Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Nike Harnesses ‘Girl Effect’ Again >>> New York Times

By STUART ELLIOTT
FIFTEEN years ago, Nike made a splash with an advertising campaign known as “If you let me play.” The ads drew considerable attention — and praise — because they advocated the benefits for girls and young women of participating in sports.

Today, Nike’s foundation is taking to heart the concept of “girl power” that was embodied by the campaign, but now it is education, rather than sports, that is being celebrated for its transformative abilities. With an effort known as the Girl Effect, the Nike Foundation — supported by Nike and the NoVo Foundation — is trying to raise up adolescent girls in poverty-plagued, developing regions of the world.

Helping those girls to become better educated, the Girl Effect’s Web site asserts, helps them as well as “their families, their communities and their nations.”

Data on the site shows that positive changes can come in areas like health (the more schooling mothers get, the healthier their infants and children will be) and income (an additional year of secondary school will increase a girl’s wages by 15 to 25 percent).

“Why girls?” the site asks. “Because when we all invest in girls, everyone wins.”

Nike e GreenXchange: inovação aberta pela sustentabilidade

Com: Atitude
08.26.2010

Nos últimos anos, a Nike passou a utilizar em seus tênis um composto de borracha com 96% menos toxinas em comparação à borracha tradicional. Além disso, depois de dez anos de trabalho, em 2006, substituiu um gás nocivo que preenchia as zonas de amortecimento dos pares por um sistema a ar. Em relação à destinação de materiais, a empresa detém importante conhecimento para minimizar impactos.

Imagine o que ocorreria se ela mostrasse o que sabe para mais companhias – mesmo que concorrentes – e o que ocorreria depois da troca de ideias resultante desta conexão. As fabricantes não precisariam partir do zero para inovar em produção sustentável, poupando tempo e dinheiro. Além disso, estimulariam a descoberta de novas soluções.

Isto já ocorre e tem nome: GreenXchange (GX). A Nike lidera desde o início do ano um grupo de dez empresas interessadas em compartilhar patentes em torno de novas tecnologias que reforcem padrões sustentáveis de produção. De acordo com o diretor executivo da fabricante, Mark Parker, o projeto reflete a crença de que o melhor caminho para a inovação sustentável passa pela inovação aberta, uma vez que os problemas vinculados ao tema são fundamentais não apenas para a sobrevivência de uma empresa, mas de todas.

Integram o GX companhias do porte de Yahoo, Best Buy, Mountain Equipment Co-op, entre outras. Elas disponibilizam a propriedade intelectual numa plataforma tecnológica desenvolvida pela organização Creative Commons. Já estão disponíveis na internet, por exemplo, cinco pesquisas da Nike com borracha, que podem ser aproveitadas até na fabricação de pneus. No entanto, apenas as integrantes têm acesso. Elas podem escolher entre divulgar seu conhecimento para uso acadêmico ou aplicação comercial mediante o pagamento de uma taxa.

Segundo a Nike, o GX foi incubado com a ajuda de Don Tapscott, co-autor do livro Wikinomics. Na opinião dele, faz sentido para as empresas compartilhar propriedade intelectual do ponto de vista comercial. Ao aplicar inovação aberta à sustentabilidade, o grupo contribui para o controle de custos e competitividade dos integrantes.

Esta não é a primeira proposta colaborativa na busca de modelos mais eficientes. Joel Makower, autor de A Economia Verde, lembra em artigo ao site GreenBiz.com que, em 2008 a IBM, Nokia, Pitney-Bowes e Sony criaram o Eco-Patent Commons, que reuniu patentes em novas tecnologias e processos.

Makower acredita que, se funcionar, o GX pode estimular e acelerar a inovação verde. Algumas empresas se dedicam à propriedade intelectual e ajudam a alavancar a criatividade e o sucesso de outras. O projeto pode oferecer também um novo modelo capaz de reconhecer em determinado setor algo que pode ser aplicado, de forma diferente, em outra indústria. Para Makower, cada aplicação gera valor para todos os participantes.

O professor de responsabilidade social e ambiental da ESPM, Mauricio Turra, destaca que o principal ganho da marca é a melhoria da percepção diante dos consumidores, uma vez que coloca em prática – e de forma inovadora – um modo de enxergar o contemporâneo. Ao liderar o grupo, a Nike se diferencia das adversárias: além de possuir tecnologias específicas, ela atrai o consumidor pela valorização da própria marca por meio da associação consistente junto à causa.

No passado, a notícia sobre o uso de mão-de-obra escrava na fabricação de calçados causou má impressão. Porém, o professor Turra ressalta que a empresa percebeu seu potencial e adotou postura diferente e passou a envolver de forma intensa desde a equipe de desenvolvimento de produtos até os executivos. Isto demonstra, para ele, convicção em reduzir impactos negativos, uma vez que se cria uma nova cultura no âmbito interno, posteriormente desdobrada em ações como o GX.

Mauricio Turra não vê problemas no fato de as companhias divulgarem segredos de seus negócios porque os benefícios também são divididos entre elas. A obtenção do ganho em escala com vistas ao uso racional de recursos envolve também a concorrência.

Ao incentivar o intercâmbio de tecnologias entre indústrias e organizações da própria cadeia, a Nike demonstra que a apropriação da sustentabilidade como causa aponta para duas tendências: primeiramente, trata-se de um tema indissociável das práticas de negócio; e, por fim, é uma questão que transcende as paredes de uma determinada companhia e mostra-se como problemática transversal, percorrendo todos os setores produtivos.

