O engenheiro agrônomo representante da Associação Brasileira de Agroecologia, Vinícius Freitas, disse há pouco que não existe consumo seguro de agrotóxicos. Ele participa de audiência da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.Freitas citou pesquisa realizada pela Universidade Federal do Mato Grosso no município de Lucas do Rio Verde, um dos cinco maiores produtores agrícolas do estado e um grande consumidor de agrotóxicos: em 2010, mais de 5 milhões de litros de agrotóxicos foram usados nas lavouras da cidade, principalmente de soja.
A pesquisa mostrou que dos 12 poços de água potável das escolas analisadas, 83% estavam contaminados com resíduos de vários tipos de agrotóxicos. Além disso, 56% das amostras de chuvas tinham defensivos agrícolas e 100% das mulheres em fase de amamentação tinham pelo menos um tipo de agrotóxico presente no leite materno.
Vinícius Freitas defendeu uma agricultura de base agroecológica, sem uso de agrotóxicos. Segundo ele, para que esse tipo de produção seja viável, são necessárias políticas públicas efetivas. Ele destacou que os pequenos agricultores, responsáveis por 70% da produção nacional, normalmente só conseguem crédito para plantar com o uso de agrotóxicos.
Debatedor aponta relação entre uso de agrotóxico e incidência de câncer
O coordenador da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida, Cléber Folgado, apontou relação entre o uso de agrotóxicos e o aumento da incidência de câncer. Em audiência da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, ele citou como exemplo a cidade mineira de Unaí, que tem uma presença marcante do agronegócio.
Segundo ele, o município registra, por ano, 1.260 novos casos da doença a cada 100 mil habitantes. O número corresponde ao dobro da média mundial de incidência de câncer, que é de 600 casos por 100 mil habitantes, por ano.
O presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Paraná, Luiz Antônio Lucchesi, apresentou algumas sugestões para melhorar as normas que regulamentam o uso de agrotóxicos (Lei 7.802/89 e Decreto 4.074/02). Ele defende o treinamento das pessoas que lidam com agrotóxicos, desde os produtores até os operadores dos fitossanitários.
O objetivo é fazer com que todos apliquem, manuseiem, transportem e armazenem o produto adequadamente. Lucchesi afirmou também que é necessário desburocratizar o registro dos fitossanitários para agilizar a liberação dos produtos.
Já Cléber Folgado disse que as sugestões de flexibilização das leis regulamentariam os problemas, ao invés de resolvê-los.
Matéria da Agência Câmara de Notícias publicada pelo EcoDebate, 10/05/2012
Carta da Terra
"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Brasil usa 19% dos agrotóxicos produzidos no mundo; Governo registra 8 mil casos de intoxicação por agrotóxicos em 2011
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5/10/2012 06:00:00 AM
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saude publica
Publicado em maio 10, 2012 por HC
O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), José Agenor Álvares da Silva, afirmou que o País é responsável por 1/5 do consumo mundial de agrotóxicos. O Brasil usa 19% de todos os defensivos agrícolas produzidos no mundo; os Estados Unidos, 17%; e o restante dos países, 64%.
Ele citou pesquisa segundo a qual o uso desses produtos cresceu 93% entre 2000 e 2010 em todo o mundo, mas no Brasil o percentual foi muito superior (190%).
Segundo o diretor da Anvisa, existem atualmente no País 130 empresas produtoras de defensivos agrícolas, que fabricam 2.400 tipos diferentes de produtos. Em 2010, foram vendidas 936 mil toneladas de agrotóxicos, negócio que movimenta US$ 7,3 bilhões.
Governo registra 8 mil casos de intoxicação por agrotóxicos em 2011
O diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto, afirmou que, em 2011, foram registrados mais de 8 mil casos de intoxicação por agrotóxicos no Brasil. Segundo ele, essas notificações não expressam o número real, que é maior.
Participante de audiência da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Franco Netto destacou que, de 2005 a 2010, houve aumento do consumo de agrotóxicos no País, assim como das notificações de intoxicação. De acordo com ele, dois grupos populacionais estão mais expostos à contaminação por agrotóxicos: adultos jovens (20 a 49 anos) e crianças, intoxicadas por exposição acidental ao produto.
