Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)

Amapá busca negociação sobre crédito de carbono /// O Amapá

Saturday, May 1, 2010 14:03
Notícia da Categoria: Meio AmbienteO Governo do Estado do Amapá através do Instituto Estadual de Floresta (IEF) vem procurando negociar créditos de carbono com a comunidade européia, por meio do Projeto Carbono Amapá/REDD, tendo por base o valor negociado na bolsa de valores do continente europeu, com a Europa Climatic Change.

O Projeto Carbono Amapá/REDD é executado pelo IEF em parceria com o Instituto de Estudo, Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (IEPA) e com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Os pesquisadores do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança Climática) são os responsáveis pela metodologia empregada no projeto Carbono Amapá.

Todos os estudos ambientais que estão sendo realizados pelo IEF, em parceria com o IEPA, sob a orientação do INPA, estão sendo 100% custeados com recursos do Governo do Estado do Amapá.

De acordo com o Diretor Presidente do Instituto Estadual de Floresta (IEF), João da Cunha Neto, a oportunidade de negócio pode gerar um valor próximo de US$ 848 milhões em créditos de carbono. Adiantou que um projeto dessa natureza é pioneiro no Brasil, reúne pesquisa e esforço político do governo amapaense, com forte viés ambiental, social e econômico.

“Paralelo as pesquisas realizadas há uma negociação em andamento, com governos internacionais, para a venda desses créditos”, salienta João da Cunha Neto.

O levantamento de carbono em nossa área de floresta (Floresta Estadual do Amapá – FLOTA) foi estimado em 174,22 toneladas de carbono por hectare no Módulo 4 (Oiapoque e Calçoene). Como a área destinada a serviços ambientais possui aproximadamente 960 milhões de hectares, compreendida entre Oiapoque e Calçoene, com um estoque estimado em 169 milhões de toneladas de carbono, ela pode gerar um bom negócio para o Amapá, na bolsa de valores da Europa.

Mecanismo criado para evitar a emissão de gases poluentes, o REDD (Redução de Emissões para Desmatamento e Degradação) tornou-se uma alternativa viável para reduzir o desmatamento na Amazônia. É uma espécie de Mercado Justo em MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) que tem a capacidade de negociar qualquer tipo de seqüestro de carbono, base legal que ampara o Projeto Carbono Amapá/REDD.


PROJETO CARBONO AMAPÁ
Levantamentos com resultados de observações científicas indicam que as florestas quando são indiscriminadamente devastadas para uso alternativo do solo apresentam grandes clareiras e acabam por emitir gases de efeito estufa.

Pesquisas indicam que se as florestas são manejadas corretamente ou devidamente preservadas, tornam-se sumidouros de carbono.

Foi principalmente em função do Estado do Amapá possuir 97% de sua cobertura vegetal intacta que surgiu o desenvolvimento do Projeto Carbono Amapá. Sua função é quantificar os estoques de carbono da Floresta Estadual do Amapá e estudar e avaliar as potencialidades dos recursos naturais da nossa região para que haja iniciativas desenvolvimentistas racionais concretas.

O País que emitir uma grande quantidade de CO2 (dióxido de carbono) poderá compensar suas emissões poluidoras comprando créditos de um País ou região que ainda tenha uma grande cobertura vegetal. É uma valiosa ferramenta de valorização da comunidade que conserva ou preserva o seu meio ambiente. A conversão em valores monetários é estabelecida com base na capacidade de armazenamento regional de carbono.

Para se chegar a quantificação do carbono do Amapá foram realizadas coleta de dados alométricos, em determinadas partes das árvores nativas, acima do solo e de suas raízes. Depois é feita a determinação dos teores de carbono das diversas partes da árvore. Seguidamente, ocorre a análise estatística e a modelagem matemática dos dados onde é feita uma equação para se chegar a quantidade de carbono. Finalizando, é elaborado o Relatório Final contendo todos os resultados apurados na pesquisa.

A idéia é que o Governo do Estado do Amapá esteja adequado às políticas ambientais que envolvam a conservação da floresta e a atividades relativas ao seqüestro de carbono, temática que vem se evidenciando na atualidade. O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, tem sido um grande incentivador do Projeto Carbono Amapá e da causa ambiental no mundo.

