Os produtores de carne bovina orgânica do Brasil preparam o terreno para entrar no seleto mercado europeu.
O chamado "boi verde" é o próximo filão de mercado dos pecuaristas, que recebem prêmios de 10% a 18% sobre os preços da carne bovina convencional.
Localizadas em Nhecolândia, na região pantaneira do Mato Grosso do Sul, 19 fazendas produzem hoje esses animais, alimentados com pasto "limpo" - sem adubo químico, herbicidas ou inseticidas - e tratados com homeopatia. "São orgânicos desde o ventre da vaca", afirma Leonardo Leite de Barros, presidente da Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO), que congrega 15 associados.
Criada em 2002, a associação de pecuaristas orgânicos fechou em 2005 uma aliança comercial estratégica e vital com o frigorífico JBS. Graças ao acordo, os pecuaristas conseguiram garantia de compra, valor agregado pela arroba e, principalmente, penetração no mercado interno. O desafio, agora, é adequar-se às normais sanitárias europeias e iniciar os embarques ao continente.
"O JBS está em conversas adiantadas com representantes europeus", diz Barros. Para entrar na União Europeia, no entanto, a associação terá uma séria lição de casa pela frente. As fazendas terão de aderir ao Sisbov, o sistema de rastreamento do gado bovino, que certifica os animais com o "brinco" na orelha. Das 19 fazendas orgânicas, apenas quatro adequaram-se a esse sistema.
Os pecuaristas da ABPO entregam para abate à unidade de Campo Grande da JBS entre 300 e 500 cabeças por mês, de acordo com a demanda. Cerca de 70% da carne fica no mercado interno e os 30% restantes seguem para países árabes, com destaque para Dubai. Para Barros, a tendência é elevar as exportações, já que se trata de um nicho de mercado ao qual os estrangeiros estão atentos. "Alguns acham que o mercado de orgânicos vai crescer, mas a sua natureza é ser de nicho", diz Barros. "É uma atividade restritiva, no sentido de se reunir grande números de pecuaristas, porque é preciso controlar tudo o entra e sai da propriedade, é preciso um amplo banco de dados".
O aperfeiçoamento do negócio com ganhos tecnológicos, no entanto, são inevitáveis. Recentemente, a ABPO firmou uma parceria com a unidade Embrapa Pantanal, em Corumba, para realizar um amplo estudo de viabilidade econômica do gado orgânico no Mato Grosso do Sul.
Em outra frente, uniu-se à organização não-governamental Aliança da Terra, com a qual formará uma equipe interdisciplinar para estudar os ganhos ambientais e sociais dessa atividade rural. A certificação é a garantia, hoje, que esses produtores protegem e conservam recursos florestais e hídricos, e seguem as leis trabalhistas. "Mas percebemos que ser só orgânico não basta mais. É preciso mostrar ao consumidor o impacto ambiental e social dessa atividade", diz Barros.
Além do Brasil, EUA, Austrália, Argentina e Alemanha são produtores de "boi verde". Alguns países do Leste Europeu também já trabalham nesse mercado.
Carta da Terra
"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Criadores de "boi verde" de MS preparam terreno para exportar à Europa /// MNP
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5/19/2010 05:42:00 AM
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Sustentabilidade é tema da Expozebu /// Estadão.com.br
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4/21/2010 05:47:00 AM
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pecuaria sustentavel
Redução da emissão de metano pela pecuária será debatida durante a 76ª edição da feira, que começa dia 28 de abril
Entre os dias 28 de abril e 10 de maio ocorre, no Parque Fernando Costa, em Uberada (MG), a 76.ª edição da ExpoZebu. Realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), este ano, a feira terá como tema a sustentabilidade na pecuária, com uma ampla agenda de debates e paletras sobre o tema.
Pela primeira vez, a mostra sediará uma reunião do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS). Liderado pela Corporação Financeira Internacional (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, o GTPS tem como objetivo discutir e formular normas e práticas capazes de colaborar com a evolução sustentável da cadeia produtiva do gado no Brasil e, para isso, reúne representantes de diferentes segmentos que integram a cadeia produtiva da carne bovina. A reunião, programada para 6 de maio,terá como objetivo mostrar a ambientalistas e lideranças de outros setores o que é a pecuária e as ações de sustentabilidade que as entidades estão desenvolvendo.
