Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Honda investe em energia eólica no Rio Grande do Sul

Grupo japonês deve anunciar na próxima semana construção de parque para gerar energia a partir do vento no litoral norte gaúcho

 
Honda investe em energia eólica no Rio Grande do Sul Lauro Alves/Agencia RBS
Perto de Rio Grande, torres sobem no parque do Santander, que terá na vizinhança projeto da Odebrecht Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
 
Depois de anunciar, em fevereiro, que instalará aerogeradores para suprir parte da energia consumida por uma fábrica nos EUA, a Honda prepara iniciativa semelhante no Brasil. Na próxima semana, na Capital, o grupo japonês vai oficializar a construção de um parque eólico no litoral norte gaúcho.
O projeto da Honda segue o conceito de autoprodução. A energia gerada pelo parque eólico será injetada no sistema interligado nacional e a empresa poderá utilizar um volume equivalente em sua fábrica de automóveis no município paulista de Sumaré. Assim, não precisa passar por leilão, como a maioria dos projetos do gênero. A usina eólica da Honda ainda é cercada de mistérios, após mais de um ano de negociações com o governo gaúcho para ganhar a confiança dos negociadores orientais e garantir o empreendimento.

Embora tenha uma natureza diferente da maioria dos projetos já desenvolvidos no Estado, o parque da Honda deve ter pequeno porte. A potência seria de cerca de 20 megawatts (MW), com investimento em torno de R$ 100 milhões.
– A autoprodução depende do segmento da empresa. Produzir a própria energia é como uma verticalização. É um bom negócio, mas com a desoneração promovida pelo governo federal a energia do mercado cativo ficou mais barata – analisa Ricardo Rosito, presidente do Sindicato das Empresas de Energia Eólica no Rio Grande do Sul.

Mercado cativo é aquele que abastece as casas e pequenas e microempresas e só pode ser atendido por uma mesma distribuidora de energia. Existe outro, chamado de mercado livre, no qual grandes consumidores, como indústrias, têm liberdade para comprar de diferentes geradores.
Segundo maior produtor de energia eólica no país, superado apenas pelo Ceará, o Rio Grande do Sul tem hoje 15 parques em operação, que somam capacidade de 460 MW. Com base nos empreendimentos que já passaram por leilões, a potência instalada deve chegar a 1,4 mil MW até janeiro de 2017.

Dois empreedimentos em construção na Zona Sul
Com cerca de 40 parques eólicos para entrar em operação nos próximos cinco anos, a participação eólica na matriz energética do Estado deve mais do que dobrar, chegando a 10% do total produzido no Rio Grande do Sul. A expansão eólica no Estado, que começou com três parques em Osório, aos poucos se espalha do Litoral à Fronteira Oeste e alcança a Metade Sul.
Apenas em Rio Grande, dois parques estão em construção, ambos ligados a grandes grupos até há pouco sem identificação com o setor elétrico. Um deles é o Complexo Eólico Corredor do Senandes, do grupo Odebrecht, com investimento de R$ 400 milhões e previsão de início de geração no final de 2013.

No grupo, a novidade é a intenção de vender a energia gerada antes do prazo contratado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no mercado livre. A capacidade instalada prevista é de 108 megawatts, e a primeira torre começa a ser levantada.
Quase ao lado, em fase até mais avançada – as torres começam a aparecer na paisagem –, está o parque do banco Santander, com capacidade instalada de 64 MW e com conclusão prevista para o final deste ano.

Cata-ventos em altaEnergia eólica no Estado:
Geração atual: 460 MW
Parques operando: 15
Geração até janeiro de 2017: 1.418 MW
Entram em operação até 2017: 40
Participação da eólica
4,5% da matriz energética do Estado
A previsão é que, em quatro anos, o percentual chegue a 10%
Vice-líder
O Rio Grande do Sul é o segundo em geração eólica no país, atrás apenas do Ceará

Parques com início da operação previsto entre início de 2013 e 2017 no Estado, em megawatts (MW)
OsórioFazenda Rosário 2: 20
Osório 3: 26
Parque Eólico dos Índios: 28
Índios 3: 22

Palmares do SulAtlântica 1,2,4 e 5: 120
Força 1,2 e 3: 72
Granja Vargas 1: 28

Rio GrandeREB Cassino 1,2 e 3: 69
Corredor do Senandes 2,3 e 4: 75,6
Vento Aragano 1: 28,8

S. do LivramentoIbirapuitã1: 24
Cerro Chato 4,5 e 6: 46
Cerro dos Trindade: 8

Santa Vitória do PalmarVerace 1 a 10: 258

ChuíChuí 1,2,4 e 5: 98
Minuano 1 e 2: 46

ViamãoPontal 3B: 25,6
Pontal 2B: 10,8

Segundo complexo eólico da Bahia será inaugurado em 2013


Depois da inauguração do Complexo Eólico Alto Sertão-I, considerado o maior da América Latina, em julho, a Renova Energia anunciou a construção do .... Foto: Divulgação

Depois da inauguração do Complexo Eólico Alto Sertão-I, considerado o maior da América Latina, em julho, a Renova Energia anunciou a construção do Alto Sertão II, que também ficará localizado no estado da Bahia. O empreendimento deve ser entregue em setembro de 2013 com investimento inicial de R$ 1,4 bilhão
Foto: Divulgação
 
Depois da inauguração em julho do Complexo Eólico Alto Sertão-I, considerado o maior da América Latina, no sudoeste da Bahia, a Renova Energia anunciou a construção do Complexo Eólico Alto Sertão II, que ficará localizado nas cidades baianas de Caetité, Guanambi, Igaporã e Pindaí. O acordo da empresa com o Governo Federal prevê a entrega das obras para setembro de 2013. O investimento inicial será de R$ 1,4 bilhão.