O Amapá

Realismo de pacote de ajuda à Grécia é elogiado por economistas /// Reuters

Plantão Publicada em 02/05/2010 às 11h59m

Reuters/Brasil Online

Comentários..Por Noah Barkin e Lefteris Papadimas

ATENAS (Reuters) - A Grécia prometeu fazer cortes ainda mais profundos em seu orçamento sob um pacote de austeridade anunciado neste domingo, mas ainda levará dois anos para reduzir seu déficit para níveis abaixo dos limites da União Europeia.

O acordo com a UE e o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi elogiado por economistas por fazer um retrato mais realista da economia grega e da redução do déficit do país do que o governo havia pintado anteriormente.

Sob os novos planos, a Grécia espera que seu Produto Interno Bruto (PIB) se contraia 4 por cento em 2010, contra uma previsão anterior do governo de queda de 2,85 por cento. A economia deve voltar a crescer em 2012, não em 2011 como se afirmava anteriormente.

"As medidas que estão sendo tomadas agora são aquelas que os economistas vinham pedindo há anos", disse Gikas Hardouvelis, professor de economia da Universidade Piraeus. "Minha visão é de que eles são suficientes para tirar a Grécia da crise."

O ministro das Finanças, George Papaconstantinou, disse em entrevista coletiva que a ajuda, que abrirá caminho para um pacote de resgate da UE e do FMI que deve chegar a 120 bilhões de euros, incluirá uma redução no déficit orçamentário de 30 bilhões de euros em três anos, número maior do que muitos esperavam.

Mas o déficit cairá de forma mais lenta, chegando a 8,1 por cento do PIB em 2010, contra 13,6 por cento no ano passado, e depois indo a 7,6 por cento em 2011 e 6,5 por cento em 2012. Ele não cairá para baixo do limite da UE, de 3 por cento do PIB, até 2014.

As previsões para a redução da dívida também se tornaram mais modestas. Estimativas anteriores do governo davam conta que a dívida chegaria a 120,6 por cento do PIB em 2011. Sob os novos planos, a dívida continuará crescendo por quatro anos e atingirá 150 por cento do PIB em 2013.

Papaconstantinou disse que as medidas incluíam uma elevação no imposto sobre valor agregado (IVA) para 23 por cento, contra 21 por cento; um aumento adicional de 10 por cento na taxação sobre combustível, álcool e tabaco e uma redução ainda maior nos salários e aposentadorias do setor público.

(Reportagem adicional de Renee Maltezou, Harry Papachristou e Dina Kyriakidou)

Grécia fecha acordo de resgate, alerta sobre sacrifícios /// Reuters

Publicada em 02/05/2010 às 10h23m
Reuters/Brasil Online

Por Lefteris Papadimas e Harry Papachristou
ATENAS (Reuters) - A Grécia fechou um acordo com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) que abre as portas para um resgate financeiro de bilhões de euros e que exigirá grandes sacrifícios da população grega, disse o primeiro-ministro George Papandreou neste domingo.

Entre esses sacrifícios está um corte orçamentário de 30 bilhões de euros (40 bilhões de dólares) ao longo de três anos, além de medidas que já haviam sido acordadas e que levarão o déficit do país para abaixo dos limites da UE até 2014.

O governo disse aos gregos, que já foram às ruas protestar contra as medidas de austeridade, que eles têm de escolher entre o resgate e o colapso da economia.

O pacote de ajuda, que deve totalizar 120 bilhões de euros (160 bilhões de dólares) em três anos, representa o primeiro resgate de um membro da zona do euro, de 16 países, e tem o objetivo de combater uma crise de endividamento que abalou os mercados em todo o mundo.

"É um pacote de apoio inédito para um esforço sem precedentes do povo grego", disse Papandreou durante encontro de gabinete transmitido pela TV.

"Esses sacrifícios nos darão tempo para respirar e o tempo que precisamos para fazer grandes mudanças", acrescentou. "Quero dizer aos gregos, de forma bastante honesta, que temos um grande teste pela frente."

O ministro das Finanças, George Papaconstantinou, deu detalhes do acordo antes de ir a um encontro ainda no domingo com ministros das Finanças da zona do euro em Bruxelas, na qual o acordo deve receber o apoio formal do grupo.

O tamanho da ajuda deve ser anunciado em Bruxelas, mas ele cobrirá grande parte das necessidades de empréstimos da Grécia para os próximos três anos, disse Papaconstantinou em entrevista coletiva.

