Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)

10:10 - Campanha Inglesa para Redução Voluntária de GEE


O que é a campanha 10:10 ?

Trata-se de uma campanha de reforço à redução das emissões de GEE, focada na ação de individuos, empresas e instituições de forma que estas reduzam a sua “pegada de carbono” em 10% até o final do ano de 2010. Porisso 10:10

Por que 10% em 2010?

Embora os políticos discutam metas de redução de emissões para 2050 e 2030, os cientistas dizem que o pico das emissões mundiais devem começar a cair nos próximos anos. Isso significa que precisamos de cortes profundos nas emissões geradas pelos países desenvolvidos, o mais rapidamente possível. Quanto mais tempo passar, menor a chance de evitar os desastres gerados pelo aquecimento global.


O que significar assinar a campanha e dela participar?

Para os indivíduos significa o comprometimento de cortar suas emissões em 10% até o final de 2010. Serão oferecidas diversas sugestões de como realizar. As grandes empresas de energia ajudarão os clientes, mostrando quanta energia eles estão economizando em suas contas.

E sobre as empresas que participarão?

A promessa para as empresas é um pouco mais flexível para permitir que as empresas que fizeram cortes profundos nos últimos anos venham também a participar desta campanha, uma vez que ela é uma ação voluntária. Elas irão e comprometer a ficar o mais próximo possível da meta de 10% e desenvolvendo ações de incentivo para que seus clientes, funcionários e fornecedores venham também a se inscrever. Também foram estipuladas metas especialmente direcionadas para as escolas e outras instituições.

Quem está por trás Desta iniciativa?

A campanha é apoiada por uma ampla coligação que vão desde o jornal The Guardian,várias ONGs importantes, grandes empresas, personalidades políticas e Carbon Trust.

Quem se inscreveu até agora?

Uma série de personalidades públicas: incluindo artistas, escritores, chefs e esportistas. Entre as organizações que já se inscreveram estão um clube de futebol da Primeira Liga, um grande museu e Agentes Nacionais de Saúde.

A Campanha 10:10 exercerá qualquer efeito sobre a política de governo?

O objetivo é se buscar a adesão de um grande número de indivíduos, empresas e instituições, o mais rapidamente possível e, em seguida, integrar como o desafio do governo em sua meta de redução de emissões de GEE.

O que isto tem a ver com a COP em Copenhague , este ano?

É crucial para os resultados deste encontro.Poucos acreditam que acredita que qualquer acordo firmado na conferência climática da ONU em Copenhague em dezembro vai fixar metas de redução de emissões como osde muitos como os cientistas dizem ser realmente necessárias. A campanha é um esforço adicional que diz:”Temos de começar a cortar nossas emissões independentemente”.
Há uma opinião corrente, por parte dos envolvidos na negociação do acordo de Copenhague,que indica que as chances de os países em desenvolvimento assumirem e assinarem responsabilidades por metas de redução crescerá caso os países ricos darem exemplo.

Participar da Campanha exigirá uma mudança importante na sua vida?

Não. A menos que você já tenha reduzido suas emissões. Caso contrário os primeiros 10% são o mais fáceis.A ações dizem respeito à economia de energia em casa e cortar viagens desnecessárias. Isto vai lhe poupar dinheiro.

Esforços individuais não seriam apenas uma gota no oceano?

Não, se eles são parte de um movimento de massas. A campanha 10:10 faz os esforços de cada pessoa se tornar significativo, assegurando que muita gente vai estar se comprometendo a fazer os mesmos cortes

Qual é o interesse das pessoas no Reino Unido para se inscrever, quando o país responde por apenas 2% das emissões do mundo?

A campanha 10:10 está sendo lançada como uma campanha nacional,apenas na Inglaterra, mas os cientistas dizem que é o alvo certo para todo o mundo desenvolvido. Há a esperança de que a campanha seja clonada em outros países e nós estaremos ajudando o máximo possível para que isso aconteça.

Haverá um símbolo concreto da campanha, como uma pulseira, p. exemplo?