O primeiro Complexo, formado por 14 parques eólicos, gera 294 MW de energia por mês, o suficiente para atender 2,1 milhões de habitantes. A expectativa é que o segundo complexo consiga produzir 386 MW divididos em um conjunto de 15 parques - potencial energético para abastecer uma cidade maior que Manaus.

De acordo com a Renova Energia, o empreendimento faz parte dos planos de expansão da empresa. "O início das obras é mais um marco importante na história do setor e simboliza nosso compromisso de continuar investindo na Bahia e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região", afirma Mathias Becker, diretor-presidente da companhia, que pretende instalar outros empreendimentos no estado até 2016. A construção do Complexo empregará 1,3 mil pessoas

Os 230 aerogeradores do Alto Sertão II serão fornecidos pela GE, em um negócio de R$ 820 milhões. A empresa, que investiu US$ 2 bilhões em tecnologias de energias renováveis nos últimos anos, lançou recentemente uma turbina específica para o mercado brasileiro. "O vento é um recurso global, mas cada região do mundo tem condições e parâmetros específicos. O Brasil tem ventos tão favoráveis que era importante investir no desenvolvimento de um equipamento próprio. Projetamos então o modelo 1,85-82,5", explica Vic Abate, vice-presidente global para energia renovável da GE.

O executivo acredita no potencial eólico da América Latina como um todo. "Estamos trabalhando para expandir nossas operações exigências de conteúdo local são importantes para o crescimento do emprego no país. Temos a cadeia de fornecimento e a base de fornecedores para atender a novas exigências do BNDES e ajudar a indústria de energia eólica a continuar crescendo no Brasil", finaliza Abate.

Economídia
Especial para o Terra

Brasil possui o menor preço em energia eólica do mundo


Agência Brasil
Publicação: 11/06/2012 17:33Atualização:
Os investimentos em energia renovável no mundo bateram recorde de R$ 257 bilhões de dólares no ano passado. Tanto os países desenvolvidos quanto os em desenvolvimento estão mais empenhados em promover a energia sustentável, de acordo com o relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) “Tendências Globais em Energia Sustentável”, apresentado hoje por um dos principais negociadores do texto da Rio+20, o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner.

De acordo com o documento, o montante recordista é resultado de 17% a mais que no ano de 2010 e 94% do que em 2007, ano anterior a crise financeira norte-americana. Os dados são resultados do aumento de investimentos que vem ocorrendo no mundo pelo sexto ano consecutivo. "Os números citados no documento são o resultado da redução do custo da tecnologia disponível no mercado hoje associados aos incentivos governamentais de cada país. Energia é fundamental para o desenvolvimento da economia, é um atributo fundamental para o desenvolvimento. O setor das energias renováveis também estimula a criação de emprego. Um outro bom estímulo para investimentos na área", explica Steiner.

O Brasil possui hoje a menor tarifa do mercado para a energia eólica a nível mundial, U$0,06 por megawatts. Com ventos favoráveis e uma variedade na matriz enérgica renovável, Steiner aponta que o governo brasileiro tem maior capacidade de desenvolver programas para promover a energia sustentável e competir com o mercado internacional.

"O governo brasileiro criou um modelo que subsidia as companhias que tem os preços mais acessíveis. A energia mais barata no Brasil é vantagem para os produtores, para economia e para o mundo, porque coloca a energia renovável em concorrência direta com as fontes de energias mais tradicionais".

Segundo o relatório, 39% da capacidade de produção de energia nos Estados Unidos é por meio das renováveis, principalmente a energia eólica. Mas é a China quem lidera na instalação de turbinas eólicas. Enquanto países do primeiro mundo caminham na direção de maiores investimentos em energia por meio dos ventos, Steiner aponta que é uma ótima oportunidade para a sociedade brasileira se questionar sobre a construção da usina de Belo Monte, na Bacia do Rio Xingu.

A pergunta é: “Se tivermos que aumentar nossa capacidade de geração de energia, quais são as opções disponíveis no país?” Porque no final isso irá determinar a capacidade do Brasil em produzir energia sob um paradigma de desenvolvimento sustentável.

O relatório contribui para o Ano Internacional da Energia Sustentável para todos, a ONU assume três metas principais, a serem atingidas até 2030: assegurar o acesso universal a serviços energéticos modernos, dobrar a taxa de crescimento da eficiência energética e a participação de fontes renováveis no total da energia consumida mundialmente.

Questionado sobre a entrega do texto da Rio+20, o diretor-executivo disse que os 75% já concluídos não representam que o andamento das negociações não estejam avançados. "É tarde sim, mas teremos um texto a tempo. Temos motivos de nos preocuparmos com a elaboração do texto, mas nenhuma razão para não acreditar que vamos ter um bom documento neste momento", esclarece.

China terá 30 milhões de kws de energia eólica no mar até 2020

2011-06-22 11:15:50

Até 2015, a China contará com 5 milhões de quilowatts de energia gerada em usinas eólicas no mar, com o qual formará um conjunto de tecnologia eólica marítima. Após 2015, a indústria vai entrar no período de desenvolvimento dimensional e alcançará padrão internacional. Em 2020, a quantidade de energia gerada será de 30 milhões de quilowatts.

O vice-diretor da Administração de Energia da China, Liuqi, entende que a tecnologia de energia eólica no mar é pioneira no gênero e que as empresas chinesas têm de atingir o nível avançado internacional nesse aspecto.

por Ma Yu

Fontes de energia têm perspectivas diferentes no Brasil

Matriz eólica é grande aposta. Nuclear, hidrelétrica, solar e de biomassa estão nos planos
Por: João Peres, Rede Brasil Atual
Publicado em 13/06/2011, 18:45
Última atualização às 20:56
São Paulo – A projeção de um crescimento econômico médio de 4,5% ao ano até 2020 leva o Brasil a um inevitável investimento na produção de energia elétrica. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, estima que a capacidade instalada passe de 110 mil para 170 mil megawatts até o fim da década. Para isso, a aposta envolve diversificação da matriz energética, com aposta na eólica, sem descartar pequenas hidrelétricas, energia solar, nuclear e de biomassa.

