Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)

BNDES aprova R$ 574 milhões para CPFL construir parque eólico

Plantão
Publicada em 30/09/2010 às 18h13m
Valor Online
Comentários..BRASÍLIA - A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 574 milhões para a CPFL Geração de Energia construir sete parques eólicos em Parazinho (RN).
De acordo com o BNDES, o projeto terá potência instalada total de 188 megawatts (MW) e inclui o sistema de transmissão associado. O BNDES participará com 71,6% do valor total do projeto, de R$ 801,8 milhões.

First forestry credits issued under Voluntary Carbon Standard

New credits from Tanzanian project could allow forestry to play larger role in voluntary offset market
Will Nichols, BusinessGreen, 30 Sep 2010

An "historic milestone" in the forestry carbon market was reached this week as the first carbon credits from a land-use project were verified and issued under the Voluntary Carbon Standard (VCS).

Voce tem filhos pequenos? Enntão leia isto e FAÇA ALGUMA COISA!! "Empresas descumprem acordo de autorregulação para publicidade de alimentos "

28/09/2010 Após mais de um ano, o acordo de autorregulamentação publicitária assinado por 24 empresas do setor alimentício, representadas pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) e pela Associação Brasileira dos Anunciantes (Aba), não surte o efeito esperado. Firmado em 25 de agosto de 2009, o compromisso público determinou que as empresas seguissem regras relacionadas à comunicação mercadológica de alimentos voltada ao público infantil, dentre as quais estava não mais anunciar produtos pouco nutritivos para crianças de até 12 anos de idade. Cada companhia deveria detalhar as informações nutricionais do seu produto até o fim daquele ano.

“A iniciativa foi importante, no sentido de que a indústria reconheceu o impacto da publicidade de alimentos no desenvolvimento intantil. No entanto, observamos poucas mudanças de lá para cá”, observa Isabella Henriques, coordenadora do Projeto Criança e Consumo. Por ser vago e abrir muitas exceções, o acordo de autorregulamentação não resultou em avanços efetivos.

Um levantamento realizado pelo Criança e Consumo no início de 2010 identificou que apenas 7 das 24 empresas publicaram o detalhamento das informações nutricionais dos seus produtos. Com relação ao código de ética, muitas vezes eles são imprecisos, a exemplo da realização ou não de ações de marketing em escolas. “As empresas dizem que não realizam esse tipo de ação, a não ser que seja requerido pela escola. Assim, abre-se um precedente para que elas façam publicidade no ambiente escolar”, explica Isabella.

O acordo de autorrelamentação deu-se após intenso debate entre o Poder Público, o mercado e entidades a respeito dos impactos negativos da comunicação mercadológica voltada para o público infantil, que, comprovadamente, contribui para os altos índices de obesidade e outros problemas de saúde decorrentes da ingestão de alimentos com alto teor de açúcar, sódio e gorduras trans e saturadas.

Assinaram o documento Ambev, Batavo, Bob’s, Burger King, Cadbury, Coca-Cola Brasil, Danone, Elegê, Ferrero do Brasil, Garoto, General Milss Brasil, Grupo Bimbo, Grupo Schincariol, Kellogg’s, Kraft Foods, Mars Brasil, McDonald’s, Nestlé Brasil, Parmalat Brasil, PepsiCo Alimentos, PepsiCo Bebidas, Perdigão, Sadia e Unilever Brasil.

Resolução nº 24
No dia 29 de junho de 2010, a Anvisa publicou, no Diário Oficial, a Resolução nº 24, que regulamenta a publicidade de alimentos com alto teor de açúcar, gorduras e sódio e de bebidas com baixo teor nutricional. Entre outras regras, o documento obriga que a publicidade desses tipos de produto seja acompanhada de alertas para possíveis riscos à saúde no caso de consumo excessivo.

A proposta de regulamentação da Anvisa vem sendo discutida com a sociedade civil organizada, com órgãos de defesa do consumidor e com representantes do mercado desde 2006, quando a agência abriu a Consulta Pública nº 71. O texto publicado não contempla os artigos discutidos e aprovados em audiência pública realizada em agosto de 2009, que davam proteção especial ao público infantil, a exemplo da proibição de brindes e prêmios condicionados a compra de alimentos.

A ampla repercussão da publicação da norma levou o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) a questionar a Advocacia Geral da União (AGU) sobre a legitimidade da resolução. Em resposta, a AGU recomendou que a Anvisa suspenda a nova regra, pedido que está tramitando na agência.

Leia a íntegra do compromisso assinado pelas 24 empresas:

http://www.alana.org.br/banco_arquivos/File/mats/abia,%20aba%20e%20industrias%20firmam%20compromisso%20com%20publicidade.pdf

Conheça a Resolução nº 24, da Anvisa:
http://www.alana.org.br/banco_arquivos/arquivos/docs/acoes/consulta-public-anvisa/docs/Resolucao%2024%20Anvisa%20propaganda%20de%20alimentos2.pdf

Grave; não deixe de ler: Contaminantes emergentes na água

30/9/2010
Por Fabio Reynol

Agência FAPESP – Durante a década de 1990, houve uma redução na população de jacarés que habitava os pântanos da Flórida, nos Estados Unidos. Ao investigar o problema, cientistas perceberam que os machos da espécie tinham pênis menores do que o normal, além de apresentar baixos índices do hormônio masculino testosterona.

Os estudos verificaram que as mudanças hormonais que estavam alterando o fenótipo dos animais e prejudicando sua reprodução foram desencadeadas por pesticidas clorados empregados em plantações naquela região.

Esses produtos químicos eram aplicados de acordo com a legislação norte-americana, a qual estabelecia limites máximos baseados em sua toxicidade, mas não considerava a alteração hormonal que eles provocavam, simplesmente porque os efeitos não eram conhecidos.

Assim como os pântanos da Flórida, corpos d’água de vários pontos do planeta estão sendo contaminados com diferentes coquetéis que podem conter princípios ativos de medicamentos, componentes de plásticos, hormônios naturais e artificiais, antibióticos, defensivos agrícolas e muitos outros em quantidades e proporções diversas e com efeitos desconhecidos para os animais aquáticos e também para pessoas que consomem essas águas.

“Em algumas dessas áreas, meninas estão menstruando cada vez mais cedo e, nos homens, o número de espermatozoides despencou nos últimos 50 anos. Esses são alguns problemas cujos motivos ninguém conseguiu explicar até agora e que podem estar relacionados a produtos presentes na água que bagunçam o ciclo hormonal”, disse Wilson Jardim, professor titular do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), à Agência FAPESP.

O pesquisador conta que esses contaminantes, chamados emergentes, podem estar por trás de vários outros efeitos relacionados tanto à saúde humana como aos ecossistemas aquáticos.

“Como não são aplicados métodos de tratamento que retirem esses contaminantes, as cidades que ficam à jusante de um rio bebem o esgoto das que ficam à montante”, alertou o pesquisador que coordena o Projeto Temático “Ocorrência e atividade estrogênica de interferentes endócrinos em água para consumo humano e em mananciais do Estado de São Paulo”, apoiado pela FAPESP.

O aumento no consumo de cosméticos, de artigos de limpeza e de medicamentos tem piorado a situação, de acordo com o pesquisador, cujo grupo encontrou diversos tipos de produtos em amostras de água retirada de rios no Estado de São Paulo. O antiinflamatório diclofenaco, o analgésico ácido acetilsalicílico e o bactericida triclosan, empregado em enxaguatórios bucais, são apenas alguns exemplos.

A esses se soma uma crescente coleção de cosméticos que engorda o lixo químico que vai parar nos cursos d’água sem receber tratamento algum. “Estima-se que uma pessoa utilize, em média, dez produtos cosméticos e de higiene todos os dias antes mesmo de sair de casa”, disse Jardim.

Sem uma legislação que faça as empresas de distribuição retirar essas substâncias tanto do esgoto a ser jogado nos rios como da água deles captada, tem sido cada vez mais comum encontrar interferentes hormonais nas torneiras das residências. Os filtros domésticos disponíveis no mercado não dão conta dessa limpeza.

“Os métodos utilizados pelas estações de tratamento de água brasileiras são em geral seculares. Eles não incorporaram novas tecnologias, como a oxidação avançada, a osmose inversa e a ultrafiltração”, disse o professor da Unicamp, afirmando acreditar que tais métodos só serão incorporados pelas empresas por meio de uma legislação específica, uma vez que eles encareceriam o tratamento.

Peixes feminilizados
Uma das primeiras cidades a enfrentar esse tipo de contaminação foi Las Vegas, nos Estados Unidos. Em meio a um deserto, o município depende de uma grande quantidade de água retirada do lago Mead, o qual também recebe o esgoto da cidade.

Apesar de contar com um bom tratamento de esgoto, a água da cidade acabou provocando alterações hormonais nas comunidades de animais aquáticos do lago, com algumas espécies de peixes tendo apresentado altos índices de feminilização. Universidades e concessionárias de água se uniram para estudar o problema e chegaram à conclusão de que o esgoto precisava de melhor tratamento.

“Foi uma abordagem madura, racional e que contou com o apoio da população, que se mostrou disposta a até pagar mais em troca de uma água limpa desses contaminantes”, contou Jardim.

Alterações como o odor na água são indicadores de contaminantes como o bisfenol A, produto que está presente em diversos tipos de plásticos e que pode afetar a fertilidade, de acordo com pesquisas feitas com ratos no Instituto de Biociências do campus de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Jardim alerta que o bisfenol A é um interferente endócrino comprovado que afeta especialmente organismos em formação, o que o torna perigoso no desenvolvimento endócrino das crianças. Além dele, a equipe da Unicamp também identificou atrazina, um pesticida utilizado na agricultura.

Não apenas produtos que alteram a produção hormonal foram detectados na pesquisa, há ainda outros que afetam o ambiente e têm efeitos desconhecidos no consumo humano. Um deles é o triclosan, bactericida empregado em enxaguatórios bucais cuja capacidade biocida aumenta sob o efeito dos raios solares.

Se o efeito individual de cada um desses produtos é perigoso, pouco se sabe sobre os resultados de misturas entre eles. A interação entre diferentes químicos em proporções e quantidades inconstantes e reunidos ao acaso produz novos compostos dos quais pouco se conhecem os efeitos.

