Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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State of the World 2011: Portuguese Press Release

State of the World 2011: Portuguese Press Release


Contatos com a imprensa- Entrevistas e cópias de revisão: Amanda Stone, (+1) 202-452-1999 begin_of_the_skype_highlighting (+1) 202-452-1999 end_of_the_skype_highlighting x514, astone@worldwatch.org

Para cópias derevisão fora dos EUA, Canadá e Índia:gudrun.freese@earthscan.co.uk(+44) 207 841 1930 begin_of_the_skype_highlighting (+44) 207 841 1930 end_of_the_skype_highlighting

O Instituto Worldwatch, no seu Estado do Mundo 2011, mostra que a inovação agrícola se tornou a chave para a redução da pobreza e a estabilização do clima

O relatório fornece um guia para segurança alimentar e investimento agrícola, revelando 15 soluções de alta e baixa tecnologia que estão ajudando a reduzir a fome e a pobreza na África.

Nova York, 12 de janeiro de 2011—O Instituto Worldwatch divulga hoje seu relatório sobre o Estado do Mundo 2011: Inovações que nutrem o planeta, que destaca as inovações agrícolas bem sucedidas e desvenda os maiores sucessos na prevenção do desperdício de alimentos, promovendo resistência às mudanças climáticas e fortalecendo a agricultura nas cidades. O relatório proporciona um guia para o aumento dos investimentos agrícolas e formas mais eficientes de minimizar a fome e a pobreza globais. A partir das ideias dos maiores especialistas em agricultura e das centenas de inovações já implementadas na prática, o relatório destaca 15 receitas ambientalmente sustentáveis e comprovadas.

"O progresso demonstrado neste relatório irá prover informações aos governos, formuladores de políticas, ONGs e doadores que tentam frear o avanço da fome e da pobreza, fornecendo um guia claro para expansão ou replicação destes sucessos em qualquer lugar", diz o Presidente do Instituto Worldwatch, Christopher Flavin. "Precisamos que as pessoas que influenciam o desenvolvimento agrícola mundial se comprometam com o apoio de longo prazo aos agricultores, que constituem 80% da população da África".

O Estado do Mundo 2011 chega em um momento em que as iniciativas sobre a fome mundial e a segurança alimentar - tais como o programa Alimento para o Futuro da administração Obama, o Programa de Segurança Alimentar e Agricultura Global (Global Agriculture and Food Security Program - GAFSP), o Programa Mundial de Alimentos (World Food Programme - WFP) da ONU e o Programa de Desenvolvimento Abrangente da Agricultura da África (Comprehensive Africa Agriculture Development Programme – CAADP) - necessitam de orientação, a medida que buscam o aumento dos investimentos na agricultura.

Cerca de meio século após a Revolução Verde, grande parte da humanidade ainda está cronicamente faminta. Enquanto isso, os investimentos no desenvolvimento agrícola por parte dos governos, financiadores internacionais e fundações estão em níveis historicamente baixos. Desde 1980 a participação da agricultura nos auxílios ao desenvolvimento global caiu de mais de 16% para apenas 4% nos dias de hoje.

Em 2010, governos, fundações e indivíduos forneceram menos de $4 bilhões de dólares para apoiar projetos agrícolas na África, com base nas estatísticas das Nações Unidas, Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Ainda que se espere que a demanda para o desenvolvimento agrícola cresça em 2011, boa parte do dinheiro ainda precisa ser levantada e destinada aos agricultores pobres da África.

"A comunidade internacional tem negligenciado segmentos inteiros do sistema alimentar no esforço de reduzir a fome e a pobreza", disse Danielle Nierenberg, co-diretora do projeto Nutrindo o Planeta da Worldwatch. "As soluções não virão necessariamente da maior produção de alimentos, mas da mudança do que as crianças comem nas escolas, como os alimentos são processados e comercializados e em quais tipos de comércio de alimentos estamos investindo".