"Estamos todos sendo chamados a fazer uma escolha", disse. "A escolha entre o colapso e a salvação. A escolha é entre realizar um plano de três anos bastante ambicioso e difícil de consolidação fiscal, um programa de reformas estruturais... ou o país chegar a um beco sem saída."

Atenas prometeu reduzir seu déficit orçamentário para dentro dos limites da UE de três por cento do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014, comparado com os 13,6 por cento do ano passado.

Os salários e as aposentadorias do setor público serão congelados nesses três anos, enquanto um fundo criado pela UE e pelo FMI ajudará os bancos gregos. Impostos sobre valor agregado e sobre combustíveis terão forte alta.

Em comunicado, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, recomendou que a Europa ative a ajuda e classificou o pacote de medidas de austeridade como "sólido e de credibilidade".

"Essa ajuda será decisiva para ajudar a Grécia a colocar sua economia de volta nos trilhos e preservar a estabilidade da área do euro", disse Barroso.

A Grécia e os países que a apoiam esperam que o acordo ajude a evitar que a crise se espalhe para outros membros da zona do euro que enfrentam dificuldades, casos de Portugal e Espanha.

UM OLHAR MAIS APROFUNDADO E CIENTIFICO SOBRE A DIETA MEDITERRANEA : " Dieta Mediterrânea:inconsistências ao se preconizar modelos de dieta: Rosa Wanda Diez Garcia /// UNICAMP"

Artigo publicado no Vol. VIII / 2001 da Revista Cadernos de Debate, uma publicação do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da UNICAMP, páginas 28-36.

Abstract

"A iniciativa de basear-se em modelos de dietas tradicionais para o estabelecimento de recomendações dietéticas tem tido maior vigor com a dieta mediterrânea. O propósito deste artigo de revisão é discutir a viabilidade de se transpor modelos de dieta como referência para prescrições nutricionais, fundamentando-se na bibliografia que se propôs a discutir a dieta mediterrânea, tanto na perspectiva da nutrição como na da antropologia. Qualquer mudança na dieta implica profundas alterações nas práticas alimentares o que, por sua vez demanda um redimensionamento da rotina doméstica, das práticas sociais, do ritmo de vida, enfim, representa uma reorganização e realocação da alimentação no modus vivendi. A transposição de modelos de dieta, na perspectiva de se adotar uma alimentação saudável, parece ser menos consistente do que a proposição de valorização da estrutura culinária nativa, resgatando e valorizando suas peculiaridades para garantir eficácia e pela abrangência que o seu resgate representa para as diferentes camadas sociais."

|Leia o Estudo completo aqui

Dieta do Mediterraneo /// H Science

A Dieta Mediterrânea ou Dieta do Mediterrâneo tem sido intensamente estudada nos últimos anos e várias conclusões indicam que ela pode propiciar a melhor alimentação para a sua saúde.


 DIETA PARA SAÚDE

Um dos primeiros estudos publicado no New England Journal of Medicine em 2003 mostrou, em voluntários gregos, que a Dieta do Mediterrâneo reduziu a mortalidade por todas as causas. Cientistas chegaram à mesma conclusão no ano seguinte em um estudo publicado no Journal of American Medical Association que utilizou grupos de voluntários com mais de setenta anos, de dez países da Europa, e que fizeram à Dieta do Mediterrâneo, combinada com atividade física.

Outra pesquisa de 2005 demonstrou que um grupo de indivíduos com doença cardíaca que utilizaram a Dieta Mediterrânea, diminuíram muito a taxa de mortalidade em um período de quatro anos, quando comparados com cardíacos que não utilizaram a dieta. Este estudo foi publicado na revista científica Archives of Internal Medicine.

DIETA PARA DIABÉTICOS

Um estudo publicado em 2008 indica que a dieta do mediterrâneoo é a melhor para a saúde dos diabéticos e a que leva à maior perda de peso entre as mulheres.

O QUE É A DIETA MEDITERRÂNEA

Dieta do Mediterrâneo é um tipo de alimentação específica de países da região do mar Mediterrâneo (Portugal, França, Itália, Grécia, Espanha, etc.). Este padrão de alimentação é formado de vegetais, legumes, tomate, alho, frutas e, principalmente, óleo de oliva, óleo de canola, cereais pouco moídos, nozes e sementes, queijo branco e iogurte, além de vinho.

