Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Além do dinheiro

extraído do site do VITAE CIVILIS
servicos ambientais
Existem vários instrumentos econômicos e incentivos não monetários aplicáveis a sistemas de pagamento por serviços ambientais. Reconhecer essa diversidade abre caminho para soluções criativas, mais baratas e adequadas às realidades locais

Em mais de dez anos de atuação em sistemas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), o Instituto Vitae Civilis tem preferido o uso da expressão alternativa "Compensação Por Serviços Ambientais" (CSA). A sigla PSA se tornou consensual e disseminada, portanto também recorremos a ela com frequência por uma questão de padronização. Mas a diferença entre os dois termos é maior do que uma simples formalidade.
 
O conceito de CSA visa a fortalecer a noção de que existem múltiplas formas de incentivar a conservação da natureza. O pagamento em dinheiro, efetuado diretamente para o protetor-recebedor, é apenas um dos instrumentos econômicos disponíveis e não necessariamente o mais apropriado em todas as circunstâncias.
Acreditamos que ter em mente a diversidade de incentivos possíveis aumenta as chances de sucesso de projetos de PSA, sobretudo porque permite ao gestor aplicar a contrapartida mais adequada aos contextos locais.
 
Essa mentalidade também pode levar à redução de custos, pois favorece a busca de soluções criativas para uso dos recursos na administração pública. São exemplos: isenções fiscais, redirecionamento de subsídios, acesso privilegiado a crédito e a recursos produtivos, capacitação e assistência técnica para os prestadores de serviços ambientais, entre outras possibilidades.
 
Primeiramente, é preciso estabelecer que o PSA não se materializa apenas em projetos e programas que levam esse nome. A essência está no conceito, ou seja, no reconhecimento do valor de serviços ambientais e no uso de incentivos para preservação ou regeneração de sistemas naturais. O importante não é o pagamento, como a sigla pode sugerir, mas a busca da melhor forma de estimular comportamentos desejáveis.
 
Há inúmeros exemplos da aplicação desse tipo de pensamento em políticas públicas. No Brasil, desde o final da década de 1980, alguns estados vêm implementando o ICMS ecológico, mecanismo que aumenta os repasses de recursos oriundos do tributo estadual para os municípios que possuem unidades de conservação. Na região metropolitana de Curitiba, o projeto Condomínio da Biodiversidade oferece assistência técnica a proprietários de terra que desejam empregar medidas de conservação ou transformar remanescentes de floresta nativa em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). Nenhum dos dois casos implica pagamento direto e individualizado aos prestadores de serviço ambiental, mas a motivação é a mesma.
 
Embora a recompensa em dinheiro também possa promover bons resultados, sua aplicação inspira cuidados. O primeiro risco diz respeito à definição do valor. Se for baixo demais, a contrapartida pode não ser suficiente para engajar os beneficiários, especialmente quando comparada aos ganhos potenciais de usos concorrentes da terra. Se, ao contrário, a quantia oferecida for muito atraente, teme-se desmotivar outras atividades produtivas. Qualquer que seja o valor, nos casos em que o prêmio se destina à restauração da natureza, aventa-se também a hipótese de que aproveitadores sejam instados a destruir o patrimônio ambiental apenas para recuperá-lo depois, mediante recompensa.
 
Para prevenir esse risco em particular, os programas de PSA devem dedicar atenção especial ao público que já protege recursos naturais. Incentivos para recuperação de áreas degradadas são desejáveis desde que estejam contemplados também os proprietários de áreas naturais conservadas e, de preferência, com estes tendo mais vantagens sobre os demais. Ademais, essa abordagem é fundamental para evitar que o pagamento enfraqueça motivações éticas e culturais quando alguns são remunerados por condutas que outros já adotam de graça, por convicção.
 
Esse é o temor de muitos autores que criticam o benefício monetário aplicado de maneira exclusiva. O pesquisador Luis Serra-Barragán, do departamento de Economia da Universidade de Warwick (Reino Unido), vale-se da Teoria dos Jogos para argumentar que as pessoas são tão mais propensas a colaborar pelo bem comum quanto maior for a percepção de que os outros também o fazem. Em tese, se o indivíduo percebe que o comportamento de seus pares é movido apenas por interesse material e individual, sua disposição em agir altruisticamente em prol do coletivo diminui.
 
Em PSA, argumenta o autor, esse risco se materializa na medida em que as restrições orçamentárias impõem necessariamente que nem todos os beneficiários elegíveis serão contemplados, pelo menos num primeiro momento. Assim, quem não recebe o pagamento poderia enventualmente perder a motivação de conservar por conta própria.
Naturalmente, todos os contratos firmados a título de PSA têm prazo definido. O que acontece depois que os contratos se cumprem? Sem o pagamento, os provedores de serviços ambientais voltarão a adotar práticas predatórias?
 
