Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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"Metais pesados nos sedimentos prejudicam represas da RMSP" - Agência USP

Movimento Nossa São Paulo Publicado em: 17/09/2010

Por Valéria Dias - valdias@usp.br
Pesquisas realizadas no Laboratório de Limnologia do Instituto de Biociências (IB) da USP revelam que os sedimentos das represas Guarapiranga e Billings, na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), apresentam uma quantidade elevada de metais pesados como cádmio, chumbo, cobre, zinco, níquel e cromo, o que sugere uma alta toxicidade do sedimento. “Os resultados de nossos estudos devem ser encarados como um alerta para os órgãos públicos, pois eles deveriam ficar mais atentos à qualidade dos sedimentos dessas represas”, aponta o professor Marcelo Pompêo, do Departamento de Ecologia do IB, que coordenou uma série de pesquisas sobre a concentração de metais pesados nos sedimentos dessas represas.

Segundo o professor, os metais pesados ficam presos ao sedimento, pois este contém grande quantidade de sulfeto e de matéria orgânica, fato que impede que esses elementos cheguem até a água. “Entretanto, em algumas situações, se houver uma mudança de pH e alterações nos níveis de oxigênio, eles poderão atingir a água por meio da ação dos ventos. Isso pode ser preocupante em virtude dos altos níveis de metais pesados que detectamos em nossas análises”, explica.

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