O suprimento de alimentos cultivados localmente às crianças em idade escolar, por exemplo, provou ser uma estratégia eficaz de redução da fome e da pobreza em diversas nações africanas, e tem forte correlação com os programas de cultivo para restaurantes nos Estados Unidos e Europa. Além disso, "cerca de 40% dos alimentos produzidos atualmente no mundo é desperdiçado antes de ser consumido, criando oportunidades enormes para agricultores e famílias economizarem dinheiro e recursos com a redução do desperdício", opinou Brian Halweil, co-diretor do Nutrindo o Planeta.

O Estado do Mundo 2011 tem origem nas centenas de estudos de casos e exemplos em primeira pessoa para proporcionar soluções para a redução da fome e da pobreza. São eles:

Em 2007, cerca de 6.000 mulheres no Gâmbia se organizaram na associação de produtoras TRY Women’s Oyster Harvesting, criando um planejamento de co-gestão sustentável para a exploração local de ostras para prevenção da super exploração e depredação. Ostras e peixes são fonte importante de proteína de baixo custo para a população, mas os níveis atuais de produção levaram a degradação ambiental e a mudanças no uso da propriedade nos últimos 30 anos. O governo está trabalhando com grupos como o TRY para promover métodos menos destrutivos e para expandir as linhas de crédito para produtores de baixa renda, de modo a estimular o investimento na produção mais sustentável.

Em Kibera, Nairobi, a maior favela do Quênia, mais de 1.000 agricultoras estão cultivando hortas “verticais” em sacos de terra perfurados, alimentando suas famílias e comunidades. Estes sacos têm o potencial de alimentar milhares de habitantes urbanos, ao mesmo tempo em que fornecem uma fonte de receita sustentável e de fácil manutenção para agricultores urbanos. Com a projeção de que mais de 60% da população da África irá viver em áreas urbanas até 2050, estes métodos podem ser cruciais para criar segurança alimentar no futuro. Atualmente, cerca de 33% dos africanos vive nas cidades e mais 14 milhões deles migram anualmente para áreas urbanas. No mundo todo, cerca de 800 milhões de pessoas se empenham na agricultura urbana, produzindo de 15% a 20% de todo o alimento.

Pastores na África do Sul e no Quênia estão preservando variedades nativas de gado que são adaptadas ao calor e a seca das condições locais - características que serão cruciais conforme os extremos climáticos pioram no continente. A África tem a maior área mundial permanente de pastagem e o maior número de pastores, com cerca de 15 a 25 milhões de pessoas dependendo do gado.

A Rede de Análise de Políticas de Recursos Naturais, Agricultura e Alimentos (Food, Agriculture and Natural Resources Policy Analysis Network - FANRPAN) está usando jogos interativos comunitários para envolver as agricultoras, líderes comunitários e formuladores de políticas em um diálogo aberto sobre igualdade de gêneros, segurança alimentar, posse da terra e acesso a recursos. As mulheres na África sub-saariana constituem pelo menos 75% dos trabalhadores agrícolas e fornecem de 60% a 80% da mão-de-obra para produção de alimentos para consumo familiar e para o comércio, sendo crucial que tenham oportunidades para expressar suas necessidades no âmbito da governança local e na tomada de decisões. Este fórum amigável e de entretenimento torna mais fácil a abertura ao diálogo.

O programa Desenvolvendo Inovações no Cultivo em Escolas (Developing Innovations in School Cultivation - DISC) está integrando hortas de vegetais nativos, informações sobre nutrição e preparação de alimentos no currículo das escolas, de modo a ensinar as crianças a cultivar variedades locais que irão auxiliar no combate a falta de alimentos e revitalizar as tradições culinárias do país. Estima-se que 33% das crianças africanas atualmente enfrentam a fome e a desnutrição, o que poderia afetar cerca de 42 milhões de crianças até 2025. Os programas de nutrição na escola que não se limitam a simplesmente alimentar as crianças, mas também a inspirá-las e ensiná-las a se tornar agricultores no futuro, representam um enorme passo em direção a melhoria da segurança alimentar.

