Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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PSI - PRINCIPIOS PARA SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS // UNEP



"...Nosso mundo está enfrentando crescentes desafios ambientais, sociais e de governança (ASG). Este cenário de risco em mutação está levando a riscos diferentes, interligados e complexos, e apresenta novas oportunidades de negócios. Consequentemente, acreditamos ser prudente para o mercado de seguros ajustar a gama de fatores de risco considerados na gestão de seus negócios. Questões ASG estão influenciando cada vez mais fatores de risco tradicionais, e podem ter um impacto significativo na viabilidade do mercado. Portanto, um mercado de seguros resiliente depende de gestão de risco holística e previdente, na qual questões ASG sejam consideradas.

Como gestores e tomadores de risco e investidores, o mercado de seguros tem uma participação crucial e desempenha um importante papel no encorajamento do desenvolvimento sustentável, econômico e social. Acreditamos que uma melhor gestão de questões ASG reforçará a contribuição do mercado de seguros para construir uma sociedade resiliente, inclusiva e sustentável. Todavia, muitas questões ASG são bastante grandes e complexas, e necessitam de ação ampla na sociedade, inovação e soluções de longo prazo.
Portanto, é nossa aspiração ampliar a base que o mercado de seguros preparou ao apoiar uma sociedade sustentável. O futuro que queremos é uma sociedade na qual as pessoas estejam alinhadas às práticas sustentáveis e sejam incentivadas a adotá-las. Para alcançar este objetivo, usaremos nossas capacidades intelectual, operacional e de capital, a fim de implementar os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (os “Princípios”) em nossas esferas de influência, sujeitos às leis, normas e regulamentos aplicáveis, e aos deveres para com os acionistas e segurados".

texto retirado da brochura "Principios para Sustentabildiade em Seguros - PSI" 

Acesse o documento em sua íntegra aqui.

O antropoceno e os limites da Terra /// Ricardo Abramovay



Artigo publicado orginalmente no jornal Valor Econômico, em 05/03/2013

Apesar de seu sabor levemente metafísico, a expressão “busca humana” refere-se a algo que não poderia ser mais concreto: o grande desafio da espécie humana é impedir a supressão das condições biogeofísicas que deram base à civilização tal como a conhecemos. O período interglacial extraordinariamente estável que marcou os últimos dez mil anos é o único estado planetário capaz de oferecer apoio à vida social. É verdade que a existência do homem na Terra vem de muito antes, algo entre cem e duzentos mil anos. Mas foi somente com a amenidade e a estabilidade do clima nos últimos dez mil anos que a revolução neolítica e a fantástica diversificação cultural e material que a ela se seguiu tornaram-se possíveis. Durante estes cem séculos, as variações médias de temperatura nunca foram superiores a um grau.

O problema é que, de 1960 para cá, o aumento da temperatura global média já chegou a 0,8 grau. Esse registro climático é acompanhado da degradação em outras áreas cruciais do sistema Terra: nove mil espécies de plantas e dez mil espécies animais encontram-se ameaçados e o ritmo de extinção das espécies é hoje cem vezes superior a sua taxa natural. Nada menos que 40% da superfície terrestre são ocupados com atividades agropecuárias. O volume do gelo marítimo no Ártico foi dividido por cinco desde 1979.
Estas são apenas algumas evidências que permitiram às mais importantes sociedades científicas da área falar em uma nova era geológica, o antropoceno. Seu traço central é que a humanidade tornou-se a principal força de mudança geológica do planeta. Os efeitos de suas ações são mais ameaçadores que os originários de asteroides, erupções vulcânicas ou movimentos de placas tectônicas. A capacidade do planeta para continuar assimilando e atenuando os impactos vindos da pressão humana está dando visíveis sinais de esgotamento.

A junção entre ciência e arte, resultante da coautoria de Johan Rockstrom, autor de mais de cem artigos em revistas do calibre de Science e Nature, e do fotógrafo Mattias Klum não é casual: o texto de “The Human Quest” e as impressionantes fotos deste livro insistem na urgência de se preservar a própria beleza do meio que permitiu o florescimento da vida social. Mais que isso, porém, o trabalho traz duas inovações decisivas na discussão sobre desenvolvimento sustentável.

A primeira foi apresentada na Rio+20 e em artigos recentes do grupo liderado por Rockstrom: é difícil imaginar tarefa científica mais urgente que a definição dos limites planetários dentro dos quais a prosperidade pode manter-se e ampliar-se. Rockstrom recupera e valoriza o trabalho do casal Meadows e do Clube de Roma (“Limites ao Crescimento”), mas introduz uma questão nova: qual o espaço seguro de operação cuja ultrapassagem impede que o planeta continue oferecendo os serviços ecossistêmicos que, até aqui, têm permitido o processo de desenvolvimento? A resposta está na delimitação de nove fronteiras planetárias, das quais o livro oferece métricas.

