Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)

A Decada da Infraestrutura/// Revista Rodovias & Vias-Edição 42

Por que os próximos anos serão de grande crescimento da economia brasileira, e o período 2010-2019 será marcado como a Década da Infraestrutura?

Assim como China e Índia, o Brasil surpreendeu o mundo desenvolvido com sua capacidade de enfrentar a crise econômica mundial sem grandes solavancos. Para conseguir esse feito, foram preponderantes no Brasil o tamanho e a força de seu mercado interno e a solidez e regulação do sistema bancário.Esta recuperação surpreendente transformou o Brasil na coqueluche do mercado financeiro mundial. O país está sendo inundado com dólares de investidores internacionais, que estão de olho no potencial de crescimento do consumo dos brasileiros e no conseqüente crescimento da nossa economia. O fluxo é tão impressionante que exigiu medidas fiscais do governo federal para evitar que a valorização cambial dificulte nossas exportações e estimule exageradamente as importações, inviabilizando as empresas nacionais.
Em resumo, o período é tão virtuoso que pode colocar em risco nossa economia. Ironicamente, depois de décadas de escassez, temos agora problemas para administrar a abundância.

Maturidade

O Brasil vai atingir sua maturidade econômica na próxima década. É uma previsão com unanimidade nacional. Esse ciclo virtuoso iniciado timidamente em 1994 com o Plano Real, ampliado nesta primeira década dos anos 2000, e turbinado pela crise financeira internacional, dá ao país as condições objetivas ideais para um crescimento acelerado e sustentável.

Não faltam previsões otimistas sobre o futuro da nação brasileira, ancoradas em uma realidade que salta aos olhos. Ocupamos lugar de destaque como produtores mundiais de alimentos. Nossa matriz energética é a mais limpa dentre todas as nações populosas do planeta. Duas edições atrás, Rodovias&Vias tratou desse tema em matéria de capa (O Brasil sustentável – R&V nº 40), mostrando que 80% da energia elétrica gerada no país são de origem hídrica, ou seja, limpa e renovável. Somos auto-suficientes em petróleo, com grandes jazidas a serem exploradas, caso do pré-sal. Além de tudo isso, o Brasil é, entre os emergentes, o país mais confiável, estável politicamente e com marcos regulatórios bastante razoáveis.

Quem lê regularmente Rodovias&Vias sabe que em 2017 o Brasil poderá se tornar o maior produtor agrícola do mundo, superando a poderosa máquina de produzir grãos, os Estados Unidos. A previsão é da CNA, a Confederação Nacional da Agricultura (edição nº 38 – “O tamanho do agronegócio no Brasil”).

Somos hoje a oitava maior economia do mundo, e podemos chegar à quinta posição já em 2016.

O fato é que desde que Cabral ancorou sua Caravela em Porto Seguro no longínquo ano de 1500, estamos sendo finalmente descobertos pelo mundo desenvolvido. O país do futebol, do carnaval do Rio de Janeiro, da floresta amazônica, das Cataratas do Iguaçu, é agora cortejado como porto seguro para investimentos, o que nos dá perspectivas inimagináveis de desenvolvimento econômico e social.

Paradoxo

O mais interessante nesta perspectiva da próxima década é que esta Nação, que avança para a quinta posição entre as maiores economias do globo, temmuitos problemas estruturais para resolver. Alguns anos atrás isso seria apontado como um grande problema. Hoje, paradoxalmente, é solução e garantia de rápido crescimento em período de estagnação daqueles que não tem mais problemas estruturais a resolver.

No Brasil faltam rodovias e ferrovias para escoar nossa imensa produção agrícola. Portos e aeroportos estão no limite, clamando por reformas e ampliações.

Nossos rios não são navegados porque faltam dragagens e eclusas.

Nas cidades, ruas congestionadas e transporte coletivo à beira do caos exigem soluções modernas de transporte de massa como bondes, trens urbanos e metrôs. Há déficit na coleta e no tratamento de esgoto, falta drenagem urbana. Os escassos programas habitacionais nas duas últimas décadas geraram um monumental déficit por moradias. Sem falar que praticamente tudo o que existe na infraestrutura nacional precisa ser melhorado, ampliado e modernizado.

Dificuldades nunca faltaram. Havia falta de dinheiro e de políticas públicas. O país pobre foi acumulando problemas durante séculos, mas está agora no limiar de uma grande mudança que dará início a um círculo virtuoso, que vai impulsionar o desenvolvimento. O crescimento da economia faz a roda girar, gerando recursos para serem aplicados na infraestrutura. Surgem empregos e oportunidades e a economia se dinamiza, fica mais competitiva e gera mais excedentes que são canalizados para novas obras estruturantes. A economia se fortalece, gera mais empregos e renda, que voltam a engordar os cofres públicos. Instala-se um ciclo virtuoso que não tem mais fim, e que neste período pós-crise somente é possível em economias onde os investimentos públicos resultam em aumento da competitividade das empresas, gerando benefícios econômicos para toda a população. Um ciclo que os países desenvolvidos viveram há 80, 100 anos atrás.
Copa e Olimpíadas

Para coroar essa previsão temos ainda dois megaeventos programados para o Brasil, com grande visibilidade na mídia mundial, e que exigem pesados investimentos, a maior parte deles em infraestrutura.

A lista de exigências da FIFA para o mundial de futebol de 2014 é bastante extensa. Os estádios que abrigarão as partidas devem apresentar as mesmas condições de conforto e segurança dos seus equivalentes nos países desenvolvidos, inclusive com estacionamento e hospital nas imediações. Todos os assentos devem ser individuais e numerados, com encosto de pelo menos 30 centímetros de altura. Banheiros limpos e em número suficiente, corredores de entrada e saída largos, além de tribunas de imprensa bem equipadas. As cidades-sedes terão que se preparar para a grande logística de hospedar 32 equipes e suas comitivas ao longo de um mês, mais o grande fluxo de torcedores desses países, que dependerão de transporte coletivo eficiente e rápido. A expectativa é de que num único mês venham ao país 500.000 turistas, além de 15.000 jornalistas.

Cálculos preliminares e bastante conservadores dão conta de um gasto de US$ 5 bilhões para organizar a Copa do Mundo no Brasil.

Para os jogos olímpicos de 2016, a previsão de investimentos é de 17 bilhões de dólares, concentrados em uma única cidade, o Rio de Janeiro.

Rótulos

Há uma tradição mundial e também de países, de rotular as décadas que ficam para trás. Os anos 80, por exemplo, foram registrados na história brasileira como “a década perdida”, porque o país cresceu muito pouco tanto do ponto de vista econômico como social. Relatório do BIRD, o Banco Mundial, aponta os anos 90 como “a década da pobreza” no mundo, denunciando que um bilhão e meio de pessoas em todo o planeta sobreviviam no início dos anos 2000 com renda de, no máximo, um dólar por dia. Estamos no fim da primeira década dos anos 2000, que não foi ainda rotulada, mas foi marcada por grande crescimento econômico na primeira metade, e por uma crise financeira que mudou o mundo, na segunda metade. Alguns falam na “década da sustentabilidade”, em razão das preocupações ambientais geradas pelo aquecimento global e o início das preocupações mundiais com a sustentabilidade do planeta. O que é certo, entretanto, é que a próxima década será, para os brasileiros, dedicada à infraestrutura.

PAC

Tudo isso dá a certeza de que a próxima década será a da infraestrutura. Os três últimos anos já prenunciam o que teremos pela frente. Rodovias&Vias vem registrando em todas as suas edições o que de mais importante ocorre com a infraestrutura nacional. E não faltam boas notícias. O PAC, apesar de ser uma espécie de grife do atual governo, é mesmo um assombroso repositório de investimentos públicos sem precedentes na história brasileira. Hidrovias, rodovias, aeroportos, refinarias, gasodutos, ferrovias, moradias, saneamento, linhas de distribuição de energia, transportes urbanos, e toda sorte de obras de infraestrutura estão contempladas no programa. Pela primeira vez no Brasil um plano plurianual de investimentos chega à cifra do “trilhão”, ainda que possa ser questionável e demasiadamente elástico.

O último balanço do PAC apresentado pela ministra Dilma Rousseff revelou que o programa já totaliza 33,3% de ações concluídas e 58% delas caminham em ritmo adequado. Menos de 9% das ações estão paradas ou com problemas de execução. Segundo a ministra, no período 2007-2010, os investimentos do PAC foram ampliados de R$ 504 bilhões para R$ 646 bilhões.

Situação ou oposição, o próximo governo a ser eleito em 2010 não poderá culpar o governo Lula de não ter um programa federal de investimentos em infraestrutura, com prioridades e valores.

Veja por que o Brasil precisa urgentemente investir em infraestrutura

Custos Logísticos – A fragilidade da infraestrutura brasileira faz com que os custos logísticos no país sejam praticamente o dobro dos Estados Unidos, por exemplo. O economista Luiz Antonio Fayet, consultor da CNA e especialista em logística diz que este é um grande dilema para o país, porque não se sabe até quando nossa economia poderá bancar os altos custos de logística, que variam bastante conforme a região do país. Esses custos estão na falta de ferrovias e hidrovias, nas rodovias esburacadas, nos portos públicos ineficientes e caros, na falta de integração dos modais. A última pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes – CNT mostrou que 70% das rodovias brasileiras estão em estado irregular ou péssimo, de conservação.

Uma das virtudes do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento é alinhar estas necessidades, conferindo-lhes certa ordem de prioridade.

O objetivo é um só – reduzir o chamado “custo Brasil”, que um dia poderá inviabilizar nossa produção, especialmente a do campo, onde é muito pequena a diferença entre os custos de produção somados aos de logística, e o preço final de venda no mercado. Fayet cita como exemplo o valor pago pelo frete em relação ao que o agricultor recebe pelo produto. “Em 2007, um produtor de soja do município de Sorriso, Mato Grosso, recebia R$ 23 pela saca e gastava R$ 12 para levá-la até o porto, onde a carga é embarcada para o mercado internacional. Ou seja, o gasto com o escoamento representava mais de 50% do valor recebido pelo produtor, o que é um exagero”, afirma. Para ele, se a infraestrutura for melhorada, este custo logístico até o porto pode cair pela metade. “A diferença vai direto para o bolso do produtor rural”, diz o consultor da CNA. Fayet assegura que há deficiências em toda cadeia logística. “Problemas na infraestrutura portuária, rodoviária e hidroviária, são alguns dos obstáculos que prejudicam o escoamento da produção brasileira. A falta de terminais portuários encarece a cadeia logística. Fatores como as altas multas de navios em espera nos portos, o aumento do tempo nas estradas em função das más condições de conservação das rodovias, os fretes inflacionados, pesam na balança comercial brasileira e no bolso do produtor rural”, informa Fayet.