O diretor citou ainda estudo feito pela Universidade Federal da Bahia que aponta aumento, na última década, da mortalidade provocada por exposição aos agrotóxicos. Entre os trabalhadores agrícolas, os registros revelam que o número de mulheres afetadas é maior do que o de homens.
Matéria da Agência Câmara de Notícias, publicada pelo EcoDebate, 10/05/2012
Tags: agrotóxicos, saúde
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O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), José Agenor Álvares da Silva, afirmou que o País é responsável por 1/5 do consumo mundial de agrotóxicos. O Brasil usa 19% de todos os defensivos agrícolas produzidos no mundo; os Estados Unidos, 17%; e o restante dos países, 64%.
Ele citou pesquisa segundo a qual o uso desses produtos cresceu 93% entre 2000 e 2010 em todo o mundo, mas no Brasil o percentual foi muito superior (190%).
Segundo o diretor da Anvisa, existem atualmente no País 130 empresas produtoras de defensivos agrícolas, que fabricam 2.400 tipos diferentes de produtos. Em 2010, foram vendidas 936 mil toneladas de agrotóxicos, negócio que movimenta US$ 7,3 bilhões.
Governo registra 8 mil casos de intoxicação por agrotóxicos em 2011
O diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto, afirmou que, em 2011, foram registrados mais de 8 mil casos de intoxicação por agrotóxicos no Brasil. Segundo ele, essas notificações não expressam o número real, que é maior.
Participante de audiência da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Franco Netto destacou que, de 2005 a 2010, houve aumento do consumo de agrotóxicos no País, assim como das notificações de intoxicação. De acordo com ele, dois grupos populacionais estão mais expostos à contaminação por agrotóxicos: adultos jovens (20 a 49 anos) e crianças, intoxicadas por exposição acidental ao produto.
O diretor citou ainda estudo feito pela Universidade Federal da Bahia que aponta aumento, na última década, da mortalidade provocada por exposição aos agrotóxicos. Entre os trabalhadores agrícolas, os registros revelam que o número de mulheres afetadas é maior do que o de homens.
Matéria da Agência Câmara de Notícias, publicada pelo EcoDebate, 10/05/2012
Ainda faltam estudos sobre males causados por agrotóxicos aos consumidores, alerta professor da UnB
Publicado em maio 3, 2012 por HC
“Temos grandes desafios para revelar os impactos da exposição crônica, de longa duração e a baixas doses, que é o caso do consumidor urbano, que come todo dia um pouquinho de produtos contaminados”, alertou o professor Fernando Ferreira Carneiro, chefe do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB).
Ele é um dos responsáveis por um dossiê que reúne pesquisas de vários especialistas brasileiros sobre os riscos do uso de agrotóxicos no país. O documento será lançado hoje (27) durante o Congresso Mundial de Nutrição, no Rio de Janeiro. Além disso, o levantamento será apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), marcado para junho, no Rio.
Embora o Brasil seja o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, à frente dos Estados Unidos, com cerca de 1 bilhão de litros da substância sendo usados anualmente, conforme dados do Ministério da Agricultura, ainda faltam estudos que mostrem os impactos dessas substâncias na saúde do consumidor.
Ele é um dos responsáveis por um dossiê que reúne pesquisas de vários especialistas brasileiros sobre os riscos do uso de agrotóxicos no país. O documento será lançado hoje (27) durante o Congresso Mundial de Nutrição, no Rio de Janeiro. Além disso, o levantamento será apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), marcado para junho, no Rio.
O mal de Parkinson e os pesticidas nos alimentos
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Unknown
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6/01/2011 05:32:00 AM
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saude publica
High risk of Parkinson’s disease for people exposed to pesticides near workplace
Publicado em junho 1, 2011 por HC
Study first to implicate pesticide ziram as possible cause for disease
In April 2009, researchers at UCLA announced they had discovered a link between Parkinson’s disease and two chemicals commonly sprayed on crops to fight pests.
