Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Desde 1995, o Instituto trabalha para o desenvolvimento sustentável da região

Neste 29 de maio, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia comemora 17 anos de existência. Ao longo desses anos, o IPAM dedicou-se a pesquisas na Amazônia gerando informações e fomentando iniciativas para subsidiar políticas públicas, iniciativas locais e acordos internacionais. Estas atividades são realizadas em conjunto com agricultores familiares, produtores rurais, povos indígenas, comunidades tradicionais e todas as esferas de governo.

Atualmente o IPAM possui mais de 80 colaboradores distribuídos em oito unidades regionais e conduz suas pesquisas e atuação com pesquisadores com excelência acadêmica nacional e internacional por meio de quatro grandes programas de pesquisa: Manejo Comunitário de várzea e florestas, Cenários para a Amazônia, Mudanças Climáticas e Programa Internacional.

"Há quase duas décadas o IPAM vem buscando renovar a esperança por um mundo ambientalmente mais equilibrado, socialmente justo e economicamente mais próspero", diz Paulo Moutinho, diretor executivo.

Neste último ano, o IPAM desenvolveu diversas atividades, das quais destacamos:

 

Defesa do Código Florestal

A defesa da legislação ambiental brasileira teve destaque durante os últimos anos, com atuação estratégica do IPAM na elaboração de propostas e articulação interinstitucional e política. Em 2011, o IPAM formulou e lançou em audiência pública no Senado o estudo "Reforma do Código Florestal: qual o caminho para o consenso?" e, nos últimos meses, defendeu e promoveu o veto total do Código aprovado na Câmara dos Deputados, com a publicação do artigo "13 Razões para o Veto Total do PL 1876/99 do Código Florestal".
http://bit.ly/zc3Xp0 <http://admininistrador.enviodemkt.com.br/registra_clique.php?id=H|373511|119046|7970&url=http%3A%2F%2Fbit.ly%2Fzc3Xp0>

 

REDD no Brasil: Um enfoque Amazônico

Publicação produzida pelo IPAM em conjunto com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) destaca fundamentos, critérios e estruturas institucionais necessárias para um regime nacional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação
REDD. http://bit.ly/IPAM_REDD_no_Brasil <http://admininistrador.enviodemkt.com.br/registra_clique.php?id=H|373512|119046|7970&url=http%3A%2F%2Fbit.ly%2FIPAM_REDD_no_Brasil>

 

Assentamentos Sustentáveis na Amazônia, com apoio do Fundo Amazônia

Em dezembro de 2011, o projeto "Assentamentos Sustentáveis na Amazônia: O Desafio da Transição da Produção Familiar de Fronteira para uma Economia de Baixo Carbono", coordenado pelo IPAM em parceria com a Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP) e o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), foi aprovado pelo Fundo Amazônia. Com prazo de duração de cinco anos, esse será o primeiro projeto do Fundo voltado especificamente a ações desenvolvidas em assentamentos do INCRA. O projeto tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento de uma política de assentamentos sustentáveis na Amazônia, através da consolidação de experiências demonstrativas de produção sustentável, associada à redução do desmatamento, abrangendo mais de 2.700 famílias e m dez assentamentos no oeste do Pará.
http://bit.ly/s4cLvm <http://admininistrador.enviodemkt.com.br/registra_clique.php?id=H|373513|119046|7970&url=http%3A%2F%2Fbit.ly%2Fs4cLvm>

 

Rio+20

Agora, o IPAM prepara-se para participar ativamente da Rio+20, onde promoverá um side event no dia 14 de junho. Intitulado "O Futuro da Amazônia e sua população: economia verde e um modelo de produção de baixas emissões de carbono como oportunidades para redução da pobreza", o evento irá reunir representantes dos povos da floresta, sociedade civil, instituições de pesquisa e governo. No dia 18 será a vez da mesa-redonda "REDD: oportunidade para um futuro sustentável no meio rural ou ameaça a direitos dos agricultores, povos indígenas e comunidades tradicionais?" e do seminário "O papel das políticas públicas na redução do desmatamento da Amazônia Legal: desafios e perspectivas para o futuro". No dia seguinte, 19, o Instituto juntamente com o CIFOR, será co-organizador da recepção do GCF. Confira no site nossa programação atualizada e artigos relacionados:
http://www.ipam.org.br/ipam/aterio20 <http://admininistrador.enviodemkt.com.br/registra_clique.php?id=H|373514|119046|7970&url=http%3A%2F%2Fwww.ipam.org.br%2Fipam%2Faterio20> . Para informações, contate comunicacao@ipam.org.br

Redd, as Realidades em Preto e Branco

Quando se trata de mudanças climáticas, o mecanismo de REDD é o assunto do momento. “Redução de Emissões por Desmatamento nos Países em Desenvolvimento” traz a perspectiva atraente de mitigação das mudanças climáticas, conservação da biodiversidade ameaçada e de trazer o tão necessário financiamento para o desenvolvimento para os povos indígenas e povos e comunidades que vivem nas florestas – e ao mesmo tempo, oferecer ganhos significativos para investidores. Tudo isto junto levanta uma questão imediata: o REDD é bom demais para ser verdade?