“A realidade é que não estamos expostos a cada produto individualmente, mas a uma mistura deles. Se dois compostos são interferentes endócrinos quando separados, ao juntá-los não significará, necessariamente, que eles vão se potencializar”, disse Jardim.

Segundo ele, essas interações são muito complexas. Para complicar, todos os dados de que a ciência dispõe no momento são para compostos individuais.

Superbactérias
Outra preocupação do pesquisador é a presença de antibióticos nas águas dos rios. Por meio do projeto “Antibióticos na bacia do rio Atibaia”, apoiado pela FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Regular, Jardim e sua equipe analisaram de 2007 a 2009 a presença de antibióticos populares na água do rio paulista.

A parte da análise ficou por conta do doutorando Marco Locatelli, que identificou concentrações de cefalexina, ciprofloxacina, amoxicilina e trimetrotrin em amostras da água do Atibaia.

A automedicação e o consumo exacerbado desse tipo de medicamento foram apontados por Jardim como as principais causas dessa contaminação que apresenta como risco maior o desenvolvimento de “superbactérias”, microrganismos muito resistentes à ação desses antibióticos.

Todas essas questões foram debatidas no fim de 2009 durante o 1º Workshop sobre Contaminantes Emergentes em Águas para Consumo Humano, na Unicamp. O evento foi coordenado por Jardim e recebeu o apoio FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Organização de Reunião Científica e/ou Tecnológica.

O professor da Unicamp reforça a gravidade da questão da água, uma vez que pode afetar de inúmeras maneiras a saúde da população e o meio ambiente. “Isso já deve estar ocorrendo de forma silenciosa e não está recebendo a devida atenção”, alertou.

Diferenças moleculares >>> FAPESP

28/9/2010
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Ao analisar a expressão gênica de amostras de células sanguíneas de pacientes com três diferentes tipos de diabetes, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) demonstraram que o transcriptoma de cada uma delas é diferente. Isto é, as células do sistema imune reconhecem as três doenças como problemas distintos.

O estudo faz parte do Projeto Temático “Controle do transcriptoma no diabetes mellitus”, iniciado há um ano com o objetivo central de aprofundar a compreensão das bases moleculares da expressão gênica dessa enfermidade. O transcriptoma é o conjunto dos RNAs das células, incluindo os RNAs mensageiros e os microRNAs. O projeto é apoiado pela FAPESP e coordenado por Geraldo Passos, das Faculdades de Odontologia e de Medicina, ambas da USP em Ribeirão Preto.

Projeto de reflorestamento de empresa brasileira é aprovado pela ONU

Postado em Empresa Sustentável em 28/09/2010 às 19h50
por Redação EcoD Comentários (0)

O primeiro projeto brasileiro de reflorestamento relacionado aos créditos de carbono, desenvolvido pela empresa mineira Plantar Carbon, obteve a aprovação da ONU (Organização das Nações Unidas) na sexta-feira, 24 de setembro, por meio do Conselho Executivo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Kyoto.

Com base no MDL, a empresa ligada ao Grupo Plantar se tornou a primeira do setor de gestão florestal e siderurgia a utilizar 100% de carvão vegetal de florestas plantadas na produção siderúrgica. A organização pretende remover nos próximos 30 anos aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2). O primeiro acordo de comercialização dos créditos foi fechado com o Banco Mundial - foram vendidas 1,5 milhão de toneladas de CO2 por US$ 5 milhões.

Poluição do ar em São Paulo causa seis mortes por dia

Cetesb deve alterar critérios de medição de poluição no ar

Adoção dos padrões da OMS tornaria mais claro que a poluição não é apenas um problema ambiental, mas uma questão de saúde pública.
EcoDebate
Por Observatório Eco

A qualidade do ar que respiramos em São Paulo e medido pela Cetesb, de acordo com critérios do Conama é muito pior do que se imagina. Comparando com os critérios da OMS (Organização Mundial da Saúde) nossa mediação é extremamente incompleta. O presidente da Cetesb, Fernando Rei, afirmou que ainda neste ano deve ser iniciada a primeira etapa para que a agência ambiental adote padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS) para medição da qualidade do ar em São Paulo. “O primeiro passo seria dado este ano e em três anos deve haver a adoção dos padrões da OMS”.

O cronograma mencionado por Fernando Rei está sendo elaborado desde o início de 2010 por um grupo de trabalho interdisciplinar que conta com a presença de representantes da prefeitura de São Paulo, do governo estadual (Cetesb), pesquisadores da USP e Petrobras, entre outros. A previsão do presidente da Cetesb foi feita a integrantes do Movimento Nossa São Paulo, que entregaram a ele o abaixo-assinado com cerca de 1.500 assinaturas para que os novos padrões sejam adotados o mais rápido possível. Oded Grajew, um dos presentes à reunião, argumentou a Fernando Rei que “os critérios da OMS são importantes porque indicam que abaixo de um determinado valor a saúde das pessoas corre riscos.”

Entenda o Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa

Mais de 50 empresas disputam vaga no ISE, que reúne companhias com boas práticas ambientais, sociais, econômicas e de governança
Olívia Alonso, iG São Paulo
28/09/2010 05:14

 Estar em um grupo seleto reconhecido por suas práticas sustentáveis pode trazer visibilidade e melhorar a imagem de uma empresa, aumentando sua atratividade para consumidores e acionistas. Mas muitas companhias ainda não incluíram o tema em suas estratégias este ano, e apenas 10% das listadas na BM&FBovespa estão participando da seleção para o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que a Bolsa criou para reunir as empresas que priorizam questões ambientais, sociais e de governança corporativa, além das econômicas.

Veja também:

Fundo sustentável supera desempenho da indústria

Índice de sustentabilidade ajuda a arrumar a casa

A baixa adesão pode ter sido consequência da crise financeira de 2008, que teria levado o foco das empresas para outros assuntos, segundo Roberta Simonetti, coordenadora executiva do ISE. “É difícil precisar porque esse número é pequeno, Tivemos a crise e um pouco de falta de visão, de estratégia e de comunicação por parte das companhias”, diz.

De um universo de 531 empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo, as 183 emissoras das 200 ações mais líquidas foram convidadas para a seleção do ISE. Apenas 55 aceitaram o convite como elegíveis e cinco como “treineiras”, para conhecerem o processo.
Mas Roberta afirma que muitas empresas novas estão querendo entender como o índice funciona e estão se preparando para “participar para valer em 2011”.

Encontrados metais pesados na Billings e Guarapiranga

Estadao.com.br
Pesquisa realizada pela USP (Universidade de São Paulo) apontou presença de metais pesados, como chumbo, cobre, níquel e zinco, no fundo das Represas Billings e do Guarapiranga, o que pode comprometer a qualidade da água. Mas a responsável pelo tratamento, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado), afirmou que não há risco para a população.

A contaminação dos reservatórios paulistas, que abastecem cerca de 4,5 milhões de pessoas na capital e na Grande São Paulo, é atribuída ao esgoto despejado irregularmente por casas e indústrias. Em alguns trechos, os pesquisadores detectaram cobre até 30 vezes acima do nível de segurança recomendado por agências de saúde.

UNFCCC: Veja as emissoes de GEE por Naçao

Grafico da ONU permite visualizar as emissoes de gases que provocam o efeito estufa, por naçao, seu crescimento desde o ano de 1990 ate o 2008.A visualizaçao ainda oferece a possibilidade de  examinar por tipo de emissao. Por exemplo; Uso da Terra, Energia, Processos Industriais,Agricultura, Residuos e Bunker.Permite ainda observar as emissoes por cada naçao.

Hidrogênio energético: no rumo da competitividade

Da Agência Ambiente Energia -
O país ganhou uma referência na corrida para entrar de vez na economia do hidrogênio. O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), órgão ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), publicou o estudo “Hidrogênio energético no Brasil – subsídios para políticas de competitividade 2010-2025″. O objetivo do trabalho é oferecer elementos para definir ações e políticas públicas para o desenvolvimento e adoção de tecnologias do hidrogênio. A elaboração do estudo envolveu o trabalho de uma série de especialistas.

Segundo o CGEE, o estudo tem como linhas principais propostas para o incentivo à economia do hidrogênio; à produção do hidrogênio; ao desenvolvimento da logística do hidrogênio; e aos sistemas de utilização do hidrogênio. Com um horizonte de 15 anos, as propostas apresentadas pelo documento estabelecem ações para curto prazo (0 a 5 anos); médio prazo (5 a 10 anos); e longo prazo (10 a 15 anos).

O estudo apresenta ainda a percepção das oportunidades para o Brasil, sendo que o incentivo destas tecnologias por meio de instituições governamentais e empresariais deve propiciar ganhos consideráveis na forma de diminuição de impactos ambientais na geração e utilização de energia; aumento da segurança energética; melhoria do aproveitamento dos recursos naturais; desenvolvimento regional; desenvolvimento de parque industrial competitivo; geração de empregos.

Leia o estudo sobre “Hidrogênio energético no Brasil”

Braskem inaugura fábrica pioneira no RS

Data: 27/09/2010 23:45
Por: Redação TN / Assessoria de imprensa

A Braskem inaugurou na última sexta-feira (24/9), no Pólo Petroquímico de Triunfo (RS), a primeira planta industrial de eteno verde da companhia. A unidade é capaz de produzir 200 mil toneladas anuais do produto, que deverão ser transformadas em volume equivalente de polietileno verde (plástico verde). Com a nova unidade, a primeira do mundo a produzir o eteno em escala industrial a partir de matéria-prima 100% renovável (cana de açúcar), a Braskem consumirá 570 milhões de litros de etanol nas plantas que a empresa possui no Rio Grande do Sul. Ao todo foram investidos cerca de R$ 500 milhões no projeto, desenvolvido por meio de tecnologia própria da companhia.

O plástico verde retira até 2,5 toneladas de carbono da atmosfera para cada tonelada produzida de polietileno desde a origem da matéria-prima. "Essa planta de polietileno verde contribuirá para a redução das emissões de gases-estufa no ciclo produtivo. Ou seja, a emissão não é reduzida dentro da própria Braskem, mas devido a captura de CO2 que acontece na cana-de-açúcar, que depois é transformada em produto termoplástico", explicou Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da petroquímica.

