Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Economizar Energia! >>> UDOP

 Arnaldo Jardim, deputado federal

Fonte: Assessoria de Comunicação do Dep. Arnaldo Jardim

24/06/10 - O Brasil desperdiça muita energia, mais de 15 bilhões/ano segundo pesquisa divulgada durante o 7ª Congresso Brasileiro de Eficiência Energética (COBEE), do qual participei. Há tempos tenho dedicado atenção ao desafio de transformar este desperdício em oportunidades. Necessitamos de mais energia para sustentar nosso crescimento e o melhor caminho, sem comprometer ainda mais os nossos recursos naturais, é a economia, a eficiência!

Como coordenador do Grupo de Eficiência Energética da Comissão de Minas e Energia, da Câmara dos Deputados, entendo que "é melhor racionalizar o uso da energia de que dispomos, a energia mais barata e ambientalmente correta é aquela que não precisamos gerar". Assim, defendo a definição imediata de uma Política Nacional de Eficiência Energética.

Um marco regulatório capaz de impulsionar políticas públicas capazes de "premiar a eficiência", tais como: estabelecer os chamados contratos de performance no setor público, por meio de reformulação da Lei 8.666 (que trata de contratos e licitações públicas); impulsionar a inovação tecnológica (ex.: Smart Grid - tecnologia remota para controlar aparelhos em casas dos consumidores para economizar energia, reduzir custos e aumentar a confiabilidade e transparência); aquecer o mercado de "Green Buildings" (prédios sustentáveis); além de disseminar práticas cotidianas de racionalização de energia e consumo de água para a população.

Vale destacar que representantes das principais candidaturas à Presidência da República estavam presentes no seminário, o que demonstra a importância estratégica do tema. Como um dos formuladores do programa de governo de José Serra e entusiasta da Economia Verde, destaquei a lei estadual paulista de mudanças climáticas que vai impor à necessidade de ganhos de eficiência em todos os setores da economia, a instalação de aquecedores solares em novas moradias da CDHU, além do uso do poder de compra das instituições públicas para privilegiar produtos/empresas que estejam compromissadas com a eficiência energética.

Na ocasião, também defendi a etiquetagem de produtos/empresas como critério para orientar as concessões de financiamentos/isenções fiscais pelo setor público, a exemplo do que foi feito com a redução do IPI da linha branca, produtos estes que a partir do próximo ano terão de atender normas mais rígidas de economia de energia segundo nova determinação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial). Também destaquei a proposta das "Usinas Virtuais" - o potencial de energia acumulada e que se torna realidade a partir da eficiência energética. Para este último, seria necessário, inclusive, criar um mercado de contratos de ganho em eficiência energética, a exemplo do que já acontece na comercialização dos créditos de carbono estabelecidos pelos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas no combate as mudanças climáticas.

Em suma, disseminar projetos de energia eficiente é o melhor caminho para aumentar a competitividade do País, além de proporcionar redução de emissão de poluentes e de impactos ambientais e sociais. Estou certo que a eficiência energética vai desempenhar um papel estratégico na nossa matriz energética!

País tem só 14 prédios sustentáveis. Outros 166 estão em fase de análise /// Globo Economia

Publicada em 23/05/2010 às 09h20m
O Globo

De 2007 até hoje, muito se alardeou sobre o conceito de sustentabilidade na construção civil. Naquele ano, uma agência do ABN Amro Real, em Cotia, São Paulo, recebeu o primeiro selo Leed (sigla em inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental) do país, certificação concedida pelo GBC Brasil (Green Building Council). De fato, de lá para cá, os números comprovam um crescimento expressivo, como mostra reportagem de Flávia Monteiro publicada no Globo deste domingo. Mas hoje são apenas 14 construções verdes no país, bem longe das 5.062 dos Estados Unidos e menos da metade das 50 da Índia.

No seu prédio há coleta seletiva de lixo?