A resposta, infelizmente, é “sim”. Apesar de REDD poder beneficiar algumas comunidades e a biodiversidade em áreas específicas, em termos globais REDD está emergindo como um mecanismo que tem o potencial de exacerbar a desigualdade, colhendo recompensas enormes para as empresas e outros grandes investidores e trazer benefícios consideravelmente menores - ou até mesmo sérias desvantagens - para os povos indígenas e outras comunidades dependentes da floresta. Além disso, se os governos focarem isoladamente em REDD, ele poderia se tornar uma distração perigosa e ineficaz com relação à necessidade de implementar políticas públicas reais e eficazes para a mitigação e adaptação das mudanças climáticas

Leia o estudo integral aqui
Conjuntura Especial. O Brasil no contexto da crise civilizacional


A análise da conjuntura da semana é uma (re)leitura das ‘Notícias do Dia’ publicadas, diariamente, no sítio do IHU. A análise é elaborada, em fina sintonia com o Instituto Humanitas Unisinos - IHU, pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores - CEPAT - com sede em Curitiba, PR, parceiro estratégico do Instituto Humanitas Unisinos - IHU.

Hoje, publicamos a análise de conjuntura apresentada no Encontro do Setor de Pastoral Social da Conferência de Provinciais Jesuítas da América Latina – CPAL, no dia 05 de agosto, no Instituto Humanitas Unisinos - IHU.. A análise foi elaborada em hipertexto a partir das Notícias do Dia e da Revista IHU On-Line publicadas no sítio do Instituto Humanitas Unisinos - IHU.

I - O mundo está confrontado com uma crise estrutural e não somente conjuntural

Crise Civilizacional e suas manifestações
Crise ecológica
Crise energética
Crise alimentar
Crise econômica
Crise do trabalho

I - O mundo está confrontado com uma crise estrutural e não somente conjuntural


A percepção que orienta essa análise sintetiza-se na formulação de Edgar Morin de que “nossa época de mudanças tornou-se uma mudança de época”, ou ainda na intuição de Gramsci resgatada por Zygmunt Bauman, de que “a crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não nasceu: neste interregno surge uma grande variedade de sintomas mórbidos”. O novo está em disputa e é dessa disputa que sobrevirá ou não um projeto emancipatório.

Banco Mundial apoia projeto de agricultura sustentável em São Paulo /// ONU

26/05/2010

Órgão aprovou empréstimo de US$ 78 milhões, o equivalente a quase R$ 150 milhões para iniciativa no estado; projeto deve promover competitividade agrícola na região, com aumento de oportunidades de trabalho e renda para pequenos agricultores e grupos vulneráveis.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O Banco Mundial aprovou empréstimo de US$ 78 milhões, o equivalente a quase R$ 150 milhões, para um projeto de desenvolvimento rural sustentável no estado de São Paulo.

Segundo o órgão, a iniciativa deve promover também a competitividade agrícola na região, com aumento de oportunidades de trabalho e renda para pequenos agricultores e grupos vulneráveis.


O projeto deve beneficiar 22 mil famílias, incluindo 1,5 mil de comunidades indígenas e tradicionais.

A agricultura responde por mais da metade de toda a atividade econômica em 60% dos municípios paulistas. O setor é fundamental para o emprego, principalmente na área rural, onde 80% da população depende dele.

São Paulo contribui com cerca de 1/4 da produção agrícola nacional e tem o maior mercado consumidor interno do país. Mas a maioria dos pequenos agricultores não tem integrado cadeias de fornecimento com competitividade estadual e nacional.


Desmatamento
De acordo com o Banco Mundial, o setor rural do estado sofreu com desmatamento e práticas não sustentáveis de agricultura, afetando o bem-estar, produtividade e renda das famílias.

O empréstimo aprovado baseia-se em projeto anterior, também financiado pelo órgão, que ajudou 70 mil pequenos agricultores paulistas a adotarem medidas de gestão sustentável do solo.

Denúncia: Comunidade Kaingang será removida a força do Morro Santana, Porto Alegre, nos próximos dias /// Movimento Ambientalista OS Verdes de Tapes - Ecodebate

admin

Na última quinta-feira (20) aconteceu na 6 Vara Ambiental, Agrária e Residual do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre a última Audiência para operacionalização do cumprimento da ordem liminar de reintegração de posse movida pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul contra a Comunidade Kaingang do Morro Santana. Presidida pela juíza Clarides Rahmeier a audiência contou com a presença de representantes do Ministério Público Federal e da Fundação Nacional do Índio, dos Departamentos Jurídico e de Segurança da UFRGS, oficiais de justiça federal, pesquisadores da antropologia, e também do líder da Comunidade kaingang Eli Fidelis e do representante kaingang da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (ARPIN SUL) Jaime Kêntag Alves.