Nike anuncia que não usará mais couro proveniente de animais da Amazônia

A Nike anunciou nesta quarta-feira que não usará mais em seus produtos couro proveniente de animais criados no Bioma Amazônia. A decisão da empresa só será revertida se for “estabelecido um sistema confiável de governança, com rastreabilidade total de produtos da pecuária e a garantia de que esses produtos não estejam causando desmatamento”.


A notícia é do sítio Greenpeace, 22-07-2009.
Para assegurar o cumprimento dessa política, a Nike vai pedir, por escrito, uma declaração de seus fornecedores atestando que o couro vendido à empresa não vem de gado criado no bioma Amazônia. A Nike deu aos seus fornecedores um prazo até julho de 2010 para implementar um sistema eficiente de rastreabilidade, que comprove que seu couro não é originário do bioma amazônico. Caso isso não aconteça, a empresa estenderá a moratória à compra de couro para toda a região da Amazônia Legal.

A decisão da Nike é prova de que os mercados consumidores vão cada vez mais exigir da pecuária brasileira a adoção de práticas de sustentabilidade e, sobretudo, o fim da expansão de áreas de pasto sobre zonas de floresta. “A indústria da pecuária precisa valorizar o produto brasileiro no mercado internacional e garantir que não haja mais derrubada de árvores para a criação de gado. Qualquer iniciativa que apóie o desmatamento zero na região é um passo importante para garantir que a produção de gado na Amazônia não impulsione a destruição da floresta”, afirmou André Muggiati, do Greenpeace.

Em junho o Greenpeace lançou o relatório “Farra do Boi na Amazônia” apontando a relação entre o desmatamento na Amazônia, a indústria da pecuária e grandes marcas internacionais, entre elas a Nike. No relatório, o Greenpeace demonstra como o couro de animais criados em áreas desmatadas da Amazônia é exportado para a China, pela empresa brasileira Bertin, onde entra na cadeia de abastecimento de empresas de alcance global.

Além da Nike, as italianas Geox (calçados) e Natuzzi (móveis e estofados) também anunciaram esta semana o compromisso de excluir produtos originários de áreas desmatadas de suas linhas de produção. Infelizmente, outras grandes marcas como a Adidas, Reebok e Clarks ainda se recusam a seguir o mesmo caminho. Todas essas empresas recebem couro da Bertin, que ainda não se comprometeu com o desmatamento zero na Amazônia, onde ela controla diversos abatedouros de gado.

“A decisão da Nike indica como o mercado vai operar daqui para frente. O Brasil terá que reestruturar sua cadeia produtiva se quiser continuar atendendo clientes internacionais e consumidores exigentes”, afirma Muggiati. A Nike, a Geox e a Natuzzi também assumiram compromissos com a erradicação do trabalho escravo, proteção de terras indígenas e áreas de conservação.

Nike anuncia que não usará mais couro proveniente de animais da Amazônia

A Nike anunciou nesta quarta-feira que não usará mais em seus produtos couro proveniente de animais criados no Bioma Amazônia. A decisão da empresa só será revertida se for “estabelecido um sistema confiável de governança, com rastreabilidade total de produtos da pecuária e a garantia de que esses produtos não estejam causando desmatamento”.

A notícia é do sítio Greenpeace, 22-07-2009.
Para assegurar o cumprimento dessa política, a Nike vai pedir, por escrito, uma declaração de seus fornecedores atestando que o couro vendido à empresa não vem de gado criado no bioma Amazônia. A Nike deu aos seus fornecedores um prazo até julho de 2010 para implementar um sistema eficiente de rastreabilidade, que comprove que seu couro não é originário do bioma amazônico. Caso isso não aconteça, a empresa estenderá a moratória à compra de couro para toda a região da Amazônia Legal.
A decisão da Nike é prova de que os mercados consumidores vão cada vez mais exigir da pecuária brasileira a adoção de práticas de sustentabilidade e, sobretudo, o fim da expansão de áreas de pasto sobre zonas de floresta. “A indústria da pecuária precisa valorizar o produto brasileiro no mercado internacional e garantir que não haja mais derrubada de árvores para a criação de gado. Qualquer iniciativa que apóie o desmatamento zero na região é um passo importante para garantir que a produção de gado na Amazônia não impulsione a destruição da floresta”, afirmou André Muggiati, do Greenpeace.
Em junho o Greenpeace lançou o relatório “Farra do Boi na Amazônia” apontando a relação entre o desmatamento na Amazônia, a indústria da pecuária e grandes marcas internacionais, entre elas a Nike. No relatório, o Greenpeace demonstra como o couro de animais criados em áreas desmatadas da Amazônia é exportado para a China, pela empresa brasileira Bertin, onde entra na cadeia de abastecimento de empresas de alcance global.
Além da Nike, as italianas Geox (calçados) e Natuzzi (móveis e estofados) também anunciaram esta semana o compromisso de excluir produtos originários de áreas desmatadas de suas linhas de produção. Infelizmente, outras grandes marcas como a Adidas, Reebok e Clarks ainda se recusam a seguir o mesmo caminho. Todas essas empresas recebem couro da Bertin, que ainda não se comprometeu com o desmatamento zero na Amazônia, onde ela controla diversos abatedouros de gado.
“A decisão da Nike indica como o mercado vai operar daqui para frente. O Brasil terá que reestruturar sua cadeia produtiva se quiser continuar atendendo clientes internacionais e consumidores exigentes”, afirma Muggiati. A Nike, a Geox e a Natuzzi também assumiram compromissos com a erradicação do trabalho escravo, proteção de terras indígenas e áreas de conservação

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