Em 2009, dez projetos receberam o selo verde, sendo que até 2008 o país tinha apenas quatro construções certificadas. O número de empreendimentos em análise também aumentou, de 102 para 162, e agora está em 166. Desse total, 73% estão localizados em São Paulo, 10% no Rio e o restante, distribuído em outros nove estados e no Distrito Federal. Para 2010, a expectativa, audaciosa, é chegar a 300 projetos em processo de certificação.

Segundo o diretor-executivo do GBC Brasil, Nelson Kawakami, as construções verdes ainda não representam nem 1% do mercado imobiliário brasileiro. No Rio, são três os empreendimentos certificados: o Ventura Towers, que foi o primeiro a receber o selo Leed na cidade; o edifício Cidade Nova, ocupado pela Petrobras, e o Torre Vargas 914, na Avenida Presidente Vargas.

- Nos países europeus, a questão da sustentabilidade é uma cultura tão antiga que já está enraizada. Por aqui, ainda estamos engatinhando em relação ao resto do mundo. Muito se fala, mas ainda falta informação. Ainda hoje, o empreendedor preserva a ideia de que investir em construções verdes requer gastos elevados - ressalta Kawakami.

Ao adotar os parâmetros do selo Leed, explica Kawakami, os gastos com o consumo de energia elétrica e água são reduzidos em 30% e 50%, respectivamente:

- Se você reduz os custos da operação, como os de energia e água, o empreendedor terá vantagens. A diferença é que no Brasil estamos acostumados a olhar a curto prazo.

Instalado há três anos no país, o Green Building Council Brasil criou um comitê formado por 160 profissionais para tornar o selo 100% aplicável por aqui. Alguns itens foram incluídos entre os critérios a serem avaliados, como geração de desperdícios durante a obra e instalação de medidores individuais de água.

Saiba quanto custa investir em um estilo de vida sustentável /// Folha Online

Em uma definição simplista e ideal, uma casa sustentável é amiga do planeta e do orçamento doméstico, confortável, bonita e saudável.

No mundo real, ainda há muita confusão entre o que é apenas marketing verde, para vender produtos ditos ecológicos, e o que é sustentável de fato. E muito mais dúvidas à respeito de quanto custa ou quanto vale a pena gastar para alcançar esse ideal.

Além dos argumentos sobre a importância das atitudes que garantem o futuro da humanidade, também é preciso convencer o consumidor de que os produtos para isso não são necessariamente mais caros. Ou que são apenas um pouco mais caros, mas que se pagam com a economia que geram.

"No último ano, a venda de produtos para a construção sustentável cresceu 30%", diz Marco Gala, diretor de marketing da Leroy Merlin, cadeia de megalojas de material de construção. Segundo ele, o crescimento do mercado fez os preços baixarem.

Mesmo assim, a produção em menor escala e envolvendo uma série de custos extras, como o da certificação, faz com que, na maioria das vezes, o preço final seja mais alto do que opções menos sustentáveis.

Mas a coisa começa a mudar de figura. Segundo Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, a economia gerada pelos procedimentos e materiais ecologicamente corretos paga o custo em um tempo relativamente curto.

Ferreira participou da criação de um protótipo de casa sustentável de 40 m2, apresentado na Ambiental Expo 2010 no final de abril, em São Paulo.

Idealizado pela Fundação Vanzolini e pela Inovatech, a proposta foi criar um projeto de casa popular adotando critérios de sustentabilidade.

De acordo com Ferreira, o preço final ficou aproximadamente 10% mais caro que o de uma casa popular padrão. "Mas a economia que a casa sustentável gera paga essa diferença em pouco tempo", afirma.

Manuel Carlos Reis Martins, coordenador do Processo Aqua, pondera que melhorar a forma com que a casa se relaciona com o meio ambiente ao longo de sua vida útil -a chamada ecogestão- está diretamente ligada ao melhor aproveitamento de água e energia.

