Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
Mostrando postagens com marcador transito em curitiba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador transito em curitiba. Mostrar todas as postagens

O que fazer com o trânsito de Curitiba?, por Fábio Duarte

A prefeitura precisa ver que há na cidade movimentos cívicos dedicados à mobilidade urbana entusiasmados em ajudar, além de um crescimento reconhecido de pesquisas e estudos técnicos sobre mobilidade gerados nas universidades

No final de setembro, durante a semana da mobilidade urbana, três curitibanos deixaram o carro na garagem, e se deslocaram a pé, de bicicleta e de ônibus. Todos sentiram as dificuldades pelas quais passam mais da metade da população diariamente.

Há soluções técnicas e políticas para cada um desses problemas.

O primeiro passo é abandonar duas posturas que por vezes se vê na administração pública curitibana: a da avestruz e a do narciso. A avestruz, quando vê um problema, enfia a cabeça no buraco. Narciso apaixona-se pela própria imagem refletida na água. A avestruz apenas deixa de ver o predador, que a devorará. Narciso cai no lago e se afoga.

Começando com os ônibus. O transporte público da Região Metropolitana de Curitiba está piorando. Dizer que ele é o modelo para as cidades que sediarão a Copa, justificando assim que ele seja bom, merece ressalvas. O sistema, chamado tecnicamente BRT (Bus rapid transit), de fato será usado; mas provavelmente não mais o modelo de Curitiba, e sim o de outras dezenas de cidades que o adotaram e o incrementaram. O segundo, e mais grave, é que, de qualquer modo, o usuário não viaja em um modelo; mas em um ônibus apertado, conduzido por vezes de forma perigosa, passando aos solavancos por canaletas com asfalto em péssimas condições.

Informação & Conhecimento