Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)
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Reflorestamento no Xingu / Muvuca - Globo Rural

01.08.2010 Vamos à segunda parte da reportagem sobre a recuperação das matas na região das nascentes do rio Xingu. Você já imaginou plantar uma floresta de uma tacada só? Agora, você vai conhecer a muvuca, uma técnica para semear árvores usando plantadeira de capim e de soja.


É na sombra de um barracão construído no meio da aldeia que os índios ikpenges armazenam as sementes coletadas na floresta. Ao ar livre elas passam por um processo natural de secagem.
Tem semente de todo tipo: no formato de esponja, o tingui imitando um coração, castanhas e outras que parecem batata inglesa.

SMMA dá continuidade à discussão do Projeto de Reflorestamento /// Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Ijuí -RS

foto: Mata Ciliar do Rio Formoso/MS
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) realizou na tarde dessa terça-feira, dia 5, reunião com os representantes da ONG Internacional CARE Markus Brose e Jalmar Mai, o reitor da Unijuí Gilmar Bedin, o prefeito Fioravante Ballin, o secretário de Meio Ambiente Osório Lucchese e o coordenador do Departamento de Estudos Agrários da Unijuí Roberto Carbonera para dar continuidade à discussão do Projeto de Reflorestamento Assistido em Propriedades Rurais.

O secretário de meio ambiente Osório Lucchese salientou que a partir da estruturação do projeto, que tem 604 adesões entre os municípios de Ijuí e Ajuricaba, além da área de 43 escolas, o próximo passo é conseguir um investidor para aplicar recursos financeiros no projeto que é gestionado pela Fidene/Unijuí através do Departamento de Estudos Agrários.

O prefeito Fioravante Ballin ressaltou que o Executivo ajudará no processo de articulação para a captação de recursos e fará um agendamento de reuniões com os poderes públicos constituídos para apresentar o projeto e conseqüentemente receber apoio. Observou também que com estas ações e a sensibilização regional e trabalho integrado pode-se levar o Projeto para âmbitos Estadual e Federal. Sendo assim, na quarta-feira, dia 27, às 10h, o Projeto será apresentado às lideranças regionais na ACI, e posteriormente, levado a apreciação dos órgãos estaduais e empresas privadas.

Na ocasião o representante da CARE Markus Brose destacou que o projeto visa à adequação ao marco legal definido pela Legislação Florestal Federal, a restauração das Áreas de Preservação Permanente e outras áreas degradadas de mata ciliar (corredores ecológicos) de forma voluntária, além da disponibilização de insumos necessários para o plantio de mudas e isolamento de áreas sem custos para os produtores.

Afirmou também, que existem três estratégias que podem ser adotadas para a captação dos recursos: busca por grandes empresas geradoras de carbono na atmosfera, um consórcio entre várias empresas que investiriam de acordo com o seu potencial econômico e a procura por órgãos públicos que também estariam aptos a investir e neutralizar suas emissões.

Enfatizou, portanto, que o custo do projeto é de 3 milhões de dólares, valor que pode ser negociado em partes ao longo dos 30 anos em que as árvores devem ser monitoradas. No Brasil, é só uma questão de tempo até que as empresas poluidoras passem a ser cobradas legalmente, por isso, o interesse em estabelecer contratos com empresas que queiram ser pró-ativas no que se refere ao combate à poluição, pois a partir do investimento no projeto, os financiadores estarão se tornando “carbono neutro”, compensando os efeitos das emissões de gases na atmosfera.

E, ao final concluiu que este não é um projeto de créditos de carbono comum, pois tem uma interface voluntária, participativa e transparente, o que dá maior credibilidade e agrega valor ao projeto, que é uma iniciativa que descentraliza o mercado de créditos de carbono das grandes capitais para o interior do país, mobilizando órgãos públicos e instituições em prol do meio ambiente e dos recursos naturais.

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