Mais uma vez, a resposta resvala na diversidade de compensações. É possível, por exemplo, planejar incentivos mais contudentes para a etapa de instalação do projeto e outros mais amenos para a fase manutenção dos resultados, desde que haja um processo de aprendizado no decorrer do percurso. Mesmo o projeto mais limitado em termos de recursos, planejamento e prazos é uma oportunidade para demonstrar que as boas práticas de uso da terra são benéficas ao proprietário e disso dependerá a continuidade dos resultados, ainda que o pagamento cesse. Mas essa possibilidade só se revela quando o PSA abre uma porta de diálogo entre pagador e recebedor.
 
A trajetória do pioneiro estado do Espírito Santo ajuda a ilustrar essa curva de aprendizagem. O programa estadual de PSA, com foco na conservação de recursos hídricos, começou premiando os proprietários de terra que tinham remanescentes florestais estratégicos ao longo dos cursos d'água. Depois, o programa passou a contemplar também a recuperação de áreas degradadas, mas o repasse limita-se a cobrir os custos de restauro, evitando, assim, que os beneficiários de melhor desempenho ambiental sintam-se injustiçados.
 
Mais recentemente, o estado passou a investir em capacitação. Um software especialmente desenvolvido para o programa PSA cria planos personalizados de agroecologia, revelando ao agricultor qual será o seu ganho de renda e produtividade se adotadas as melhores práticas, e em quanto tempo. Hoje, essa é a principal aposta dos gestores capixabas para os objetivos de longo prazo. Às vezes, o conhecimento é um tipo de capital tão ou mais eficiente que o financeiro para influenciar comportamentos de forma contínua.
 
Nossa principal recomendação para dirimir todas essas preocupações é conhecer profundamente a realidade sobre a qual se pretende intervir. No atual estágio de amadurecimento das políticas de PSA em municípios e estados brasileiros, há bons diagnósticos ambientais, porém essa mesma qualidade raramente se verifica no campo social. Estudar o contexto socioeconômico e, acima de tudo, planejar regras e ações de maneira participativa permite entender as reais demandas das comunidades, que não necessariamente serão monetárias.
 
Foi o que aconteceu na bacia do Rio Los Negros, na Bolívia, onde agricultores à jusante do rio vinham sofrendo com a escassez de água devido ao intenso desmatamento dos vizinhos na cabeceira. O planejamento participativo revelou que os responsáveis pelo desmatamento tinham interesse em apicultura. Assim, o município e os usuários da parte baixa do rio aceitaram oferecer caixas de abelha e insumos em troca da regeneração florestal.
Ainda que a compensação em dinheiro seja preferível, incentivos não monetários como capacitação ou assistência técnica podem ajudar a complementar o benefício, reduzindo os custos do projeto sem comprometer a adesão voluntária. E mesmo instrumentos exclusivamente econômicos podem ser desenhados de maneira mais criativa quando o modelo mental não está limitado à alternativa tradicional de pagamento.
 
O município mineiro de Montes Claros fez uso da boa e velha isenção fiscal para implantar um programa de PSA ao mesmo tempo tempo em que fortalece a economia local. Os proprietários que se dispõem a destinar parte de suas terras à conservação recebem mudas, assistência técnica e cédulas de "ecocrédito" no valor de R$ 110 por hectare/ano. As cédulas são aceitas como dinheiro em diversos segmentos de comércio. Os comerciantes, por sua vez, usam o ecocrédito para pagar impostos municipais, como IPTU e ISS.
 
Em suma, são infinitas as possibilidades de arranjo quando se reconhece que PSA não é um fim em si mesmo, mas um meio para promover a boa gestão ambiental do território. A lógica da compensação amplia a gama de opções e motiva a pergunta norteadora: que tipo de incentivo é mais adequado para alterar comportamentos na minha realidade local? O resultado é sempre mais confiável quando a própria sociedade é convidada a responder.

Projeto Oásis, pagamento de serviços ambientais

Roseli Ribeiro em 30 outubro, 2011
A Represa Guarapiranga (SP) desde 2006 abriga o “Projeto Oásis”, pioneiro no Estado na preservação de mananciais e pagamento de serviços ambientais. Desenvolvido pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, o Projeto contribui para conservar diretamente 747,7 hectares de áreas naturais, 50,5 mil metros de rios e 101 nascentes na grande São Paulo. Está inserido numa área de 82 mil hectares, das quais aproximadamente 40 mil são de florestas nativas, influenciando a qualidade de água consumida por quatro milhões de pessoas na Região Metropolitana da maior cidade brasileira.

