Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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No Brasil, ponte e hotéis já usam LED

Luzes coloridas da ponte estaiada, em São Paulo, consomem a mesma energia que um chuveiro residencial
13 de outubro de 2010
0h 00
 Afra Balazina ENVIADA ESPECIAL/HOLANDA - O Estado de S.Paulo

A ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, na zona sul de São Paulo, é um exemplo da utilização de LEDs no País. As luzes que deixam a ponte colorida consomem em energia o equivalente a um chuveiro residencial.

Hotéis no Brasil também começam a se interessar pelo LED. A rede Accor, que dirige as marcas Novotel, Sofitel, Mercure, Ibis e Formule 1, tem um projeto piloto em andamento - obteve 67% de economia de energia nos quartos e de 87% no saguão. Agora, a rede planeja expandir o uso da tecnologia.

Segundo José Fernando Mendes, gerente de marketing e produtos da área de LEDs da Philips, um empreendimento como um hotel consegue o retorno do investimento da troca das lâmpadas mais rapidamente.

Sede de energia multiplicará represas na Amazônia /// IHU-Unisinos

 Mario Osava, da IPS 


O consumo de eletricidade no Brasil crescerá 5,9% até 2019 e, por seus custos menores, a geração hidráulica continuará sendo a principal fonte para atender essa demanda, afirmou no dia 7 o ministro das Minas e Energia (MME), Marcio Zimmermann.

Como dois terços do potencial hidrelétrico do país estão na Amazônia, antecipa-se que persistirão os protestos de ambientalistas, indígenas e outros movimentos sociais contra a construção de grandes represas. É o que acontece hoje com a central de Belo Monte, no Rio Xingu, no Estado do Mato Grosso.

O Plano Decenal de Energia do MME até 2019, colocado em debate público no mês passado, contempla a construção de seis hidrelétricas apenas na bacia do Rio Tapajós, que cruza Mato Grosso e o vizinho Estado do norte, o Pará.

O grande desafio do Brasil é “manter a matriz energética renovável”, para poder cumprir o compromisso assumido na conferência sobre mudança climática de Copenhague, em dezembro do ano passado. Esse programa exige dar prioridade às hidrelétricas, disse Zimmermann em entrevista a correspondentes estrangeiros.

O ministro acrescentou que a única alternativa a essa fonte renovável seria recorrer de modo crescente às centrais termoelétricas, que consomem petróleo ou carvão, o que aumenta as emissões de gases estufa.

Em resposta às cobranças de ambientalistas por maiores investimentos em fontes alternativas, o ministro contrapôs os custos. O consórcio que construirá a central de Belo Monte ofereceu o preço de R$ 77,97 por megawatt/hora, enquanto a energia eólica custou R$ 148 no último leilão do ano passado, citou Zimmermann como exemplo.

Apesar de admitir que o custo da energia eólica caiu quase pela metade nos últimos seis anos, o ministro assegurou que a energia hidrelétrica continuará sendo a mais barata por muito tempo. Só aumenta em países que já esgotaram a potencialidade de seus rios, como a Europa, acrescentou.

O plano energético brasileiro prevê quadruplicar a geração eólica nos próximos dez anos, mas sua participação, apesar deste aumento, não chegará a representar nem 4% do total, enquanto a energia de biomassa se manterá em torno dos 5%.

O Brasil passará dos atuais 112.455 megawatts de capacidade geradora instalada para 167.078 megawatts em 2019, segundo o MME. Nesse contexto, a produção hidrelétrica passará dos atuais 83.169 megawatts para 116.699 megawatts, sendo necessário, para isso, a construção de represas de centenas de quilômetros quadrados.

As projeções oficiais se baseiam em um crescimento econômico anual de 5,1%, média que este ano será ultrapassada, segundo coincidem os analistas. O consumo energético brasileiro sempre cresce mais do que a economia, em grande parte devido ao aumento da população, na razão de mais de dois milhões de pessoas por ano, com a consequente incorporação de novos consumidores e novos equipamentos. O país, com 193 milhões de habitantes, apresenta um consumo por pessoa muito abaixo do registrado no mundo industrializado.

