Reciclagem no Brasil
O perfil qualitativo dos resíduos sólidos urbanos no Brasil, de uma maneira geral, é denominado de " Lixo pobre", por conter uma baixa parcela de materiais reaproveitáveis.
A Constituição Federal estabelece que o Poder Público Municipal é o órgão responsável pela coleta de lixo, além da limpeza das ruas e praças da cidade. Formas inadequadas de acondicionamento de lixo podem gerar grandes prejuízos ao meio ambiente. Os lixões, por exemplo, são formas inadequadas de acondicionamento, pois são responsáveis pela proliferação de doenças, solo contaminado e mau cheiro.
O Brasil, mesmo quando comparado a alguns países desenvolvidos, apresenta elevados índices de reciclagem. O país desenvolveu métodos próprios para incrementar essa atividade e o maior engajamento da população pode contribuir ainda mais, para o aumento do índice de embalagens reaproveitadas.
Análise da Reciclagem no Brasil por material:
Vidro
47% das embalagens de vidro são recicladas no Brasil somando 470 mil ton/ano. Desse total, 40% são oriundos da indústria de envaze, 40% do mercado difuso, 10% do "canal frio" (bares, restaurantes, etc) e 10% do refugo da indústria. Na Alemanha, o índice de reciclagem gira em torno de 87%, correspondendo a 2,6 milhões de toneladas, na Suíça (95%), e a média de reciclagem na Europa é de 62%.
Em 2003, 45% do total de vidro que circula no mercado nacional foram reciclados, somando mais de 580 mil toneladas. Este índice praticamente dobrou em uma década, visto que em 1993 o índice de reciclagem era de 25% do total produzido deste material.
Em 2007, 47% do total de vidro que circula no mercado nacional foram reciclados, enquanto que os Estados Unidos reciclaram 40%.
Com um quilo de vidro se faz outro quilo de vidro, com perda zero e sem poluição para o meio ambiente. Além da vantagem do reaproveitamento de 100% do caco, a reciclagem permite poupar matérias primas naturais, como areia, barrilha, calcário, etc. Esse material reciclado pode ser aplicado em segmentos como pavimentação de estradas, fibra de vidro, bijuterias e muitos outros.
Limitações: A reciclagem desse material não é maior devido ao seu peso, o que encarece o custo do transporte da sucata. Além disso, o material não pode estar misturado com pedaços de cristais, espelhos, lâmpadas ou até mesmo vidro plano usado para automóveis, pois a química do material é diferente o que impede a reciclagem.
Limitações: A reciclagem desse material não é maior devido ao seu peso, o que encarece o custo do transporte da sucata. Além disso, o material não pode estar misturado com pedaços de cristais, espelhos, lâmpadas ou até mesmo vidro plano usado para automóveis, pois a química do material é diferente o que impede a reciclagem.
Papel e Papelão
43,7% de todo o papel que circulou no país em 2008 retornou à produção de papel, existindo ainda uma grande quantidade de aparas de papel que são utilizadas em outros produtos como a fabricação de telhas e cujo volume não é computado nas estatísticas. Se do total de papel que circulou no país, retiramos os que não são passíveis de reciclagem, temos uma taxa de recuperação de 50,8%.
As caixas feitas em papel ondulado são facilmente recicláveis, consumidas principalmente pelas indústrias de embalagens, responsáveis pela utilização de 64,5% das aparas recicladas no Brasil. Em 2008, 79,6% do volume total de papel ondulado consumido no Brasil foi reciclado. No mercado americano, as caixas onduladas têm 21% de sua composição proveniente de papel reciclado.
Em 2008 as porcentagens no Brasil foram de:
79,6% - papelão ondulado
43,7% - papel de escritório
Limitações: A contaminação com cera, óleo, plástico e outros materiais prejudicam a reciclagem destes. Porém, como as caixas de papelão ondulado não cabem em cestas de lixo, são coletadas separadamente diminuindo o risco de contaminação do material.