O consumo per capita voltará em 2017 ao nível mais alto da história, registrado em 2001, ano em que houve racionamento no fornecimento. De lá para cá, uso mais racional, ampliação da capacidade e aumento da eficiência energética melhoraram a situação, mas há um longo caminho a percorrer.

O Plano Decenal de Energia da EPE, divulgado neste mês, indica que as hidrelétricas continuarão como prioridade. Dos R$ 100 bilhões destinados a investimentos a serem contratados, 55% são destinados a esta fonte, que hoje representa 76% da matriz energética. Embora passe a representar 67% do total até 2020, a produção vai crescer de 82,9 mil para 115,1 mil megawatts, fundamentalmente ancorada em usinas instaladas na Amazônia.

A seguir, as perspectivas para as principais fontes de energia nos próximos anos:

Eólica
A energia eólica desponta como grande aposta na matriz energética brasileira. Em 2010, comandou o leilão de fontes renováveis e chegou a um preço muito mais baixo que o imaginado. Com isso, a EPE estima que essa fonte responda por 7% da capacidade instalada até 2020, contra 1% atualmente.

Pesquisadores da Coppe, núcleo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, indicam que os bons sinais não significam que o Brasil deva ficar preso a esta fonte. Em relatório emitido em maio, eles comentam o trabalho que desenvolveram junto ao IPPC, painel da ONU sobre mudanças climáticas, e asseguram que o país está fadado a ser um “seguidor de tecnologia” da energia eólica.

Pequenas centrais hidrelétricas
As PCHs, como são conhecidas, têm processo mais rápido de construção que as grandes centrais hidrelétricas, que têm uma avaliação ambiental mais rigorosa. O que é bom para a produção de energia, no entanto, pode ser um obstáculo em termos de impacto. “Temos problemas muito sérios com PCHs porque falta rigor na aprovação, se fiscaliza menos e se exige menos condições. Cada município tem uma regra diferente, o que traz problemas”, critica Gesmar Rosa dos Santos, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Solar
A energia solar ainda engatinha no Brasil. Se a eólica conseguiu se desenvolver com a chegada de fabricantes estrangeiros e o gradativo processo de produção local de alguns componentes, a solar ainda não tem exploração comercial e a primeira planta solar começou a ser instalada no Ceará, em parceria entre estado e iniciativa privada. Espera-se para este ano uma definição da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre a comercialização do excedente de pequenos geradores, como prédios, por exemplo.

Ruberval Baldini, presidente da Associação Brasileira de Energias Renováveis e Meio Ambiente (Abeama), considera que este é um grande equívoco e, pior, não está sendo corrigido, mesmo com o enorme potencial do Brasil, abastecido por sol durante a maior parte do ano. “Onde esta energia está em avanço há alguns anos tem metade da nossa insolação. Isso justificaria um esforço do governo.”

Nuclear
Os riscos na usina nuclear de Fukushima, abalada pelo terremoto que assolou o Japão neste ano, fizeram o governo recuar na intenção de instalar novas usinas. Ao menos temporariamente, já que o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, não descarta voltar a apostar nesta tecnologia. “Temos que considerar que o Brasil tem um grande potencial, domina o enriquecimento (de urânio) e tem a sexta reserva de urânio do mundo. Portanto, não devemos considerar que vamos abrir mão dessa tecnologia.”

As usinas de Angra 1 e Angra 2 asseguram atualmente 2.007 megawatts, aumentando para 3.412 em 2016, com a inauguração de Angra 3. O longo prazo para construção dessas usinas, somado ao risco, deve dificultar os planos de ampliação.

Biomassa
A biomassa vai mais que dobrar a participação na capacidade instalada brasileira, passando de 4.496 megawatts atualmente para 9.163 megawatts em 2020. A EPE estima que a maior parte virá da energia gerada por cana-de-açúcar, mas admite que há problemas neste campo. A maior parte dos usineiros prefere reaproveitar parte da energia gerada pelo bagaço na própria produção de açúcar e etanol, sem comercializá-la com o Sistema Integrado Nacional.

Santos, do Ipea, não acredita que vá se cumprir a projeção de que a biomassa a partir da cana represente 3,4% da potência instalada até 2020. O grande problema é que a produção de energia está diretamente atrelada às oscilações do mercado de etanol e de açúcar, que levam o produtor a aumentar ou diminuir sua área plantada. Em outras palavras, fica difícil fazer projeções. “É um setor que se move por um conjunto de fatores, incluindo incentivos governamentais, isenção tributária, garantia de mistura do etanol anidro na gasolina.”

Potencial dos oceanos
O painel da ONU para mudanças climáticas concluiu que o Brasil tem um potencial enorme de exploração do potencial energético a partir das ondas do mar. A tecnologia, que vem sendo estudada na Europa, poderia ser aplicada a praticamente todo o litoral nacional, com reduzidos impactos ambientais. Para os pesquisadores da Coppe, o Brasil, principal detentor da tecnologia de exploração do petróleo a altíssimas profundidades, não teria qualquer dificuldade em explorar esta técnica. “Esse é um campo em que o Brasil pode fazer a diferença. Justamente porque a tecnologia ainda não está madura, há uma janela de oportunidades para quem quer investir e sair na frente”, apontou o professor Segen Stefen em comunicado da UFRJ.