A campanha 10:10 produzirá etiquetas de metal que podem ser usado no pulso ou no pescoço (ou em qualquer outro lugar). Eles são feitos de sucata recuperado de aviões antigos. Eles estarão à venda por £ 1.
10:10 Como é diferente de outras campanhas do clima? 10:10 é único porque ele pede para que as pessoas pratiquem uma ação simples, mas significativa para que todos possam compreender e contribuir. Como resultado, já está recebendo apoio sem precedentes da mídia, empresas, ONGs e setor público.

Como as pessoas irão se inscrever?

Em 1 de Setembro vai haver um evento na Galeria de arte Tate Modern, em Londres. Mas os indivíduos e as organizações poderão se inscrever no site da 10:10, a qualquer momento

ALIANÇA BRASILEIRA PELO CLIMA : Posicionamento Sobre As Negociações De Mudanças Climáticas E As Ações Do Governo Brasileiro

São Paulo, 2 de setembro de 2009 –

Catorze das principais entidades brasileiras representativas do agronegócio, florestas plantadas e bioenergia anunciaram hoje a formação da Aliança Brasileira pelo Clima, com o objetivo de contribuir com propostas concretas para as negociações ligadas à Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. O foco principal é a agenda que o governo brasileiro vem defendendo nas negociações globais, que culminarão na 15ª Conferência das Partes da
Convenção (COP 15) em dezembro próximo em Copenhague, na Dinamarca.
Em seu Documento de Posicionamento, a Aliança destaca a natureza global dos desafios ligados às mudanças climáticas como um dos principais motivadores da união de esforços.
É apontada também a necessidade de ações coordenadas e urgentes por todas as partes envolvidas, que priorizem tecnologias disponíveis, economicamente viáveis e de impacto no curto prazo.
“Na visão da Aliança, o Documento de Posicionamento é um texto vivo, que evoluirá de acordo com o andamento das negociações e de outras iniciativas na mesma linha”, explica o Presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (ABAG), Carlo Lovatelli.

Leia e baixe o release em sua íntegra aqui.


DOCUMENTO DE POSICIONAMENTO SOBRE AS NEGOCIAÇÕES DE MUDANÇAS
CLIMÁTICAS E AS AÇÕES DO GOVERNO BRASILEIRO

- Setembro de 2009 -
Os setores da agricultura, de florestas plantadas e de bioenergia do Brasil entendem que a busca pelo desenvolvimento de “economias de baixo carbono” é uma meta central, no Brasil e no exterior, com o objetivo de lutar pela mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. Nesse sentido, a Aliança Brasileira pelo Clima: Agricultura – Florestas Plantadas – Bioenergia torna pública a sua posição sobre as negociações ligadas à Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (doravante Convenção) e ações correlatas que o País precisa adotar nessa matéria, considerando e reconhecendo que:

• Os países desenvolvidos têm maior responsabilidade histórica pela concentração de gases causadores do efeito estufa (GEE) na atmosfera e, por isso, devem adotar metas internacionais ambiciosas no sentido de limitar o aumento da temperatura em no máximo 2°C;
(...) Não deixe de ler o documento em sua íntegra e se desejar, baixe-o aqui.

Agenda Social da Sustentabilidade: COMBATE À EXCLUSÃO RACIONAL

3/9/2009
Por Fábio de Castro
(texto extraído do Boletim FAPESP)
Agência FAPESP :
Pensar criticamente – isto é, ser capaz de reconhecer e formular bons argumentos – é uma prática fundamental para o exercício pleno da cidadania e da democracia. Mas, apesar de ser uma necessidade tão universal, a intimidade com a boa argumentação não é uma realidade para grande parte da população, que, por conta disso, fica exposta a todo tipo de falácias e argumentações enganosas.
Com a finalidade de combater essa “exclusão racional”, acaba de ser lançado o livro Pensamento crítico – O poder da lógica e da argumentação, de Walter Carnielli e Richard Epstein. Segundo os autores, a obra tem como objetivo servir de guia para a boa argumentação e, ao mesmo tempo, de instrumento de “autodefesa intelectual contra as falácias do mundo contemporâneo”.

