Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)

State of the Forest Carbon Markets 2011 --- Out Now


Author: David Diaz, Katherine Hamilton, and Evan Johnson
Publication Date: September 29, 2011
Investors and buyers have funneled record amounts of capital into forestry projects that reduce greenhouse gas emissions by conserving forests and capturing carbon in trees, according to a global survey of carbon market participants published on Thursday by Forest Trends’ Ecosystem Marketplace.

Trees Win Big as Forest Carbon Surges to Record Year

The report, “State of the Forest Carbon Markets 2011: From Canopy to Currency,” documents a record $175 million flowing to support forest carbon projects in 2010, representing commitments to sequester enough carbon to offset nearly 30 million tons of carbon dioxide (CO2) emissions.

“Contracts for forest carbon offsets more than doubled over the past two years, likely due to international policy discussions, and increased awareness of the critical role forests play in sequestering carbon,” says Katherine Hamilton, Ecosystem Marketplace’s Director and a report author.

Co-author David Diaz, also of Ecosystem Marketplace, agrees with the clear signs of progress, but sees a long road ahead.

“These markets have shown tremendous innovation and growth, but we are still a long way from channeling a sufficient amount of funding to reign in global forest loss as a critical source of greenhouse gas emissions,” he said.

This is Ecosystem Marketplace’s second State of the Forest Carbon Markets report, which is compiled annually and builds upon data from hundreds of projects and interviews with dozens of market participants to uncover and analyzes trends by project type, country, and regulatory environment.

“This excellent source of information on market transactions in the forest realm is a vital part of our long-term vision to support land-use projects to reduce greenhouse gas emissions and combat climate change in an environmentally and socially responsible manner,” says Ellysar Baroudy, who manages the World Bank’s BioCarbon Fund. “The forest carbon market is gaining momentum and it's important to step back once a year, take stock of the achievements to date as well as the challenges, and use this data to prepare for the future.”

The report shows a decline in the number of projects that plant trees, a steady increase in projects that promote improved forest management, and a surge in projects that save endangered rainforests (REDD - Reduced Emissions from Deforestation and forest Degradation). Indeed, despite being the source of the earliest carbon offset transactions, REDD projects roared back from near obscurity just a few years ago to account for nearly 70% of the market activity last year.

The report also finds an influx of private-sector project developers, investors and intermediaries willing to market these credits – a clear transition from previous years, when conservation non-profits paved the way by developing most of these projects.

“The influx of private-sector investment is a positive indication that some of the major financial firms have a level of confidence – albeit backed by early-stage market risk – that forest carbon projects will play a significant role in the future of carbon markets and in reducing global GHG emissions,” says Steve Baczko, Director of Commercialization for ERA Ecosystem Restoration Associates Inc.

A strong demand for projects with other environmental and social benefits beyond carbon reductions is also now apparent, particularly through independent certification of each project’s carbon reductions and broader environmental and community benefits. In 2010, the leading standard for demonstrating carbon reductions was the Verified Carbon Standard (VCS), which was applied to more than half of the credits projects planned to deliver. Beyond carbon, additional certifications to the Climate, Community & Biodiversity (CCB) Standards found widespread appeal.

The hundreds of projects tracked in this report (many of which have public profiles on Ecosystem Marketplace’s Forest Carbon Portal, www.forestcarbonportal.com), come from a broad spectrum of project developers, governments, indigenous and community groups, and the private sector demonstrate that forests projects can and are meeting many of the demands for high-quality emissions reductions. What remains to be seen is whether this work of this diverse sector will be meaningfully scaled up and incorporated into the efforts international negotiators and other policymakers are now designing for the bigger fight against climate change and to conserve the world’s forests.

The State of the Forest Carbon Markets 2011 is public and freely available thanks to support from the report’s Premium Sponsors – Wildlife Works Carbon, ERA Ecosystem Restoration Associates Inc., and the World Bank BioCarbon Fund – and Sponsors – Ecotrust, Face the Future, Forest Carbon Group, Det Norske Veritas, and Baker & McKenzie.

Support for Ecosystem Marketplace comes from USAID, the Gordon and Betty Moore Foundation, the David and Lucile Packard Foundation, the Norwegian Agency for Development Cooperation, the United Nations Development Programme, the Global Environment Facility, and the John D. and Catherine T. MacArthur Foundation.

Download your copy of the report by visiting www.ecosystemmarketplace.com/reports/forestcarbon2011.

Brasil não está preparado para o envelhecimento da população

Publicado em outubro 3, 2011 por HC

A psicóloga Vera Lúcia Coelho, professora do curso de psicologia clínica da Universidade de Brasília (UnB), faz um alerta: “O Brasil precisa se preparar para o envelhecimento acelerado da população nos próximos anos.” Segundo ela, as autoridades públicas devem ficar atentas a isso: “Temos a ilusão de viver em um país de jovens. A propaganda de que a beleza jovem é a única possível e saudável está impregnada na gente.”