Segundo ele, a fábrica de eteno verde da Braskem evitará a emissão de 500 mil toneladas de gases-estufa na atmosfera. Segundo Soto, a Braskem emite em torno de 7,3 milhões de toneladas de gases de efeito estufa (GEE) por ano, das quais 95% são provenientes de consumo de combustíveis para a geração de calor, mas também há emissões decorrentes de produtos como gases refrigerantes e o N2O (óxido nitroso). Em 2009, a companhia reduziu as emissões de GEE em 13,6% em relação ao ano de 2007, quando a empresa passou a medir as emissões de gases-estufa. "A contribuição dessa primeira planta [de eteno verde] representa 500 mil toneladas de redução de emissões", assegurou.

A Braskem produz anualmente mais de 15 milhões de toneladas de resinas termoplásticas e outros produtos petroquímicos. Devido ao interesse demonstrado pelo mercado, a empresa estuda a possibilidade de implantar uma nova unidade de eteno verde no futuro. Entre os interessados estão clientes nacionais e estrangeiros, como Johnson&Johnson, Tetra Pak, Toyota Tsusho, Shiseido, Natura, Acinplas, Procter&Gamble e Petropack. O plástico de origem renovável pode ser aplicado em embalagens de alimentos, produtos destinados à higiene pessoal e limpeza doméstica, brinquedos e outros utensílios.

Better REDD than dead

The Economist

Tropical forests’ best hope
Sep 23rd 2010

Dripping with good thingsNORTH of East Kalimantan’s scarified waste is an area where the extractive juggernaut has not yet reached. Beneath the helicopter’s blades, the woods thicken and the terrain rises to a seam of limestone crag, dripping with trees. Beyond it is the district of Berau, 70% of which is still covered in forest.

It is lovely to behold, its multi-greened canopy like a vast head of broccoli, speckled with orange and yellow where an ironwood tree or a liana has forced itself up to the light. Borneo’s forest has more tree species per hectare than anywhere else. It is also packed with carbon: up to 400 tonnes per hectare. Yet much of this forest is doomed. It provides no tax revenues for the government, which owns it, and only a modest income for the local Dayaks, in rattan, honey and game. Failing a remarkable intervention, it too will get cleared.

Ipea lança publicação com artigos sobre mudança climática

IPEA

Boletim reúne 12 textos de pesquisadores do Ipea e convidados dos setores público e empresarial
As mudanças climáticas são o tema da quarta edição do Boletim Regional, Urbano e Ambiental, lançado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A publicação reuniu 12 artigos sobre aspectos relacionados à economia da mudança do clima; impactos em atividades agrícolas; aspectos regulatórios; principais acordos internacionais; ações de mitigação; alternativas limpas de desenvolvimento; e justiça climática. O lançamento foi realizado em Brasília, com a presença da diretora de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea, Liana Carleial.

Para o coordenador de Estudos Regionais do Ipea, Carlos Wagner Oliveira, editor do boletim, os artigos são relevantes para a discussão sobre as mudanças do clima não só no Brasil, mas em todo o mundo. O técnico de Planejamento e Pesquisa Jorge Hargrave, um dos organizadores do boletim, disse que a publicação reúne o conhecimento recente sobre a mudança climática e as negociações em andamento. “O boletim também é inovador ao reunir formuladores de políticas e negociadores com pesquisadores do Ipea, professores universitários, pesquisadores e até mesmo representantes do setor empresarial”, afirmou.

Brasil perderá o equivalente a um PIB até 2050, diz levantamento

De Brasília - Vinícius Tavares

Na perspectiva macroeconômica de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) até 2050, as mudanças climáticas provocarão uma perda equivalente ao crescimento do PIB em um ano inteiro, ou seja, perdas entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões. A conclusão é das que integram uma série de textos do Boletim Regional Urbano e Ambiental sobre Mudanças Climáticas divulgado nesta quarta-feira (22) pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), em Brasília.

Segundo artigo assinado pelos pesquisadores Sergio Margullis e Carolina Dubeux, estima-se que sem a mudança do clima, o PIB brasileiro seria de R$ 15,3 trilhões daqui a 40 anos. Já no cenário que inclui a mudança climática, haveria uma perda média anual para o cidadão brasileiro entre R$ 534 e R$ 1.603.

Segundo o artigo, as regiões norte e nordeste serão as mais afetadas pelas mudanças no clima no Brasil. Na Amazônia, o aquecimento pode atingir elevação entre sete e 8 graus Celsius em 2100, o que pode provocar a “savanização” deste bioma.

Apesar das projeções, o impacto das mudanças climáticas sobre os recursos naturais, a economia e as sociedades do mundo é ainda incerta. Sobre este tema, o boletim reuniu textos de formuladores de políticas públicas, debatedores, representantes da Embrapa, professores universitários, pesquisadores e representantes do setor empresarial.

O boletim traz informações sobre temas ligados à agricultura, ao seqüestro de carbono e as negociações internacionais envolvendo as emissões de gases tóxicos que provocam o efeito estufa e devem orientar o governo a adotar medidas preventivas para preparar o país a enfrentar estes impactos.

Regiões Norte e Nordeste serão as mais afetadas por mudanças climáticas, aponta Ipea

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil
Brasília - As populações das regiões Norte e Nordeste serão as mais afetadas nas próximas décadas se houver agravamento das condições climáticas no Brasil, o que pode aprofundar as atuais desigualdades regionais e de renda. O diagnóstico consta na quarta edição do Boletim Regional, Urbano e Ambiental, elaborada por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e feita com a participação de especialistas de diversos setores no país.

O documento associa os problemas climáticos ao aquecimento global e prevê resultados de longo prazo. A perspectiva macroeconômica traçada pelo estudo indica em uma das simulações que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional poderia ser, numa primeira hipótese prevista para 2050, de R$ 15,3 trilhões (no valor do real em 2008). Em outra alternativa, com menos danos para o meio ambiente, poderá chegar a R$ 16 trilhões, se o clima ajudar.

O Ipea estima o risco de reduções de 0,55% ou 2,3% respectivamente para esses valores. O aquecimento global poderá elevar a temperatura no Norte e Nordeste até 8 graus Celsius (ºC) em 2100 como consequência do desmatamento da floresta amazônica.

Entre os compromissos assumidos pelo país no Protocolo de Quioto, a redução do desmatamento figura como a contribuição de menor custo. O valor médio de carbono estocado na Amazônia foi estimado em US$ 3 por tonelada ou US$ 450 por hectare. Se esses valores forem utilizados para remunerar os agentes econômicos poluidores, seriam suficientes para desestimular até 80% a pecuária na Amazônia. Seria possível reduzir em 95% o desmatamento com o custo de US$ 50 por tonelada de carbono, aponta o Boletim Regional, Urbano e Ambiental divulgado pelo Ipea.

Edição: Talita Cavalcante

Estudo do Ipea mostra que mudanças climáticas podem reduzir capacidade de geração energia

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil
Brasília - As mudanças climáticas poderão provocar, nas próximas décadas, impactos "alarmantes" em algumas bacias hidrográficas brasileiras, especialmente no Nordeste. A redução dos estoques de água até 2100 seria mais moderada na Região Norte. Mas, nas demais, pode haver redução da capacidade de geração de energia hidrelétrica, de 29,3% a 31,5%. Os dados são do divulgado hoje (22) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os impactos seriam menores no Sul e no Sudeste, mas não o suficiente para repor as perdas das regiões Norte e Nordeste.

Na agricultura, o aquecimento do clima só não afetaria a lavouras de cana-de-açúcar. As plantações de soja sofreriam redução de 34% a 30%, as de milho, de 15%, e as de café, de 17% a 18%, com agravamento mais sério na cultura de subsistência no Nordeste. A quarta edição do Boletim Regional, Urbano e Ambiental, divulgada hoje, avalia que o impacto sobre as culturas agrícolas poderia ser compensado ou amenizado nas próximas décadas com modificações genéticas dos produtos, o que exige investimento anual de R$ 1 bilhão em pesquisas.

O uso de combustíveis renováveis, no lugar dos derivados de petróleo evitaria emissões de 203 milhões a 923 milhões de toneladas de gás carbônico em 2035, de acordo com o estudo. A produção necessária para obter os combustíveis alternativos envolveria o uso de 17,8 milhões a 19 milhões de hectares e não seria necessário usar áreas das culturas de subsistência nas regiões. A necessidade de produção dos alternativos não pressionaria o desmatamento da Amazônia. Mas, nas regiões Sudeste e Nordeste, no entanto, poderia haver danos florestais e de matas se não forem empregadas políticas adequadas para os biocombustíveis.

Edição: Talita Cavalcante

Carbon market key to drive for sustainability

IBM -Start

As the IBM summit at START came to a close, Jonathon Porritt, founder and director of Forum for the Future, challenged business leaders to take a more active, vocal role in promoting sustainability.

He challenged businesses to take 1% of their marketing budget and use it to promote a positive vision of sustainability.

Much progress has been made in the last 20 years, he said, adding that businesses are making a significant and growing contribution to sustainability.

Governo lança plano ousado para promover produção e consumo sustentáveis

Ambiente Brasil / MMA
Nos próximos três anos, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai trabalhar em conjunto com diversos atores para promover mudanças em nossos padrões de produção e consumo. Os atuais padrões logo não serão compatíveis com os limites físicos do planeta e o Brasil precisa estar preparado. Para isso, o MMA pretende mexer até nas prateleiras dos supermercados.

Um conjunto de ações articuladas que prometem uma revolução nas relações de consumo no Brasil entra em consulta pública no site do MMA de 21 de setembro até 11 de novembro de 2010. Em estrita consonância com novos marcos legais, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos e as resoluções do Conama, o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) quer colocar na mesma mesa atores importantes do governo, do setor produtivo e da sociedade civil para mostrar que responsabilidade socioambiental dá lucro e ajuda a mover o país em direção ao desenvolvimento sustentável.

“Vamos convocar a sociedade! A ideia é sair da zona do conforto e agir imediatamente”, avisa a secretária da Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, responsável também pela campanha Saco é um Saco, que já retirou dos supermercados 800 milhões de sacolas plásticas potencialmente nocivas ao meio ambiente. Como foi formulado, o Plano é um “guarda-chuva” de programas governamentais e ações do setor privado e da sociedade civil previstas e em curso, uma agenda positiva para mostrar os esforços que o governo e a sociedade estão fazendo. A ideia central do Plano é a articulação entre essas iniciativas, de maneira a fomentar a mudança para padrões mais sustentáveis de produção e consumo.