That epidemiological study didn’t examine farmers who constantly work with pesticides but people who simply lived near where farm fields were sprayed with the fungicide maneb and the herbicide paraquat. It found that the risk for Parkinson’s disease for these people increased by 75 percent.
Now a follow-up study adds two new twists. Once again the researchers returned to California’s fertile Central Valley, and for the first time have implicated a third pesticide, ziram, in the pathology of Parkinson’s disease. Second, instead of looking just at whether people lived near fields that were sprayed, they looked at where people worked, including teachers, firefighters and clerks who worked near, but not in, the fields.
They found that the combined exposure to ziram, maneb and paraquat near any workplace increased the risk of Parkinson’s disease (PD) threefold, while combined exposure to ziram and paraquat alone was associated with an 80 percent increase in risk. The results appear in the current online edition of the European Journal of Epidemiology.
“Our estimates of risk for ambient exposure in the workplaces were actually greater than for exposure at residences,” said Dr. Beate Ritz, senior author and a professor of epidemiology at the UCLA School of Public Health. “And, of course, people who both live and work near these fields experience the greatest PD risk. These workplace results give us independent confirmation of our earlier work that focused only on residences, and of the damage these chemicals are doing.”
In addition, Ritz noted, this is the first study that provides strong evidence in humans that the combination of the three chemicals confers a greater risk of Parkinson’s than exposure to the individual chemicals alone. Because these pesticides affect different mechanisms leading to cell death, they may act together to increase the risk of developing the disorder: Those exposed to all three experienced the greatest increase in risk.
“Our results suggest that pesticides affecting different cellular mechanisms that contribute to dopaminergic neuron death may act together to increase the risk of PD considerably,” said Ritz, who holds a joint appointment in the UCLA Department of Neurology.
Scientists knew that in animal models and cell cultures, such pesticides trigger a neurodegenerative process that leads to Parkinson’s, a degenerative disorder of the central nervous system that often impairs motor skills, speech and other functions and for which there is no cure. The disease has been reported to occur at high rates among farmers and in rural populations, contributing to the hypothesis that agricultural pesticides may be partially responsible.
In the past, data on human exposure had been unavailable, largely because it had been too hard to measure an individual’s environmental exposure to any specific pesticide.
“This stuff drifts,” Ritz said. “It’s borne by the wind and can wind up on plants and animals, float into open doorways or kitchen windows — up to several hundred meters from the fields.”
So several years ago, Ritz and her colleagues developed a geographic information system–based tool that estimates human exposure to pesticides applied to agricultural crops, according to the distance from fields on which pesticides are sprayed. This GIS tool combined land-use maps and pesticide-use reporting data from the state of California. Each pesticide-use record includes the name of the pesticide’s active ingredient, the amount applied, the crop, the acreage of the field, the application method and the date of application.
From 1998 to 2007, the researchers enrolled 362 people with Parkinson’s and 341 controls living in the Central Valley, then obtained historical occupational and residential addresses from all the study participants. Employing their geographic information system model, they estimated ambient exposures to the pesticides ziram, maneb and paraquat, both at work and home, from 1974 to 1999.
The results reaffirmed what their previous research had suggested, that the data, “suggests that the critical window of exposure to toxicants may have occurred years before the onset of motor symptoms, when a diagnosis of Parkinson’s is made.”
Knowing that the fungicide ziram is commonly used in agriculture and suspecting its relationship to Parkinson’s, Ritz turned to her colleague Jeff Bronstein, a UCLA professor of neurology and co-author of the study, for confirmation. His lab performed a genetic screen using genetically modified cells to identify pesticides that inhibit the breakdown of important proteins such as alpha-synuclein. Ziram was one of the best inhibitors they identified; they found, in fact, that synuclein accumulated in dopamine neurons, selectively killing them. When it was given systemically to rodents, it reproduced many of the features of Parkinson’s disease.
“So the present study clearly demonstrates that exposure to ziram in humans is associated with a significant increased risk of developing PD,” Bronstein said.