A demanda crescente e a lembrança do grande apagão de 2001, que levou ao racionamento por vários meses, estão por trás do impulso aos grandes projetos energéticos. Além dos complexos hidrelétricos, o Plano Decenal compreende a construção de uma terceira central nuclear e várias termoelétricas a carvão, petróleo industrial e gás natural.

E a voracidade energética brasileira se estende aos países vizinhos, daí a necessidade de serem tecidos convênios bilaterais. O governo federal pretende aproveitar a força dos rios no Peru e na Guiana, onde o MME estima poder contar com grande parte de um potencial próximo dos 14 mil megawatts divididos entre os dois países. Também fazem parte dos planos de Brasília duas hidrelétricas compartilhadas com a Argentina, no fronteiriço Rio Uruguai, com capacidade somada de 2.122 megawatts.

Zimmermann afirmou também que, por esta estratégia, o Brasil não deve ser acusado de “imperialista”, como se insinuou, pois a compra e venda de energia entre Estados é normal em todas as partes do mundo, e neste caso acontece com uma visão de “integração energética”, sem ambições de dominação política. Segundo o ministro, o objetivo é “otimizar” o aproveitamento da geração elétrica. O acordo de intercâmbio com Buenos Aires é um exemplo de mútuo interesse, pois o consumo no país vizinho cresce no inverno devido à calefação, enquanto no Brasil a demanda é maior no verão devido ao uso de ar-condicionado.

O Peru pediu apoio no estudo do potencial energético de seus rios e na construção de centrais hidrelétricas, já que as companhias brasileiras desenvolveram a melhor tecnologia nessa área, explicou o ministro. Entretanto, Zimmermann negou notícias de que os governos dos dois países assinariam um acordo para a construção de cinco novas centrais na Amazônia peruana, cuja eletricidade seria quase totalmente destinada ao Brasil. No momento “são apenas estudos”, disse o ministro à IPS.

Apesar deste desmentido, a construtora Odebrecht já ganhou a concessão para construir a central hidrelétrica e o projeto de energia hidrelétrica e de irrigação Olmos, no noroeste do Peru. O aproveitamento energético dos rios amazônicos já desatou no Brasil uma ampla rejeição, na qual se unem indígenas, o Movimento dos Afetados por Represas, que diz representar um milhão de pessoas expulsas de suas terras, numerosas organizações ambientalistas e cientistas.

Para a central de Belo Monte, que hoje é alvo dos maiores protestos, será necessário inundar 516 quilômetros quadrados. O projeto original, dos anos 80, previa uma represa de 1.250 quilômetros quadrados. O “impacto diminuiu muito” e foi abandonado o plano de construir outros quatro complexos no mesmo Rio Xingu, um dos quais contempla um espelho de água de seis mil quilômetros quadrados, disse o ministro em defesa de seu projeto.

Ambientalistas e biólogos que estudam a vida no rio desmentem a afirmação do ministro e de outras autoridades da área de energia. Afirmam que haverá um impacto direto sobre duas áreas indígenas habitadas por cerca de 200 pessoas. O desvio de parte do rio por dois canais para girar as turbinas reduzirá a água na curva conhecida como Volta Grande, onde vivem os indígenas e milhares de camponeses. A consequência será uma forte redução dos peixes e quelônios, que são o alimento principal desses povos ribeirinhos, afirmam os biólogos

Sustentabilidade no carrinho de mercado /// Gazeta do Povo-Curitiba


Consumo
O Viver Bem aposta: depois de ler esta matéria, sua visita ao supermercado nunca mais será a mesma. Confira as dicas de como se pode contribuir com o meio ambiente da forma mais simples: consumindo corretamente

Publicado em 07/03/2010
Adriana Czelusniak - adrianacz@gazetadopovo.com.br . Fonte: Walmart Brasil.

Você pode separar o lixo, economizar luz e água e usar os dois lados da folha de papel. Agora o convidamos para dar um passo além, dentro do supermercado. Como consumidores, temos uma ferramenta poderosa em favor do meio ambiente: o direito de escolha. Em meio às gôndolas abarrotadas de marcas, o consumidor é quem dita as regras e pode optar por um produto qualquer, ou outro que tenha destaque por sua responsabilidade sócio-am­­­biental. Sim, eles existem em quase todos os segmentos. As grandes redes de supermercados já estão cientes de que há um público crescente que sabe diferenciar produtos e empresas que realmente contribuem com o bem-estar do planeta.