Mostra-se, inicialmente, onde devem situar-se esses limites para as mudanças climáticas, a depleção da camada estratosférica de ozônio e a acidificação dos oceanos. Em seguida, o livro expõe outros quatro processos e define seus limites: perda de biodiversidade, uso de água fresca, mudanças no uso da terra e ciclos do nitrogênio e do fósforo. A particularidade dessas dimensões é que, diferentemente das três anteriores, se exprimem de maneira fundamentalmente local, embora tenham, é claro, causas e consequências globais. As duas últimas fronteiras (materiais particulados ou aerossóis e poluição química) são produtos que emergem do sistema econômico e que possuem tal diversidade que não é fácil estabelecer seus limites de operação segura de maneira sintética.

O exame dessas nove fronteiras à luz do crescimento populacional, da expansão do consumo e do aumento das desigualdades não permite imaginar que as mudanças globais anunciadas pelo antropoceno serão graduais ou que, uma vez manifestados seus efeitos, seja facilmente possível revertê-los interferindo em suas causas. Uma das mais importantes contribuições científicas do centro de pesquisa dirigido por Rockstrom está na palavra central que lhe dá o nome: Stockholm Resilience Center.

Resiliência não é equilíbrio ou crescimento constante e, sim, a capacidade de um sistema (um indivíduo, uma floresta, uma cidade ou uma economia) lidar com a mudança incremental ou abrupta e prosseguir em seu desenvolvimento. E junto à ideia de resiliência vem a noção decisiva de surpresa: as pesquisas levadas adiante pelo Stockholm Resilience Center mostram que os sistemas, longe de mudarem de forma contínua e gradativa, conhecem mudanças bruscas, inesperadas e, muitas vezes, irreversíveis. Um dos autores citados no livro resume a essência da noção de surpresa: “Noventa e nove por cento da mudança nos ecossistemas parecem acontecer como resultado de apenas um por cento dos eventos que afetam o sistema”.

É sobre essa base que Rockstrom critica a própria maneira como o desenvolvimento sustentável tem sido definido habitualmente nos documentos internacionais. O objetivo não pode ser o de continuar fazendo o que se fez até aqui, procurando, porém, “reduzir impactos”. Por um lado, é necessário colocar a relação entre sociedade e natureza no centro das próprias decisões econômicas. Por outro lado, porém, é fundamental ampliar nossa capacidade de lidar com a surpresa. E isso só se obtém pelo fortalecimento da resiliência, que pode ser também definida como a capacidade de um sistema absorver os distúrbios que o atingem, mantendo suas funções básicas. A variedade dos atuais sistemas socioecológicos é uma das premissas para que aumente nosso poder de lidar com a surpresa. E é exatamente essa diversidade que está sob ameaça.

Estamos vivendo na primeira metade da mais decisiva década da história humana. Não que o mundo vá acabar em 2020, mas parece fora de dúvida que o risco de mudanças abruptas, irreversíveis e potencialmente catastróficas aumenta muito se continuarmos na trajetória atual.

Investidores utilizam clima como fator de decisão em negócios

Data: 12/01/2012 11:04

Por: Redação TN / EcoD
Investidores institucionais avaliados em trilhões de dólares passarão a utilizar a mudança climática como fator decisivo em seus negócios, de acordo com um estudo da Mercer. A pesquisa entrevistou 12 investidores que participaram de um relatório sobre mudanças climáticas e representam quase U$ 2 tri em ativos sob gestão. Constatou-se que mais da metade deles considera as mudanças climáticas na gestão de riscos e processos de alocação de ativos.

Como a solução política para a mudança climática vacila na sequência de negociações das COPs, a coordenadora global da Mercer, Jane Ambachtsheer, afirma que o clima tornou-se "um risco sifgnificativo para os investimentos futuros". De acordo com a pesquisa, 50% dos parceiros do projeto realizam ou pretendem fazer alterações em suas ações, enquanto 80% têm ou vão aumentar o seu envolvimento sobre as mundanças climáticas com as empresas e os políticos de decisão.

"Como esperado, as prioridades e áreas de foco diferem entre parceiros, e em alguns casos, os resultados têm sido utilizados para apoiar decisões que já estavam sob consideração, tais como investimento em infraestrutura", acrescentou Ambachtsheer.