Segundo o Censo 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 20 milhões de idosos, o que corresponde a aproximadamente 10% da população do país. A maioria (6,5 milhões) tem entre 60 e 64 anos. Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com maior número de idosos. Projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que o Brasil terá, em 2050, 22,5% da população com mais de 65 anos.

O Estatuto do Idoso prevê várias políticas públicas de valorização dos idosos. No entanto, a professora da UnB entende que elas não estão sendo cumpridas integralmente. Além disso, Vera Lúcia defende que toda sociedade esteja atenta ao envelhecimento populacional. “Ainda não estamos preparados para o envelhecimento da população.” Para a psicóloga , é preciso que haja uma mudança de postura no país em relação a esse tema.

O geriatra Einstein de Camargos, do Hospital Universitário da UnB, concorda com Vera Lúcia. A estrutura familiar e social, assinala, não contempla a inclusão dos idosos. “Quem dava apoio [aos idosos] era a família, mas essa estrutura se perdeu. Hoje, cada um está envolvido com a sua vida. Além disso, as cidades grandes não estão adaptadas para um idoso.”

O Brasil deverá chegar a 2050 com cerca de 15 milhões de idosos, dos quais 13,5 milhões com mais de 80 anos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025, o país será o sexto do mundo com o maior número de idosos. Apesar da criação de políticas voltadas para essa camada da população, como o Estatuto do Idoso, instituído em 2003, a velocidade do envelhecimento tem superado a implementação de ações para oferecer melhores condições de vida à terceira idade.

“O processo é muito rápido, e as políticas públicas não têm acompanhado isso. Viver em uma sociedade com muito mais idosos do que crianças requer um planejamento intenso”, diz o médico geriatra Luiz Roberto Ramos, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Com o envelhecimento populacional, o Brasil terá redução do número de jovens na força produtiva ativa, assinalou Ramos. “Vai aumentar o número de pessoas que terão dependência social dessa produção. Isso tem de ser planejado. O país está correndo contra o tempo.” Hoje, segundo a OMS, o Brasil tem 21 milhões de pessoas com mais de 65 anos.

O envelhecimento da população tem reflexo direto no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Somente as doenças crônicas não transmissíveis, que afetam principalmente idosos, provocam impacto anual de 1% no PIB, segundo estimativa da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). De acordo com a Comissão para Estudo do Envelhecimento Mundial, anualmente são gastos cerca de R$ 60 bilhões com doenças da típicas da terceira idade no Brasil.

De acordo com Ramos, os problemas decorrentes da terceira idade começam a aparecer com mais intensidade depois dos 70 anos. Até lá, em torno de 80% das pessoas não têm nenhuma atividade de vida diária comprometida pela velhice. No entanto, a partir dos 80 anos, a grande maioria passa a conviver com enfermidades.

Reportagens de Bruno Bocchini/Daniella Jinkings, da Agência Brasil, com edição de Henrique Cortez, do EcoDebate

Pesquisa desenvolvida na FMVZ, da USP, eleva produção de carne de 54 para 600 kg/ha

Publicado em outubro 3, 2011 por HC
Na pecuária de corte tradicional brasileira, cada hectare (ha) de terra – que equivale a 10 mil metros quadrados (m²) – é usado para a pastagem de um único animal, levando a uma estimativa de produção anual média de carne em torno de 54 quilos (kg)/ha. Porém, nesse mesmo espaço, quase do tamanho de um campo de futebol, é possível criar, ao mesmo tempo, oito animais e ainda assim elevar a produção de carne para 600 kg/ha ao ano. Essa alta produtividade pode ser encontrada no sistema de pastagens de alta lotação de animais, desenvolvido na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, em Pirassununga.

“Essa produção elevada decorre de uma série de fatores que incluem, entre outros, nível alto de adubação da pastagem com nitrogênio e o confinamento do gado durante os meses de inverno. Nesse período de estiagem, o gado recebe uma dieta à base de milho, soja, cana-de-açúcar e ureia a fim de levar a um desempenho máximo dos animais”, explica o professor Luis Felipe Prada e Silva, do Laboratório de Pesquisa de Gado de Corte do Departamento de Nutrição e Produção Animal (VNP) da FMVZ.

De acordo com o professor, “dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) indicam que, no Brasil, em 2010, foram produzidas 9,2 milhões de toneladas de carne em equivalentes de carcaça. Se dividirmos este número por 170 milhões de hectares, que é a área de pasto existente no País, chegaremos ao número de produção anual de carne de 54 kg / ha”.