“No início todos os produtos vão parecer iguais”, afirma Ricardo Oliani, coordenador de mobilização comunitária do Instituo Akatu (organização que divulga o consumo consciente).


Produtos que incorporaram iniciativas de sustentabilidade em seus procsessos

Amaciante Confort Concentrado - Resultados: redução de 63% no consumo de papel na caixa de papelão utilizada no transporte e distribuição; 37% de redução do consumo de plástico na embalagem; redução no consumo de energia para produção e transporte de produto; redução no uso de água na formulação do produto; e 37% de redução da quantidade de resíduo sólido no pós-consumo

Toddy Orgânico - Resultados: utilização de 100% de cacau e açúcar orgânicos certificados; uso de material 100% reciclado para a produção de rótulos, uso de matéria-prima certificada pelo FSC (Conselho Brasileiro de Manejo Florestal), para produção do rótulo do produto; menor emissão de gases de efeito estufa.
(Veja mais baixo a materia sobre o projeto Sustentabilidade de ponta a ponta , do Walmart.)

Veja algumas dicas de consumo sustentávelConfira características que devem ser buscadas nos produtos compradosEntão, para fazer a escolha certa, o jeito é investir alguns minutos na observação de rótulos e embalagens. “Quan­­­­do compramos um remédio lemos a bula toda, as contraindicações, se vai fazer mal... Essa investigação também é importante quando se compra um produto”, compara. Data de validade, componentes, certificações, cumprimento da legislação e participação em programas ambientais e sociais são informações decisivas na hora do produto deixar, ou não, a prateleira. Mesmo que nem todas essas informações acompanhem o produto, Oliani afirma que o consumidor deve buscá-las. “Toda empresa tem um SAC (Serviço de Atendimento ao Consu­­midor) e as informações também são disseminadas por meios eletrônicos. Cada vez mais as empresas vão divulgar as características sustentáveis de seus produtos, então vai ficando mais fácil para o consumidor optar”, diz.


Ecológico? Por quê?
Diversas pesquisas confirmam que as pessoas estão dispostas a pagar mais caro por um produto se souberem que ele foi produzido de forma ambientalmente responsável. De fato, para se chegar a um produto com essa característica é necessário investimento em tecnologia e adaptações na cadeia de produção. Mas é preciso cautela: nem tudo que se diz ecológico pode realmente ser chamado assim.

“A sustentabilidade já entrou para o dicionário das pessoas, agora vivemos um segundo momento, e todos querem dizer que são ecológicos. Para sair dessa armadilha, o consumidor pre­­­­cisa mudar seu comportamento e se interessar pelo que compra. Por outro lado, as em­­­­­presas precisam se comunicar melhor e os parâmetros também precisam ser mais claros para que não haja confusão na cabeça do consumidor”, diz Oliani.

Entre o fabricante e o consumidor

Nosso principal cenário de consumo é o supermercado. Ele se tornou imprescindível para quem quer ter uma vida mais sustentável se imaginarmos que podemos ficar meses sem adquirir uma camiseta, mas dificilmente ficamos sem comprar leite, feijão, arroz, produtos de higiene...

Uma das ações de redes como Pão de Açúcar e Festval é a instalação do caixa verde ou caixa ecológico. Visitamos uma das lojas mas, infelizmente, não são todos os clientes que estão familiarizados com a “novidade”, que já tem quatro anos.

“É pela cor?”, nos perguntou um. “Deve ser só marketing!”, desconfiou outro. E você, sabe o que é um caixa ecológico? Va­­­­mos deixar a funcionária pública Re­­­­­gina Maria Fontoura Oli­­­­veira, 41 anos, explicar: “Todas as em­­­­­ba­­lagens que não precisamos levar para casa descartamos em lixeiras, e elas são doadas. Podem ser caixinha de pasta de dente, caixa que embala junto o xampu e o condicionador e embalagens de bolacha que vêm no plástico e na caixa de papelão.” Regina não se surpreende por saber que, antes dela, dez clientes passaram pelo caixa ser saber do serviço de coleta de embalagens. “Eu conheço porque sou curiosa. Fora isso, se eu não fizer, meus filhos me cobram. Vale a pena usar esse caixa, com isso diminuímos o lixo em casa. Eles deveriam colocar o serviço em todos os caixas, assim as pessoas iam se acostumar”, diz Regina.

