível por ano. A unidade, localizada em uma área de 21 mil m2 doada pela prefeitura local, recebeu na última terça-feira autorização da ANP.

Na produção do biodiesel a usina prevê utilizar soja, sebo bovino e crambe, vegetal cujo plantio foi difundido na metade da última década do século passado em Mato Grosso do Sul para ser utilizado no processo de rotação de cultura. No entanto, posteriormente foi descoberto o potencial energético da semente, capaz de gerar até 40% de óleo, para a produção de biodiesel.

Baixo custo
O crambe é tolerante à seca, tem alta produtividade, baixo custo de produção e normalmente é plantado após a colheita da soja, durante o inverno. A empresa firmou convênio com 360 pequenos produtores rurais do assentamento Monte Alegre, em Motuca (SP), onde investirá R$ 100 mil em subsídios para obter a matéria-prima necessária à produção do biocombustível.

Com a parceria, a Bio Clean Energy espera obter até 30% da matéria-prima da agricultura familiar e atingir o mínimo exigido pela legislação para obter o selo social para vender o biodiesel à Petrobras em leilões Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Parceria
O projeto com os assentados é uma parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), que darão assistência técnica e tecnológica ao programa.

BiodieselBR com informações do DCI

Informação & Conhecimento