Prada e Silva comenta que, atualmente, a pecuária de corte tradicional, no estado de São Paulo, está deixando de ser atrativa, pois não consegue ser tão competitiva em relação ao cultivo de cana-de-açúcar ou laranja, ou mesmo à pecuária leiteira. “A criação de gado de corte está mudando para o norte do País, em regiões de terras mais baratas e de fronteira. Com isso, há uma intensificação do desmatamento de florestas. Vende-se a madeira de forma a ocupar a área desmatada com pastos destinados a pecuária de corte”, explica o coordenador do laboratório.

No entanto, como mostram os estudos da FMVZ, é possível sim inverter esse quadro. “Nosso objetivo é promover a intensificação da pecuária de corte, tornando possível que um número maior de animais seja criado numa mesma área, com alta produtividade”, destaca o professor. Os professores Augusto Hauber Gameiro e Angélica Pereira, do VNP, também integram o projeto, além de cerca de 15 pesquisadores, entre mestrandos e doutorandos, que desenvolvem estudos com o grupo.?Uma dessas pesquisas foi desenvolvida por Rinaldo Rodrigues. Orientado pelo professor Gameiro, Rodrigues realizou, durante o seu mestrado, uma análise econômica da iniciativa implantada no campus de Pirassununga. A conclusão do trabalho é que o sistema de pastagens de alta lotação de animais é competitivo mesmo em regiões de terras mais caras, utilizadas para a plantação de laranja e cana-de-açúcar.

Diferenciais – O sistema começou a ser implantado em 2009 numa área de 25 ha do campus de Pirassununga e passou a funcionar plenamente em 2010. A criação, atualmente, conta com 240 animais, de bezerros a animais adultos. A maioria é criada no pasto. Já os machos adultos próximos ao abate (de 16 a 20 meses) ficam em confinamento. “A média nacional para o abate de machos é de 36 a 48 meses”, informa o pesquisador.?No sistema desenvolvido na USP, as fêmeas têm a primeira cria aos 24 meses. No Brasil, isso ocorre, em média, entre os 36 e os 48 meses. A fertilidade também é outro diferencial: na média brasileira, a cada 100 vacas expostas aos touros, entre 50% a 60% ficarão prenhes. No sistema implantado na FMVZ, esse índice é de 90%.

A adubação do pasto é outro ponto importante. “A maioria dos pecuaristas não cultiva o hábito de adubar o pasto. Em nosso sistema, chegamos a utilizar cerca de 300 quilos de nitrogênio por hectare ao ano”, destaca.

Reportagem de Agência USP de Notícias/Jornal da USP, publicada pelo EcoDebate, 03/10/2011

Consumo global cresce três vezes mais que a população

Publicado em setembro 30, 2011 por HC
De acordo com a última versão do relatório O Estado do Mundo, publicado no ano passado pelo The Worldwatch Institute com versão brasileira confeccionada e divulgada pelo Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, nos últimos 50 anos o consumo cresceu seis vezes, ao mesmo tempo em que a população cresceu apenas 2,2 vezes. Em outras palavras: o consumo por pessoa cresceu três vezes. Reportagem em O Estado de S.Paulo.

Segundo o relatório, em 2006, pessoas no mundo todo gastaram US$ 30,5 trilhões em bens e serviços (em dólares de 2008). Em 1996, esse número foi de US$ 23,9 trilhões e em 1960 a humanidade consumiu o equivalente a US$ 4,9 trilhões. Só em 2008, pessoas no mundo todo compraram 68 milhões de veículos, 85 milhões de geladeiras, 297 milhões de computadores e 1,2 bilhão de celulares.

Atualmente, a ONU estima um passivo de equipamentos eletrônicos de 480 mil toneladas de computadores, 8,6 mil toneladas de celulares e 1,1 milhão de toneladas de aparelhos de TV.

Desperdício. A velocidade com que os produtos duráveis ficam obsoletos vem aumentando. E o desperdício aumentou também. Um bom exemplo são os aparelhos celulares. Em 2007, as pesquisas indicavam que o brasileiro trocava de celular, em média, a cada dois anos. Hoje, troca a cada 1 ano e 4 meses.

O resultado de tanto desperdício é que o uso dos recursos naturais está ultrapassando a capacidade que o planeta tem de provê-los. Entre 1950 e 2005, por exemplo, a produção de metais cresceu 6 vezes, a de petróleo, 8, e o consumo de gás natural, 14 vezes. No século 20, a produção de carvão aumentou 6 vezes e a de cobre, 25 vezes. Entre 1960 e 2000, a produção de plástico aumentou 41 vezes.

“Um automóvel hoje emprega o dobro do cobre que utilizava há dez anos”, afirma o sociólogo Maurício Waldman. “Não tem como a reciclagem dar conta se continuamos produzindo resíduos nessas proporções.”

Hoje, são extraídas 60 bilhões de toneladas de recursos anualmente – cerca de 50% a mais do que há apenas 30 anos. O europeu médio usa 43 quilos de recursos diariamente, e o americano médio, 88 quilos. Atualmente, o mundo extrai o equivalente a 112 edifícios Empire State da Terra a cada dia.