O futuro da energia eólica // DCI

Eduardo García Molinaé engenheiro e diretor da Ges
O setor de produção de energia eólica no Brasil atrai cada vez mais empresas estrangeiras, incentivadas pela crise nos mercados desenvolvidos e pelo potencial de geração energética brasileira, calculado em mais de 60 mil MW provenientes somente dessa fonte renovável, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Não é à toa que o Global Wind Energy Council, o principal fórum do setor em escala mundial, afirma que o Brasil é o país mais promissor dentre os novos mercados para a energia eólica e prevê que os investimentos na região podem ultrapassar US$ 20 bilhões até o fim da década. - Outros pontos positivos para os investimentos em terras brasileiras são a valorização do real, que tornou mais baratos os equipamentos eólicos, e os programas de incentivo do governo brasileiro, como o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa) e o Programa de Financiamento à Infraestrutura, que vêm despertando a atenção dos investidores. O Estado também busca viabilizar os projetos com o financiamento para a construção de vias e a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Essa atratividade pode ser facilmente observada com o crescimento do número de parques eólicos nos estados brasileiros, em especial na Região Nordeste. A instalação das primeiras turbinas eólicas no País ocorreu no início da década de 90, no Estado do Ceará e nas ilhas de Fernando de Noronha. Hoje, há 50 parques eólicos em operação no País, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). O número é sete vezes maior que o registrado em 2003, quando apenas seis centrais eólicas estavam em operação.

Há ainda muito espaço para crescer. As turbinas eólicas instaladas no Brasil geram apenas 0,87% de toda a energia do País, ou seja, 1 gigawatt. A expectativa, porém, é que essa participação chegue a 4,3% nos próximos anos, como resposta ao desenvolvimento de novos parques. Existem pelo menos 35 parques em construção no País, que devem garantir mais 1 gigawatt na rede de transmissão do País. É importante que as políticas de implantação dos parques eólicos sejam mantidas, o que gera para o Brasil desenvolvimento sustentado, criação de novos postos de trabalho e crescimento industrial.

A competição, contudo, está cada vez mais acirrada, o que tem impactado diretamente no preço pago pelo MWh nos leilões organizados pela Aneel. Enquanto em 2009 os valores ficaram em torno de R$ 148, no ano passado eles caíram para cerca de R$ 130. E encontrar parques suficientemente competitivos para responder aos valores pagos está se tornando cada vez mais difícil, uma vez que as melhores áreas já estão ocupadas ou são disputadas a dedo. Além da Gestamp Wind, ao menos outras seis empresas multinacionais anunciaram investimentos no Brasil nos próximos anos.

A disputa faz com que os preços nos leilões estejam cada vez menores, o que é muito bom para o consumidor final. Entretanto, temos de ficar em alerta porque os projetos precisam de uma base mínima para que se tornem efetivamente realidade e se transformem num crescimento da potência instalada no Brasil.

Todos temos grandes expectativas para o leilão que será realizado no próximo mês de julho. Dos 568 projetos de geração apresentados à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para concorrer na disputa, 429 são de fonte eólica. Reunidos, os projetos eólicos respondem por 10,9 mil MW, quase metade do potencial energético cadastrado pela entidade, de 23,3 mil MW.

Neste remate, a maior parte dos projetos é para o Rio Grande do Norte, seguido pelo Ceará. Somente a Gestamp Wind apresentou para o certame 11 projetos, dos quais 10 são para implantação no estado potiguar. Se aprovados, os novos parques da empresa poderão gerar 260 MW de energia e significarão o investimento de R$ 400 milhões. Nosso plano é criar raízes sólidas no País.

Leilão de energia: eólicas predominam

Da Agência Ambiente Energia - A maior parte da oferta de energia nos leilões de Reserva e A-3 deste ano vem das usinas eólicas, que terão 10.935 MW ofertados, de um total de 23.332 MW. Em número de projetos, será ofertada energia de 491 usinas eólicas para ajudar a suprir a demanda a partir de 2014. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 9 de maio, pela Empres de Pesquisa Energética (EPE).

O volume da capacidade eólica está distribuído entre oseEstados do Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Ceará e Bahia, os principais entes da federação com reconhecido potencial de energia dos ventos. Os outros projetos são termelétricas a biomassa (81 usinas), pequenas centrais hidrelétricas (PCHs, total de 41 projetos), termelétricas a gás natural (16) e ampliação de uma usina hidrelétrica. Mas somente as fontes eólicas e biomassa participam do Leilão de Reserva. As demais destinam-se ao A-3.

Segundo a EPE, o prazo para inscrição dos empreendimento térmicos a gás natural ainda segue até o dia 19 de maio. Os leilões acontecem em julho em data a ser definida.

Na avaliação do presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, a grande inclusão de usinas eólicas confirma o potencial desta fonte energética, que vem em grande crescimento. Nos últimos anos, em 2009 e 2010, foram contratados 4.698 MW desta fonte.

Espertalhões na eólica

Espertalhões na eólica Faern denuncia que agricultores estão sendo assediados para arrendar terrenos a falsos representantes em Lajes


Andrielle Mendes // andriellemendes.rn@dabr.com.br
Produtores rurais de Lajes, a 125 km de Natal, estão sendo assediados por pessoas que se dizem representantes de empresas de energia eólica no Rio Grande do Norte. Segundo a Federação da Agricultura do Rio Grande do Norte (Faern), elas oferecem contratos considerados absurdos que podem chegar até 35 anos, pedindo 10% de comissão. O assédio está causando pânico em alguns proprietários que não sabem como agir diante das propostas. "Essas pessoas estão pressionando os produtores rurais. Dizendo 'se você não assinar este contrato hoje, vou procurar outro produtor'", relata José Vieira, presidente da Faern.