O GTPS também participará do 3.º Simpósio Zebu Pecuária Sustentável, realizado pela ABCZ em parceria com o Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), que terá início também no dia 6 de maio. No primeiro dia do evento, serão apresentados temas como o balanço climático na pecuária, objetivos e avanços do GTPS, e genética e pastagem.
A sustentabilidade da pecuária na Amazônia, emissão e absorção dos gases do efeito estufa, realidade e a perspectiva do metano na pecuária e a nutrição como fator para redução da emissão de gases serão os temas apresentados no dia 7 de maio.
Remates. Além do simpósio estão confirmados para ocorrer durante a feira 43 leilões de gado das raças nelore, gir, gir leiteiro e brahman.
Na edição passada, a venda de animais nos leilões durante a exposição movimentou cerca de R$ 57 milhões, em 48 leilões realizados.
Entre os dias 28 de abril e 10 de maio ocorre, no Parque Fernando Costa, em Uberada (MG), a 76.ª edição da ExpoZebu. Realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), este ano, a feira terá como tema a sustentabilidade na pecuária, com uma ampla agenda de debates e paletras sobre o tema.
Pela primeira vez, a mostra sediará uma reunião do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS). Liderado pela Corporação Financeira Internacional (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, o GTPS tem como objetivo discutir e formular normas e práticas capazes de colaborar com a evolução sustentável da cadeia produtiva do gado no Brasil e, para isso, reúne representantes de diferentes segmentos que integram a cadeia produtiva da carne bovina. A reunião, programada para 6 de maio,terá como objetivo mostrar a ambientalistas e lideranças de outros setores o que é a pecuária e as ações de sustentabilidade que as entidades estão desenvolvendo.
O GTPS também participará do 3.º Simpósio Zebu Pecuária Sustentável, realizado pela ABCZ em parceria com o Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), que terá início também no dia 6 de maio. No primeiro dia do evento, serão apresentados temas como o balanço climático na pecuária, objetivos e avanços do GTPS, e genética e pastagem.
A sustentabilidade da pecuária na Amazônia, emissão e absorção dos gases do efeito estufa, realidade e a perspectiva do metano na pecuária e a nutrição como fator para redução da emissão de gases serão os temas apresentados no dia 7 de maio.
Remates. Além do simpósio estão confirmados para ocorrer durante a feira 43 leilões de gado das raças nelore, gir, gir leiteiro e brahman.
Na edição passada, a venda de animais nos leilões durante a exposição movimentou cerca de R$ 57 milhões, em 48 leilões realizados.
Para evitar ação judicial, mais 36 empresas no Pará terão que só comprar gado de fazenda legalizada /// Procuradoria da República no Pará /// Ecodebate
admin
Amazônia, desmatamento, MP, pecuária
Estabelecimentos têm 48 horas para responder ao MPF/PA se aceitam medida, caso contrário poderão ser processadas por desmatamento ilegal
O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) encaminhou recomendação a 36 empresas para que deixem de comprar gado de fazendas que não tenham sido inscritas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) até o final de janeiro. Caso continuem a negociar com esses fornecedores, os estabelecimentos podem ser processados judicialmente por desmatamento ilegal, informou o MPF/PA no documento.
As empresas têm 48 horas para responder ao MPF/PA. O prazo começa a contar a partir do recebimento dos documentos, que foram enviados pelos Correios na última sexta-feira, 5 de fevereiro. Caso ocorra, a ausência de respostas por parte das empresas será considerada pelo MPF/PA como recusa ao cumprimento da recomendação.
Segundo o MPF/PA, a recomendação é necessária para que todas as empresas que exploram a atividade pecuária no Pará atuem a partir das mesmas regras. Desde 2009, 18 empresas (em sua maioria frigoríficos) já assinaram termos de ajustamento de conduta (TACs) com o MPF/PA comprometendo-se a exigir a legalização dos seus fornecedores.
“Todos os frigoríficos, curtumes, exportadores de bois e outras empresas da cadeia da pecuária no estado terão que seguir as orientações do MPF, seja por meio da assinatura de TACs ou seja por meio da concordância com as recomendações”, afirma o procurador da República Daniel César Azeredo Avelino. “Não podemos permitir aos empresários que não cumprem a legislação ambiental uma vantagem econômica sobre aqueles que seguem a lei”.
