Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Resultados além das fronteiras

26/11/2010
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP –
Estudos feitos no Brasil sobre os impactos ambientais e socioeconômicos da produção de etanol de cana-de-açúcar têm mostrado a eficiência do biocombustível nacional. Mas, para que as pesquisas tenham de fato impacto positivo na competitividade da indústria nacional, é preciso aumentar o número de artigos publicados em revistas internacionais de alto impacto.

A avaliação foi feita por representantes da indústria sucroalcooleira nesta quinta-feira (25/11), durante o Workshop on Environmental, Social and Economic Impacts of Biofuels, realizado pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) e pela Bio-based Ecologically Balanced Sustainable Industrial Chemistry (BeBasic) – programa de pesquisas financiado pelo governo da Holanda e voltado para o desenvolvimento de bioquímicos, biomateriais e biocombustíveis.

O workshop teve o objetivo de discutir tópicos relacionados aos impactos da produção e do uso de biocombustíveis, a fim de definir temas e questões que poderão ser estudados em conjunto pelo BIOEN e a Be-Basic.

Luiz Fernando Amaral, assessor de Meio Ambiente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), foi o primeiro palestrante, com o tema “Perspectivas da indústria sobre inovação e impacto dos biocombustíveis”. Segundo ele, os cientistas brasileiros produzem estudos de qualidade sobre os impactos do etanol, mas precisam publicar mais em revistas internacionais de peso.

“É fundamental aumentar a quantidade dos estudos publicados em inglês em revistas científicas internacionais de alto impacto. A indústria se ressente especialmente da falta de publicações de pesquisa primária, com dados básicos, nesse tipo de publicação”, disse Amaral à Agência FAPESP.

Segundo ele, muitos estudos importantes de impactos do etanol têm sido publicados apenas em revistas nacionais, em português. Se não fosse essa limitação, aponta, tais dados poderiam ter impacto direto nas regulamentações e políticas internacionais adotadas para biocombustíveis, refletindo diretamente no mercado.

“Esses dados, muitas vezes, poderiam atestar a eficiência do etanol brasileiro, mostrando seu baixo impacto ambiental e socioeconômico. Mas não podemos utilizá-los nas negociações internacionais porque as publicações só têm abrangência local”, afirmou.

Um exemplo típico são os estudos sobre os estoques de carbono no solo. De acordo com Amaral, a Europa e o Japão fizeram recentemente cálculos de emissões relacionados aos impactos de mudança do uso do solo provocada pelo avanço da cultura de cana-de-açúcar.

Esses dados, provenientes do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), deram base para uma avaliação do estoque de carbono existente quando a cana cresce sobre pasto, ou sobre terrenos onde havia outras culturas. “Só que os dados do IPCC não são para a cana-de-açúcar. São dados de culturas perenes e de culturas temporárias – e a cana não se enquadra em nenhuma das duas categorias”, destacou.

Os brasileiros apresentaram, então, segundo Amaral, dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que eram mais próximos da realidade. No entanto, esses estudos não haviam sido publicados em revistas internacionais que utilizam o sistema de revisão por pares.

“Mostramos milhares de mensurações feitas pelo setor privado e os valores eram muito diferentes do que eles haviam utilizado. Mas, como eram dados provenientes da indústria, não foram aceitos, por serem considerados tendenciosos pelos organismos internacionais”, disse.

Segundo Amaral, os estudos feitos pelo CTC posteriormente foram publicados em revistas internacionais e acabaram aceitos. “Esse exemplo é válido para muitas outras situações que enfrentamos. É fundamental publicar em revistas internacionais de impacto. Programas como o BIOEN-FAPESP certamente vão ajudar muito nesse sentido”, disse.

A vez da sustentabilidade
Na abertura do evento, o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, ressaltou que os estudos dos impactos ambientais e socioeconômicos dos biocombustíveis são especialmente importantes para São Paulo e para o Brasil.

“O Brasil obteve grandes avanços nas pesquisas sobre biocombustíveis, mas esses esforços estavam concentrados especialmente na questão da produtividade. Alguns avanços foram feitos em sustentabilidade, mas não se dava tanta importância para o tema. Nos últimos anos, considerando-se a quantidade o potencial da produção brasileira, o tema se tornou central”, afirmou.

Luuk van der Wielen, professor do Departamento de Biotecnologia da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, destacou a importância da colaboração entre o BIOEN e o programa Be-Basic, que ele coordena.

