Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)

Fabricantes recolheram quase 30 milhões de pneus velhos no primeiro semestre

Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – No primeiro semestre, mais de 146 mil toneladas de pneus descartados e sem condições de reutilização foram coletados e destinados de forma ambientalmente adequada à geração de energia e à reciclagem. O balanço foi divulgado hoje (03) pela Reciclanip, entidade criada em 1999 para atender ao Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis, que determinou que os fabricantes brasileiros de pneus novos arquem com a logística e os custos de coleta e destinação.

Empresas começam a pagar por uso de água do São Francisco

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil
Brasília - As empresas localizadas na Bacia do Rio São Francisco começaram no mês de agosto a pagar pela utilização da água do rio e seus afluentes. De acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA), os boletos de 2010 já foram distribuídos e estima-se uma arrecadação de R$ 10 milhões até o fim do ano. O valor cobrado das empresas corresponde ao período de julho a dezembro.

A cobrança está prevista na Lei nº 9.433/97, conhecida como Lei das Águas e, de acordo com a ANA, os recursos serão integralmente repassados ao Comitê de Bacia do São Francisco para serem aplicados em ações de recuperação do rio.

Desafio é parar de usar carro para tudo

 IHU-Unisinos

Se a grande quantidade de carros por habitante é um indicador importante para medir os transtornos nas ruas, o hábito de usá-los para se locomover no dia a dia agrava o problema. A cultura do carro explica porque a população de capitais como São Paulo, Rio e Brasília, apesar de ter proporcionalmente menos automóveis do que a de cidades europeias, sofre mais com congestionamentos.

A reportagem é de Bruno Paes Manso e Renato Machado e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 0-09-2010.

"A cultura brasileira do carro é forte e isso acaba complicando o cotidiano das cidades. Na Europa, por exemplo, a população tem carro, mas o deixa em casa e dirige nos fins de semana", explica o americano Jonas Hagen, representante no Brasil do Institute for Transportation & Development Policy (ITDP).

Eike Batista constrói a primeira usina solar comercial do país

por Folha online
(05/09/2010 11:41)
A MPX, do empresário Eike Batista, vai construir a primeira usina solar comercial do país, em Tauá (Ceará). Serão investidos R$ 10 milhões para a instalação de 1 MW (megawatt) de capacidade, que permitirá abastecer 1.500 residências a partir do ano que vem.

A empresa já entrou com pedido na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para poder operar até 5 MW, o que deve acontecer em até dois anos.

IBGE : INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - Brasil 2010

IBGE
A construção de indicadores de desenvolvimento sustentável no Brasil integra-se ao conjunto de esforços internacionais para concretização das ideias e princípios formulados na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, no que diz respeito à relação entre meio ambiente, desenvolvimento e informações para a tomada de decisões.

Com a publicação Indicadores de desenvolvimento sustentável: Brasil 2010, o IBGE dá continuidade à série iniciada em 2002, reafirmando, mais uma vez, seu compromisso de disponibilizar à sociedade um conjunto de informações sobre a realidade brasileira, em suas dimensões ambiental, social, econômica e institucional.

Acesse aqui e baixe o Estudo

King’s College London procura professor >> Agencia Fapesp

Agência FAPESP – O King’s Brazil Institute, unidade do King´s College London (KCL) voltada a realizar pesquisas e organizar disciplinas sobre o Brasil, abriu um processo seletivo para a contratação de professor.


A instituição procura um profissional com experiência em pesquisa especialmente nas áreas: política brasileira e internacional, indústria criativa e cultural, economia política da energia, política ambiental, direito, direitos humanos, políticas de saúde, políticas sociais e história do Brasil.

O aprovado realizará pesquisas sobre o Brasil, além de desenvolver disciplinas que estimulem o interesse dos estudantes do KCL a respeito de temas brasileiros. São desejáveis experiência em orientação de pós-graduandos e habilidades didáticas.
Também fará parte da função a manutenção de uma rede de contatos internacionais de pesquisa especialmente com instituições brasileiras, a fim de desenvolver trabalhos colaborativos e de apoio à pesquisa feita no Brasil.