Embalagens Compostas (Longa Vida)
26,6% foi a taxa de reciclagem de Embalagens Longa Vida no Brasil em 2008 totalizando cerca de 52 mil toneladas. Na Europa, em 2007 a reciclagem deste material ficou em 30%. Cada tonelada de embalagem cartonada reciclada gera, aproximadamente, 680 quilos de papel kraft. No Brasil, é previsto um aumento constante da reciclagem dessas embalagens devido à expansão das iniciativas de coleta seletiva com organização de municípios, cooperativas e comunidade e ao desenvolvimento de novos processos tecnológicos. A taxa de reciclagem mundial é de 16% de Embalagens Longa Vida pós-consumo. Em 2003 a taxa de reciclagem das embalagens longa vida no Brasil foi de 20% totalizando cerca de 30 mil toneladas. A partir da reciclagem dessas embalagens é possível obter fibras para confecção de caixas de papelão e plástico/alumínio que podem ser utilizados para fabricação de peças plásticas como vassouras, canetas e até placas e telhas.
Limitações: Uma vez as embalagens longa vida separadas na coleta seletiva e encaminhadas para as indústrias recicladoras adequadas, não há limitações para a sua reciclagem e reaproveitamento de todas as suas camadas. Entretanto, alguns cuidados podem auxiliar na melhor separação e armazenamento na coleta seletiva. É importante que as embalagens estejam livres de resíduos orgânicos como restos de comidas, pois isso evita odores desagradáveis ao material armazenado. Outra forma de contribuir, é manter as embalagens compactas (sem ar), pois diminui o volume de material que deve ser encaminhado para coleta seletiva.
Metal
Aço
46,5% das latas de aço consumidas no Brasil em 2008 foram recicladas. Este índice vem aumentando graças à ampliação de programas de coleta seletiva municipais e programas de reciclagem pós-consumo para estimular a coleta destas embalagens. Esta iniciativa permitiu à embalagem de bebida carbonatada atingir o índice de 88% de reciclagem, número auditado por empresa independente.
Em 2007, 49% da produção nacional foi reciclada.
Se considerarmos os índices de reciclagem de carros velhos, eletrodomésticos, resíduos de construção civil, ou seja, todos os segmentos do aço e somarmos aos índices das embalagens deste material, o Brasil recicla cerca de 72% de todo o aço produzido anualmente.
Limitações: As latas devem estar livres das impurezas contidas no lixo, principalmente terra e outros materiais metálicos. O estanho em concentração elevada pode dificultar a reciclagem fazendo-se necessária a retirada deste por processos metalúrgicos que encarecem o processo.
Alumínio
Em 2008, o Brasil reciclou aproximadamente 91,5% da produção nacional de latas.
O material é recolhido e armazenado por uma rede de aproximadamente 130 mil sucateiros, responsáveis por 50% do suprimento de sucata de alumínio à indústria. Outra parte é recolhida por supermercados, escolas, empresas e entidades filantrópicas. O mercado brasileiro de sucata de latas de alumínio, entre 2000 e 2007, teve um crescimento significativo, devido ao aumento da participação de condomínios e clubes nos programas de coleta seletiva. Os números brasileiros superam países industrializados como Japão e EUA. Em 2008, os Estados Unidos recuperaram 54,2% de suas latinhas. O alumínio é reciclável sem perder as suas características, por isso latas e outros tipos de sucata (perfis, panelas, peças fundidas, etc), podem ser reutilizadas como outros produtos semi-manufaturados de alumínio, com características técnicas necessárias para atender às diversas aplicações.
A reciclagem do alumínio em 2008 alcançou os seguintes índices:
Brasil – 91,5%
Argentina – 90,8%
Japão – 87,3%
Estados Unidos – 54,2%
Limitações: A contaminação com matéria orgânica, a mistura com outros materiais, areia ou até mesmo excesso de umidade interferem na reciclagem do alumínio, dificultando sua recuperação para usos mais nobres.