O relatório Estado do Mundo 2011 é acompanhado de outros materiais informativos, incluindo documentos instrutivos, resumos, um banco de dados de inovações, vídeos e podcasts, tudo isso disponível em www.NourishingthePlanet.org. As descobertas do projeto estão sendo divulgadas para um grande número de pessoas interessadas no meio agrícola, incluindo ministros de governos, formuladores de políticas agrícolas, agricultores e redes comunitárias, além das comunidades ambientais não governamentais e de desenvolvimento com influência cada vez maior.

Ao conduzir esta pesquisa, o projeto Nutrindo o Planeta da Worldwatch teve acesso sem precedentes as maiores instituições de pesquisa internacionais, incluindo as integrantes do sistema do Grupo Consultivo de Pesquisa Agrícola Internacional (Consultative Group on International Agricultural Research - CGIAR). A equipe também interagiu de forma extensiva com agricultores e sindicatos agrícolas, bem como as comunidades da área bancária e de investimento.


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Observações aos editores:
Para entrevistas com Christopher Flavin, Danielle Nierenberg, Brian Halweil ou demais contribuintes do Estado do Mundo 2011, entre em contato com:

Amanda Stone, Assistente de Comunicações, Instituto Worldwatch
(+1) 202-452-1992 begin_of_the_skype_highlighting (+1) 202-452-1992 end_of_the_skype_highlighting x514; astone@worldwatch.org

Para cópias do Estado do Mundo 2011:
Nos Estados Unidos, Canadá e Índia, contate Amanda Stone em astone@worldwatch.org. Em outros países, contate Gudrun Freese em gudrun.freese@earthscan.co.ukou +44(0)20 7841 1930 begin_of_the_skype_highlighting +44(0)20 7841 1930 end_of_the_skype_highlighting.

Informações sobre aquisições:
Estado do Mundo 2011 , preço $19,95 mais frete e manuseio. Pode ser adquirido no website da Worldwatch em http://www.worldwatch.org/sow11, por e-mail em wwpub@worldwatch.org, por telefone via ligação gratuita (+1) 877-539-9946 begin_of_the_skype_highlighting (+1) 877-539-9946 end_of_the_skype_highlighting (nos EUA) ou (+1) 301-747-2340 begin_of_the_skype_highlighting (+1) 301-747-2340 end_of_the_skype_highlighting (outros países), ou por fax no (+1) 301-567-9553 mencionando o número ISBN 9780393338805.

O livro também pode ser adquirido no website da Earthscan em www.earthscan.co.uk, por e-mail em earthinfo@earthscan.co.uk, ou ligando para +44(0)12 5630 2699 begin_of_the_skype_highlighting +44(0)12 5630 2699 end_of_the_skype_highlighting mencionando o número ISBN 9781849713528.

Sobre o Instituto Worldwatch:
A Worldwatch é uma organização de pesquisas independente com sede em Washington, D.C. voltada para assuntos de energia, recursos e meio ambiente. O relatório Estado do Mundo do instituto é publicado anualmente em mais de 20 idiomas. Para mais informações, acesse www.worldwatch.org

Sob risco de colapso

No mundo, 70% das espécies comerciais estão com estoques baixos; no Brasil, índice chega a 80% no Sudeste
 Karina Ninni ESPECIAL PARA O ESTADO 
 O Estado de S.Paulo

A redução drástica da população de algumas espécies de peixes e crustáceos e o desaparecimento de outras foram tema de debate na Conferência da Biodiversidade, em Nagoya, Japão, que acaba na sexta-feira. Especialistas repisaram o alerta: por milênios o ser humano encarou o mar como fonte inesgotável de alimento, mas isso não vale mais, não no planeta de 6,6 bilhões de habitantes. O grande vilão do fenômeno é a pesca desordenada, que no Brasil já ameaça mais de 80% dos estoques do Sul e Sudeste e 50% no Norte e Nordeste.

