Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Comunicado do Ipea nº 80 mostra oportunidades do país com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

Publicado em março 1, 2011 por HC

“A maior utilização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo poderia ser um elemento importante para viabilizar projetos ou políticas públicas que contribuam ao desenvolvimento brasileiro sustentável”, afirmou a técnica de Planejamento e Pesquisa Maria Bernadete Gomes no lançamento do Comunicado do Ipea n° 80: Utilização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. A apresentação ocorreu nesta quarta-feira, 23, no auditório do Ipea no Rio de Janeiro, e também contou com a presença do técnico Albino Alvarez.

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é originário das disposições do Protocolo de Quioto, no âmbito das discussões das mudanças climáticas. O Comunicado nº 80 trata dos panoramas brasileiro e mundial do MDL, do mercado de carbono – com seus volumes e valores –, das políticas públicas e medidas de desenvolvimento sustentável, do setor de saneamento básico do Brasil e do tratamento dos resíduos sólidos e projetos de geração de energia a partir de aterros.

Bernadete lembrou que a entrada em vigor do Protocolo de Quioto, em 2005, lançou as bases para um mercado global de carbono, constituído por diferentes mercados regionais ou nacionais, assim como por mecanismos de projetos redutores de emissões do MDL ou Implementação Conjunta (IC). Alguns desses mercados foram criados com o objetivo de atender a compromissos de redução de emissões negociados no Protocolo de Quioto, em que se insere o MDL, enquanto outros são de natureza voluntária.

A participação brasileira no mercado de carbono tem se limitado, segundo a técnica, ao segmento de oferta de projetos via MDL, ocupando o terceiro lugar em número de projetos (13%), sendo que China e Índia responderam por 31% e 21% do total em 2008. O texto revela que o MDL vem sofrendo modificações importantes que podem ampliar a utilização pelos países beneficiários e se constituir em instrumento importante para o crescimento sustentável brasileiro.


O setor de saneamento básico, em particular o de tratamento de lixo, apresenta elevada potencialidade para a utilização de um MDL setorial. A elaboração desse mecanismo deve incorporar as principais lições derivadas da experiência acumulada dos créditos de carbono setoriais em outros países: o tamanho das fontes de emissão; a formulação de políticas setoriais de forma integrada com políticas ambientais; e o fortalecimento das instituições já existentes no MDL, em particular a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima.

Série

O Comunicado faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Brasileiro: Inserção internacional soberana; Macroeconomia para o desenvolvimento; Fortalecimento do Estado, das instituições e da Democracia; Infraestrutura econômica, social e urbana; Estrutura tecnoprodutiva integrada e regionalmente articulada; Proteção social, garantia de direitos e geração de oportunidades; e Sustentabilidade ambiental.

A série Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, economia e bem-estar humano faz uma análise de diversos setores relacionados ao meio ambiente no Brasil. E busca servir como uma sistematização e reflexão sobre os desafios e oportunidades do tema meio ambiente, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da sustentabilidade ambiental.

Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 80: Utilização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

Veja as lâminas da apresentação sobre o Comunicado do Ipea nº 80: Utilização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo
Fonte: Ipea
EcoDebate, 01/03/2011

Sustentabilidade é tema da Expozebu /// Estadão.com.br

Redução da emissão de metano pela pecuária será debatida durante a 76ª edição da feira, que começa dia 28 de abril
Entre os dias 28 de abril e 10 de maio ocorre, no Parque Fernando Costa, em Uberada (MG), a 76.ª edição da ExpoZebu. Realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), este ano, a feira terá como tema a sustentabilidade na pecuária, com uma ampla agenda de debates e paletras sobre o tema.

Pela primeira vez, a mostra sediará uma reunião do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS). Liderado pela Corporação Financeira Internacional (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, o GTPS tem como objetivo discutir e formular normas e práticas capazes de colaborar com a evolução sustentável da cadeia produtiva do gado no Brasil e, para isso, reúne representantes de diferentes segmentos que integram a cadeia produtiva da carne bovina. A reunião, programada para 6 de maio,terá como objetivo mostrar a ambientalistas e lideranças de outros setores o que é a pecuária e as ações de sustentabilidade que as entidades estão desenvolvendo.