(...) Segundo Carnielli, um dos diferenciais da obra é abordar o pensamento crítico de maneira fundamentada, diferentemente de outras obras que tratam o tema, em geral, como retórica e técnica de argumentação, sem base sólida na lógica.
“Nosso livro é um guia da arte de pensar criticamente a partir de bases lógicas. Ele preenche uma lacuna, uma vez que em línguas latinas não há praticamente nada sobre o assunto e, mesmo nos Estados Unidos, não há um livro que trate do pensamento crítico de maneira fundamentada, sistemática e ao mesmo tempo voltada para o grande público”, disse Carnielli à Agência FAPESP.

Segundo ele, o livro é dirigido a um público amplo com o objetivo de contribuir com o acesso à cidadania. “Da mesma forma que falamos em exclusão digital, podemos falar hoje em exclusão racional, ou exclusão argumentativa. Se a pessoa não tem acesso às bases da boa argumentação, será facilmente enganada”, disse.

Carnielli indica como um dos destaques da obra o fato de sua análise não se limitar a argumentos válidos ou inválidos, mas se estender também às definições de argumentos fortes e fracos.
“Apresentamos, de forma sistematizada, uma teoria da argumentação com bases sólidas na lógica contemporânea, passando também pela teoria clássica da argumentação, partindo de Aristóteles, com bases claras e simples”, explicou.

Ao aproximar argumentação e lógica, a obra adquire uma grande amplitude de aplicações práticas, úteis para vestibulares, concursos públicos, exames de todo tipo e práticas profissionais de jornalistas, professores, advogados, juízes, políticos, médicos e cientistas, por exemplo. “O livro pode ser utilizado por um público que vai de estudantes de colégios a parlamentares”, disse.

Jiu-jitsu da argumentação

O uso de exemplos cotidianos e de ilustrações bem-humoradas (incluindo diversas tiras) são destaques da obra que contribuem para aumentar a proximidade do pensamento crítico com a realidade dos leitores. “Embora tenhamos mantido a estrutura da edição norte-americana, a versão brasileira foi completamente refeita, com o uso de exemplos do cenário público nacional, incluindo política, televisão, jornalismo e cartoons”, disse Carnielli.

O livro é dividido em quatro partes principais: “As bases fundamentais”, “A estrutura dos argumentos”, “Como evitar os maus argumentos” e “Argumentos com base na experiência”.

A primeira parte trata de definir o que é o pensamento crítico, o que são frases vagas e ambíguas, o que são bons argumentos, quais os princípios da discussão racional, os critérios básicos para rejeitar ou aceitar afirmações e a diferença entre plausibilidade e verdade.
A segunda parte explica o que são as afirmações compostas, os argumentos complexos e as generalidades. Já a terceira parte ensina a detectar maus argumentos: afirmações ocultas, apelos emocionais e falácias estruturais ou falácias de conteúdo.
A quarta parte, além de fazer um inventário de falácias, devidamente classificadas, ensina a boa utilização de analogias e generalizações, entre outras. Um dos capítulos finais é reservado aos elementos da lógica propriamente dita.

“Podemos dizer que se trata aqui de um ‘jiu-jitsu da argumentação’. A ideia é instrumentalizar o leitor para se defender das falácias. Nas duas últimas partes tratamos de mostrar, por exemplo, como enganar com números e estatísticas, como usar a falsa precisão e falsos positivos e como deturpar gráficos e médias. Fazemos também uma relação das falácias famosas – incluindo a lista negra das falácias mais perigosas”, explicou o professor da Unicamp.

O livro levou cerca de sete anos para ser feito. “Escrever em linguagem simples é mais difícil e demorado do que se expressar por fórmulas matemáticas. Mas isso era necessário para que o livro fosse acessível e cumprisse sua missão”, disse.