Essa vantagem, de acordo com o procurador da República, poderia ocorrer da seguinte maneira: sem poder vender às empresas que assinaram os TACs, propriedades rurais não-inscritas no CAR poderiam passar a oferecer descontos para conseguir negócios com estabelecimentos que não assinaram acordos com o MPF/PA. Ou as próprias empresas que não assinaram TACs poderiam começar a exigir esses descontos, já que as fazendas ilegais teriam menos clientes e, portanto, menos poder de negociação.
“Estando todas as empresas sob as mesmas regras, só quem terá prejuízo será o fazendeiro irregular”, explica Avelino.
Empresas às quais as recomendações foram enviadas:
Atlas Frigorífico SA
B Comércio de Carnes e Frios Ltda
Boi Bom Ltda
Comercial de Carnes Barão Ltda
D’Amazônia Indústria e Comércio Ltda
Frigol Pará Ltda
Frigopar Frigorífico e Indústria Ltda
Frigor Atlas Ltda
Frigorífico 3 Irmãos Ltda
Frigorífico Altamira Ltda
Frigorífico Campos Ltda ME
Frigorífico Eldorado SA
Frigorífico Extremo Norte Indústria Ltda
Frigorífico Fama Ltda
Frigorífico Industrial Altamira Ltda
Frigorífico Pollux Ltda ME
Frigorífico Serra Norte Ltda
Frigorífico Sabará Ltda
Frigorífico Simental
Frigorífico Três Marias Ltda
Frigoxin Comercial Ltda
Frimaster Comércio de Alimentos Ltda
JC Araújo Comércio de Alimentos Ltda
Mafrinorte Matadouro e Frigorífico do Norte Ltda
Matadouro Frigorífico do Baixo Tocantins Ltda
Matadouro e Marchantaria Pollares Ltda
MFI Assessoria e Desenvolvimento de Negócios Empresariais Ltda
MJ Novaes de Lima & Cia Ltda
MR Souza Júnior ME
Novo Norte Alimentos Ltda
Redenção Frigorífico do Pará Ltda
Riocarnes Comércio de Alimentos Ltda
Rosiel Sabá Costa
Soberano Alimentos Ltda
Solanio Rodrigues Monteiro ME
Xinguara Comércio de Carnes Ltda
Empresas que assinaram TACs com o MPF em 2010:
Casfrisa Frigorífico Industrial de Castanhal, Cooperativa da Indústria Pecuária do Pará – Socipe, Frigorífico Centauro, Fripago – Frigorífico Paragominas e Matadouro e Marchantaria Planalto.
Empresas que assinaram TACs com o MPF em 2009:
Agroexport, Ativo Alimentos, Bertin, Boi Branco, Coopermeat, Durlicouros, Couro do Norte, Frigorífico Industrial Eldorado, Frigorífico Rio Maria, Kaiapós Fabril e Exportadora, Minerva, Redenção Frigorífico do Pará e Xinguara Indústria e Comércio.
Outros acordos:
Também foram assinados acordos com o governo do Pará e com a Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).
Inscrição no CAR:
A inscrição no Cadastro Ambiental Rural pode ser feita pelo site da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará.
Informe da Procuradoria da República no Pará, publicado pelo EcoDebate, 11/02/2010
Amazônia, desmatamento, MP, pecuária
Estabelecimentos têm 48 horas para responder ao MPF/PA se aceitam medida, caso contrário poderão ser processadas por desmatamento ilegal
O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) encaminhou recomendação a 36 empresas para que deixem de comprar gado de fazendas que não tenham sido inscritas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) até o final de janeiro. Caso continuem a negociar com esses fornecedores, os estabelecimentos podem ser processados judicialmente por desmatamento ilegal, informou o MPF/PA no documento.
As empresas têm 48 horas para responder ao MPF/PA. O prazo começa a contar a partir do recebimento dos documentos, que foram enviados pelos Correios na última sexta-feira, 5 de fevereiro. Caso ocorra, a ausência de respostas por parte das empresas será considerada pelo MPF/PA como recusa ao cumprimento da recomendação.
Segundo o MPF/PA, a recomendação é necessária para que todas as empresas que exploram a atividade pecuária no Pará atuem a partir das mesmas regras. Desde 2009, 18 empresas (em sua maioria frigoríficos) já assinaram termos de ajustamento de conduta (TACs) com o MPF/PA comprometendo-se a exigir a legalização dos seus fornecedores.