Problemas

Estudos da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), indicam que o país precisa de R$ 160,9 bilhões por ano em investimentos nos próximos cinco anos. O estudo mostra que o Brasil deveria investir anualmente R$ 28,3 bilhões em energia elétrica, R$ 75,3 bilhões em petróleo e gás natural, R$ 24,1 bilhões em transporte e logística, R$ 13,5 bilhões em saneamento básico e R$ 19,7 bilhões em telecomunicações. “Com o País crescendo a 4%, 5% ao ano, teremos problemas se esses investimentos não forem feitos”, diz Paulo Godói, superintendente da Abdib.
Para alertar sobre a situação dos portos brasileiros o empresário Eike Batista, dono da MMX Mineração recorre às comunicações. “Os portos brasileiros de hoje se parecem com a telefonia na época dos telefones de disco. Só que o mundo está muito à frente, trabalhando com a banda larga”, disse o megaempresário. Não é sem razão que Eike Batista faz essa crítica. Os portos brasileiros são, em sua maioria, públicos, obsoletos, mal administrados, dominados por sindicatos que em muitos casos se assemelham à máfia de Chicago do início do século passado, o que torna as operações lentas, complicadas e caras. O Porto de Santos, por exemplo, o maior do país, continua com as mesmas instalações de 30 anos atrás.

Gargalo

Por estas razões, o presidente do Banco Central Henrique Meirelles diz que os dois grandes desafios do Brasil são o gargalo em infraestrutura e falta de especialização da mão-de-obra para atender rapidamente o crescimento que se avizinha em todas as áreas da economia. O ministro da fazenda Guido Mantega vem afirmando que o investimento no Brasil deve crescer de 13 a 15% já em 2010. Ele reconhece que para o PIB do país crescer a taxas superiores a 5% ao ano é preciso investir pesado em infraestrutura e logística. Para ele, “essa nova fase de crescimento mais intenso da economia vai depender do mercado interno, mas dependerá, sobretudo, do dinamismo dos investimentos, que começam com as obras de infraestrutura do PAC, a exploração do pré-sal, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, e dos investimentos para a Copa do Mundo e para os Jogos Olímpicos”. Isto nos dá um horizonte de investimentos muito forte e que vai dinamizar a economia, garante o ministro.

link:
http://www2.rodoviasevias.com.br/revista/materias.php?edicao=Nacional 42&id=439&codigo=973037b012/2009

World economic growth at odds with climate targets///The Guardian

"Estudo apresentado pelo NEF, New Economics Foundation, dias atrás aponta que a retomada economica do mundo, para sair da atual crise financeira global não é compátivel com estabelecimento do aumento de temperatura global em 2 graus centigrados para os países ricos.
Em outras palavras; caso os paises ricos assumam este patamar-limite de aumento de temperatura, não crescerão economicamente."

As the UK is expected to emerge from recession, the New Economics Foundation says endless growth is pushing the planet's biosphere 'beyond its safe limits'


Kathryn Hopkins The Guardian, Monday 25 January 2010
Economic growth is not compatible with climate change targets for rich countries, according to a new report out today.

The New Economics Foundation (NEF) warns that global economic expansion is not possible if the world is to restrict the temperature rise to 2C – the EU's agreed political objective.

The NEF found that this would require unprecedented – and probably impossible – reductions in the carbon intensity of a growing economy. None of the models or variations it looked at could square the circle of global economic growth with climate safety.

Andrew Simms, policy director at the NEF, said: "Endless growth is pushing the planet's biosphere beyond its safe limits. The price is seen in compromised world food security, climatic upheaval, economic instability and threats to social welfare. We urgently need to change our economy to live within its environmental budget. There is no global, environmental central bank to bail us out if we become ecologically bankrupt."

As economists and politicians expect the UK to emerge from recession tomorrow after a year and a half, Roger Bootle, Deloitte's economic adviser, warns today that fiscal policy will be a greater drag on growth than elsewhere. He expects Britain's economy to grow by just 1% in 2010, compared to growth of 1.5% in the eurozone, 3% in the US and Japan and 3.5% globally.

"The constraints on the strength of the global recovery over the next couple of years look set to bite particularly hard in the UK," he says. However, he added that after a difficult period over the next couple of years, he sees no reason why the UK cannot return to being a "relative outperformer".

Meanwhile, Ernst & Young said that despite profit warnings from British companies tailing off during 2009, UK plc still faces a "bumpy ride".

Andrew Wollaston, restructuring partner at Ernst & Young, said: "Given the depth of the slump, recovery has certainly come quicker than we might have anticipated. This rapid economic recuperation, along with previously depressed earnings forecasts, is helping companies beat expectations and keep profit warnings low. Good news for UK plc, but this is not the end of the story. Rapid recovery costs and 2010 is when we start paying. Brace yourselves for a bumpy recovery."

DAVOS: Brasil é 62º em ranking de sustentabilidade ambiental///Terra

Terra ,28 de janeiro de 2010

O Brasil ocupa a 62ª posição entre os países com melhor gestão no controle da poluição ambiental e nos recursos naturais, segundo um ranking publicado hoje no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

O Índice de Sustentabilidade Ambiental 2010, elaborado por uma equipe de especialistas das universidades americanas de Yale e Columbia, classifica 163 países em dez categorias ambientais. Entre elas, estão qualidade do ar, gestão de água, biodiversidade, pesca e agricultura, assim como o combate à mudança climática.

Os Estados Unidos situam-se uma posição à frente do Brasil, muito atrás de outros países industrializados, devido principalmente às emissões de carbono e da fraca política de controle da poluição.

À frente dos EUA situam-se 20 membros da União Europeia, como o Reino Unido (14ª), Alemanha (17ª) e Espanha (25ª), além do Japão, na 20ª colocação.

O ranking é encabeçado pela Islândia, seguida da Suíça e da Costa Rica. Os primeiros postos se concederam em razão dos investimentos que esses países fizeram em infraestrutura meio ambiental, controle da poluição e outras políticas focalizadas à sustentabilidade a longo prazo.

Read the full article in English:
link: http://www.wbcsd.org/plugins/DocSearch/details.asp?type=DocDet&ObjectId=MzcyOTc

Um Novo Mundo: Sustentabilidade 2.0

Prateleiras dos supermercados são inundados com detergentes eco-friendly///C&EN-Chemical & Enginereering News

 " Os novos produtos incluem detergentes e outras soluções para lavagem de roupas que contém componentes com perfil sustentavel os quais agridem menos o meio-ambiente.
Os fabricantes usam como argumento central o fato de que estes novos produtos, por serem mais inteligentes, requerem menor uso de energia e de agua para entregar o mesmo resultado, ou seja são mais eficazes e mais ambientalmente adequados. Os novos lançamentos agrupam diversas soluções em apenas um só produto,por exemplo: detergente com amaciante de tecido e redutor de estática."

São exemplos de como a industria está se adaptando para atender um mercado já mais conscientizado sobre as questões referentes á exaustão dos recursos naturais do planeta e que deseja adquirir produtos coerentes com tal comportamento.

A grande mudança em prol da preservação do planeta e da garantia de alguma qualidade de vida para as futuras gerações se dará pela releitura dos hábitos de consumo da população.

O consumidor-cidadão tem o poder de exigir que as empresas adaptem-se a esta nova realidade.
Uma das ações ao seu alcance e que trará maior resultado prático em curto prazo é escolher aqueles produtos que melhor contribuam para as questões sociais,ambientais e economicas das comunidades.

O artigo abaixo é um exemplo concreto desta afirmação.

Leia o artigo completo:
http://pubs.acs.org/cen/coverstory/88/8804cover.html


Laundry detergent manufacturers are rolling out a new generation of products aimed at making cleaning more efficient and environmentally friendly, according to an article in the current issue of Chemical & Engineering News (C&EN), ACS' weekly newsmagazine.

C&EN Assistant Managing Editor Michael McCoy points out in the cover story that this trend in innovative fabric cleaning products is occurring despite a rocky economy in 2009, which led to sales declines for premium laundry products such as Tide. Overall, however, the liquid detergent market managed to rack up $3.1 billion in U.S. sales in 2009, according to the article. Products include new detergents and other laundry aids that contain natural, sustainable ingredients that are less likely to harm the environment than conventional cleaners. Manufacturers are also marketing specialty cleaners that help reduce energy or water consumption. Other new products aim to make cleaning more efficient, including at least one new cleaner that combines detergent, fabric softener, and static reducer into one sheet-like product.

link: http://pubs.acs.org/cen/coverstory/88/8804cover.html

Em Davos, empresas pedem inovações para promover sustentabilidade///Agencia Estado

                                                       Nike, Yahoo!, Best Buy e outras se unem para compartilhar propriedade intelectual de tecnologias sustentáveis
Agência Estado
DAVOS - Dez organizações líderes em seus mercados anunciaram, nesta quarta-feira, o lançamento do GreenXchange (GX), um mercado com base na internet onde empresas podem colaborar e compartilhar propriedade intelectual (PI) que possa levar à inovação e à criação de novos modelos de negócios voltados para a sustentabilidade.

No anúncio feito durante o café-da-manhã dos diretores executivos presentes no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, as organizações convidaram outras corporações para participarem com elas no compromisso de abrir suas propriedades intelectuais e agilizar o desenvolvimento de soluções inovadoras para enfrentarem os desafios da sustentabilidade.

"A Nike está se comprometendo hoje a colocar mais de quatrocentas patentes no GX para pesquisa, demonstrando nossa crença de que o melhor caminho para estimular a inovação sustentável passa pela inovação aberta", disse o presidente e diretor executivo da NIKE, Mark Parker. "Esperamos que isto desencadeie outras inovações que ajudem a remover os obstáculos atuais para as questões de sustentabilidade."