Mas, para haver expansão, é preciso adesão, como explica o professor de mestrado de Ges­­­­tão Ambiental da Universidade Positivo Klaus Dieter Sautter. “As pessoas precisam dar ênfase e preferência a pontos de venda que têm ações e produtos sustentáveis, por isso diminui o impacto global do consumo. O consumidor tem tudo nas mãos, se disser: ‘A partir de amanhã tal produto tem de ser assim ou não compramos mais’. As empresas terão de ouvir”, afirma.

Alguns supermercados também estão atentos ao pós-consumo. Redes como Angeloni, Wal­­­­mart e o próprio Pão de Açúcar encaminham para a reciclagem o lixo deixado pelos clientes, além de contarem com diversas ações para reduzir o consumo de energia elétrica, valorizar programas sociais ou ambientais – próprios ou de fornecedores –, ou aproveitar inteiramente a água da chuva, por exemplo.

Você conhece as ações promovidas pelo supermercado que frequenta? Consulte, cobre e usufrua, e mostre que o consumo sustentável é algo pelo qual vale a pena lutar.


Novidade na prateleira
A união entre a rede Walmart Brasil e nove de seus principais fornecedores resultou no projeto “Sustentabilidade de Ponta a Ponta”, com produtos mais sustentáveis à venda, primeiro na Rede Walmart (Walmart, Big, Sam’s Club e Mercadorama) e em outros supermercados a partir do mês que vem.

A ideia é agregar à produção de um produto de marca conhecida pelo público conceitos sustentáveis, que vão da redução ou alteração do tipo de embalagem e matéria-prima empregada, à redução do consumo de energia, de água e dos resíduos sólidos gerados. Além do suporte e consultoria técnica, o Walmart oferece aos parceiros a garantia de compra, visibilidade e exposição diferenciada dos produtos.



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Sustentabilidade de Ponta a Ponta


Pelo programa “Sustentabilidade de Ponta a Ponta” do Walmart Brasil, nove produtos chegaram às prateleiras depiis e um banho de sustentabilidade. Confira as mudanças em cada um:

Esponja de banho Curauá –Este projeto teve como base o desenvolvimento de um produto novo focando o uso de fontes renováveis (fibras naturais) e fibra sintética (fonte fóssil) reciclada, bem como a redução de massa do sistema de embalagem e a otimização no uso de energia. Em comparação a uma espoja de banho regular, a de curauá apresentou as seguintes vantagens:

- 44% menos matéria-prima consumida na produção das embalagens do produto e das caixas de transporte;

- 32% de redução na geração de resíduos sólidos, devido ao desenho inovador da esponja que permite um melhor aproveitamento da manta de fibra;

- 52% de redução no consumo de energia elétrica no processo industrial;

- Simplificação do material de embalagem para facilitar o processo de reciclagem;

- 42% de incorporação de matéria-prima de fonte renovável (fibra de curauá e cordão de algodão);

- 198% de aumento no uso de material reciclado com adição de fibras PET e caixa de papelão, ambas 100% recicladas;

- Uso de matéria-prima certificada pelo FSC - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, para produção das caixas de papelão para transporte dos produtos.