O dirigente verificou distorções entre as propostas feitas por empresas sérias do ramo da energia eólica e as que estão sendo feitas agora. "Há distorções nos contratos. Enquanto os assinados há algum tempo preveem que os produtores recebam alguma quantia durante o período de medição, que pode durar até dois anos, os apresentados agora não preveem o recebimento de nenhum valor pelos produtores durante o período de medição. Também tem corretor cobrando 10% de comissão durante 35 anos. Isso não existe".

Para evitar transtornos, a Faern está tentando organizar, em parceria com a Federação da Indústria do RN (Fiern), um seminário para debater o assunto com os produtores rurais e alertá-los sobre possíveis golpes. Enquanto isso, José Vieira pede para os produtores não assinarem nada sem antes consultar a federação. "Orientamos que eles não assinem nenhum contrato sem procurar antes uma assessoria jurídica. Estes contratos, que podemos classificar como 'leoninos', prejudicam os produtores rurais".

O assunto foi discutido em reunião na sede da Fiern na última sexta-feira. A intenção era esclarecer e alertar os donos de fazendas e propriedades rurais na questão do arrendamento de terras para construção de empresas eólicas. De acordo com produtores que participaram da reunião, a questão merece um cuidado maior, pois estão chegando na cidade e na zona rural, pessoas que se apresentam como representantes de empresas de energia eólica e oferecem contratos sem esclarecer seu conteúdo exato. José Vieira não sabe se a situação se repete em outros municípios do RN, mas orienta todos os produtores rurais procurados por estas pessoas a entrar em contato com a Faern ou consultar uma assessoria jurídica antes de assinar algum contrato.

Para o presidente da Faern, o caso é preocupante e merece maior atenção dos produtores. Ele ressalta que a Federação da Agricultura está ciente e já disponibilizou sua assessoria jurídica para maiores informações. Para ele, as pessoas, que estão se passando por representantes de empresas de energia eólica, querem lucrar em cima da ingenuidade dos produtores.

iNVESTIMENTO ALTO
A razão do assédio é a captação de investimentos no setor de energia eólica no RN. Apenas a CPFL Energia, uma das empresas atuantes no ramo, pretende investir cerca de R$ 1,24 bilhão em grandes projetos de geração de energia na região Nordeste.

Dos dez projetos para a Região, oito estão no Rio Grande do Norte. São os parques eólicos Santa Clara I, Santa Clara II, Santa Clara III, Santa Clara IV, Santa Clara V, Santa Clara VI, Eurus VI e Campos dos Ventos II. Junto com as usinas termelétricas do projeto EPASA - Termonordeste e Termoparaíba, no estado da Paraíba, os empreendimentos terão capacidade instalada total de 560 MW.

De acordo com dados da CPFL Energia, estão sendo investidos cerca de R$ 939 milhões nos parques eólicos potiguares. As 109 torres nos municípios de Parazinho e João Câmara, no agreste do Estado, já começaram a ser construídas. "Estes parques terão garantia física de 90 MW médios e devem entrar em operação comercial a partir de julho de 2012", informou a assessoria da empresa.

Energia eólica deve crescer 320% nesta década no Brasil, prevê governo

A ideia do governo é que as termelétricas movidas a gás, óleo ou carvão cedam cada vez mais espaço às eólicas e outras fontes renováveis, bem menos poluentes e que já têm custos competitivos.

Com preço mais baixo, o grande potencial eólico brasileiro finalmente começa a sair do papel. Projeção da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) aponta que a capacidade instalada das usinas movidas por ventos crescerá 320% ao longo desta década.


Atualmente, as usinas eólicas instaladas somam 930 MW espalhados por 50 parques. As hidrelétricas, principal fonte de geração do país, têm 110.000 MW instalados.

Em 2011, estão previstos mais 510 MW distribuídos por 14 parques eólicos, totalizando 1.440 MW. Esse potencial é oriundo do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia), que fomentou a demanda no segmento, permitindo queda no preço.

A previsão é que em 2019 essas unidades geradoras terão potência total de 6.041 MW, quase equivalente aos 6.400 MW das usinas de Santo Antônio e Jirau, que estão sendo erguidas no rio Madeira, em Rondônia.

Calcula-se que haja potencial para instalar até 300 mil MW de usinas eólicas. "O crescimento da energia eólica é um processo irreversível", comentou Pedro Terrelli, diretor da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica).

A ideia do governo é que as termelétricas movidas a gás, óleo ou carvão cedam cada vez mais espaço às eólicas e outras fontes renováveis, bem menos poluentes e que já têm custos competitivos.

As termelétricas são usadas para poupar os níveis dos reservatórios de hidrelétricas em épocas de pouca chuva.

A expansão das eólicas, pelo menos nos próximos três anos, é garantida pela venda de projetos nos leilões voltados para o segmento.

O custo da energia eólica baixou e já chega a ser mais vantajoso do que a energia termelétrica, que gira em torno de R$ 140 a R$ 150 por MWh (megawatt-hora).

Nos três leilões feitos até hoje, o custo médio da eólica foi de R$ 140 por MWh. A geração hidrelétrica, a mais barata do mercado, custa, em média, R$ 110 por MWh.

Anteriormente, o custo para gerar pela força dos ventos ultrapassava os R$ 200 por MWh. Praticamente não havia fabricantes no país, e era preciso importar os equipamentos a custos elevados.

"A perspectiva de crescimento está ligada ao fato de o preço ter caído. Sempre tivemos potencial, mas, quando é caro, não dá para construir", disse o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim.

Até hoje, foram feitos três leilões com participação de 142 empreendimentos eólicos que totalizam 3.852 MW de capacidade instalada.

Essas usinas começam a entrar em operação a partir do ano que vem. A tendência é que os leilões com eólicas sejam mantidos e o mercado se consolide de vez.