Um exemplo de PI que pode trazer benefícios para várias indústrias é a borracha ambientalmente benéfica da Nike. Usada nos calçados Nike, a borracha contém 96% menos toxinas do que a formulação original. Com o licenciamento da tecnologia no GX, ela poderá ser usada em calçados de outras empresas ou, hipoteticamente, pela Mountain Equipment Co-op em tubos internos de bicicletas. Desta forma, a Mountain Equipment Co-op poderá trazer um produto mais verde para o mercado, de forma mais rápida e econômica do que faria sozinha.

"Há muita duplicação de esforços e recursos desperdiçados quando o assunto é sustentabilidade", disse John Wilbanks, vice-presidente de ciência da Creative Commons, a organização responsável pela criação de uma plataforma que visa tornar o compartilhamento de propriedade intelectual simples, mais rápido e mais econômico.

"Precisamos facilitar a colaboração entre pessoas, empresas, universidades e pesquisadores para que compartilhem as melhores práticas de forma a criar e adotar tecnologias que têm potencial para enfrentar os desafios globais de sustentabilidade", disse Wilbanks.

Ao disponibilizarem suas tecnologias patenteadas para pesquisa e licenciamento, os dez parceiros fundadores da GX estão compartilhando um compromisso com o poder da inovação aberta e das redes colaborativas para fomentar a inovação sustentável.

"Hoje a Best Buy também se comprometerá a licenciar patentes e informações correlatas no GX, para apoiar a inovação sustentável", disse Kal Patel, vice-presidente executivo para negócios emergentes da Best Buy, companhia especializada na venda de eletrônicos.

Don Tapscott, coautor de Wikinomics e conselheiro da nGenera Insight, é um pensador visionário que inspirou e ajudou na incubação do GX, em conjunto com o laboratório de inovação e negócios sustentáveis da Nike. "Cada vez mais compartilhar parte da sua propriedade intelectual faz sentido em termos comerciais para as empresas. O GreenXchange é o novo bem comum e, aplicando a inovação aberta à sustentabilidade, contribuirá não apenas para a saúde e o bem-estar do nosso planeta, mas também para o controle de custos e competitividade das empresas participantes", disse Tapscott.

A nGenera Corporation facilitará o processo de inovação GX fornecendo a tecnologia que dará suporte a salas privativas, onde os titulares e pleiteantes de patentes possam discutir taxas, restrições e outros detalhes confidenciais, antes de utilizar essas patentes.

O GX foi desenvolvido por uma equipe de programadores na plataforma para computação em nuvem da salesforce.com, possibilitando a inovação colaborativa no centro da missão GX. "Os membros fundadores estão compartilhando a visão de trazer mudanças positivas por meio de maior colaboração", disse Marc Benioff, conselheiro e diretor executivo da salesforce.com. "É no negócio de mudar o mundo que as principais empresas de hoje devem desempenhar um papel ativo, e estamos orgulhosos de participar dessas iniciativas."

"A Yahoo! foi incentivada pelo compromisso do GreenXchange a acelerar a curva de aprendizagem de eficiência energética, tecnologia sustentável e práticas comerciais sustentáveis através da inovação aberta", disse David Dibble, vice-presidente executivo de engenharia de serviços e operações da Yahoo! Inc. "O GreenXchange fomenta a colaboração entre empresas para aumentar a adoção das melhores práticas de
sustentabilidade de uma maneira que seja boa para o planeta e também para as empresas individualmente."

O benefício da colocação da propriedade intelectual no GX é que ele dá aos proprietários da PI a possibilidade de escolherem a abordagem de licenciamento com a qual se sintam mais à vontade - desde a pesquisa e o reconhecimento de atributos até o uso não concorrente e as estruturas de taxas simples.

Ao tornar a propriedade intelectual visível e utilizável, a meta é acelerar o desenvolvimento de inovações verdes. O lançamento do GX é a primeira etapa no caminho para outras inovações sustentáveis, e quanto mais empresas disponibilizarem sua PI, mais rápida será a jornada.

Fórum Econômico Mundial em Davos ampliará abordagem á Clima.///Point Carbon


Edição 2010 de Davos dará maior espaço para o tema Climático
Published: 26 Jan 2010

Políticas Climáticas e energia renovável deverão liderar as discussões em Davos no encontro que começa nesta semana.

Diversos lideres políticos e grandes empresários juntam-se em Davos nesta semana para o encontro anual do Fórum Econômico Mundial.

No Fórum do ano passado o tema central girou em torno da crise econômica que assolava o mundo relegando posição secundária à questão climática.

Nesta edição do Encontro serão abordados temas como redução das emissões e os mecanismos econômicos que compõe o crescente Mercado de carbono.

Dominic Waghray, chefe do departamento responsável por Clima no Fórum de Davos afirma que cerca de 12% das discussões terão a questão do climática e energia como temas preponderantes.Ao todo serão 227 reuniões-eventos este ano. Muito mais quando comparados ao ano passado, quando apenas 6 eventos (num total de 222) trataram de assuntos relacionados ao Clima e Energia. Em 2008 foram apenas 20 eventos. Portanto, conclui-se que estes temas vem ganhando espaço e importância na agenda do Fórum.

Como a economia global apresenta sinais de recuperação, o tema oficial do encontro será :Repense, Redesenhe, Reconstrua.O que pode facilmente acoplar-se como uma continuidade do tema debatido em Copenhagen recentemente, na Conferencia das Partes 15.

Uma das discussões mais importantes a ser realizada diz respeito á como engajar os financistas no Mercado de Carbono, depois do modesto resultado obtido em Copenhagen.

União Européia

“Serão discutidos com grande ênfase como o investimento publico e privado podem alavancar a questão das energias limpas nos países em desenvolvimento”, disse Waghray..

Connie Hedegaard, comissária de Mudanças Climáticas da União Européia, defenderá uma posição de renovação e continuidade das atividades para os mercados de carbono que hoje continuam em forte atividade mesmo com as incertezas em relação ao futuro do protocolo de Quioto e da questão da legislação interna sobre carbono ainda em discussão nos EUA.

O participantes do Fórum deverão discutir novas formas em como unir os caminhos do mercado europeu de carbono , o EU ETS, com os mercados nascentes na Índia e China , mesmo apesar da do cenário de indefinição dos EUA, afirma Waughray.

Será uma oportunidade para os grandes empresários examinarem de perto e discutirem os preços de emissões de carbono, seja ele via mercado ou via imposto (taxa), complementou.

Lideres
Líderes empresariais assim como políticos terão oportunidade de examinar de perto iniciativas como Eficiência Energética, Captura e Armazenagem de Carbono (CCS) e Desmatamento Evitado, podem desempenhar um relevante papel no controle e redução das emissões dos gases que provocam o efeito estufa.

Aproximadamente 30 chefes de estado comparecerão ao Fórum que é o acontecimento de maior importância desde a Conferencia das Partes, dezembro ultimo em Copenhagen, onde estiveram presentes pouco mais de 110 lideres de nações.

O presidente francês N. Sarkozy fará a abertura da Cúpula. Também presentes estarão o primeiro-ministro canadense Stephen Harper, país que sediará a reunião do G-8 este ano e o presidente do México, Felipe Calderón, país que sediará o encontro Climático este ano, a CoP 16.

Lideres do Brasil e Africa do Sul também participarão representando as grandes economias em desenvolvimento, as quais vêm ganhando mais espaço em um ambiente tradicionalmente dominado pelos países ricos.

Nações Unidas
Países que impossibilitados de enviar seus lideres, enviarão ministros-chave. No caso dos EUA , estará presente ao evento o negociador chefe para a questão climática, Todd Stern.

Depois de um ano onde a acordo sobre redução de emissões de carbono foi evasivo, avanços em matéria de clima são improváveis em Davos. Oportunidades de networking, debates e oficinas devem dominar a agenda do encontro.

O presidente do México, Calderón participará de um debate com o negociador sênior Shyam Saran, responsável por questões climáticas da Índia e Yvo de Boer, na próxima sexta-feira. Temas que foram previamente acordados durante o encontro de Copenhagen serão novamente colocados em pauta.

By John McGarrity - jm@pointcarbon.comT
Tradução de Laercio Bruno Filho
London

Aumento do consumo de energia aponta retomada do crescimento


O consumo de energia elétrica no Brasil fechou o mês de dezembro com 53.014 MW médios, 10,4 % acima dos 48.000 MW médios consumidos em dezembro de 2008 e 2,9 % acima do maior pico anterior que foi em outubro de 2008. Dados do ONS (Operador Nacional do Sistema) mostram uma retomada do consumo a partir de junho de 2009, tendo o recorde histórico sido registrado em novembro de 2009 (53.989 MW médios), exatamente o mês do apagão.

Com a economia voltando a crescer, o consumo de energia elétrica também retoma o crescimento, e a previsão até 2030 é de que o Brasil deverá aumentar a demanda de energia elétrica a uma taxa média de 4,4% ao ano. Nesse mesmo período, países como os Estados Unidos crescerão 2,8% ao ano, o Japão 0,8% ao ano e o continente Europeu 1,5% ao ano. Já Índia e China aumentarão acima da média brasileira (5,4% ao ano e 7,7% ao ano, respectivamente).

O grande desafio agora é suprir essa escalada de crescimento, que havia tido uma trégua com a crise. “Uma das principais fontes para garantir o suprimento seguro, rápido e ambientalmente correto para o Brasil nas próximas duas décadas será a geração de energia alternativa e renovável, com base em biomassa”, afirma Luiz Otávio Koblitz, diretor-presidente da AREVA KOBLITZ.

Para se ter uma ideia, apenas com o bagaço proveniente das 600 milhões de toneladas de cana-de-açúcar existentes no Brasil – utilizado atualmente apenas para atender as necessidades energéticas referentes à produção de açúcar e etanol, além das pontas e palhas descartadas no campo – o país poderia produzir 15.000 MW médios, 50% mais do que Itaipu, número que corresponde a quase 30% da energia gerada hoje em nosso país.

fonte: AREVA KOBLITZ

ENERGIA PARA O FUTURO/// CREA-BA

Auto-suficiência em petróleo comemorada pelo governo federal não significa a solução para os problemas energéticos do País


por Sivaldo Pereira

O Brasil é considerado um dos países com maior potencial energético do mundo, tanto devido aos recursos minerais disponíveis quanto à sua localização geográfica. Mas este potencial necessita de investimentos e desenvolvimento tecnológico para se tornar efetivo. Preocupado, o Sistema Confea/Crea incluiu o tema energia nas propostas do projeto Pensar Brasil. O intuito é debater perspectivas e as possíveis contribuições da área tecnológica para o setor.

