Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Intervenção do Governo na Vale

O Fórum de Líderes Empresariais é o maior, mais diversificado e mais democrático organismo de representação empresarial brasileira.

Ao longo de 33 anos, promoveu a eleição, pelo voto direto de seus pares, de mais de 1.200 Líderes Empresariais.

E começou, em 1977, produzindo o famoso ?Documento dos Oito? onde, em plena ditadura, oito dos maiores empresários pediam o fim do regime de exceção, a volta à democracia e o retorno do primado da iniciativa privada, então seriamente ameaçado por um canhestro capitalismo de Estado.

Produziu outros documentos de impactos e hoje, quando se vê claramente os tentáculos do Estado tentando avançar sobre a iniciativa privada, ignorando leis, contratos e estatutos, o Fórum volta a se manifestar, fiel aos seus princípios básicos.

A seguir, os principais trechos do documento ?EPISÓDIO VALE: O QUE QUEREMOS, PARA ONDE VAMOS E COM QUEM??

Ao longo de várias décadas e em ritmo crescente, vemos os Governos, nos seus três níveis, com ênfase no Governo Federal, tomar posições cada vez mais prepotentes e mais distantes da democracia que conquistamos depois de muitas lutas, ferindo princípios básicos presentes na nossa Constituição Federal.
A VALE, nos últimos dez anos, tem sido dirigida por um líder brasileiro que merece nosso respeito pelo que conseguiu na defesa da sua empresa e do País, demonstrando competência e patriotismo. Em resumo, Roger Agnelli mais que decuplicou o faturamento da VALE, além de aumentar em vinte vezes o seu valor patrimonial e quintuplicar seu lucro, aumentando significativamente a presença brasileira no mundo.
(...)
É grave constatarmos a séria interferência direta do Governo Federal, junto aos acionistas controladores da VALE e por razões que não foram tornadas públicas, colocando um não explicado pedido para a destituição do atual Presidente. O Fórum de Líderes, baseado nas suas premissas básicas, não deixa de manifestar sua surpresa e seu constrangimento (...) não encontrando explicações razoáveis para uma decisão governamental estranha sob qualquer ângulo em qualquer outro país democrático do mundo.

Essa não nos parece simplesmente uma questão para o grande empresário e empreendedor Roger Agnelli. Afeta a nós e a todos os cidadãos brasileiros.

A VALE, como empresa privatizada, não pode sofrer solavancos dessa natureza. A seriedade do comércio internacional (...)não pode conviver com dúvidas na troca de comando de uma empresa como a VALE.

O Brasil, como crescente participante do comércio mundial, não pode criar questões ou surpresas de comportamento empresarial. (...)Sem dúvida, entendemos que se trata de uma questão de maturidade democrática. Uma questão de estarmos ou não preparados para sermos protagonistas internacionais. Uma organização como o Fórum de Líderes Empresariais (...) não pode deixar de colocar seu posicionamento e convocar todos, inclusive o próprio Governo Federal, para meditar sobre essa interferência indevida e inoportuna. (...) Algo do tipo proposto pelo Governo Federal, simplesmente exigindo a demissão de um bem-sucedido líder empresarial, não está dentro das estruturas produtivas do mundo deste novo século XXI e merece reparos das lideranças empresariais do País.

Desta forma, ao nos solidarizarmos com o Presidente da VALE, Roger Agnelli, chamamos todos aqueles que se dedicam a gerar riquezas no Brasil para, em conjunto e em parceria com as autoridades, criarmos um novo Brasil, próspero e produtivo, rico e gerando riquezas para todos, dentro de equilíbrios e de comportamentos que não afrontem pessoas, organizações, associações e outras. Cada cidadão, cada empresa, cada grupo formador de opinião, não pode, de um momento para outro, ser levado, por pressões não explicadas, a atitudes que não sejam direta e rapidamente compreendidas no mundo global no qual vivemos.

Fórum de Líderes Empresariais
lideres@lideres.org.br

Vale lança fundo para projetos sustentáveis /// Valor Economico

Ter, 11 de Maio de 2010 07:10

A Vale lançou oficialmente ontem, em São Paulo, o Fundo Vale para projetos ambientais na Amazônia. Sete organizações não governamentais com forte presença na região participam da primeira fase do projeto, que conta com o aporte de R$ 51 milhões até 2012.

Em fase de "teste" desde o ano passado, o fundo já desembolsou R$ 7 milhões do total aprovado para o desenvolvimento de oito projetos com foco em três áreas: promoção de municípios verdes, criação e consolidação de áreas protegidas, e monitoramento da região por satélite. De acordo com a Vale, a ideia é expandir o projeto para o exterior no futuro - países da África sem "expertise" em sustentabilidade e também para os vizinhos sul-americanos detentores de uma porção da floresta amazônica.

"É o 3.0 da sustentabilidade. Queremos olhar mais além das nossas atividades e pensar o futuro do planeta", afirmou Vânia Somavilla, diretora de meio ambiente e sustentabilidade da Vale, reforçando a tendência mundial de comprometimento empresarial com a preservação do ambiente.

