Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Países da Bacia Amazônica relançam agenda para desenvolvimento sustentável

Notícia

As oito nações sul-americanas que integram a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) acordaram nesta terça-feira em Lima impulsionar uma agenda estratégica que permita o desenvolvimento sustentável da bacia e o aproveitamento responsável de seus recursos naturais.
Os chanceleres de Venezuela, Nicolás Maduro, e Peru, José Antonio García Belaúnde, lideraram a décima reunião da OTCA, um encontro no qual também estiveram presentes altos funcionários das chancelarias de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname.

García Belaúnde explicou que a reunião foi dedicada a desenhar a agenda estratégica de cooperação em torno do desenvolvimento sustentável, em curto e médio prazo, e no respeito à diversidade ambiental e cultural dos povos que habitam a bacia do rio Amazonas.

O ministro peruano acrescentou que os estados amazônicos se comprometeram a fortalecer e ampliar o diálogo para proteger esse meio ambiente, após completar 30 anos de vigência do tratado.

Maduro disse, por sua parte, que existe um conjunto de iniciativas em saúde, troca cultural e desenvolvimento de transporte e navegação a favor dos 788 grupos originais que habitam a bacia.

A reunião anterior de chanceleres da OTCA foi realizada na cidade peruana de Iquitos, nas margens do Amazonas, há cinco anos, lembrou García Belaúnde ao anunciar que o encontro desta terça-feira foi um relançamento desta organização.

ANA defende planejamento de usinas por bacia /// Ambiente Energia

Da Agência Ambiente Energia - Fazer com que a construçao de hidrelétricas na Bacia Amazônica seja feita de forma integrada e não isolada, para garantir um visão regional com ganhos para o desenvolvimento, meio ambiente e economia. Quem defende esta solução é o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, que participou na quarta-feira, dia 28 de abril, da audiência pública sobre “Ações compensatórias pelas usinas do Rio Madeira e a utilização dos recursos hídricos na Amazônia”, promovida pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados.

“Fazer leilões por bacias hidrográficas, dentro do mesmo bioma, reflete não apenas no meio ambiente, mas na economia e pode acelerar os licenciamentos”, disse. Segundo ele, conduzir o processo preparatório para a construção das usinas de forma integrada pode evitara a fragmentação do bioma e dar uma abordagem sistêmica ao projeto. Andreu também defendeu que as compensações sejam destinadas diretamente para as áreas de proteção e indígenas localizadas ao redor das hidrelétricas.

Na audiência, o superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da ANA, Ney Maranhão, apresentou as características hídricas das bacias Amazônicas e do Tocantins-Araguaia e lembrou que a ANA realiza estudo sobre a margem direita do rio Amazonas. Ele destacou o potencial da região e falou sobre os problemas que precisam ser enfrentados e sobre a necessidade de fortalecer institucionalmente os órgãos regionais e ter um modelo de desenvolvimento sistêmico para a região.

“Cerca de 40% dos cinco milhões de habitantes da região são populações ribeirinhas que não possuem sistema de saneamento encanado. É um paradoxo que ao lado de rios na Amazônia essas pessoas não tenham água em casa”, disse Maranhão

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