“Na nossa avaliação, se a Holanda quiser se manter entre as 20 maiores economias do mundo, é preciso investir na sustentabilidade econômica e ambiental. Isso só se faz com parcerias internacionais e com ciência. O Brasil, com sua experiência em bioenergia, é um parceiro muito importante nesse sentido. Mas é preciso também levar os avanços do laboratório para a realidade e, por isso, é fundamental entender os impactos sociais e econômicos dos avanços científicos”, disse.

Patricia Osseweijer, da Universidade de Tecnologia de Delft (Holanda), destacou que o interesse pelos impactos socioambientais da bioenergia decorre de uma necessidade estratégica para a Holanda. A parceria com o Brasil será fundamental para esse tipo de pesquisa.

“Está claro que, se quisermos construir uma economia sustentável, vamos precisar mudar. Mas é preciso saber agora o que mudar, como mudar e quem deve promover as mudanças. Por isso é tão importante que a Be-Basic e a FAPESP estejam juntando esforços nos estudos sobre os impactos ambientais, sociais e econômicos dos biocombustíveis”, disse.

De acordo com Glaucia Mendes de Souza, membro da coordenação do BIOEN-FAPESP, o programa tem procurado aumentar o número de pesquisadores envolvidos com o tema dos biocombustíveis, para que a pesquisa brasileira tenha impacto direto na produção industrial.

“Temos 250 pesquisadores trabalhando em projetos do BIOEN e outros 52 cientistas de 11 países que colaboram com pesquisas em São Paulo. Até agora tivemos um aumento de produção científica muito grande sobre etanol e outros biocombustíveis, mas não avançamos tanto ainda na área de sustentabilidade”, disse a professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP).

Heitor Cantarella, professor do Instituto Agronômico de Campinas e também membro da coordenação do BIOEN, destacou que o workshop foi importante para definir as principais questões ligadas aos impactos ambientais e socioeconômicos dos biocombustíveis e criar uma agenda de ação conjunta entre BIOEN e Be-Basic.

“Queremos estabelecer os pontos de convergência em relação aos impactos dos biocombustíveis, para, a partir dessa avaliação, conceber uma chamada conjunta para propostas de pesquisa. É muito importante para o Brasil aumentar o número dos projetos e das pessoas que trabalham com essa questão dos impactos”, disse.

Biólogo no IPCC >>> Agencia Fapesp

23/6/2010

Agência FAPESP * – Nos próximos dias será anunciada a lista de autores principais do quinto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que será publicado em 2014. Cerca de 300 cientistas de todo o mundo foram escolhidos, entre mais de 1,2 mil candidatos, para reunir e avaliar informações técnicas disponíveis sobre o estado atual das mudanças do clima na Terra. Em meio a inúmeros meteorologistas e climatologistas está um biólogo brasileiro.

Marcos Buckeridge, diretor científico do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), atuará no Grupo de Trabalho II do IPCC, responsável por abordar impactos, adaptação e vulnerabilidade das mudanças climáticas. Ele será um dos redatores do capítulo que tratará desta temática na América do Sul e Central.

O professor do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e editor do livro Biologia e Mudanças Climáticas no Brasil explica de que forma o seu trabalho pode colaborar para uma análise climática mais ampla.

“Sempre achei que o IPCC deveria contemplar melhor o ‘olhar do biólogo’. Quais são os eventos que ocorrem em escala micro, dentro da célula de uma planta por exemplo, que podem interferir nos acontecimentos da atmosfera terrestre? Biólogos podem ajudar a modelar ambientes como o interior da célula de um vegetal e identificar quais fatores ali são determinantes para as mudanças climáticas globais”, disse.

Segundo Buckeridge, dois trabalhos podem ter contribuído para a sua indicação ao IPCC. Um deles foi o estudo da bioenergética de plântulas, iniciado em 1999, que visa a compreender os processos metabólicos que tornam possível a vida celular de uma planta (do ponto de vista energético) nos seus primeiros dias de vida. Tal conhecimento permite melhorar as estratégias atuais de recuperação de florestas. Essa pesquisa foi essencial à especialização do pesquisador em parede celular de plantas, tema relevante à bioenergia.

O outro trabalho foca na resposta de plantas como a cana-de-açúcar a climas com alto teor de gás carbônico. A equipe de Buckeridge descobriu que a cana é beneficiada com as mudanças climáticas, pois aumenta consideravelmente sua taxa de fotossíntese e produção de biomassa.

Em 2007, 12 cientistas brasileiros participaram diretamente da elaboração do relatório do IPCC, oito deles como autores principais.