Atualmente, segundo dados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN) de 2006, 77,1% da estrutura de oferta interna de energia elétrica do País provém de fonte hidráulica. Na avaliação do ex-coordenador da Câmara de Engenharia Elétrica do Crea-BA, engenheiro eletricista Roberto da Costa e Silva, o modelo baseado em hidroelétricas não é sustentável a longo prazo. “Para evitar problemas futuros, deveríamos investir no desenvolvimento de energias solar, eólica e nuclear. Temos bastante sol, vento e área suficiente para se implantarem usinas solares e eólicas, e somos produtores de material radioativo. Assim, reunimos as condições de sermos independentes”, analisa.

Dados do Ministério de Minas e Energia demonstram ainda que aproximadamente 44% da matriz energética brasileira provém de fontes renováveis. Segundo o professor e coordenador do Laboratório de Energia e Gás da Escola Politécnica (Ufba), engenheiro mecânico Ednildo Andrade Torres, a produção de petróleo – a principal fonte não renovável de energia – ainda se manterá com abundância nos próximos anos, mas, dentro de três ou quatro décadas, as reservas entrarão em declínio. Para o professor, que tem doutorado em energia térmica, o Brasil precisa planejar agora o desenvolvimento de uma matriz energética com uma visão de longo prazo, que seja diversificada, dando ênfase em fontes renováveis de energia, como a biomassa, energia eólica e solar, sem perder de vista também que seria inevitável o uso de energia nuclear no futuro. “Precisamos buscar soluções definitivas como a biomassa e fontes complementares de energia como a solar e a eólica. A longo prazo, certamente precisaremos utilizar energia nuclear. Não o que temos aí, mas algo que ainda será desenvolvido sem a geração de resíduos radioativos” aponta. Torres explica ainda que o grande problema da energia nuclear hoje são os riscos de acidentes e o problema da contaminação.

Se o Brasil reúne as condições prévias necessárias para se tornar uma potência energética no mundo, tal tendência está técnica e economicamente alinhada com as características climáticas e geológicas da Bahia. Boa parte do estado é propícia para implantação de centros produtores de uma matriz energética mais diversificada. Sítios eólicos e solares da região litorânea até o semi-árido, a maioria ainda inexplorada; produção em larga escala de biomassa a partir de plantas oleaginosas como o dendê, no Baixo-sul, ou a soja, no oeste do estado; extração de urânio na região de Caetité, que está entre as três maiores reservas do País, além do potencial hidráulico que já vem sendo explorado nas últimas décadas. “A Bahia é um grande celeiro para geração de energia, não apenas hoje, mas também para o futuro”, constata Torres. Apesar desta potencialidade, o estado também sofre dos mesmos problemas nacionais: falta mais investimento em pesquisa e tecnologia, além de um planejamento estratégico e sustentável para transformar esta potencialidade em riqueza, e a riqueza em benefícios para a população.













Vantagens e desvantagens das fontes de energia

  • Eólica e solar - São fontes limpas, com reduzido impacto ambiental. Dependem, porém, da existência de luz ou vento. Sua implantação é cara e requer grandes áreas para instalação.
  • Nuclear - Tem alto poder de concentração energética. O Brasil possui a sexta maior reserva de urânio do planeta. Desse total, 33% estão localizados na Bahia (Lagoa Real e Caetité). Requer alta tecnologia para o enriquecimento de urânio. Hoje, provoca sérios danos à saúde e ao meio ambiente em caso de acidentes. Os resíduos gerados representam um problema ambiental.
  • Biomassa - Renovável, pode ser extraída de diversas fontes vegetais, ampliando o leque de regiões potencialmente produtoras. No Brasil, há grandes possibilidades de produção em larga escala até mesmo para exportação futura. O problema é que requer grandes áreas de plantio e de investimentos privados na construção de um parque industrial e no desenvolvimento de pesquisas.
  • Hidráulica - Potencial para gerar energia elétrica em larga escala de modo renovável , utilizando-se da força das águas. Sustenta boa parte da produção da energia elétrica consumida hoje nos lares brasileiros. Requer altos investimentos na construção de hidrelétricas. Apesar de ser renovável, há limites para a instalação de usinas ao longo das bacias brasileiras.
  • Gás natural - Não é renovável. Alternativa ao petróleo em muitos países. As reservas mundiais estão em alta e poderão ser o “combustível de transição” com o declínio das reservas de petróleo no mundo.
Para dados complementares, visite o Relatório:
Análise Energética e Dados Agregados
Destaques de Energia por Fonte em 2007

Destaques de Energia e Socioeconomia em 2007
Análise Energética Brasileira – 1970 a 2007
Dados Agregados

link:
www.ipen.br/conteudo/upload/200903220937060.Relatorio_Final_BEN_2008.pdf

Polo de Geração de Energia Eólica em Santa Catarina



Santa Catarina deverá sediar um dos maiores complexos de geração de energia eólica da América Latina, centrado nos municípios de Bom Jardim da Serra e Água Doce, na região serrana. Isto se for cabalmente cumprido o contrato no valor de R$1,25 bilhão, assinado, terça-feira, em Florianópolis, entre o governo do Estado, a Caixa Econômica Federal (CEF) e uma empresa multinacional baseada na Argentina.

O complexo está dimensionado para produzir 222MW nas suas 10 usinas eólicas previstas quatro em Bom Jardim da Serra, e seis em Água Doce. As negociações que culminaram com a assinatura do contrato se estenderam por mais de dois anos, período em que tanto se reafirmou a importância da definição e adoção de fontes alternativas de energia quanto foram aperfeiçoadas as tecnologias para a sua produção, transmissão e distribuição.
Um aspecto que merece especial destaque é que o complexo vai criar cerca de 6 mil novos postos de trabalho, diretos e indiretos, numa região na qual o desemprego sempre foi preocupante e motivou intensa migração em direção aos centros urbanos de maior porte.

A recente Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Copenhague, na Dinamarca, se não produziu os resultados esperados no sentido de mudar um modelo de desenvolvimento econômico que está levando o planeta à exaustão e degradando a qualidade de vida em todos os quadrantes, ao menos alertou a opinião pública mundial para a urgência de algumas medidas pontuais, entre elas a redução das emissões de carbono, responsáveis pelo aquecimento global. A questão tem dimensão planetária.

O Brasil é o quarto maior emissor dos chamados gases estufa, e é considerado – com boas razões – um dos vilões do clima pela comunidade internacional, principalmente em função do desmatamento da Amazônia e da queima de combustíveis fósseis. No centro da questão, destaca-se a necessidade de começar a definir um novo modelo de geração de energia, que seja adequado ao ideal da preservação ambiental pela diminuição de emissões de carbono

Sustentabilidade, investimento que gera valor///Financial Web

Em entrevista ao programa Em Foco da FinancialTV, o coordenador da Subcomissão de Sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) e sócio do IDS, Antônio Luís Aulicino aborda as vantagens da implementação de projetos sustentáveis nas companhias. A entrevista foi realizada durante a entrega do troféu O Equilibrista, do Ibef, no final de novembro


NYC Carbon Trading Protest

Calling carbon traders "climate traitors," members of the Climate Crisis Coalition and Climate SOS gathered outside the 2nd annual NYC Carbon Trading Summit to demand an end to the market-based trading of greenhouse gas emissions credits and called for just solutions to the climate crisis. The climate justice activists risked arrest to voice their opposition to the financial trading giants at the Summit, including JP Morgan Chase & Goldman Sachs, comparing their carbon trading plans to those that caused the current financial crisis.

Esta semana ocorre em New York o Segundo Encontro Anual De Comercialização de Carbono.

Do lado de fora do evento uma multidão se reuniu para protestar contra a atividade de "Captura e Comercialização do Carbono",mecanismo economico-financeiro conhecido como "Cap & Trade". Atividade financeiramente liderada pelos grandes bancos.

A Alegação central é que esta não é a solução adequada para a questão. "Mas é sim um ambicioso e rico mercado para os banqueiros. Apenas uma elite que se aproveita da situação de caos que está por vir, e que não está preocupada a não ser com os volumosos lucros originados pelas operações de compra e venda.Além de tudo, são os mesmos responsáveis pela atual crise financeira mundial",discursam os manifestantes.

É muito interessante notar a mobilização da sociedade em prol desta questão. Ela não só incorporou que a ameaça do Aquecimento Global traz riscos adicionais e grandes prejuízos á humanidade como um todo, mas também questiona as soluções oferecidas, exigindo caminhos mais permanentes e inclusivos.


The Story Of Cap And Trade///Annie Leonard

Neste filme, Annie Leonard traz á tona a questão do mecanismo de comercialização de permissões para emissão de Gases que provocam o Efeito Estufa, conhecido por "CAP And TRADE";"captura e comercialização".

Critica ferrenha desta argumentação, Annie aponta entre outros pontos, que o mesmo "Sistema" que polui o mundo e que o truxe às atuais inadequadas condições socioambientais , não possui as condições necessárias para oferecer uma solução plausivel para os problemas que nos assolam, como por exemplo as ameaças decorrentes do Aquecimento Global.

O filme argumenta que após inumeros insucessos tais como, "a explosão da bolha da web em 2002";a recente crise dos sub-prime dos EUA que contaminou todo o mundo, agora a "bola da vez" são os direitos de poluir, ou os créditos de carbono e os mecanismos de captura e controle, além do crescente e fortissimo esquema economico-financeiro de comercialização que os cercam.

Ainda na linha da argumentação critica, Leonard alveja fortemente o consumismo exagerado,centrando suas forças no "american way of life", e o coloca como o responsável pela exaustão dos recursos naturais do seu pais e do planeta.
Não deixe de ver, embora esta versão ainda esteja em ingles, a linguagem é perfeitamente clara.


US Propels REDD Demand///PointCarbon

The US is driving demand for Redd offsets, while European interest lags behind, an expert said.
Helen Robinson, managing director of Markit Environmental Registry, said large US corporations continue to be the registry’s biggest buyers of carbon credits generated from the growing market for reduced deforestation and forest degradation (Redd) projects.

But European demand remains small given the uncertainty surrounding how a Redd agreement will evolve as part of the Copenhagen Accord, she said.

Markit, a UK-based financial information provider, sought to make a name for itself in the global offsets market when it bought New Zealand voluntary carbon registry, TZ1, in June last year.

