Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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BMeFBovespa e BNDES apresentam nova carteira do ICO

A BM&FBovespa e o BNDES anunciaram esta semana a composição da carteira teórica do Índice Carbono Eficiente, válida de setembro a dezembro de 2011. O ICO² é um indicador composto pelas ações das companhias participantes do índice IBrX-50 que aceitaram participar dessa iniciativa, adotando práticas transparentes com relação às suas emissões de gases efeito estufa (GEE). A ponderação das ações na carteira leva em consideração o grau de eficiência de emissões de GEE das empresas, além do free float (ações que estão livres para a negociação pública) de cada uma. Os fatores de emissão são reponderados anualmente, enquanto o free float é verificado a cada quatro meses.

O portfólio é formado por 38 ações de 37 companhias: ALL, Ambev, Banco do Brasil, BM&FBOVESPA, BR MALLS, Bradesco, Bradespar, Braskem, BRF FOODS, CCR SA, CEMIG, CESP, Cielo, Copel, Cosan, Eletrobras, Eletropaulo, Fibria, Gol, Itaú S.A, Itaú Unibanco, JBS, Lojas Americanas, Lojas Renner, MARFRIG, MMX, MRV, Natura, OGX Petróleo, Grupo Pão de Açúcar, PDG Reality, REDECARD, Santander BR, Telemar, Telesp, TIM E Vale.

Esta é a segunda carteira do ICO², que foi lançado em 2010. Para este segundo ano, foi obrigatória a apresentação de inventário de GEE incluindo pelo menos os escopos 1 (emissões diretas) e 2 (emissões indiretas relacionadas ao consumo de energia elétrica). As companhias que ainda não inventariam o escopo 3 (especificamente viagens aéreas e logística terrestre), puderam contar com estimativas realizadas pela consultoria especializada contratada pela BM&FBovespa, a Trucost, que também realizou a harmonização dos dados de emissão enviados pelas empresas participantes. Em linha com a metodologia inclusiva e evolutiva do ICO², as fontes de emissão de escopo 3 deverão ser ampliadas nos próximos anos, a partir de estudos que estão sendo realizados este ano.

Em Boa Companhia
O recorte metodológico do ICO² não leva em consideração as ações de compensação de emissões de GEE desenvolvidas pelas empresas. No entanto, com o intuito de facilitar a visualização dessas iniciativas, a BM&FBovespa disponibiliza um ambiente específico no site Em Boa Companhia para as empresas participantes divulgarem seus inventários de emissão e ações mitigadoras.

Bovespa terá índice que incentiva redução de emissões de CO2

Vinicius Konchinski - 04/11/2010 - Agência Brasil


Share A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) terá, até o fim do ano, um índice que contemplará com peso maior ações de empresas com taxas baixas de emissão de dióxido de carbono (CO2). O Índice Carbono Eficiente (ICO2) será lançado em dezembro e visa a estimular a redução das emissões de gases causadores de efeito estufa.

“O índice tem como objetivo trazer o item da mudança climática para dentro das empresas por meio de instrumento econômico, que é a Bolsa [de Valores]”, explicou a diretora de Sustentabilidade da BM&FBovespa, Sonia Favaretto.

Segundo ela, 45 empresas cujas ações estão entre as mais negociadas na Bolsa foram convidadas a integrar o índice. Quem aceitar terá que enviar à BM&FBovespa um inventário das emissões.

O gerente de Produtos Ambientais, Energia e Metais da BM&FBovespa, Guilherme Fagundes, disse esse índice será comparado com o de outras empresas do mesmo setor. Se a empresa listada no ICO2 tiver menos emissões que as outras, ganhará maior participação na formação do índice.

“Se eu tinha 5% do índice e passei a ter 6,5%, o investidor que aplicar no ICO2 estará investindo mais na minha ação do que estava antes”, explicou Fagundes sobre o mecanismo de incentivo à redução de emissões.

O gerente disse ainda que a criação do ICO2 é um parceria entre a BM&FBovespa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo ele, o banco de fomento será o responsável pela criação de um fundo de investimentos referenciado no ICO2. Esse fundo terá cotas negociadas na BM&FBovespa. Portanto, investidores que levam em conta a sustentabilidade das empresas em que aplicam seu dinheiro poderão comprar cotas desse fundo e estimular também a redução das emissões.

“Existem alguns investidores que buscam alocar parcelas ou a totalidade dos seus investimentos em empresas que se atentam para as mudanças climáticas”, disse Fagundes. “Eles poderiam investir nesse fundo referenciado pelo índice ICO2.”

De acordo com Sônia Favaretto, a criação do fundo deve levar algum tempo, até que o ICO2 se consolide na Bolsa de Valores. Já o índice, entretanto, após ser lançado no Brasil, será apresentado na 16ª Conferência sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (COP-16). A conferência vai ocorrer em Cancun, México, entre os dias 29 deste mês e 10 de dezembro. “Anunciamos a criação do índice na COP-15, em Copenhague, no ano passado. Agora, vamos entregar o índice pronto na COP-16”, assegurou Sônia Favaretto

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