Mudança climática pode reduzir PIB do Brasil em 2,3% em 2050, diz Ipea

A mudança do clima prevista para as próximas décadas deve se refletir no cenário econômico do Brasil no período, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O instituto lançou nesta quarta-feira (22) a quarta edição do Boletim Regional, Urbano e Ambiental, que chama a atenção para a possibilidade de redução do PIB brasileiro entre 0,5% e 2,3% no ano de 2050 por causa de alterações no comportamento do clima.

O artigo que trata dos impactos do clima sobre a economia, intitulado ‘Economia da mudança do clima no Brasil’, se baseia na projeção do PIB brasileiro, para 2050, entre R$ 15,3 trilhões e R$ 16 trilhões. Se as perdas fossem antecipadas para o valor presente, com taxa de desconto de 1% ao ano, ficariam entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões.

IPT faz parceria com instituto sul-coreano

23/9/2010 Agência FAPESP – O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Korea Institute of Industrial Technology (Kitech), da Coreia do Sul, assinaram acordo de cooperação técnica que permitirá às duas instituições trocar experiências e informações em áreas estratégicas em pesquisa e desenvolvimento.

O acordo, que terá vigência de cinco anos, prevê desenvolvimento de projetos nas áreas de plásticos verdes, gaseificação de biomassa e silício grau solar (aplicado na fabricação de células fotovoltaicas).
Além disso, a cooperação permitirá dar suporte tecnológico ao desenvolvimento de pequenas e médias empresas nessas áreas.

De acordo com o IPT, uma das vantagens da cooperação é a semelhança de perfil entre as duas entidades, composto basicamente por 50% de serviços tecnológicos e 50% de projetos em pesquisa e desenvolvimento.

Outro ponto em comum é que ambos os institutos trabalham com tecnologias em processo final de maturação, preparando-as para sua inserção no mercado.

Mais informações: http://www.ipt.br/

Sustentabilidade no mar

Agencia Fapesp
Qui, 23 de Setembro de 2010 03:54

A halicondrina B é um composto anticâncer de origem marinha. Para se obter 350 miligramas da substância no ambiente natural é preciso coletar 1 tonelada de esponjas da espécie Lissodendoryx, na qual a halicondrina é encontrada. Por conta disso, um trabalhado de bioprospecção mal planejado pode simplesmente provocar a extinção da espécie, o que já aconteceu localmente com esponjas em algumas regiões da costa europeia. O exemplo foi usado pelo professor Renato Crespo Pereira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), para ilustrar a importância de se planejar a exploração sustentável da biodiversidade marinha.

Pereira proferiu a palestra “Compostos bioativos de organismos marinhos: como prospectar e preservar esse potencial” no Workshop sobre Biodiversidade Marinha: Avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, realizado nos dias 9 e 10 de setembro na sede da FAPESP, na capital paulista.

A despeito de todas as dificuldades, o pesquisador afirma que o Brasil não pode deixar de explorar seus biomas marinhos. “O país já se encontra bem atrás de outros na exploração da biodiversidade dos oceanos. Países da Oceania, da Ásia, da Europa e da América do Norte apresentam atividade de pesquisa muito mais intensa em seus sistemas costeiros”, disse.

BNDES libera R$ 2,5 milhões para reflorestamento da Mata Atlântica

22/09/2010 14:38 - Portal Brasil O BNDES Mata Atlântica vai liberar R$ 2,5 milhões para o Instituto Terra reflorestar 155 hectares em Minas Gerais e Espírito Santo. O projeto prevê plantio de espécies nativas em 50 hectares de mata ciliar na Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG), e 105 hectares na Reserva Ecológica de Itapina, Unidade de Conservação da Natureza localizada em Colatina (ES). O Instituto Terra foi criado pelo fotógrafo Sebastião Salgado.

Este é o primeiro projeto aprovado pelo Mata Atlântica, criado pelo BNDES para apoiar ações com objetivo de restauração florestal em áreas de preservação permanente ciliares e unidades de conservação no Bioma Mata Atlântica. Os recursos não são reembolsáveis.

Processo integra a obtenção de etanol de cana-de-açúcar e biodiesel de dendê

Pesquisadores da USP dizem que produção conjunta de etanol e biodiesel pode reduzir emissões
Proposta para região do Cerrado permitiria produzir mais combustível com menor utilização de insumos

A produção conjunta de etanol e biodiesel, proposta por pesquisadores da USP, tem potencial para reduzir as emissões de gás carbônico (CO2) e melhorar o balanço energético, produzindo mais combustível a partir de uma quantidade menor de insumos. O modelo sugerido combina a produção de álcool de cana e biocombustível de óleo de dendê na região do Cerrado brasileiro.

Mobilidade e uso do tempo também são critérios de sustentabilidade

Milhares de paulistanos podem estar parados no trânsito neste momento. Ou sabem que isso ainda vai ainda vai ocorrer em algum momento, até o final do dia. Esta é a certeza mais cristalina que um habitante de São Paulo pode ter a respeito do seu tempo. Para se locomover na cidade, por qualquer meio de transporte, o paulistano leva em média 2 horas e 42 minutos. Isso significa um mês por ano!
Em 2008, o professor Rodrigo Queiroz, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São paulo (FAU-USP), calculou que os congestionamentos causam um prejuízo de R$ 52 bilhões por ano aos cofres da cidade, o equivalente a 20% do PIB do município.

Trânsito faz São Paulo perder R$ 33 bilhões por ano

CicloVivo/Estadão
A cidade de São Paulo perde, por ano, R$ 33 bilhões graças ao seu trânsito, é o que diz um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Deste total, aproximadamente R$ 27 bilhões estão diretamente relacionados ao que o município deixa de produzir. Em 2008, esse montante chegou a corresponder a 10% de todo o PIB da capital, é o que diz o professor Marcos Cintra, que assina o estudo.

Nos últimos anos, a frota de carros cresceu muito em São Paulo. Potencializada pela venda de veículos livres IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), não apresenta muitas perspectivas de redução em curto prazo.

Cerca de dois milhões de pessoas utilizam carros em São Paulo. Nas últimas três décadas, a frota de veículos da capital paulista cresceu 695%, enquanto o sistema viário cresceu apenas 10%, de acordo com dados utilizados por Juliano Borghi de Mendonça, em estudo elaborado em 2009 para um MBA sobre mobilidade urbana, realizado na FGV.

Cúpula do clima em Cancun requer esperança modesta

Fonte: Matthew Berger (IPS/Envolverde)
Antes da cúpula sobre o aquecimento global realizada no ano passado em Copenhague, as expectativas eram exageradas, e isso levou ao menosprezo de seus êxitos, disse o representante especial do México para a Mudança Climática, Luis Alfonso de Alba. E precisamente o México será sede da 16ª Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 16), que acontecerá de 29 de novembro a 10 de dezembro, no balneário de Cancun.

Luis Alfonso tenta garantir que a cúpula evite essas armadilhas das expectativas e se centre em objetivos específicos, que possam ser cumpridos e assentar as bases para um tratado vinculante mais ambicioso. “Antes de Copenhague, a maioria dos negociadores era consciente de que estávamos longe do que ainda era considerado o objetivo: um resultado legalmente vinculante. De todo modo, fomos a Copenhague com a expectativa de conseguir esse tratado único”, disse Luis Alfonso aos jornalistas na semana passada.

Algumas Observações sobre Demandas por Serviço Público

Boletim Economico FIPE
Siegfried Bender mensura a importância social de políticas de saúde, educação e segurança pública, confrontando opinião do eleitorado e despesas do governo federal.




Leia o artigo na integra aqui

O Problema de Suprimento de Termorredutor Siderúrgico no Brasil: Os Dois Obstáculos à Autossuficiência em Carvão de Eucalipto

Thiago Fonseca Morello
Boletim Economico FIPE

A consecução, pela siderurgia a carvão vegetal de Minas Gerais, da meta de auto-suficiência em carvão de eucalipto é concebida no presente artigo enquanto um problema de investimento. Assim procedendo, pôde-se constatar que dois fatores limitantes atuaram, historicamente, para impedir o cumprimento do objetivo em questão.


Em primeiro lugar, a crença de que a perda imposta pelo desvio dos recursos disponíveis (capital ou crédito) do core-business seria superior àquela resultante de elevações bruscas do preço da lenha ou do carvão vegetal, oriundos de floresta nativa.

Em segundo lugar, há a inconsistência temporal da decisão pelo nível de produção siderúrgica. Implementar, em um período posterior à maturação de plantações de eucalipto, o nível que, previamente, fora tomado como referência para determinação da extensão delas, não é uma decisão ótima para uma siderúrgica focada em seu core-business.

Leia o artigo na integra aqui

Thiago Fonseca Morello (*)

American Carbon Registry : Interview with Dr. Sandra Brown

Mary Grady of Winrock International’s American Carbon Registry (ACR) interviews Dr. Sandra Brown, Winrock Chief Scientist and Director of the Ecosystem Services Unit, on the importance of and challenges for terrestrial carbon sequestration projects for climate change mitigation.


Mary: How did you decide to become a scientist and study system ecology and how did that lead you to carbon work?

Sandra: Well it wasn’t really a conscious decision. I was teaching high school physics and a course on environment, and a chaperone was needed to take students to a science fair at University of Florida. I volunteered and while there had the opportunity to look at various departments, including the Department of Environmental Engineering Sciences. It seemed very interesting and I thought I’d like to learn more about this. So I applied to the graduate program and was accepted.

Sema adere ao programa A3P, visando implementar ações de consumo consciente

Redação 24horasnews
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), por meio da Superintendência de Educação Ambiental (SUEA), lança nesta quarta-feira (22.09), no Salão Nobre Clóves Vetoratto, no Palácio Paiaguas, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Programa A3P - Agenda Ambiental na Administração Pública. A A3P é um programa do Governo Federal que abrange ações de consumo consciente, visando à redução do consumo de materiais de expediente utilizados nas instituições públicas, reduzindo assim a produção de resíduos.