It recently made a big push into the Redd marketplace by unveiling in December a new carbon offset standard focusing on the forestry sector.

Markit will provide its registry for carbon credits generated from the new Carbco Platinum Carbon Standard, which has been created by project developer C-Questor.

The Platinum standard is an “additional certification” for Redd credits and is designed to complement existing standards, such as the Voluntary Carbon Standard and the Climate Action Reserve, said Robinson.

Several projects that are due to be verified to the standard are under development in Africa, Brazil and South-East Asia.

Brazil focus

Markit also announced in December it had entered into a deal with two Brazilian firms to provide its registry for credits created and validated to a new Brazilian Redd standard, known as Brasil Mata Viva.

The standard, created by consulting firm IMEI Consultoria e Treinamento and the Environmental Bonds and Asset Exchange of Brazil, focuses on certifying carbon credits from Redd projects in the Brazilian state of Goiás.

“As Redd continues to evolve and become more accepted in the market we have almost become the default registry for Redd credits everywhere,” said Robinson.

“The work in Brazil is a great example of fantastic forestry efforts that are going on,” she said.

The managing director said apart from the large forestry offset markets of South America, Africa and Canada, the registry is seeing Redd credits emerging from new markets such as China.

“Literally everywhere there are forestry credits being created,” she said.

Robinson sees good growth potential in the Redd offset market despite the uncertainty created by the Copenhagen negotiations and pending US climate legislation.

Although the Copenhagen summit failed to produce a legally binding treaty, it did recognise the role and need for Redd financing and some initial steps to drive funding.

It also recognised the need for guidance on methodologies that take into account drivers of deforestation, such as livestock and biofuel demand.

US growth

US climate legislation also has the potential to create large demand for Redd credits if it is passed into law.

Both the House-passed Waxman-Markey bill and Senate’s Kerry-Boxer climate legislation recognise Redd credits as a valid offset type.

Robinson said Markit is seeking to play a “significant role” in the US pre-compliance offset market.

“Markit is already playing the leading role in service provision for early action credits in the US. Because we list the majority of these credits, we will continue to play an important role,” she said.

Robinson envisages more European buyers of Redd credits emerging despite uncertainty surrounding the future of Redd under the Copenhagen Accord.

“The smarter European corporations and traders will get involved in forestry early because they will see the longer-term benefits of doing so,” said Robinson.

By Kim Moore – kmo@pointcarbon.com
Washington DC

Sustentabilidade Chega às Prateleiras

Globo.com /// São Paulo
Alguns dos principais fornecedores de supermercados anunciaram, juntamente com o Wal-Mart Brasil, o lançamento de produtos fabricados com menor impacto ambiental.

Dentre as mercadorias que passam a integrar o programa "End to End ­­- Sustentabilidade de Ponta a Ponta", estão o Óleo Liza (Cargill), Esponja de banho Curauá (3M), Pinho Sol (Colgate-Palmolive), Matte Leão Orgânico (Coca-Cola Brasil), Band-Aid (Johnson&Johnson), Amaciante Confort Concentrado (Unilever), Pampers Total Confort (Procter&Gamble), Toddy Orgânico (Pepsico), água Pureza Vital (Nestlé) e Sabão TopMax (Walmart).

Partindo da análise do ciclo de vida de seus produtos - da matéria-prima ao descarte - as empresas desenvolveram mudanças em itens de seu portfólio, no intuito de fazer com que a cadeia de suprimentos básicos dê um novo salto rumo à sustentabilidade. Como os produtos impactam menos o meio-ambiente, estarão dispostos com destaque nas prateleiras dos supermercados.

Quanto à formatação dos preços, ela dependerá da aceitação dos consumidores.

"Os produtos trazem diferenciais que vão da redução ou alteração do tipo de embalagem e matéria-prima utilizada, optando por opções recicláveis ou certificadas, à diminuição no consumo de energia e água e dos resíduos sólidos gerados", comentou o presidente do Wal-Mart Brasil, Héctor Núñez.

Apesar do Wal-Mart Brasil ter fornecido suporte técnico para a realização do programa Sustentabilidade de Ponta a Ponta, todos esses produtos que estão de "cara nova" poderão ser encontrados nas prateleiras de outros supermercados cearenses, não se restringindo apenas às bandeiras do grupo em atividade no Ceará (Bompreço, Hiper Bompreço, Sam´s Club e Maxxi). "A questão da sustentabilidade não é vantagem competitiva. Os produtos também serão vendidos em supermercados de outros grupos", completou Núñez. Ainda neste ano, outros gigantes fabricantes como Ambev, Loreal, Danone, Sara Lee, Philips, Bunge e Kimberly-Klarc, também prometem disponibilizar no mercado brasileiro itens produzidos a partir de mecanismos que estejam aliados à proteção da natureza. Para ser executado, o projeto contou com o apoio do Centro de Tecnologia de Embalagens (Cetea), órgão ligado ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), do Governo de São Paulo.

* A repórter viajou a convite do Wal-Mart

ENTREVISTA COM LESTER BROWN///RODA VIVA

Veja entrevista com o ambientalista Lester Brown, do World Watch Insitute, no programa Roda Viva, ano passado.
São 9 videos no total, postaremos apenas 3 deles, sendo que os outros 6 restantes estão disponíveis no Youtube.

Entre outros pontos, L. Brown defende que:

Poluidores:
"...deveriam haver tributos e pesados impostos para aqueles que destroem os recursos naturais do planeta, comprometendo assim as futuras gerações...";


Produção de Alimentos:
"...O atual modo de produção dos alimentos levará ao esgotamento dos recursos naturais do planeta o que invibiliazará o futro da humanidade...";

"...Hoje mais de um bilhão de pessoas não podem alimentar-se devido aos elevados preços dos alimentos produzidos...";


Água:
"...Metade da população mundial vive em locias onde os lençóis freáticos estão em processo de acentuada exaustão, por conta da superutilização..."


Parte 1:



Parte 2:


Parte 3:

Eletricidade nuclear: na contra mão da sustentabilidade///Portal Ecodebate

Artigo de Heitor Scalambrini Costa contesta a sustentabilidade da geração de energia nuclear para o Brasil, faz críticas ao modelo energético adotado pelo país e lança a questão "Precisamos nos perguntar, para quê e para quem essa energia é produzida".

Por Heitor Scalambrini Costa*

Desenvolvimento sustentável é aquele que é capaz de suprir as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de atender às necessidades das gerações futuras. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Partindo desse conceito podemos afirmar que é um absurdo e equivocado que o governo brasileiro priorize a opção nuclear para geração de energia elétrica, considerando que o país conta com tantas opções de produção a partir de energias renováveis e limpas. Além dos riscos devido a acidentes, ao lixo atômico, as emissões de CO2, somam-se o risco geopolítico que traria ao país e a região esta tecnologia.

A exploração abusiva e perdulária da energia originada de fontes não-renováveis (combustíveis fósseis, como o petróleo, carvão e o gás natural, e a energia produzida nas usinas nucleares), ainda maioria no planeta, traz danos irreversíveis ao meio ambiente. Com base nesse fato, a questão das fontes de energia é assunto em pauta mundialmente. No Brasil, cria polêmica à discussão sobre as usinas nucleares como complemento à produção de energia a partir das hidrelétricas.

Atualmente, a energia nuclear corresponde a 2 % da produção energética brasileira, gerada pelas usinas Angra 1 (657 megawatts) e Angra 2 (1.350 megawatts). A principal matriz do Brasil é a hidroeletricidade (80%). A intenção do governo com a reativação do Programa Nuclear é de aumentar a capacidade nuclear com a instalação de Angra 3 até 2012, e com a construção de quatro novas usinas até 2030, sendo duas na região Nordeste e outras duas no Sudeste, conforme propõe o Plano Nacional de Energia 2030 – Estratégia para a Expansão da Oferta, apresentado pela Empresa de Pesquisa Energética-EPE.

Apesar dos renovados esforços da indústria nuclear em apresentar-se como segura, acidentes em instalações nucleares em diversos países continuam a demonstrar que esta tecnologia é perigosa, oferecendo constantes riscos que podem trazer conseqüências catastróficas ao meio ambiente e à humanidade, por centenas e milhares de anos. O exemplo mais recente foi o acidente pós-terremoto na maior usina atômica do mundo, localizada em Kashiwazaki-Kariwa, no Japão. Sem falar em outro problema que continua sem solução no Brasil e no mundo, que é o armazenamento do lixo radioativo gerado pelas usinas.

Afirmar que as centrais nucleares não contribuem para os gases de efeito estufa é uma meia verdade, e como toda meia verdade, também é uma meia mentira. As usinas núcleo elétricas em operação rotineira, necessitam de grandes volumes de água usados na refrigeração de suas turbinas, produzindo grandes quantidades de vapor d’água para a atmosfera. Lembramos que o vapor d´água é também um tipo de “gás estufa”. No conjunto de etapas do processo industrial que transforma o mineral urânio, desde quando ele é encontrado em estado natural até sua utilização como combustível dentro de uma usina nuclear, chamado ciclo do combustível nuclear, é produzido quantidades consideráveis de gases de efeito estufa.

Outro fator de extrema preocupação, descrito no Relatório da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados publicado em 2006, é que o Estado brasileiro está longe de ter a estrutura necessária para garantir a segurança das atividades e instalações nucleares. Nesse documento são apontadas graves falhas na fiscalização e monitoramento do setor nuclear, destacando, entre outros problemas, a duplicidade de funções da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN atua, ao mesmo tempo, como Requerente, Operadora, Prestadora de Serviços, Licenciadora e Fiscalizadora de si própria. Vale lembrar que, em setembro desse ano, completaram-se 20 anos da contaminação com Césio 137 em Goiânia, que vitimou milhares de pessoas e ficou conhecido como o maior acidente radiológico do mundo.

No Brasil, historicamente, a relação entre o uso da energia nuclear para fins energéticos e para fins militares também é muito estreita. O Programa Nuclear Brasileiro surgiu durante a ditadura militar e até hoje atende demandas de alguns setores das forças armadas, fascinados pelo poder que a energia nuclear lhes traz. Outros grupos de interesse fazem “lobby”, como setores industriais “preocupados” com o risco de um apagão (a instalação de usinas nucleares não vai afastar o risco do apagão nos próximos três ou quatro anos), grupos de cientistas pelo prestígio e oportunidades de novas pesquisas e pelo comando do processo, os fornecedores de equipamentos e as empreiteiras, por motivos óbvios.

