Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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China socorre a Grécia e põe um pé na Europa

Guilles Lapouge - O Estado de S.Paulo
O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, teve uma ideia. Foi à Grécia, e lá visitou a Acrópole, um dos monumentos mais espetaculares do mundo, na companhia do primeiro- ministro grego, Georges Papandreou.

Ali, teve uma segunda ideia: por que não socorrer a Grécia, esse pequeno país da União Europeia que atravessa uma perigosa crise econômica e financeira?
O primeiro-ministro grego concordou plenamente e também achou que era uma boa ideia.

Fórum Social Europeu 2010 >>> Esquerda.net//PT

9 Julho, 2010 - 19:13

A sociedade civil europeia mobilizada contra o capitalismo neoliberal concentrou-se de 1 a 4 de Julho em Istambul, no VI Fórum Social Europeu. Do encontro saiu o apelo para uma grande mobilização europeia, em Setembro, contra as políticas da austeridade e a regressão social. Lead: A sociedade civil europeia mobilizada contra o capitalismo neoliberal concentrou-se de 1 a 4 de Julho em Istambul, no VI Fórum Social Europeu. Do encontro saiu o apelo para uma grande mobilização europeia, em Setembro, contra as políticas da austeridade e a regressão social.

“Agir em conjunto na Europa contra a crise” é o mote da resolução final deste Fórum Social Europeu que teve como objectivo maior a construção de um espaço exemplar de organização do combate às políticas neoliberais da União Europeia, dos governos e do FMI: “fazer do fórum um imenso laboratório para a coordenação internacional das nossas resistências e a promoção de um novo modelo social, económico e ecológico", lia-se na convocatória.

O Fórum Social Europeu (FSE) define-se como "um espaço aberto de debate aberto a pessoas, grupos e movimentos da sociedade civil unidos contra o neo-liberalismo e que rejeitam uma sociedade mundial dominada pelo capital e por qualquer forma de imperialismo".

Em Istambul decorreram inúmeros workshops, reuniões, encontros que procuraram a resposta à crise, centrando-se no valor dos direitos humanos, na defesa do emprego, dos salários e das pensões, e onde se discutiu a construção da luta organizada, solidária e coordenada a nível internacional por um novo modelo social, económico e ecológico.

"Eles que paguem a crise deles", foi um dos gritos de revolta desta grande iniciativa, que parte do princípio de que "outra Europa é necessária e possível". Uma Europa que não seja dominada pelos interesses convergentes dos grandes centros de negócio, dos especuladores financeiros e dos governos neoliberais. O FSE juntou milhares de activistas para discutir e promover a organização da coordenação da resistência internacional à "barbárie anti-social".

Neste dossier concentramos todos os artigos e relatos que nos chegaram dos activistas do Bloco de Esquerda que estiveram em Istambul e do grupo parlamentar europeu do Bloco, como por exemplo as declarações da eurodeputada Marisa Matias, na manifestação final que encerrou o FSE 2010.

Vários temas foram abordados durante os dias do fórum, desde a crise e a mobilização dos trabalhadores, trabalho e precariedade, educação, aos recursos energéticos e a questão da água com bem comum, ao movimento anti-guerra e anti-NATO, à ecologia, etc.

Os temas da violência de género e da construção de um movimento feminista internacionalista também estiveram presentes no FSE. O dia de véspera do início do fórum ficou marcado pela iniciativa da Marcha Mundial de Mulheres, integrada no plano da III Acção Internacional, que organizou workshops e uma grande manifestação de mulheres vindas de todo o mundo.

Neste dossier incluímos também os depoimentos de Almerinda Bento (da organização feminista portuguesa UMAR) que esteve em Istambul, e nos explica os objectivos da III Acção Internacional, e o de Giovanni Allegretti (um sociólogo italiano residente em Portugal) que nos fala sobre o estado actual dos Fóruns Sociais

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