“Todos os frigoríficos, curtumes, exportadores de bois e outras empresas da cadeia da pecuária no estado terão que seguir as orientações do MPF, seja por meio da assinatura de TACs ou seja por meio da concordância com as recomendações”, afirma o procurador da República Daniel César Azeredo Avelino. “Não podemos permitir aos empresários que não cumprem a legislação ambiental uma vantagem econômica sobre aqueles que seguem a lei”.
Essa vantagem, de acordo com o procurador da República, poderia ocorrer da seguinte maneira: sem poder vender às empresas que assinaram os TACs, propriedades rurais não-inscritas no CAR poderiam passar a oferecer descontos para conseguir negócios com estabelecimentos que não assinaram acordos com o MPF/PA. Ou as próprias empresas que não assinaram TACs poderiam começar a exigir esses descontos, já que as fazendas ilegais teriam menos clientes e, portanto, menos poder de negociação.
“Estando todas as empresas sob as mesmas regras, só quem terá prejuízo será o fazendeiro irregular”, explica Avelino.
Empresas às quais as recomendações foram enviadas:
Atlas Frigorífico SA
B Comércio de Carnes e Frios Ltda
Boi Bom Ltda
Comercial de Carnes Barão Ltda
D’Amazônia Indústria e Comércio Ltda
Frigol Pará Ltda
Frigopar Frigorífico e Indústria Ltda
Frigor Atlas Ltda
Frigorífico 3 Irmãos Ltda
Frigorífico Altamira Ltda
Frigorífico Campos Ltda ME
Frigorífico Eldorado SA
Frigorífico Extremo Norte Indústria Ltda
Frigorífico Fama Ltda
Frigorífico Industrial Altamira Ltda
Frigorífico Pollux Ltda ME
Frigorífico Serra Norte Ltda
Frigorífico Sabará Ltda
Frigorífico Simental
Frigorífico Três Marias Ltda
Frigoxin Comercial Ltda
Frimaster Comércio de Alimentos Ltda
JC Araújo Comércio de Alimentos Ltda
Mafrinorte Matadouro e Frigorífico do Norte Ltda
Matadouro Frigorífico do Baixo Tocantins Ltda
Matadouro e Marchantaria Pollares Ltda
MFI Assessoria e Desenvolvimento de Negócios Empresariais Ltda
MJ Novaes de Lima & Cia Ltda
MR Souza Júnior ME
Novo Norte Alimentos Ltda
Redenção Frigorífico do Pará Ltda
Riocarnes Comércio de Alimentos Ltda
Rosiel Sabá Costa
Soberano Alimentos Ltda
Solanio Rodrigues Monteiro ME
Xinguara Comércio de Carnes Ltda
Empresas que assinaram TACs com o MPF em 2010:
Casfrisa Frigorífico Industrial de Castanhal, Cooperativa da Indústria Pecuária do Pará – Socipe, Frigorífico Centauro, Fripago – Frigorífico Paragominas e Matadouro e Marchantaria Planalto.
Empresas que assinaram TACs com o MPF em 2009:
Agroexport, Ativo Alimentos, Bertin, Boi Branco, Coopermeat, Durlicouros, Couro do Norte, Frigorífico Industrial Eldorado, Frigorífico Rio Maria, Kaiapós Fabril e Exportadora, Minerva, Redenção Frigorífico do Pará e Xinguara Indústria e Comércio.
Outros acordos:
Também foram assinados acordos com o governo do Pará e com a Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).
Inscrição no CAR:
A inscrição no Cadastro Ambiental Rural pode ser feita pelo site da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará.
Informe da Procuradoria da República no Pará, publicado pelo EcoDebate, 11/02/2010
Efeito pecuária no clima /// aAlor Economico
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Unknown
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4/06/2010 07:21:00 AM
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agribusiness,
carnes,
FAO,
pecuaria sustentavel,
redução de GEE
A Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) está usando em novo estudo sobre o efeito da pecuária no clima a mesma metodologia que apontou a produção de carnes como responsável por 18% das emissões de gases de efeito estufa no planeta, mais do que o setor de transportes, apurou o Valor. Usando a mesma "metodologia vertical", o estudo tende a inflar de novo o resultado que alimentou campanhas contra o consumo de carnes e causa inquietação nos exportadores.