Vários estudos continuam confirmamdo estas observações. A conclusão é de que quanto mais a pessoa pratica a dieta mediterrânea tradicional, menor a chance de morrer por qualquer causa, incluindo câncer (risco menor de 24%) e doenças cardíacas (risco menor de 33%).

Vinho também ajuda no combate à velhice /// ADEGA-UOL

Colaboração na postagem desta materia: Michel Buch

28/Abril/2010
De acordo com o cirurgião plástico Richard A. Baxter, a mais nova prática contra o envelhecimento não necessita de injeções ou cremes faciais, mas apenas uma taça. O autor de Age Gets Better with Wine garante que, com uma taça de vinho tinto por dia, as mulheres podem ficar mais bonitas.

Para Baxter, a causa deste pequeno "milagre" são os antioxidantes presentes no tinto. Durante um encontro anual dos cirurgiões plásticos dos EUA, ele afirmou que os antioxidantes conseguem "enxugar" os radicais livres que desempenham papel crucial no envelhecimento e no desenvolvimento de doenças relacionadas à velhice.

O cirurgião também afirmou que, apesar de não estar comprovado, acredita que o stress tem papel importante nisso. "O vinho faz parte da dieta mediterrânea, que ainda conta com frutas e vegetais, e foi comprovado que esta dieta está associada à longevidade e hábitos mais saudáveis", o que torna a pessoa menos estressada e combate o envelhecimento precoce.

"Quem seguir esses conselhos, de uma taça de vinho por dia para mulheres e duas para homens, vai ficar mais bonito, com a pele mais viva e brilhante", concluiu dr. Baxter.

Vinicultores de Oregon finalizam a primeira etapa de redução de carbono /// Adega

28/Abril/2010

Quatorze vinícolas de Oregon anunciaram na última terça-feira, 27 de abril, a finalização de um rigoroso processo para medir e reduzir a emissão de carbono na atmosfera como parte do programa "Carbon Neutral Challenge", que estimula ações sustentáveis do estado.

Os biocombustíveis foram a primeira etapa do processo de redução de emissões

As vinícolas participantes instituíram uma série de mudanças, como a instalação de painéis solares, o emprego de biocombustíveis no lugar da gasolina e o corte na utilização de pesticidas.

Um dos produtores, Jim Bernau, afirmou que já vinha se focando no desenvolvimento sustentável há muitos anos, mas não imaginava que exigisse tantas etapas. "Por exemplo, eu não tinha idéia que o uso refrigeração tinha tanto impacto no meio-ambiente. Estes aspectos bastante detalhados abriram meus olhos".

Além disso, Bernau comentou que está olhando na direção de embalagens de vinho alternativas. Para restaurantes que vendem por taças, disse ele, "faria mais sentido se enviássemos o vinho em uma espécie de container ao invés de garrafas individuais".

Greg Jones, professor da Southern Oregon University, que já realizou dezenas de pesquisas sobre o impacto das mudanças climáticas na vinicultura, afirmou que o programa "Carbon Neutral Challenge" é bastante significante, já que envolve esforços concretos das companhias para salvar a indústria. "Isso vai deixar a indústria de Oregon mais forte", explicou.

Sustentabilidade é tema do Café Filosófico CPFL de maio em Sorocaba /// ROL- Região on line

Série tem curadoria de Samyra Crespo.

No dia 7 de maio, às 19h, o Café Filosófico CPFL em Sorocaba recebe Samyra Crespo, Secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, que abre a série Sustentabilidade aqui e agora: como participar e contribuir para uma sociedade mais justa e um Planeta equilibrado, da qual é curadora.

Os encontros acontecerão às sextas-feiras de maio, no Auditório da CPFL Piratininga, e terão como palestrantes convidados Angélica Moura Goulart, Diretora Executiva da Fundação Xuxa Meneghel; Deise Moreira Paulo, Diretora Executiva da Associação do Patrimônio Privado Natural / Rio de Janeiro; e Victor Zular Zveibil - Superintendente da Área de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Instituto Brasileiro de Administração Municipal – IBAM; além da própria curadora.

