Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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MMA cria plano para estimular novos hábitos

Data: 04/11/2010 13:37
Por: Redação TN / Fabiano Ávila, CarbonoBrasil / MMA
O Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) do Ministério do Meio Ambiente (MMA) prevê parcerias entre a iniciativa privada, o governo e a sociedade para repensar os modelos de produção e consumo brasileiros. A idéia é tornar o país mais eficiente e consciente de que os recursos naturais não são infinitos. O PPCS será uma espécie de “guarda-chuva” de programas e ações, servindo assim como uma ferramenta de articulação entre essas iniciativas. No momento, o novo plano está disponível para consulta pública, que vai até o dia 11 de novembro, no site www.mma.gov.br/ppcs.

“A vida das pessoas vai ser afetada diretamente, por isso pedimos que elas participem, por meio de suas organizações da sociedade civil, empresas e órgãos públicos”, solicita Samyra Crespo, Secretária da Articulação Institucional e Cidadania Ambiental.

Chile mede sua "pegada de água"

Daniela Estrada
SANTIAGO, Chile, 11 de outubro, (IPS) - Quantos litros de água são necessários para produzir um quilo de uva? O esforço para medir a “pegada hídrica” deste e outros produtos de exportação chilenos pode dar frutos no final do ano. Trata-se de um indicador com potencialidades e limitações, afirmam especialistas. A pegada hídrica é o volume total de água doce usado na produção de bens e serviços. Pode ser calculada para um produto, uma empresa ou um país.

“Talvez, a pegada de água não siga o mesmo caminho da pegada de carbono, mas o certo é que chama as empresas a repensarem a gestão de seus recursos hídricos”, disse ao Terramérica Rodrigo Acevedo, chefe de projetos de agroindústria da Fundação Chile, entidade que mede esse indicador no país. “Trata-se de uma mudança de modelo”, segundo Rodrigo, pois obrigará as empresas a “irem além dos conceitos legais”, como os direitos de aproveitamento de água, e considerar os efeitos de seu consumo na sustentabilidade das bacias hídricas e de seu próprio negócio.

No momento, a entidade que lidera a definição de padrões é a Water Footprint Network (Rede de Pegada Hídrica), uma fundação sem fins lucrativos com sede na Holanda que já calculou a pegada de uma xícara de café, que é de 140 litros de água, e a de um quilo de arroz, que chega a três mil litros. Para fazer o cálculo, são consideradas três “pegadas”: a verde, que corresponde à contribuição das chuvas; a azul, referente às captações de águas superficiais e subterrâneas; e a cinza, que inclui a contaminação gerada no processo produtivo.

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