Entre os projetos financiados parcialmente pelo fundo está o de Almeirim, município de 30 mil habitantes no norte do Pará, que tem 80% de sua cobertura florestal nativa protegida. "Tentamos chegar antes do desmatamento, antes que Almeirim acabe como os outros tantos municípios paraenses", disse Marco Lentini, diretor-executivo do Instituto Floresta Tropical (IFT), que trabalha com capacitação para o manejo correto da floresta.

Já a parceria com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) levou a avanços no sistema de geoprocessamento - o mapeamento por satélite da Amazônia -, dando agilidade na elaboração dos relatórios que servem de base para a fiscalização pública.

O fundo está aberto a novos investidores privados e públicos.

Ver mais em http://www.fundovale.com/

Fonte: Valor Econômico/ Bettina Barros, de São Paulo

Fundo de reflorestamento deve ter rendimento real de 8% a 10% ao ano

Rafael Rosas
Valor
05/05/2010 14:31

RIO - Vale, Funcef, Petros de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acreditam que o investimento no novo fundo de reflorestamento de R$ 605 milhões administrado pela Global Equity pode render entre 8% e 10% ao ano de ganho real.

Os investimentos iniciais serão feitos na Vale Florestar S.A., sociedade de propósito específico que será constituída. O projeto, de mesmo nome da empresa, existe desde 2007 e já investiu cerca de R$ 230 milhões e realizou o plantio de mais de 24,5 milhões de árvores em 41 fazendas arrendadas, com área de 70 mil hectares.

" Para um fundo de pensão, é fundamental que o projeto dê retorno. A gente cuida do dinheiro e o dinheiro tem que voltar para pagar as aposentadorias " , ressaltou Wagner Pinheiro, presidente da Petros, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras.

Guilherme Lacerda, presidente da Funcef, dos funcionários da Caixa Econômica Federal, também afirmou que o negócio é rentável, com uma " chance muito pequena " de dar errado.

" Não podemos fazer investimento a fundo perdido. Temos que bater as metas atuariais " , destacou Lacerda.

O presidente da Vale, Roger Agnelli, chamou a atenção para o déficit de madeiras legalizadas existente no Brasil, de cerca de 2 milhões de metros cúbicos por ano. Segundo ele, a tendência é de que o preço da madeira que será vendida pague os investimentos feitos.

Agnelli revelou que os recursos do fundo serão aplicados no Brasil e que investidores de países como Bahrein, China e Japão já teriam mostrado interesse em conhecer o projeto.

O BNDES vai adquirir cotas no valor de R$ 121 milhões, por meio da BNDESPar, braço de investimentos do banco de fomento. O total equivale a 20% do valor das cotas emitidas pelo fundo. Segundo os executivos envolvidos no projeto, a negociação continua, mas a tendência é que a Vale fique com 40% e os outros sócios com 20% cada.
(Rafael Rosas
Valor)

Vale anuncia fundo de reflorestamento para 450.000 hectares /// AFP-UOL

A mineradora brasileira Vale anunciou nesta quarta-feira a criação de um fundo misto de reflorestamento, para exploração comercial e recuperação ambiental, no valor de 605 milhões de reais destinado a plantar 450.000 hectares de árvores no Brasil até 2022.
O fundo pretende proteger e recuperar 300.000 hectares de florestas nativas com madeiras nobres e destinar 150.000 hectares ao plantio comercial de eucalipto.

Os investidores são a própria Vale, que terá 40% do fundo, associada aos fundos de pensão Petros (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com uma fatia de 20% cada.

O objetivo é financiar o projeto de reflorestamento Vale Florestar, criado em 2007 pela mineradora e que já recuperou 70.000 hectares. "Conseguimos parceiros para acelerar um plano que temos tocado há algum tempo", afirmou Agnelli em coletiva de imprensa na sede da empresa, no Rio de Janeiro. "Pretendemos criar alternativas econômicas para a população das regiões de florestas que não seja simplesmente queimar a madeira (existente) para fazer carvão", disse Agnelli.

O executivo garantiu o potencial de rentabilidade do fundo, já que no Brasil existe um déficit anual de 2 milhões de metros cúbicos de madeira. "A madeira será vendida a indústrias de celulose, confecção de móveis e outros", disse.

O Brasil conta com 3,2% das florestas comerciais do mundo, contra 32,7% da China e 10% de Estados Unidos e Índia, destacou Onito Barbosa, diretor da Global Equity, gestora do fundo.

O presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, explicou que existem outros fundos de pensão estrangeiros, como o Calpers, dos funcionários públicos da Califórnia (EUA), que já investem em reflorestamento no sul do Brasil.

A criação do fundo ainda requer autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O presidente da Vale afirmou ter planos de replicar esse projeto em outros países em que a mineradora atua, como Moçambique e Indonésia, nações que registram altos índices de desmatamento.

Depois de chegar a níves de desflorestamento de 30.000 km2 anuais no início da década, em 2009 o Brasil conseguiu baixar para 7.000 km2 a área da Amazônia devastada.

O desmatamento contribui para tornar o país o quarto emissor mundial de gases de efeito estufa.

A destruição das florestas, que libera toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, é a causa de cerca de 20% das emissões mundiais de gases que provocam o efeito estufa.

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