O programa está sendo implementado na Sema, por meio de suas superintendências. Entre as primeiras ações desenvolvidas está a realização de um diagnóstico com o objetivo de conhecer a realidade do consumo de papel, copos descartáveis, energia, água e telefone. Com o diagnóstico será possível agregar melhorias no gerenciamento do uso desses itens.

“Credo E-Bone” : mais sustentabilidade para os transportes públicos

No mundo atual toda preocupação por sustentabilidade é bem-vinda, mais ainda se abrange uma grande parte da população. Não é de se estranhar que muitos governos estejam incentivando sua população a adotarem os transportes públicos como meio de reduzir a emissão de co2.

Com esta mentalidade, o designer húngaro Peter Simon desenhou o “Credo E-Bone” que consiste num conceito de ônibus que funciona a base de células combustíveis de hidrogênio e baterias de lítio; além disso inclui motores elétricos nas rodas sendo efetivamente um ônibus de emissão zero.

Seu corpo é terminado por um composto plástico leve similar a estrutura de um esqueleto e para não perder espaço interno seu sistema de força foi posicionado na parte superior da coberta. O desenho é sem dúvida bem futurista!
Veja mais fotos aqui

Clima, Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável >>> CARE

A CARE Brasil faz em setembro o lançamento da segunda fase do projeto Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável na região do semiárido brasileiro, uma das áreas mais vulneráveis às mudanças climáticas no país. O projeto é fruto da parceria entre a CARE Brasil e a Fundação Demócrito Rocha (FDR).

Na primeira fase, de janeiro a maio deste ano, foram publicados três suplementos especiais sobre o tema, com foco nos impactos das mudanças climáticas no Nordeste do Brasil. Os suplementos foram distribuídos pelo jornal O Povo, do Estado do Ceará, com tiragem de 35 mil exemplares. As publicações em formato tablóide, com 12 páginas, acompanharam as edições dos dias 25, 26 e 27 de maio de 2010 do jornal.

Você pode ler os suplementos nos seguintes links: A Terra, O Homem e A Luta.

                                              A Terra

 

                                             O Homem


                                             A Luta

Ainda na primeira fase, foram realizadas oficinas para líderes comunitários, gestores públicos e estudantes em mais de 20 cidades em áreas rurais dos Estados do Ceará e Piauí com o objetivo de sensibilizar a população, fazer o diagnóstico dos impactos previstos e discutir medidas de adaptação às mudanças climáticas nesses territórios.

CURSO GRATUITO
A segunda fase do projeto foi lançada em agosto, com o anúncio do curso livre de ensino à distância “Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável”. São 30 mil vagas oferecidas gratuitamente pela Universidade Aberta do Nordeste (UANE), com conteúdo em Português. Qualquer cidadão, residente em qualquer região do Brasil ou no exterior, independentemente do nível de escolaridade, nacionalidade, idade, sexo ou etnia, pode fazer sua inscrição no link: www.fdr.com.br/mudancasclimaticas.

No mesmo site, é possível acessar fascículos relacionados ao conteúdo do curso, que também estão sendo distribuídos, semanalmente, aos leitores do jornal O Povo. Serão 11 fascículos que trazem o conteúdo que será abordado nas aulas. No ambiente virtual, os alunos inscritos terão a oportunidade de interagir com os tutores para tirar dúvidas e esclarecer questões relacionadas à disciplina.

Além da distribuição dos fascículos, 10 vídeo-aulas e 10 rádio-aulas estão sendo produzidas para a TV O Povo e para a rádio O Povo/CBN, respectivamente, e o material será também distribuído a 80 mil professores de Ensino Fundamental da rede pública de ensino do Ceará, que serão convidados a fazer o curso.

SUPLEMENTOS SOBRE O SEMIÁRIDO

Ainda como parte da segunda fase do projeto Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável, três suplementos sobre as regiões semiáridas do Nordeste do Brasil estão sendo distribuídos para os leitores do jornal O Povo e para a 10 mil escolas públicas do estado do Ceará.

Para acessar as versões online, clique nos títulos a seguir:

- Os rumos do planeta – As mudanças climáticas desafiam o mundo a repensar estratégias para o desenvolvimento sustentável. Reduzir a vulnerabilidade e fortalecer a adaptação em regiões semiáridas atingidas por estas alterações do clima entram na pauta de discussão de pesquisadores e governantes.
- Há vida na Caatinga – A necessidade faz surgir no semiárido, especialmente no Ceará, projetos e articulações populares para reduzir a vulnerabilidade diante das mudanças climáticas.
- Por novas paisagens – Pesquisas e políticas públicas, aliadas à difusão das informações sobre o clima, permitem que experiências de agroecologia, educação ambiental e reflorestamento ganhem o semiárido.

O projeto Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável é financiado pelo Governo do Estado do Ceará e pelo Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido por meio de uma parceria entre a CARE Reino Unido e a CARE Brasil.

Poli/USP inaugura laboratório de sustentabilidade

21/9/2010
Agência FAPESP – A Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) inaugurou o Laboratório de Sustentabilidade em Tecnologia de Informação e Comunicação (Lassu), abrigado no Departamento de Engenharia, Computação e Sistemas Digitais.

O laboratório atuará nas áreas de ensino, pesquisa, cultura e extensão em engenharia de computação, visando ao desenvolvimento social, à proteção ambiental e ao crescimento econômico sustentável.

De acordo com Tereza Cristina Carvalho, professora de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Poli e diretora do laboratório, a proposta é promover pesquisas ligadas à reciclagem de eletroeletrônicos e incentivar a iniciativa privada na elaboração de projetos sustentáveis.

Movimento Nossa São Paulo apresenta plano para reduzir em 25% circulação de carros na cidade

Reportagem de Vinicius Konchinski, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 21/09/2010

O Movimento Nossa São Paulo apresentou ontem (20), na Câmara Municipal de São Paulo, um plano de mobilidade urbana para reduzir em 25% o número de carros que circula diariamente na capital paulista. O plano prevê, principalmente, a expansão dos corredores de ônibus, investimento em ciclovias e mudanças em políticas habitacionais.


Na área do transporte coletivo, o plano defende a construção de 2,4 mil quilômetros de vias reservadas ao tráfego de ônibus nas principais avenidas da capital paulista, inclusive nas marginais do Rio Tietê e Rio Pinheiros. Segundo Ricardo Corrêa, urbanista do TC Urbes, consultoria que participou da elaboração do projeto, esses corredores serviriam como artérias de conexão entre regiões da cidade com as redes de metrô e trem já existentes.

Ecologia aplicada

Agencia Fapesp - 21/9/2010
Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – As atividades humanas, de modo geral, causam interferências na estrutura e no funcionamento dos ecossistemas. Para minimizar a degradação de recursos hídricos, do solo e do ar, é importante que profissionais de diversas áreas tenham acesso a um conhecimento fundamental sobre os ecossistemas naturais e antrópicos.

É o que pretende o recém-lançado livro Ciências do Ambiente: conceitos básicos em ecologia e poluição, organizado por Irineu Bianchini Júnior, professor do Departamento de Hidrobiologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Marcela Bianchessi da Cunha-Santino, professora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da UFSCar.

Casa solar, uma possibilidade sustentável

O exemplar acima, construído em Taguatinga (DF), foi um projeto desenvolvido em parceira do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF) com o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), que servirá como um centro de demonstração de tecnologias para a obtenção de energias renováveis.


A casa, construída em alvenaria com estrutura externa revestida por 12 placas fotovoltaicas – responsáveis pela captação e conversão da energia solar em corrente elétrica – tem 65 m² e conta com 16 baterias internas, que conseguem armazenar 3 mil watts para serem utilizados em dias chuvosos ou nublados, com capacidade para durar até 48 h.

Energia solar e eólica podem encerrar era do petróleo, diz Nobel

Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/09/2010

Fim da era do petróleo
A continuidade da pesquisa e desenvolvimento no campo das energias alternativas poderá resultar em uma nova era na história humana, em que duas fontes de energia renovável - a energia solar e a energia eólica - vão se tornar as principais fontes de energia na Terra.

A opinião contundente não é de nenhum ambientalista de plantão, mas do Prêmio Nobel de Química de 1998, Walter Kohn.

Idosos brasileiros cada vez mais moram sozinhos

Pesquisadora do Ipea avalia dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada no dia 8 de setembro


A demógrafa Ana Amélia Camarano, técnica de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea e autora de diversos livros sobre idosos, fez uma primeira análise da PNAD e concluiu que o envelhecimento afeta os arranjos familiares e domiciliares. “Com os filhos criados, os idosos saem de casa e os domicílios ficam menores”.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009 divulgada na quarta-feira, dia 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, no Brasil, os domicílios com apenas um morador passaram de 10,04% em 2004 para 12% em 2009. Além disso, dos 58,6 milhões de domicílios particulares permanentes estimados em 2009, 18,3% tinham cinco ou mais moradores, enquanto em 2004 esse número era de 23,3%. Para Camarano, esse registro evidencia o processo de envelhecimento da população brasileira, que vem aumentando nos últimos 20 anos. Os domicílios com dois e três moradores aumentaram conjuntamente de 42,8% para 47,7% entre 2004 e 2009.

Segundo a pesquisadora, a tendência são as pessoas morarem sozinhas, e há um aumento de “ninhos vazios” (domicílios com idosos). A PNAD mostra que o número médio de pessoas por família residente em domicílio particular foi o mesmo de 2008: 3,1 pessoas. “Os domicílios com menos pessoas são chamados de unipessoais. Pode-se dizer que a família (domicílio) brasileira está menor, mas os dados me chamaram muito a atenção pela grande mudança que ocorreu em apenas cinco anos, porque as mudanças nos domicílios são lentas”, explica a pesquisadora.

Camarano disse que a causa deste fenômeno não pode ter sido a queda da fecundidade, por ser um processo que vem ocorrendo durante toda a década. Segundo ela, as principais causas são o envelhecimento, depois as mudanças na nupcialidade (descasamentos), e, em terceiro lugar, a mudança nos valores das pessoas.

A PNAD 2009 investigou 399.387 pessoas em 153.837 domicílios por todo o País a respeito de temas como família, domicílios, mercado de trabalho e rendimento, tendo setembro como mês de referência.

