Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Brasil precisa de US$ 20 bilhões por ano para ser economia de baixa emissão de carbono

Data: 12/11/2010 11:21
Por: Redação TN / Daniel Mello, Agência Brasil
O Brasil precisa investir cerca de US$ 20 bilhões por ano até 2030 para se transformar em uma economia de baixo carbono, ou seja, com baixas emissões de gases de efeito estufa. É o que diz pesquisa elaborada pelo Banco Mundial chamada O Estudo de Baixo Carbono para o Brasil divulgado nesta quarta-feira (10/11), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O setor energético é o que necessita dos maiores aportes de recursos, de acordo com o documento.

A estimativa é que sejam necessários US$ 7 bilhões por ano para se conseguir reduzir em 11 milhões de toneladas anuais as emissões de gás carbônico (CO2) dessas atividades. O CO2 é o principal gás que intensifica o efeito estufa natural que mantém a Terra em temperaturas que propiciam a vida no planeta.

No entanto, a maior contribuição para diminuir o lançamento de carbono da atmosfera viria das mudanças do uso da terra, área relacionada principalmente à agricultura e ao desmatamento. Para essas reduções, terá que haver um investimento de 5,4 bilhões ao ano, o que evitaria a emissão de 356 milhões de toneladas de CO2.

De acordo com o pesquisador do Banco Mundial, Cristhopher Gouvello, a maior parte dessas reduções ocorreria por conta do desmatamento evitado, do uso do plantio direto e das florestas plantadas.

O pesquisador destacou que diminuir o lançamento de CO2 na atmosfera não traria prejuízos a economia. “Aquela ideia de que passar para a economia de baixo carbono é um freio para a economia não é verdade”, afirmou. O processo geraria, inclusive, mais empregos, de acordo com Gouvello. “As atividades de baixo carbono são um pouco mais intensivas que as tradicionais”.

A produção menos poluente é também uma necessidade competitiva, segundo o pesquisador Maurício Henriques, do Instituto Nacional de Tecnologia, que participou da pesquisa. “Se a gente não provar que os nossos produtos têm baixo conteúdo de CO2 e são eficientes, nós vamos ter barreiras”, disse referindo-se a restrições que podem vir de outros países por conta das emissões de carbono na produção.

Maurício destacou ainda que a transição para a economia de baixo carbono é uma boa oportunidade para empresários brasileiros modernizarem suas fábricas. São melhorias que, segundo Gouvello, do Banco Mundial, dependem de incentivos por parte do governo. Para ele, é necessário haver investimentos específicos e talvez até incentivos fiscais.

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