O salário dependerá da qualificação e experiência apresentadas e vai de 33 mil a 47 mil libras esterlinas por ano, além de benefícios.

Os candidatos podem tirar dúvidas sobre a vaga com o professor Anthony Pereira, diretor do King's Brazil Institute, pelo e-mail: anthony.pereira@kcl.ac.uk.

O King's College London é a quarta mais antiga universidade na Inglaterra e é considerada uma das 25 mais importantes no mundo (segundo o Times Higher Education 2009). Voltada à pesquisa, a universidade está sediada no centro de Londres e tem cerca de 23 mil alunos de quase 140 países.

Com o objetivo de estreitar as relações com o Brasil, a universidade criou em 2008 o King’s Brazil Institute, voltado ao ensino e à pesquisa de assuntos brasileiros.

Mais informações e inscrições: www.kcl.ac.uk/depsta/pertra/vacancy/external/pers_detail.php?jobindex=9214

Criança e Consumo está no Facebook >> ALANA

31/08/2010
O Projeto Criança e Consumo criou um novo canal de comunicação: um perfil no site de relacionamento Facebook. A página representa mais um passo do Projeto para integrar as redes sociais, depois da criação de uma conta no Twitter em 2009 e inauguração do canal no YouTube em agosto.

Através do site, o Criança e Consumo faz mais uma ponte com o público interessado em debater os impactos negativos causados pela mercantilização da infância. A ação faz parte do objetivo do Projeto de ampliar o diálogo sobre o assunto e aumentar o debate com a sociedade civil, podendo assim gerar mais interação e levar mais informação sobre o tema.

Confira a página do Criança e Consumo no Facebook:
http://www.facebook.com/#!/criancaeconsumo?v=wall&ref=ts

Inscreva-se no canal Criança e Consumo no YouTube:
http://www.youtube.com/user/criancaeconsumo

SAUDE PUBLICA: IBGE alerta para o aumento de peso entre crianças >> ALANA

 31/08/2010
O Brasil, que há 30 anos lutava para vencer a desnutrição infantil, hoje vive uma situação aparentemente inversa: pesquisa divulgada pelo IBGE na última sexta-feira, 27 de agosto, revelou que uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estavam acima do peso em 2009. Segundo o levantamento, o excesso de peso dobrou nos últimos 34 anos e já atinge mais de 33% da população dessa faixa etária, com destaque para as áreas urbanas.

Essas informações, embora sejam preocupantes, não surpreendem. A população brasileira acompanha uma curva de ascensão da obesidade no mundo, especialmente por conta de hábitos não-saudáveis e do consumo excessivo de alimentos industrializados com alto teor de açúcar, gorduras e sal. Não por acaso, diversas nações têm buscado implementar políticas públicas de combate ao problema, a exemplo da primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, que lançou a campanha “Let’s Move” (“Vamos nos movimentar”) no início de 2010 para tentar reduzir os índices de sobrepeso e obesidade entre as crianças norte-americanas.

Nesse sentido, a Organização Mundial de Saúde (OMS) também vem orientando que os governos criem políticas públicas para combater o problema. Em maio deste ano, 27 países aprovaram as recomendações da OMS, que inclui a implementação de regras para reduzir o impacto do marketing de alimentos em crianças.

No Brasil, esse debate foi iniciado com mais intensidade em 2006, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) abriu sua proposta de regulação da publicidade de alimentos e bebidas de baixo teor nutricional para consulta pública. Desde então, muito se tem discutido a respeito de como solucionar o problema e de que forma governo, sociedade e mercado podem contribuir para a questão.

