Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)

Etanol celulósico: Perspectiva para viabilização comercial é desanimadora nos EUA, avalia revista Science

Reportagem de Janaína Simões, do Inovação Unicamp, publicada pelo EcoDebate, 10/09/2010

Em sua edição de 13 de agosto, a prestigiada Science Magazine publicou “Is There a Road Ahead For Cellulosic Ethanol?” (“Há um caminho à frente para o etanol celulósico?”), que traça cenário pessimista, no curto e no médio prazo, para as tecnologias de produção do etanol a partir da celulose de biomassa nos EUA. Para a Science, neste 2010, o etanol de segunda geração “luta para cumprir a promessa de se tornar o próximo grande biocombustível”.

Carbono sem fim

10/9/2010
Agência FAPESP – As tecnologias atuais de geração de energia não são suficientes para reduzir as emissões de carbono aos níveis considerados necessários para evitar os riscos ao planeta promovidos pelo aquecimento global.

A afirmação é de um artigo publicado por cientistas dos Estados Unidos e do Canadá na edição desta sexta-feira (10/9) da revista Science. Estima-se que, para evitar os riscos das mudanças climáticas globais, seria preciso evitar que a temperatura média do mundo chegasse a 2º C acima dos níveis anteriores à Revolução Industrial.

Quantas Pessoas Podem Viver na Terra/BBC >>> Parte 1

Quantas Pessoas Podem Viver na Terra/BBC >>> Parte 2

Quantas Pessoas Podem Viver na Terra/BBC >>> Parte 3

Quantas Pessoas Podem Viver na Terra/BBC >>> Parte 4

Quantas pessoas podem viver na terra/BBC >>> Parte 5

Quantas pessoas podem viver na terra/BBC >>> Parte 6 final

O meio ambiente não pode esperar a inércia demográfica

Artigo de José Eustáquio Diniz Alves
Ecodebate

A “inércia demográfica” é um conceito utilizado pela demografia para explicar o fato da população continuar crescendo, mesmo depois que as pessoas e os casais passam a ter um número menor de filhos. A taxa de fecundidade mede o número médio de filhos por mulher e a quantia de 2,1 filhos por mulher é considerada taxa de reposição. Se a fecundidade ficar neste nível, no longo prazo, a população não cresce e nem diminui, ou seja, fica estável. Fecundidade acima de 2,1 filhos por mulher significa que a população vai crescer. Fecundidade abaixo de 2,1 filhos, no longo prazo, significa que a população vai diminuir.

Recursos hídricos sofrem pressão crescente

00h33m
Eduarda Ferreira
Até um frango chegar à nossa mesa são consumidos 3900 litros de água. O fabrico de uma t-shirt implica o gasto de 2700 litros e só uma folha de papel A4 chega aos dez. A pegada humana nos recursos hídricos está a reduzir-lhes a qualidade e a quantidade.

O alerta chega, desta vez, das organizações e especialistas reunidos na Semana Mundial da Água, que decorre em Estocolmo até ao próximo dia 11: a água está a ficar com menor qualidade e mais poluída. Por todo o mundo, é extraída, utilizada, reutilizada e rejeitada a um ritmo crescente.

Evolução lenta

 O Estado de São Paulo
06 setembro 2010
O Brasil caminha no sentido de alcançar um desenvolvimento sustentável, isto é, que atenda às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades. Mas caminha devagar e, por isso, a realidade brasileira continua fortemente marcada por sérios problemas ambientais e sociais, como as más condições de habitação, o desmatamento ainda intenso (sobretudo na região do Cerrado), a persistência de altos índices de poluição nas metrópoles e uma grande desigualdade regional e social quanto às condições de vida. É um país em evolução, mas que ainda precisa percorrer um longo caminho para ter um desenvolvimento que assegure o bem-estar presente e futuro de sua população, sem degradar ainda mais o meio ambiente.

Propostas de reforço do MDL podem aquecer o mercado

fonte: CarbonoBrasil
Em busca do aprimoramento e de maior efetividade na redução das emissões de gases do efeito estufa sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), o Comitê Executivo (CE) está propondo várias modificações nos procedimentos de aprovação dos projetos que influenciarão as movimentações no mercado de carbono.

Analisando a proposta da Comunidade Européia de responsabilizar as Entidades Operacionais Designadas (EODs) pelas estimativas exageradas de Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) nos projetos de MDL, a consultoria Point Carbon alerta que a medida pode ter sérias implicações financeiras para as EODs e na oferta de RCEs.

A potencial restrição na oferta e aumento na demanda por RCEs resultaria em sinais fortes e positivos para o mercado.

Se a proposta for aprovada, as EODs podem passar a ser obrigadas a substituir as RCEs em excesso por outras a um custo considerável, explicam os analistas da Point carbon, completando que os novos procedimentos podem ser retroativos. No caso, segundo um dos autores da análise, Kjetil Røine, o ônus recairia sobre o CE que teria que provar que o trabalho das EODs tem “deficiências significativas” ao invés do contrário.

Como exemplo, a análise cita o caso das controvérsias envolvendo o gás HFC-23, que até agora resultou em cerca de 218 milhões de RCEs. Se 10% destas RCEs expedidas fossem tidas como inapropriadas, a substituição de RCEs custaria € 150 milhões às EODs. Para efeito de comparação, os lucros em 2009 da DNV, uma das maiores EODs, foi de aproximadamente € 150 milhões.

Uma das possíveis conseqüências da efetivação desta medida seria um aumento ainda maior no tempo de validação e verificação dos projetos, com as EODs conduzindo análises mais detalhada e cautelosamente.

Para entrar em vigor, as propostas precisam ser aprovadas pelo CE e pela Conferência das Partes/ Encontro das Partes, que se reunirá no México no final de novembro.

Em uma análise divulgada na semana passada a Point Carbon reduziu em 25%, de 142 milhões de RCEs para 107 milhões, as estimativas para a disponibilidade de RCEs em 2010 devido ao adiamento na expedição de vários projetos de HFC-23.

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