Segundo Carnielli, o pensamento crítico traz grandes vantagens competitivas no mundo contemporâneo, no qual todos são submetidos a pressões de argumentos falaciosos que inundam a internet, a publicidade e o jornalismo, por exemplo. Além disso, ele garante uma orientação racional para que se possa tomar posição sobre os debates sociais polêmicos, que passam por temas como aborto, criacionismo ou direitos humanos.

“Todos esses temas estão presentes no livro. O conhecimento da boa argumentação permite que tomemos decisões melhores e que possamos lutar por nossos direitos em todos os campos. Podemos usar o pensamento crítico para avaliar e-mails maliciosos, boatos e notícias falsas, ou para desmascarar, sob um discurso aparentemente coerente, a superstição e o obscurantismo”, destacou.

Pensamento crítico – O poder da lógica e da argumentaçãoAutores: Walter Carnielli e Richard Epstein
Lançamento: 2009
Preço: R$ 34
Mais informações: www.livrariacultura.com.br

U$ 600 bilhões/ano para conter Caos Climático.

Adaptación a cambio climático requiere 600.000 millones de dólares anuales: ONU

01 de septiembre, 2009 El mundo necesita una inversión anual de hasta 600.000 millones de dólares para adaptarse al cambio climático, según la Encuesta Mundial Económica y Social de 2009 elaborada por la ONU.

El informe, divulgado hoy en la sede de la Organización en Nueva York, advierte que de no aumentar pronto los recursos para la mitigación y adaptación frente al fenómeno, las pérdidas económicas podrían alcanzar el 20% del Producto Mundial Bruto.El texto explica que la mayor parte de esta inversión deberá fluir de los países industrializados a las naciones pobres, que son las más amenazadas por el cambio climático, además de que pueden agudizar el fenómeno en su afán de desarrollo.

De acuerdo con el Departamento de Asuntos Económicos y Sociales de la ONU (DESA), los fondos asignados actualmente a la adaptación al fenómeno son inadecuados.

El estudio destaca la urgencia de establecer un programa de inversión que equilibre el crecimiento económico con planes de desarrollo basados en energías limpias.En este sentido, propone un “Plan Marshall” para el cambio climático en el que el dinero enviado a los países pobres se destine a proyectos de energía renovable, gestión forestal, asistencia técnica y programas sólidos de desarrollo.

Saída é a Sustentabilidade, diz negociador do País

DIÁRIO NET/Antonio Gaspar

Quem não se adaptar à idéia de que o combate às mudanças climáticas passa pela adoção do desenvolvimento sustentado vai perder oportunidades tanto no mercado interno quanto no externo. A afirmação é do negociador-chefe brasileiro para a conferência do clima de Copenhague, na Dinamarca, Luiz Alberto Figueiredo.

O encontro programado para o início de dezembro vai contemplar dois eixos de negociação: a fixação de metas para o segundo período do Protocolo de Quioto e o Plano de Ação de Bali, que trata da implementação plena da convenção do clima. "As negociações colocam desafios que vão impactar nosso modo de viver, trabalhar e produzir", afirma Figueiredo.
"É importante salientar que não estaremos discutindo um sucessor para Quioto, mas um segundo compromisso", afirma o negociador-chefe do Brasil. O País, segundo Figueiredo, trabalha com o consenso de que devemos realizar um esforço global para combater as mudanças climáticas, conforme indicação dos cientistas. "Os acadêmicos dizem que é preciso reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 25% e 40% até 2030 tendo como base o ano de 1990", explica. O embaixador diz ainda que outro entendimento é o de que a resposnabiliade pela redução das emissões é comum, porém diferenciada entre os países.
De acordo com o negociador, a convenção do clima reconhece que as nações em desenvolvimento terão aumento de emissões enquanto que os países desenvolvidos devem cumprir metas absolutas de redução de emissões. "Os desenvolvidos já têm toda a infra-estrutura montada, enquanto que os em desenvolvimento ainda estão construindo essa infra-estrutura, que tem como objetivo levar à redução da pobreza. É preciso levar em conta que o simples ato de levar eletricidade a uma casa aumenta a emissão", diz Figueiredo.
Mas, segundo o embaixador, os países em desenvolvimento devem buscar o desenvolvimento por meio de estratégias que permitam a produção com menor emissão de gases de efeito estufa.
Um exemplo seria o Brasil resolver adicionar 20% de biodiesel ao diesel. Com isso o País estaria crescendo como menos emissão de CO2. "As ações de mitigação realizadas pelos países em desenvolvimento deverão ser registradas, verificáveis e submetidas a escrutínio internacional", explica Figueiredo.

