Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Bypassing Resistance, Brazil Prepares to Build a Dam

NYTIMES
By ALEXEI BARRIONUEVO


ALTAMIRA, Brazil — For Raimunda Gomes da Silva, the impending construction of a huge hydroelectric dam here in the Amazon is painful déjà vu.
About 25 years ago, the building of another dam more than 200 miles east of here flooded her property, driving a plague of poisonous snakes, insects and jaguars onto her land, she said, before submerging it completely.

Now, after starting a new life in Altamira, the government is telling her she needs to leave again, this time to make way for the Belo Monte dam, which will flood a large swath of this city, displacing thousands of people.

III - Análise crítica de alguns projetos >>> .IHU - Unisinos

Belo Monte
A maior obra de infraestrutura já realizada no país desde Itaipu e o terceiro maior empreendimento hidrelétrico do planeta, atrás apenas do projeto chinês de Três Gargantas e da própria Itaipu caracteriza a usina hidrelétrica de Belo Monte. O projeto impactará 11 municípios, nove territórios indígenas, desalojará milhares de pessoas e desmatará grandes áreas de floresta e secará parte do rio Xingu.

Crescimento sustentável será tema do 9º Fórum Empresarial de Comandatuba /// R7

Polêmica em torno de Belo Monte, realização da Copa e juros ocupam centro do debate
Começa nesta quarta-feira (21) a 9ª edição do Fórum Empresarial de Comandatuba que tem como centro do debate o crescimento sustentável e social do Brasil. A polêmica em torno da construção da hidrelétrica de Belo Monte e as mudanças sociais e econômicas com a realização da Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil devem ocupar o centro das discussões, segundo João Dória Jr, presidente da Dória Associados, organizadora do evento..

.- O maior desafio é compatibilizar o crescimento com sustentabilidade. A discussão [sobre Belo Monte] tende a ser analisada de uma forma mais profunda, assim como os eventos esportivos, que podem alterar profundamente a história do esporte do Brasil..

.A sinalização do aumento da taxa básica de juros, a Selic, também será debatida entre cerca de 300 empresários presentes no evento, que representam 44% do PIB (soma das riquezas produzidas no país), e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles..

.Nesta terça-feira (19), Meirelles afirmou que o aumento da taxa, atualmente em 8,75% ao ano, faz parte de um processo de “estabilização” da economia brasileira. Na próxima reunião do Copom, na semana que vem, a taxa deve ser alterada para 9,5%..

.A exemplo de outras edições do Fórum, a alta carga tributária, puxada pela elevação da Selic, deve ser questionada pelos empresários durante a palestra de Meirelles, como prevê João Dória..

.- Seguramente ele [Meirelles] será cobrado por isso e ele deve ser contestado e se posicionar contra. Vai ser interessante para ele medir como está a temperatura do debate [entre os empresários]..

.Entre os governadores participantes estão Jaques Wagner (BA), Yeda Crusius (RS), Eduardo Campos (PE), o prefeito Gilberto Kassab (SP) e o ministro do Esporte Orlando Silva. A discussão em torno do repasse do governo federal para investimentos em infraestrutura também estará na pauta do debate..

Eletrobras será fundamental em Belo Monte /// Valor Economico

Rafael Rosas /Valor20/04/2010 18:46

RIO - A Eletrobras terá um papel fundamental no consórcio vencedor do leilão de Belo Monte para garantir a viabilidade econômica do projeto com a tarifa de R$ 77,97 por megawatt-hora, que garantiu a vitória ao grupo capitaneado por Chesf, Bertin e Queiroz Galvão.

A opinião é do coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde de Castro, para quem será necessário estabelecer um padrão de governança elevado para aumentar eficiência e reduzir custos.

Castro ressaltou que a Chesf - principal acionista, com 49,98% do consórcio Norte Energia - deverá abrir mão de uma parte da sua fatia para permitir a entrada da Eletronorte no empreendimento.

Com isso, a Eletrobras traria mais expertise para um grupo de empresas que, segundo Castro, tem pouca familiaridade com a construção de grandes hidrelétricas.

Além da Chesf, compõem o grupo a construtora Queiroz Galvão, com 10,02%; a Galvão Engenharia, Mendes Junior Trading Engenharia e Serveng-Civilsan, com 3,75% cada uma; a J Malucelli, com 9,98%; a Cetenco, com 5%, e a Bertin, por meio da Gaia Engenharia e Participações, com 10,02% e a Contern, com 3,75%.

"A Chesf tem experiência em construir centrais elétricas de grande porte", disse Nivalde, que não vê o projeto como estatizante."Uma obra dessa magnitude precisa de participação do Estado", acrescentou.

O coordenador do Gesel também não vê com preocupação a possível saída da Queiroz Galvão do consórcio, que, conforme informou o Valor Online, pediu um tempo para avaliar se vai continuar no negócio.

"Os fundos de pensão poderiam entrar sem o menor problema. Não vão faltar sócios que queiram ganhar dinheiro no longo prazo e não apenas na obra", frisou Castro.

(Rafael Rosas /Valor)

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