Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
Mostrando postagens com marcador Leilão de Energia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leilão de Energia. Mostrar todas as postagens

Leilão de energia: eólicas predominam

Da Agência Ambiente Energia - A maior parte da oferta de energia nos leilões de Reserva e A-3 deste ano vem das usinas eólicas, que terão 10.935 MW ofertados, de um total de 23.332 MW. Em número de projetos, será ofertada energia de 491 usinas eólicas para ajudar a suprir a demanda a partir de 2014. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 9 de maio, pela Empres de Pesquisa Energética (EPE).

O volume da capacidade eólica está distribuído entre oseEstados do Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Ceará e Bahia, os principais entes da federação com reconhecido potencial de energia dos ventos. Os outros projetos são termelétricas a biomassa (81 usinas), pequenas centrais hidrelétricas (PCHs, total de 41 projetos), termelétricas a gás natural (16) e ampliação de uma usina hidrelétrica. Mas somente as fontes eólicas e biomassa participam do Leilão de Reserva. As demais destinam-se ao A-3.

Segundo a EPE, o prazo para inscrição dos empreendimento térmicos a gás natural ainda segue até o dia 19 de maio. Os leilões acontecem em julho em data a ser definida.

Na avaliação do presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, a grande inclusão de usinas eólicas confirma o potencial desta fonte energética, que vem em grande crescimento. Nos últimos anos, em 2009 e 2010, foram contratados 4.698 MW desta fonte.

Energia eólica deve crescer 320% nesta década no Brasil, prevê governo

A ideia do governo é que as termelétricas movidas a gás, óleo ou carvão cedam cada vez mais espaço às eólicas e outras fontes renováveis, bem menos poluentes e que já têm custos competitivos.

Com preço mais baixo, o grande potencial eólico brasileiro finalmente começa a sair do papel. Projeção da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) aponta que a capacidade instalada das usinas movidas por ventos crescerá 320% ao longo desta década.


Atualmente, as usinas eólicas instaladas somam 930 MW espalhados por 50 parques. As hidrelétricas, principal fonte de geração do país, têm 110.000 MW instalados.

Em 2011, estão previstos mais 510 MW distribuídos por 14 parques eólicos, totalizando 1.440 MW. Esse potencial é oriundo do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia), que fomentou a demanda no segmento, permitindo queda no preço.

A previsão é que em 2019 essas unidades geradoras terão potência total de 6.041 MW, quase equivalente aos 6.400 MW das usinas de Santo Antônio e Jirau, que estão sendo erguidas no rio Madeira, em Rondônia.

Calcula-se que haja potencial para instalar até 300 mil MW de usinas eólicas. "O crescimento da energia eólica é um processo irreversível", comentou Pedro Terrelli, diretor da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica).

A ideia do governo é que as termelétricas movidas a gás, óleo ou carvão cedam cada vez mais espaço às eólicas e outras fontes renováveis, bem menos poluentes e que já têm custos competitivos.

As termelétricas são usadas para poupar os níveis dos reservatórios de hidrelétricas em épocas de pouca chuva.

A expansão das eólicas, pelo menos nos próximos três anos, é garantida pela venda de projetos nos leilões voltados para o segmento.

O custo da energia eólica baixou e já chega a ser mais vantajoso do que a energia termelétrica, que gira em torno de R$ 140 a R$ 150 por MWh (megawatt-hora).

Nos três leilões feitos até hoje, o custo médio da eólica foi de R$ 140 por MWh. A geração hidrelétrica, a mais barata do mercado, custa, em média, R$ 110 por MWh.

Anteriormente, o custo para gerar pela força dos ventos ultrapassava os R$ 200 por MWh. Praticamente não havia fabricantes no país, e era preciso importar os equipamentos a custos elevados.

"A perspectiva de crescimento está ligada ao fato de o preço ter caído. Sempre tivemos potencial, mas, quando é caro, não dá para construir", disse o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim.

Até hoje, foram feitos três leilões com participação de 142 empreendimentos eólicos que totalizam 3.852 MW de capacidade instalada.

Essas usinas começam a entrar em operação a partir do ano que vem. A tendência é que os leilões com eólicas sejam mantidos e o mercado se consolide de vez.

"Nos próximos dez anos, é preciso que se adicione 2.500 MW por ano para que a energia eólica se estabeleça de vez", observa Terrelli.

Megawatts de vento

estadão.com
17 de setembro de 2010 | 19h10
Celso Ming

O alto custo de produzir eletricidade a partir do vento sempre foi considerado o maior obstáculo para o desenvolvimento da energia eólica no Brasil. Mas essa é uma sina que está começando a mudar.

Os resultados do último leilão de energia renovável promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no final de agosto surpreenderam até mesmo os especialistas. Nos dois dias de pregão, a energia eólica foi comercializada em média a R$ 130,86 por megawatt-hora (MWh). Ficou mais barata do que a gerada pelas usinas térmicas movidas a queima de bagaço de cana (R$ 144,20) e pelas pequenas centrais hidrelétricas (R$ 141,93).

Esse preço foi 9,5% mais baixo do que o praticado em dezembro, naquele que foi o primeiro leilão a comercializar energia renovável no País.