Num estudo de 2006, autoridades no debate climático, como o presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das ONU (IPCC, na sigla em inglês), Rajendra Pachauri, e Lord Nicholas Stern, passaram a citar a cifra de 18% como uma razão para se consumir menos carne e proteger o ambiente.
Mas foram levantadas dúvidas sobre a validade científica do relatório. Uma análise feita por cientistas nos EUA considerou a conclusão "desequilibrada". Frank Miloehner, pesquisador da Universidade de Califórnia-Davis, mostrou que a FAO não calculou emissões oriundas do transporte da mesma forma, usando dados do IPCC que só incluíam a queima de combustível fóssil.
Ele exemplificou que nos EUA e em outros países desenvolvidos, as emissões de transportes representam 26% do total nacional, comparado a apenas 3% para emissões de suínos, por exemplo. "Podemos reduzir sem dúvida as emissões de gases de efeito estufa, mas não é consumindo menos carne ou leite", afirmou em recentes entrevistas.
A FAO aceitou a reclamação e começou um novo estudo sobre o impacto da produção de alimentos na mudança climática, que completará até o fim do ano. Diz que será mais abrangente. Permitirá, por exemplo, comparação entre dietas, incluindo as que usam carne e as exclusivamente vegetarianas.
Mas o Valor apurou que a entidade utiliza a mesma "metodologia vertical" do primeiro estudo, que leva em conta tudo que está embutido na produção de carnes, desde a criação do animal até quando o bife chega ao prato do consumidor.
Contabiliza tanto as emissões de metano dos animais quanto o desmatamento, passando pelas emissões de carbono do transporte, da construção dos frigoríficos, pelas emissões na produção da soja que vai alimentar o gado.
Usando essa metodologia, a soma das emissões por causa da produção de carnes, transportes, eletricidade, e outros, passaria dos 500% pela mutiplificação dos mesmos elementos em cada setor, dizem técnicos.
A FAO tentará agora evitar fazer comparação com outros setores. A mudança do novo estudo, conforme uma fonte, é que se focará no número de emissões por regiões geográficas e subsetores (carne, leite, ovos).
A questão para produtores e exportadores é que, quando o estudo for divulgado, o que atrairá atenção será o número total das emissões geradas pela produção de carne - e número inflado, pelo andar da carruagem. A FAO planeja usar a mesma metodologia para outros produtos agrícolas. Por exemplo, algo específico sobre as emissões de carbono na produção de soja.
A entidade tem sido acusada de ter desviado a atenção da sociedade, com suas conclusões de 2006, sem procurar as causas reais na origem da mudança do clima. A tese de que consumir menos carne ajuda a reduzir o aquecimento está na origem de campanhas como "Segunda-feira sem carne" ou "Menos carne, menos aquecimento", como notam jornais europeus.
Valor Econômico
Num estudo de 2006, autoridades no debate climático, como o presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das ONU (IPCC, na sigla em inglês), Rajendra Pachauri, e Lord Nicholas Stern, passaram a citar a cifra de 18% como uma razão para se consumir menos carne e proteger o ambiente.
Mas foram levantadas dúvidas sobre a validade científica do relatório. Uma análise feita por cientistas nos EUA considerou a conclusão "desequilibrada". Frank Miloehner, pesquisador da Universidade de Califórnia-Davis, mostrou que a FAO não calculou emissões oriundas do transporte da mesma forma, usando dados do IPCC que só incluíam a queima de combustível fóssil.
Ele exemplificou que nos EUA e em outros países desenvolvidos, as emissões de transportes representam 26% do total nacional, comparado a apenas 3% para emissões de suínos, por exemplo. "Podemos reduzir sem dúvida as emissões de gases de efeito estufa, mas não é consumindo menos carne ou leite", afirmou em recentes entrevistas.
A FAO aceitou a reclamação e começou um novo estudo sobre o impacto da produção de alimentos na mudança climática, que completará até o fim do ano. Diz que será mais abrangente. Permitirá, por exemplo, comparação entre dietas, incluindo as que usam carne e as exclusivamente vegetarianas.