"O País irá a Copenhague munido de elevadas ambições. Precisamos de ações imediatas e compatíveis com a crise ambientail atual", diz o negoacidor brasileiro.
De acordo com Figueiredo, o Brasil desfruta de uma situação singular. Possui uma matriz energética mais limpa, com 45% a 46% de sua energia sendo obtida de fontes renováveis, ante, por exemplo, os países da OCDE em que o porcentual fica entre 5% e 10%. "Nós estamos crescendo com baixa emissão de CO2", afirmou.

"No Brasil a consciência de nossas lideranças empresariais sobre os problemas causados pela mudança climática é até mesmo superior à demonstrada por outros países

ESTRATÉGIA PARA GERAÇÃO DE EMPREGO, GERAÇÃO DE DIVISAS;MANUTENÇÃO DA RIQUEZA MINERAL!!!

China limita a Exportação de Minerais Raros e força Fabricantes Estrangeiros a se fixar em seu Território para Produção


HONG KONG — China is set to tighten its hammerlock on the market for some of the world’s most obscure but valuable minerals.


China is cutting exports of elements like terbium, pressuring manufacturers to open factories there.

Toyota’s Prius hybrids use several pounds of neodymium, a rare earth, in their electric motors.
China currently accounts for 93 percent of production of so-called rare earth elements — and more than 99 percent of the output for two of these elements, vital for a wide range of green energy technologies and military applications like missiles.

Deng Xiaoping once observed that the Mideast had oil, but China had rare earth elements. As the Organization of the Petroleum Exporting Countries has done with oil, China is now starting to flex its muscle.

Artigo de Keith Bradsher; NYT;08/31

Leia o artigo completo no link:http://www.nytimes.com/2009/09/01/business/global/01minerals.html?src=linkedin

Tecnicos discutem Construção com baixa emissão

A professora da Unicamp e coordenadora do Comitê Temático de Avaliação de Sustentabilidade do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), Vanessa Gomes, o diretor do Powell Center for Construction and Environment, Charles J. Kibert; o sócio sênior da Foster+Partner, Brandon Haw; o conselheiro da CBCS e professor da Poli-USP Orestes Gonçalves; e o coordenador do Comitê Temático Materiais do CBCS e também professor da Poli-USP, Vanderley M. John, discutiram durante o 2º Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável formas de reduzir as emissões de gases-estufa e o desperdício na atividade.

"_Kibert propôs a necessidade de redesenhar um programa para a construção sustentável que utilize um ecossistema integrado, com o uso do design passivo e processo que buscam o reaproveitamento máximo de todo tipo de material."


Leia a artigo completo no link:
http://invertia.terra.com.br/carbono/interna/0,,OI3940108-EI8933,00.html

Some Buildings Not Living Up to Green Label, 08/30 - NYT

Conseguir a aprovação pelo LEED (Leadership in Energy and Environmental design)nem sempre significa ser eficaz na economia de energia e reduzir as emissões de GEE.

Este artigo apresenta informações no minimo surpreendentes. Aponta que nos EUA boa parte dos edificios que recebem o selo do LEED não monitoram o uso de sua energia e alguns daqueles que monitoram encontram-se aquém do padrão "Energy Star" estabelecido pela EPA - Environmental Protection Agency.