"Nos próximos dez anos, é preciso que se adicione 2.500 MW por ano para que a energia eólica se estabeleça de vez", observa Terrelli.

5 países que mais investem em energia renovável no mundo

Postado por SEMEIA JAHU 

O ser humano não vive mais sem energia, porém, isso não significa que para utilizá-la ou fabricá-la seja necessário poluir. Energias limpas são alternativas sustentáveis que podem suprir e movimentar a economia.

De acordo com o Instituto para Diversificação da Energia (IDEA), em 2020, cerca de 42,3% do total da geração de eletricidade virá de fontes renováveis. Leia, abaixo, a lista dos cinco países que mais investem em energias alternativas do mundo:

Espanha
O país se tornou o maior produtor mundial de energia solar térmica em meados de 2010, com 432 MW instalados. Ele é o segundo na Europa com maior capacidade de geração energética com placas fotovoltaicas, podendo produzir mais de 3.400 MW.

A Espanha também dá largos passos na produção de energia eólica. Atualmente, possui projetos que produzem 727 MW e a capacidade instalada de geração eólica ultrapassa os 19.000 MW.

Portugal
A capacidade instalada de geração de energia limpa no país cresceu mais de três vezes de 2004 a 2009 com o Pelamis Wave Power, primeiro parque de geração energética a partir das ondas do mar – de 1,220 MW para 4,307MW.

As fontes renováveis são responsáveis por 17% de toda a energia produzida em Portugal. Desse percentual, 56,6% provém das hidroelétricas, 33% das eólicas, 7,5% da biomassa e o restante da a produção fotovoltaica, biogás e resíduos sólidos urbanos.

China
A China possui a maior quantidade de turbinas eólicas em operação do mundo (50%) e o responsável por isso foram os altos investimentos para projetos internos. No primeiro semestre de 2010, Pequim chegou a investir 10 bilhões de dólares no setor; a metade do que o resto do mundo junto investiu (20,5 bilhões de dólares).

A previsão é que o país chegue a produzir mais 375 GW em 2020, com o investimento acumulado de 620 bilhões de dólares.

Índia
O governo indiano lançou no início de 2010 um plano de 19 bilhões de dólares para gerar 20.000 MW de energia solar até 2022. Para que a chamada Missão Solar Nacional funcionasse, a Índia criou um sistema que obriga às empresas distribuidoras de energia a comprar uma quantidade determinada de energias renováveis, o Renewable Purchase Obligation (POR).

Alemanha
A energia renovável na Alemanha representa 16% da produção total. O governo alemão pretende que esse percentual chegue a 80% em 2050, e os incentivos fiscais para alcançar essa meta não são poucos. Nos próximos anos o país deve receber um investimento de cerca de 6,62 bilhões de dólares, que deverão servir para projetos de parques eólicos off-shore (fora da costa). Além disso, outros 1 bilhão de dólares devem sair do bolso da Vattenfal, produtora de aerogeradores, para construir uma fazenda com capacidade instalada de 288 MW, em 2012.

Leia mais: Eco4Planet

Aquecimento Global diminui a Energia Eólica disponível

Um estudo recentemente publicado sugere que o aumento da temperatura mais acelerado nos pólos diminui a diferença da temperatura em relação às latitudes mais baixas que é a responsável pela criação dos ventos, o que resultará em ventos mais fracos reduzindo a energia potencialmente produzida pelos aerogeradores.

Um cientista da Universidade do Texas publicou recentemente na revista Journal of Renewable and Sustainable Energy um estudo que sugere que a energia eólica disponível para ser aproveitada recorrendo a aerogeradores sofrerá uma diminuição como consequência do Aquecimento Global.

De acordo com as previsões dos especialistas em Alterações Climáticas, a subida da temperatura será mais acentuada nos pólos, limitando o gradiente de temperatura entre os pólos, -com temperaturas baixas - e as latitudes mais baixas - onde as temperaturas são mais elevadas.

Uma vez que é este gradiente o responsável pela força dos ventos na atmosfera livre, a 1km acima do solo, fenómeno resultará na geração de ventos mais fracos. Esta alteração é representativa do que acontecerá a 100m do solo, altura a que funcionam as hélices dos aerogeradores, e que também é afectada pela topografia e as características da paisagem.

Traduzindo em números, o autor desta investigação estima que um aumento de 2-4-ºC nas latitudes médias-altas, causará uma redução de 4-12% das velocidades dos ventos em certas zonas de latitudes elevadas a Norte.

Fonte: http://www.sciencedaily.com/
Filipa Alves

Em 2030, a energia eólica satisfará 22% das necessidades energéticas mundiais

Publicado em 22 de October de 2010. Tags: energia eólica
Dentro de dez anos, a electricidade produzida a partir do vento irá satisfazer cerca de 12% das necessidades energéticas mundiais, segundo um estudo realizado pelo Global Wind Energy Council e pela Greenpeace.

Segundo o relatório, citado no Diário Económico, o cenário a 20 anos diz ainda que este valor poderá disparar até aos 22%. Com presença em 75 países, a energia eólica poderá alargar-se a mais regiões, sendo a China um dos mercados mais apetecíveis do momento.

De acordo com o relatório, porém, o petróleo vai continuar durante as próximas décadas a ser o principal combustível, um estatuto reforçado pelas recentes descobertas realizadas em águas ultra-profundas. A pesquisa que originou estas descobertas, recorde-se, só se tornou concretizável com o aumento recente do preço do barril de crude.

De acordo com Nobuo Tanaka, presidente da Agência Internacional de Energia (AIE), cerca de metade do fornecimento mundial de petróleo será proveniente da produção offshore em 2015 – quando hoje este número não chega a um terço.