A pesquisa que analisou os potenciais impactos financeiros da mudança climática nos bolsos dos investidores e foi parte de um relatório emitido em um congresso sobre clima e energia da Rede de Investidores de Risco, realizado em Nova York em dezembro de 2011.

O futuro da Convenção do Clima // Prof. Jose Goldemberg

18 de abril de 2011 José Goldemberg - O Estado de S.Paulo

O grave acidente nuclear de Fukushima pôs em segundo plano as discussões sobre mudanças climáticas e as medidas que poderiam ser tomadas para evitá-las. Desastres nucleares como esse podem espalhar radioatividade sobre amplas áreas geográficas e produzir mortes ou doenças com sérias sequelas. Tais problemas precisam ser enfrentados de imediato, quer evacuando centenas de milhares de pessoas - como foi feito no Japão -, quer sepultando os reatores nucleares em sarcófagos de concreto, como se fez em Chernobyl para impedir que a radioatividade se espalhasse.

Já as mudanças climáticas se dão ao longo de dezenas de anos, mas também podem ter consequências muito sérias para a vida da humanidade. Esses efeitos, porém, ocorrem lentamente e ainda há tempo para tomar medidas preventivas que poderão diminuir a sua gravidade.

Foi isso que se tentou fazer com a Convenção do Clima, adotada no Rio de Janeiro em 1992, durante a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Em 2012 haverá, também no Rio, um grande evento para marcar o 20.º aniversário da convenção e discutir formas de torná-la mais eficaz.

O objetivo da Convenção do Clima é estabilizar a concentração dos gases responsáveis pelo aquecimento da Terra. Essa concentração está aumentando todos os anos por causa do consumo de combustíveis fósseis, que lança na atmosfera dióxido de carbono (CO2), o qual estava armazenado no subsolo sob a forma de carvão, petróleo ou gás natural.

Não é uma tarefa fácil: combustíveis fósseis representam cerca de 80% de toda a energia que se consome no mundo, movimenta trilhões de dólares por ano e abrir mão do seu uso exigiria esforços muito grandes, até mudanças nos atuais padrões de consumo. Ainda assim, a Convenção do Clima foi adotada por mais de 180 países em 1992, o que pode ser considerado um dos grandes sucessos do esforço para introduzir racionalidade na condução dos destinos da humanidade.

Esse sucesso, contudo, foi ilusório, porque as duras medidas que seriam necessárias para implementar as decisões da convenção não foram levadas a efeito: o Protocolo de Kyoto, que fixava metas e um calendário para a redução de emissões, não foi ratificado pelo Senado americano, apesar de os Estados Unidos contribuírem com 25% das emissões mundiais. A China - com outros 25% - e os países em desenvolvimento foram isentos de reduções mandatórias. Apenas a União Europeia pôs em prática o protocolo - o bloco, no entanto, representa apenas cerca de 15% das emissões.

Uma análise das negociações que precederam a adoção da Convenção do Clima lança luzes sobre o que realmente aconteceu na época: a área econômica do governo dos Estados Unidos não era favorável a medidas que reduzissem as suas emissões, por causa dos custos que implicariam; e os países em desenvolvimento consideravam as limitações às suas emissões de carbono um obstáculo ao seu desenvolvimento.

Mediado pelo ministro do Meio Ambiente inglês, o compromisso foi o artigo 4.º da convenção, que no fundo não é mais do que uma exortação para que os países industrializados adotem políticas para limitar suas emissões, demonstrando, assim, que assumiram a liderança na adoção das medidas adequadas, porém reconhecendo "a necessidade de manter um crescimento econômico forte e sustentável". Esse artigo foi considerado por Clayton Yeutter, chefe do grupo de coordenação política da Casa Branca, "magistralmente vago".

Pagamos até hoje o preço de tais decisões e o que ocorreu em Copenhague em dezembro de 2009, durante a COP 15, é o resultado das ilusões criadas pela Convenção do Clima de que haveria, pelo menos neste caso, um esforço sério de governança mundial, uma vez que mudanças climáticas afetam todos, ricos e pobres.

O que ficou evidente após Copenhague é que os países farão, na questão de reduções de emissões, unicamente o que os seus interesses nacionais determinam e que não há espaço para generosidades.

Essa posição brutal, mas realista, tem vantagens e desvantagens. A China, por exemplo, que é beneficiada pelo Protocolo de Kyoto e isenta de limitações de suas emissões, está fazendo um esforço de reduzi-las, pois assim diminuirá a poluição local decorrente do uso de carvão e melhorará a eficiência do seu sistema energético. Os Estados Unidos, sob o presidente Barack Obama, tentaram introduzir metas e prazos para reduções de emissões, mas fracassaram. Apesar disso, a Agência Ambiental americana está introduzindo limites às emissões de vários setores industriais.