O GTPS também participará do 3.º Simpósio Zebu Pecuária Sustentável, realizado pela ABCZ em parceria com o Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), que terá início também no dia 6 de maio. No primeiro dia do evento, serão apresentados temas como o balanço climático na pecuária, objetivos e avanços do GTPS, e genética e pastagem.

A sustentabilidade da pecuária na Amazônia, emissão e absorção dos gases do efeito estufa, realidade e a perspectiva do metano na pecuária e a nutrição como fator para redução da emissão de gases serão os temas apresentados no dia 7 de maio.

Remates. Além do simpósio estão confirmados para ocorrer durante a feira 43 leilões de gado das raças nelore, gir, gir leiteiro e brahman.

Na edição passada, a venda de animais nos leilões durante a exposição movimentou cerca de R$ 57 milhões, em 48 leilões realizados.

Biodigestor aperfeiçoado produz 40% mais gás combustível /// Agencia USP de Noticias

Biodigestor aperfeiçoado produz 40% mais gás combustível: Molécula de metano, principal componente do biogás e do gás natural
Créditos: Agência USPPesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Gênova – Unigena (Itália) aperfeiçoaram um biodigestor para que ele produza, em média, 40% mais biogás a partir do esgoto que os aparelhos comuns. O equipamento também purifica o gás, fazendo-o gerar cerca de 50% mais energia e tornando-o mais parecido com o gás natural veicular (GNV).

Biodigestores são recipientes onde dejetos fermentam sob a ação de bactérias. Eles têm encanamentos para recolher os resultados do processo: adubo e o biogás, uma mistura principalmente dos gases carbônico e metano, principal componente do GNV. Na zona rural são alimentados periodicamente por dejetos de animais; mas podem ser usados em indústrias e receber esgoto processado por estações de tratamento. O tamanho do aparelho varia de acordo com a necessidade de combustível.

Os pesquisadores italianos testaram quais características aumentavam a produção de biogás para aperfeiçoar o aparelho e chegar a maior eficiência. A fermentação acontece em compartimentos de vidro imersos em água a 40° Celsius (°C) contendo o esgoto processado. Uma hélice agita os resíduos cinco vezes ao dia. E, no tubo de saída, um medidor quantifica a produção de biogás diariamente.

"Monitorando essa quantidade podemos identificar se as bactérias estão trabalhando bem, se a cinética de fermentação está sendo otimizada", diz Ricardo Pinheiro, engenheiro agrônomo que ajudou a desenvolver o biodigestor em seu doutorado duplo na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP e na Unigena, supervisionado respectivamente pelos professores Maricê Oliveira e Attilio Converti.

ALGAS PURIFICADAS
Os pesquisadores também acoplaram ao biodigestor microalgas que, para crescer, retiram do biogás o gás carbônico, aumentando a concentração de metano da mistura e com isso, o poder calorífico. O biogás comum apresenta geralmente um poder calorífico de 5.500 quilocalorias por metro cúbico (kcal/m³), enquanto o biogás purificado têm poder calorífico de 8.400 kcal/ m³ – um aumento de 52%.

As algas podem ser utilizadas para produzir ração para animais ou alimentar as bactérias do próprio biodigestor, já que são ricas em carboidratos. "Há poucos trabalhos científicos sobre como otimizar o metabolismo das bactérias que fermentam os dejetos", explica Pinheiro.

O biodigestor poderá ser instalado em estações de tratamento de esgoto, criadouros de suínos e fazendas. Os pesquisadores vêm desenvolvendo o aparelho há mais seis anos e ainda estão aperfeiçoando o sistema. A meta é que o produto seja patenteado até abril de 2011. Ainda não há previsão de quando o aparelho chega ao Brasil, nem quanto deve custar, mas Pinheiro pretende instalar o primeiro na USP.

MAIS INFORMAÇÕES
Pesquisador Ricardo Pinheiro
Telefone: (11) 3091-3690
E-email: rpsolive@usp.br

FONTE
Agência USP de Notícias
Nilbberth Silva - Jornalista

Informação & Conhecimento