A discussão sobre energia nuclear precisa levar em consideração o modelo econômico adotado no país, o qual se baseia no aumento do consumo e da oferta de energia. Isto não é aceitável. O atual modelo energético brasileiro “ofertista” é insustentável. Precisamos nos perguntar, para quê e para quem essa energia é produzida.

Não existe uma fonte de energia que só tenha vantagens. Não há energia sem controvérsia, mas a nuclear, pelo poder destruidor que tem qualquer vazamento, merece e deve ser discutida mais amplamente pela sociedade, do que a feita apenas com dez pessoas do Conselho Nacional de Política Energética – CNPE.

Para um desenvolvimento sustentável, voltado para o bem de todos, da pessoa humana e da natureza, em um país como o Brasil com tantas opções de produção de energias renováveis, a energia nuclear não passará.

*Heitor Scalambrini Costa, é Professor Associado da Universidade Federal de Pernambuco. Graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), Mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares, na Universidade Federal de Pernambuco e Doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Comissariado de Energia Atômica-França.

Eduardo Giannetti defende que PIB e sistema de preços levem em conta critérios verdes, como poluição e desmatamento///O Globo

Entrevista: Eduardo Giannetti defende que se contabilize um PIB verde

Economista de formação e professor do Instituto de Estudos e Pesquisas (Inesp), o mineiro Eduardo Giannetti, 52 anos, está convencido de que o modo convencional como os países medem sua economia está totalmente anacrônico. Não só a forma com que “contabilizamos a economia”, mas o sistema de preços vigentes também deixa a desejar no tocante aos impactos ambientais. Defensor de um PIB verde e observador atento da Conferência do Clima (COP-15), Giannetti, autor de livros premiados, resume, em bom português, por que as decisões importantes foram adiadas para a COP-16: “É que o ideal para cada país é que todos façam esforço, menos ele”. Entrevista de Liana Melo, no O Globo.

O GLOBO: O senhor virou um crítico feroz do PIB. Por quê?
EDUARDO GIANNETTI: Tanto o sistema de preço como a forma com que contabilizamos os fatos em economia deixam a desejar no tocante ao impacto ambiental. Se uma comunidade tem acesso a água potável com a mesma facilidade com que consome o ar que respira, isso não entra nas contas nacionais. A água ainda é considerada um bem livre, como o ar que respiramos.

O GLOBO: Como assim?
GIANNETTI: Vamos supor que uma comunidade, ao se desenvolver, polui todas as fontes de água potável e passa, por isso, a ser obrigada a engarrafar água e distribuí-la. O PIB desSe país vai aumentar, no lugar de diminuir. Tudo porque algo que não era transacionado pelo mercado e que não passava pelo sistema de preços passou a ser contabilizado. Por essa lógica econômica, quando todos nós tivermos que carregar nosso tubinho de oxigênio para respirar, a sociedade, pelo registro puramente monetário, vai ter ficado mais rica. Este método de medição ficou anacrônico.

O GLOBO: O senhor poderia dar um exemplo desse anacronismo do PIB, no caso brasileiro?
GIANNETTI: Se derrubamos nossa floresta para vender madeira no mercado internacional, o PIB brasileiro vai dar um salto fantástico. Só que, ao optarmos por esse caminho, estamos empobrecendo as gerações futuras de uma forma irreparável, porque alguma coisa que era um patrimônio e tinha um valor permanente foi usada no presente para gerar um riqueza passageira. É mais ou menos como vender a prata da família para janta fora.

O GLOBO: O senhor também considera o sistema de preços caduco?
GIANNETTI: Claro, ele padece de alguns defeitos gravíssimos. O sistema de preços não registra o impacto ambiental das ações humanas. Basta compararmos o custo de geração de energia em uma usina eólica com uma termoelétrica: US$ 0,17 contra US$ 0,03 o quilowatt/hora. Nesse custo monetário não está embutido o valor real da poluição provocada por uma termoelétrica, daí porque a comparação é inadequada.

O GLOBO: Então a tonelada de gás carbônico gerada deveria ser precificada?
GIANNETTI: É preciso mudar o sistema de preços, porque ele só capta o custo monetário das atividades econômicas. O impacto ambiental não é contabilizado. O sistema de preços capta apenas uma parcela do custo, que é a monetária.

O GLOBO: No lugar de precificar o custo do CO2, embutir um imposto no preço final do produto não seria uma alternativa?
GIANNETTI: Estou convencido de que só teremos uma mudança estrutural nas decisões de investimento e nas de consumo à medida que o impacto ambiental for incorporado aos produtos, na forma de preço e não de imposto voluntário. As pessoas se declaram preocupadas com o aquecimento global, mas quando se fala em pagar voluntariamente, ninguém quer pagar a conta. Quando compramos uma passagem aérea, pagamos um valor monetário pelos fatores de produção embutidos: equipamento, serviço, combustível. Mas não pagamos o custo não monetário das emissões de CO2 equivalente geradas pela viagem.

O GLOBO: Um dos motivos de a COP-15 não ter avançado é porque ninguém quer pagar a conta?
GIANNETTI: Exatamente isso. O ideal para cada país é que todos façam esforço, menos ele. O grande complicador é a ação coletiva internacional, que se resume a como distribuir os custos da redução de CO2 equivalente entre os países.

O GLOBO: O Protocolo de Kioto expira em 2012, e o resultado não é dos mais alvissareiros. Por quê?
GIANNETTI – O Protocolo de Kioto revelou-se um acordo com uma série de problemas. Alguns dos países signatários, como a Espanha, não fizeram nada. Os espanhóis aumentaram suas emissões de CO2 equivalente após a assinatura do acordo, enquanto os Estados Unidos, que nem sequer são signatários, avançaram mais que a Espanha. Ficou claro que precisamos ter mecanismos para garantir o cumprimento do acordo e evitar que alguns países exportem suas indústrias sujas para os países em desenvolvimento.

O GLOBO: Dono da maior floresta tropical do mundo, o senhor considera que o Brasil tem uma posição relevante nas negociações internacionais sobre clima?
GIANNETTI – Os três grandes atores são a China, os Estados Unidos e a União Europeia. Os três juntos representam mais de 60% das emissões globais. O Brasil responde por 4,5%. A grande peculiaridade do Brasil é sua matriz energética, que é limpa, mas, em compensação, estamos destruindo nossa floresta. Já está comprovado que investir na prevenção do desmatamento é mais barato do que mitigar os impactos provovacos pelo desmatamento.

O GLOBO: Somos o maior exportador de carne do mundo, e a pecuária é apontada como um das grandes responsáveis por parte significativa do desmatamento. É possível fechar essa conta?
GIANNETTI – A emissão de gases-estufa do rebanho mundial supera a da frota automobilística. A Organização para a Agricultura e a Alimentação, órgão das Nações Unidas, a FAO, já previu que o consumo mundial de carne vai dobrar de 229 milhões de toneladas, em 2001, para 465 milhões em 2050. E o de leite vai subir de 580 milhão de toneladas para 1 bilhão nos próximos 40 anos. O meio ambiente não vai aceitar esse desaforo. A única forma de fechar essa conta é fazer como a Nova Zelândia, que está investindo em novas tecnologias. A situação do país é muito parecida com a do Brasil, porque também tem um rebanho grande e exporta para a União Europeia.

O GLOBO: O senhor acha que o governo está atento às questões ambientais?
GIANNETTI: Tendo a crer que a gravidade ambiental ainda não foi incorporada no processo decisório. As decisões são compartimentadas. Fica o Ministério do Meio Ambiente restringindo de um lado e a área econômica tentando atropelar. No lugar de ter uma postura integrada, há setores do governo remando para lados opostos.

O GLOBO: O senhor se considera uma pessoa pessimista?
GIANNETTI: O que me preocupa no Brasil é a combinação da nossa história com a nossa geografia. Geograficamente, fomos premiados com um patrimônio ambiental único. Só que nossa história é pautada pelo imediatismo. Faz parte da nossa formação histórico-cultural essa incapacidade de agir no presente tendo em vista o futuro e o longo prazo. Um dia de sol no planeta, pelo que ele tem de luz e calor, vale mais do que todas as reservas de petróleo no mundo. Esse dia de sol nos é dado gratuitamente e a economia não computa esse bem. Os sinais econômicos são cegos para essa realidade.

EcoDebate, 19/01/2010

El mundo entero envejece///El País

La ONU prevé que en 2045 los mayores de 60 años superen a los menores de 14 - Los países en desarrollo siguen las pautas de crecimiento de los desarrollados
MÓNICA CEBERIO BELAZA - Madrid - 19/01/2010

La población envejece no sólo en el primer mundo, sino en todo el planeta, de forma imparable y en un "proceso sin precedentes en la historia de la humanidad", según el último informe de la División de Población de Naciones Unidas, publicado esta semana. Una de cada nueve personas tiene más de 60 años y se prevé que sea una de cada cinco dentro de 40 años. En 2045 el número total de mayores de esta edad superará por primera vez al de menores de 14 en todo el mundo -lo que ya ocurrió en los países desarrollados en 1998-. "El envejecimiento de la población es profundo y tendrá implicaciones en todas las facetas de la vida", señala el informe, que menciona específicamente las consecuencias en el ahorro, el consumo, los mercados de trabajo, las pensiones, los impuestos, la epidemiología, los sistemas de salud, la composición de las familias o los flujos migratorios.

El aumento en la esperanza de vida de las regiones en vías de desarrollo y el control de la natalidad están cambiando de forma espectacular las pirámides de población, que darán un vuelco en 100 años: de 1950 a 2050 el porcentaje de mayores habrá pasado del 8% al 22%

casi una cuarta parte de la humanidad. En 2000 había 600 millones de mayores, cifra que triplicaba la de 1950. En estos momentos hay 737 millones. Los demógrafos no esperan que las decrecientes tasas de fertilidad vuelvan en ningún caso a ser las mismas que en el pasado, por lo que consideran que el envejecimiento no se frenará sino que seguirá en aumento, sobre todo en los países en vías de desarrollo, donde más se está reduciendo la mortalidad.

La edad media mundial es de 28 años. El país más envejecido es Japón, con 44, y el más joven Níger, con apenas 15. Se prevé que en 2050 está edad media aumente 10 años, hasta los 38. España ocupa el puesto número 18 en envejecimiento de la población.