O Primeiro Relatório de Avaliação (AR1, na sigla em inglês) do IPCC foi publicado em 1990. Sua última versão (AR4), divulgada em 2007, teve grande repercussão mundial. É que os cientistas que o preparam foram taxativos ao afirmar que indícios substanciais apontam o ser humano como o principal causador de mudanças no clima, com sérias consequências ao planeta.

O próximo relatório do IPCC está em fase de preparação inicial. Países afiliados à ONU indicaram pesquisadores para compor o quadro de autores principais do relatório.

Três esboços gerais serão produzidos e revisados tecnicamente até que o relatório seja submetido à revisão e avaliação de especialistas dos governos participantes do IPCC. Buckeridge participou desta etapa no último relatório publicado. Após acertos finais, o documento oficial será divulgado em 2014.

Com Luiz Paulo Juttel, do CTBE

Desafios da cana sustentável /// Agencia FAPESP

Agência FAPESP – Como qualquer cultura, a da cana-de-açúcar também apresenta custos ao ambiente que precisam ser avaliados. O consumo de água, o uso de fertilizantes e a participação da cultura da cana na dinâmica dos gases de efeito estufa são os principais desafios ambientais a serem enfrentados no cultivo da matéria-prima do etanol, segundo Heitor Cantarella, pesquisador do Instituto Agronômico (IAC) e um dos coordenadores do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).

Para Cantarella, pesa sobre a cana uma responsabilidade ambiental ainda maior, uma vez que a cultura faz parte da cadeia de um biocombustível importante e do qual se espera uma contribuição para mitigar o efeito estufa no planeta.

Com plantações concentradas em áreas com boa distribuição de chuvas, o cultivo da cana-de-açúcar na maior parte do Brasil não precisa de irrigação, segundo apontou Cantarella durante a convenção latino-americana do projeto Global Sustainable Bioenergy (GSB), realizada em março na sede da FAPESP. Além disso, a planta necessita de menos água em relação a outros vegetais, como soja e café. Trata-se de uma ótima notícia, na opinião do pesquisador, uma vez que a água tem se tornado um recurso escasso.

Mesmo nas regiões em que é necessária, como no Brasil central, a irrigação da cana não precisa ser intensiva. “Em Estados como Goiás, por exemplo, é necessária a chamada irrigação de salvação para provocar a germinação ou a brotação da planta”, explicou.

Mesmo assim, esse procedimento se faz necessário somente na época de inverno, o período de seca. No restante do ano, o Estado mostra índices pluviométricos semelhantes aos de São Paulo.

Por outro lado, a irrigação constante pode aumentar muito a produtividade. Cantarella apontou uma variedade da planta desenvolvida pelo pesquisador Marcos Guimarães de Andrade Landell no IAC, em Ribeirão Preto, que alcançou uma produtividade de mais de 300 toneladas por hectare ao ser cultivada sem limite de água ou de nutrientes.

“Esse aumento de produtividade pode reduzir a área plantada e diminuir outros impactos ambientais”, disse o cientista, afirmando ser necessário ponderar sobre o dilema de se utilizar água em locais em que seu suprimento é limitado.

O uso de água pelas usinas também foi considerado. Cantarella conta que, no Estado de São Paulo, esse consumo vem se reduzindo ao longo dos últimos 20 anos, caindo de 5,6 metros cúbicos por tonelada de cana processada para o atual 1,8 metro cúbico. Essa redução, segundo ele, já é um esforço de adequação da indústria diante de um cenário de escassez.

Recentemente, a legislação estadual impôs restrições quanto ao uso da água que variam de acordo com a região no Estado. As novas plantas industriais, por exemplo, podem consumir, no máximo 1 metro cúbico de água por tonelada de cana.

Estudos indicam que a indústria da cana-de-açúcar tem se preocupado com a preservação das águas superficiais e lençóis freáticos. Subprodutos contaminantes, como a vinhaça, não podem ser jogados em rios e são reaproveitados como fertilizantes, que também são submetidos a limites de aplicação a fim de que não haja contaminação por excesso.

Outra preocupação ambiental é a contaminação por fósforo e nitrato, causada pelo excesso de fertilizantes. “Por ser extremamente solúvel, o nitrato penetra no subsolo com muita facilidade e o excesso de fósforo provoca a eutrofização, que é a proliferação de algas na água”, explicou Cantarella. Segundo ele, ambos os problemas têm sido pouco encontrados no Brasil, ao contrário de outros países.