Plásticos
21,24% dos plásticos rígidos e filme são reciclados em média no Brasil em 2008, o que equivale a cerca de 556 mil toneladas por ano. Não há dados específicos para o plástico filme. A taxa de reciclagem de plástico na Europa é de 18,3%, sendo que em alguns países a prática é impositiva e regulada por legislações complexas e custosas para a população local, diferentemente do Brasil, onde a reciclagem acontece de forma espontânea. É possível economizar até 50% de energia com plástico reciclado.
Limitações: A contaminação do material com a matéria orgânica, areia ou óleo e a mistura de polímeros que não são quimicamente compatíveis prejudicam o processo de reciclagem. Sendo assim, os vários tipos de polímeros precisam ser identificados e separados, através dos símbolos padronizados que identificam cada material.
PET – Poli (Tereftalato de Etileno)
O índice de reciclagem brasileiro do PET é de 54,8 %, o maior do mundo entre os países onde não há coleta seletiva. Em 2008, o volume reciclado foi de 253 mil toneladas de embalagens de PET . A capacidade instalada é de 462 mil toneladas. Entre os estados brasileiros, São Paulo detém a maior participação na reciclagem, seguido de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O PET reciclado é utilizado principalmente para a produção de fibras de poliéster (40%), extrusão de chapas ( 16% ) e filmes para termoformagem (15%). Vários outros setores, entretanto, utilizam as embalagens de PET recicladas como matéria-prima: resinas para tintas, vernizes, adesivos e resina poliéster , tubos e vários outros.
No Brasil, 54,3% das embalagens pós-consumo foram efetivamente recicladas em 2008, totalizando 253 mil toneladas , num crescimento de 8,7% sobre o ano anterior . As garrafas são recuperadas principalmente através de catadores, além de fábricas e da coleta seletiva operada por municípios. Os programas oficiais de coleta seletiva, que existem em mais de 200 cidades do País, recuperam por volta de 1000 toneladas por ano. Além de garrafas descartáveis, existem no mercado nacional 70 milhões de garrafas de refrigerantes retornáveis, produzidas com este material. No Brasil a taxa de reciclagem de resinas de PET apresenta crescimento anual acima de 20% desde 1997, com picos de 35% (entre 2002/2003).
Em 2008 o Japão reciclou 69,2%, Europa 46%, Argentina 34%, Estados Unidos 27% e México 12,6%.
Cinquenta e oito indústrias processam o PET pós-consumo, produzindo bens como embalagens para não-alimentícios, fibra de poliéster para indústria têxtil, mantas para obras de geotecnia, vassouras e escovas, cordas, produtos de uso doméstico, tubos para esgotamento predial, telhas, filmes, chapas, etc.
Limitações: O consumidor ainda não está totalmente informado sobre a possibilidade de reciclagem e o conseqüente valor econômico da garrafa PET pós-consumo. Com isso, as embalagens acabam descartadas no lixo comum. Por outro lado, a falta de sistemas eficientes de coleta seletiva impedem a recuperação das garrafas, que acabam perdidas em aterros sanitários e lixões.
Carta da Terra
"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Sustentabilidade no carrinho de mercado /// Gazeta do Povo-Curitiba
Consumo
O Viver Bem aposta: depois de ler esta matéria, sua visita ao supermercado nunca mais será a mesma. Confira as dicas de como se pode contribuir com o meio ambiente da forma mais simples: consumindo corretamente
Publicado em 07/03/2010
Adriana Czelusniak - adrianacz@gazetadopovo.com.br . Fonte: Walmart Brasil.
Você pode separar o lixo, economizar luz e água e usar os dois lados da folha de papel. Agora o convidamos para dar um passo além, dentro do supermercado. Como consumidores, temos uma ferramenta poderosa em favor do meio ambiente: o direito de escolha. Em meio às gôndolas abarrotadas de marcas, o consumidor é quem dita as regras e pode optar por um produto qualquer, ou outro que tenha destaque por sua responsabilidade sócio-ambiental. Sim, eles existem em quase todos os segmentos. As grandes redes de supermercados já estão cientes de que há um público crescente que sabe diferenciar produtos e empresas que realmente contribuem com o bem-estar do planeta.