“Os EUA são um mercado altamente gerador de lixo e, com a entrada dos produtos asiáticos, a próprias fábricas estão virando sucata”, afirma Adriano Assi, diretor executivo da EcoBrasil.

Mais ricos. O relatório O Estado do Mundo mostra que os 16% mais ricos do mundo são responsáveis por cerca de 78% do consumo mundial. O que quer dizer que os 84% restantes são responsáveis por apenas 22% do consumo do planeta. / K.N.

EcoDebate, 30/09/2011

Enriquecimento antioxidante

29/09/2011 - 8h10 (Fábio de Castro - FAPESP)
Agência FAPESP – Depois de adicionar óleo de girassol com selênio orgânico e vitamina E à ração de vacas, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estudou não apenas o efeito produzido nos próprios animais, mas também em crianças que consumiram seu leite.

Os resultados mostraram que, além de trazer benefício à saúde das vacas e aumentar a produção leiteira, a ração enriquecida melhorou a conservação do produto e aumentou os níveis de selênio e vitamina E no sangue das crianças que consumiram o leite suplementado.

O trabalho, que teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, foi coordenado por Marcus Antonio Zanetti, professor do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga (SP).

O outro autor do trabalho, Arlindo Saran Netto, teve Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP e, durante sua pesquisa, em 2010, foi contratado como docente da FZEA.

De acordo com Zanetti, o estudo é pioneiro por seu formato, ao associar a área de zootecnia e nutrição animal ao levantamento feito sobre os efeitos do produto na saúde humana. O trabalho foi feito em parceria com pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) em Ribeirão Preto (SP).

“Muitos estudos têm sido feitos sobre as possibilidades de alterações na alimentação de animais com a finalidade de melhorar, em tese, a qualidade de produtos para consumo humano. Mas o nosso trabalho deu um passo adiante, ao comparar o efeito do produto enriquecido ao do leite comum, e avaliar se ele realmente é melhor para a saúde humana”, disse Zanetti à Agência FAPESP.

Por ter conhecidos efeitos antioxidantes, o selênio é um mineral importante para combater os radicais livres. Segundo Zanetti, estudos realizados na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP comprovaram que a dieta brasileira é deficiente no mineral – com exceção da região Norte, onde há alto consumo de castanha-do-pará, rica em selênio. A vitamina E foi combinada ao mineral por ter efeitos antioxidantes complementares.

“As doenças cardiovasculares são consideradas os principais problemas de saúde pública e o leite, alimento rico em diversos nutrientes, é frequentemente relacionado a elas pela sua proporção de ácidos graxos saturados e pelo teor de colesterol”, apontou.

O óleo de girassol foi utilizado como fonte de gordura para o enriquecimento da ração de modo a aliar sua ação aos efeitos antioxidantes do selênio e da vitamina E na composição físico-química do leite.

“O óleo tem a função de mudar o perfil dos ácidos graxos no leite, melhorando o produto do ponto de vista da nutrição. Além disso, ele potencializa o efeito dos antioxidantes”, explicou Zanetti. Essa mudança de perfil diminui a vida útil do leite, que pode estragar mais rapidamente. Mas os antioxidantes se encarregam de reverter esse efeito.

No experimento, foram utilizadas 24 vacas distribuídas em quatro tipos de tratamento. Um grupo de controle recebeu ração comum, o segundo grupo recebeu ração com adição de 2,5 miligramas de selênio e 1000 UI de vitamina E ao dia. O terceiro grupo recebeu ração com adição de 3% de óleo de girassol e o quarto grupo consumiu a ração com adição do óleo de girassol com 2,5 mg de selênio e 1000 UI de vitamina E ao dia.

“Medimos diariamente o consumo e produção de leite dos animais e as amostras de leite foram colhidas semanalmente para análises de gordura, proteína, lactose, cálcio, fósforo, sólidos totais e contagem de células somáticas. O leite obtido de cada tratamento foi pasteurizado e colocado em seu respectivo recipiente. Também foi incluído um tratamento com o leite desnatado”, explicou.

Mais selênio
O leite foi fornecido às crianças de primeira a quarta série que permanecem em período integral na Escola Professora Stela Stefanini Bacci, no município de Casa Branca (SP). Foram recrutados 100 indivíduos previamente examinados por meio de exame clínico e laboratorial e identificados como saudáveis.

“As crianças, de 7 a 10 anos de idade, foram submetidas a avaliações antropométricas e exames bioquímicos do sangue, feitos em laboratório de análises clínicas. As colheitas de sangue foram realizadas por uma equipe médica”, disse Zanetti.