Dependência dos fertilizantes
O pesquisador do IAC destaca que os fertilizantes são uma preocupação de ordem estratégica para o país. “O Brasil importou, em 2008, 83% do fertilizante consumido nas lavouras. A cultura da cana é responsável por cerca de 13% do total utilizado na agricultura no país”, disse.

Segundo Cantarella, essa dependência brasileira de insumos estrangeiros é uma questão que merece muita atenção. Citou um episódio de 2007 em que a China elevou o imposto de exportação para garantir o seu suprimento de fertilizantes e causou a preocupação mundial de que outros produtores de insumos fizessem o mesmo.

Embora não exista nenhum país no mundo autossuficiente na produção dos três principais fertilizantes (nitrogênio, fósforo e potássio), uma vez que as reservas estão espalhadas pelo mundo, o Brasil tem alta dependência de todos eles, importando 75% do nitrogênio, 50% do fósforo e 92% do potássio que utiliza.

No entanto, os biocombustíveis utilizam somente 2,4% dos fertilizantes consumidos em toda a agricultura mundial. No caso da cana-de-açúcar, a produtividade por quantidade de fertilizante utilizada é ainda mais vantajosa.

Cantarella conta que, mesmo apresentando produções equivalentes de etanol no ano de 2008, Brasil e Estados Unidos consumiram quantidades muito diferentes de fertilizantes em suas plantações de cana-de-açúcar e milho, respectivamente. A lavoura brasileira gastou 910 mil toneladas desses insumos, praticamente um terço dos 2,8 milhões de toneladas empregadas na produção do milho norte-americano no mesmo período.



Etanol e efeito estufa

A contribuição da cultura da cana nas emissões de gases de efeito estufa é um dos pontos que têm recebido atenção em estudos internacionais. Nesse balanço ambiental, os fertilizantes nitrogenados têm um papel importante, pois liberam óxido nitroso (N2O), considerado 300 vezes mais potente que o carbono na contribuição para o efeito estufa. Cerca de 1% do fertilizante empregado acaba sendo disperso na atmosfera em forma de gás.

No entanto, esse valor é um tema controverso e algumas pesquisas chegaram a dados discrepantes. “Houve até um estudo que apontou a proporção de 4% de gás liberado por nitrogênio aplicado, uma quantidade tão alta que ameaçaria as vantagens do etanol como mitigador do efeito estufa”, disse Cantarella, lembrando que o valor foi considerado exagerado por outras avaliações.

Para melhorar esse aspecto, pesquisas no Brasil procuram desenvolver bactérias fixadoras de nitrogênio. “Ainda não sabemos se os microrganismos vão substituir parte substancial da adubação nitrogenada nem a sua eficiência, mas é um potencial interessante”, disse.

O mais abundante gás estufa, o dióxido de carbono (CO2), também está sendo considerado na avaliação ambiental da cana. Há mais carbono na camada superficial do solo do planeta do que na atmosfera. Isso faz com que qualquer atividade de manejo do solo tenha um potencial de liberação de CO2.

Mais uma vez Cantarella apontou que a cana-de-açúcar apresenta vantagens nessa questão em relação a outras culturas. A estrutura da planta é favorável nesse sentido, pois concentra a parte seca e mais rica em carbono na parte inferior e na raiz do vegetal, o que mantém o CO2 sob o solo.

Além disso, como a cana produz grande quantidade de matéria seca, parte desse material retorna ao solo repondo carbono. A colheita da cana crua, sem a queima, eleva ainda mais a devolução desse elemento ao solo e pode, inclusive, aumentar o teor de carbono na terra e com isso, eventualmente, mitigar o efeito estufa, segundo o cientista.

Os subprodutos como a vinhaça e a torta de filtro retornam ao campo como adubos. Já a colheita da cana crua vem crescendo gradualmente por força de lei. A legislação do Estado de São Paulo prevê a extinção da colheita com fogo até 2031. Além de manter a palha no campo, a cana crua não libera o CO2 inerente à queima.

Outro atestado “verde” da cadeia sucroalcooleira é a sua grande capacidade de reciclar nutrientes, segundo lembrou Cantarella. “Se analisarmos as estruturas moleculares dos dois principais produtos da cana, a sacarose e o etanol, veremos que elas contêm somente carbono, hidrogênio e oxigênio, ou seja, boa parte dos minerais contidos nos fertilizantes pode ser reciclada, permanecendo no campo”, disse.

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