Proinfra-I será concluído neste ano

A primeira fase do Proinfra (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica) será concluída este ano no Ceará. Serão 14 parques de energia eólica, gerando 500 MW. Foram estes, o Ceará conta com três anteriores ao Proinfra (Mucuripe, Aquiraz e Taíba). Depois do programa, o Estado garantiu a contratação de 21 projetos (547 MW) em um leilão em dezembro do ano passado e outras cinco usinas (150 MW) no leilão de agosto deste ano. Este é o cenário de geração de energia eólica do Ceará, além de fábricas de aerogeradores, como a Wobben.

Beneficiado pelos ventos que varrem toda a sua costa, o Ceará é um dos estados brasileiros com maior potencial para a geração de energia eólica. Apenas o vizinho Rio Grande do Norte apresenta as mesmas condições. Segundo especialistas, a potência do litoral cearense pode chegar a 6 mil MW. Isso representa a metade da energia gerada pela hidrelétrica de Itaipu ou cerca de 12 por cento de toda a oferta do País.

Fórum no CIC
Diante deste quadro, o Centro Industrial do Ceará (CIC) realiza hoje o VI Fórum CIC de Debates que abordará o tema "Energia Eólica: Perspectivas e Desafios". A presidente da entidade, Roseane Medeiros, dará início aos trabalhos às 18 horas, na Casa da Indústria.

O VI Fórum CIC de Debates é dividido em três painéis. No primeiro, o diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica, Pedro Perrelli, fala sobre "A Inserção da Energia Eólica na Matriz de Geração de Energia Elétrica". O segundo fica a cargo de Renato Rolim, coordenador de Energia da Seinfra sobre "A Energia Eólica e seus Impactos no Desenvolvimento do Ceará". O palestrante do terceiro e último painel será o chefe da Procuradoria Jurídica da Semace, Márcio Benício, sobre "Licenciamento Ambiental de Usinas Eólicas".

Energia solar e eólica podem encerrar era do petróleo, diz Nobel

Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/09/2010

Fim da era do petróleo
A continuidade da pesquisa e desenvolvimento no campo das energias alternativas poderá resultar em uma nova era na história humana, em que duas fontes de energia renovável - a energia solar e a energia eólica - vão se tornar as principais fontes de energia na Terra.

A opinião contundente não é de nenhum ambientalista de plantão, mas do Prêmio Nobel de Química de 1998, Walter Kohn.

Megawatts de vento

estadão.com
17 de setembro de 2010 | 19h10
Celso Ming

O alto custo de produzir eletricidade a partir do vento sempre foi considerado o maior obstáculo para o desenvolvimento da energia eólica no Brasil. Mas essa é uma sina que está começando a mudar.

Os resultados do último leilão de energia renovável promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no final de agosto surpreenderam até mesmo os especialistas. Nos dois dias de pregão, a energia eólica foi comercializada em média a R$ 130,86 por megawatt-hora (MWh). Ficou mais barata do que a gerada pelas usinas térmicas movidas a queima de bagaço de cana (R$ 144,20) e pelas pequenas centrais hidrelétricas (R$ 141,93).

Esse preço foi 9,5% mais baixo do que o praticado em dezembro, naquele que foi o primeiro leilão a comercializar energia renovável no País.

Preço de biomassa e PCHs supera o de eólicas em leilões da Aneel

O GLOBO /REUTERS
Publicada em 27/08/2010 às 08h19m

Reuters/Brasil Online
SÃO PAULO, 27 de agosto (Reuters) - O leilão de fontes renováveis de energia A-3 terminou na noite de quinta-feira com a contratação de 714 megawatts (MW) médios de energia, enquanto a demanda das distribuidoras era de 704 MW médios. Já o leilão de reserva contratou outros 445,1 MW médios de energia.

Das três modalidades contratadas nos dois leilões, 70 por cento correspondeu a energia eólica, 25 por cento a biomassa e 5 por cento a Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

Turbina Eólica >>> Construção Eficiente

Não vai demorar muito e veremos estas soluções em nossas casas.
Com o barateamento da tecnologia a tendencia é de aumento de adoção da energia eólica.

Turbina Eólica Skystream Aerogerador Residencial (R$23990,00)

Skystream 3.7 é o avanço na nova geração de aplicações em produção de energia renovável residencial, mudando a forma de lares e pequenos negócios receberem eletricidade. Skystream é um sistema completo integrado que produz energia mesmo com ventos fracos.

Seu inversor universal interno entrega potência compatível com voltagens de 110-240 volts. Sua eficiência e silêncio na operação fornece de 40-90% de energia necessária em uma casa ou pequeno negócio.

Especificações Técnicas:
Diâmetro do rotor: 3.72 m
Peso: 77 kg
Vento para início de geração: 3.5 m/s
Potêncial nominal: 1.9 kW contínuo, 2.6 kW pico
Velocidade nominal: 50 - 325 rpm
Alimentação: Inversor 120-240 v, 50-60 Hz
Sistema de Frenagem: Eletrônico com controle regulador
Hélices: Molde triplamente injetado
Vento nominal: 9.4 m/s
Kilowatt Hora por Mês: 500 kW/mês a 6.5 m/s
Vento limite: 63 m/s (226 km/h)
Garantia: 5 anos de fábrica
Vida útil: 20 anos, sem manutenção

Dinamarca é exemplo de sucesso no uso de energia eólica

Bertrand d´Armagnac Enviado especial a Esbjerg (Dinamarca)
Lana Lim

A 30 quilômetros da costa oeste da Dinamarca, ao largo do porto de Esbjerg, as 91 turbinas do parque eólico de Horns Rev 2 giram dia e noite, faça chuva ou faça sol. No total, 209 MW são produzidos desde setembro de 2009 em quase 35 quilômetros quadrados.