Por diversas vezes durante a audiência os líderes kaingang buscaram a palavra mas foram impedidos pela juíza com a justificativa de que aquele era um momento de operacionalização da remoção. Ainda que interrompido pela juíza, o líder Eli afirmou que sua comunidade resistirá a remoção uma vez que seus direitos como indígena que não foram respeitados nem considerados pela decisão do tribunal em audiências anteriores.

Os representantes da UFRGS tentaram ainda negociar uma retirada pacífica da comunidade de sua área, mas foram impedidos pela juíza com o argumento de que o tempo de negociação havia acabado. Representantes do MPF e da FUNAI pediram garantias de que os kaingang continuarão tendo acesso à área uma vez que ela é reconhecidamente um importante espaço de coleta de cipós, taquara e ervas para sua medicina tradicional. A universidade consentiu reconhecendo que o Morro Santana vem sendo tradicionalmente manejado pelos indígenas há 20 anos sem qualquer ônus.

Ao final da reunião o líder Eli solicitou informações da juíza, dos representantes da FUNAI e da UFRGS sobre qual seria o destino dado às famílias após a remoção. Em resposta a solicitação, a juíza Clarides Rahmeier que afirmou não ser este um problema dela ou da universidade, sentenciando que a polícia federal efetivará nos próximos dias a remoção de sua comunidade com presença da FUNAI e de representantes da UFRGS.

Abalados com a decisão da juíza após a reunião os líderes kaingang pediram o auxílio de todos para que não seja levada adiante essa injustiça. “Já são 510 anos de sofrimento do povo índio que ainda está longe de acabar, pedimos que nos ajudem, pedimos para os brancos que estão do nosso lado que não deixem que tirem o futuro das nossas crianças” disse Jaime Kêntág

Visite Yvy Kuraxo – Coração da Terra em: http://yvykuraxo.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

Visite Associação Ambientalista Corrente Verde em: http://correnteverde.ning.com/?xg_source=msg_mes_network
Denúncia enviada pelo Movimento Ambientalista Os Verdes de Tapes/RS para o EcoDebate, 26/05/2010

Seminário Jogue Roayvu: História e Histórias dos Guarani. Pré - evento do XII Simpósio Internacional IHU: A Experiência Missioneira: território, cultura e identidade.

Apresentação

Este seminário busca apresentar uma síntese sobre a história dos Guarani no sul do Brasil, a partir de múltiplas abordagens, tais como a arqueologia, a etnohistória e a etnografia. Serão enfocados temas que abrangem uma ampla perspectiva da história Guarani, desde sua formação e dispersão como grupo etno-linguístico, a ocupação pré-colonial no sul do Brasil, as relações com o conquistador europeu, em especial o episódio missioneiro e as sociedades Guarani atuais.

Data de início: 12/08/2010

Data de término: 14/10/2010

Horário: 19h30min às 22h30min

Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros - IHU

Carga horária: 30h

Objetivo
Este seminário deve possibilitar ao aluno um espaço de aprofundamento e discussão do conhecimento produzido sobre a sociedade guarani no sul do Brasil, tendo por base a produção científica recente. Além disso, busca abordar os diferentes processos ligados à continuidade e mudança cultural.

Programação*
12/08/2010
Introdução ao seminário: integração e algumas reflexões iniciais
Palestrantes: Profa. Dra. Maria Cristina Bohn Martins - Unisinos, Prof. Dr. Jairo Rogge -IAP- Unisinos
19/08/2010
Origem e dispersão dos grupos proto-Guarani no sul do Brasil
Palestrante: Prof. Dr. Jairo Rogge - IAP- Unisinos
26/08/2010
A ocupação proto-Guarani no Rio Grande do Sul
02/09/2010
Os Guarani na conquista
Palestrante: Profa. Dra. Maria Cristina Bohn Martins - Unisinos
09/09/2010
As missões e reduções dos Guarani
Palestrante: Profa. Dra. Maria Cristina Bohn Martins - Unisinos
16/09/2010
Exibição do filme A Missão
Palestrante: Profa. Dra. Maria Cristina Bohn Martins - Unisinos
23/09/2010
Os Guarani contemporâneos
30/09/2010
Os Guarani contemporâneos – continuação com a participação de uma liderança Guarani
07/10/2010
As lutas do povo Guarani, no Mato Grosso do Sul, hoje.
14/10/2010
Fechamento do seminário e avaliação final

Palestrantes: Profa. Dra. Maria Cristina Bohn Martins - Unisinos, Prof. Dr. Jairo Rogge -IAP-
Linha Direta Unisinos: +55 (51) 3591 1122

Email: humanitas@unisinos.br
www.unisinos.br/eventos
http://www.ihu.unisinos.br/

Informação & Conhecimento