Vários resultados foram obtidos. Segundo o cientista, os benefícios da ração enriquecida foram observados em primeiro lugar nos animais. “A inclusão de óleo de girassol com adição de selênio orgânico e vitamina E trouxe efeitos benéficos para a saúde da glândula mamária das vacas, resultando em menor incidência de mastite subclínica, maior média de produção de leite, menor ingestão de matéria seca e menor teor de gordura no leite”, afirmou.

Além disso, a suplementação das vacas com selênio e vitamina E foi eficiente em melhorar a concentração
de selênio e vitamina E no soro e aumentou significativamente a concentração dos dois antioxidantes no leite produzido pelos animais. Os antioxidantes, por sua vez, melhoraram a capacidade de conservação do leite.

“A suplementação com óleo de girassol na dieta das vacas, por outro lado, alterou significativamente o perfil de ácidos graxos no leite. Um dos efeitos mais notáveis foi aumentar o teor de ácido linoleico conjugado (CLA) no produto”, disse.

Quanto às crianças, aquelas que receberam leite de vacas suplementadas com selênio e vitamina E tiveram maiores concentrações dos antioxidantes no plasma sanguíneo. “Com a adição da vitamina E na ração, observamos um aumento de 33% no nível sérico de vitamina E na corrente sanguínea das crianças”, contou o professor da FZEA-USP.

As crianças que consumiram o leite das vacas que receberam apenas o óleo de girassol adicionado na ração tiveram o teor de vitamina E ainda mais aumentado: 45%. “Isso ocorreu porque o óleo potencializa a absorção de vitamina E”, disse.

No entanto, as crianças que ingeriram leite desnatado tiveram uma redução no nível de vitamina E de 15% em relação ao grupo controle. “As crianças que ingeriram leite de vacas suplementadas apenas com selênio e vitamina E tiveram um aumento de selênio no sangue de 160% em relação ao grupo controle. Nas crianças que ingeriram leite de vacas suplementadas com óleo de girassol o selênio variou muito pouco, aumentando em 4%. Mas, naquelas que ingeriram leite desnatado, o selênio diminuiu em 20%”, afirmou.

A conclusão é que no leite produzido pelas vacas cuja ração foi enriquecida com selênio, vitamina E e óleo de girassol aumentaram os níveis de antioxidantes e CLA no organismo das crianças, o que, segundo Zanetti, traz benefícios à saúde.

“Infelizmente não temos leite enriquecido no Brasil. Seria benéfico que ele fosse produzido e colocado no mercado – especialmente porque sabemos que o selênio é escasso na dieta da nossa população. Além disso, o processo de enriquecimento não é caro”, afirmou.

Projeto internacional de sustentabilidade na USP tem website

 USP Recicla
Você sabia que, desde 2009, a USP desenvolve um projeto de cooperação internacional de apoio à sustentabilidade com a Universidade Autônoma de Madri (UAM), na Espanha?

Com o objetivo de fortalecer as áreas de gestão, educação e participação ambiental em ambas as instituições, e procurando incorporar medidas sustentáveis nos procedimentos de cada uma, o programa USP Recicla, da Agência USP de Inovação, e a Equipe de Investigação em Comunicação, Educação e Participação Ambiental do Departamento de Ecologia da UAM decidiram fazer uma pesquisa para identificar e caracterizar as estruturas ambientais das duas universidades. O projeto se chama "Fortalecimento e Cooperação entre a Oficina Ecocampus (UAM) e o Programa USP Recicla" e, apoiados financeiramente pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), a comissão do projeto realizou atividades de diagnóstico que julgou melhor se adequar a cada contexto, para aprofundar a caracterização da relação entre as duas estruturas ambientais identificadas.

Desta pesquisa originou-se uma publicação que recebeu o título "No Caminho para a Sustentabilidade: desafios e aprendizagens compartilhados entre a USP e a UAM", contendo os resultados das atividades, as conclusões e as perspectivas.

No ano seguinte, as instituições decidiram dar continuidade a esta empreitada, promovendo eventos, fazendo pesquisas e, sobretudo, difundindo informações sobre a ambientalização universitária.

Para atender estes objetivos, a equipe do projeto idealizou uma plataforma online que aliasse informação, sensibilização, avaliação e interatividade entre as comunidades latino-americanas que compartilham a causa da sustentabilidade. E este projeto já se concretizou, dando origem à plataforma "Informação, Sensibilização e Avaliação da Sustentabilidade na Universidade".

Nesta plataforma, os usuários têm disponível uma biblioteca virtual com diversas informações sobre o tema, como documentos, links úteis, revistas e periódicos, vídeos etc, além de uma listagem de boas práticas que os usuários cadastrados podem inserir suas ações ou conhecer as medidas tomadas pelas instituições envolvidas, e um fórum de discussões. Neste ano de 2011, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), por meio da Cátedra Anísio Teixeira IPEA/CAPES.