“Nos últimos 10 anos, estimulados pelos intensos debates sobre as responsabilidades e tarefas que são exigidas para enfrentar a crise ambiental, tem sido destacado o papel e o poder dos indivíduos em operar mudanças por meio de um consumo cada vez mais responsável de bens e serviços. Reconhecer a possibilidade desse protagonismo é o eixo desta série, em oposição à ideia de que apenas processos sociais orientados por políticas públicas podem mudar a realidade. Sem diminuir a importância das esferas política e social coletivas, a discussão que desejamos promover com este módulo aborda aspectos éticos e culturais que orientam as ações dos cidadãos comuns em seu dia a dia. As quatro palestras propostas guardam entre si o mesmo nexo: Como fazer acontecer a sustentabilidade, aqui e agora?”, comenta a curadora.

Samyra Crespo, que atua no Ministério do Meio Ambiente desde 2008, é doutora em história social pela USP e sua vida profissional sempre esteve compartilhada entre pesquisadora titular do Ministério de Ciência e Tecnologia e diretora do Programa de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Instituto de Estudos da Religião. Publicou, entre outras obras, O que o brasileiro pensa do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, e atua como conselheira de grandes organizações na área de meio ambiente, como o Greenpeace, a ABD e o Instituto Akatu.

A primeira palestra, “Sustentabilidade aqui e agora: mudar hábitos e atitudes no cotidiano”, que abre a série no dia 7 de maio, com Samyra Crespo, pretende mostrar que as mudanças já estão acontecendo e que é possível nos conectarmos com elas, ajudando seu desenvolvimento. No dia 14, a segunda palestra, “Sustentar desde a infância”, com Angélica Moura Goulart, aborda a tarefa nem sempre valorizada de educarmos a próxima geração dentro dos valores identificados como sustentáveis. A terceira, no dia 21, “Conservar o que é nosso - a ética do cuidar”, com Deise Maria Paulo, vai mostrar como é possível contribuir efetivamente para a conservação ambiental, apresentando o crescente e bem sucedido movimento das RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Natural), mostrando como milhares de proprietários de chácaras, sítios e fazendas estão inovando na responsabilidade socioambiental. No dia 28 de maio, a quarta e última palestra, “Compras Verdes”, com Victor Zular Zveibil, tratará da verdadeira revolução que está ocorrendo no mundo e no Brasil na compra de bens e serviços com critérios de sustentabilidade

O Café Filosófico CPFL em Sorocaba é realizado no Auditório da CPFL Piratininga (Avenida Armando Pannunzio, 1555 - Jd. Romilda). A entrada é gratuita e por ordem de chegada (capacidade: 90 lugares). Mais informações no site www.cpflcultura.com.br ou pelo telefone (19) 3756-8000.

Sustentabilidade
O conceito de sustentabilidade nasceu dentro da disciplina Ecologia de Populações, em que se verificou uma estreita correlação entre a população de seres vivos e o meio natural, surgindo a teoria de que em cada ecossistema se estabelece uma determinada população que não pode extrapolar a capacidade de suporte do meio. A aplicabilidade prática desse conceito teve início nos anos 70 no manejo de áreas protegidas. Aos poucos o que era exclusivamente aplicado na ciência ecológica foi sendo ampliado para as populações humanas até que, em 1992, tornou-se mundialmente conhecido com a proposição do Relatório “Nosso Futuro Comum” de que a crise ambiental sem precedentes na história das sociedades modernas exigia um desenvolvimento sustentável. Com essa proposição, teve início um debate internacional em torno das várias dimensões da sustentabilidade, destacando-se as dimensões econômica, ambiental e social.


Programação

7 de maio – 19h

“Sustentabilidade aqui e agora: mudar hábitos e atitudes no cotidiano”

Samyra Crespo, Secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.


14 de maio – 19h

“Sustentar desde a infância”

Angélica Moura Goulart, Diretora Executiva da Fundação Xuxa Meneghel.



21 de maio – 19h

“Conservar o que é nosso - a ética do cuidar”

Deise Moreira Paulo, Diretora Executiva da Associação do Patrimônio Privado Natural / Rio de Janeiro.



28 de maio – 19h

“Compras Verdes”

Victor Zular Zveibil, Superintendente da Área de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Instituto Brasileiro de Administração Municipal – IBAM.

feira de Produtos e Soluções para o Desenvolvimento Sustentavel , na China /// Agência de Notícias de Florianópolis e Região - SANTA CATARINA.

Agência de Notícias de Florianópolis e Região - SANTA CATARINA.