Os recursos mais viáveis para deixar a casa verde são os que trazem esse tipo de economia. E nem tudo é novidade ou envolve alta tecnologia.

Os arejadores de torneira, por exemplo, que já existiam muito antes da moda da expressão "aquecimento global", representam uma economia de 10% a 30% de água, segundo Ferreira. Encontrados em qualquer loja de material para construção, os arejadores se encaixam na maioria dos modelos de torneira.

As válvulas de descarga de duplo-fluxo, que tem dois botões (para resíduo líquido ou sólido), gastam três ou seis litros de água por descarga. Uma válvula normal gasta, no mínimo, três vezes mais: 18 litros.

Bacias com caixa acoplada são as de mais fácil instalação e manutenção, mas há opções de válvulas de parede duplo-fluxo. O custo aqui, para quem tem uma válvula convencional, é fazer a troca, que exige obra, quebrar azulejos etc.

Dá uma certa dor de cabeça e gera o lixo da obra. "Pensar como serão destinados os resíduos de uma obra também é requisito da construção sustentável", lembra Martins.

Em relação à economia de recursos, as lâmpadas frias são os produtos que mais rapidamente "fecham a conta", segundo Luiz Henrique Ferreira.

Elas podem custar até quatro vezes mais do que uma lâmpada incandescente, mas duram sete mil horas, contra as duas mil horas da lâmpada comum.

A pior parte, que é a iluminação fria e com cara de hospital das lâmpadas fluorescentes antigas, foi parcialmente resolvida com o surgimento de lâmpadas frias em diferentes "temperaturas de cor", como a amarela, que produz um efeito mais próximo da incandescente.

Já a lâmpada LED, com tecnologia mais avançada e maior economia de energia, é a mais cara de todas. É indicada para quem quer pagar o preço de uma iluminação cenográfica, embutida no teto ou em spots.

Entrando na seara de quem quer e pode pagar, o céu é o limite. Aqui, paga-se o preço da tecnologia, do design e da grife. Se, no lugar da casa popular, a proposta é uma cobertura de 400 m2 na região dos Jardins, em São Paulo, as exigências do projeto aumentam a demanda por produtos mais sofisticados.

"Mas temos que buscar eficiência, não desperdício. O custo da decoração e da manutenção devem ser ajustados", afirma Paola Figueiredo, vice-presidente do grupo Sustentax, que atua na elaboração de projetos de sustentabilidade.

Um dos trabalhos do grupo é justamente a reforma da tal cobertura nos Jardins segundo os critérios de sustentabilidade. "Eles são compatíveis com o bom gosto e o conforto. A casa não precisa ser quase uma oca", diz Figueiredo.

O conforto-luxo, permite, por exemplo, economizar água e luz sem ter de se preocupar com isso. Sensores eletrônicos se encarregam de desligar a luz, quando não há ninguém no ambiente e as torneiras se fecham automaticamente.

Como tudo isso pode ser feito manualmente, a pergunta é: qual preço a pessoa quer pagar -o financeiro, na compra do produto, ou o de se envolver de fato na mudança de hábitos para uma vida mais sustentável?

Além das intenções de cada um, o preço de ser verde depende das condições de cada casa e dos hábitos de seus moradores.

O painel de aquecimento solar, um lugar-comum da sustentabilidade, não é barato. Mas Luiz Henrique Ferreira afirma que a coisa se paga em dois anos, se a instalação for fácil (por exemplo, quando se está construindo uma casa e ele foi pensado desde o projeto).

Para instalar um painel desses em uma casa pronta, não tem jeito: é obra, gera entulho e nem sempre fica bom. O custo, nesse caso, é uma incógnita.


Já a placa fotovoltaica, um equipamento mais sofisticado que transforma a luz solar em energia elétrica, entra para o grupo dos produtos que não fecham a conta. Segundo Ferreira, é precisa economizar energia com a placa por 50 anos para o investimento zerar.