Um estudo preliminar apresentado recentemente desenvolvido pelo próprio Green Building Concil, contemplando 121 edificios foram certificados até o ano de 2006 pelo LEED (NC - New Construction), indicou que 53% deles não atingiam o padrão"Energy Star" estabelecido pela EPA.

O artigo ainda menciona que os construtores procuram obter o selo verde do LEED, por conta das vantagens que ele cria para o enpreeendimento, tais como obtenção de créditos fiscais, atratividade de locação, valores mais elevados nos preços de aluguel e ganhos com imagem relacionados a "ser ambientalmente correto".
O estudo aponta como causa a preocupação dos investidores/construtores com a obtenção da certificação, e que depois de obtida, não se monitora mais o consumo de energia do local.


Veja o estudo completo neste link:


Veja o Artigo escrito por Mireya Navarro, publicado em 30/08 no NYT:


Nike anuncia que não usará mais couro proveniente de animais da Amazônia

A Nike anunciou nesta quarta-feira que não usará mais em seus produtos couro proveniente de animais criados no Bioma Amazônia. A decisão da empresa só será revertida se for “estabelecido um sistema confiável de governança, com rastreabilidade total de produtos da pecuária e a garantia de que esses produtos não estejam causando desmatamento”.


A notícia é do sítio Greenpeace, 22-07-2009.
Para assegurar o cumprimento dessa política, a Nike vai pedir, por escrito, uma declaração de seus fornecedores atestando que o couro vendido à empresa não vem de gado criado no bioma Amazônia. A Nike deu aos seus fornecedores um prazo até julho de 2010 para implementar um sistema eficiente de rastreabilidade, que comprove que seu couro não é originário do bioma amazônico. Caso isso não aconteça, a empresa estenderá a moratória à compra de couro para toda a região da Amazônia Legal.

A decisão da Nike é prova de que os mercados consumidores vão cada vez mais exigir da pecuária brasileira a adoção de práticas de sustentabilidade e, sobretudo, o fim da expansão de áreas de pasto sobre zonas de floresta. “A indústria da pecuária precisa valorizar o produto brasileiro no mercado internacional e garantir que não haja mais derrubada de árvores para a criação de gado. Qualquer iniciativa que apóie o desmatamento zero na região é um passo importante para garantir que a produção de gado na Amazônia não impulsione a destruição da floresta”, afirmou André Muggiati, do Greenpeace.

Em junho o Greenpeace lançou o relatório “Farra do Boi na Amazônia” apontando a relação entre o desmatamento na Amazônia, a indústria da pecuária e grandes marcas internacionais, entre elas a Nike. No relatório, o Greenpeace demonstra como o couro de animais criados em áreas desmatadas da Amazônia é exportado para a China, pela empresa brasileira Bertin, onde entra na cadeia de abastecimento de empresas de alcance global.

Além da Nike, as italianas Geox (calçados) e Natuzzi (móveis e estofados) também anunciaram esta semana o compromisso de excluir produtos originários de áreas desmatadas de suas linhas de produção. Infelizmente, outras grandes marcas como a Adidas, Reebok e Clarks ainda se recusam a seguir o mesmo caminho. Todas essas empresas recebem couro da Bertin, que ainda não se comprometeu com o desmatamento zero na Amazônia, onde ela controla diversos abatedouros de gado.

“A decisão da Nike indica como o mercado vai operar daqui para frente. O Brasil terá que reestruturar sua cadeia produtiva se quiser continuar atendendo clientes internacionais e consumidores exigentes”, afirma Muggiati. A Nike, a Geox e a Natuzzi também assumiram compromissos com a erradicação do trabalho escravo, proteção de terras indígenas e áreas de conservação.

A Farm on Every Floor . NYT,08/23

Fazendas Verticais

Caso as mudanças climáticas e o crescimento da população continuem neste ritmo, em 50 anos a atividade de agricultura, como nós a conhecemos não existeirá mais. Significa que a maior parte da população não terá acesso á água e alimento. No entanto, uma solução pordemais surpreendente está se apresentando: trazer as fazendas para as cidades e plantar não no terreno plano , mas verticalmente em prédios especialmente construídos para estes fins.
Serão conhecidas como Fazendas Verticais.