Conheça o site do projeto, participe e opine sobre as práticas sustentáveis do campus da USP-São Carlos. Você as conhece? O que pensa sobre elas? O que mais pode ser feito para tornar os processos do campus mais sustentáveis?

Acesse a plataforma em http://www.projetosustentabilidade.sc.usp.br/

Para saber mais sobre o projeto USP Recicla, acesse http://www.inovacao.usp.br/recicla/

Assessoria de Comunicação

Empresários brasileiros criam metas de sustentabilidade


Este relatório trata de três questões: Como seria um mundo sustentável? Como podemos fazê-lo acontecer? Que papel podem desempenhar as empresas para assegurar um progresso mais rápido em direção a esse mundo?
Acesse o relatório completo aqui


Plantão
Publicada em 27/09/2011 às 19h25m

Cláudio Motta (claudio.motta@oglobo.com.br)

A sustentabilidade pode ser um ótimo negócio. Empresários brasileiros pretendem apresentar, no ano que vem, um conjunto de medidas e metas ambientalmente corretas, que serão reunidas no documento "Visão 2050: a nova agenda para empresas". A ideia é apontar os caminhos para construir uma economia verde (e amarela) nos próximos 40 anos. Esse é um dos temas do quatro Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, o Sustentável 2011, que começou nesta terça-feira no Pier Mauá. O evento também é uma forma do país se preparar para receber, no ano que vem, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

O ponto de partida dos empresários brasileiros é a versão global do Visão 2050, lançada em 2010 pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). Essas metas serão adaptadas à realidade nacional, sob a coordenação do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds).

- Temos ganhos em relação a energia, porque a participação da geração hidroelétrica é grande, mas há desvantagens em saneamento e educação - disse Marina Grossi, presidente do Cebds, durante a abertura do Sustentável 2011.

Soluções tecnológicas, como prédios comerciais autossuficientes em energia, ou seja, que geram a energia que consomem, foram citados como exemplos. Porém, saber como custear medidas de infraestrutura, como o saneamento, é um desafio.

- É uma questão de ponto de vista: um copo pode estar meio vazio ou meio cheio - disse o Secretário Geral Assistente da ONU e coordenador executivo da Rio+20, o francês Brice Lalonde - precisamos da liderança do Brasil nas questões ligadas à sustentabilidade.

Para empresários, a aposta no meio ambiente também é uma maneira de garantir que seus negócios vão se adaptar às exigências das mudanças climáticas. O chairman do Cebds e CEO da Phillips no Brasil, Marcos Bicudo, diz que é necessário mudar paradigmas e ter visão de longo prazo.

- Em 1992, a grande discussão foi quanto aos danos causados pela camada de ozônio. Agora, o tema mais preocupante é o aquecimento global e as mudanças climáticas. Qual será o do futuro? - perguntou - os empresários têm que construir um planejamento estratégico que garanta minimamente por dez anos o retorno aos seus acionistas.

O relatório final do Visão 2050 Brasil será discutido no congresso Sustentável 2012 e apresentado na Rio+20. Conheça a íntegra do Visão 2050 global.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/09/27/empresarios-brasileiros-criam-metas-de-sustentabilidade-925457255.asp#ixzz1ZFExXzSp

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Markit Drops Out of Race for London Clearinghouse

By JULIA WERDIGIER
Kirsty Wigglesworth/Associated Press

A takeover would give the London Stock Exchange the same access to an additional income stream that most of its European rivals already enjoy.LONDON — The financial data provider Markit Group said on Tuesday that its bid for the LCH.Clearnet Group failed to receive the necessary support from the clearinghouse, paving the way for a rival offer from the London Stock Exchange.

Markit had teamed up with NYSE Euronext to bid for LCH, the largest independent clearinghouse in Europe. The London Stock Exchange was also in talks with LCH about a transaction; the Nasdaq OMX Group also sought a stake in the company.

.Twitter ..“We see clearing as complementary to our other services, and LCH.Clearnet represented a unique opportunity to acquire an important piece of market infrastructure,” Markit said in a statement. “We unfortunately did not receive the LCH.Clearnet board support required to move ahead and seek shareholder support.”

Markit also said LCH would remain “an important business partner of ours and an important client,” adding that it would “continue to support them and their members by providing them with the products and services they require.”

Reuters reported on Tuesday that the chief of the London Stock Exchange, Xavier Rolet, won the backing of the LCH board for a 1 billion euro ($1.35 billion) takeover, citing an unidentified person familiar with the situation.

Tom Gilbert, a spokesman for the London Stock Exchange, and Andrea Schlaepfer, a spokeswoman for LCH, declined to comment on the takeover bid.

A deal would give the London Stock Exchange the same access to an additional income stream that most of its European rivals already enjoy. Clearinghouses, which sit between the two sides in a trade and temporarily assume the counterparty risk, are also gaining importance as new financial regulations are implemented.