“No início todos os produtos vão parecer iguais”, afirma Ricardo Oliani, coordenador de mobilização comunitária do Instituo Akatu (organização que divulga o consumo consciente).
Produtos que incorporaram iniciativas de sustentabilidade em seus procsessos
Amaciante Confort Concentrado - Resultados: redução de 63% no consumo de papel na caixa de papelão utilizada no transporte e distribuição; 37% de redução do consumo de plástico na embalagem; redução no consumo de energia para produção e transporte de produto; redução no uso de água na formulação do produto; e 37% de redução da quantidade de resíduo sólido no pós-consumo
Toddy Orgânico - Resultados: utilização de 100% de cacau e açúcar orgânicos certificados; uso de material 100% reciclado para a produção de rótulos, uso de matéria-prima certificada pelo FSC (Conselho Brasileiro de Manejo Florestal), para produção do rótulo do produto; menor emissão de gases de efeito estufa.
(Veja mais baixo a materia sobre o projeto Sustentabilidade de ponta a ponta , do Walmart.)
Veja algumas dicas de consumo sustentávelConfira características que devem ser buscadas nos produtos compradosEntão, para fazer a escolha certa, o jeito é investir alguns minutos na observação de rótulos e embalagens. “Quando compramos um remédio lemos a bula toda, as contraindicações, se vai fazer mal... Essa investigação também é importante quando se compra um produto”, compara. Data de validade, componentes, certificações, cumprimento da legislação e participação em programas ambientais e sociais são informações decisivas na hora do produto deixar, ou não, a prateleira. Mesmo que nem todas essas informações acompanhem o produto, Oliani afirma que o consumidor deve buscá-las. “Toda empresa tem um SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) e as informações também são disseminadas por meios eletrônicos. Cada vez mais as empresas vão divulgar as características sustentáveis de seus produtos, então vai ficando mais fácil para o consumidor optar”, diz.
Ecológico? Por quê?
Diversas pesquisas confirmam que as pessoas estão dispostas a pagar mais caro por um produto se souberem que ele foi produzido de forma ambientalmente responsável. De fato, para se chegar a um produto com essa característica é necessário investimento em tecnologia e adaptações na cadeia de produção. Mas é preciso cautela: nem tudo que se diz ecológico pode realmente ser chamado assim.
“A sustentabilidade já entrou para o dicionário das pessoas, agora vivemos um segundo momento, e todos querem dizer que são ecológicos. Para sair dessa armadilha, o consumidor precisa mudar seu comportamento e se interessar pelo que compra. Por outro lado, as empresas precisam se comunicar melhor e os parâmetros também precisam ser mais claros para que não haja confusão na cabeça do consumidor”, diz Oliani.
Entre o fabricante e o consumidor
Nosso principal cenário de consumo é o supermercado. Ele se tornou imprescindível para quem quer ter uma vida mais sustentável se imaginarmos que podemos ficar meses sem adquirir uma camiseta, mas dificilmente ficamos sem comprar leite, feijão, arroz, produtos de higiene...
Uma das ações de redes como Pão de Açúcar e Festval é a instalação do caixa verde ou caixa ecológico. Visitamos uma das lojas mas, infelizmente, não são todos os clientes que estão familiarizados com a “novidade”, que já tem quatro anos.
“É pela cor?”, nos perguntou um. “Deve ser só marketing!”, desconfiou outro. E você, sabe o que é um caixa ecológico? Vamos deixar a funcionária pública Regina Maria Fontoura Oliveira, 41 anos, explicar: “Todas as embalagens que não precisamos levar para casa descartamos em lixeiras, e elas são doadas. Podem ser caixinha de pasta de dente, caixa que embala junto o xampu e o condicionador e embalagens de bolacha que vêm no plástico e na caixa de papelão.” Regina não se surpreende por saber que, antes dela, dez clientes passaram pelo caixa ser saber do serviço de coleta de embalagens. “Eu conheço porque sou curiosa. Fora isso, se eu não fizer, meus filhos me cobram. Vale a pena usar esse caixa, com isso diminuímos o lixo em casa. Eles deveriam colocar o serviço em todos os caixas, assim as pessoas iam se acostumar”, diz Regina.