###
Funding for the study was provided by the National Institute of Environmental Health Sciences, he National Institute of Neurological Disorders and Stroke, the U.S. Department of Defense Prostate Cancer Research Program, and the American Parkinson’s Disease Association.
Other authors included lead author Anthony Wang (UCLA), Sadie Costello (UC Berkeley) and Myles Cockburn and Xinbo Zhang (University of Southern California). The authors declare no conflict of interest.
The UCLA School of Public Health is dedicated to enhancing the public’s health by conducting innovative research; training future leaders and health professionals; translating research into policy and practice; and serving local, national and international communities.
By Mark Wheeler, University of California – Los Angeles, in EcoDebate, 01/06/2011
Publicado em junho 1, 2011 por HC
Study first to implicate pesticide ziram as possible cause for disease
In April 2009, researchers at UCLA announced they had discovered a link between Parkinson’s disease and two chemicals commonly sprayed on crops to fight pests.
That epidemiological study didn’t examine farmers who constantly work with pesticides but people who simply lived near where farm fields were sprayed with the fungicide maneb and the herbicide paraquat. It found that the risk for Parkinson’s disease for these people increased by 75 percent.
Now a follow-up study adds two new twists. Once again the researchers returned to California’s fertile Central Valley, and for the first time have implicated a third pesticide, ziram, in the pathology of Parkinson’s disease. Second, instead of looking just at whether people lived near fields that were sprayed, they looked at where people worked, including teachers, firefighters and clerks who worked near, but not in, the fields.
They found that the combined exposure to ziram, maneb and paraquat near any workplace increased the risk of Parkinson’s disease (PD) threefold, while combined exposure to ziram and paraquat alone was associated with an 80 percent increase in risk. The results appear in the current online edition of the European Journal of Epidemiology.
“Our estimates of risk for ambient exposure in the workplaces were actually greater than for exposure at residences,” said Dr. Beate Ritz, senior author and a professor of epidemiology at the UCLA School of Public Health. “And, of course, people who both live and work near these fields experience the greatest PD risk. These workplace results give us independent confirmation of our earlier work that focused only on residences, and of the damage these chemicals are doing.”
In addition, Ritz noted, this is the first study that provides strong evidence in humans that the combination of the three chemicals confers a greater risk of Parkinson’s than exposure to the individual chemicals alone. Because these pesticides affect different mechanisms leading to cell death, they may act together to increase the risk of developing the disorder: Those exposed to all three experienced the greatest increase in risk.
“Our results suggest that pesticides affecting different cellular mechanisms that contribute to dopaminergic neuron death may act together to increase the risk of PD considerably,” said Ritz, who holds a joint appointment in the UCLA Department of Neurology.
Scientists knew that in animal models and cell cultures, such pesticides trigger a neurodegenerative process that leads to Parkinson’s, a degenerative disorder of the central nervous system that often impairs motor skills, speech and other functions and for which there is no cure. The disease has been reported to occur at high rates among farmers and in rural populations, contributing to the hypothesis that agricultural pesticides may be partially responsible.
In the past, data on human exposure had been unavailable, largely because it had been too hard to measure an individual’s environmental exposure to any specific pesticide.
“This stuff drifts,” Ritz said. “It’s borne by the wind and can wind up on plants and animals, float into open doorways or kitchen windows — up to several hundred meters from the fields.”
So several years ago, Ritz and her colleagues developed a geographic information system–based tool that estimates human exposure to pesticides applied to agricultural crops, according to the distance from fields on which pesticides are sprayed. This GIS tool combined land-use maps and pesticide-use reporting data from the state of California. Each pesticide-use record includes the name of the pesticide’s active ingredient, the amount applied, the crop, the acreage of the field, the application method and the date of application.
From 1998 to 2007, the researchers enrolled 362 people with Parkinson’s and 341 controls living in the Central Valley, then obtained historical occupational and residential addresses from all the study participants. Employing their geographic information system model, they estimated ambient exposures to the pesticides ziram, maneb and paraquat, both at work and home, from 1974 to 1999.
The results reaffirmed what their previous research had suggested, that the data, “suggests that the critical window of exposure to toxicants may have occurred years before the onset of motor symptoms, when a diagnosis of Parkinson’s is made.”