Em junho, a Anvisa divulgou sua nova regra – a Resolução nº 24 – em que obriga que a publicidade de alimentos com alto teor de açúcar, gorduras e sódio e de bebidas com baixo teor nutricional seja acompanhada de alertas para possíveis riscos à saúde no caso de consumo excessivo. Embora a nova regra não tenha detalhado ações específicas para o público infantil, ela segue uma tendência mundial.

A AGU (Advocacia Geral da União), a pedido do Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária), questiona a competência da Anvisa para regular a questão e pediu, em agosto, que a agência suspendesse a nova regra. De outro lado, instituições e organizações de defesa do consumidor, incluindo o Projeto Criança e Consumo, reconhecem a legitimidade da Resolução nº 24 e acreditam que esse é um importante passo na luta contra a obesidade.

Saiba mais sobre a pesquisa do IBGE
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1699&id_pagina=1

Conheça a Resolução nº 24 da Anvisa
http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/AcaoJuridica.aspx?v=1&id=55
 Leia entrevista da especialista Corinna Hawkes, consultora da OMS
http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=7273&origem=23

SAUDE PUBLICA:Para otimizar a saúde a melhor dieta é a de sempre: pouco, bom e variado >> El País

A ordem é clara: ter uma dieta saudável e equilibrada para gozar de boa saúde. Mas, além disso, a nutrição oferece cada vez mais ferramentas (genética, alimentos funcionais, análises) para obtê-la, enquanto se prepara o terreno para o debate, porque nem tudo vale na hora de sentar-se para comer. O complicado é saber do que cada um precisa e que direção tomar no labiríntico caminho da alimentação. Os especialistas falam em uma nutrição “à la carte”, feita na medida de cada pessoa e que inclusive possa prevenir doenças. Reportagem de Isabel Landa, El País.

Cada vez se detectam mais intolerâncias e alergias aos alimentos, e os sites da web oferecem dietas e análises que se apresentam como a panaceia para detectar componentes prejudiciais ao organismo. Além disso, fazer compras se transformou em uma tarefa titânica quando se busca o leite de sempre entre os que têm isoflavonas, ômega 3, soja, não têm lactose ou são enriquecidos com cálcio, porque proliferam os produtos que são vendidos como se fossem remédios.

O objetivo é otimizar a saúde. Os alimentos funcionais, aqueles que vão além de seu valor nutricional e têm composições para emagrecer, reduzir o colesterol ou reforçar as defesas, estão na ordem do dia porque ajudam a minimizar os riscos de doenças como as cardiovasculares ou o excesso de colesterol. Esses produtos devem ser regulamentados pelas autoridades de segurança alimentar.

Os especialistas falam na nutrição personalizada como o futuro para tratar e prevenir o surgimento de doenças. A genética está no discurso de nutricionistas, endocrinologistas e alergologistas como a base que permitirá individualizar a dieta e os nutrientes de que cada pessoa necessita em função de seus genes. “As instituições vêm funcionando com guias alimentares, quer dizer, recomendações de nutrição básica para a população, mas é preciso dar um passo na direção da nutrição personalizada. Cada pessoa tem sua própria história individual, médica e ambiental. Isto obriga a que, segundo critérios genéticos, cada pessoa receba uma alimentação específica, explica Alfredo Martínez, catedrático de nutrição na Universidade de Navarra e coordenador do Congresso Internacional da Sociedade de Nutrigenética e Nutrigenômica (ISNN), que se realizará em novembro em Pamplona.

Essa visão é otimista demais para Susana Monereo, endocrinologista do Hospital de Getafe, em Madri. A especialista não duvida de que haverá um dia em que uma análise genética permitirá saber o que é ruim para cada pessoa, mas acredita que essa ciência ainda está nos primórdios. “Quem mais trabalhou sobre isso é o espanhol José María Ordovás, que descobriu, por exemplo, que há grupos para os quais a dieta mediterrânea não cai tão bem.”