El informe de la ONU se basa en estimaciones y cálculos elaborados con datos actualizados -no todos- hasta agosto de 2009.

- Nivel de desarrollo. Una de cada cinco personas en los países desarrollados tiene más de 60 años. Y las predicciones de la ONU indican que en 2050 serán una de cada tres. En Asia, América Latina y el Caribe son ahora una de cada diez (llegarán al 20% en 2050), y una de cada 19 en África (el 11% en 2050). El envejecimiento avanza muy rápido en los países en vías de desarrollo, sobre todo en las economías emergentes. China va a pasar de un 12% de mayores de 60 años a un 31% en solo 40 años; la India, de un 7% a un 20%; y Brasil, de un 10% a un 29%.

- Esperanza de vida. El ser humano ha ganado más de 20 años de vida desde 1950. Ha pasado de tener como horizonte vital 48 años -de media mundial- a tener 68. Y, quienes han llegado a los 60, pueden esperar razonablemente vivir 18 años más si son hombres y 21 más si son mujeres. Obviamente, hay diferencias en función del desarrollo de los países: en los más desarrollados los hombres de media viven 20 años más y las mujeres 24, mientras que en los menos desarrollados la esperanza de vida a esa edad es de 15 años para los hombres y 17 para las mujeres.

- Trabajo y pensiones. En 1950 había 12 personas de 15 a 64 años por cada mayor de 60 años. En 2009 fueron nueve y en 2050 se prevé que ese número caiga a cuatro, lo que supondrá un reto para los sistemas de pensiones de todo el mundo. La edad de jubilación varía en función de los países: suele ser a los 65 años en los desarrollados y entre los 55 y 60 en los que están en vías de desarrollo. Pero, en estos últimos, a pesar de una edad de jubilación más baja, un porcentaje de la población mayor suele seguir trabajando ante la falta de cobertura social y de pensiones. En 30 países -la mayoría africanos- más de la mitad de los mayores de 65 años son económicamente activos, mientras que en países como Francia sólo trabaja el 2%.

- Octogenarios y centenarios. El 14% de los mayores de 60 años en 2009 tenía más de 80, y el porcentaje va en aumento. Se prevé que sean el 20% de este segmento de edad en 2050. Los centenarios también crecen. Fueron unos 454.000 en 2009 y la ONU predice que haya más de cuatro millones dentro de 40 años.

- Hombres y mujeres. Por su alta esperanza de vida, hay unos 66 millones más de mujeres que de hombres mayores de 60 años. Por cada 83 hombres hay 100 mujeres, distancia que aumenta en las personas con más de 80: 59 hombres por cada 100 mujeres. Cuanto más desarrollado es el país, mayores son las diferencias de longevidad en función del sexo.

- Solos o acompañados. El 14% de los mayores de 60 años viven solos, porcentaje que llega al 19% en el caso de las mujeres. Los hombres se casan más con mujeres jóvenes que mueren después que ellos y tienden más a casarse si se divorcian o si se quedan viudos.

La transición demográfica en marcha

La reducción tanto de la mortalidad como de la fertilidad causa necesariamente el envejecimiento de la población, y los cambios en estos indicadores durante los últimos 60 años han sido muy profundos. La tasa de natalidad ha caído casi a la mitad: de 4,9 niños por mujer en 1950 se ha pasado a 2,6 en el periodo 2005-2010. La ONU prevé que esta cifra siga disminuyendo hasta los dos niños por mujer en los años 2045-2050 -el mínimo para asegurar un correcto reemplazo generacional-. En los países desarrollados la tasa ya es en estos momentos menor: de 1,6 niños por mujer. El informe de la ONU prevé un aumento de la natalidad en estos Estados en los próximos 40 años y que siga disminuyendo en las regiones en desarrollo, donde se ha pasado de seis niños por mujer en 1950 a 2,7 en estos momentos.

La mortalidad disminuye, pero con grandes diferencias entre los países en desarrollo: en Hong Kong, Macao o Singapur la esperanza de vida es superior a los 80 años mientras que en Afganistán y Zimbabue no supera los 45. Y en algunos países africanos la presencia del VIH implica elevadísimas tasas de mortalidad infantil. Casi todos los países desarrollados tienen una esperanza de vida de más de 70 años (salvo algunos Estados del Este de Europa como Ucrania o Rusia). La diferencia en años de vida entre nacer en uno de ellos o en uno de los menos desarrollados del mundo es de 21 años.

Cultura consumista dos EUA é uma ameaça ambiental para o planeta/// Relatório Worldwatch Institute

Suzanne Goldenberg US environment correspondent ///The Guardian

Um norte americano consome por dia em média uma quantidade de produtos que somados é maior mais que o seu próprio peso. Isto alimenta uma cultura que está se tornando globalizada e cada vez mais ameaçadora ao planeta, divulgado por um relatório em 13/jan ultimo,

No seu relatório anual o Instituto Worldwatch vai adiante e afirma que o consumismo e a ganância podem juntos devastar os ganhos resultantes da iniciativas governamentais relacionadas às mudanças climáticas ou até mesmo os esforços relacionados á mudança para uma economia mais limpa que utilizasse energia renovável.

O diretor do projeto, Erik Assadourian,disse que “até que reconheçamos que nossos problemas ambientais, desde as mudanças climáticas até desmatamento com perdas da biodiversidade, são conseqüências de hábitos insustentáveis, nós não seremos capazes de solucionar a atual crise ecológica que ameaça a civilização.

A população mundial está exaurindo os recursos do planeta numa velocidade imprudente,complementou. Na ultima década o consumo de bens e serviços cresceu por volta de 28%, 30,5 trilhões de dólares.

A cultura do consumo não é mais um hábito restrito aos norte-americanos. Está se espalhando por todo o planeta. Ao longo dos últimos 50 anos, o excesso foi adotado como símbolo de sucesso em países em desenvolvimento, desde o Brasil até Índia e China, cita o relatório. A China esta semana ultrapassou os EUA como sendo maior o mercado de automóveis do globo. A mesma China que hoje já e maior emissora de gases que provocam o efeito estufa, aponta o estudo.

Tais tendências não foram apenas conseqüências naturais do crescimento econômico, mas resultado do massivo esforço de empresas em criar e conquistar cada vez mais consumidores. Produtos como o hambúrguer, um produto rejeitado e tido como não saudável era um alimento para os pobres no início do século 20 e as garrafas (pet) de água, agora são lugar-comum.
Uma família padrão médio no ocidente, gasta mais com o seu animal de estimação do que é gasto por um ser humano em Bangladesh.

O relatório alerta para sinais encorajadores no sentido de que esta cultura de gastos excessivos apresenta sinais de mudanças. Menciona os programas de merenda escolar como sendo um dos grandes esforços para incentivar hábitos alimentares mais saudáveis entre as crianças. O relatório também indica que a geração mais jovem está mais consciente do seu impacto sobre o meio ambiente.

O estudo menciona “ tem que haver uma mudança radical de valores e atitudes”.Nas atuais taxas de consumo, o mundo precisa erguer 24 turbinas eólicas por hora para produzir energia suficiente para repor o combustível fóssil utilizado.

Assadourian afirma “ temos visto esforços encorajadores para combater a crise global do clima nestes últimos anos, mas trabalhar a política e a tecnologia enquanto a cultura se mantém centrada no consumismo não será o suficiente”.
“ Se não mudarmos nossa cultura teremos ainda que enfrentar muitas novas crises. O consumismo não será mais viável por conta do crescimento populacional,em torno dos 2 bilhões, e também porque mais países estão economicamente emergindo”.

No prefácio do relatório, o presidente do instituto, Christopher Flavin, escreve ““ Enquanto o mundo luta para recuperar-se da mais grave crise econômica desde a Grande Depressão, temos uma oportunidade sem precedentes para enfrentar e descartar o consumismo. No final, o instinto humano de sobrevivência deve triunfar sobre o desejo de consumir a qualquer custo".

Tradução de Laércio Bruno Filho

Read the article:
http://www.guardian.co.uk/environment/2010/jan/12/climate-change-greed-environment-threat

Saiba mais sobre O Relatório "State of the World 2010: Transforming Cultures" do Worldwatch Institute:
http://www.worldwatch.org/sow10

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As governments, businesses, and homeowners plan for the future, they should assume that the world’s oceans will rise by at least two meters — roughly seven feet — this century. But far too few agencies or individuals are preparing for the inevitable increase in sea level that will take place as polar ice sheets melt.


by rob young and orrin pilkey

http://www.e360.yale.edu/content/feature.msp?id=2230

Estudo de Caso : Green IT /// eSENSE

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Esta apresentação é um sumário do estudo recém realizado sobre Green IT onde trazemos alguns conceitos sobre Sustentabilidade, suas correlações empresariais especificamente com a área de TI, além de uma visão das práticas mais adotadas pelas empresas e os respectivos resultados obtidos.

por Laercio Bruno Filho

Davos,Sustentabilidade e a Indústria de IT
Recentemente no Fórum Econômico Mundial em Davos na Suíça, a questão ambiental foi amplamente discutida. Um fato surpreendente dado que a agenda deste evento é eminentemente econômica e social. Falou-se em aquecimento global, emissões de gases que provocam os gases de efeito estufa e impactos na economia mundial, assim como a ameaça que estes vetores representam à ordem econômica mundial.Isto foi em plena crise financeira, entre 2008 e 2009.
Freqüentado por políticos, economistas e banqueiros, acadêmicos e cientistas também estavam presentes os líderes das maiores empresas de tecnologia do mundo; Microsoft, Dell, Cisco, Intel, entre outras. Reuniram-se para discutir as possibilidades de coordenar os seus esforços em como adotar práticas mais sustentáveis em seus processos produtivos.
Dias depois a HP anunciou publicamente que havia superado sua meta de reciclagem de lixo eletrônico, reciclando aproximadamente 115 mil toneladas de hardware e cartuchos de impressora, 50% a mais que o ano anterior e comprometendo-se com um novo desafio de reutilizar 900 mil toneladas de produtos até 2012.


Mas o que significa Green IT
Numa visão pragmática e exeqüível significa a adoção de diretrizes socioambientais pela área de TI as quais quando implementadas irradiam ambiência sustentável para a cadeia de stakeholders da empresa.
São 3 as diretrizes:

• Eco inovação;
• Eco colaboração;
• Eco eficiência

Recentemente realizamos um estudo cuja abordagem contemplou o entendimento e detalhamento de práticas relacionadas aos conceitos de sustentabilidade que algumas empresas adotaram em suas áreas de Tecnologia da Informação, TI.
Tal movimentação é conhecida como Green IT, ou TI Verde.