Eólicas vão criar 250 mil empregos >>> Exame Expresso

qua, jun 16, 2010,
por Caê Mahan

A Associação Europeia de Energia Eólica estima que nos próximos dez anos serão criados 250 mil empregos nas indústrias ligadas ao aproveitamento da energia do vento.

No final de 2009, o sector da energia eólica empregava já 192.000 pessoas na Europa. Mas as empresas europeias ligadas ao sector também empregam algumas dezenas de milhares de pessoas nos países fora da Europa onde estão implantadas.

No total, a Associação Europeia de Energia Eólica estima que até 2015 possam existir 280 mil empregos verdes, apenas ligados à eólica, e que em 2020 se possam atingir os 450 mil.

Nos próximos anos, segundo aquela associação, iremos assistir ao desenvolvimento de uma nova indústria eólica offshore (em mar aberto). De acordo com as contas feitas pelos especialistas daquela associação, 10% da electricidade produzida a nível europeu virá das eólicas offshore. E mais de 60% do emprego na indústria eólica também deverá fixar-se naquele segmento.

Fonte: Exame Expresso

Wobben crescerá 40% em dois anos >>> Jornal Cruzeiro do Sul


Carolina Santana - Redação Cruzeiro do Sul

Instalada em Sorocaba há 15 anos, a Wobben Windepower, conseguiu a contratação de 486 megawatts (MW) no primeiro leilão de energia eólica realizado no país em dezembro do ano passado. Este valor corresponde a 27% do total de 1.800 MW contratados pelo governo e aumentou a demanda da empresa em 40%, aproximadamente. O diretor presidente da empresa, Pedro Ângelo Vial, revela que em 15 anos no país a empresa instalou 337 MW e, somando com os projetos externos, as usinas instaladas pela Wobben somam 406,7 MW de potência.

As empresas vencedoras do leilão devem estar prontas para o fornecimento de energia em 2012. “Teremos de fazer em dois anos, 40% a mais do que se fez em 15 anos. Era tudo o que a gente queria”, brincou Vial. Ele explica que grupos de investidores participam diretamente do leilão apresentando projetos submetidos à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e à Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Esses grupos, por sua vez, devem fazem parcerias com fabricantes para a construção das usinas, que é o caso da Wobben. “Serão 71 usinas (contratadas pela praça). Muitos investidores entraram no leilão com os fabricantes já escolhidos, mas ainda há 300 MW contratados que ainda não têm fabricantes definidos”, explica. Os investidores ainda estão dentro do prazo para fazer a escolha das empresas.

A Wobben é fabricante de aerogeradores, ou seja, turbinas eólicas de grande porte. Instalada em Sorocaba, atualmente conta com 800 funcionários. A empresa chegou a ter 1.200 colaboradores mas o quadro foi diminuído por conta da baixa demanda do setor. O diretor presidente, no entanto, afirma que com esta nova demanda a recontratação é necessária. Ele espera que pelo menos novos 300 postos de serviços sejam criados neste segundo semestre de 2010.

Além da produção de componentes e aerogeradores para o mercado interno e externo, a empresa projeta, instala, opera e presta serviço de assistência técnica para Usinas Eólicas. É subsidiária da Enercon GmbH e, desde 2002, conta com uma segunda unidade fabril em Pecém, no Ceará.



Projetos contratados


A participação da Wobben neste primeiro leilão aconteceu por meio de projetos apresentados pela Petrobrás (104 MW no Rio Grande do Norte), CPFL (188 MW também no Rio Grande do Norte), Eletrosul (90 MW no Rio Grande do Sul) e o grupo espanhol Elecnor que fará usinas no Rio Grande do Sul. Fora do leilão a fabricante de aerogeradores já tem contratados outros 78 MW no Rio Grande do Sul, sendo 70 para a Eletricidade de Portugal (EDP) e mais 8 para a própria Elecnor. Ainda há 15 MW contratados na Costa Rica.



Expectativa para o segundo leilão


O segundo leilão de energia eólica do Brasil está marcado para agosto. De acordo com Pedro Vial, o diretor presidente da Wobben, as expectativas são boas. Segundo ele é esperado que o governo contrate outros 1.800 megawatts (MW). Esta contratação daria fôlego às empresas do setor para o período de 2012 a 2014. “A nossa luta agora é para conseguir um número de MW de vendas semelhante para termos uma projeção de pelo menos quatro ou cinco anos a frente, aí trabalhamos com tranquilidade”, diz Vial.

A iniciativa governamental de realizar os leilões de energia eólica, para o diretor presidente da Wobben, é uma alternativa para que o setor decole e se mantenha voando no país. “Esses leilões têm que se manter anualmente. Parece existir um espaço de 10 mil MW até 2020”, diz. Este valor é alto se comparado com os patamares atuais mas, segundo Vial, é pouco quando é avaliado o potencial de produção brasileira de energia através dos ventos. “O Brasil tem um potencial de produzir, pelo menos 300 mil MW em eólica. Isto é quase três vezes tudo que o Brasil tem instalado de energia eólica, térmica a gás, a carvão e hidrelétrica que é aproximada de 104 mil MW”, pondera. A energia hidrelétrica corresponde a 75% deste total.

O primeiro leilão foi realizado em dezembro do ano passado e foram inscritos cerca de 14 mil MW em projetos, dos quais foram selecionados 12 mil MW. A seleção ficou a cargo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A contratação efetiva feita com a praça foi de 1.800 MW. Foram contratadas a construção de 71 usinas eólicas dos investidores que ofereceram as tarifas mais baixas. Segundo o edital, os contratos serão de 20 anos e o preço máximo inicial era de R$ 189 por megawatts/hora (MW/h).

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