Em desespero de causa, alguns economistas que foram responsáveis pelo fracasso do Protocolo de Kyoto propõem agora a introdução de uma taxa sobre as emissões de carbono. Com isso todos os produtos que provocam emissões ficarão mais caros e o próprio mercado acabará se encarregando de estimular a adoção de tecnologias que as reduzam.


O governo inglês já decidiu adotar uma taxa de US$ 26 por tonelada de CO2 emitida. Um problema sério com essa estratégia é o de conciliar o que diferentes países farão, criando potencialmente conflitos tarifários.

Por outro lado, os países da Europa, o Estado da Califórnia (EUA) e o de São Paulo adotaram metas e prazos para a redução das suas emissões. Esta estratégia coloca pressão apenas sobre os maiores emissores, que terão de melhorar suas tecnologias, e não sobre a população como um todo, o que taxas sobre carbono farão.

Dentro de alguns anos veremos qual estratégia terá maior sucesso. O desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono com energias renováveis - e o uso em larga escala de energia solar - será essencial para isso.

PROFESSOR DA UNIVERSIDADE

China é maior consumidora mundial de energia

Data: 15/10/2010 11:59
Por: Redação TN / Fernanda B. Müller, Carbono Brasil
A China se tornou a maior usuária mundial de energia, ultrapassando os Estados Unidos segundo a definição da Agência Internacional de Energia (AIE). “Provavelmente metade do aumento na demanda por petróleo vem da China. Ninguém sabe quando diminuirá”, enfatizou o chefe da AIE Nobuo Tanaka em uma conferência segundo a Reuters. Em um relatório mensal sobre o petróleo, a AIE demonstra a dependência mundial sobre as reservas do Iraque e a tendência de aumento na produção de etanol vinda do Brasil.

“Para 2010 e 2011, estimamos que a produção brasileira de etanol cresça em média 50 mil barris por dia, para 475 mil e 520 mil barris por dia, respectivamente”, diz o relatório.

A AIE também lançou esta semana uma nova série de diretrizes, chamada Policy Pathways: Showing the way to energy efficiency implementation now, que se implementadas globalmente sem adiamento podem ajudar na economia de 8,2 gigatoneladas de dióxido de carbono por ano em 2030 com medidas de eficiência energética, segundo dados da própria agência.

Inpe recebe supercomputador climático >>> FAPESP

Por Fábio Reynol
Agência FAPESP – Caminhões climatizados, com temperatura média de 10º C, entregaram 84 volumes na cidade de Cachoeira Paulista (SP) nesta terça-feira (5/10). A carga foi transportada pela Rodovia Presidente Dutra desde São José dos Campos, onde desembarcou no dia anterior, em um DC-10 que veio dos Estados Unidos.

Nas embalagens estão as partes do novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), adquirido por cerca de R$ 50 milhões por meio de apoio da FAPESP e do Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

“A parceria com o MCT permitiu a viablilização de forma rápida e efetiva e o Inpe garante excelente apoio institucional, inclusive na adaptação de programas feitos para modelos anteriores", disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

Por que o fracasso da cúpula do clima poderia anunciar a catástrofe global: 3,5º C

IHU UNISINOS
O mundo se encaminha para a próxima importante Conferência sobre a Mudança Climática, em Cancún, no final do ano, para enfrentar um aquecimento global de 3º C no próximo século, e isso sugere uma série de análises científicas. O fracasso da última Conferência sobre a Mudança Climática, realizada em dezembro do ano passado em Copenhague, significa que os cortes nas emissões de carbono prometidos pela comunidade internacional não serão suficientes para manter o aquecimento dentro de limites seguros.

A reportagem é de Michael McCarthy, publicado no The Independent e reproduzida pelo sítio espanhol Globalízate, 19-09-2010. A tradução é do Cepat.

Duas análises do Acordo de Copenhague e suas promessas, feitas pelo Dr. Sivan Kartha, do Stockholm Environment Institute, e o sítio Climate Action Tracke, sugerem que com os cortes atualmente prometidos em Copenhague, o mundo terá se aquecido até 3.5º C em 2100. Provavelmente, esse crescimento terá efeitos desastrosos sobre a produção agrícola, a disponibilidade de água, os ecossistemas naturais e o crescimento do nível do mar no mundo, produzindo dezenas de milhões de refugiados.

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