Sendo TI uma área "transversal" aos departamentos, estas práticas acabam por permear de forma horizontal praticamente todos os processos da empresa. Distribuindo assim entre eles todo o seu potencial de ganho socioambiental e de redução de custos operacionais.

Pesadas Emissões de Co2
A indústria de TI no seu contexto mais amplo de abrangência, responde por quase 2% de todas as emissões globais de gases que provocam o efeito estufa e por conseqüência acentua o aquecimento global. Os datacenter são responsáveis por 23 % destas emissões por conta do uso intenso de energia.
As emissões de TI equivalem às da indústria do transporte aéreo global. É bastante significativo.
Diante de tal cenário, torna-se indispensável a adoção de ações que visem reduzir as emissões destes gases, mas não apenas, e sim também a real incorporação de princípios que ajudem a preservar os recursos naturais do planeta. A maioria já bem impactada.


Diferencial Competitivo
Segmentos da sociedade já mais familiarizados com a visão futura do que será uma “economia carbono-restringida ”, entendem o conceito e aceitam pagar um pouco mais por produtos cuja “pegada socioambiental ” seja menor. Complementarmente também exigem uma postura empresarial coerente com tais princípios. E hoje pode-se observar que um numero cada vez maior de empresas desenvolve e incorpora políticas corporativas de sustentabilidade com este objetivo.
Nestas empresas as áreas corporativas de TI ou ajudaram a criar ou já iniciaram um amplo processo de alinhamento com tais politicas, adotando práticas mais sustentáveis e obtendo resultados tangiveis e estratégicos.
Este é o tema central do Estudo de Caso.

Xingu - A Terra Ameaçada

Início do primeiro episódio da série Xingu - A Terra Ameaçada, dirigida por Washington Novaes e coproduzida pela WN Produções, Intervídeo e Sertão Filmes.
Início do primeiro episódio da série Xingu - A Terra Ameaçada, dirigida por Washington Novaes e coproduzida pela WN Produções, Intervídeo e Sertão Filmes. Categoria: Filmes e desenhos
Palavras-chave: Documentário povos indígenas Xingu

Mercados de carbono originados a partir de projetos florestais geram US $ 150 milhões///Point Carbon

pesquisa publicada em 14/jan/2010.
Por John McGarrity - jm@pointcarbon.com
Tradução : Laércio Bruno Filho



O Mercado de carbono com projetos florestais angariou 150 milhões dólares até agora , correspondendo á 21 milhões de toneladas comercializadas.

Uma pesquisa feita pela Ecosystem Marketplace apontou que um preços medi de 7,12 dólares para o crédito florestal - a maioria deles para mercados voluntários em vez do “compliance”, no ano de 2008.

O levantamento, que teve uma amostra de mais de 100 participantes, diz que os preços nos mercados de “compliance” são bastante mais elevados - como no regime de emissões na Bolsa da Nova Zelândia - onde os preços em média giravam em torno de $ 12,31 até a data.

A Chicago Climate Exchange responsável por 26 por cento do mercado voluntário em termos de volume de transações, mas apenas 14,4 por cento em valor, refletindo os atuais preços mais baixos em sua operação, segundo a pesquisa.

Dos 21 milhões de toneladas, transacionados até ao momento, 40 por cento estavam na América do Norte e 22 por cento na América Latina, enquanto a Oceania (Austrália, principalmente) 16 por cento e África com 11 por cento.

Ásia e Europa compuseram por 6 e 4 por cento respectivamente.

Ecosystem Marketplace disse que os créditos de carbono florestais mais transacionados até a data foram os do tipo Aflorestamento / Projetos de Reflorestamento (afforestation/afforestation projects), com 63 por cento.

Isto é seguido por Redd (17 por cento) e projetos de melhoria da gestão florestal em 13 por cento.

Incerteza

A pesquisa disse que o mercado de carbono de projetos florestais "está em uma posição incerta, mas à beira de um crescimento potencial enorme", especialmente em Redd.

O Acordo de Copenhague, demanda signatários para assim incentivar o desenvolvimento de Redd. Os créditos gerados por REDD poderão ser elegíveis para o uso em um futuro regime federal de comércio de emissões nos EUA, caso algum seja promulgado pelo Congresso.

Apesar disso o volume de transações em projetos florestais continua a ser uma pequena fração do mercado global de carbono, devido às metodologias altamente complexas no setor e dos riscos regularmente mencionados por investidores em carbono.

Medir a quantidade de carbono absorvido pelas árvores é realmente complexo, assim como o tempo de permanência das florestas e a questão da titularidade dos créditos, ainda representam grandes entraves.

Obstáculos

Os críticos também afirmam que os projetos florestais absorvem muito menos carbono do que prometem em seus projetos.

Poucos projetos têm conseguido obter registro através do protocolo de Quioto, mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL). O embargo da UE à importação de compensações florestais para o bloco de comércio de emissões também tem limitado as perspectivas para o setor.

Além disso, os vendedores de VCUs ( offsets) no mercado voluntário tem se distanciado dos créditos florestais por conta das dificuldades relacionadas com este setor.

Mesmo assim os defensores da silvicultura argumentam que a estruturação de um mercado e promissor para o plantio de árvores ou de proteção para a floresta existente é essencial, dado que o desmatamento contribui para 15-20 por cento das emissões globais de gases com efeito de estufa.

Avanços nos processos de controle e vigilância nos projetos do tipo florestal significam que as reduções de emissões geradas podem ser monitoradas com precisão, assim como mecanismos financeiros podem ser colocados em prática para atenuar a questão dos riscos inerentes, acrescentam.

A CARNE É FRACA - parte 3/6






"Temos que repensar a questão do consumo, da produção de alimentos e do uso exagerado dos recursos naturais e da relação com os outros seres vivos, sejam animais ou plantas.
Em 2050 a população do mundo será de 10 bilhões, ou mais.
Não haverá água para todos, hoje já não existe em alguns paises da Africa e oriente-medio. "

A CARNE É FRACA (Parte 2 de 6)



"A destruição do solo e da floresta não está computado no custo final da carne, se caso estivesse ela seria inviável.
Quem responde por 70% do abastecimento interno de alimento no país é a agricultura familiar e não o agronegócio, este é somente para exportação.
A soja exportada é basicamente para alimentação animal."

Sustentabilidade: oportunidade de diferenciação competitiva///Helio Mattar

“A propaganda é algo poderoso demais para vender apenas produtos”
Oliviero Toscani em uma palestra em Ravello

Michael Porter, o guru da gestão estratégica, tem apregoado que, para criar valor para seus negócios, as empresas devem sair da fase de reagir às pressões sobre questões sociais e ambientais e entrar na fase de criar ativamente valor para a sociedade como um todo.
Para cumprir esta visão, as empresas do século XXI deverão sair da “era Milton Friedman” para a “era Ray Anderson”. Milton Friedman, prêmio Nobel de Economia em 1976, afirmou que “as empresas existem para dar lucro”. Ray Anderson, fundador e presidente da Interface, uma empresa norte-americana de carpetes pioneira no caminho da sustentabilidade, afirma que “as empresas fazem lucro para poder existir, mas existem para um propósito maior”, o de contribuir para uma sociedade melhor para todos.
Os dados sobre os consumidores brasileiros não apenas confirmam esta visão, mas a caracterizam como uma grande oportunidade de negócios. Segundo a pesquisa Percepção do Consumidor Brasileiro - Responsabilidade Social Empresarial, apresentada pelos Institutos Akatu e Ethos em 2008: (a) 51% dos consumidores afirmam, em maior ou menor grau, que as grandes empresas devem contribuir ativamente para o desenvolvimento da sociedade; (b) 64% dos consumidores afirmam que teriam maior respeito por uma empresa se ela fosse parceira de uma organização sem fins lucrativos para ajudar a resolver problemas sociais; e (c) 78% dos consumidores afirmam ter interesse em saber o que as empresas estão fazendo em termos de responsabilidade social e ambientalmente.
Isto mostra a existência de um consumidor mais consciente do papel das empresas como agentes sociais, o que indica que se cria uma grande oportunidade para as empresas que adotarem uma responsabilidade social estratégica, buscando criar valor para os negócios e, ao mesmo tempo, para a sociedade como um todo. Jeffrey Immelt, CEO da General Electric, confirmou esta visão ao falar na conferência da BSR - Business for Social Responsibility, realizada em novembro de 2008, quando afirmou que a responsabilidade social estratégica e o foco na lucratividade ajudam a viabilizar as empresas no longo prazo em meio à atual crise econômico-financeira.
Na base dessas práticas está o engajamento com os stakeholders, os públicos com quem as empresas se relacionam. Ao manterem um diálogo mais constante e intenso com eles, as empresas criam um espaço contínuo de compartilhamento de valores e princípios. E, ao conhecerem melhor os seus stakeholders, estabelecem relações de confiança que tornam mais fácil passar pelas crises, avaliando melhor demandas e concessões.
Para ter a adesão e a lealdade dos consumidores, as empresas precisam mostrar que agem segundo os mesmos valores e princípios em todos os seus relacionamentos e que esta atitude não é algo circunscrito a apenas um setor, à parte do negócio principal. Como disse Jeffrey Inmelt na conferência da BSR acima mencionada: “Pensamos sobre responsabilidade social começando no núcleo central da empresa e movendo-nos para fora, não como se estivéssemos em um estranho caminho paralelo… ou como se fosse algo que fazemos ao final do dia quando nos sobram 15 minutos de tempo”.
O grande dilema das empresas que adotam esse caminho é como comunicar isso de maneira transparente aos consumidores e à sociedade.
Ao criar uma marca de sucesso como a Benetton, com imagens que tratavam de questões como a AIDS e o preconceito racial, Oliviero Toscani se solidarizou com os consumidores que tinham as mesmas convicções e mostrou que a propaganda serve para algo mais do que apenas vender produtos: criar um espaço de compartilhamento de valores e princípios. Tratarei deste tema em maior profundidade em meu próximo artigo.

* Helio Mattar é Diretor Presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.

Este artigo foi originalmente publicado no no jornal Meio & Mensagem.

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