Poluição atmosférica influencia em problemas na gravidez /// Agencia USP

Os efeitos da poluição do ar, mesmo dentro dos níveis tolerados pela legislação brasileira, influenciam a gravidez contribuindo para o aumento de casos de baixo peso ao nascer e a ocorrência de prematuros. É isso que afirma a pesquisa do engenheiro Marcelo Moreno dos Reis em seu doutorado defendido recentemente pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).


A pesquisa analisou todos os nascidos vivos na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2006, e comparou com as medições diárias de qualidade do ar feitas em diversos pontos da cidade. “Volta Redonda foi escolhida por possuir um parque industrial importante que compreende inclusive a usina da maior siderúrgica do País e pela necessidade da população em obter informações sobre os efeitos da poluição na saúde,” explica o engenheiro. Ele acrescenta ainda que o tráfego de veículos, principalmente caminhões, é bastante intenso na cidade. “Dessa forma temos poluição emitida por fontes móveis (veículos) e fontes fixas (indústrias).”

Para o levantamento dos dados sobre os nascimentos neste intervalo de tempo, o pesquisador utilizou o Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde, com dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda. Os dados referentes às emissões de poluentes atmosféricos foram gerados nas estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar, ligadas ao Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea).

O pesquisador então analisou os 13.660 nascimentos ocorridos com estimativas da exposição de cada mãe à poluição nas 36 semanas anteriores ao nascimento das crianças, ou seja, no período ideal de gestação Para facilitar a análise e possibilitar a comparação da pesquisa com outros estudos, Moreno dividiu o período de gestação em três trimestres.

Resultados - No período analisado, o baixo peso ao nascer foi encontrado em 9,1% dos casos e o nascimento de prematuros representou 7,4% do total. A partir desses dados, o pesquisador observou que a poluição atmosférica contribui para efeitos adversos da gravidez.

No baixo peso ao nascer, os poluentes que influenciaram esse resultado foram o ozônio (O3) e as partículas inaláveis (PM10), ambos relacionados à exposição materna no segundo e no terceiro semestre de gravidez. Com relação à prematuridade, a substância presente na atmosfera que mais contribui para o aumento de casos é o dióxido de enxofre (SO2), que afeta a gravidez durante os três trimestres.

“Essas três substâncias foram utilizadas para análise dos efeitos dos poluentes, pois são algumas das mais comuns dentro de pesquisas que relacionam saúde e efeitos da poluição”, explica o pesquisador.

Padrões altos - Apesar da influência da poluição ter sido constatada, Moreno explica que em nenhum momento as médias das emissões diárias em Volta Redonda ultrapassaram os limites estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). “As emissões de dióxido de enxofre, por exemplo, chegavam a atingir no máximo 20 mg/m³ (microgramas por metros cúbicos), quando o Conama estabelece 100 mg/m³ como limite.”

Ele acredita que uma revisão dos padrões de emissão de poluentes seria importante para a política ambiental brasileira e para a saúde pública. “Uma sugestão seria estabelecer uma discussão ampliada com a sociedade para a redução dos padrões brasileiros, tendo por base os índices recomendados pela Organização Mundial de Saúde.” De qualquer forma, o engenheiro explica que mesmo se as emissões de poluentes forem menores do que os limites estabelecidos pelo Conama ou pela OMS, elas podem influenciar negativamente na gravidez.

Contudo, ele entende que a poluição é um importante fator prejudicial para a gravidez. “É claro que outros fatores relacionados ao nível socioeconômico, como nível de escolaridade e acesso a serviços de saúde (pré-natal) influenciam nos resultados. Mesmo assim, a poluição do ar contribui de forma significativa para a prematuridade e para o baixo peso ao nascer, necessitando ser controlada, principalmente, por ser provocada pelo homem”, completa.
(Fonte: Agência USP)

TAM realizará primeiro voo de demonstração com bioquerosene de aviação na América Latina /// Canal Rural-RBS

  

Companhia aérea usará biomassa vegetal brasileira, o pinhão manso

A TAM planeja realizar no segundo semestre de 2010 um voo de demonstração sem passageiros com uma mistura de biocombustível de aviação utilizando óleo de pinhão manso, uma biomassa vegetal brasileira. A aeronave será um Airbus A320 em operação na frota da companhia, equipado com motores CFM56-5B produzidos pela CFM International, uma joint venture entre a GE dos Estados Unidos e a Snecma (Safran Group) da França.

O presidente da TAM, Líbano Barroso, ressalta que a companhia honra seu compromisso social e de sustentabilidade com essa iniciativa.