Mas o Valor apurou que a entidade utiliza a mesma "metodologia vertical" do primeiro estudo, que leva em conta tudo que está embutido na produção de carnes, desde a criação do animal até quando o bife chega ao prato do consumidor.
Contabiliza tanto as emissões de metano dos animais quanto o desmatamento, passando pelas emissões de carbono do transporte, da construção dos frigoríficos, pelas emissões na produção da soja que vai alimentar o gado.
Usando essa metodologia, a soma das emissões por causa da produção de carnes, transportes, eletricidade, e outros, passaria dos 500% pela mutiplificação dos mesmos elementos em cada setor, dizem técnicos.
A FAO tentará agora evitar fazer comparação com outros setores. A mudança do novo estudo, conforme uma fonte, é que se focará no número de emissões por regiões geográficas e subsetores (carne, leite, ovos).
A questão para produtores e exportadores é que, quando o estudo for divulgado, o que atrairá atenção será o número total das emissões geradas pela produção de carne - e número inflado, pelo andar da carruagem. A FAO planeja usar a mesma metodologia para outros produtos agrícolas. Por exemplo, algo específico sobre as emissões de carbono na produção de soja.
A entidade tem sido acusada de ter desviado a atenção da sociedade, com suas conclusões de 2006, sem procurar as causas reais na origem da mudança do clima. A tese de que consumir menos carne ajuda a reduzir o aquecimento está na origem de campanhas como "Segunda-feira sem carne" ou "Menos carne, menos aquecimento", como notam jornais europeus.
Valor Econômico
Pecuaristas aderem ao programa ambiental MT Legal /// MNP
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Unknown
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3/19/2010 06:27:00 AM
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MT legal,
pecuaria sustentavel
A cadeia produtiva de carne de Mato Grosso aderiu, no início do mês, ao Programa Mato-Grossense de Regularização Ambiental Rural (MT Legal).
Com isso, criadores esperam não estar mais sujeitos ao Termo de Ajuste de Conduta (TAC) imposto pelo Ministério Público, por não ter sua propriedade dentro das normas ambientais legais.
"O MT Legal inspira-se no programa federal Mais Ambiente, com a diferença de possuir prazos maiores", diz o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Otávio Cançado. "Ao aderir ao programa e cumprir suas diretivas e prazos, o produtor estará dentro da legalidade."
Além da entidade, assinaram o acordo o Fórum Nacional de Pecuária de Corte da CNA; a Federação da Agricultura de MT (Famato); a Associação dos Criadores de MT (Acrimat); o Conselho Nacional de Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri) e o Sindicato das Indústrias Frigoríficas de MT (Sindifrigo). O termo ainda foi acordado pelo pelo governador Blairo Maggi. Agora, os produtores terão de se enquadrar nos prazos do MT Legal, que inclui a demarcação das áreas de preservação permanente e regularização da reserva legal.
Até 13 de outubro, todos os produtores já terão feito o Cadastro Ambiental Rural, documento que indica, por meio do georreferenciamento, a localização do imóvel e suas respectivas áreas de preservação permanente (APPs), que não poderão mais ser utilizadas.
Com isso, criadores esperam não estar mais sujeitos ao Termo de Ajuste de Conduta (TAC) imposto pelo Ministério Público, por não ter sua propriedade dentro das normas ambientais legais.
"O MT Legal inspira-se no programa federal Mais Ambiente, com a diferença de possuir prazos maiores", diz o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Otávio Cançado. "Ao aderir ao programa e cumprir suas diretivas e prazos, o produtor estará dentro da legalidade."
Além da entidade, assinaram o acordo o Fórum Nacional de Pecuária de Corte da CNA; a Federação da Agricultura de MT (Famato); a Associação dos Criadores de MT (Acrimat); o Conselho Nacional de Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri) e o Sindicato das Indústrias Frigoríficas de MT (Sindifrigo). O termo ainda foi acordado pelo pelo governador Blairo Maggi. Agora, os produtores terão de se enquadrar nos prazos do MT Legal, que inclui a demarcação das áreas de preservação permanente e regularização da reserva legal.
Até 13 de outubro, todos os produtores já terão feito o Cadastro Ambiental Rural, documento que indica, por meio do georreferenciamento, a localização do imóvel e suas respectivas áreas de preservação permanente (APPs), que não poderão mais ser utilizadas.
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