Knowing that the fungicide ziram is commonly used in agriculture and suspecting its relationship to Parkinson’s, Ritz turned to her colleague Jeff Bronstein, a UCLA professor of neurology and co-author of the study, for confirmation. His lab performed a genetic screen using genetically modified cells to identify pesticides that inhibit the breakdown of important proteins such as alpha-synuclein. Ziram was one of the best inhibitors they identified; they found, in fact, that synuclein accumulated in dopamine neurons, selectively killing them. When it was given systemically to rodents, it reproduced many of the features of Parkinson’s disease.
“So the present study clearly demonstrates that exposure to ziram in humans is associated with a significant increased risk of developing PD,” Bronstein said.
###
Funding for the study was provided by the National Institute of Environmental Health Sciences, he National Institute of Neurological Disorders and Stroke, the U.S. Department of Defense Prostate Cancer Research Program, and the American Parkinson’s Disease Association.
Other authors included lead author Anthony Wang (UCLA), Sadie Costello (UC Berkeley) and Myles Cockburn and Xinbo Zhang (University of Southern California). The authors declare no conflict of interest.
The UCLA School of Public Health is dedicated to enhancing the public’s health by conducting innovative research; training future leaders and health professionals; translating research into policy and practice; and serving local, national and international communities.
By Mark Wheeler, University of California – Los Angeles, in EcoDebate, 01/06/2011
Brasil se torna o principal destino de agrotóxicos banidos no exterior /// Estadão.com.br
Campeão mundial de uso de agrotóxicos, o Brasil se tornou nos últimos anos o principal destino de produtos banidos em outros países. Nas lavouras brasileiras são usados pelo menos dez produtos proscritos na União Europeia (UE), Estados Unidos e um deles até no Paraguai.
A informação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com base em dados das Nações Unidas (ONU) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Apesar de prevista na legislação, o governo não leva adiante com rapidez a reavaliação desses produtos, etapa indispensável para restringir o uso ou retirá-los do mercado. Desde que, em 2000, foi criado na Anvisa o sistema de avaliação, quatro substâncias foram banidas. Em 2008, nova lista de reavaliação foi feita, mas, por divergências no governo, pressões políticas e ações na Justiça, pouco se avançou.
Até agora, dos 14 produtos que deveriam ser submetidos à avaliação, só houve uma decisão: a cihexatina, empregada na citrocultura, será banida a partir de 2011. Até lá, seu uso é permitido só no Estado de São Paulo.
Da lista de 2008, três produtos aguardam análise de comissão tripartite - formada pelo Istituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Ministério da Agricultura (Mapa) e Anvisa - para serem proibidos: acefato, metamidofós e endossulfam. Um item, o triclorfom, teve o pedido de cancelamento feito pelo produtor. Outro produto, o fosmete, terá o registro mantido, mas mediante restrições e cuidados adicionais.
Enquanto as decisões são proteladas, o uso de agrotóxicos sob suspeita de afetar a saúde aumenta. Um exemplo é o endossulfam, associado a problemas endócrinos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil tonelada do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil t.
"Estamos consumindo o lixo que outras nações rejeitam", resume a coordenadora do Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz, Rosany Bochner. Proibido na UE, China, Índia e no Paraguai, o metamidofós segue caminho semelhante.
O pesquisador da Fiocruz Marcelo Firpo lembra que esse padrão não é inédito. "Assistimos a fenômeno semelhante com o amianto. Com a redução do mercado internacional, os produtores aumentaram a pressão para aumentar as vendas no Brasil." As táticas usadas são várias. "Pagamos por isso um preço invisível, que é o aumento do custo na área de saúde", completa.
O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Mapa, Luís Rangel, admite que produtos banidos em outros países e candidatos à revisão no Brasil têm aumento anormal de consumo entre produtores daqui. Para tentar contê-lo, deve ser editada uma instrução normativa fixando teto para importação de agrotóxicos sob suspeita. O limite seria criado segundo a média de consumo dos últimos anos. Exceções seriam analisadas caso a caso.