Mas, para haver expansão, é preciso adesão, como explica o professor de mestrado de Gestão Ambiental da Universidade Positivo Klaus Dieter Sautter. “As pessoas precisam dar ênfase e preferência a pontos de venda que têm ações e produtos sustentáveis, por isso diminui o impacto global do consumo. O consumidor tem tudo nas mãos, se disser: ‘A partir de amanhã tal produto tem de ser assim ou não compramos mais’. As empresas terão de ouvir”, afirma.
Alguns supermercados também estão atentos ao pós-consumo. Redes como Angeloni, Walmart e o próprio Pão de Açúcar encaminham para a reciclagem o lixo deixado pelos clientes, além de contarem com diversas ações para reduzir o consumo de energia elétrica, valorizar programas sociais ou ambientais – próprios ou de fornecedores –, ou aproveitar inteiramente a água da chuva, por exemplo.
Você conhece as ações promovidas pelo supermercado que frequenta? Consulte, cobre e usufrua, e mostre que o consumo sustentável é algo pelo qual vale a pena lutar.
Novidade na prateleira
A união entre a rede Walmart Brasil e nove de seus principais fornecedores resultou no projeto “Sustentabilidade de Ponta a Ponta”, com produtos mais sustentáveis à venda, primeiro na Rede Walmart (Walmart, Big, Sam’s Club e Mercadorama) e em outros supermercados a partir do mês que vem.
A ideia é agregar à produção de um produto de marca conhecida pelo público conceitos sustentáveis, que vão da redução ou alteração do tipo de embalagem e matéria-prima empregada, à redução do consumo de energia, de água e dos resíduos sólidos gerados. Além do suporte e consultoria técnica, o Walmart oferece aos parceiros a garantia de compra, visibilidade e exposição diferenciada dos produtos.
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Sustentabilidade de Ponta a PontaPelo programa “Sustentabilidade de Ponta a Ponta” do Walmart Brasil, nove produtos chegaram às prateleiras depiis e um banho de sustentabilidade. Confira as mudanças em cada um:
Esponja de banho Curauá –Este projeto teve como base o desenvolvimento de um produto novo focando o uso de fontes renováveis (fibras naturais) e fibra sintética (fonte fóssil) reciclada, bem como a redução de massa do sistema de embalagem e a otimização no uso de energia. Em comparação a uma espoja de banho regular, a de curauá apresentou as seguintes vantagens:
- 44% menos matéria-prima consumida na produção das embalagens do produto e das caixas de transporte;
- 32% de redução na geração de resíduos sólidos, devido ao desenho inovador da esponja que permite um melhor aproveitamento da manta de fibra;
- 52% de redução no consumo de energia elétrica no processo industrial;
- Simplificação do material de embalagem para facilitar o processo de reciclagem;
- 42% de incorporação de matéria-prima de fonte renovável (fibra de curauá e cordão de algodão);
- 198% de aumento no uso de material reciclado com adição de fibras PET e caixa de papelão, ambas 100% recicladas;
- Uso de matéria-prima certificada pelo FSC - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, para produção das caixas de papelão para transporte dos produtos.
Óleo Liza - Este projeto teve como base melhorias nos processos produtivos com destaque para a redução de peso na embalagem primária de PET e os benefícios oriundos da implantação de uma nova planta industrial mais eficiente. Os ganhos ambientais alcançados pelo projeto foram:
- Redução de 26% no consumo de água;
- 18% de redução no consumo de energia elétrica na produção das garrafas plásticas;
- 35% de redução na quilometragem rodada por caminhões para o transporte de produtos até os centros de distribuição do Walmart Brasil por meio da otimização de viagens;
- Redução de 56% no consumo de combustíveis fósseis por meio da troca de parte da matriz energética de petróleo para biomassa de origem controlada;
- Uso de matéria-prima certificada pelo FSC -Conselho Brasileiro de Manejo Florestal e Cerflor - Programa Brasileiro de Certificação Florestal, na produção das caixas de papelão dos produtos finais;
- Redução de 10% na quantidade de matéria-prima plástica necessária para a produção das embalagens do produto;
- Redução total de 40% nas emissões de gases de efeito estufa.