Outra coisa são as alergias e as intolerâncias, que se transformam em marcadores diferenciais que fazem que a alimentação de uns e outros seja diferente. Detectá-las está permitindo que as pessoas melhorem sua saúde. Representam quase 10% das consultas de alergologia na Espanha. As alergias são reações adversas a algum componente dos alimentos (uma proteína, um ácido graxo). O alérgeno (causador da alergia) provoca uma série de reações em cadeia no sistema imunológico, entre as quais a produção de anticorpos imunoglobulinas IgE, que se traduzem em reações imediatas que causam danos ou inflamação e se manifestam na pele.

Por outro lado, a intolerância alimentar afeta o metabolismo mas não o sistema imunológico e tem uma base genética. A intolerância à lactose, que atinge 15% da população espanhola, é a mais frequente.

Segundo a Clínica Universitária de Navarra, cada vez há mais pessoas sensíveis a diversos grupos de alimentos vegetais. “As dúvidas que surgem nesses casos é que alimentos podem comer com segurança e quais devem evitar. Uma restrição ampla pode colocar dúvidas sobre o valor nutricional da dieta e a possibilidade de que apareçam deficiências vitamínicas”, indicam fontes médicas.

Na maioria das vezes é difícil saber qual dos alimentos é o causador de uma reação alérgica; em crianças, os mais habituais são o ovo, o leite e o peixe. Os alergologistas da Clínica Universitária de Navarra estão utilizando, além dos testes cutâneos habituais, uma análise genética para medir as imunoglobulinas IgE. “São microchips com uma superfície sólida à qual se une uma série de fragmentos de DNA. Com a base do genoma podem-se ver as mutações genéticas que fazem que as pessoas utilizem de forma diferente os nutrientes”, explica Martínez. Esses testes genéticos são caros e ainda não estão ao alcance de todos os pacientes, mas a confiabilidade é muito alta.

Entre as alergias do tipo IgE (imediatas) e as intolerâncias há outra série de alergias difíceis de classificar, que se encontram em uma espécie de limbo e que intrigam médicos e pacientes, mas que estão permitindo saber mais sobre as enfermidades. São anticorpos de imunoglobulinas IgG, reações imunológicas também, mas de efeito retardado, já que podem se manifestar até 72 horas depois do consumo de produtos alérgenos. Muitas pessoas que recebem os resultados negativos de IgE (alergia instantânea) podem ter níveis altos de alergias IgG, sem suspeitar da gravidade do problema. Os sintomas dessas alergias retardadas aparecem sem causa óbvia e podem ser físicos, psicológicos e neurológicos.

George Mouton é um médico funcional belga especializado nesse tipo de alergias alimentares. Viaja duas vezes por mês para Madri para dar consultas em um centro de homeopatia e em outros dois dias atende na Hale Clinic de Londres. Mouton acredita que cada pessoa precisa de uma nutrição personalizada, “porque as mesmas dietas não servem para todas”. Em seu consultório passam muitos pacientes com problemas digestivos que tiveram resultado negativo nos testes de intolerância e alergias, no entanto têm anticorpos IgG. Segundo o médico, esses pacientes melhoram quando lhes tiram temporariamente os lácteos e depois os consomem em pequenas quantidades. “A medicina funcional se preocupa justamente com esses pacientes que não parecem sofrer alergia ou intolerância porque o diagnóstico deu negativo, mas não estão bem e têm disfunções complicadas de detectar”, explica o médico de família que há 12 anos combina a medicina tradicional com a funcional.

Cada vez mais as alergias e intolerâncias alimentares são relacionadas a certas doenças autoimunes, em que o organismo ataca seus próprios tecidos (como a artrite reumatóide, a esclerose lateral amiotrófica ou a doença de Crohn). Os pacientes então optam por combinar os tratamentos médicos tradicionais com a medicina funcional. Essa combinação de tratamentos é mais difundida na Europa e começa a aparecer na Espanha.