A lentidão na apreciação da lista começou com ações na Justiça, movidas pelas empresas de agrotóxicos e pelo sindicato das indústrias. Em uma delas, foram incluídos documentos em que o próprio Mapa posicionou-se contrariamente à restrição. Só depois que liminares foram suspensas, em 2009, as análises continuaram.
Empresas. Representantes das indústrias criticam o formato da reavaliação. O setor diz não haver critérios para a escolha dos produtos incluídos na lista. E criticam a Anvisa por falta de transparência. Para as indústrias, o material da Anvisa não traz informações técnicas.
A Associação Nacional de Defesa Vegetal critica as listas de riscos ligados ao uso de produtos, muitas vezes baseadas em estudos feitos em laboratório. "Não há como fazer estudos de risco em população expressiva. A cada dia, mais países baseiam suas decisões em estudos feitos em laboratórios", rebate o gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meireles.
A informação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com base em dados das Nações Unidas (ONU) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Apesar de prevista na legislação, o governo não leva adiante com rapidez a reavaliação desses produtos, etapa indispensável para restringir o uso ou retirá-los do mercado. Desde que, em 2000, foi criado na Anvisa o sistema de avaliação, quatro substâncias foram banidas. Em 2008, nova lista de reavaliação foi feita, mas, por divergências no governo, pressões políticas e ações na Justiça, pouco se avançou.
Até agora, dos 14 produtos que deveriam ser submetidos à avaliação, só houve uma decisão: a cihexatina, empregada na citrocultura, será banida a partir de 2011. Até lá, seu uso é permitido só no Estado de São Paulo.
Da lista de 2008, três produtos aguardam análise de comissão tripartite - formada pelo Istituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Ministério da Agricultura (Mapa) e Anvisa - para serem proibidos: acefato, metamidofós e endossulfam. Um item, o triclorfom, teve o pedido de cancelamento feito pelo produtor. Outro produto, o fosmete, terá o registro mantido, mas mediante restrições e cuidados adicionais.
Enquanto as decisões são proteladas, o uso de agrotóxicos sob suspeita de afetar a saúde aumenta. Um exemplo é o endossulfam, associado a problemas endócrinos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil tonelada do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil t.
"Estamos consumindo o lixo que outras nações rejeitam", resume a coordenadora do Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz, Rosany Bochner. Proibido na UE, China, Índia e no Paraguai, o metamidofós segue caminho semelhante.
O pesquisador da Fiocruz Marcelo Firpo lembra que esse padrão não é inédito. "Assistimos a fenômeno semelhante com o amianto. Com a redução do mercado internacional, os produtores aumentaram a pressão para aumentar as vendas no Brasil." As táticas usadas são várias. "Pagamos por isso um preço invisível, que é o aumento do custo na área de saúde", completa.
O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Mapa, Luís Rangel, admite que produtos banidos em outros países e candidatos à revisão no Brasil têm aumento anormal de consumo entre produtores daqui. Para tentar contê-lo, deve ser editada uma instrução normativa fixando teto para importação de agrotóxicos sob suspeita. O limite seria criado segundo a média de consumo dos últimos anos. Exceções seriam analisadas caso a caso.
A lentidão na apreciação da lista começou com ações na Justiça, movidas pelas empresas de agrotóxicos e pelo sindicato das indústrias. Em uma delas, foram incluídos documentos em que o próprio Mapa posicionou-se contrariamente à restrição. Só depois que liminares foram suspensas, em 2009, as análises continuaram.
Empresas. Representantes das indústrias criticam o formato da reavaliação. O setor diz não haver critérios para a escolha dos produtos incluídos na lista. E criticam a Anvisa por falta de transparência. Para as indústrias, o material da Anvisa não traz informações técnicas.
A Associação Nacional de Defesa Vegetal critica as listas de riscos ligados ao uso de produtos, muitas vezes baseadas em estudos feitos em laboratório. "Não há como fazer estudos de risco em população expressiva. A cada dia, mais países baseiam suas decisões em estudos feitos em laboratórios", rebate o gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meireles.
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