Fonte: IPEA
EcoDebate, 17/09/2010

Médicos e Aids

17/9/2010
Por Fabio Reynol
Agência FAPESP – Entre os anos de 2009 e 2010, o pesquisador Mário Scheffer, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), fez um levantamento do perfil de médicos que costumam receitar antirretrovirais (ARVs) para o tratamento da Aids no Estado de São Paulo.

Jornadas extenuantes, capacitação aquém do ideal, alta rotatividade de médicos para um mesmo paciente e má distribuição de profissionais pelo estado foram alguns dos problemas identificados no trabalho de pós-doutorado de Scheffer, que integrou um projeto coordenado por Euclides Ayres de Castilho, professor titular da FMUSP, e apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Resultados do trabalho serão apresentados às 14 horas desta sexta-feira (17/9) no Centro de Referência e Treinamento-DST/Aids-SP, órgão da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo que fica na rua Santa Cruz nº 81, Vila Mariana, na capital paulista.

“Trata-se de um estudo inédito e que fornecerá informações que ajudarão o Programa Nacional de DST/Aids, conduzido pelo Ministério da Saúde, já que São Paulo concentra quase a metade dos médicos prescritores de antirretrovirais do Brasil”, disse Castilho à Agência FAPESP.

"Metais pesados nos sedimentos prejudicam represas da RMSP" - Agência USP

Movimento Nossa São Paulo Publicado em: 17/09/2010

Por Valéria Dias - valdias@usp.br
Pesquisas realizadas no Laboratório de Limnologia do Instituto de Biociências (IB) da USP revelam que os sedimentos das represas Guarapiranga e Billings, na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), apresentam uma quantidade elevada de metais pesados como cádmio, chumbo, cobre, zinco, níquel e cromo, o que sugere uma alta toxicidade do sedimento. “Os resultados de nossos estudos devem ser encarados como um alerta para os órgãos públicos, pois eles deveriam ficar mais atentos à qualidade dos sedimentos dessas represas”, aponta o professor Marcelo Pompêo, do Departamento de Ecologia do IB, que coordenou uma série de pesquisas sobre a concentração de metais pesados nos sedimentos dessas represas.

Segundo o professor, os metais pesados ficam presos ao sedimento, pois este contém grande quantidade de sulfeto e de matéria orgânica, fato que impede que esses elementos cheguem até a água. “Entretanto, em algumas situações, se houver uma mudança de pH e alterações nos níveis de oxigênio, eles poderão atingir a água por meio da ação dos ventos. Isso pode ser preocupante em virtude dos altos níveis de metais pesados que detectamos em nossas análises”, explica.

Cidades verticais, civilização rural?, artigo de Washington Novaes


Tendencia de Urbanização é Crescente, principalmente nos países em desenvolvimento (Laercio Bruno Filho)

Artigo de Washington Novaes, jornalista especializado em Meio Ambiente
Já chegamos a mais de 50% da população global vivendo em áreas urbanas - o que amplia muito certas necessidades, como as de transporte, energia, habitação, alimentação industrializada etc

 .
Artigo publicado em "O Estado de SP":

Na época em que morou no Rio de Janeiro, de meados da década de 1960 ao início da de 1980, o autor destas linhas se assustava com a rapidíssima verticalização da até ali amena "Cidade Maravilhosa", a partir da derrubada do gabarito de quatro pavimentos nas praias de Ipanema e do Leblon, seguida pelo início da ocupação intensa de São Conrado e da Barra da Tijuca, até então lugares quase só de piqueniques e praias prolongadas dos poucos donos de automóveis.

Dizia, por isso, em tom de blague, que chegaria o dia em que derrubariam o Pão de Açúcar para, com o material de demolição, aterrar a Lagoa Rodrigo de Freitas e, nela e nos vizinhos Jockey Club e Jardim Botânico, erguer imensos edifícios.

Desenvolvimento sustentável: "É importante mudar comportamentos"

Carolina Reis (www.expresso.pt)
A Conferência Anual do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável trouxe a Portugal Bruno Berthon, especialista na área da sustentabilidade empresarial. No dia do evento falou ao Expresso.

Bruno Berthon é responsável mundial da linha de serviço de sustentabilidade da Accenture e lidera uma prática global com mais de 1.500 consultores. Nos últimos 15 anos, tem colaborado com CEOs de inúmeras empresas multinacionais e de diferentes sectores de actividade, para a definição e implementação de estratégias de sustentabilidade. É hoje um dos maiores especialistas do mundo em estratégia de sustentabilidade empresarial.

Veja a entrevista/filme: http://aeiou.expresso.pt/brunoberthon

Megawatts de vento

estadão.com
17 de setembro de 2010 | 19h10
Celso Ming

O alto custo de produzir eletricidade a partir do vento sempre foi considerado o maior obstáculo para o desenvolvimento da energia eólica no Brasil. Mas essa é uma sina que está começando a mudar.

Os resultados do último leilão de energia renovável promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no final de agosto surpreenderam até mesmo os especialistas. Nos dois dias de pregão, a energia eólica foi comercializada em média a R$ 130,86 por megawatt-hora (MWh). Ficou mais barata do que a gerada pelas usinas térmicas movidas a queima de bagaço de cana (R$ 144,20) e pelas pequenas centrais hidrelétricas (R$ 141,93).

Esse preço foi 9,5% mais baixo do que o praticado em dezembro, naquele que foi o primeiro leilão a comercializar energia renovável no País.

Nike e GreenXchange: inovação aberta pela sustentabilidade

Com: Atitude
08.26.2010

Nos últimos anos, a Nike passou a utilizar em seus tênis um composto de borracha com 96% menos toxinas em comparação à borracha tradicional. Além disso, depois de dez anos de trabalho, em 2006, substituiu um gás nocivo que preenchia as zonas de amortecimento dos pares por um sistema a ar. Em relação à destinação de materiais, a empresa detém importante conhecimento para minimizar impactos.

Imagine o que ocorreria se ela mostrasse o que sabe para mais companhias – mesmo que concorrentes – e o que ocorreria depois da troca de ideias resultante desta conexão. As fabricantes não precisariam partir do zero para inovar em produção sustentável, poupando tempo e dinheiro. Além disso, estimulariam a descoberta de novas soluções.

Isto já ocorre e tem nome: GreenXchange (GX). A Nike lidera desde o início do ano um grupo de dez empresas interessadas em compartilhar patentes em torno de novas tecnologias que reforcem padrões sustentáveis de produção. De acordo com o diretor executivo da fabricante, Mark Parker, o projeto reflete a crença de que o melhor caminho para a inovação sustentável passa pela inovação aberta, uma vez que os problemas vinculados ao tema são fundamentais não apenas para a sobrevivência de uma empresa, mas de todas.

Integram o GX companhias do porte de Yahoo, Best Buy, Mountain Equipment Co-op, entre outras. Elas disponibilizam a propriedade intelectual numa plataforma tecnológica desenvolvida pela organização Creative Commons. Já estão disponíveis na internet, por exemplo, cinco pesquisas da Nike com borracha, que podem ser aproveitadas até na fabricação de pneus. No entanto, apenas as integrantes têm acesso. Elas podem escolher entre divulgar seu conhecimento para uso acadêmico ou aplicação comercial mediante o pagamento de uma taxa.

Segundo a Nike, o GX foi incubado com a ajuda de Don Tapscott, co-autor do livro Wikinomics. Na opinião dele, faz sentido para as empresas compartilhar propriedade intelectual do ponto de vista comercial. Ao aplicar inovação aberta à sustentabilidade, o grupo contribui para o controle de custos e competitividade dos integrantes.

Esta não é a primeira proposta colaborativa na busca de modelos mais eficientes. Joel Makower, autor de A Economia Verde, lembra em artigo ao site GreenBiz.com que, em 2008 a IBM, Nokia, Pitney-Bowes e Sony criaram o Eco-Patent Commons, que reuniu patentes em novas tecnologias e processos.

Makower acredita que, se funcionar, o GX pode estimular e acelerar a inovação verde. Algumas empresas se dedicam à propriedade intelectual e ajudam a alavancar a criatividade e o sucesso de outras. O projeto pode oferecer também um novo modelo capaz de reconhecer em determinado setor algo que pode ser aplicado, de forma diferente, em outra indústria. Para Makower, cada aplicação gera valor para todos os participantes.

O professor de responsabilidade social e ambiental da ESPM, Mauricio Turra, destaca que o principal ganho da marca é a melhoria da percepção diante dos consumidores, uma vez que coloca em prática – e de forma inovadora – um modo de enxergar o contemporâneo. Ao liderar o grupo, a Nike se diferencia das adversárias: além de possuir tecnologias específicas, ela atrai o consumidor pela valorização da própria marca por meio da associação consistente junto à causa.

No passado, a notícia sobre o uso de mão-de-obra escrava na fabricação de calçados causou má impressão. Porém, o professor Turra ressalta que a empresa percebeu seu potencial e adotou postura diferente e passou a envolver de forma intensa desde a equipe de desenvolvimento de produtos até os executivos. Isto demonstra, para ele, convicção em reduzir impactos negativos, uma vez que se cria uma nova cultura no âmbito interno, posteriormente desdobrada em ações como o GX.

Mauricio Turra não vê problemas no fato de as companhias divulgarem segredos de seus negócios porque os benefícios também são divididos entre elas. A obtenção do ganho em escala com vistas ao uso racional de recursos envolve também a concorrência.

Ao incentivar o intercâmbio de tecnologias entre indústrias e organizações da própria cadeia, a Nike demonstra que a apropriação da sustentabilidade como causa aponta para duas tendências: primeiramente, trata-se de um tema indissociável das práticas de negócio; e, por fim, é uma questão que transcende as paredes de uma determinada companhia e mostra-se como problemática transversal, percorrendo todos os setores produtivos.

Evaluating Sustainability of Projected Water Demands in 2050 under Climate Change Scenarios

Natural Resources Defense Council (NRDC)


Climate change will impact water supplies, exacerbating existing pressures on water resources caused by population and economic growth. Given the combination of these stressors, the sustainability of water resources in future decades is a concern in many parts of the world. This study presents an integration of water withdrawal projections and future estimates of renewable water supply across the United States to assess future water availability in the face of a changing climate.

