Por Redação do Governo do Estado de São Paulo
Para cumprir lei estadual de mudanças climáticas, Estado precisa reduzir emissões principalmente no setor de energia e transportes.
Para cumprir a lei estadual de mudanças climáticas, São Paulo terá de reduzir em torno de 28,6 milhões de toneladas de gases que provocam o efeito estufa nos próximos dez anos. É o que aponta o primeiro inventário de emissões desses gases no Estado de São Paulo, divulgado ontem pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SMA) e pela Cetesb, a agência ambiental paulista.
O levantamento - que servirá de base para a elaboração de metas para reduzir a produção de gases em cada um dos setores da economia - foi construído com informações de 20 relatórios que mapearam emissões em áreas como resíduos, agropecuária, transportes e indústria, entre outros.
Em 2005, ano-base para a elaboração da lei, São Paulo emitiu 143,4 milhões de toneladas de gases-estufa. Os dados apontam que o setor de energia, que abrange geração de energia e o uso de combustíveis, responde por 57% das emissões - um total de 81,2 milhões de toneladas de carbono. A produção agropecuária representa 20% das emissões, e mudanças no uso da terra e desmatamento respondem por 9% dos poluentes. Já as atividades industriais representam 8% das emissões e resíduos, que inclui gases como o metano de aterros sanitários, são 6%.
De acordo com Fernando Rei, presidente da Cetesb, o perfil das emissões do Estado de São Paulo é diferente do do território nacional. No País, o desmatamento responde por mais de 70% do total das emissões brasileiras. "Em São Paulo, o grande vilão é o setor de transportes. O desafio será reduzir essas emissões, o que implica em mudanças na logística de cargas e também de passageiros", diz.
As emissões do setor de transportes, que são contabilizadas dentro do relatório do setor de energia, são da ordem de 39,8 milhões de toneladas de carbono e representam mais do que a meta inteira de redução das emissões proposta para 2020. Segundo Rei, o objetivo da secretaria é que as metas específicas para transporte sejam negociadas junto com o setor.
"Isso vai demandar um esforço de política pública para incentivar, no transporte de cargas, o uso de ferrovias e hidrovias. E, no transporte de passageiros, incentivos à ampliação da rede metroviária e do transporte coletivo como um todo", diz Rei. "Sem o envolvimento do setor de transportes, a lei de mudanças climáticas corre o risco de não sair do papel", enfatiza.
Para Stela Goldenstein, ex-secretária de Meio Ambiente de São Paulo, será preciso um plano para tornar o setor de transportes mais sustentável. Ela faz parte de um comitê gestor criado pela secretaria para articular que a lei de mudanças climáticas seja cumprida. "O próximo passo é definir uma meta setorial."
Fósseis. Como o Estado antecipou em novembro, as emissões de gases de efeito estufa derivadas da queima de combustíveis fósseis, como o diesel e a gasolina, cresceram 39% entre 1990 e 2008, dado que compõe o inventário divulgado ontem. A contribuição do diesel no consumo paulista é da ordem de 15% do total de fontes de energia.
Fábio Feldmann, um dos responsáveis pelos programas que culminaram na lei estadual de mudanças climáticas, avalia que os dados do inventário sinalizam que há oportunidades para promover uma economia mais limpa no Estado, com incentivo às energias de origem renovável. "Mais cedo ou mais tarde teremos de caminhar para uma economia de baixo carbono. São Paulo avançou na criação da lei, que já está sendo copiada por Estados como o Espírito Santo. "
No entanto, alguns setores, como a indústria, se mostram reticentes a assumir metas. "É uma visão equivocada dizer que o Estado perde competitividade por causa da lei."
Para entender:
Dados são ponto de partida para metas setoriais
O inventário de emissões do Estado de São Paulo é o ponto de partida para que sejam detalhadas as metas que cada setor terá de se comprometer para o comprimento da lei estadual de mudanças climáticas, aprovada pela Assembleia Legislativa em outubro de 2009 e regulamentada por decreto neste ano.
A lei prevê que o Estado reduza suas emissões de gases que provocam o aquecimento global em 20% até 2020, com base nos dados de 2005, apresentados ontem.
Dividido em cinco grandes áreas - energia, agropecuária, indústria, mudanças no uso da terra e resíduos -, o inventário seguiu a metodologia de medição de gases de efeito estufa do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), grupo de cientistas das Nações Unidas que estudam o aquecimento global e a adaptação às mudanças climáticas.
O inventário ficará disponível para consulta pública no site da Secretaria de Estado de Meio Ambiente http;//www.ambiente.sp.gov.br até 31/12. De acordo com Fernando Rei, presidente da Cetesb, as metas de redução das emissões em cada uma das áreas serão negociadas junto aos setores.
(Envolverde/Governo do Estado de São Paulo)
Carta da Terra
"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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São Paulo terá 50 ônibus movidos a etanol a partir do próximo ano
Data: 29/11/2010 11:28
"O mais importante é a melhoria da qualidade de ar e o combate à poluição da cidade de São Paulo. Nossa ideia é que tenhamos uma frota com combustível alternativo não apenas com etanol, mas também com energia elétrica e outras fontes de energia limpa", disse o prefeito. Segundo Marcelo Cardinale Branco, secretário municipal de Transportes, os 50 veículos vão circular inicialmente em corredores da cidade. "Os corredores têm um maior volume de circulação. Temos o interesse de que eles percorram o maior número de quilômetros possível. Ainda não definimos exatamente em que pontos, mas a ótica será essa: de colocá-los aonde eles possam ter uma circulação maior para que a eficiência do etanol seja constatada".