— Empenhamos nossos melhores esforços para utilizar matéria-prima brasileira na produção desse biocombustível com benefícios econômicos e sociais relevantes. A biomassa, fonte do nosso bioquerosene de aviação, é 100% nacional, oriunda de projetos de agricultura familiar e fazendas de porte significativo do interior do Brasil, que se dedicam à cultura pioneira do pinhão manso — diz Barroso.

A TAM já assegurou a disponibilidade do biocombustível de aviação para o voo de demonstração. A companhia adquiriu, por intermédio da ABPPM – Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso, sementes de produtores de pinhão manso do Norte, Sudeste e Centro-Oeste, providenciou a sua transformação em óleo semirrefinado e exportou-o para os EUA, onde a UOP LLC, empresa do grupo Honeywell, fez o processamento do óleo de pinhão manso em bioquerosene e sua mistura com o querosene convencional de aviação, na proporção de 50% cada.

O voo de demonstração a ser realizado pela TAM será a primeira experiência do gênero na América Latina, com uma inovadora combinação desse tipo de aeronave e motor voando com bioquerosene de aviação produzido a partir do pinhão manso. A realização do voo será alinhada com os órgãos reguladores do setor de aviação.

A TAM estuda sua participação no desenvolvimento da cadeia produtiva desse combustível de biomassa vegetal para a criação de uma plataforma brasileira de bioquerosene sustentável. Conhecido pelo nome científico de “Jatropha Curcas L.”, o pinhão manso é uma planta que não concorre com a cadeia alimentar porque é imprópria para consumo humano e animal, podendo ser consorciada com pastagens e culturas alimentícias.

A companhia tem analisado, em conjunto com a ABPPM, meios de desenvolver a produção sustentável do pinhão manso em escala comercial voltada para a sua transformação em bioquerosene de aviação. Segundo a ABPPM, existem atualmente 60 mil hectares de terra no Brasil com plantações de pinhão manso e, diante dos recursos naturais e das condições climáticas favoráveis, grande volume de pastagens degradadas poderão ser recuperadas com essa planta. Para atingir escala comercial, estima-se que seria necessário expandir a superfície cultivada para cerca de 1 milhão de hectares, suficiente para atender em torno de 20% do consumo nacional.

— A Airbus está explorando diversos tipos de combustíveis alternativos, porque acreditamos que diferentes soluções surgirão para diferentes partes do mundo.

Qualquer solução deve ser comercialmente viável e sustentável, sem impacto sobre as pessoas, a terra, os alimentos e a água. Além disso, essas soluções devem gerar empregos locais para a população local. Chamamos isto de cadeia de valor e essa iniciativa da TAM com a Airbus é mais um passo nessa direção — afirma Paul Nash, chefe do Departamento de Novas Energias da Airbus.

Estudos realizados pela Michigan Technological University em conjunto com a UOP/Honeywell mostram que biocombustíveis de aviação produzidos a partir do pinhão manso permitem uma redução de 65% a 80% na emissão de carbono, em relação ao querosene de aviação derivado de petróleo.

O cultivo e a colheita do pinhão manso, realizados de forma responsável, agregam valor socioeconômico para as comunidades locais e não competem com a produção de alimentos ou fontes de água potável, atendendo a requisitos estipulados pelo SAFUG (Sustainable Aviation Fuel Users Group – Grupo dos Usuários de Combustível Sustentável de Aviação), grupo ao qual a TAM se integrou formalmente no dia 11 de novembro de 2009. O SAFUG é formado por grandes companhias aéreas internacionais com a finalidade de acelerar o desenvolvimento e a comercialização de novos combustíveis sustentáveis para a aviação.

Além dos requisitos do SAFUG, em seus projetos a TAM seguirá também princípios e critérios estabelecidos pela RSB (sigla do inglês Roundtable on Sustainable Biofuels – Mesa Redonda sobre Biocombustíveis Sustentáveis, organização internacional de reconhecido prestígio técnico-científico) sobre as melhores práticas para produção, uso e transporte de biocombustíveis em relação às responsabilidades social, ambiental e econômica no setor de transportes

SOBRE O AQUÍFERO ALTÉR DO CHÃO /// Agência de Notícias de Florianópolis e Região - SANTA CATARINA.

Agência de Notícias de Florianópolis e Região - SANTA CATARINA.

Informação & Conhecimento