Recentemente, a Fundação firmou com o Ministério Público de Minas Gerais, e a Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA) um termo de cooperação técnica para implantação em Minas Gerais de um projeto semelhante ao existente em São Paulo. Trata-se do Projeto Oásis Serra da Moeda, em Brumadinho, iniciativa que reúne atividades de conservação ambiental, com o objetivo de preservar áreas naturais para o equilíbrio hidrológico em áreas de mananciais de abastecimento público.

O Projeto Oásis Serra da Moeda é também um mecanismo de conservação de terras privadas que estabelecerá um sistema de pagamento por serviços ambientais na parte sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte, no município de Brumadinho, região da Serra da Moeda.

A área escolhida para o projeto fornece abastecimento para quase quatro milhões de pessoas, o que o que representa 70% da população de Belo Horizonte e 50% da população de sua região metropolitana.

Para conhecer a iniciativa pioneira do Projeto Oásis em São Paulo, o Observatório Eco entrevista André Ferretti, engenheiro florestal, mestre em Ciências Florestais pela ESALQ/USP e coordenador de Conservação da Biodiversidade da Fundação O Boticário, onde trabalha desde 2005.

Observatório Eco: O que motivou a Fundação buscar esse tipo de projeto preocupado com a preservação dos mananciais e a prestação do serviço ambiental?
André Ferretti: A Fundação trabalha com conservação ambiental há 20 anos, e muitas instituições, proprietários rurais buscam informações sobre preservação. Orientamos muitos proprietários a criarem uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), apoiamos projetos de terceiros voltados para preservação.

Mas em determinado momento, percebemos que tínhamos que fomentar meios para proteger as áreas particulares, e passamos a pesquisar mecanismos inovadores de conservação e entre esses eles, no início de 2000, tomamos contato com o pagamento por serviços ambientais.

Não havia projetos nesse sentido naquela época, aliás, aqui no Brasil, o interesse por esses temas começa justamente a partir de 2000. Em 2003, a Fundação passou a pesquisar o assunto e avaliar como isso poderia ser implantado no País. Foram três anos de pesquisas para desenvolver o Projeto Oásis.

Avaliamos o que já era praticado em outros países, de que forma esse conceito poderia ser adaptado às necessidades locais. Em 2003, ainda não havia qualquer projeto em andamento, algumas instituições também tinham interesse no tema, mas um projeto efetivamente implantado e pagando aos proprietários pela conservação das áreas naturais ainda não existia.

Observatório Eco: Então, o Projeto Oásis está entre os pioneiros nessa iniciativa de pagamento por serviços ambientais?
André Ferretti: Somos pioneiros no sentido de que começamos a buscar uma metodologia própria a partir de 2003, mas apenas em 2006 efetivamente teve inicio concreto o nosso projeto. Um pouco antes, em 2005, outra instituição surgiu com uma iniciativa empregando uma metodologia totalmente diferente da nossa. Assim, estamos entre os pioneiros nessa atividade.

O Projeto Oásis que começa em 2006 é efetivamente o primeiro também em buscar uma forma de calcular o valor que a conservação do ecossistema gera para a questão da proteção da água. A maioria dos projetos hoje trabalha com o custo de oportunidade.

Por exemplo, qual o uso do solo predominante nessa região? Qual a renda que o produtor rural tem com essa atividade agropecuária? Ou seja, quanto um hectare de fruticultura rende para o proprietário? Em geral esses projetos usam essa média de rendimento para calcular o valor do serviço ambiental. Eles buscam calcular um valor próximo de um rendimento de uma atividade convencional.

Na Fundação fugimos dessa lógica, buscamos uma forma para calcular efetivamente qual o valor da conservação de um hectare para a água. Afinal, dentro de nossa filosofia pensamos que um hectare de área efetivamente conservada deve valer muito mais que um hectare utilizado para qualquer outra cultura agrícola.

Quando você retira toda a biodiversidade de uma área e a reduz para uma monocultura ou plantio de poucas espécies, você passa a explorar uma gama muito limitada de recursos naturais. Quando temos na área toda a biodiversidade, desde microorganismos, todo tipo de planta, animal, temos muitos mais recursos naturais gerando benefícios para a sociedade.

Observatório Eco: Então, a pergunta central é como quantificar essa gama de benefícios só para a água?
André Ferretti: Exatamente. Para o Projeto Oásis desenvolvemos uma fórmula que é o IVM (índice de valor de manancial), que busca chegar ao quanto vale um hectare conservado em relação à água.