Óleo Liza - Este projeto teve como base melhorias nos processos produtivos com destaque para a redução de peso na embalagem primária de PET e os benefícios oriundos da implantação de uma nova planta industrial mais eficiente. Os ganhos ambientais alcançados pelo projeto foram:

- Redução de 26% no consumo de água;

- 18% de redução no consumo de energia elétrica na produção das garrafas plásticas;

- 35% de redução na quilometragem rodada por caminhões para o transporte de produtos até os centros de distribuição do Walmart Brasil por meio da otimização de viagens;

- Redução de 56% no consumo de combustíveis fósseis por meio da troca de parte da matriz energética de petróleo para biomassa de origem controlada;

- Uso de matéria-prima certificada pelo FSC -Conselho Brasileiro de Manejo Florestal e Cerflor - Programa Brasileiro de Certificação Florestal, na produção das caixas de papelão dos produtos finais;

- Redução de 10% na quantidade de matéria-prima plástica necessária para a produção das embalagens do produto;

- Redução total de 40% nas emissões de gases de efeito estufa.


Pinho Sol - A linha Pinho Sol foi revista em relação aos impactos de sua produção dentro das unidades industriais da Colgate e fora de seus portões, com melhor conhecimento dos processos que garantem as matérias primas necessárias aos produtos. Os benefícios alcançados foram:

- redução de 17% do consumo de material plástico na embalagem do produto;

- embalagens com material PET 100% reciclado, sendo 90% pós-consumo e 10% pré-consumo;

- Redução de 15% da gramatura da tampa com a retirada do selo de vedação, facilitando também o processo de reciclagem;

- utilização de 45% de papelão reciclado pós-consumo para a produção das caixas de transporte resultando em uma economia 416 toneladas de matéria-prima virgem por ano;

- reuso de 3% de água no processo produtivo;

- redução de 6% no consumo de energia para o processo produtivo;

- 100% de utilização de papel certificado pelo FSC - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, para a produção dos rótulos do produto;

- utilização de essências de fornecedores certificados de acordo com a norma NBR ISO 14.001.


Matte Leão Orgânico-Este projeto teve como base o desenvolvimento de um produto orgânico certificado, bem como a implantação de uma fábrica verde, uso de material reciclado e redução da quantidade de tinta de impressão na embalagem. Resultados:

-uso de 100% de erva mate orgânica certificada pela Ecocert e pelo IBD - Instituto Biodinâmico, atestando a não utilização de fertilizantes químicos ou pesticidas no seu cultivo;

-uso de material 100% reciclado na embalagem do produto, sendo 30% reciclado pós-consumo;

-redução da emissão de CO2 no transporte da erva mate pelo uso de 10% de biodiesel;

-redução de 90% na quantidade de tinta de impressão na embalagem do produto;

-93% de redução na emissão de compostos orgânicos voláteis com o uso de tinta de impressão de baixo COV;

-comunicação na embalagem sobre o aproveitamento do resíduo do chá como adubo orgânico;

-comunicação na embalagem sobre o ciclo de vida do produto, desde a sua produção até chegar ao consumidor final;

-redução de 23% no consumo de energia no processo de produção;

-redução de 36% no consumo de água no processo produtivo;

-utilização de caixas de transportes feitas com matéria-prima certificada pelo FSC - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal.


Band-Aid - Este projeto de melhoria teve como princípio o desenvolvimento de uma embalagem primária de menor volume para acondicionar a mesma quantidade de band-aids com benefícios como redução na quantidade de material de embalagem, otimização do processo produtivo e do transporte do produto.

- redução de 18% no uso de matérias-primas para a embalagem;

- utilização de 30% de matéria-prima reciclada pós-consumo na embalagem do produto, representando uma economia de mais de 32 milhões de embalagens que utilizariam matéria-prima virgem para sua produção;

- utilização de 40% de matéria-prima reciclada pós-consumo na caixa de transporte do produto, representando um ganho equivalente a 1,8 milhões de caixas de papelão para transporte;

- redução de 2.038 toneladas por ano de material em perdas no processo de produção;

- redução de 1.192.000 kWh por ano de energia no processo de produção;

- reciclagem de 50 toneladas por ano de resíduos de papel siliconado que deixaram de ser encaminhados para aterros industriais;

- redução de 11.600 km em transporte de containers de produtos no Brasil e América Latina devido a redução da embalagem;

- redução do transporte de 3.228 paletes e de 72 contêineres por ano para o transporte de produtos para os Estados Unidos e Canadá devido a redução da embalagem;

- redução das emissões de CO2 devido ao menor uso de energia no processo e transporte;

- redução das emissões de CO2 devido à menor quantidade de resíduo de celulose no pós-consumo pela degradando nos aterros.