Cisternas para captar água da chuva podem sair caro ou barato. Se há jardim para regar, varanda para lavar e tubulação para levar a água captada para os vasos sanitários, o investimento se paga. Se não, é guardar água para nada.

Calcular a relação custo/benefício pode ser uma balde de água fria nas boas intenções de quem quer fazer as pazes com o meio ambiente. E o cálculo não é só o preço final de cada produto, mas pensar no objetivo e alcance de cada coisa. Se separar o lixo é uma forma, barata inclusive, de ser mais sustentável, de nada adianta a boa vontade se não houver um esquema de coleta seletiva no bairro, certo?

Porque as empresas adotam Politicas Corporativas de Sustentabilidade /// Rede TVNews

Televisão começa abordar de forma mais regular a questão da Sustentabilidade, trazendo ao publico os conceitos e as boas práticas.

Acesse a matéria veiculada aqui

Sustentabilidade veio para ficar.
As empresas passam a adotar e valorizar cada vez mais os conceitos do desenvolvimento sustentavel : a verdadeira integração entre  as 3 dimensões : a ambiental, o social e a econômica.
Em tempo: preservação e proteção ao meio-ambiente, justiça social e preservação cultural;  geração de lucro e equidade economica.

No matéria acima visitamos uma empresa do setor de serviços, mutlinacional francesa com intensa operação no Brasil, o Grupo Accor.

Possuidor de uma politica corporativa de sustentabilidade fortemente engajada na obtenção de resultados socioambientais e economicos, o grupo implementou uma gama de iniciativas correlatas à Sustentabilidade.

Recentemente concentrou sua operação administrativa e mudou-se para um edificio construído de acordo com os parametros  de "green building". Iniciativa que lhe trouxe ganhos expressivos com a redução de custos em  energia e agua. Implementou ações em sua área de tecnologia da informação, outra iniciativa que lhe permitiu reduzir o custo operacional e diminuir o impacto ambiental. Hoje são menos impressoras, menos papel utilizado, menos tinta e cartuchos, menos manutenção de equipamentos e; seguramente maior redução das emissões de gases de efeito estufa, comprovaria um estudo de ACV - Analise de Ciclo de Vida.

Outra iniciativa interessante, agora contemplando a dimensão social, são as ações com o publico interno. Capacitações,politicas de remuneração, inclusão social e reciclagem de profissionais. Iniciativas que reduzem os custos com demissões e captação de novos profissionais. Otimizam e desenvolvem os recursos internos existentes.

Em um projeto implantado há mais de hum ano, chamado de "Home Office",  parte dos colaboradores da área comercial passou a trabalhar em casa. Visitam o escritório uma vez cada 15 dias.
Com isso ganharam qualidade de vida,sobretudo evitando o desgaste ambiental,economico e sociocultural provocado pelo transito. Podem assim dedicar mais tempo à vida pessoal e profissional, planejando melhor seu futuro.
Aspectos como atendimento e satisfação dos clientes evoluiram e as vendas acompanharam significativamente.Resultados que podem ser aferidos através de um conjunto de indicadores que controla a performance da empresa.

Sustentabilidade cria Valor
Sustentabilidade reduz o custo operacional e constrói valor para as empresas.
Protege o meioambiente, alavanca o social e gera lucro.
A redução do custo criada pela forma inteligente de gestão dos recursos pode ser repassada ao preço final do bem ou serviço produzido, criando um diferencial competitivo indiscutível e possibilitando a expansão de market-share. Os ganhos adicionais de imagem e reputação complementam esta dinamica favorecendo ainda mais o posicionamento competitivo da empresa nos mercados em que atua.

A criação destes fatores positivos de desenvolvimento sustentável já começam a ser usufruídos por nós e o serão muito mais  aproveitados pelas gerações que estão chegando.

Afinal,
Desenvolvimento sustentavel é viver utilizando-se os recursos existentes sem compromete-los, de forma que as gerações futuras possam ter qualidade de vida assegurada.

Informação & Conhecimento