O relatório Global Ocean Protection, recém-lançado em Nagoya, é claro. "Alguns estoques estão próximos do colapso e não deveriam mais ser pescados. E todos deveriam ser alvo de planos de uso sustentável de longo prazo", afirma Caitlyn Toropova, uma das autoras do estudo.

Relatório divulgado este mês pela ONG World Wildlife Foundation indica que 70% das espécies comerciais do mundo, como o bacalhau do Atlântico Norte e o atum do Mediterrâneo, estão com estoques baixos.

No Brasil, o Censo da Vida Marinha divulgado este mês pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) indica que, das 1.209 espécies de peixes catalogadas na costa e nos estuários, 32 são sobre-exploradas. O caso dos crustáceos é ainda pior: a sobrepesca afeta 10 de 27 espécies.

A situação é agravada pela falta de políticas de ordenamento da atividade pesqueira. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)calcula em 350 mil o número de pescadores profissionais do País, que respondem por 70% da captura de espécies marinhas na costa. De acordo com o MPA, existem 60 mil embarcações artesanais e cerca de 10 mil industriais nos 3,5 milhões de quilômetros de quadrados de mar sob jurisdição brasileira.

Pelos números oficiais, foram tiradas dos mares brasileiros 585.671,5 toneladas de pescado em 2009. Mas o sistema de licenciamento, a permissão para a pesca de uma determinada espécie, foi criado nos anos 70 e 80, quando os estoques eram outros.

"É comum, na ausência de um recurso para o qual tem permissão de pesca, que o pescador se volte para outro. A verdade é que não se sabe quem está pescando o quê e com qual licença", diz o professor Jose Angel Alvarez Perez, integrante do Grupo de Estudos Pesqueiros da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Santa Catarina.

Segundo Perez, existem espécies em que há sobrepesca há décadas, para as quais não se deveria mais conceder licenças de captura, como a corvina. "E há outras, como os linguados, para as quais não há nenhuma instrução normativa para a captura."

"Na Europa, diferentes países dividem os recursos e isso favoreceu a normatização e a geração de informações. Os primeiros relatos de sobrepesca na Europa datam do século 19", afirma Antonio Olinto Ávila da Silva, pesquisador do Instituto de Pesca (IP) de São Paulo.

Alterações Climáticas: A Maior Ameaça à Recuperação Econômica ///OECD

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Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, e James P. Leape, diretor-geral do WWF Internacional


Após um ano de sofrimento e pessimismo, estamos começando a ver sinais de uma recuperação econômica. Os brotos estão nascendo. As significantes medidas econômicas e financeiras adotadas pelos governos ao longo do último ano estão começando a mostrar resultados.

Mas ainda não conseguimos sair da floresta. Neste momento precisamos ter certeza de que a recuperação é auto-sustentada, e para isto, ousadia na questão da mudança climática se faz necessária.
Líderes de todo o mundo se preparam para as negociações da ONU sobre mudanças climáticas em Copenhague em dezembro e uma das suas grandes prioridades deverá ser a transição das suas economias atuais, intensivas em carbono, para futuras de “baixo carbono”.

O modelo econômico vigente conhecido por “Business as usual” não é uma opção se a recuperação econômica proposta deseja ser sustentável. Se continuarmos a aumentar as emissões de gases de efeito estufa, as alterações climáticas resultantes conduzirão a transformações enormes: inundações e secas, tempestades mais violentas, ondas de calor mais intenso, a escalada de conflitos por comida e água e recursos. Os sinais são chocantes e já são visíveis no cenário mundial.

O gelo do Ártico está derretendo, trazendo ameaças que eram praticamente impensáveis até alguns anos atrás. Menos gelo significa mais água do mar. Um ameaçador aumento global nos níveis dos oceanos poderia inundar muitas das cidades litorâneas em todo o mundo e expor 150 milhões de pessoas a riscos de inundações costeiras por volta do ano 2070. Á medida que o Permafrost degela, a liberação para a atmosfera de enormes estoques de metano congelado e dióxido de carbono poderão acelerar ainda mais o aquecimento global.