 The water demand projections in this work are based on business-as-usual trends in growth, particularly of population and energy demand, and renewable water supply projections are based on the average results of an ensemble of sixteen established climate models. The analysis is performed using annual water use data at the US county level, and using global climate model outputs for temperature and precipitation, both projected 20-40 years into the future. The analysis provides a national-scale evaluation of the results of changing water demand and supply, and helps identify regions that are most susceptible to climate change.

As part of this analysis, a water supply sustainability index composed of five attributes of water use and growth was developed, and used to compare impacts across regions.
We found that, under the business-as-usual scenario of demand growth, water supplies in 70% of counties in the US may be at risk to climate change, and approximately one-third of counties may be at high or extreme risk.

The geographic extent of potential risk to water supplies is greatly increased when climate change is considered (Figure ES-1). This calculation indicates the increase in risk that affected counties face that water demand will outstrip supplies, if no other remedial actions are taken. To be clear, it is not intended as a prediction that water shortages will occur, but rather where they are more likely to occur.

As a result, the pressure on public officials and water users to creatively manage demand and supply--through greater efficiency and realignment among competing uses, and by water recycling and creation of new supplies through treatment--will be greatest in these regions. In addition to developing national-scale maps of potential climate impacts, this work serves as a starting point for more detailed analysis, either at more local scales, or by consideration of specific sectors of the economy that are directly dependent on sustainable water resources.

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Evaluating Sustainability of Projected Water Demands under Future Climate Change Scenarios, July 2010.
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Supporting Data
Related Websit: NRDC

The strange death of social-democratic Sweden

The Econnomist
A new sort of Swedish model appeals to the right, not the left

Sep 16th 2010
OUTSIDE Scandinavia, Sweden is generally known for two things: social democracy, and the books of Stieg Larsson. That may change, for if the polls in the run-up to the election on September 19th are correct, the first may end up looking like one of the corpses so often found in the second.
The election is expected to return the centre-right government voted in four years ago. Indeed, the main centre-right party, the Moderates, could oust the Social Democrats as Sweden’s biggest single party—for the first time since the 1930s. The centre-right’s success has not only undermined the view, widely held outside Sweden, that the place is a social-democratic paradise; it has also chipped away at a social model that foreigners find enviable but Swedes find expensive.

This week’s polls point to a clear lead for the four-party centre-right alliance, led by the Moderates’ leader (and incumbent prime minister), Fredrik Reinfeldt. The Social Democrat vote could even fall below 30%. Mr Reinfeldt may still have problems forming a new government, thanks to the probable emergence in parliament of the far-right Sweden Democrats (see article). But if he succeeds, this will be the first time since the war that a centre-right government has been re-elected after serving a full term.

Governo tenta deter desmate no cerrado com pacto contra a soja

MNP/Folha SP
Ministério vai criar "lista negra" de desmatadores e estuda cortar crédito de proprietários em situação irregular.

O Ministério do Meio Ambiente anunciou ontem medidas para conter o desmatamento no cerrado. As iniciativas incluem a criação de uma "lista negra" de até 50 municípios críticos e de um sistema de monitoramento por satélite em tempo real.

Também está em estudo, com oposição do Ministério da Agricultura, uma resolução do Banco Central que cortaria crédito para proprietários sem regularização ambiental, nos moldes do que já existe para a Amazônia.

As medidas integram o PPCerrado (Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado), lançado pela ministra Izabella Teixeira diante de um sisudo presidente Lula, em meio à crise política que atinge o Planalto.

O PPCerrado será o instrumento usado para cumprir a meta brasileira de reduzir em 40% as emissões de gás carbônico pelo desmatamento no bioma até 2020.

REDD+

IDESAM/TNC

Chile aposta na energia eólica

Objetivo é criar fontes de energia sustentável e promover desenvolvimento econômico.
Por Matías Ristenpart para Infosurhoy.com — 10/09/2010

O Parque Eólico Totoral tem capacidade para abastecer uma cidade com 200 mil habitantes. (Matías Ristenpart para Infosurhoy.com)

VIÑA DEL MAR, Chile – As autoridades chilenas vêm apoiando desde 2001 projetos de energia renovável com o objetivo de proteger o meio ambiente e encontrar uma alternativa sustentável para a geração de energia.

A empresa norueguesa SN Power, através de sua filial Norvind S.A., inaugurou no início do ano o Parque Eólico Totoral, localizado na IV região do Chile, um dos onze projetos destinados à geração de energia eólica a cargo da Comissão Regional do Meio Ambiente de Coquimbo.

O investimento deste parque eólico, localizado na comuna de Canela, a aproximadamente 300 quilômetros ao norte de Santiago, somou US$ 140 milhões (R$ 241 milhões) e conta com 23 turbinas de 125 metros de altura, pesando 225 toneladas cada. Além disso, a energia gerada pelo parque adicionou 46 megawatts ao Sistema Interconectado Central, que fornece energia a mais de 90% dos 16,6 milhões de chilenos.

ZEE: Sustentabilidade, o sonho possível

O Paraná enfrenta problemas ambientais como erosão de solos, uso intensivo de agrotóxicos, falta de saneamento, poluição de rios e desmatamento de remanescentes florestais
O Paraná enfrenta problemas ambientais como erosão de solos, uso intensivo de agrotóxicos, falta de saneamento, poluição de rios e desmatamento de remanescentes florestais. Compatibilizar a preservação da natureza com o desenvolvimento econômico será tarefa do futuro governador do Estado. "Um de nossos pleitos é pela conclusão do ZEE [Zoneamento Ecológico-Econômico], para definir com clareza as regiões do estado mais adaptadas a determinadas culturas", afirma o superintendente adjunto da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), Nelson Costa.

Negociação - A implantação do zoneamento, entretanto, envolve muita negociação. "O grande problema do ZEE é político. Será preciso negociar com as várias regiões o que pode e o que não pode ser cultivado, as atividades que podem ser estimuladas e aquelas que não podem ter apoio, por causa dos riscos ambientais", observa Christian Luiz da Silva, professor da pós-graduação em Tecnologia da UTFPR em Curitiba. "Falta ainda um pouco de amadurecimento da sociedade para compreender que há ações fundamentais que são de longo prazo, e é preciso abrir mão do imediatismo. Mas o papel do poder público é de justamente fazer essa sensibilização", acrescenta Silva.

TOWARDS CANCUN: Via Campesina present at the 6th National Assembly of People Affected by The Environment

Wednesday, 15 September 2010 15:50
Magdalena Ocotlán, Oaxaca. México
September 11-12, 2010

A delegation of Vía Campesina representatives from the United States, the Basque Country and different parts of Mexico arrived in the community of Magdalena Ocotlán, in the Central Valley region of Oaxaca in solidarity with the movement of People Affected by the Environment and their 6th National Assembly. This movement is a national effort to link the different environmental struggles and to strengthen the unity between the rural countryside and urban cities to confront the terrible environmental devastation caused by this capitalist system of destruction and plunder.

Representatives of organizations, social movements and communities from Mexico presented their cases of environmental and human devastation caused by the mines, GMO crops, garbage dumpsites, land grabs, the contamination of water and soil, amongst other causes. They also made known their struggles, explaining the course of actions they are taking within their own communities to halt these catastrophes. The Assembly pronounced itself against the neoliberal system and the transnational corporations which are responsible for the climate crisis.

Sustentabilidade em pauta: Brasil e Holanda

16/9/2010 Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Representantes da academia, da sociedade civil e dos governos do Brasil e da Holanda participaram, no dia 14 de setembro, na sede da FAPESP, em São Paulo, do Workshop Brasil-Holanda sobre Biocombustíveis Sustentáveis.

O evento encerrou o 3º Encontro Bilateral no âmbito do Memorando de Entendimento para a Cooperação em Bioenergia, assinado pelos governos dos dois países. O workshop foi coordenado pelo ministro André Aranha Corrêa do Lago, diretor do Departamento de Energia do Ministério das Relações Exteriores, e por Jan-Meinte Postma, enviado especial para o tema da Energia do Ministério da Economia da Holanda. A abertura teve a participação do diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz.

Foram discutidos os temas “Prognóstico futuro para os biocombustíveis sustentáveis brasileiros”, “Demanda e fornecimento de biocombustíveis na Europa e sua sustentabilidade”, “Aspectos ambientais dos biocombustíveis”, “Aspectos sociais e econômicos dos biocombustíveis” e “Aspectos regulatórios dos biocombustíveis na Holanda e na Europa”.

Cobrança pelo uso da água começa a se difundir pelo Brasil

Patoral da Terra
Sex, 10 de Setembro de 2010 13:56
Confira artigo de Roberto Malvezzi sobre a mercantilização das águas, prática que começa a tomar corpo em nosso país. Essa é a lógica dos interesses do capital, transformar bens naturais em mercadorias, vendáveis e rentáveis.
Roberto Malvezzi (Gogó)
Como estava previsto na lei nacional de Recursos Hídricos 9433/97, a cobrança pelo uso da água começa a se difundir pelo Brasil. Ela se torna possível quando é criado um comitê de bacia e esse comitê cria sua agência de águas, isto é, um corpo técnico que se torna responsável pela implementação da cobrança. Entretanto, a cobrança é uma decisão do comitê.

O São Francisco começa nesse mês a cobrar pela água, o que tem deixado muita gente preocupada. De fato, a cobrança pela água é muito mais complexa do que se pode imaginar à primeira vista. Os chamados usuários – qualquer ente físico ou jurídico que utilize águas de um determinado corpo d’água, como irrigantes, indústria, serviços de saneamento, etc. – terão que pagar por ela, desde que esteja acima do chamado “uso insignificante”, que no São Francisco foi determinado em 4 litros por segundo. Acima disso, qualquer usuário terá que receber uma outorga e terá que pagar por cada metro cúbico utilizado.
Mas, não paga apenas pelo que capta, pagará também pelo que devolve ao corpo d’água em forma de efluentes. Quanto mais limpa for a água captada, mais caro se paga. Quanto mais suja for a água devolvida, mais caro se paga. Quando o uso é “consuntivo”, isto é, a água retirada não volta mais àquele corpo d’água, como é o caso da Transposição, ainda mais caro se deve pagar.