Pinho Sol - A linha Pinho Sol foi revista em relação aos impactos de sua produção dentro das unidades industriais da Colgate e fora de seus portões, com melhor conhecimento dos processos que garantem as matérias primas necessárias aos produtos. Os benefícios alcançados foram:
- redução de 17% do consumo de material plástico na embalagem do produto;
- embalagens com material PET 100% reciclado, sendo 90% pós-consumo e 10% pré-consumo;
- Redução de 15% da gramatura da tampa com a retirada do selo de vedação, facilitando também o processo de reciclagem;
- utilização de 45% de papelão reciclado pós-consumo para a produção das caixas de transporte resultando em uma economia 416 toneladas de matéria-prima virgem por ano;
- reuso de 3% de água no processo produtivo;
- redução de 6% no consumo de energia para o processo produtivo;
- 100% de utilização de papel certificado pelo FSC - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, para a produção dos rótulos do produto;
- utilização de essências de fornecedores certificados de acordo com a norma NBR ISO 14.001.
Matte Leão Orgânico-Este projeto teve como base o desenvolvimento de um produto orgânico certificado, bem como a implantação de uma fábrica verde, uso de material reciclado e redução da quantidade de tinta de impressão na embalagem. Resultados:
-uso de 100% de erva mate orgânica certificada pela Ecocert e pelo IBD - Instituto Biodinâmico, atestando a não utilização de fertilizantes químicos ou pesticidas no seu cultivo;
-uso de material 100% reciclado na embalagem do produto, sendo 30% reciclado pós-consumo;
-redução da emissão de CO2 no transporte da erva mate pelo uso de 10% de biodiesel;
-redução de 90% na quantidade de tinta de impressão na embalagem do produto;
-93% de redução na emissão de compostos orgânicos voláteis com o uso de tinta de impressão de baixo COV;
-comunicação na embalagem sobre o aproveitamento do resíduo do chá como adubo orgânico;
-comunicação na embalagem sobre o ciclo de vida do produto, desde a sua produção até chegar ao consumidor final;
-redução de 23% no consumo de energia no processo de produção;
-redução de 36% no consumo de água no processo produtivo;
-utilização de caixas de transportes feitas com matéria-prima certificada pelo FSC - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal.
Band-Aid - Este projeto de melhoria teve como princípio o desenvolvimento de uma embalagem primária de menor volume para acondicionar a mesma quantidade de band-aids com benefícios como redução na quantidade de material de embalagem, otimização do processo produtivo e do transporte do produto.
- redução de 18% no uso de matérias-primas para a embalagem;
- utilização de 30% de matéria-prima reciclada pós-consumo na embalagem do produto, representando uma economia de mais de 32 milhões de embalagens que utilizariam matéria-prima virgem para sua produção;
- utilização de 40% de matéria-prima reciclada pós-consumo na caixa de transporte do produto, representando um ganho equivalente a 1,8 milhões de caixas de papelão para transporte;
- redução de 2.038 toneladas por ano de material em perdas no processo de produção;
- redução de 1.192.000 kWh por ano de energia no processo de produção;
- reciclagem de 50 toneladas por ano de resíduos de papel siliconado que deixaram de ser encaminhados para aterros industriais;
- redução de 11.600 km em transporte de containers de produtos no Brasil e América Latina devido a redução da embalagem;
- redução do transporte de 3.228 paletes e de 72 contêineres por ano para o transporte de produtos para os Estados Unidos e Canadá devido a redução da embalagem;
- redução das emissões de CO2 devido ao menor uso de energia no processo e transporte;
- redução das emissões de CO2 devido à menor quantidade de resíduo de celulose no pós-consumo pela degradando nos aterros.