É o caso de uma menina de 11 anos que foi diagnosticada em março com artrite reumatóide. Seus pais, depois de consultar diversos especialistas, decidiram combinar o tratamento com medicina tradicional e funcional. O Hospital Menino Jesus de Madri lhe aplica um medicamento chamado metotrexato, mas ao mesmo tempo a paciente frequenta um médico funcional para seguir o tratamento à base de oligoelementos (ferro, cobre, iodo, manganês, selênio, zinco, entre outros). “Depois de uma análise, foram detectadas alergia a ovo, a leite animal e a glúten. Desde que parou de consumir esses alimentos, temporariamente, encontra-se muito melhor. Creio que foi interessante combinar os dois tratamentos”, explica sua mãe.

As análises sobre alergias são apresentadas como mais uma ferramenta para personalizar a alimentação e melhorar a saúde. As pessoas se questionam se funcionam realmente ou se servem para emagrecer. O que está acontecendo com o Alcat, um dos testes mais conhecidos, que diz medir a tolerância a uma centena de nutrientes? A controvérsia em torno desse tipo de análise é enorme. Muitos médicos a criticam, afirmando que não existem dados científicos que confirmem sua eficácia em médio e longo prazo. “Segundo as sociedades científicas em nível mundial, esse tipo de análise não é válido, muito menos para dietas de emagrecer, como muita gente acredita”, indica Joaquín Sastre, chefe do serviço de alergologia da Fundação Jimenez Díaz de Madri.

A maioria dos especialistas consultados duvida da eficácia do Alcat. “Esse tipo de teste é mais comercial, fizeram muito marketing e está na boca de todo mundo. Talvez resolva alguns casos, mas muitos outros não. Não é a panaceia, certamente”, concorda Amelia Martí, professora e pesquisadora em obesidade no Departamento de Ciências da Alimentação, Fisiologia e Toxicologia da Universidade de Navarra.

Entre os defensores do Alcat está Gloria Aldaz. Essa mulher de 50 anos decidiu há nove fazer o teste porque tinha digestão muito ruim e queria perder peso. “Decidi experimentá-lo porque muita gente me havia falado e me animei. Saiu intolerância a azeitonas e azeite, a leite de vaca, aveia, pêssegos, todos os levedos, trigo, amendoim e milho.” Ela deixou de comer esses alimentos durante um ano e depois os foi introduzido aos poucos. Aldaz conta que experimentou uma melhora em sua saúde: “Melhor digestão, mais vitalidade e emagreci”. Além disso, essa mulher é alérgica a ovo e carne, o que foi detectado quando nasceu sua sobrinha, que tinha alergia a quase todos os alimentos.

Intolerância, genética e analíticas à parte, os nutricionistas sabem que a saúde é uma das maiores preocupações da população e que para isso é preciso mudar os hábitos alimentares. “O grande problema é que as pessoas buscam soluções rápidas e fáceis de seguir, e isso em nutrição é muito difícil”, conclui Susana Santiago, especialista em nutrição no ciclo vital da Universidade de Navarra.

Nisso, Susana Monereo é taxativa: “Há dietas recomendadas para as grandes síndromes, como as doenças cardiovasculares ou o câncer. Inclusive para a deterioração cognitiva (comer muitas frutas vermelhas e secas). Mas a preocupação por esses assuntos em pessoas saudáveis é excessiva”, afirma. Por isso insiste no que chama – e quase se podem ouvir as maiúsculas – “A Dieta: comer pouco, bom e variado, com poucas gorduras e açúcares”. O de sempre? “Até hoje é o que funciona melhor em geral.”

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Reportagem [Comer a la carta por prescripción médica] do El País, no UOL Notícias.
EcoDebate, 02/09/2010

Reunião busca mobilizar financiamento climático

Data: 02/09/2010 11:49
Por: Redação TN / Fabiano Ávila, CarbonoBrasil*
A pedido do México, que irá sediar a próxima Conferência do Clima (COP-16), representantes de 45 países estão reunidos na Suíça e têm até sexta-feira (3/8) para conseguir alavancar um dos maiores problemas das negociações climáticas: o financiamento. Transferir recursos e tecnologias das nações mais ricas, que são as principais emissoras de gases do efeito estufa, para as mais pobres, que são as que mais sofrem com os efeitos do aquecimento global, vem sendo nos últimos anos um dos assuntos mais espinhosos nas mesas de debate.