Amaciante Confort Concentrado- Este projeto de melhoria teve como foco as campanhas de educação ambiental para comunicação aos consumidores do conceito de produto concentrado e as melhorias ambientais decorrentes da concentração do produto como a utilização de menor quantidade de recursos naturais e conseqüentemente, a redução das emissões de gases de efeito estufa e da geração de resíduos. O projeto desenvolvido pela Unilever alcançou os seguintes resultados:

- 63% de redução do consumo de papel na caixa de papelão utilizada no transporte e distribuição do produto;

- 37% de redução do consumo de plástico para a produção da embalagem;

- redução no consumo de energia para produção e transporte de produto;

- redução no uso de água na formulação do produto;

- 37% de redução da quantidade de resíduo sólido no pós-consumo.


Água Pureza Vital –O projeto teve como objetivo melhorias nos processos produtivos com foco na redução de massa nas embalagens primárias e secundárias, com benefícios como redução na quantidade de material da embalagem e otimização no uso de água e energia nos processos produtivos. Foram alcançados os seguintes resultados durante o projeto:

- Redução do consumo de material plástico utilizado nas garrafas de água sem gás sendo: 36% de redução na massa das tampas das garrafas; 25% de redução nas garrafas de 300ml, 3% nas garrafas de 510 ml e 1,5 litros;

- Redução do consumo de material plástico utilizado nas garrafas de água com gás, sendo 25% de redução na massa das tampas das garrafas; 25% de redução nas garrafas de 300 ml; 22% de redução nas garrafas de 510 ml; e 19% na redução das garrafas de 1,5 litros;

- Eliminação de pigmentos das tampas, facilitando a reciclagem e agregando valor na cadeia do pós-consumo;

- Redução no consumo de água, de 26% em São Lourenço e 51% em Petrópolis;

- Redução de consumo de energia, de 9% em São Lourenço;


- Garrafas de Pureza Vital e Petrópolis sem pigmento, facilitando a reciclagem e agregando valor na cadeia pós-consumo;

- Redução de 18% no consumo de material plástico shrink na embalagem;

-Redução de 25% na massa de papelão utilizada na paletização;

-Redução no filme plástico (stretch filme) que envolve os paletes em 31%;

- Rótulo mais fácil de ser removido no pós-consumo, facilitando sua reciclagem;

- Uso do braile nas garrafas para que possam ser identificadas por consumidores com necessidades especiais;

- Capacitação de 70 educadores da rede escolar de São Lourenço que multiplicaram conceitos de educação ambiental.


Toddy Orgânico- O desenvolvimento do Toddy orgânico demandou um amplo estudo da cadeia de valor do produto, que resultou em benefícios que foram além do próprio dele próprio, gerando impactos positivos desde sua produção até o descarte final da embalagem. Os resultados alcançados pelo projeto foram:

- Utilização de 100% de cacau e açúcar orgânicos certificados;

- Uso de material 100% reciclado para a produção de rótulos (75% a 80% pré-consumo e 25% a 30% pós-consumo);

- Uso de matéria-prima certificada pelo FSC - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, para produção do rótulo do produto;

- Menor emissão de gases de efeito estufa;

- Eliminação do uso de queimadas para colheita da cana-de-açúcar utilizada para produção de Toddy Orgânico;

Pampers Total Confort -Este projeto de melhoria teve como base o desenvolvimento de uma fralda com maior capacidade de absorção que utiliza menor quantidade de celulose e que também permite a maior compactação das fraldas nos pacotes com benefícios como redução na quantidade de material de embalagem e otimização do transporte do produto. O projeto alcançou os seguintes resultados:

- Redução de 30% no uso de polpa de celulose;

- Redução de 7,5% no volume pela compactação da embalagem e do produto;

- Redução de 7% no peso total da fralda resultando em menor geração de resíduos pós-consumo;

- Aumento de 25% na eficiência do transporte do produto por sua compactação;

- Redução de 09% no consumo de energia utilizada na produção do produto;

- 10% de redução das emissões de CO2 (devido ao menor uso de energia no processo e transporte).

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