Além disso, outros serviços ambientais também agregam valor nessa área, por exemplo, polinização, quanto um hectare de floresta preservada pode contribuir para a polinização das futuras áreas agrícolas existentes em seu entorno? Quanto de carbono está sendo armazenado nessa área? A própria paisagem natural também é um serviço ambiental, um lazer. A questão do micro clima mais agradável. Em uma área conservada há uma série de serviços prestados, mas apenas calculamos o valor da água.

Assim, o objetivo do projeto é buscar um mecanismo que possa contribuir para a conservação da água em uma região de mananciais, e também chamar a atenção das políticas públicas para a proteção das áreas de mananciais.

Observatório Eco: Por que o projeto escolheu a cidade de São Paulo?
André Ferretti: Quando você trata do pagamento por serviço ambiental, também, temos a relação demanda e oferta de um produto. Assim, a região metropolitana de São Paulo demanda muita água e o potencial da cidade está totalmente esgotado, ela importa água de outras bacias. Ou seja, São Paulo já não produz mais toda a água que necessita. A demanda por água é grande e a oferta é pequena, e a cidade cresce cada vez mais, e as áreas naturais estão sendo perdidas.

Dentro deste cenário vimos uma boa oportunidade para um projeto de conservação destas áreas naturais. Ajudar a conservar o pouco que ainda resta de produção.

Além disso, a Represa de Guarapiranga é um dos principais mananciais da cidade, ela abastece cerca de 4 milhões de pessoas. Dados do ISA (Instituto Sócio Ambiental), em um levantamento de 2006, indicava que o espelho d’água do reservatório tinha reduzido 20% em 6 anos. E parte significativa das áreas de preservação permanente estava alterada, ou desprotegida. Com base nesses dados decidimos focar o projeto neste local.

Observatório Eco: De que forma é feito o monitoramento para garantir que essas áreas escolhidas pelo projeto estão sendo efetivamente preservadas?

André Ferretti: Para fazer o projeto, primeiro fizemos o diagnóstico do local, definimos as áreas prioritárias, elegemos uma área que tem 82 mil hectares, que abrange parte da Guarapiranga e Billings, escalonamos a área em 3 níveis, prioritária, intermediária e menos prioritária.

A partir deste estudo uma equipe foi conversar com os proprietários rurais da região, vários também se cadastraram como interessados no projeto. Avaliamos a documentação de propriedade de cada área, o aspecto de regularidade jurídica das áreas é checado. Após a escolha da área prioritária, confirmamos a regularidade jurídica da propriedade. Após afizemos a avaliação da área preservada e degredada dentro de cada propriedade.

Observamos todo o esforço do proprietário em preservar as áreas naturais. Selecionamos as propriedades em que a conduta dos proprietários era mais conservacionista, por iniciativa própria. Buscamos dar um reconhecimento para o proprietário que manteve sua conduta diferenciada.

Escolhido o proprietário e feito o contrato com ele, o projeto faz o levantamento da área, e identificamos uma linha de base, de áreas naturais que devem ser protegidas. Feito o mapeamento por satélite, e observando a vegetação, em seus estágios pontuamos todas essas características. Sendo melhor a preservação mais a área será pontuada. Após o primeiro monitoramento, a cada seis meses retornamos no local pra fazer a nova avaliação.

Observatório Eco: Quantas propriedades são monitoradas?
André Ferretti: Atualmente são 14 propriedades. A cada seis meses, em média por uma semana, visitamos todas as propriedades e avaliamos o grau de conservação, observamos se há algum grau de degradação. Por exemplo, se encontramos a área degradada, automaticamente a propriedade é retirada do cadastrado.

Após a verificação semestral, o proprietário recebe o valor da premiação por conservação de sua área.

Combate ao desmatamento é um dos poucos progressos aguardados em Cancún

De Claire Snegaroff (AFP) – Há 4 horas

TIANJIN, China — A aprovação do projeto de pagar pela floresta mantida em pé por sua capacidade de reter carbono para combater o desmatamento pode ser, após anos de discussão, a grande conquista da Conferência do Clima em Cancún, prevista para novembro e dezembro, afirmam os especialistas reunidos até sábado em Tianjin, China, na última rodada de negociações antes do encontro climático da ONU, no México.

O mecanismo REDD (Redução das Emissões atribuídas ao Desmatamento e à Degradação das florestas) consiste em convencer os países dotados de florestas tropicais, como Brasil, Indonésia e os países da bacia do Congo, que renunciem ao desmatamento em troca de compensações financeiras.

O corte de árvores gera cerca de 20% das emissões globais de gases estufa e priva o planeta de preciosos recursos para o sequestro de carbono.

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