Produtores temem mais restrição à agropecuária com Política Nacional de Mudanças Climáticas

Por Editor em 15/09/2010 Produtores temem mais restrição à agropecuária com Política Nacional de Mudanças Climáticas: A 16ª Conferência das Partes acontece em novembro no México

Créditos: DivulgaçãoEngessado pelas várias exigências impostas pela legislação ambiental que está em vigor, o setor agropecuário teme mais restrições ao uso das propriedades para a produção com a Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC), transformada em lei no fim de 2009. Um dos pontos que preocupa a atividade é referente às metas de redução de gases de efeito estufa.

Na PNMC, essas metas variam de 36,1% a 38,9% até 2020 e são voluntárias. Mas a lei que criou essa política prevê a publicação de decreto presidencial detalhando as ações de cada setor para cumprir os percentuais, entre eles o agropecuário. O tema foi discutido ontem (14/09/10) da Comissão Nacional do Meio Ambiente (CNMA) da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que teve a participação de representantes de 11 Federações de Agricultura e Pecuária.

Revisão sem volta

Se for aprovada em sua forma atual, a revisão do Código Florestal brasileiro, em votação no Congresso Nacional, poderá levar a perdas irreversíveis na biodiversidade tropical, alertam cientistas em carta publicada na edição atual da revista Science. Intitulada Perda de biodiversidade sem volta, a carta tem autoria de Fernanda Michalski, professora do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical da Universidade Federal do Amapá, Darren Norris, do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e Carlos Peres, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.

link:http://www.planetauniversitario.com/index.php?option=com_content&view=article&id=16728:revisao-sem-volta&catid=27:notas-do-campus&Itemid=73

Óxido nitroso não prejudica sustentabilidade do etanol

Apesar do uso de fertilizantes nitrogenados no plantio de cana, o biocombustível ainda é uma energia limpa

Uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP confrontou a produção do etanol com a produção de gasolina, para saber se a primeira é, de fato, menos prejudicial para o planeta do que a segunda. A partir da análise do solo onde é feito o plantio de cana na cidade de Piracicaba, a pesquisadora Diana Signor constatou que para cada 90 quilos de nitrogênio por hectare de plantação, apenas 3,5 gramas do nitrogênio são perdidos como óxido nitroso. “Isso equivale a apenas 0,39% de perda, o que mostra que estamos emitindo menos óxido nitroso na produção de cana do que seria esperado pelas contas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas [IPCC]”, aponta.

BM&FBOVESPA apresenta seu primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa e almeja ser “carbono zero”

A Bolsa, que emitiu 1.577 toneladas de CO2e em 2009, está adotando uma série de medidas para reduzir suas emissões

10/09/2010

A BM&FBOVESPA concluiu seu primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, com base na metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol. Os resultados apontam que a Bolsa emitiu, em 2009, 1.577 toneladas de CO 2 equivalente, medida utilizada para padronizar as emissões de vários gases de efeito estufa, considerando seus diferentes potenciais de aquecimento global.

A quantidade de gases lançados direta ou indiretamente pela Bolsa pode ser considerada baixa diante do total de emissões declaradas pelas 35 signatárias do Programa Brasileiro GHG Protocol. Em 2009, estas companhias juntas declararam que emitiram quase 89 milhões de toneladas de CO 2e. De acordo com a diretora de Sustentabilidade da BM&FBOVESPA, Sonia Favaretto, a Bolsa almeja reduzir ao máximo as suas emissões no próximo período e neutralizar o restante com intuito de se tornar carbono zero em 2012.

Biorreator obtém vinhaça mais limpa para adubação do solo

Por Antonio Carlos Quinto - acquinto@usp.br
Publicado em 8/setembro/2010  Editoria : Tecnologia

Um biorreator aeróbio desenvolvido nos laboratórios do Centro de Energia Nuclear da Agricultura (Cena), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, possibilitou a degradação da vinhaça em mais de 80%, tornando o líquido apto a ser utilizado na adubação da cana-de-açúcar.

Novas violências contra os Kaiowá no Mato Grosso do Sul

IHU Unisinos

No dia 4 o grupo de famílias do tekoha Ytay Ka’aguy rusu, no município de Douradina, voltou à sua terra tradicional, próximo aos limites da atual Terra Indígena Panambi-Lagoa Rica. Essa terra indígena com 2.070 hectares, e uma população em torno de 700 pessoas, teve sua terra sendo ocupada pelo agronegócio. Hoje usufruem pequena parte de sua terra, que está em revisão de limites. Desde 2005, quando se constituiu um grupo de trabalho para um reestudo dos limites, até hoje, inexplicavelmente não se concluíram os trabalhos.

Etanol celulósico: Perspectiva para viabilização comercial é desanimadora nos EUA, avalia revista Science

Reportagem de Janaína Simões, do Inovação Unicamp, publicada pelo EcoDebate, 10/09/2010

Em sua edição de 13 de agosto, a prestigiada Science Magazine publicou “Is There a Road Ahead For Cellulosic Ethanol?” (“Há um caminho à frente para o etanol celulósico?”), que traça cenário pessimista, no curto e no médio prazo, para as tecnologias de produção do etanol a partir da celulose de biomassa nos EUA. Para a Science, neste 2010, o etanol de segunda geração “luta para cumprir a promessa de se tornar o próximo grande biocombustível”.

Carbono sem fim

10/9/2010
Agência FAPESP – As tecnologias atuais de geração de energia não são suficientes para reduzir as emissões de carbono aos níveis considerados necessários para evitar os riscos ao planeta promovidos pelo aquecimento global.

A afirmação é de um artigo publicado por cientistas dos Estados Unidos e do Canadá na edição desta sexta-feira (10/9) da revista Science. Estima-se que, para evitar os riscos das mudanças climáticas globais, seria preciso evitar que a temperatura média do mundo chegasse a 2º C acima dos níveis anteriores à Revolução Industrial.

Quantas Pessoas Podem Viver na Terra/BBC >>> Parte 1

Quantas Pessoas Podem Viver na Terra/BBC >>> Parte 2

Quantas Pessoas Podem Viver na Terra/BBC >>> Parte 3

Quantas Pessoas Podem Viver na Terra/BBC >>> Parte 4

Quantas pessoas podem viver na terra/BBC >>> Parte 5

Quantas pessoas podem viver na terra/BBC >>> Parte 6 final

O meio ambiente não pode esperar a inércia demográfica

Artigo de José Eustáquio Diniz Alves
Ecodebate

A “inércia demográfica” é um conceito utilizado pela demografia para explicar o fato da população continuar crescendo, mesmo depois que as pessoas e os casais passam a ter um número menor de filhos. A taxa de fecundidade mede o número médio de filhos por mulher e a quantia de 2,1 filhos por mulher é considerada taxa de reposição. Se a fecundidade ficar neste nível, no longo prazo, a população não cresce e nem diminui, ou seja, fica estável. Fecundidade acima de 2,1 filhos por mulher significa que a população vai crescer. Fecundidade abaixo de 2,1 filhos, no longo prazo, significa que a população vai diminuir.

Recursos hídricos sofrem pressão crescente

00h33m
Eduarda Ferreira
Até um frango chegar à nossa mesa são consumidos 3900 litros de água. O fabrico de uma t-shirt implica o gasto de 2700 litros e só uma folha de papel A4 chega aos dez. A pegada humana nos recursos hídricos está a reduzir-lhes a qualidade e a quantidade.

O alerta chega, desta vez, das organizações e especialistas reunidos na Semana Mundial da Água, que decorre em Estocolmo até ao próximo dia 11: a água está a ficar com menor qualidade e mais poluída. Por todo o mundo, é extraída, utilizada, reutilizada e rejeitada a um ritmo crescente.

Evolução lenta

 O Estado de São Paulo
06 setembro 2010
O Brasil caminha no sentido de alcançar um desenvolvimento sustentável, isto é, que atenda às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades. Mas caminha devagar e, por isso, a realidade brasileira continua fortemente marcada por sérios problemas ambientais e sociais, como as más condições de habitação, o desmatamento ainda intenso (sobretudo na região do Cerrado), a persistência de altos índices de poluição nas metrópoles e uma grande desigualdade regional e social quanto às condições de vida. É um país em evolução, mas que ainda precisa percorrer um longo caminho para ter um desenvolvimento que assegure o bem-estar presente e futuro de sua população, sem degradar ainda mais o meio ambiente.

Propostas de reforço do MDL podem aquecer o mercado

fonte: CarbonoBrasil
Em busca do aprimoramento e de maior efetividade na redução das emissões de gases do efeito estufa sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), o Comitê Executivo (CE) está propondo várias modificações nos procedimentos de aprovação dos projetos que influenciarão as movimentações no mercado de carbono.

Analisando a proposta da Comunidade Européia de responsabilizar as Entidades Operacionais Designadas (EODs) pelas estimativas exageradas de Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) nos projetos de MDL, a consultoria Point Carbon alerta que a medida pode ter sérias implicações financeiras para as EODs e na oferta de RCEs.

A potencial restrição na oferta e aumento na demanda por RCEs resultaria em sinais fortes e positivos para o mercado.

Se a proposta for aprovada, as EODs podem passar a ser obrigadas a substituir as RCEs em excesso por outras a um custo considerável, explicam os analistas da Point carbon, completando que os novos procedimentos podem ser retroativos. No caso, segundo um dos autores da análise, Kjetil Røine, o ônus recairia sobre o CE que teria que provar que o trabalho das EODs tem “deficiências significativas” ao invés do contrário.

Como exemplo, a análise cita o caso das controvérsias envolvendo o gás HFC-23, que até agora resultou em cerca de 218 milhões de RCEs. Se 10% destas RCEs expedidas fossem tidas como inapropriadas, a substituição de RCEs custaria € 150 milhões às EODs. Para efeito de comparação, os lucros em 2009 da DNV, uma das maiores EODs, foi de aproximadamente € 150 milhões.

Uma das possíveis conseqüências da efetivação desta medida seria um aumento ainda maior no tempo de validação e verificação dos projetos, com as EODs conduzindo análises mais detalhada e cautelosamente.

Para entrar em vigor, as propostas precisam ser aprovadas pelo CE e pela Conferência das Partes/ Encontro das Partes, que se reunirá no México no final de novembro.

Em uma análise divulgada na semana passada a Point Carbon reduziu em 25%, de 142 milhões de RCEs para 107 milhões, as estimativas para a disponibilidade de RCEs em 2010 devido ao adiamento na expedição de vários projetos de HFC-23.

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