Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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EMISSÕES DO SETOR DE USO DA TERRA, MUDANÇA DO USO DA TERRA E FLORESTAS - ESTADO DE SÃO PAULO



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FERRAMENTA DE ANALISE

As acoes e politicas ambientais do Estado de Sao Paulo mostram seu compromisso com a preservacao do meio ambiente. A presente publicacao “Emissoes do Setor de Uso da Terra, Mudancas do Uso da Terra e Florestas”, parte do 1˚ Inventario de Emissoes Antropicas de Gases de Efeito Estufa Diretos e Indiretos do Estado de Sao Paulo, lancado em 2010 pela Companhia Ambiental do Estado de Sao Paulo – CETESB, orgao da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA), e um exemplo desse empenho.

 O inventario identifica areas que permaneceram sob uma mesma categoria de
uso da terra no periodo inventariado e aquelas que foram convertidas para outras categorias de uso no mesmo periodo. O documento traz informacoes necessárias para estimar as mudancas nos estoques de carbono e as emissoes e as remocoesm antropicas de gases de efeito estufa associadas aos dados das atividades do uso da terra. Assim, e possivel estimar areas onde ha indicios de mudancas significativas na vegetacao.

 O livro e uma ferramenta para analise das principais fontes de emissao e remoção de Gases de Efeito Estufa - GEE e acompanhamento ao longo do tempo; identificação de setores e categorias “chave” para a definicao de estrategias para redução de emissoes.

 Esta publicacao e parte importante da Comunicacao Estadual e uma ferramenta para a gestao das emissoes de GEE e, como tal, deve ser utilizada dentro de uma estrategia de mitigacao das mudancas climaticas e de sustentabilidade. O documento sera atualizado periodicamente, de forma a gerar informacoes que sejam comparaveis, nacional e internacionalmente, e que permitam quantificar as emissoes do estado no contexto global.

 Conter as emissoes e tarefa indispensavel, impondo-se a necessidade de criação e implementacao de medidas de compensacao e adaptacao. E parte fundamental do compromisso assumido por Sao Paulo de participar ativamente dos esforcos de protecao do sistema climatico global e de promover a transicao para uma economia de baixo carbono no estado.

Bruno Covas
Secretario do Meio Ambiente

Poda sustentável na Amazônia pode gerar milhões de dólares ao Brasil

07 de abril de 2011 • TERRA

A poda sustentável de árvores na Amazônia brasileira para a extração de madeira pode gerar ao país receita anual de US$ 6 bilhões e 170 mil empregos, segundo um estudo encomendado pelo Governo.

O chamado manejo florestal sustentável, além de garantir a preservação a longo prazo do maior pulmão vegetal do mundo, e de gerar renda e emprego para os habitantes da Amazônia, pode se transformar em uma atividade econômica de utilidade para o Brasil, segundo o estudo encomendado pelo Ministério da Fazenda.

Apesar de o relatório não ter sido publicado, suas conclusões foram citadas em Belém pelo diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Antônio Carlos Hummel, para defender a rapidez na concessão de áreas da selva a madeireiros interessados em explorá-las de forma sustentável e combater a devastação sem controle.

Fórum discute importância das florestas para sustentabilidade do planeta

em janeiro 26, 2011 por HC
Estimativas de tendência de perda de florestas feitas nos últimos dez anos revelam risco de extinção das florestas tropicais nos próximos 50 anos, se continuar o ritmo do padrão atual de exploração

Afinal, qual é a importância das florestas não só para o equilíbrio fundamental do planeta, mas também para a sobrevivência das populações humanas?

Já se sabe que alguns dos serviços ambientais essenciais oferecidos pelas florestas são a regulação do clima, a manutenção e oferta de água e de alimentos. Sua importância também pode ser traduzida em inúmeras possibilidades econômicas decorrentes de sua utilização.

Para discutir a proteção em caráter emergencial das florestas de todo o planeta, representantes das Nações Unidas estão reunidos desde essa segunda-feira (24/1), em Nova York (EUA), no 9º UNFF (Fórum das Nações Unidas para Florestas) com o propósito de estabelecer agendas internacionais comuns em torno deste objetivo.
Durante duas semanas, os países membros vão debater a importância das florestas para o bem-estar e garantia da sustentabilidade das próprias populações humanas, sem se limitarem à questão da produção e do mercado florestal – focado no fornecimento de madeira -, tônica que sempre permeou essas discussões.

De acordo com João de Deus, diretor do Departamento de Florestas do MMA, no Ano Internacional de Florestas (2011), o lema da campanha da ONU pretende lembrar a todos que a conservação florestal não é um obstáculo ao desenvolvimento.

“As comunidades podem desenvolver suas economias em um processo que esteja associado à habilidade de se conseguir manter os recursos a longo prazo”, comenta.