Amaciante Confort Concentrado- Este projeto de melhoria teve como foco as campanhas de educação ambiental para comunicação aos consumidores do conceito de produto concentrado e as melhorias ambientais decorrentes da concentração do produto como a utilização de menor quantidade de recursos naturais e conseqüentemente, a redução das emissões de gases de efeito estufa e da geração de resíduos. O projeto desenvolvido pela Unilever alcançou os seguintes resultados:
- 63% de redução do consumo de papel na caixa de papelão utilizada no transporte e distribuição do produto;
- 37% de redução do consumo de plástico para a produção da embalagem;
- redução no consumo de energia para produção e transporte de produto;
- redução no uso de água na formulação do produto;
- 37% de redução da quantidade de resíduo sólido no pós-consumo.
Água Pureza Vital –O projeto teve como objetivo melhorias nos processos produtivos com foco na redução de massa nas embalagens primárias e secundárias, com benefícios como redução na quantidade de material da embalagem e otimização no uso de água e energia nos processos produtivos. Foram alcançados os seguintes resultados durante o projeto:
- Redução do consumo de material plástico utilizado nas garrafas de água sem gás sendo: 36% de redução na massa das tampas das garrafas; 25% de redução nas garrafas de 300ml, 3% nas garrafas de 510 ml e 1,5 litros;
- Redução do consumo de material plástico utilizado nas garrafas de água com gás, sendo 25% de redução na massa das tampas das garrafas; 25% de redução nas garrafas de 300 ml; 22% de redução nas garrafas de 510 ml; e 19% na redução das garrafas de 1,5 litros;
- Eliminação de pigmentos das tampas, facilitando a reciclagem e agregando valor na cadeia do pós-consumo;
- Redução no consumo de água, de 26% em São Lourenço e 51% em Petrópolis;
- Redução de consumo de energia, de 9% em São Lourenço;
- Garrafas de Pureza Vital e Petrópolis sem pigmento, facilitando a reciclagem e agregando valor na cadeia pós-consumo;
- Redução de 18% no consumo de material plástico shrink na embalagem;
-Redução de 25% na massa de papelão utilizada na paletização;
-Redução no filme plástico (stretch filme) que envolve os paletes em 31%;
- Rótulo mais fácil de ser removido no pós-consumo, facilitando sua reciclagem;
- Uso do braile nas garrafas para que possam ser identificadas por consumidores com necessidades especiais;
- Capacitação de 70 educadores da rede escolar de São Lourenço que multiplicaram conceitos de educação ambiental.
Toddy Orgânico- O desenvolvimento do Toddy orgânico demandou um amplo estudo da cadeia de valor do produto, que resultou em benefícios que foram além do próprio dele próprio, gerando impactos positivos desde sua produção até o descarte final da embalagem. Os resultados alcançados pelo projeto foram:
- Utilização de 100% de cacau e açúcar orgânicos certificados;
- Uso de material 100% reciclado para a produção de rótulos (75% a 80% pré-consumo e 25% a 30% pós-consumo);
- Uso de matéria-prima certificada pelo FSC - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, para produção do rótulo do produto;
- Menor emissão de gases de efeito estufa;
- Eliminação do uso de queimadas para colheita da cana-de-açúcar utilizada para produção de Toddy Orgânico;
Pampers Total Confort -Este projeto de melhoria teve como base o desenvolvimento de uma fralda com maior capacidade de absorção que utiliza menor quantidade de celulose e que também permite a maior compactação das fraldas nos pacotes com benefícios como redução na quantidade de material de embalagem e otimização do transporte do produto. O projeto alcançou os seguintes resultados:
- Redução de 30% no uso de polpa de celulose;
- Redução de 7,5% no volume pela compactação da embalagem e do produto;
- Redução de 7% no peso total da fralda resultando em menor geração de resíduos pós-consumo;
- Aumento de 25% na eficiência do transporte do produto por sua compactação;
- Redução de 09% no consumo de energia utilizada na produção do produto;
- 10% de redução das emissões de CO2 (devido ao menor uso de energia no processo e transporte).
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