Confrontados com tais riscos, precisamos agir imediatamente para evitar que os piores cenários se tornem realidade. Segundo a análise da OCDE, do IPCC, McKinsey e outros; estas graves alterações climáticas custarão apenas uma fração de um ponto percentual do crescimento anual do PIB mundial.
Não fazer nada, pelo contrário, como o Relatório Stern sobre a Economia da Mudança Climática nos aponta, poderia levar a perdas muito maiores.

A partir de hoje, precisamos mudar nosso estilo de vida e nossas atitudes. Temos de produzir, transportar, consumir, regular, governar e pensar diferente. Precisamos nos tornar “verdes”. Alguns pacotes de estímulo adotados pelos governos neste ano incluíram investimentos em infra-estrutura “verde” e novos empregos. Isso foi um bom começo, mas ainda é necessária uma profunda mudança estrutural.

A crise financeira e econômica de qual estamos emergindo significa uma oportunidade única para se conseguir isso. No último mês o G20 formalizou um acordo que prevê o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis até o ano de 2020. Foi um movimento positivo.
De acordo com análise da OCDE, apenas com a remoção de subsídios aos combustíveis fósseis em alguns dos países em desenvolvimento poderia reduzir as emissões globais de GEE em 10% até 2050, e ao mesmo tempo aumentar a eficiência econômica.
Além disso, temos de canalizar o investimento em tecnologias de energia limpa, edifícios e infra-estruturas de transporte que poderão significar o alicerce de uma economia de baixo carbono.

Ao fazer isso, vamos criar grandes oportunidades na forma de novas indústrias e novos empregos, ajudando a compensar as recentes perdas de emprego em outros setores. Apenas na China, o sector das energias renováveis já gera um resultado de US$ 17 bilhões e emprega um milhão de trabalhadores. E isto é apenas uma pequena parte do grande potencial existente.
O potencial de "tecnologias verdes" em áreas como energia, água, edifícios, transportes e indústria é enorme.

A partir de hoje e a COP 15, em Copenhague, devemos nos focar na questão das Mudanças Climáticas e endereçar uma série de importantes pontos críticos para as atuais negociações internacionais.

Assim manteremos uma boa chance de limitar o aumento da temperatura global a 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais. Neste modelo, as emissões globais de gases de efeito estufa deverão atingir o máximo nos próximos 10 a 15 anos e depois começar a declinar. Para que isso seja possível, cada nação deve desempenhar o seu papel.

Para começar, as economias avançadas devem concordar em fazer cortes drásticos em suas próprias emissões de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, garantir o financiamento sólido para apoiar a mitigação e a adaptação nos países em desenvolvimento.
Por sua vez as economias emergentes também devem contribuir. Em troca de compromissos de financiamento das economias avançadas, estas economias devem agir adequadamente, com metas ambiciosas visando combater os efeitos negativos do uso de energia, assim como a atividade de desmatamento.

Um dos principais desafios será o de chegar á um acordo eficaz sobre propostas concretas em relação aos mecanismos de financiamento que irão permitir as possíveis iniciativas no âmbito das Mudanças Climáticas. Temos de preparar o caminho para o fluxo de investimento e das finanças dos países da OCDE para os países em desenvolvimento.

Em 2007, a agencia bilateral ODA Official Development Assistance indica que direcionou US$ 4,3 bilhões para os países em desenvolvimento para que investissem em iniciativas de baixo carbono. O financiamento multilateral contribuiu com um montante semelhante.
Este investimento terá de aumentar de forma acentuada, além de ter que ser complementado por financiamento do setor privado em longo prazo.

Ações imediatas são necessárias. A mudança climática é o maior desafio que a humanidade já enfrentou coletivamente. Devemos responder a isso agora, para nosso próprio bem e para o bem dos nossos filhos e netos. Nós podemos fazer o “verde” seja compatível com uma maior prosperidade.

Copenhague deve marcar um ponto de mudança nos nossos esforços

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