Initial Early childhood education – an investment in a sustainable future of nations

É urgente perceber que o processo para o desenvolvimento sustentável reside na capacidade de nossas crianças e também em que nós, como adultos nos cabe reconhecê-los, entende-los e levá-los a sério. A convenção da ONU sobre os direitos da criança declara que “ as necessidades básicas da criança e oportunidades para atingir seu pleno potencial devem ser cumprida”. Apesar disso, pouca atenção tem sido dada pelas nações ou instituições para satisfazer tal necessidade e para fornecer acesso à educação para o desenvolvimento sustentável na primeira infância para todas as crianças. Adicionalmente nos acordos internacionais, tais como as Metas de Desenvolvimento do Milênio e Educação Para Todos, os mais jovens não tem recebido a merecida atenção.



Acesse o estudo  "TAKING CHILDREN SERIOUSLY - hOW THE eU CAN INVEST IN EARLY CHILDHOOD EDUCATION FOR A SUSTAINABLE FUTURE" em sua íntegra aqui

Why Corporate Responsibility Is Key for Carbon Markets

On September 22, 2011, in Articles, by ....

Voluntary carbon emission transparency isn’t only responsible. It’s also pretty cool. That’s why Google just moved into our good (carbon) books. The company recently decided to publically reveal its carbon footprint (in case you are wondering, 100 Google.com searches is equivalent to producing 1.5 tablespoons of orange juice), as well as to officially let the public know that it’s doing its share of carbon cleanup. Corporate conglomerates, please take note — fessing up to your mess and taking action to undo it is good for business. And it also sets an example for other companies, individuals and, let’s hope, governments, to follow suit and get honest with their environmental impact.

We live in a world where one’s ethical actions matter only in the context of another’s. Responsibility, much like ignorance, has a snowball effect on public behavior. Reducing carbon emissions follows the same pattern. There are countries, companies and individuals, who, whether voluntarily or pressed by national compliance laws, offset their carbon footprint. Others look for excuses not to. But as European Commissioner Connie Hedegaard said in an interview last week, “What is the point of extending our commitments [to emission reductions] if none of the other big economies say that they are willing to follow, if not today, then at least at some time tomorrow?”

The European Union Emissions Trading Scheme (EU ETS) has the biggest and perhaps the most mature carbon-trading program among all other global compliance carbon markets. This means, European countries have worked hard, and continue to do so, to reverse the effects of global warming by capping in-house emissions and making strategic international partnerships. But what about those who don’t have a compliance cap-and-trade system in place, like China and the U.S.? As Hedegaard pointed out, “Europe represents only 11 per cent of global emissions. What will the other 89 per cent do?” According to the Environmental Protection Agency, over 82 per cent of the energy used in the United States today comes from fossil fuels (oil, coal and natural gas). The country is responsible for over 17 per cent of the global GHG emissions, according to latest figures. And China is estimated to emit more CO2 than the U.S. and Canada combined, making up for a quarter of the global emissions. Neither the U.S., nor China has compliance carbon markets in place. How are they to be convinced to take action?

Here comes corporate responsibility. In large economies like the U.S. and China, change comes from within. President Obama cited the struggling economy as a reason to abandon earlier this month stricter air control regulations. When businesses, like Google, take action to voluntarily offset their carbon footprints by either purchasing carbon credits or investing in emission-reducing offset projects, they not only contribute to the expansion of already existing carbon markets, but also to development of the local economies by creating jobs in the clean sector, like renewable energy production and technology. Google, for example, is among the investors in the Yadkin County project. Sponsored by Duke University, the project is using methane from hog waste to produce electricity. In addition, Google is investing over $800 million in solar and wind power sources, including a $168 million investment in California-based BrightSource Energy. Both of these initiatives have the potential to produce certified carbon credits, which can be put up for sale on the global carbon markets.

If more companies engage in such clean initiatives, governments will see the positive economic impact of these projects and will reconsider looking at carbon markets and compliance regulations as a burden on the economy. While enforcing mandatory clean air standards do bring changes and adjustments to the nation’s overall business environment, these changes are not necessarily bad and far from being economy-breaking. On the contrary, they lead to more constructive business practices and to heightened awareness of the consequences that corporations leave on the environment and society. Carbon regulations may also create a natural shift in the industrial landscape of a country, where industries like innovative technology enjoy more success and financial backing. We don’t see anything wrong with focusing funds on research and development of cost-effective and energy-efficient installations. Carbon markets will also create jobs in the financial sector, within investment companies where new carbon exchange departments will open and existing ones will expand.

When corporations lead by example, they will prove to industrially conservative economies like the U.S. and China that, in the long run, emission compliance and carbon markets enrich and don’t deplete local economies from economic opportunities. The days when doing business at the expense of the environment and its inhabitants are long gone. A new economic era has arrived, and by supporting the development of offset projects and encouraging carbon credit production and exchange, nations will inevitably step into the future.