Desde dezembro de 2009, a prefeitura faz testes com ônibus movido a etanol. Segundo o secretário municipal de Transportes, o veículo rodou aproximadamente 25 mil quilômetros nas ruas de São Paulo, transportou 85 mil passageiros e não apresentou falhas, além de ter reduzido em mais de 80% as emissões de gases de efeito estufa. A prefeitura se comprometeu, em 2009, a diminuir em pelo menos 10% ao ano o uso de combustíveis fósseis na cidade.
Por: Redação TN / Elaine Patrícia Cruz, Agência Brasil
A partir de maio do próximo ano, 50 ônibus movidos a etanol aditivado irão circular pela capital paulista. De acordo com a prefeitura, o objetivo é reduzir progressivamente o uso de combustíveis fósseis que são mais poluidores. A meta é que até 2018 todos os ônibus de transporte público do município sejam movidos exclusivamente por combustíveis renováveis. O compromisso foi assinado na última quinta-feira (25/11) pelo prefeito da cidade, Gilberto Kassab, com a empresa Scania Latin American que fabricará os veículos similares aos movidos a diesel ao custo de R$ 350 mil cada um, totalizando um investimento de R$ 17,5 milhões. "O mais importante é a melhoria da qualidade de ar e o combate à poluição da cidade de São Paulo. Nossa ideia é que tenhamos uma frota com combustível alternativo não apenas com etanol, mas também com energia elétrica e outras fontes de energia limpa", disse o prefeito. Segundo Marcelo Cardinale Branco, secretário municipal de Transportes, os 50 veículos vão circular inicialmente em corredores da cidade. "Os corredores têm um maior volume de circulação. Temos o interesse de que eles percorram o maior número de quilômetros possível. Ainda não definimos exatamente em que pontos, mas a ótica será essa: de colocá-los aonde eles possam ter uma circulação maior para que a eficiência do etanol seja constatada".
Desde dezembro de 2009, a prefeitura faz testes com ônibus movido a etanol. Segundo o secretário municipal de Transportes, o veículo rodou aproximadamente 25 mil quilômetros nas ruas de São Paulo, transportou 85 mil passageiros e não apresentou falhas, além de ter reduzido em mais de 80% as emissões de gases de efeito estufa. A prefeitura se comprometeu, em 2009, a diminuir em pelo menos 10% ao ano o uso de combustíveis fósseis na cidade.
Quais são os desafios da mobilidade urbana no Brasil?
Além da superlotação e da precariedade do transporte o tempo médio das viagens que era de 20 minutos, em algumas cidades, aproxima-se dos 40
Nas cidades com mais de um milhão de habitantes, no entanto, o transporte público é responsável por uma parcela maior do deslocamento, entre 36 a 40%. Mas infelizmente é no transporte público que as viagens são mais demoradas. O tempo médio é de vinte minutos, sendo que em algumas cidades esse tempo está chegando a quarenta minutos. E essa á uma das principais queixas dos usuários, além da superlotação e da precariedade do transporte.
Raquel Rolnik
O tema da mobilidade urbana vem sendo pouco discutido nestas eleições. Mas acho que este é um assunto que interessa a todos nós. Para se ter uma ideia, do total de viagens realizadas no país, 41% não são motorizadas, ou seja, são feitas a pé ou de bicicleta. E pedestres e ciclistas sofrem com a ausência de políticas públicas nesta áreas. Um dado impressionante é que o Brasil tem praticamente o mesmo número de usuários de transporte individual – carro, moto – e coletivo – ônibus, trem, metrô. Cada um representa cerca de 30%.Nas cidades com mais de um milhão de habitantes, no entanto, o transporte público é responsável por uma parcela maior do deslocamento, entre 36 a 40%. Mas infelizmente é no transporte público que as viagens são mais demoradas. O tempo médio é de vinte minutos, sendo que em algumas cidades esse tempo está chegando a quarenta minutos. E essa á uma das principais queixas dos usuários, além da superlotação e da precariedade do transporte.
SP começa a testar ônibus híbrido com dois motores, um elétrico e outro movido a biodiesel
Plantão Publicada em 19/10/2010 às 16h33m
SÃO PAULO - São Paulo começa a testar nesta quarta-feira um ônibus híbrido que funciona com dois motores: um elétrico e outro movido a biodiesel. A partida é com motor elétrico e quando o veículo passa dos 20 km/h o coletivo segue com o motor a biodiesel. Cada vez que o motorista aciona o freio, carrega a bateria. E quando o motorista para num semáforo ou num ponto, o motor a diesel para de funcionar e o elétrico é acionado. É menos barulho e menos poluição no ar. Este teste começa amanhã numa linha que liga a Universidade de São Paulo ao bairro da Aclimação. Se der certo 200 ônibus desse tipo podem estar nas ruas da capital no ano que vem.
SÃO PAULO - São Paulo começa a testar nesta quarta-feira um ônibus híbrido que funciona com dois motores: um elétrico e outro movido a biodiesel. A partida é com motor elétrico e quando o veículo passa dos 20 km/h o coletivo segue com o motor a biodiesel. Cada vez que o motorista aciona o freio, carrega a bateria. E quando o motorista para num semáforo ou num ponto, o motor a diesel para de funcionar e o elétrico é acionado. É menos barulho e menos poluição no ar. Este teste começa amanhã numa linha que liga a Universidade de São Paulo ao bairro da Aclimação. Se der certo 200 ônibus desse tipo podem estar nas ruas da capital no ano que vem.
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