Países tentam definir fundo de US$ 100 bi para mudanças climáticas ..Estadão

Em outras palavras estão tentando escapar da sua responsabilidade por tudo que poluíram. LBF.


O Estado de S. Paulo

Os países industrializados usam a crise financeira para tentar transferir para Brasil, Índia, China e ao setor privado parte da responsabilidade por financiar o fundo de US$ 100 bilhões para lidar com mudanças climáticas.
Hoje, 45 governos se reúnem em Genebra para começar a definir como será criado o fundo.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, irá liderar a delegação brasileira no encontro. A delegação dá sinais de que poderá flexibilizar sua posição de colocar todo o peso de uma solução sobre os países ricos.

Obrigados a reduzir seus gastos em razão da crise, os países ricos usam esse argumento para fortalecer uma posição já existente: a de que não aceitam que sua responsabilidade pelas emissões tenha de ser traduzida em maiores recursos para a iniciativa ambiental, estipulada durante a cúpula de Copenhague no final de 2009.

Um dos poucos acordos da cúpula foi o estabelecimento de um fundo para ajudar os países em desenvolvimento a se adaptar. Foi decidido que, entre 2010 e 2012, US$ 30 bilhões seriam coletados e, até 2020, os países ricos teriam de financiar o mecanismo com até US$ 100 bilhões por ano.

Semana da Mobilidade – Dia Mundial Sem Carro 2010

Você está convidado a participar da campanha por uma mobilidade mais sustentável e inclusiva em São Paulo, junto com o Movimento Nossa São Paulo e diversas organizações.
O Dia Mundial Sem Carro, celebrado globalmente em 22 de setembro, encerra este ano uma semana de atividades dedicadas ao tema, de 16 a 22 de setembro.

O objetivo é levar os governos e a população a refletir sobre a necessidade de reduzir o uso do transporte individual e privilegiar o transporte coletivo, os meios menos poluentes, a acessibilidade e principalmente o respeito aos pedestres.

Os destaques da programação são:
- O lançamento da Pesquisa Ibope-MNSP Dia Mundial Sem Carro 2010, no dia 16 de setembro, quinta-feira, das 10h às 12h, no salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, Viaduto Jacareí, 100.

- O Seminário “Plano Municipal de Transporte e Mobilidade Sustentável” que vai reunir representantes da sociedade civil e dos governos para propor e definir diretrizes para elaborar um plano para a cidade. Realizado em duas partes: das 10 às 13 horas e das 18h30 às 21 horas, no auditório Prestes Maia da Câmara Municipal de São Paulo, Viaduto Jacareí, 100.

A sua presença neste seminário é fundamental para que os gestores públicos compreendam o quanto a sociedade paulistana está preocupada e quer melhorar a mobilidade na cidade.

- O Seminário “A Experiência de Mobilidade da Cidade de Bogotá”, com o coordenador do Movimento Bogotá Como Vamos, Carlos Córdoba (confirmado), que vai apresentar a experiência de sucesso que melhorou a mobilidade na cidade de Bogotá nos últimos 15 anos. Das 18h30 às 21 horas, no auditório Prestes Maia da Câmara Municipal de São Paulo, Viaduto Jacareí, 100.

Esta é uma grande oportunidade de vc participar em prol da nossa cidade de São Paulo!

Por favor, confirme sua presença nos eventos pelo e-mail: andrea@isps.org.br

Confira mais detalhes de toda a programação e veja como você, sua organização, entidade ou empresa podem se engajar nesta campanha.

Informação & Conhecimento