As inundações e as secas que vêm com a mudança climática estão causando grandes estragos nas terras agrícolas tradicionais. Três recentes inundações (em 1993, 2007 e 2008), custaram bilhões de dólares dos Estados Unidos em culturas perdidas, além das devastadoras perdas na camada superficial do solo.
As mudanças nos padrões de chuva e temperatura poderão diminuir a produção agrícola da Índia em 30 por cento até ao final deste século. Além do mais, a população aumentará em breve, levando os agricultores sair de suas terras. A quantidade de terra arável por pessoa diminuiu de cerca de um acre em 1970 para cerca de meio acre em 2000 e deverá diminuir para cerca de um terço de um acre em 2050, de acordo com as Nações Unidas. Com bilhões de pessoas a mais por vir, antes mesmo de percebermos, o tradicional modelo de agricultura desenvolvido durante os últimos 12.000 anos não será mais uma opção sustentável.
..."Imagine uma fazenda vertical bem no no meio de uma grande cidade. A produção de alimentos aproveitaria as tecnologias de Hidropônia e Aeroponia. Ambos os métodos são de solo-livre. Hidroponia nos permite cultivar plantas em água e solução nutritiva, enquanto Aeropônia permite o crescimento em uma nuvem-névoa carregada de nutrientes. Estes métodos usam muito menos água do que as técnicas cultivo convencional, em alguns casos até 90 por cento menos..."
Leia o artigo completo de DICKSON D. DESPOMMIER aqui.

"Redução das Emissões de Carbono do Desmatamento no Brasil: o Papel do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa)",

Liderado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), com importante participação dos pesquisadores Britaldo Soares Filho e Paulo Moutinho, e com apoio do Woods Hole Research Center, o SimAmazônia é um sistema que permite avaliar, por meio de cenários, o futuro da Amazônia com ou sem aumento da efetiva presença governamental.
Com base nesses cenários, o estudo, que contou também com o apoio do WWF-Brasil, calculou a quantidade de carbono armazenada em 13 áreas protegidas que recebem suporte do Arpa e comparou com o desmatamento estimado na região se as áreas não fossem englobadas pelo programa.
O resultado mostra que as áreas protegidas apoiadas pelo programa Arpa são responsávéis por armazenar 4,6 bilhões de toneladas de carbono, número que representa um décimo do carbono retido nas florestas remanescentes na Amazônia brasileira.“A Amazônia desempenha um papel central na manutenção do clima global e o Arpa é um importante instrumento para a redução das emissões de carbono por desmatamento”, afirma o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti. Para ele, “o estudo mostra que é possível quantificar precisamente os benefícios das áreas protegidas na redução do desmatamento e o quanto é importante continuar fortalecendo a implementação do Arpa”.

O programa, lançado pelo governo brasileiro em 2002, apóia a criação de novas áreas protegidas, além da implementação e gestão em longo prazo. Se essas áreas protegidas conseguirem alcançar a meta de desmatamento zero até o ano de 2050, o potencial de redução das emissões de carbono de 1,1 bilhão de toneladas no período será aproximadamente igual ao total de emissões do mundo todo por desmatamento e degradação florestal em 2007.“O Brasil tem grande responsabilidade para a conservação da biodiversidade e manutenção do clima pelo fato de 65% da floresta amazônica estar no País. Por isso, é importante criar uma cultura de conservar, monitorar e avaliar resultados”, disse Maretti.

O Arpa é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e implementado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com governos estaduais e municipais da Amazônia que aderiram ao programa. Também fazem parte da sua gestão o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o Banco Mundial, o KfW (banco de cooperação da Alemanha), a GTZ (agência de cooperação técnica da Alemanha) e o WWF-Brasil.
fonte: wwf.org,br
Acesse o estudo completo e caso deseje o download é disponível.
Vale a pena porque o estudo é extremamente interessante.

Informação & Conhecimento