Como construir uma cisterna para aproveitamento de água de chuva

Publicado por Portal Tratamento de Água
A primeira coisa que se deve projetar para o aproveitamento de água de é o tamanho da cisterna que se poderá construir.
Para isso se deve levar em consideração:
* área disponível para sua construção

* volume de água a ser estocado

* tamanho da área de captação de água (Telhado)

* Custo de construção

* índice pluviométrico na região: (considerar média de chuvas mensais e o período de duração da seca - onde não chove)

* volume de água a ser utilizado no sistema de aproveitamento de água (quanta a´gua será gasta para lavagem de piso, irrigação etc....)

Uma vez calculado o volume de água que pode ser estocada, e que será utilizada , o tamanho da cisterna poderá ser calculado, considerando especialmente a necessidade de estocar água para o período das secas. A cisterna abaixo do nível do solo pode ser construída em alvenaria (com impermeabilização), concreto armado (com impermeabilização), ou peças pré-fabricadas em plástico. Nas duas primeiras opções recomendamos uma consulta a um engenheiro calculista para que possa fazer um projeto da cisterna; no caso das cisternas pré-fabricadas de plástico se poderá consultar os fabricantes existentes no mercado, (como a Rotogine por exemplo).

A cisterna depois de pronta deverá receber e estocar apenas águas pluviais canalizadas (calhas do telhado) e não poderá receber água de outras fontes que não sejam conhecidas ou de ralos do piso, pois estes podem carrear sujeiras e produtos indesejados (efluentes,urina e fezes de animais, produtos de limpeza e etc..).

A água antes de ser armazenada deve passar por um filtro de tela ou filtro "Y" utilizado em irrigação. A função destes filtros é eliminar folhas sujeiras de maior porte ou pequenos animais. Pode ser instalado também um equipamento para desviar os primeiros minutos de chuva (água um pouco mais suja que "lavou" a atmosfera e o telhado).

A tubulação de entrada da água na cisterna e o tubo "ladrão" que toda cisterna deve ter, precisam ter um sinfonamento para evitar a entrada de animais e roedores e outros pequenos insetos. Dentro da cisterna devem ser previstos ainda duas coisas:

* Sistema de bombeamento: uma bomba bem calculada para utilização da água, em sistemas mais sofisticados o sistema de bombeamento pode estar associado a um sistema de recirculação da água dentro da cisterna (não obrigatório) ou mesmo de pressurização de rede (não obrigatório). Toda bomba deve possuir um sistema de dijuntores, chave bóia e proteção para desarme em casos de emergência ou queda de fases (consulte um eletricista ou o fabricante das bombas). A bomba pode prever ainda uma bóia para controle de nível que permitirá o acionamento e desarme da bomba através do controle de nível máximo e mínimo dentro da cisterna. Pode-se prever ainda uma entrada de água do serviço público de abastecimento em sistemas onde não pode faltar água.

* Sistema de cloração: para que a água estocada não apresente riscos de contaminação, proliferação de insetos e larvas, é necessário um sistema de cloração. No mercado existem diversos sistemas de cloração possíveis:automáticos, manuais, por pastilhas, por hipoclorito liquido, artesanais, bombas dosadoras elétricas, flutuadores, sistemas de cloração por passagem etc. Cada usuário deve definir no mercado a melhor opção de cloração de sua cisterna conforme sua necessidade ou mesmo o grau de eficiência e manutenção desejado.

Daniel Xavier
Rotogine Tecnologia Ambiental
http://www.uniagua.org.br/

Siemens anuncia que não investirá mais em usinas nucleares, na Alemanha ou no exterior

Publicado em setembro 23, 2011 por HC

A companhia alemã Siemens decidiu abandonar de vez a área de energia nuclear, informa o blog da revista Nature, citando a edição de 18 de setembro do jornal alemão der Spiegel. Em entrevista ao jornal, o CEO Peter Löscher anunciou que a empresa não financiará e nem construirá usinas nucleares, na Alemanha ou no restante do mundo.

A Nature lembra que a Siemens tem uma longa história no setor nuclear, tendo erguido diversas usinas na então Alemanha Ocidental nas décadas de 70 e 80, e entrando numa parceria com a francesa EDF nos anos 90.

Em 2009, no entanto, a companhia alemã rompeu com a EDF e firmou uma parceria para o setor nuclear com a estatal russa Rosatom. No entanto, essa união não se mostrou frutífera.

A Simenes continuará, no entanto, a produzir equipamentos de “uso dual”, que podem eventualmente ser utilizados em instalações nucleares, como turbinas de vapor. A entrevista de Löscher pode ser lida, em inglês, neste link.

Notícia socializada pela Inovação Unicamp e publicada pelo EcoDebate, 23/09/2011

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