Outros temas como a preservação da biodiversidade (especialmente em florestas tropicais, que apresentam megadiversidade), redução de sua perda e manutenção de florestas como estratégia de mitigação dos efeitos de mudanças climáticas serão pautados no Fórum.

O principal ponto que o Brasil pretende defender é o manejo adequado de florestas tropicais como instrumentos de mercado. João de Deus explica que existe a possibilidade de um modelo de desenvolvimento em que as florestas vão auxiliar no processo socioeconômico das comunidades, feito a partir da utilização de recursos múltiplos destas áreas.

“Ao gerar esta multiplicidade de usos, este modelo prevê que a pressão econômica sobre os recursos florestais deve ser compatibilizada com a sua conservação a longo prazo”, argumenta.

A reunião vai avaliar como cada país membro pode implementar tais mudanças e socializar ideias e sugestões em busca de novas iniciativas.

Manejo florestal – João de Deus afirma que os atuais padrões de manejo florestal têm se mostrado insatisfatórios. Ele explica ainda que a criação de novos modelos vai exigir novas tecnologias e desenvolvimento de conhecimento, além de investimentos em pesquisas nesta área.

“A cooperação deve trabalhar firme e rapidamente nesse processo. Perdemos muito tempo com a propagação da ideia de que o manejo florestal seria uma única solução para todos os males”.

O manejo florestal é o documento técnico que contém o planejamento para a exploração de determinadas espécies madeireiras nas florestas. Implica no manejo da floresta que extrai da mesma apenas o que ela consegueria repor naturalmente, sem que isso comprometa o equilíbrio do ecossistema e sua capacidade de regeneração florestal, sem colocar em risco sua cobertura vegetal.

Texto de Carine Correa, do MMA, publicado pelo EcoDebate, 26/01/2011

Serviço Florestal Brasileiro quer ampliar concessões e fortalecer manejo comunitário

Cerca de 50 milhões de hectares de matas têm potencial para virar florestas nacionais (flonas)
por Globo Rural Online, com informações da Agência Brasil
Segundo Antônio Carlos Hummel, diretor do SFB, é importante oferecer uma alternativa econômica sustentável para quem vivia do desmatamento ilegalCom um milhão de hectares disponíveis para manejo florestal sustentável na Amazônia, o governo pretende ampliar a concessão de florestas para empresas madeireiras e aumentar o volume de recursos para o manejo feito por pequenas comunidades.

Criar metas para os dois setores está na lista de prioridades para 2011 do diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Antônio Carlos Hummel. Desde a criação da Lei de Gestão de Florestas Públicas em 2006, apenas uma concessão florestal entrou em funcionamento, a da Floresta Nacional (Flona) do Jamari, em Rondônia.

Com a entrada em operação da segunda concessão licitada, na Flona Saracá Taquera, no Pará – que deve ocorrer ainda no primeiro semestre – e o leilão de áreas que já têm editais prontos, o SFB espera consolidar o processo de concessões florestais.

“Precisamos dar escala e mais agilidade às concessões e, principalmente, criar mais florestas nacionais para atender à demanda por madeira. Existem em torno de 50 milhões de hectares com potencial para virar flonas”, calcula Hummel.

Demanda por madeira
Para atender à atual demanda por madeira, seriam necessários pelo menos 35 milhões de hectares de florestas manejadas. Parte da produção deverá vir de projetos comunitários de manejo, operados por comunidades ribeirinhas, extrativistas e assentamentos da reforma agrária. Além da produção madeireira, a ideia, nesses casos, é oferecer alternativa econômica sustentável para quem vivia do desmatamento ilegal. “A saída é dar valor para a floresta em pé”, afirma Hummel.

Ao contrário das grandes empresas – que pagam pelo direito à exploração –, no manejo comunitário os projetos são subsidiados com investimentos a fundo perdido. “Quando se fala em manejo comunitário na Amazônia, subsídio não é palavrão, é necessidade. As pessoas falam que o manejo é caro, é difícil. Fácil é plantar braquiária, colocar o boi para pastar, mas é preciso valorizar a floresta”, compara.

O diretor do SFB acredita que os projetos de manejo comunitário estão entre os principais candidatos a receber recursos internacionais para conservação de florestas nos próximos anos. No entanto, além do financiamento, os projetos ainda esbarram na falta de capacitação técnica e em questões fundiárias. “É preciso trabalhar cooperativas, juntar comunidades. E a sociedade vai ter que pagar por essa madeira o valor que ela realmente vale”, disse.

Além do manejo florestal, carro-chefe do SFB, em 2011 o órgão pretende tirar do papel o Inventário Florestal Nacional, que vai fazer uma espécie de recenseamento das florestas

Informação & Conhecimento