Preço teto deve cortar 40% dos projetos eólicos dos leilões de reserva e A-3 >>> Jornal da Energia

Abeeólica espera boa competição e contratação de até 2.500MW
Por Luciano Costa
O preço teto estabelecido para a energia eólica nos leilões de reserva e de fontes renováveis, o A-3, foi considerado adequado pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). A tarifa, de R$167 por MWh, é 11,6% menor do que a do primeiro leilão de reserva, que foi realizado no ano passado e contou somente com projetos de geração de energia a partir do vento. Na ocasião, o preço médio do certame caiu dos R$189 MWh iniciais e ficou em R$148MWh.

Wobben crescerá 40% em dois anos >>> Jornal Cruzeiro do Sul


Carolina Santana - Redação Cruzeiro do Sul

Instalada em Sorocaba há 15 anos, a Wobben Windepower, conseguiu a contratação de 486 megawatts (MW) no primeiro leilão de energia eólica realizado no país em dezembro do ano passado. Este valor corresponde a 27% do total de 1.800 MW contratados pelo governo e aumentou a demanda da empresa em 40%, aproximadamente. O diretor presidente da empresa, Pedro Ângelo Vial, revela que em 15 anos no país a empresa instalou 337 MW e, somando com os projetos externos, as usinas instaladas pela Wobben somam 406,7 MW de potência.

As empresas vencedoras do leilão devem estar prontas para o fornecimento de energia em 2012. “Teremos de fazer em dois anos, 40% a mais do que se fez em 15 anos. Era tudo o que a gente queria”, brincou Vial. Ele explica que grupos de investidores participam diretamente do leilão apresentando projetos submetidos à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e à Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Esses grupos, por sua vez, devem fazem parcerias com fabricantes para a construção das usinas, que é o caso da Wobben. “Serão 71 usinas (contratadas pela praça). Muitos investidores entraram no leilão com os fabricantes já escolhidos, mas ainda há 300 MW contratados que ainda não têm fabricantes definidos”, explica. Os investidores ainda estão dentro do prazo para fazer a escolha das empresas.

A Wobben é fabricante de aerogeradores, ou seja, turbinas eólicas de grande porte. Instalada em Sorocaba, atualmente conta com 800 funcionários. A empresa chegou a ter 1.200 colaboradores mas o quadro foi diminuído por conta da baixa demanda do setor. O diretor presidente, no entanto, afirma que com esta nova demanda a recontratação é necessária. Ele espera que pelo menos novos 300 postos de serviços sejam criados neste segundo semestre de 2010.

Além da produção de componentes e aerogeradores para o mercado interno e externo, a empresa projeta, instala, opera e presta serviço de assistência técnica para Usinas Eólicas. É subsidiária da Enercon GmbH e, desde 2002, conta com uma segunda unidade fabril em Pecém, no Ceará.



Projetos contratados


A participação da Wobben neste primeiro leilão aconteceu por meio de projetos apresentados pela Petrobrás (104 MW no Rio Grande do Norte), CPFL (188 MW também no Rio Grande do Norte), Eletrosul (90 MW no Rio Grande do Sul) e o grupo espanhol Elecnor que fará usinas no Rio Grande do Sul. Fora do leilão a fabricante de aerogeradores já tem contratados outros 78 MW no Rio Grande do Sul, sendo 70 para a Eletricidade de Portugal (EDP) e mais 8 para a própria Elecnor. Ainda há 15 MW contratados na Costa Rica.



Expectativa para o segundo leilão


O segundo leilão de energia eólica do Brasil está marcado para agosto. De acordo com Pedro Vial, o diretor presidente da Wobben, as expectativas são boas. Segundo ele é esperado que o governo contrate outros 1.800 megawatts (MW). Esta contratação daria fôlego às empresas do setor para o período de 2012 a 2014. “A nossa luta agora é para conseguir um número de MW de vendas semelhante para termos uma projeção de pelo menos quatro ou cinco anos a frente, aí trabalhamos com tranquilidade”, diz Vial.

A iniciativa governamental de realizar os leilões de energia eólica, para o diretor presidente da Wobben, é uma alternativa para que o setor decole e se mantenha voando no país. “Esses leilões têm que se manter anualmente. Parece existir um espaço de 10 mil MW até 2020”, diz. Este valor é alto se comparado com os patamares atuais mas, segundo Vial, é pouco quando é avaliado o potencial de produção brasileira de energia através dos ventos. “O Brasil tem um potencial de produzir, pelo menos 300 mil MW em eólica. Isto é quase três vezes tudo que o Brasil tem instalado de energia eólica, térmica a gás, a carvão e hidrelétrica que é aproximada de 104 mil MW”, pondera. A energia hidrelétrica corresponde a 75% deste total.

O primeiro leilão foi realizado em dezembro do ano passado e foram inscritos cerca de 14 mil MW em projetos, dos quais foram selecionados 12 mil MW. A seleção ficou a cargo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A contratação efetiva feita com a praça foi de 1.800 MW. Foram contratadas a construção de 71 usinas eólicas dos investidores que ofereceram as tarifas mais baixas. Segundo o edital, os contratos serão de 20 anos e o preço máximo inicial era de R$ 189 por megawatts/hora (MW/h).

Informação & Conhecimento